Arquivo para Julho 22, 2009

Tranquilidade quanto ao percurso

Vivam! Aqui estamos para mais um “post”.

Hoje vou partilhar um pouco da postura “tranquilidade é eficaz” em relação a tudo, neste caso , em relação à “aprendizagem escolar” das crianças.

Quando as minhas filhas mais velhas eram pequenas, “foram para a escola”. Já aí sempre fui muito “relaxada” quanto ao seu “desempenho escolar”, a começar logo pelo primeiro ciclo onde eles ainda são tão pequenos, sempre me pareceu “non sense” as avaliações, críticas ao desempenho dos pequenos, stresses e tudo o mais.

Na verdade, nunca fiz trabalhos de casa com elas (aliás, quando os trabalhos que traziam para casa eram “intermináveis” desencorajava-as a fazê-los e comprometia-me a ir lá falar com a professora), uma vez ou outra e já lá para os 7ºs, 8ºs anos, dei-lhes uma ajudinha em alguns problemas pontuais de matemática, que não estavam a interpretar bem. Nunca andaram em explicações, excepto a Celina no final do 12ºano, para fazer o exame de Física, pois nunca teve Física durante os 3 anos lectivos (10º, 11º e 12º) correspondentes ao exame a realizar. Teve durante dois meses 2 horas de explicação por semana para entender a matéria dos 3 anos, foi a exame e teve 14, a  mesma nota que tiveram os alunos do professor que lhe dera as explicações que tinham tido 18 durante o ano lectivo.

Outra história: a Celina como faz anos em Dezembro entrou para o 1º ano com 5 anos, “doeu-me o coração” na altura, era tão pequenina… No 1º dia desse 1ºano do 1º ciclo, quando a fui buscar perguntei-lhe: “Então a professora deu-vos uma lista do material a comprar? Temos que ir comprar as coisas que vão ser precisas…”, ao que ela respondeu: “Lista? Não deu nenhuma lista, só tenho aqui dois papéis…”

Um deles era a lista do material a comprar               :)              . Lembro-me sempre desta história. E de que nos 4 anos do 1º ciclo da Celina me andavam sempre a dizer (professoras e as educadoras do ATL que já conheciam a irmã, cinco anos mais velha), “Ah, esta tua filha não é nada como a outra (“a outra” já andava no ciclo, tinha sido sempre “certinha”, letra bonitinha, muito jeito para pintar, jeito para as línguas e para a matemática, para a música _ principalmente cantar_ e mais umas coisas e aluna de 4’s e 5’s), é tão trapalhona, tem uma letra terrível, parece que não liga a nada, também, “coitada”, é sempre a mais novinha da turma”. Eu respondia: “A letra? Oh, ainda é pequena, daqui para a frente vão ver que aperfeiçoa a letra, eu também era assim, nos primeiros anos, cada letra era de um tamanho e misturava maiúsculas com minúsculas… E acham que ela não é tão esperta como a irmã? Não sei, são diferentes, também ainda é cedo, logo se vê…”

E continuei a não ligar a nada disso. De tal forma que, quando a minha irmã me conta um dia que a professora do 1º ciclo da minha sobrinha lhe tinha dito que ela era isto e aquilo e que tinha falta de memória e lhe aconselhou a dar uns comprimidos para avivar a memória, eu disse-lhe : “Será que está tudo louco? Nem penses em dar comprimidos à tua filha!” E contei-lhe as histórias da Celina (mais tarde a minha irmã percebeu, por si, e começou a confiar na “inteligência” da sua filha e chegou ainda à constatação de que há “vários tipos diferentes de inteligências”, todas elas válidas e disse-me ainda há pouco que, após ter começado a confiar nas capacidades da filha começou a destrinçar os seus maiores talentos e aptidões e os seus mais acentuados interesses e gostos). Bem, para confirmar, a Celina nos anos seguintes, logo a partir do 5º ano, tinha 5´s a quase todas as disciplinas.

Não é que elas sejam umas “craques”, muito boas alunas, não penso isso. Sei é que stresses e preocupações não levam a lado nenhum e nisto da escola nunca os tive. Sempre confiei que elas desenvolveriam os seus talentos próprios, apesar da escola com os seus currículos e azáfamas e avaliações, tolher muito a expressão desses talentos.

Então agora com o Alexandre em Ensino Doméstico ainda mais tranquilidade sinto, pois esfumaram-se esses “cortar pela raiz alguns talentos” que se verificam a toda a hora nas escolas. E quanto a como vai ele aprender a ler, escrever, matemática, estudo do meio e tudo mais, palavra que não vou ser “professora”. Nem o pai, nem as irmãs. Vou continuar a ser mãe e amiga, vamos continuar a ser a família que somos, cada um com a contribuição do seu próprio ser único e talentoso para o conjunto que somos, família, cidade, planeta, universo…

Nada de escola no sentido hoje mais comum da palavra. Muitas descobertas, muita criatividade, muito respeito pelos interesses de cada um, muito apoio a que cada um desenvolva as suas naturais aptidões, mais novos, mais crescidos, sejam da família ou amigos, é muito isto que gostamos de viver e transmitir vivendo.

Em relação ao Alexandre, como é que vamos “cumprir” o currículo do 1º ciclo (podem baixá-lo aqui)? Depois vou-vos contando… também ainda não sabemos bem, mas sabemos que se vai desenrolar naturalmente e que confiamos nele, tal como confiei e confiamos nas irmãs, nos seus talentos e capacidades que não têm que ser iguais entre todos, nem seguir uma norma “escolarmente” definida. E como é muito a propósito, volto a relembrar este post da Paula do aprender Sem Escola.

Beijinhos, até para a semana, dia 28, Quarto Crescente.

Caderno Verde

Transportes incluindo Naves ligam com Planetas, incluindo a Terra

Da sua paixão pelos transportes/viagens em transportes o interesse deriva para o “Mapa Mundo”, especialmente este, globo, na forma do planeta Terra.

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É um “candeeiro” que foi oferecido à Catarina quando ela era pequena (tem bem perto de 20 anos) e agora passou para o Alexandre. Aceso, vêem-se os países muito melhor (“Ali está Portugal”, ele já sabe, “E ali Espanha, onde eu nasci…”).

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E há uns dias, ele e a irmã Catarina foram comprar estrelas e planetas luminosos para o tecto, para apreciarmos à noite ao adormecer. “Aquele é o Saturno, sabes mãe já conhecia o planeta Saturno, dos “Little Einsteins”, série da TV que ele gosta (os personagens têm uma nave…),

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e ali está a Terra, estás a ver?”,

DSC01831 mostrava-me ele depois da “obra feita” (depois dele e a irmã terem feito o trabalho completo, colocando os planetas no tecto do quarto fazendo mil acrobacias (em cima da cama, com uma vassoura para chegar ao tecto!   :)     e com “todo o cuidado” para não pisar o pai que já estava a dormir a bom dormir_ há cenas que só mesmo filmadas).

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