Olá a todos!
Consultando a revista Cascais Puro O2 podemos ler um pouco sobre um projecto acabado de implementar no concelho de Cascais (em Lisboa também já existem hortas comunitárias), e também nalgumas cidades do Reino Unido, conforme tive já há tempos conhecimento através deste post da Paula. Na altura (quando li o post da Paula), até pensei sugerir algo do género a vários Municípios portugueses (a Paula tem outros posts, como por exemplo este, que dão seguimento às suas peripécias na horta). Concerteza talvez haja ainda em mais concelhos por este país fora, falo apenas das que conheci até agora.
E eis que ontem uma amiga minha me mostra o resultado de um projecto que fez para o aproveitamento de um espaço neste concelho (Cascais), projecto esse que ganhou o concurso pela ideia bem simples de criar (para além de outras zonas com outros aproveitamentos) uma zona de horta comunitária onde o usufruto de vários talhões de terreno passam a ser da responsabilidade dos interessados que, como “pagamento” apenas têm que se comprometer a frequentar uma formação de agricultura biológica que também lhes é facultada. Trata-se do que aparece na revista Cascais Puro O2, cujo link coloquei no início do post. Uma boa ideia, não acham?
Então, até para a semana dia 2 de Dezembro, Lua Cheia! Belos dias para todos.
x
Caderno Verde
Variações Sobre Um Tema – Aviões
Já há uns tempos que o Alexandre se “dedica” também aos aviões, pede-me muitas vezes para ler um dos seus livros preferidos da colecção do Ruca, “O Ruca anda de avião”, tem aviões-brinquedo com que brinca algumas vezes e outras coisas do género. Ultimamente teve umas semanas (duas ou três seguidas) que “voltou aos aviões” de uma forma “intensiva” (muitas horas de cada dia dessas semanas seguidas, dedicadas aos aviões):
Brincando com os seus aviões de brinquedo,
construindo aviões em Lego (tem um kit para construir um avião amarelinho e vermelho transportador de correio), brincando com aviões de modelismo que eram do tio, vendo filmes de desenhos animados onde há aviões (já pediu este ano para o Natal o brinquedo que é o avião dos irmãos Koala),
aprendendo inglês com o vídeo “Nody anda de avião”,

e claro, ouvindo ler o seu preferido “Ruca anda de avião” e vendo o vídeo da mesma história (gosta muito da parte em que a hospedeira de bordo serve o pequeno almoço ao Ruca e agora, muitas vezes passou a pedir ao lanche “um lanche como o pequeno almoço do avião do Ruca” e vamos os dois preparar um tabuleiro com sumo de laranja (natural), pão com doce (de morango, sem açúcar adicionado), uma tacinha com fruta descascada (normalmente maçã) e queijo (adaptamos, ralo em tiras queijo de soja) e depois eu faço de hospedeira do avião e ele de passageiro e vou levar-lhe, “ao seu lugar” o tabuleiro, perguntando “deseja pequeno almoço?”)
E também temos planeado juntos uma viagem de avião que pretendemos fazer lá para a próxima Primavera, que vai ser a primeira viagem de avião do Alexandre.
Vamos ao Reino Unido visitar uns amigos e algumas cidades, claro… Ele já anda todo entusiasmado, já combinámos juntos o que e como fazer, vamos reservar os bilhetes juntos, ver nos mapas onde vamos e preparar tudo sempre com o Alexandre (que é o que faz as crianças empolgarem-se e viverem TODA a viagem).


Alexandre, Celina e a Nave Espacial (aqui estão as “impressões digitais” respectivas:
Mesmo antes de voltarem a casa, registaram “todos os passos” dessa saída, antes que esquecessem. O Alexandre relatou e a Celina escreveu, tal e qual o seu relato.
Também contam como conheceram uma menina no comboio e como o Alexandre lhe explicou que a nave (o space shuttle) não era um avião, pois tinha “motores atrás”.
E os contratempos que não os demoveram, queriam ir andar no “comboio de estrada” que há no Parque das Nações e depois de muito o procurarem disseram-lhes que nesse dia ele estava avariado, não estava a fazer viagens, logo… teleférico, pois então! Há 45 teleféricos, sabe o Alexandre já das suas outras muitas voltas:
E contaram as paragens que tinham na linha verde (5) e mais 6 na linha vermelha, num total de 11 paragens, de metro:
E trouxeram-me uns lindos ramos de Outono, que apanharam à beira de um jardim (já estavam no chão, mas bonitos ainda) com umas “bolinhas” que parecem uns pequenos ouriços, adorei o “presente”, depois coloco aqui as fotos junto com outras de Outono…).
O pormenor da parte de cima, feita por eles, do caderninho:
Até para a semana, dia 24, Quarto Crescente!
Eu lá escrevi e percebi que este rapaz vai mesmo é desenvolver a leitura, lendo números !
“I’m a aeroplane, I’m a aeroplane!”
Depois fomos andar de teleférico 
E brincámos todos no “Parque da Música” do Parque das Nações….


E depois ainda fomos a outro parque, mas não tirei fotos. Foi giro porque nos juntámos todos lá de casa (fomo-nos encontrando pelo caminho… 

E bem, esta foto é um exemplo de como muitas vezes a Geografia anda de mão dada com a História:
Ao Alexandre, enquanto lhe falávamos de reis e de como antigamente houve reis em Portugal, saltou-lhe logo à vista que o “rei” usava uma espada (dá um bocado de trabalho explicar a uma criança que desde cedo não tem contacto com filmes ou desenhos animados com pistolas ou espadas, que não sabe quem é o homem-aranha (falo neste, porque por exemplo, dois dos meus sobrinhos um pouco mais velhos que o Alexandre, aos 3-4 anos só queriam “saber de coisas do homem-aranha”…), que não tem tido brinquedos bélicos (fez seis anos no Verão) nem nunca nos pediu para os comprarmos _ até este ano agora, que, encantado com nave espaciais, lhe foi oferecida uma em peças de lego para ser construída, o que ele adora, e que, bem, é uma réplica de uma das naves do Starwars; daí ele ter reconhecido a espada, que os bonecos réplica dos personagens do starwars e que vinham com o kit da nave, usam_ dizia eu, deu um certo trabalho explicar que os reis promoviam e entravam em batalhas, que usavam espadas, tentando manter uma imagem mais construtiva dos nossos reis, quando ele próprio reconhece e diz das cenas de espadas e lutas _ e mesmo de cenas de discussões que eventualmente assista entre as pessoas de hoje em dia _ que “não são lindas”, é a expressão que usa).



(Ele assinala os espaços entre as palavras com um traço vertical):
Gosta de associar a cada pessoa algo que ela goste (às vezes associa as cores que gostamos ou outras coisas, como desta vez, sempre sendo sua a iniciativa):
Entretanto e já uns bons dias após receber este presente, lembrei-me que podíamos fazer um jogo onde ele fosse montando frases, palavra a palavra. E o melhor seria que ele próprio nos ditasse as frases que lhe apetecesse. Então propus-lhe o jogo e ele disse para escrevermos umas “piadas”. E ditou-nos duas. Escrevemos no computador, para depois imprimir:
Recortámos conjuntos de palavras, que ele “montou” facilmente:
E depois, palavra por palavra,
que já achou mais difícil a reconstrução do texto e desistiu quase no início.



Por volta de duas ou três semanas depois do seu primeiro contacto com o ábaco, descrito nesse post, o Alexandre, continuando sempre entusiasmado com os números continua a perguntar vezes sem conta quanto são mil vezes um milhão, dez vezes mil e coisas que tal. Lembro-me que quando era pequena também me fascinava o facto de “os números serem infinitos” e queria saber sempre qual o número que vinha a seguir…
Na mesma altura, andava muito interessado no 500, que nós achamos muita piada e gostamos de o ouvir nas suas variações com o 500, por que ele pronuncia “quinentos”: “Quinentos é cinco vezes cem?”, “Quinentos é mais que seiscentos? Mais que mil?”
Depois continuámos a contar todas as peças da caixa e chegámos ao belo número de setecentas e onze peças. Para recordarmos e contarmos ao pai eu escrevi no papel mais à mão:
E o Alexandre foi representar o número no ábaco.
“Quatro vezes cem mais dez vezes dez!”
macieiras
e pessegueiros (na foto abaixo desta, esta é do poço da casa… a casa tem água canalizada e também este poço)
pessegueiro…
Da janela da sala perdemos de vista o terreno, que é “sobre o comprido”.
O alpendre é óptimo para fazer ginástica, yôga pela manhã, ao nascer do sol… a Celina a brincar com as fitas de ginástica rítmica que a irmã lhe trouxe um dia de Inglaterra como presente:
E bem, a comprovar que “nas férias” também se fazem “trabalhos com os livros e cadernos e computadores”, com a diferença de que em ensino doméstico eles nem sentem bem a diferença entre férias e não férias, porque essa diferença só existe mesmo para os pais com trabalhos com horários e timings estipulados e menos flexíveis, e com a diferença ainda de que estes “trabalhos” não foram impostos, mas sim solicitados por ele, aqui está um pequeno registo de momentos desses.
O Alexandre nunca se interessou muito por “fazer fichas”, experimentámos umas vezes, ele não ligava, nunca insistimos. Como ele gosta muito de números, contas, lógica, de vez em quando vejo uns cadernos de fichas que me parecem apelativos dentro dos interesses dele e compro. Dão sempre jeito para nos entretermos nas viagens de comboio, por exemplo (para além de outras coisas), levo-os também juntamente com os seus livros preferidos da altura quando passamos alguns dias fora.
e como é melhor o exemplo ou “uma imagem (e neste caso uma acção) vale mil palavras”, o Alexandre pegou nos cadernos que eu levara e juntou-se a todos, “a trabalhar”,
(A simetria…),
com a “supervisão” da mana Celina.
Sim, todos menos eu, que nesta altura estava a tirar fotos! 





























Estava muito calor cá fora, visitar as grutas soube mesmo bem…
O Alexandre que enjoa um bocado quando anda de carro em estradas com mais curvas, no início teve umas dores de barriga que não o deixaram aproveitar bem o início da visita, mas “milagrosamente” resolvi levá-lo ao colo aninhado como aos bebés e a dor passou-lhe instantaneamente (o que não acontecera em nenhuma outra posição em que ia ao colo antes de eu ter dado ouvidos a essa minha “intuição”); passou do desconforto inicial a entregar-se por completo ao passeio nas grutas.
As estalactites!
Estas parecem autênticas franjas…
E esta parte aqui lembra-me a nossa garganta, não sei porquê! :)

Na parte final, à saída da gruta, estão em exposição algumas pedras. O Alexandre quiz que lhe lêssemos lá na altura esta informação sobre o ciclo das rochas e fazia perguntas (ficou com vontade de ir ver os vulcões!)
Também apreciou os vários tipos de pedras…
Foi uma iniciação à geologia, com o tempo aprofundaremos mais…
Engraçado que quando eu andava na 3ª classe de então, tinha os meus 9 anitos (eu sou das que faz anos logo no início do ano, em Fevereiro…), participei numa visita de estudo proporcionada pela escola em que fiz precisamente esta “volta”, que agora acabámos de fazer: ver uma fábrica de vidro na Marinha Grande, visitar as grutas (as que fui na altura não foram estas de Mira de Aire, mas às de Santo António) e visitar, ainda, o Mosteiro da Batalha (ao qual não fomos desta vez), mas percebi que me ficaram na memória, desde então, muitas das coisas que os respectivos guias às visitas explicaram na altura, como se agora relembrasse tudo “a 100 à hora”…