Interligações II_ Inspirações

Vivam! Bom dia!

Há muitos posts atrás escrevi sobre as interligações de um ponto de vista mais amplo e integrado, a ver com a Vida, com Tudo e com a interligação de muitos temas e práticas, unidos pelo desejo de vivermos de uma forma mais natural, integrada, harmoniosa, onde cabe também o Ensino Doméstico. Essas Interligações podem lê-las, aqui.

Hoje são ainda interligações subtis de vários assuntos. Não vai ser um texto como o outro, vou expô-las através da leitura de posts noutros blogs. Do Ensino Doméstico à “nossa própria mudança pela mudança que queremos ver no Mundo”:

Comecei por estes quatro posts tão ilustrativos do blog Orca & Alce: “Papiroflexia“, “Experimento Com El Sol“, “Mates Curiosas” e “Aprender a Dibujar Con El Lado Derecho Del Cérebro“. São posts muito curtos, vale a pena clicarem para ver…

A Paula do Aprender Sem Escola, reúne continuamente informação com exemplos muito diversos das muitas famílias homeschoolers. É significativo desta variedade de possibilidades este post sobre a família De Pree.

E esta equipe de jovens homeschoolers do Reino Unido que ganha o prémio de robótica.

E neste, sobre o pequeno inventor Javier Fernandez.

Deste post vamos saltar para um outro, da Caracoleta do Vento Nas Papoilas. A Caracoleta comentou o post da Paula, por identificação entre a personalidade /desejos do seu filho e as concretizações de Javier e escreveu este post lindo! Eu não cheguei a comentar na altura (Paula, tendo disponibilidade comentaria em todos os teus posts!), mas lembrei-me logo também do nosso filho que, não diz querer ser inventor, diz que já é um inventor (no outro dia disse para uma amiguinha que lhe dizia ele estar “a inventar” sobre um assunto que já não me recordo, “és mesmo um inventor”, ao que ele respondeu, “pois sou, eu sou um inventor, invento tantos aparelhos e naves com os meus legos!”).

E na sequência, este outro post da Caracoleta, sobre o discurso de Steve Jobs que partilha com amor o seu percurso seguindo o que se ama (discurso esse que um dia também partilhei com vocês neste post “Vidas Que Nos Inspiram”, a propósito de um dia uma das minhas filhas se ter sentido um pouco “em baixo” e o Robiyn lhe ter sugerido ouvir esse discurso tão inspirador).

E daqui saltei para um post “Mais do que Suficiente” da Isabelle e do Paulo da Casa Onde Vivemos (blog que acedi um dia através do Vento Nas Papoilas, gostei e agora sigo), que tão bem nos remete para a verdadeira forma de “transformarmos o Mundo”, cada um, em consciência, transformar a sua própria vida, transformando-se a si próprio e agindo coerentemente com o que pensa e quer ver mudado (já o dizia Gandhi).

Como tudo se interliga :)

Um grande abraço e até para a semana, dia 14, Lua Nova!

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Caderno Verde

O Fascínio dos Números

O Alexandre gosta de fazer contas, de contar (fascina-lhe o podermos contar “até ao infinito”) e de “ler os números”: já há uns tempos que escreve uma sequência de algarismos para que nós lhos leiamos.

E agora já ele próprio me diz, “Mãe, cinco cincos lê-se cinquenta e cinco mil quinentos e cinquenta e cinco” (ele ainda diz o quinentos :)               ).

E em todas as etiquetas que vê nas lojas, com os preços e até nos mostradores dos relógios digitais, ele liga os 4 algarismos e lê “dois mil duzentos e noventa e oito” (em vez de 22,98 (euros)) e “mil quinentos e cinquenta e dois” (em vez de 15:52 (horas)).

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Fazer o que gostamos_ Sara Margarida

Boa noite a todos!

Ainda na sequência dos meus posts sobre o Fazermos O Que Gostamos e à semelhança de um dos meus últimos posts sobre o tema, “Fazer o que se gosta _ dois amigos” (o André Semblano, com a sua cerâmica e a Lídia, com as ecojóias), quero hoje divulgar o trabalho tão bonito e especial de mais uma amiga que, à semelhança do André Semblano, também conheci ao frequentar os workshops “Renaskigi”, dados pelo Robiyn, a Sara Margarida.

Somos hoje boas amigas e encontramo-nos com alguma frequência. Desde que vi pela primeira vez o que a Sara desenha (e pinta e outros trabalhos que faz), que me apaixonei pelos seu belo traço. Sabem, como quando nós em pequenos vemos um desenho de alguém que desenha muito bem e queremos muito que essa pessoa nos desenhe um só para nós? Foi mais ou menos assim. A Sara ofereceu-me então um bloquinho de notas feito e desenhado por ela:

Digo-vos já que as reproduções não fazem jus aos desenhos ao vivo que têm uma luminosidade tal que não é captada em fotos.

Num destes últimos fins-de-semana, encontrámo-nos e soube que a Sara tem agora um blog com fotos de alguns dos seus trabalhos, “Sara Margarida” (convém clicar sobre cada desenho, têm muito pormenor que só se vê em maior formato). Também soube que um dos seus últimos trabalhos foram umas belas ilustrações de livros infantis, que não pode ainda reproduzir por não terem sido ainda publicados (sê-lo-ão em breve, depois dou notícias, estou desejosa de vê-los).

Desfrutem! Belas exteriorizações dos vossos talentos e capacidades, para todos, até para a semana, dia 5 de Fevereiro, Quarto Minguante!

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Caderno Verde

Sólidos Geométricos _ Pirâmides

“Mãe, isto é que é uma pirâmide?”

(uma pirâmide-chapéu               :)                              )

“Sim, filho! É!”

“Ah! É que eu dantes pensava que uma pirâmide tinha uns rectângulos…”

É o que dá ele interagir com todos nós e amigos e ver em livros e em documentários e filmes tantos e tantos assuntos, que me admiro sempre sobre o que ele já sabe, sabendo que não foi comigo que falou nisso pela primeira vez.

Pois, tem andado entretido com as peças “Geomag”.

Fazem (ele, a vizinha, o pai…) sólidos e figuras geométricas regulares e irregulares

e o que mais os fascina é como a força dos “ímans” aguentam com tanto peso (às vezes, lá se espalham as peças todas pelo chão num tilintar… “oh!… exagerámos no peso!”).

Bem, mas pirâmides há por aqui e ali cá em casa, de pedra, de cristal, é uma forma que a todos fascina por aqui.

Já dei um toque ao Alexandre sobre construções antigas em forma de pirâmide (já que ele tanto gosta de construções!). Foi um preâmbulo a depois desenvolvermos o tema “outras civilizações” (Maia, Egípcia…), quando ele se voltar a lembrar e o requisitar!

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Um Dia no Pavilhão do Conhecimento

Olá  a todos!

Este post é exclusivamente dedicado ao Caderno Verde, que hoje vai reproduzir um trecho dos apontamentos do Alexandre e Celina (o Alexandre dita o resumo do dia, a Celina escreve) do seu “Livro das Aventuras”, registados num dia em que foram passar umas belas horas ao Pavilhão do Conhecimento.

Até para a semana, dia 30, Lua Cheia! Beijinhos para todos.

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Caderno Verde

Do Livro das Aventuras _ Um Dia no Pavilhão do Conhecimento

“… Estamos quase a chegar ao Oriente… chegámos! Temos que sair e ir procurar o Pavilhão do Conhecimento… já sabemos mais ou menos onde é, porque a mamã nos deu um papel com um “mapa do Oriente”. Já decorei: saímos do Centro Comercial, viramos à direita e é o 3º edifício. Ah, e quando estávamos a chegar ao Oriente vimos os meus teleféricos preferidos ao fundo!

. Chegámos ao Pavilhão. Uma senhora deu-nos um papel para respondermos a umas perguntas… um mini-jogo.

. A primeira coisa que fizémos foi espreitar por um buraquinho e vimos um triângulo de metal ao longe. Oh, mas não era, quando andámos até ele vimos que era uma forma estranha.

. Agora estou a fazer vibrar umas cordas que fazem um rolo girar com a sua vibração.

. Agora uma bola que se gira e vê-se um líquido lá dentro a girar muito rápido para simular o Planeta Júpiter.

. Agora estivémos a impulsionar bolinhas de ar num grande tubo.

. Estes foram os autocolantes que tivémos que colocar nos casacos para entrar na exposição.

. Agora vimos um espelho redondo e tentámos apanhar a nossa própria mão.

. Rodámos um volante para controlar um remoinho de água.

. Vimos uma bola com raios lá dentro e se puséssemos a mão na bola os raios vinham ter connosco.

. Um triângulo feito de uma matéria tipo gelatina e carregávamos de lado e ficava com umas cores malucas!

. Uma bobine de metal em que púnhamos a mão e parecia que nos íamos queimar e gelar ao mesmo tempo, mas na verdade eram só dois tipos de metais a temperaturas diferentes, um mais quente e outro mais frio, mas ambos a temperaturas “normais”.

. Uma bobine e uma antena que quando aproximávamos as mãos “fazia música”!

. Uma ilusão óptica que parecia que as pessoas ficavam de cabeça cortada.

. Uma coisa com dois buracos e nós atirávamos uma bola e ela ficava a girar “em órbita” muito tempo e só depois caía num dos buracos.

. Um chupa-chupa gigante que deixa os olhos todos confusos… wowow!

. Cantámos para um microfone e num monitor víamos as ondas do som… quanto mais grave maiores eram as ondas, quanto “mais fininho”, mais pequenas eram.

. Uma máquina que simula a partida de um foguetão, que estava avariada. OH!!!…

. Um rádio feito com um balde!!!

. Um barril de latão que numa das pontas tinha um buraco e na outra tinha um “pano de plástico”. Eu batia só um bocadinho no plástico e pelo buraco saía muito vento!

. Levantámos um balão de ar quente!

. Tentámos tirar uma corda de uns quadrados de metal. Oh! Mas era muito difícil! E desistimos…

. Cinco coisinhas a fingir que eram cinco tipos diferentes de gargantas. Pusémos o tubinho em todas e pressionámos a bomba de ar… assim ouvimos todas “as gargantas a falar”… até descobrimos a voz mais parecida com a do pai Pedro e a mais parecida com a da mãe Isabel…

. Vimos os nossos dedos e um cabelo da mana Celina ao microscópio!

. Puxámos uns fios para descarregar a carga de um barco para a terra.

. Uma bola de plástico que ficava suspensa no ar, porque tinha uma ventoinha que a mantinha no mesmo sítio.

. Montámos uma ponte de números!

. Lançámos umas coisas giratórias que subiam sozinhas.

. Deitámo-nos numa caminha de madeira e depois carregámos numa alavanca que fazia subir muitos pregos por debaixo de nós… e não sentíamos nada! Foi muito divertido!

. Motor trifásico feito por nós, pois tínhamos que ser nós a carregar nos três botões alternadamente, que mandavam impulsos eléctricos para cada uma das três bobines que faziam girar no centro um só cilindro.

. Atirámos duas rodas: uma por uma superfície curva, outra por uma recta… para ver qual a que chegava primeiro. 1º: – foi a da superfície curva; 2º: – inclinámos a recta e assim já foi a da recta que chegou primeiro.

. Tapete de Música: nós pisávamos e soavam várias notas musicais! (16!).

. Vimos a terra das construções!

(Entretanto tivémos que ir à casa-de-banho e voltámos logo de seguida…)

. Um carro com rodas QUADRADAS, mas que anda!!! Como??? Porque “a estrada” é aos “altinhos redondos”!!!

. A mana queria andar numa bicicleta equilibrada num cabo, mas eu não deixei, porque tinha medo que a mana caísse!… Bem, disseram-nos que não havia perigo, mas eu não acreditei e fiz uma grande birra!…

. Descemos para a exposição do piso de baixo. Havia lá uma bola que nós, num écran, escolhíamos se era o Sol, Mercúrio, Vénus, a Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano ou Neptuno! O Úrano e o Neptuno estão muito afastados do Sol, por isso são frios e “azuis”.

. Pusémos as duas mãos uma sobre água e outra sobre ar e sentimos que a água parecia mais fria, mas na verdade, o ar estava um bocadinho mais frio (pelo termómetro).

. Vimos ursos polares e focas e outros animais que vivem em sítios muito frios! E como é que eles conseguem? Porque ou têm muito pelo ou têm uma grande camada de gordura.

. Pus as mãos sobre uma placa de gelo! Brrrrr…

. Jogámos três vezes um jogo num écran, em que éramos um boneco que caía no mar alto e lançava um foguete a pedir ajuda e enquanto esperava pela ajuda tinha três opções: nadar rapidamente, nadar lentamente ou ficar paradinho. E só uma delas fazia com que o corpo do boneco perdesse menos calor, fazendo com que ele sobrevivesse até à chegada do helicóptero… e qual era? Ficar paradinho!

. Vimo-nos numa câmara de infra-vermelhos! Onde as partes quentes do nosso corpo é que aparecem, com uma cor laranja.

. Estivémos a ver a um microscópio vários tipos de pelo para identificarmos o mais quentinho.

. Vimos a avestruz e havia um instrumento no qual podíamos simular a sua respiração e percebemos que ela consegue viver em sítios muito quentes porque respira pela boca muito rápido de modo a refrescar-se melhor.

. Numa máquina, estivémos a medir o nosso fôlego, fazendo subir um pêndulo!

. Também estivémos a medir o oxigénio que libertamos ao expirar, que era menor quando fazíamos exercício, pois o nosso corpo precisa de mais oxigénio para oxigenar os músculos.

. Estivémos a bombear água para saciar a sede de um camelo. Mas bolas! Ele não se farta de beber água! Ele consegue beber muita, muita água, para depois se aguentar muito tempo no deserto, sem água…

. O esquilo do deserto esconde-se na sua toca profunda e escurinha.

. Vimos uma planta que se encolhe toda quando há muito calor para manter a humidade lá dentro e não morrer.

. Fomos agora para a parte da exposição da matemática! Como já estamos muito cansadinhos, vimos tudo muito rápido, porque também estavam lá muitos e muitos meninos que faziam muito barulho!

. Brincámos com um compasso que desenhava formas diferentes.

. Vimos muitas formas, rodas dentadas, etc.

. Brincámos com dados: eu estava sempre a ganhar e depois é que percebemos que o dado da mana Celina só tinha o nº 2!!!

. Tentámos encaixar umas formas num triângulo de espelhos que nos deixava muito confusos.

. Estivémos a ver três caleidoscópios…uau!!! Que lindo!!!

. Encaixámos muitas formas de madeira.

. Fizémos um puzzle de formas de plástico.

. Vimos uma forma no chão que, quando olhávamos para um espelho que a reflectia, parecia um cubo… mas não era!

. Um comboio com rodas de formas diferentes, mas todas com a mesma altura… e portanto não se sentia diferença nenhuma ao andar.

. Montámos uma pirâmide com uns triângulos de encaixe de plástico.

. Acabámos o nosso jogo (aquele que iniciámos logo à entrada, lembram-se?). Ao longo do percurso da exposição encontrávamos umas placas com perguntas e punhamos as respostas, simbolizadas por letras, no nosso papel, e no fim deu uma palavra que era: NANONATURAL, que pusémos numa tômbola à saída.

. Brincámos mais um bocadinho com as bolhas de água e pedimos a um menino para nos tirar uma foto aos dois!

. Vimos um senhor a montar uma rede de balões.

. E pronto, lá fomos nós embora… Eu estava a dizer à mana que havia um planeta de electricidade no espaço que quando uma nave se aproxima dele, estraga-se!

. Voltámos a apanhar o comboio de novo, agora para casa… acabei por adormecer, estávamos “mil-cansadinhos”! Foi uma grande aventura! Muito divertida! Aprendemos muito!!! “

Nota minha: eles vão anotando o que vão vendo e fazendo, nestas aventuras, para depois facilmente recordarem, por isso levam sempre no bolso o seu caderninho… e a caneta verdinha!

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Novidades cá em casa

Olá a todos!

As últimas, cá de casa: Caíu o primeiro dentinho de leite!

Quiz tirar uma foto à boca desdentada que eu acho tão engraçada, mas o pequeno que até gosta que lhe tirem fotos, desta vez recusou-se a fazer de modelo fotográfico, pois diz que “assim vou sempre ver-me sem o dente e eu não quero!”

Pronto, não tirei a foto.

A outra novidade, temos este novo membro na família:

Foi a Catarina que o adoptou e trouxe cá para casa. Foi o Alexandre que lhe escolheu o nome, “Kiko”, porque é muito parecido com o gato Kiko do “Carteiro Paulo” (série de desenhos que ele gosta de ver). Para mim, tem ar de Furby                                               :)

Tem 4 mesinhos, é um querido. O Alexandre adorou e a Celina, a apaixonada por felinos também.

Já aprendi muito com os gatos (já fizeram parte da família o Tumias, o Cusco, a Kyara e o Kovú, agora o Kiko), não vos sei dizer bem porquê, ou melhor até tentaria, mas é uma longa história e muito pessoal. E cá em casa todos temos uma certa afinidade com esta espécie. E bem, este agora é o filho adoptado da Catarina                                         :)

Até para a semana, dia 23, Quarto Crescente! Um grande beijo para todos.

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Caderno Verde

Noções de áreas e multiplicações

“Mãe, podes passar-me uma peça de 2 por 10?”

É assim que o Alexandre me pede ajuda para as suas construções. E há as de 4 por 8, 6 por 12, 4 por 12… e muitas mais. Vai sempre associando o produto à área, o tamanho de cada lado à forma rectangular respectiva e muitas outras associações matemáticas. E inclusive, sabe perfeitamente como há-de fazer quando não encontra a peça de 4 por 8: substituí-la por duas de 2 por 8 ou por quatro peças de 2 por 4 ou por…

Sempre que observo isto lembro-me dos muitos exemplos que conta John Holt sobre como as crianças rapidamente solucionam problemas concretos que lhes aparecem no dia a dia para resolver e ficam um pouco à toa quando lhes enunciam e pedem para resolver um problema do género dos muitos que tão rapidamente já resolveram, mas agora lho põem de uma forma hipotética e abstracta: ” quantas vezes cabe 8 em 32?” ou mesmo, “O Rui tem 16 maçãs para distribuir por quatro meninos, quantas dá a cada um?”… Quem é o Rui? E mesmo que conheça um Rui, onde está ele com as 16 maçãs? E os quatro meninos, quem são? Onde é que o Rui foi desencantar as 16 maçãs e porque é que tem que distribuí-las? O que aconteceu? É porque têm fome? É para jogarem com as maçãs? E que jogo  é que vai ser? Tem regras? Quais são… ???… E enquanto tudo isto não fizer sentido na sua cabeça, a criança não apresenta o resultado que já apresentara tão rapida e facilmente na ocasião que teve que fazer uma operação como por exemplo esta acima de substituir uma peça de 4 por 8 por outras que lhe dão a mesma área.

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Aprender Sem Ensino

Olá a todos! Um bom ano!

Um dos aspectos do unchooling do qual muito gosto é o da possibilidade de respeitarmos a capacidade nata das crianças e de todos nós (sim, porque mesmo se um  pouco paralisada ela ainda está latente) de apreendermos e sabermos sem a necessidade de sermos ensinados, por autoiniciativa, automotivação, desenvolvendo os interesses de cada um.

Reli há pouco um dos capítulos do livro “Teach Your Own” de John Holt, precisamente o que tem por título “Learning Without Teaching”. John Holt reúne nesse capítulo algumas das muitas cartas que pais praticantes do Unschooling lhe escreveram a contar episódios vários passados com os respectivos filhos, frisando precisamente este aspecto tão natural e espontâneo das crianças ainda não escolarizadas e chegando a perceber até, que ao menor sinal de que alguém lhes tenta ensinar algo pré-definido por esse alguém como algo a ensinar à criança, muitas delas resistem a essas tentativas.

Como nestes pequenos trechos:

“A mother writes about another child resisting teaching:

My daughter (3 years old) is in the kitchen teaching herself addition and subtraction on the Little Professor Calculation _ a machine I don’t really prove of _ and every time I give her a gentle hint, she flies into a rage, but when I leave her alone and watch her out of the corner of my eye, I se her doing problems like 3 + 5 = 8!”

“Another father writes:

I have read the books you have written, and between them and Bob (4 years old), I’ve found, for me, the best way to teach is by example, and the best way to learn is by doing. (Bob continually tells us, “I don’t want to know that” when we try to teach him something he doesn’t want to learn.)

Linda and I are impressed how quickly he picks things up, but what impresses me the most is his ability to just sit and think. I never knew young children did that until Bob showed me. He also repeats and repeats things until he has them. We put him to bed at 9 P.M., and often at 11 we can hear him talking to himself as he goes over things he wants to get straight. This is how he learned the alphabet and how to count to 129…

A Paula, do Aprender Sem Escola, colocou um link aqui, para este livro de John Holt disponível on-line (e-book). Penso que a versão on-line é a inicial, só do John Holt, diferente da minha, edição posterior, de John Holt & Pat Farenga.

E aproveitando, a mesma Paula organizou já há uns tempos uma página sobre o Ensino Doméstico na rede social Ning, que podem aceder através deste link e onde podemos usufruir do seu minucioso trabalho de compilação de textos por temas que muito nos facilitam o acesso a uma variada gama de informação sobre o Ensino Doméstico, Unschooling, etc. … muito útil essa sua “lista”.

Voltando ao “Learning Without Teaching”, um outro tema também desenvolvido neste capítulo são as conversas com as crianças sobre vários assuntos, como uma forma muito útil e também muito natural e espontânea neste tipo de aprendizagem, útil também para os pais, pois quase sempre nos surpreendemos com as perguntas, as respostas, os raciocínios, as deduções e as ligações que as crianças fazem. Falei já um pouco deste tipo de conversas neste outro post, no Pés Na Relva (um blog onde participam (escrevem) algumas famílias portuguesas que educam os seus filhos “sem escola”).

E nunca é demais frisar que para nós, pais escolarizados, não é muito fácil deixarmo-nos imbuir por este espírito do unschooling, falo por mim que, como se pode ler abaixo no apontamento de hoje do Caderno Verde, mais uma vez e mesmo o Unschooling fazendo para mim todo o sentido, me deixo levar pelos “estereotipos escolares”, se assim lhes posso chamar, enraizados ainda em mim. Episódio este que também exemplifica um pouco sobre a tal resistência a ser ensinados que falei em cima.

Um beijinho a todos, até para a semana, dia 15 de Janeiro, Lua Nova!

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Caderno Verde

Vamos Aprender a Ler

“Filho, que vamos fazer hoje? Queres aprender a ler?” (não era bem isto que eu queria dizer-lhe, era mais, vamos ler em conjunto e experimentar que leias algumas coisas sozinho, mas pronto, foi aquilo mesmo que acabei por dizer, nem sei bem porquê…)

“Ah, não mãe, não é preciso aprender a ler!”

“Não é preciso? E então como é que fazes quando queres saber o que está escrito, por exemplo, nas instruções de alguns jogos que gostas de montar, nas histórias que queres saber e em tantas coisas assim em que é preciso ler?”

“Alguém me lê! Há tantas pessoas no Mundo que sabem ler, não é preciso sabermos todos!”

Comecei a ficar perplexa com as respostas.

“Então e se não estiver ninguém ao pé de ti, se estiveres sozinho, como é que fazes?”

“Eu sou uma criança, não posso ficar sozinho, tem sempre que estar algum adulto ao pé de mim.”

(esta é para não voltar a dizer coisas com imprecisão…)

“Então, mas se essa pessoa também não souber ler?”

“Mãe, já te disse que não é preciso ler, basta “pensar o que os outros pensaram” …”

Pronto, foi para acabar de vez (espero eu, que eu tenha percebido mesmo) com estas minhas incoerências. E não é que me deixou a pensar?

E no fim, depois de me ter deixado sem palavras, disse-me, a rir:

“Mãe, não sabes que eu já sei ler algumas coisas? Sei ler Alexandre, Bato, Pedro, sim, não, comboio e agora não me lembro de outras palavras que eu sei ler e também sei ler muitos números, até sei ler 2010!…”   E sabe… e eu até sei que ele sabe.

De facto nós “lemos juntos” praticamente todos os dias…

Para além de que anda sempre a fazer perguntas sobre palavras cujo significado não conhece como esta da última vez, ainda há pouco:

“Mãe, o que quer dizer suplente?”

“Por exemplo, num jogo quando alguma pessoa não pode jogar, há outra que é suplente e que entra no jogo quando há alguém que não pode jogar. Ou como nos teatros da mana, há pessoas que são suplentes numa peça, sabem fazer como as outras e quando uma falta, há outro, suplente, que vai substituí-la, na peça; e nalguns outros trabalhos também é assim.”

No dia seguinte ele encontrou pedaços de cebola no guizado de seitan e feijão e disse-me:

“Mãe, tens que fazer papinha sem cebola, tens que ter uns ingredientes suplentes para não usares aqueles que eu não gosto!”

Fartei-me de rir…

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Banco do Tempo

10 …   9….

8…. 7……

6….. 5…..    4….. 3….

2……  1…… Tchim! Tchim!


Bom dia a todos!

Um bom final de ano (civil)! E uma bela entrada em 2010!

Ainda dentro de um espírito natalício a somar com as decisões para o novo ano, vamos falar um pouco sobre o Banco do Tempo.

Houve uma espécie de workshop que eu só soube após ter acontecido, não deu para me inscrever, entretanto. Mas uma amiga minha foi ao workshop sobre o Banco do Tempo em Cascais e trouxe-me os folhetos informativos.

Trata-se de uma iniciativa que eu já conhecia, já existe em Lisboa e agora também em Sintra. Em termos muito gerais, nós trocamos tempo que dedicamos em fazer algo a alguém por tempo que outro alguém nos dedicará. Como por exemplo arranjar um electrodoméstico, fazer sopa, ir aos correios levar correspondência que pessoas com mobilidade reduzida não o podem fazer, etc., etc., há mil e uma coisas que podemos fazer durante o pouco tempo que ainda tenhamos disponível, e ficamos com um crédito de tempo que podemos usufruir de outro alguém que nos fará qualquer coisa que estejamos interessados, como ter uma aula de informática, que nos passem roupa a ferro ou outras coisas que tais.

Podem pesquisar, nas vossas cidades, devem já haver iniciativas semelhantes.

Para mais informações e ideias podem consultar o Banco de Tempo de Cascais.

Um grande abraço para todos, um belo ano e até para a semana, dia 7 de Janeiro de 2010, Quarto Minguante!

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Caderno Verde

Quantos metros…

“Mãe,  quantos metros são?” (daqui até ao supermercado, estávamos dentro do carro para irmos até ao supermercado e eu não estava a perceber a pergunta, pensava que ele me estava a perguntar quantos metros tinha o carro…).

“O quê? De largura? O carro? Talvez um metro e mais alguns centímetros…”

“Mãe, não é isso, quantos metros são até ao supermercado?”

“Ah! Não sei… vamos contar. Olha, aqui o carro tem um aparelho que se chama “conta-kilómetros”. Não vai contar 1, 2, 3 metros, mas conta-os de 100 em 100 e quando chega aos 1000 metros conta 1 kilómetro (1 kilómetro são mil metros!). Ponho no zero e a partir de agora, vamos começar a andar e eu vou-te dizendo quantos metros estamos a contar.”

E lá fomos: 100, 200, 300, 400, 500, … 1 kilómetro, … 1300 m, 1400, … 2000 m (ou 2 Km), … 2300 metros!

“São dois mil e trezentos metros da nossa casa até ao supermercado!”

Após as compras e à volta para casa,

“Vamos, mãe, contamos outra vez!”

“Outra vez? Vão ser de novo os 2300 metros… espera, a não ser…, já te explico. Vamos contar!”

… 2100, 2200, 2300, 2400! E estacionámos à frente de casa exactamente no mesmo sítio de onde tínhamos saído!

“Ainda bem que contámos, afinal podemos dizer que da nossa casa ao supermercado são mais ou menos 2350 metros, porque como isto só conta de 100 em 100, e para lá foram 2300 e para cá 2400…”

Vocês podem pensar que isto é complicado para uma criança de 6 anos, mas não é. O Alexandre tem muita apetência para números e cálculos (no outro dia interagia assim comigo: “Mãe, um 1 e dois zeros é cem, um 1 e três zeros é mil e um 1 e quatro zeros?”; “dez mil”, respondi; “Ah! Então um 1 e cinco zeros são cem mil e um 1 e seis zeros são mil-mil!”; eu sorri, “Sim, um 1 e seis zeros são-mil-mil que nós chamamos “um milhão”, mil-mil é igual a um milhão!”.

Bem, passados três dias da contagem dos metros alguém lhe perguntou quantos metros eram até ao supermercado e ele lembrava-se ainda: “São dois mil trezentos e cinquenta metros, dois kilómetros e trezentos e cinquenta metros.” E dali a uma semana dizia que eram dois mil e trezentos metros (já tinha esquecido o pormenor dos 2300 para lá e 2400 para cá.). E mesmo que esqueça os metros,  o que é importante é que ficou a saber como contá-los de novo ou contar quaisquer outros até qualquer outro lado…

1…. 2….. 3…. 4….

5…. 6……. 7….. 10…… 100

1000……. 10000……

100000…..  1000000!!!!

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Fazer o que se gosta _ dois amigos

Bom dia a todos! Feliz Natal!

Na sequência dos meus posts sobre a importância de fazermos o que gostamos, hoje, e aproveitando o Natal, gostaria de divulgar os trabalhos de dois amigos, que produzem o que gostam.

O André (que nós conhecemos através da frequência dos workshops Renaskigi – A Arte de Viver em Harmonia, orientados por Robiyn), que trabalha em arte e artesanato. Podem aprofundar um pouco mais sobre o seu trabalho acedendo ao seu blog “André Semblano“.

Tivémos há dias o prazer de visitar a sua loja-atelier na Cotovia, Sesimbra, num passeio que fizémos até lá e que descrevo com pormenor neste post no Pés Na Relva. Aqui ficam algumas fotos da nossa visita:

O Alexandre gostou de ver tanto os trabalhos como os materiais…

… e o forno!

E a Lídia, que conheci (embora ainda não “presencialmente”) através do grupo de Ensino Doméstico do yahoo, e temos trocado muitas impressões sobre a vivência diária do Ensino Doméstico.

A Lídia faz umas peças de bijuteria lindas e ecológicas, a partir de sementes. Conheço o seu trabalho através de fotos e dos seus blogues: ”EcoJóias“, “Sementes para Bijuteria” e ”Lídia EcoJóias“.

Deliciem-se!

Um belo Natal para todos e até para a semana, dia 31, Lua Cheia!

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Caderno Verde

Natal, dias que antecedem _ Variações sobre o tema

Contar os dias… até ao Natal!

(Já agora partilho com vocês este calendário do advento , com boas ideias para a sustentabilidade, que recebi no trabalho…, gostei muito!)

Um belo Nascer do Sol da época natalícia!

Um pinheirinho nórdico, oferecido por uma nossa amiga, que colocámos na varanda e daqui a uns meses vamos plantar na terra da avó para ser iluminado no próximo Natal!

As decorações de Natal, este ano feitas exclusivamente pelos meus três filhotes (orientadas sempre pela mais velha, a Catarina, fã das decorações). Num belo Sábado, chegada do Porto, já estava tudo decoradinho!

Enfeite feito pelo Alexandre:

Bolas-pompons (feitas de lã):

O cantinho prateado…

A maioria dos enfeites são aproveitados do ano passado.

Comboios de Natal!                                   :)

Este pintado pelo Alexandre e Catarina, já o ano passado:

Este que ofereceram ao Alexandre (tipo “Polar Express”, que ele gosta muito…):Um laçarote de Natal no candeeiro do nosso quarto (e na parede estão duas fotos do Alexandre a mamar, no dia em que ele nasceu… Natal é nascimento!):

A fitinha decorativa no cesto das mercearias que utilizamos para os bolinhos de Natal e junto dos dossiers das receitas! (ainda não fizémos os doces, parte deles _ os biscoitos_ estão agendados para a “próxima aventura do Alexandre e Celina”!).

E em ocasiões como esta recordamos sempre o nosso primeiro gatinho, Tumias!

A festa de Natal do trabalho da mãe (este é o Bato a fazer malabarismo com as bolas de malabarismo que fizémos no atelier de fazer bolas de malabarismo                                           :)                                               )

Um leãozinho… (também havia duendes e o Pai Natal e meninos gigantes (em cima de andas), e um teatrinho de Natal e muitas bancas de ateliers e jogos…

Um presente de aniversário aberto no Natal (ver este post no Pés na Relva), um fim-de-semana em turismo de habitação, perto de Sesimbra, momentos calmos a jogar…

…a passear na marginal de Sesimbra, as iluminações de Natal…

… e calmamente pelo bosque mágico!

Ainda virão mais variações sobre o tema (faltam os petiscos natalícios e mais presentes e a reunião familiar que vai começar a 23 e prolongar-se até 26, 27… é sempre acolhedor e divertido estarmos juntos!).

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Mais ou menos uma vez por semana

Olá a todos!

Hoje este post é um pouco mais intimista…                                           :)                         Mais ou menos uma vez por semana, quem orienta as actividades do Alexandre não sou eu nem o pai, mas sim a “mana Celina” (este ano, desde Outubro, pois o ano passado este dia estava atribuído ao seu amigo “Bato” (namorado da mana Catarina). Com a mana Celina a tónica são as “aventuras” e pronto, tudo o que faz com ela é “uma aventura“, inclusivé, por exemplo, ir ao “Pavilhão do Conhecimento” ou simplesmente “inventar uma papinha”.

Foi uma solução que arranjámos e com a qual todos concordámos para conseguirmos coordenar trabalhos, estudos, actividades e acompanhamento do Alexandre em Ensino Doméstico, sem “stresses”!

Assim, nesse dia da semana, eu tenho umas horas da tarde (mais ou menos das 15h às 19h) e o Pedro um dia, para “o que nos aprouver”. Eu, pessoalmente, aproveito para estar um pouco mais de tempo a conversar com uma amiga, para ler calmamente num sítio calmo e acolhedor, para experimentar locais e actividades que me apetece experimentar, tais como uma massagem Abhyanga, por exemplo, que experimentei no outro dia e recomendo (eu experimentei aqui), para eu e o Pedro passarmos uns momentos a dois, quando podemos (também já experimentámos uma massagem que dão ao casal, ao mesmo tempo, experimentámos aqui), para ir tomar um chá a um local “de eleição”, para ir ao cinema, e muitas vezes, para fazer calmamente as compras da semana…

Num destes dias, fui ao cinema, ver o “Julie e Julia“, com a Meryl Streep. Ri-me imenso, ao mesmo tempo que me transmitiu alguma coisa que aproveito sempre para crescer. (Podem também ler aqui o que a Rute, do Publicar Para Partilhar, escreveu sobre o filme…).

E no final, depois de sair do cinema, fui presenteada com a inauguração das luzes de Natal do centro de Cascais (daquelas sincronicidades…): ia a passar e a ver a iluminação ainda não iluminada e de repente tudo se acende e oiço palmas de umas quantas pessoas concentradas na Praça 5 de Outubro, as que estavam para a inauguração! Foi uma surpresa gira…

Muitos beijinhos a todos e belos momentos de relaxamento e de alegria! Até para a semana, 24, Quarto Crescente…

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Caderno Verde

História dos Cavalinhos

“Era uma vez dois cavalinhos que andavam a subir uma montanha, a “Montanha Mãe” (isto porque, para contar a história ele fazia com que os cavalinhos subissem pelos meus braços). Os cavalinhos eram mãe e filho. O Filho pensava que a mãe era uma montanha e ia caindo, mas não caíu, porque a mãe o agarrou pela perna.

E depois encontraram uma pirâmide (uma pirâmide de cristal que está em cima do aparador na sala) muito diferente das outras todas, que tinha lá um botão que lançava esta grande coisa (a tampa quase esférica da garrafa de cristal).

O Cavalinho Filho subiu outra vez a pirâmide e caíu e foi parar a uma grande cidade que era só mar, mas conseguiu subir para uma ilha e saltou para fora outra vez.

Tentou outra vez, voltou a cair, agora para dentro de chocolate líquido. Foi assim que descobriu, pois não sabia, que havia ali uma fábrica de chocolates e dali conseguiu saltar para uma ilha de lego, construída por mim.

Andou, andou, andou ao pé coxinho ( e ele saltava ao pé coxinho) e conseguiu encontrar um barco que o conduziu até à “estação dos barcos” (aprendeu nesta altura que uma “estação de barcos” se chama um porto). Depois andaram a viajar ainda mais, ainda mais e terminaram à noite. Foram até à margem e dormiram num hotel de cavalinhos.

2º capítulo

O Cavalinho Mãe e o Cavalinho Filho resolveram fazer um piquenique. Então saíram do hotel onde tinham dormido e foram para casa fazer os convites para os seu amigos: tinham que fazer 82 convites! Tinham quase 100 amigos, faltavam… 18 amigos (foi ele que fez a conta, de cabeça.)!

E depois dos convites foram fazer uma comida vegetariana para levar para o piquenique. O filho fez bolo de chocolate como o que eu faço com a mana Catarina e a mãe fez aquelas batatinhas com tofú tão deliciosas, como tu fazes mamã… que ingredientes é que tu pões que ficam tão deliciosas? É para dizer à mãe do cavalinho… _ “barro tudo com massa de pimentão e alho, filhinho, são os ingredientes que tornam as batatinhas e o tofú assados no forno tão deliciosos!”.

Então o piquenique foi muito divertido, foram todos para uma floresta e depois apanharam o barco para ir para casa!”

Esta foi a história contada e encenada pelo Alexandre (eu também entrava no teatro, fazia de mãe do cavalinho) e ao mesmo tempo ia escrevendo tudo o que ele dizia no computador, numa das nossas tardes em homeschooling. Depois ele veio “ler” comigo o que eu tinha escrito, para que tudo ficasse devidamente registado.

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Outono, quase Inverno

Olá, bom dia!

Verão comprido e entretetanto já estiveram uns dois ou três dias mais frios, a anunciar o Inverno. Por isso um post sobre o Outono tardou por estas bandas. E antes que o Inverno se instale, aqui ficam umas fotos de apontamento de algumas formas e cores e sabores desta estação do ano, que para mim é sempre quente, pelas cores e sabores!

Parece que tirei esta foto de noite, mas eram umas 11h da manhã, no Porto, tirei a foto ao sol por detrás da árvore (ou à árvore a contra-luz!)…

Exactamente na mesma altura, estas outras:

Sim, foi na rotunda da Boavista…

Das folhas de uma araucária (estas vieram de um jardim de Cascais, gostámos da forma_ mais imagens, aqui):

Os “ouricinhos” que o Alexandre e a Celina me trouxeram ao chegar de uma das suas “aventuras”

E estas folhas secas também foram os dois que me trouxeram ao voltarem de um outro dos seus “dias de aventura”

E as castanhas, claro, não podiam faltar, cá em casa todos adoramos castanhas!

Belos Momentos Outonais para todos, até para a semana, dia 16, Lua Nova!

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Caderno Verde

Uma “invenção”

O Alexandre estava como normalmente de volta das suas construções em Lego. Desta vez resolveu “montar um elevador”, criação sua (isto é, sem seguir instruções ou ter as peças adequadas e já predestinadas a “ser um elevador”.

Entreteanto chamou-me, “Mãe, preciso de um fio!”. “Que tipo de fio?”, pergunto. ” Não responde e direge-se à minha caixa de costura e traz ele mesmo o fio que lhe interessava. Passa tempo às voltas a melhorar a sua “construção”.

“Tenho que tratar agora disto, mãe, esta é a minha invenção!”, diz-me, enquanto o observo…

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Os livros…

Olá a todos!

Ousa dizer-se “A Vida não se aprende nos livros”. E diz-se bem. No entanto, há livros que fazem parte de vidas, como recursos, como fontes de prazer e relaxamento, como partilha de outras experiências de vida.

Neste tema do ensino doméstico também cabem os livros.

Usando ou não manuais escolares (nós, para já, não os temos usado), usam-se muitos outros livros como recursos ou simplesmente pelo prazer de ler/ouvir uma história.

Para além dos livros que menciono em baixo, no Caderno Verde, “voltaram” as histórias de Natal (é da época, claro), depois de fazermos as decorações de Natal e “montarmos” o Calendário do Advento para “ir contando os dias que faltam até ao Natal” e de começarmos a preparar quais os brinquedos que podemos oferecer de presente a outros meninos que não têm tanto acesso a brinquedos, o Alexandre deixa-se imbuir pelo espírito natalício e pede para ver os filmes de Natal (aliás, ele próprio os coloca no leitor de DVD’s)_ “Polar Express”, “O Natal do Ruca”, “O Natal do Bob o Construtor”, “Grinch”_ e quer “ler”/ouvir ler as histórias de Natal que temos em livros:

“Um presente para o Pai Natal” (este foi adquirido este ano, tem imagens recortadas que “se tridimensionalizam” e que, descobri há pouco tempo, faz parte do “Plano Nacional de Leitura”),

“As Renas do Pai Natal” (que já temos há muito e onde entram vários animais na história),

“Nody Salva o Natal” (que temos há mais tempo ainda, mas continua a interessar o Alexandre, pois desvenda o mistério de como o Pai Natal consegue entregar todos os presentes numa noite, como cabem todos no seu saco e como cabe ele nas chaminés!).

Alguns dos livros não têm muito texto, são bons para agora que “damos os primeiros passos a saber ler”…, como também este outro que comprei há tempos, para o efeito e sobre o qual falei aqui.

Também sobre “livros em ensino doméstico”, partilha Vale de Gil, neste outro post do “Pés Na Relva”.

Os livros contam histórias que nos avivam a imaginação e mostram-nos também coisas de outros tempos e lugares.

Eu “sou suspeita”, sempre adorei livros, de quase todas “as espécies” (deveria dizer géneros literários e técnicos e científicos) e por isso há pouco resolvi manter outro blog que “presta homenagem aos livros da minha vida”, o “Diz-me O Que Lês…“.

E também tenho cá em casa outros meninos com diferentes preferências literárias, como descrevo um pouco neste post do Diz-me O Que Lês…  Para além do Pedro, meu marido, que também sempre adorou livros e de há uns anos para cá transcendeu o formato papel e agora só os lê em formato electrónico, passando-os para o iPod que anda consigo para todo o lado (isto é, traz sempre consigo uns quatro livros para ler…                                 :)                                       e que lhe resolveu o problema com que se defrontava, por vezes, quando queria ler em ambientes escuros). Eu ainda não cheguei a essa fase, embora tenha que admitir que é bastante prático e andamos mais leves. Isto para dizer que, actualmente, não adianta oferecer-lhe livros no Natal!                                                                                                                                 :)

Então, belas leituras para todos e até para a semana, dia 9, Quarto Minguante.

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Caderno Verde

Variações de uma tarde…

Numa bela tarde de chuva daquelas que apetece ficar “ao quentinho”, exercita-se o cálculo com o Sudoku (quase sempre todas as actividades são propostas pelo Alexandre, esta não foi uma excepção _ naquelas horas que disponibilizo “só para ele”, e nas outras horas do dia, em que as actividades de uns e outros, da família, se entrelaçam, também outras actividades vão surgindo espontaneamente, levando a relações e conexões e desenvolvimentos do que usualmente chamamos de Conhecimento, e se mais profundos e integrados, de Sabedoria…).

E tendo andado nessa semana à volta do tema “Corpo Humano” (estes também poderiam constituir um post das “Variações Sobre um Tema”), achámos piada à coincidência de nos ter calhado numa caixa de cereais este “mini-jogo das operações”:

O Alexandre também tinha andado nessa semana a jogar com o pai um jogo na Wii onde envergam a personagem de médico-cirurgião e têm que realizar operações.

E a querer saber muitas coisas sobre o corpo humano quando está no banho, tendo a irmã Celina (que gosta muito dessa área, explicado ainda sobre as bactérias e outros assuntos interessantes…).

E depois do Sudoku e do pequeno jogo das operações, aprofundamos num livro sobre o corpo humano umas quantas coisas que o Alexandre deseja saber:


Entretanto fazemos uma pausa para lanchar (o “Lanche do Avião”, descrito no Caderno Verde do post anterior) e de seguida ligamos um pouco a televisão no canal “Jim-Jam” (para crianças), onde estão a mostrar instrumentos musicais. O Alexandre pergunta-me “Mãe, como se chama este instrumento?”. “O clarinete?”. “Não, mãe, aquele, que eu sei o nome do mais pequeno, que é o violino _ ele andou uns meses em aulas de violino_, mas não sei o nome daquele grande…”. “Ah! O violoncelo!”. “Pois, o violoncelo”.

E então lembrei-me de uma nossa recente aquisição, este “Dicionário Ilustrado dos Little Einsteins” (os “Little Einsteins” são uma série de desenhos animados que ele gosta de ver porque tem uma nave espacial e que aborda sempre um tema de música clássica, instrumentos musicais, um quadro de um determinado pintor e muitas viagens por muitos países). “Olha, aqui está, violoncelo”:

Estes são outros temas que consultamos mais vezes neste “dicionário”:

E eis que chega a nossa pequena amiga e vizinha que normalmente, depois das aulas e dos “trabalhos de casa”, vem brincar um bocadinho com o Alexandre (é dois anos e meio mais velha que ele). Vinha muito preocupada, pois não tem conseguido entender umas coisas de matemática na escola e o teste não lhe tinha corrido bem. Sobretudo a parte das contas com casas decimais (multiplicar e dividir por uma décima, uma centésima, uma milésima _ ela anda no 4º ano); eu perguntei-lhe se ela queria que lhe explicasse e lá estivémos um pouco de volta das contas (o Alexandre já não estava a achar muita piada, pois esperava pela brincadeira), até que ela me diz, “Isabel, sabes, é que eu ainda tenho dificuldades na tabuada, não sei bem a dos seis, nem a dos sete e a dos oito.” “Trouxeste as tuas Litllest Pet Shop?”, lembrei-me eu (ela adora tudo sobre animais, até estes fantasiados que colecciona religiosamente e traz sempre para entrarem nas brincadeiras com o Alexandre_ são alegres passageiros das naves espaciais e, ultimamente, de um navio de Lego que o pai deu há pouco ao Alexandre (o navio cheeiinho a abarrotar destes bichinhos de brinquedo só me faz lembrar a Arca de Noé!), e também fazem parte da brincadeira em que montam a tenda na sala e se enrolam em sacos-cama, com a lanterna em alerta aos “barulhos nocturnos” ). “Sim, estão aqui!”. Uma mochila cheiinha… “Olha que bom_ digo_, vão dar mesmo jeito para a nossa tabuada. Vamos fazer filas de seis?”:

E lá contámos quantas são seis vezes quatro Littlest Pet Shop, seis vezes cinco, seis vezes oito…

E ainda fizémos “a dos oito”, recordou-se muito melhor…

De novo sozinhos, reparo nesta filinha de comboios e metros…

E bom, ala fazer o jantar que entre operações e litllest pet shop deve ter ficado alguma esquecida a roer-nos o estômago! Estes cirurgiões…                                                                                                                     ;)

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