Hortas Comunitárias

Olá  a todos!

Consultando a revista  Cascais Puro O2 podemos ler um pouco sobre um projecto acabado de implementar no concelho de Cascais (em Lisboa também já existem hortas comunitárias), e também nalgumas cidades do Reino Unido, conforme tive já há tempos conhecimento através deste post da Paula. Na altura (quando li o post da Paula), até pensei sugerir algo do género a vários Municípios portugueses (a Paula tem outros posts, como por exemplo este, que dão seguimento às suas peripécias na horta). Concerteza talvez haja ainda em mais concelhos por este país fora, falo apenas das que conheci até agora.

E eis que ontem uma amiga minha me mostra o resultado de um projecto que fez para o aproveitamento de um espaço neste concelho (Cascais), projecto esse que ganhou o concurso pela ideia bem simples de criar (para além de outras zonas com outros aproveitamentos) uma zona de horta comunitária onde o usufruto de vários talhões de terreno passam a ser da responsabilidade dos interessados que, como “pagamento” apenas têm que se comprometer a frequentar uma formação de agricultura biológica que também lhes é facultada. Trata-se do que aparece na revista Cascais Puro O2, cujo link coloquei no início do post. Uma boa ideia, não acham?

Então, até para a semana dia 2 de Dezembro, Lua Cheia! Belos dias para todos.

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Caderno Verde

Variações Sobre Um Tema – Aviões

Já há uns tempos que o Alexandre se “dedica” também aos aviões, pede-me muitas vezes para ler um dos seus livros preferidos da colecção do Ruca, “O Ruca anda de avião”, tem aviões-brinquedo com que brinca algumas vezes e outras coisas do género. Ultimamente teve umas semanas (duas ou três seguidas) que “voltou aos aviões” de uma forma “intensiva” (muitas horas de cada dia dessas semanas seguidas, dedicadas aos aviões):

Brincando com os seus aviões de brinquedo,

construindo aviões em Lego (tem um kit para construir um avião amarelinho e vermelho transportador de correio), brincando com aviões de modelismo que eram do tio, vendo filmes de desenhos animados onde há aviões (já pediu este ano para o Natal o brinquedo que é o avião dos irmãos Koala),

aprendendo inglês com o vídeo “Nody anda de avião”,

e claro, ouvindo ler o seu preferido “Ruca anda de avião” e vendo o vídeo da mesma história (gosta muito da parte em que a hospedeira de bordo serve o pequeno almoço ao Ruca e agora, muitas vezes passou a pedir ao lanche “um lanche como o pequeno almoço do avião do Ruca” e vamos os dois preparar um tabuleiro com sumo de laranja (natural), pão com doce (de morango, sem açúcar adicionado), uma tacinha com fruta descascada (normalmente maçã) e queijo (adaptamos, ralo em tiras queijo de soja) e depois eu faço de hospedeira do avião e ele de passageiro e vou levar-lhe, “ao seu lugar” o tabuleiro, perguntando “deseja pequeno almoço?”)

:)

E também temos planeado juntos uma viagem de avião que pretendemos fazer lá para a  próxima Primavera, que vai ser a primeira viagem de avião do Alexandre.

Vamos ao Reino Unido visitar uns amigos e algumas cidades, claro… Ele já anda todo entusiasmado, já combinámos juntos o que e como fazer, vamos reservar os bilhetes juntos, ver nos mapas onde vamos e preparar tudo sempre com o Alexandre (que é o que faz as crianças empolgarem-se e viverem TODA a viagem).

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Unschooling, Aprender no Mundo real

Olá  todos!

No último post que escrevi no Pés Na Relva, menciono que andava a ler um capítulo do livro “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga, intitulado “Learning in the world”. Como em todo o livro, John Holt transcreve vários trechos de cartas enviadas por pais homeschoolers com muitos exemplos de como acontece esta aprendizagem natural feita quando às crianças lhe és facilitado o acesso a tudo o que nos rodeia, à vida, como ela decorre naturalmente.

Também  neste post da Paula do Aprender Sem Escola podemos ler alguns breves testemunhos de diferentes jovens que “estudam no mundo”.

E hoje vou colocar aqui as fotos do registo neste caderninho personalizado por eles que o Alexandre e a sua irmã Celina (a do meio, que tem quase 19 anos) fizeram das viagens e acontecimentos de um dia em que saíram os dois “à aventura”:

DSC02618Alexandre, Celina e a Nave Espacial (aqui estão as “impressões digitais” respectivas:

DSC02619Mesmo antes de voltarem a casa, registaram “todos os passos” dessa saída, antes que esquecessem. O Alexandre relatou e a Celina escreveu, tal e qual o seu relato.

DSC02620Também contam como conheceram uma menina no comboio e como o Alexandre lhe explicou que a nave (o space shuttle) não era um avião, pois tinha “motores atrás”.

DSC02621E os contratempos que não os demoveram, queriam ir andar no “comboio de estrada” que há no Parque das Nações e depois de muito o procurarem disseram-lhes que nesse dia ele estava avariado, não estava a fazer viagens, logo… teleférico, pois então! Há 45 teleféricos, sabe o Alexandre já das suas outras muitas voltas:

DSC02623E contaram as paragens que tinham na linha verde (5) e mais 6 na linha vermelha, num total de 11 paragens, de metro:

DSC02624E trouxeram-me uns lindos ramos de Outono, que apanharam à beira de um jardim (já estavam no chão, mas bonitos ainda) com umas “bolinhas” que parecem uns pequenos ouriços, adorei o “presente”, depois coloco aqui as fotos junto com outras de Outono…).

DSC02626O pormenor da parte de cima, feita por eles, do caderninho:

DSC02627Até para a semana, dia 24, Quarto Crescente!

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Caderno Verde

Mais Matemática – Formulação de Problemas

Estávamos na sala, como muitas vezes a meio da tarde, simplesmente a conversar. O Alexandre contava-me o que tinha feito de manhã, o que tinha almoçado e coisas assim. Depois, de repente e já nem sei a propósito de quê, diz-me “Sim, porque uma semana tem 7 dias…”

Eu pensava que ele não sabia ainda isto das semanas-meses-dias, às vezes falamos nisso, mas como ele não tem ainda bem a noção do tempo, nunca realizei que ele soubesse. Então respondi-lhe: “Pois tem, como é que sabes?”. “Foste tu que me disseste.” “Eu?” “Sim, tu disseste-me que a semana tem 7 dias.” “Pois então disse, filho, já não me lembrava.”

“Então _continuou ele_, quantos dias são mil semanas?”

Ainda estava eu a pensar e a fazer contas de cabeça, isto em segundos, diz-me ele rapidamente:

“Quantos são 7 vezes 1000?

E eu, de seguida: “7000″, ainda meio baralhada a pensar: “Bem, o rapaz formulou um problema e indicou logo de seguida a operação a realizar para a sua resolução antes que eu tivesse tempo de responder…”

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Unschooling, de facto.

Bom dia a todos! Uma bela semana!

Volto ao tema do Unschooling, isto porque é o que me faz mais sentido nesta prática do ensino doméstico. Não apenas pelo sentido que me faz, mas também pelo contacto e observação directa deste meu filho mais novo, que não aceita nada bem qualquer tentativa de manipulação, nem sentido de obrigação ou algo do género. Facilmente nos diz, se insistimos para que faça algo, “Vocês estão-me a mandar!”.

As dificuldades têm sido mais da minha parte, pois mesmo fazendo todo o sentido para mim, sou uma pessoa “escolarizada” e como tal, estou sempre a cair em tentativas de disfarçadamente o incentivar a ler, a escrever e coisas que tais, percebendo logo de seguida que não resulta. Isto também porque gosto de ler e saber das actividades que mais famílias em ensino doméstico fazem e em todos os vossos blogues há ideias tão boas que apetece seguir e logo tento fazer algo parecido com o Alexandre, quase sempre sem êxito, não se interessa nem um bocadinho pela ideia mais genial. Estando atenta, percebo que se interessa a toda a hora por um grande número de coisas e que está sempre ocupado, sozinho ou interagindo com outros, incluindo eu, praticamente “não tenho que fazer nada”, o que às vezes parece frustrante, mas vendo bem, é a melhor coisa!

Ainda ontem observei:

Estava ele a brincar com uma amiga e vizinha com quem brinca frequentes vezes. Às vezes até brincam “às escolas”, porque ela anda na escola e propõe a brincadeira. Desta vez, estavam numa qualquer brincadeira em que ela fazia de mãe e ele de filho e oiço-o a  dizer, em tom de malandrice “Mãe, estou aqui, a gastar dinheiro”, num tom de quem sabia que ela, a “mãe na brincadeira”, ia reprovar. “Mas vês”, continuou, “não faz mal, estou a gastar das minhas moedas e ainda tenho muitas moedas, tenho… como é que se escreve novecentas?” E responde-lhe “a mãe” (que é mais velha que ele dois anos e meio): “Um nove e dois zeros”. E ele escreveu o nove e os dois zeros e continuou ” Vês, então? Gastei poucas, pois tinha mil, gastei cem…”

Assim, de cabeça… Ele ultimamente gosta muito de operar nas centenas (já disse aqui uma vez que gosta muito do número quinhentos e que o pronuncia “quinentos” e nós achamos muita piada).

Então, percebi eu ontem, mais uma vez, que tenho mesmo que me aquietar de uma vez por todas e segui-lo, sem programações e orientações.

Nós até temos algumas rotinas, como por exemplo, quase todos os dias lemos uma história ou um trecho dos seus livros “técnicos” preferidos, mas não temos, por exemplo “a hora de ler”, pois é quando calha, ou logo que chego a casa, pois é uma actividade que o Alexandre relaciona comigo e vem todo a aconchegar-se para lermos juntos no sofá, ou mais ao fim da tarde, ou à noite, enfim, quando apetece.

Neste post, a Paula do Aprender Sem Escola, mais uma vez recolhe informação sobre crianças praticantes do Unschooling (Aprendizagem Informal ou Autónoma, como muitas vezes traduz). Coloco aqui a ligação, porque tem muito a ver como o que acabei de dizer. E porque é um post pequeno e conciso, lê-se bem, exactamente reflectindo o que acabo de contar.

Perguntamo-nos muitas vezes, como aqui em Portugal praticar o Unschooling se a lei que temos para o ensino doméstico impõe os exames. Para mim vai ser, um passo de cada vez, até ao final do 4º ano é bem possível praticá-lo, depois logo se verá, não adianta estar com antecipações, e tem que ser sempre conforme o seu ritmo, que só posso perceber a cada momento. É um bom exercício para “viver o momento”, que tanto se fala hoje em dia e que raras vezes conseguimos praticar…

Um grande abraço a todos. Até para a semana, dia 16, Lua Nova!

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Caderno Verde

Ler e Escrever… os Números.

Já no finzinho do Caderno Verde deste outro post, escrevi como o Alexandre se interessou pelas “letras”, perguntando-me “Qual é a letra número 1? E a número 2?”

Agora anda apostado em saber contar de seguida até 100, mas tem-se “engasgado” quando passa do 59 para o 60 e do 69 para o 70. Então foi no outro dia direitinho a uma mesa onde estavam folhas de papel, rasgou dois bocadinhos e veio trazer-mos para eu escrever o número setenta por extenso e com os algarismos, para que ele se lembrasse qual era o número que se seguia quando emperrasse na contagem:

DSC02574DSC02573Eu lá escrevi e percebi que este rapaz vai mesmo é desenvolver a leitura, lendo números !                   ;)

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Programa curricular 1º ciclo – Reflexões

Aqui fica um excerto de um pedacinho do programa, para reflexão. Este texto refere-se à Língua Portuguesa e é uma espécie de introdução ao primeiro “bloco de aprendizagem” dessa “disciplina”:

BLOCO 1 — COMUNICAÇÃO ORAL

As crianças que, com 5-6 anos, entram para a escola, fizeram já, de um

modo informal, aquisições linguísticas muito importantes no meio onde vivem

e onde intervêm, tendo alargado, consideravelmente, competências que lhes

permitem comunicar com os outros.

É sabido que o domínio do oral se constrói e se alarga progressivamente

pelas trocas linguísticas que se estabelecem numa partilha permanente da fala

entre as crianças e entre as crianças e os adultos.

Na Escola, cabe ao professor criar condições materiais e humanas de ver-

dadeira comunicação para que as crianças possam manifestar os seus interes-

ses e necessidades, exprimir sentimentos, trocar experiências e saberes.

Quando narra, informa, esclarece, pergunta, responde, convence, o aluno

inicia-se nas regras de comunicação oral, enquanto descobre o prazer de comu-

nicar com os outros.

A fala, permanentemente partilhada entre as crianças e entre elas e o pro-

fessor, não deve ser interrompida com correcções inibidoras. Os «erros» pode-

rão ser explorados pelo professor em enunciados correctos e integrados, fun-

cionalmente, nas trocas comunicativas.

O bold é meu…                ;)

Beijinhos, até para a semana, dia 9, Quarto Minguante…

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Caderno Verde

I’m a Aeroplane

Rute, esta não é a andarmos num shopping a fazermos de comboio, mas no parque de estacionamento a fazer de avião… Supostamente eu ia atrás a fazer o mesmo (menos na parte em que tirei as fotos…)DSC02565“I’m a aeroplane, I’m a aeroplane!”

DSC02566Depois fomos andar de teleférico     :)         a amiguinha do Alexandre nunca tinha andado.

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DSC02568E brincámos todos no “Parque da Música” do Parque das Nações….

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Este é o Bato!

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DSC02572E depois ainda fomos a outro parque, mas não tirei fotos. Foi giro porque nos juntámos todos lá de casa (fomo-nos encontrando pelo caminho…   ;)

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Para quem se vê só e todo o dia com os filhos

Olá a todos!

Como, em grupo (entre homeschoolers), temos falado algumas vezes nas dificuldades acrescidas quando é apenas um dos pais a cuidar do(s) filho(s) sozinho praticamente durante todo o dia, sinto que talvez seja útil e interessante estes exemplos dados no livro “Teach Your Own” de John Holt & Pat Farenga, no capítulo “Politics of Unschooling” e no subcapítulo “Unschooling and the Single Parent”.

Nesse subcapítulo estão excertos das cartas de três pessoas que escreveram para a “Grow Without School” (revista implementada e dinamizada por John Holt) contando a sua experiência.

Um caso em que um homem, vivendo sozinho, adoptou uma criança e praticam o ensino doméstico, onde conta como coincilia o seu trabalho, que é maioritariamente desenvolvido a partir de casa, com o homeschooling; o caso de uma mãe homeschooler que conta como sentiu necessidade de se sentir bem com ela própria e de como conseguiu “criar” algum tempo para si própria, para se sentir em condições de, no resto do tempo, estar presente e serena em conjunto com os filhos; e este caso, que vou transcrever, de uma mãe que ficou viúva bem cedo e como teve êxito a resolver esse facto inicial em que se viu sozinha com a filha, de três anos:

“Christine Willard, whose husband died when their daughter was three, wrote about the isolation and financial stress she feels as a single mom, and how she is successfully working through these issues:

As a mother and a daughter, we are the absolute minimum family group, and sometimes it is rather claustrophobic. We are always with each other. On the other hand, we have simply had to learn to get along with each other. Issues can’t go unresolved, because all we have is each other and we just have to be able to find common ground…

As my daughter grows up, she is branching out to other adults for relationships. She has always loved horses. After we moved, we were able to find a ranch where she could take lessons. She often wanted to spend time just hanging around the ranch, and we gradually got to know everyone who keeps a horse or take lessons there. She became friendly with the ranch manager and helped him feed all the horses. Then one day, a rather neglected old mare needed a home, and since we needed a pony, we found each other.

Having a horse has been a wonderful experience for us. It gives us a focus other than each other, and we have made many friends who share this interest.”

Nós cá em casa somos muitos, isto é, somos uma família grande, então este tipo de situação não se nos tem posto. Daí que quando falamos deste tipo de situações, com amigos também dando os primeiros passos no ensino doméstico, embora sinta que também em famílias normalmente designadas por monoparentais ou mesmo nas famílias onde apenas um dos pais fica a maior parte do tempo com os filhos o ensino doméstico é possível e pode também ser muito rico, não tenho como falar por experiência própria. Como há noutros países, como nos EUA e no Reino Unido, uma maior quantidade de famílias a praticar Homescholling e Unschooling e já longos anos de experiência, porque não aproveitarmos e ouvirmos e reflectirmos sobre os muitos casos diferentes, uma multiplicidade de experiências, podendo, a partir daí, surgir-nos ideias para resolver com sucesso as particularidades que vão surgindo a cada família?

Belas leituras para todos e belos momentos de reflexão e belas soluções! Até para a semana, dia 2 de Novembro, Lua Cheia!

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Caderno Verde

O que chamo de Geografia Aplicada

A dada altura nas férias passadas, tivémos que dar um pulinho à Guarda.

Aproveitámos para ir visitar de novo Monsanto (já lá tínhamos ido há uns anitos atrás _ coloquei fotos neste post, na parte do Caderno Verde) e depois dirigimo-nos à Guarda.

Enquanto esperávamos pelos nossos acompanhantes de viagem que tinham por lá um assunto para resolver, fomos dar um passeio pelo centro histórico.

DSC02426DSC02429DSC02430E bem, esta foto é um exemplo de como muitas vezes a Geografia anda de mão dada com a História:

DSC02431Ao Alexandre, enquanto lhe falávamos de  reis e de como antigamente houve reis em Portugal, saltou-lhe logo à vista que o “rei” usava uma espada (dá um bocado de trabalho explicar a uma criança que desde cedo não tem contacto com filmes ou desenhos animados com pistolas ou espadas, que não sabe quem é o homem-aranha (falo neste, porque por exemplo, dois dos meus sobrinhos um pouco mais velhos que o Alexandre, aos 3-4 anos só queriam “saber de coisas do homem-aranha”…), que não tem tido brinquedos bélicos (fez seis anos no Verão) nem nunca nos pediu para os comprarmos _  até este ano agora, que, encantado com nave espaciais, lhe foi oferecida uma em peças de lego para ser construída, o que ele adora, e que, bem, é uma réplica de uma das naves do Starwars; daí ele ter reconhecido a espada, que os bonecos réplica dos personagens do starwars e que vinham com o kit da nave, usam_ dizia eu, deu um certo trabalho explicar que os reis promoviam e entravam em batalhas, que usavam espadas, tentando manter uma imagem mais construtiva dos nossos reis, quando ele próprio reconhece e diz das cenas de espadas e lutas _ e mesmo de cenas de discussões que eventualmente assista entre as pessoas de hoje em dia _ que “não são lindas”, é a expressão que usa).

Bem, foi o seu primeiro contacto com a História e o seu enésimo com a Geografia que eu chamo de Aplicada, isto é, aquela que nos faz sentido, que é a observação directa de vários locais, características geográficas, para depois falarmos de outros e irmos extrapolando, ou vendo fotos, caso não possamos lá ir, aproveitando o seu interesse, desde muito cedo, pelo globo terrestre (aqui, no Caderno Verde).

Ainda estas fotos:DSC02432DSC02433DSC02434

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Mais um blog

Bom dia a todos!

Este pequeno post serve para vos convidar a visitar o “Diz-me o Que Lês…“,  que de alguma forma irá tendo alguma relação com o tema do ensino doméstico, muito embora se possa quase definir como “uma biografia através dos livros”. Confio que vos agrade nalguma das suas vertentes.

Um belo abraço a todos vós. E até dia 26, Quarto Crescente.

Isabel

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Caderno Verde

Jogo divertido

Este jogo vinha dentro de uma caixa de cereais. Nuns que o Alexandre não come, mas a mana mais velha come  (é da geração das papas e cereais, pronto, em crescida continua a gostar deles…).

São vários círculos de cores diferentes e um “dado” sugeneris, prismático, que quando lançamos indica: “Pé no Verde”, ou “Mão no laranja” e por aí fora. Então quem está a jogar coloca o pé num dos círculos verdes, a seguir a mão num dos laranja e a seguir pode calhar mão no amarelo e ter que se torcer todo para conseguir colocar uma das mãos num círculo amarelo. A sua vez de jogar termina quando perde o equilíbrio e já não consegue contorcer-se mais sem cair.

DSC02444DSC02445 :)

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1º aniversário e partilha de vivências em ED entre as famílias

Olá a todos!

Hoje vamos comemorar o 1º aniversário deste blogue que no dia 14 deste mês completará um ano de existência (primeiro post aqui).

E nada melhor para comemorar que falar de grupos, de reuniões, de encontros, de partilha, que disso se enriquecem as vivências do ensino doméstico.

Para começar, o meu apreço a todas as famílias que aqui em Portugal se aventuram no ensino doméstico, “coisa rara” por cá.

E relembro o primeiro grupo do qual passámos a fazer parte, on-line, o Grupo do Ensino Doméstico em Portugal, no yahoo.

Penso que menciono aqui neste blogue pela primeira vez, a existência da Página no Ning, criada pela Paula do Aprender Sem Escola, dedicada ao ensino doméstico e os nossos encontros quinzenais no Ning, através dessa página.

Entretanto, após algumas de nós famílias portuguesas praticantes de ED nos termos “fisicamente” conhecido, realizámos ao que chamei de Ensaios de Encontros entre algumas famílias (aqui, aqui e aqui ainda) e hoje, acabamos de participar num outro, em Peniche.

Vão nascer novos encontros, noutras zonas do país, para que famílias que vivem longe de Lisboa, tenham mais facilidade em participar.

Estes encontros ainda um pouco tímidos, digamos, quanto a mim têm servido para uma partilha mais directa das vivências de cada um, problemas, soluções, sugestões, alguns desenvolvimentos já em prática… encontros bastante descontraídos, onde as crianças brincam e nós conversamos, e onde tenho sentido essa descontracção e alegria no ar!

Então, parabéns a todos! Obrigada, um grande beijinho e até para a semana, dia 18, Lua Nova!

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Caderno Verde

Ensaios na escrita e leitura

O Alexandre esteve uns dias de férias no Algarve com a mana Catarina e o seu amigo Bato e trouxe-nos este Presente:

DSC02329(Ele assinala os espaços entre as palavras com um traço vertical):

DSC02326Gosta de associar a cada pessoa algo que ela goste (às vezes associa as cores que gostamos ou outras coisas, como desta vez, sempre sendo sua a iniciativa):

DSC02332

DSC02330Entretanto e já uns bons dias após receber este presente, lembrei-me que podíamos fazer um jogo onde ele fosse montando frases, palavra a palavra. E o melhor seria que ele próprio nos ditasse as frases que lhe apetecesse. Então propus-lhe o jogo e ele disse para escrevermos umas “piadas”. E ditou-nos duas. Escrevemos no computador, para depois imprimir:

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DSC02469Recortámos conjuntos de palavras, que ele “montou” facilmente:

DSC02466E depois, palavra por palavra,

DSC02467que já achou mais difícil a reconstrução do texto e desistiu quase no início.

Como sempre, nada de insistirmos. Tem que ser algo que ele depois peça para fazer ou comece a fazer sozinho, como faz com os números e as contas, com os quais anda muito entusiasmado.

Entretanto pediu-me várias vezes para lhe ler e desta última vez “lemos”  um dos seus livros sobre Transportes, quase de uma assentada.

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Mas passada ainda cerca de uma semana, teve outro desenvolvimento em relação “às letras”. Estava a explicar-me as maneiras que existem “para fazer seis” e “para fazer dez” e a mostrar-me, escrevendo num papel, umas contas de multiplicar (por iniciativa própria) e de repente perguntou-me: “Mãe, qual é a letra número 1?” “A”, respondi. “E a número 2?”, “B”. “E a número 3?” Fomos até à “número 9… E depois lembrou-se logo do jogo do “Hospital das Brincadeiras” (quando clicam leiam na parte do “Caderno Verde”), que é muito bom para praticar a escrita e a leitura de entre muitas outras matérias e quiz ir jogar (já não o jogava há uns tempinhos…).

Pensei cá para comigo como é interessante que eles (crianças), quando não obrigados a aprender, vão descobrir as maneiras mais adequadas à sua natureza individual na abordagem de certas matérias. Pois que este pequeno (como é que não me tinha ocorrido?), intuitivamente ligou as letras aos números que tanto lhe interessam e assim se passou a interessar mais “pelas letras”.

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Ábaco II

Bom dia a todos!

Para se situarem (e para quem não leu!), podem ler o primeiro post sobre o Ábaco aqui.

Estes são alguns acessórios que vêm com o ábaco:

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DSC02325Por volta de duas ou três semanas depois do seu primeiro contacto com o ábaco, descrito nesse post, o Alexandre, continuando sempre entusiasmado com os números continua a perguntar vezes sem conta quanto são mil vezes um milhão, dez vezes mil e coisas que tal. Lembro-me que quando era pequena também me fascinava o facto de “os números serem infinitos” e queria saber sempre qual o número que vinha a seguir…

Nós simplesmente lhe respondemos a cada pergunta e nada mais.

Uma das sua perguntas favoritas dessa semana era “Qual é o número antes do 100? É o 99?”

E então lembrou-se do ábaco e foi juntar dois cartões com o algarismo nove para “escrever o 99″ e a seguir representou-o com as “rodelinhas” e a dizer “são 9 vezes dez e mais 9″. Sem qualquer intervenção da nossa parte.

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DSC02316Na mesma altura, andava muito interessado no 500, que nós achamos muita piada e gostamos de o ouvir nas suas variações com o 500, por que ele pronuncia “quinentos”: “Quinentos é cinco vezes cem?”, “Quinentos é mais que seiscentos? Mais que mil?”

“Não, filho, é menos que mil… mas quinhentas coisas já são muitas coisas, queres ver?” E pusémo-nos a contar as peças de lego pequeninas que estão separadas numa caixa (lembrei-me de ter lido num dos livros de John Holt uma passagem em que ele conta que um dia, com a sua classe do 5º ano, resolveu ir assinalando num rolo, juntamente com os alunos, centímetro a centímetro, até perfazerem um quilómetro, se bem me lembro, no intuito que eles vissem e sentissem, fisicamente, a extensão real de um quilómetro).

Contámos as peças até quinhentos, uma a uma e percebemos o que é contar quinhentas peças. E a quantidade que é, de facto, equivalente a quinhentas unidades.

DSC02318Depois continuámos a contar todas as peças da caixa e chegámos ao belo número de setecentas e onze peças. Para recordarmos e contarmos ao pai eu escrevi no papel mais à mão:

DSC02317E o Alexandre foi representar o número no ábaco.

Mas não achou lá muito interessante, pois queria era representar o “quinentos” e como era muito fácil colocar cinco rodelinhas no pauzinho que simboliza as centenas, disse-me que ia fazer de uma maneira mais difícil. “Adulta” e formatada e “levada” por outras representações que ele já me tinha mostrado antes, disse-lhe, “Alexandre, não vai dar, não temos 50 rodelinhas para colocares no pauzinho das dezenas… é melhor pores as cinco nas centenas!” e fiquei a olhar para ele. O pequeno não desistiu, queria mesmo representar o “quinentos” de outra maneira. Pensou um pouco e mostrou-me, “Estás a ver, mãe, que dá?”

DSC02313“Quatro vezes cem mais dez vezes dez!”

Fiquei de boca aberta, palavra… e ele também quiz  juntar os cartõezinhos para representar o “quinentos” por escrito.

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O que mais me impressiona e no início me custou um pouco a confiar que assim era, apesar de ter lido e relido John Holt, é o facto de não precisarmos de lhes ensinar nada, apoiar apenas com os recursos e o acesso à ainformação e deixá-los por sua conta no que respeita à aprendizagem. Só que funciona mesmo, é só confiar e estar atento que nos vamos apercebendo de todo o seu desenvolvimento. Para além de que assim é tudo muito menos stressante e muito mais fluído e natural.

Então até para a semana, dia 11, Quarto Minguante, belas actividades para todos…

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Caderno Verde

Enjoos e Matemática

Já apontámos neste Caderno Verde as peripécias da Matemática do Sumo de Laranja (quase que lhe chamaria “Matemática Expontânea do Sumo de Laranja            ;)

Este é um apontamento diferente… o que é que enjoo terá a ver com Matemática? Não a resposta não é que a Matemática é um enjoo     :)

Vou explicar: o Alexandre não gosta de andar de carro. Dêem-lhe todos os transportes para viajar menos o carro. Enjoa. A sua característica automática para não enjoar é adormecer. Ou então ir deveras entretido com algo.

Então numa destas últimas viajens perguntou-me : ” Mãe, o teu telemóvel também tem aquela coisa em que nós lhe perguntamos as contas e ele acerta sempre?”

Pelos vistos andara a experimentar a calculadora do telemóvel da irmã…

“Sim, filho (entre risos meus e do pai… acerta sempre!), é a calculadora. O meu também tem.”

E lá escolhi a função no telemóvel e dei-lho para a mão, antes de entrar no carro.

Foi quase todo o caminho entretido “a fazer perguntas ao telemóvel” sobre quanto é 100+1000? 12+15? e outras que tais e a ver as respostas garantidamente certas.

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Coisas ainda do Verão, uma vez que ainda não cheira a Outono…

Ainda na linha do post anterior, embora o Outono já tenha começado, mas não pareça:

Já contei que estivémos praticamente “em simultâneo” na praia e no campo (isto porque estivémos em casa de uma amiga, no campo, perto da praia, e quase todos os dias eram passados, portanto, no campo e na praia…

No seu “quintal” (como o Alexandre lhe chama, é um grande quintal!), há ameixoeiras (o Alexandre diverte-se a apanhar algumas e é a melhor forma de ir conhecendo as diferentes árvores. Ainda no outro dia me disse “Mãe, sabes que as uvas também crescem numa árvore mais pequenina que a das ameixas?”),

DSC02179macieiras

DSC02180e pessegueiros (na foto abaixo desta, esta é do poço da casa… a casa tem água canalizada e também este poço)

DSC02181pessegueiro…

DSC02183Da janela da sala perdemos de vista o terreno, que é “sobre o comprido”.

DSC02186O alpendre é óptimo para fazer ginástica, yôga pela manhã, ao nascer do sol… a Celina a brincar com as fitas de ginástica rítmica que a irmã lhe trouxe um dia de Inglaterra como presente:

DSC02192E bem, a comprovar que “nas férias” também se fazem “trabalhos com os livros e cadernos e computadores”, com a diferença de que em ensino doméstico eles nem sentem bem a diferença entre férias e não férias, porque essa diferença só existe mesmo para os pais com trabalhos com horários e timings estipulados e menos flexíveis, e com a diferença ainda de que estes “trabalhos” não foram impostos, mas sim solicitados por ele, aqui está um pequeno registo de momentos desses.

DSC02193O Alexandre nunca se interessou muito por “fazer fichas”, experimentámos umas vezes, ele não ligava, nunca insistimos. Como ele gosta muito de números, contas, lógica, de vez em quando vejo uns cadernos de fichas que me parecem apelativos dentro dos interesses dele e compro. Dão sempre jeito para nos entretermos nas viagens de comboio, por exemplo (para além de outras coisas), levo-os também juntamente com os seus livros preferidos da altura quando passamos alguns dias fora.

Desta vez, vendo uma das irmãs de volta dos seus trabalhos no computador (pois, esta família leva os portáteis atrás, já que cada um tem sempre coisas “inadiáveis” a fazer com a ajuda do computador, neste dia estavam todos na sala cada um frente ao portátil com a sua tarefa específica)

DSC02199e como é melhor o exemplo ou “uma imagem (e neste caso uma acção) vale mil palavras”, o Alexandre pegou nos cadernos que eu levara e juntou-se a todos, “a trabalhar”,

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DSC02196(A simetria…),

DSC02197com a “supervisão” da mana Celina.

DSC02198Sim, todos menos eu, que nesta altura estava a tirar fotos!                         :)

Uns dias depois de voltarmos, com um outro caderno, fez um exercício de lógica (tipo o sudoku), praticamente sozinho e por “autorecriação”, isto é, por iniciativa própria, com uma facilidade que me surpreendeu.

Pronto, lá se foi, para mim, o “fantasma das fichas”, isto porque nunca o iria pressionar a fazê-las e questionava-me se algum dia ele iria fazê-las e se deveria ou não de alguma forma tentar motivá-lo e como, etc., etc. Já percebi que as fará e não fará e quando fizer aproveitará bem…

Beijinhos para todos, até para a semana, dia 4 de Outubro, Lua Cheia!

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Caderno Verde

Monsanto, três anos depois…

Outra das nossa visitas de Verão: à aldeia de Monsanto, a cerca de 60 Km de Castelo Branco.

Há quem diga que é a aldeia mais portuguesa de Portugal, outros afirmam ser a de Piódão, perto de Oliveira de Hospital.

Há três anos atrás já a tínhamos visitado, descobrindo, ao subir ao Castelo, que o Alexandre adora subir montes, castelos e andar pelas muralhas, sem qualquer receio ou vertigem. Aqui estão três das muitas fotos de há três anos atrás e que, em alguma altura, já coloquei aqui no blogue:

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E agora as deste ano:

A subida ao castelo e o castelo

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Na aldeia… algumas casas brotam directamente das pedras:

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Mais fotos da aldeia de Monsanto:

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Super-homens:

DSC02349 :D

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O Verão…

O Verão está quase a dar lugar ao Outono…

Então, para falarmos um bocadinho dele, do Verão, neste tema geral que é o ensino doméstico, vou referenciar um post da Paula do Aprender Sem Escola, exactamente intitulado “O Verão faz mal ao cérebro dos miúdos?“; uma resposta a algo que se insinua algumas vezes nas escolas, que as crianças nas férias desaprendem o que aprenderam…

Pelo contrário, de facto. Para todos os efeitos, não só no Verão, mas em todos os momentos em que dão livre curso aos seus interesses e motivações e aprendem naturalmente.

Comentei assim este post que acabei de referir, porque acabávamos de chegar de um passeio mais prolongado (de uma semana) e vinha mesmo a propósito:

Também achei engraçada esta história, pois ainda esta semana pensei nisto: nós no Verão e nas férias acabamos por fazer muitas coisas divertidas, muitos mais passeios, muitas mais oportunidades de aprender com o mundo à nossa volta, também porque, como eu e o pai trabalhamos, nas férias temos mais tempo e disponibilidade para nos deslocarmos um pouco mais longe e proporcionar mais momentos destes (para além de que o tempo no Verão é mais convidativo a passeios…).

Ainda esta semana, passámo-la na zona de Alcobaça e só em 6 dias, para além da praia e de momentos também em casa (no campo) à volta de várias tarefas, ainda fomos visitar uma fábrica de vidro e saber algumas coisas de como é feito o vidro, vendo fazer (visitámos também o Museu do Vidro), na Marinha Grande, fomos às grutas de Mira de Aire (e no final o Alexandre interessou-se sobre vários tipos de pedras que estavam em exposição e lemos-lhe o que dizia lá sobre a sua formação (formação das rochas), fizémos um piquenique com amigos (mais duas famílias com crianças de várias idades (ao todo eram 5 crianças, a contar com o Alexandre, divertiram-se muito), perto de um moinho que andaram lá por dentro a “explorar” e sei lá que mais! Depois ponho posts no Pés Na Relva e n’A Escola É Bela…

Sinto sempre ser mais fácil partir do que se vê para depois aprofundarmos mais cada assunto em livros, na internet, etc., do que quando de repente vem uma pergunta e nós respondemos ou vamos ver em livros ou na internet e temos que deixar para depois ir ver algo sobre isso “lá fora”, porque na altura não dá para nos deslocarmos a um sítio onde se possa ver como essas coisas acontecem (ir perto de um vulcão, por exemplo). Mais tarde, já a pergunta “actual” é outra e não essa!…

E sim, já coloquei num post no Pés Na Relva, uma das visitas que fizémos nessa semana, sob o título “Como se “faz vidro” e objectos de vidro“.

E agora aqui no Caderno Verde vou escrever mais um pouco sobre essa semana.

Um abraço e bela semana para todos, até dia 26, Quarto Crescente… e já Outono!

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Caderno Verde

Grutas de Mira de Aire

O Pedro perguntava ao Alexandre se queria ir ver umas cavernas                           :)

Ele dizia que sim…

Então aproveitámos um dia em que combinámos um piquenique com amigos (na reserva de Porto de Mós, éramos seis adultos, duas jovens e cinco crianças)

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e fomos juntos, depois do piquenique, às grutas de Mira de Aire.

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DSC02279Estava muito calor cá fora, visitar as grutas soube mesmo bem…

DSC02280O Alexandre que enjoa um bocado quando anda de carro em estradas com mais curvas, no início teve umas dores de barriga que não o deixaram aproveitar bem o início da visita, mas “milagrosamente” resolvi levá-lo ao colo aninhado como aos bebés e a dor passou-lhe instantaneamente (o que não acontecera em nenhuma outra posição em que ia ao colo antes de eu ter dado ouvidos a essa minha “intuição”); passou do desconforto inicial a entregar-se por completo ao passeio nas grutas.

DSC02283As estalactites!

DSC02289Estas parecem autênticas franjas…

DSC02293E esta parte aqui lembra-me a nossa garganta, não sei porquê!                      :)

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DSC02297Na parte final, à saída da gruta, estão em exposição algumas pedras. O Alexandre quiz que lhe lêssemos lá na altura esta informação sobre o ciclo das rochas e fazia perguntas (ficou com vontade de ir ver os vulcões!)

DSC02304Também apreciou os vários tipos de pedras…

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DSC02306Foi uma iniciação à geologia, com o tempo aprofundaremos mais…

DSC02307Engraçado que quando eu andava na 3ª classe de então, tinha os meus 9 anitos (eu sou das que faz anos logo no início do ano, em Fevereiro…), participei numa visita de estudo proporcionada pela escola em que fiz precisamente esta “volta”, que agora acabámos de fazer: ver uma fábrica de vidro na Marinha Grande, visitar as grutas (as que fui na altura não foram estas de Mira de Aire, mas às de Santo António) e visitar, ainda, o Mosteiro da Batalha (ao qual não fomos desta vez), mas percebi que me ficaram na memória, desde então, muitas das coisas que os respectivos guias às visitas explicaram na altura, como se agora relembrasse tudo “a 100 à hora”…       :)

Sendo que o mais engraçado foi não ter sido nada programado e só depois é que fiz esta associação com essa minha “visita de estudo” (ou melhor, “excursão”, que na altura era o que lhe chamávamos…) de há trinta e cinco anos atrás. Para além de que o Pedro também se lembrou de ter feito em pequeno “uma volta” igual.

E foi um gosto ver o interesse do Alexandre… esse dia das grutas foi um dia muito bem passado ainda com a benesse de ser partilhado com amigos com quem nem sempre temos a oportunidade de estar. Obrigada a todos!

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