Interligações III – Frequência Própria

Vivam, bom dia!

Há cerca de 20 anos atrás completei um curso de Engenharia Civil. Um ou dois anos após, frequentando uma pós-graduação, no meio de eurocódigos e outras informações e lições que tais, tive uma aula que é a que recordo vivamente no meio de todas as que fizeram parte da pós-graduação: uma aula sobre Sismos. Recordo, passo a passo, praticamente tudo o que nos foi dado nessa aula. E de entre muitos pormenores interessantes, mas que não têm exactamente a ver com o que quero dizer hoje, um dos que gostei particularmente foi o conceito de “Frequência Própria”.

Para o explicar, o professor, lembrou-nos da voz dos cantores que vibra de tal forma que entra em ressonância com um copo de cristal e o estilhaça, ou da marcha dos soldados numa sequência tal sobre uma ponte que conseguem pô-la literalmente a vibrar a uma cadência que pode fazer até com que a sua estrutura entre em colapso. E isto porque…

Cada corpo, cada objecto, cada coisa, tem uma frequência, uma determinada frequência e a palavra no meio técnico para a designar é mesmo Frequência Própria. E há outras determinadas frequências que entram em ressonância com cada Frequência Própria.

Daí explicou-nos que por isso é que uma ponte não cai com um sismo (o leque de frequências sísmicas não entra em ressonância com a frequência própria da ponte), mas por outro lado a ponte é muito sensível ao vento (ventos fortes fazem cair pontes). Os edifícios têm frequências próprias ressonantes com as do sismo.

Uns anos mais tarde, frequentando workshops do Robiyn, ele sempre nos fez perceber que não existe essa diferença que costumamos acentuar entre seres vivos e seres inanimados, que as pedras (por exemplo) vibram, a uma frequência mais lenta que a de uma planta ou a de um ser humano e sim, vibram. O que logo me fez lembrar do conceito de frequência própria que apreendi naquela aula sobre sismos. O que nos faz perceber que tudo é energia, vibra e nos faz estreitar os laços nesta separação instalada que fazemos entre “seres vivos” e “seres inanimados” como estudámos na escola. O que me fez sentir maior respeito pela terra, pela água, pelo ar, pelas rochas e pelos objectos, sim, pelos objectos (um edifício tem frequência própria, uma ponte tem frequência própria, um copo tem frequência própria, uma pintura tem frequência própria… tudo, tudo o que existe, tem frequência própria).

Há uns meses atrás, ao ler um livro (do qual gostei muito), intitulado “O Livro do Destino”, escrito por Carlos Barrios, onde o escritor nos passa aspectos da sabedoria ainda muito pouco divulgada no mundo ocidental sobre a Civilização Maia, de uma forma muito natural e genuína, percebi algo mais sobre este aspecto da vibração, da energia. No capítulo “Najt ou o Espaço-Tempo”, Barrios explica que a percepção maia sobre o tempo está ligada ao espaço e à velocidade e o conceito “Najt”, que se aproxima um pouco ao que chamamos de realidade, onde existe também a matéria, é definido como espaço-tempo+velocidade: tudo que existe é energia e tudo tem uma velocidade ou vibração. E citando: “É isso que diferencia cada coisa viva: a energia ou vibração de uma pessoa é mais rápida, por exemplo a de uma pedra, mas ambas consistem em energia. A diferença entre as duas reside na velocidade.” De onde se percebe, claramente, que uma pedra (por exemplo) é uma coisa viva.

A todas as frequências ressonantes e não ressonantes, um grande abraço e até para a semana, dia 28, Lua Cheia!

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Caderno Verde

O outro lado das coisas

A mana Catarina saíu com o Alexandre e fui ter com eles depois do trabalho. Lemos juntos três livros na secção de crianças da livraria e desfrutámos juntos entre coisas a fazer e lazer.

Regressados a casa, resolvi aproveitar a saída e tratar de um assunto pendente: um corte ao cabelo do Alexandre, que já vinha a calhar. Tinha-lhe falado nisso antes de chegarmos a casa e ele tinha dito que não queria ir cortar o cabelo (no salão da cabeleireira  que existe no nosso prédio). Ainda assim, resolvi persistir e pedi ao Alexandre para ir comigo até à cabeleireira, pois precisava de combinar algo com ela. Ele lá me acompanhou.

Assim que percebeu que o que eu queria era que ele cortasse o cabelo, voltou a dizer que não queria e no meio de todos os truques (que literalmente o foram) que eu e a cabeleireira utilizámos para o persuadir, pergunta ele de repente:

“Porque é que vocês estão a fazer uma birra?”

Responde ela, “engasgada”: “Ai nós é que estamos a fazer birra? Essa nunca me tinham dito…”

Engasgada ela e engasgada eu, a birra-mor, que nem disse nada tal o engasganço, perguntando-me silenciosamente, porque ainda me embrulho nestes hábitos de persuadir as crianças a fazerem o que quando e como queremos, ao ponto de as tentarmos literalmente ludibriar. Eu que me julgo tão liberal (somos os piores, os que se julgam liberais, porque tentamos coagir disfarçadamente) e que me julgam de liberal (no meio de tudo aquilo ainda ouvi alguém presente a dizer “uma palmada é que era”). E note-se, o Alexandre não esperneou, não berrou, limitou-se a dizer tranquilamente que não queria, a responder a cada um dos nossos argumentos e a desconcertar-nos, finalmente, com a pergunta “Porque é que vocês estão a fazer uma birra?”.

Percebi o que significa dizer “põe-te do outro lado”, “ver o outro lado das coisas”, ampliar a visão, a mente, porque vi com o coração… de mãe. O Alexandre ajuda-me a alinhar com a coerência, com o sermos nós próprios, com a integridade, com o largarmos as máscaras, cascas, protecções, defesas, com o saber o que queremos, com a confiança, com o amor…

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13 Respostas so far »

  1. 1

    Paula disse,

    Gostei do tema de hoje porque que ultimamente também tenho andado a explorar energias e frequências. Ainda ontem fui a uma palestra sobre Metatronic Healing [www.metatronic-life.com] onde Pippa Merivale falou sobre isso. Também já fiz o Reiki I e juntei-me a um grupo de Sound Healing, onde podemos experienciar directamente o poder das frequências. Muito interessante! E claro, o trabalho do Alan tem tudo a ver com isso: energia, chi / ki, tanto no Tai Chi como na acupuntura. Todas estas coisas têm-me ajudado a tornar-me mais sensivel para este fenómeno, que já não me parece tão subtil como antes ou nada mais que charlatanice, como quando a minha mente estava completamente escolarizada!

    Eu entendo o conceito de Frequência Própria mas penso que no caso dos seres humanos essa frequência não é fixa, que através de certas práticas podemos aumentar a nossa frequência ou entrar em sintonia com frequências mais altas. O que achas?

  2. 2

    isabeldematos disse,

    Olá, Paula!
    Sim, mesmo sem ser as pessoas a frequência própria não é uma só determinada frequência, mas um leque delas à volta do mesmo tipo de frequência e mesmo esse leque varia sempre que variam elementos, massa, o que for. As pessoas, claro podem alinhar-se com frequências várias (e os animais e as plantas também…).
    Beijinhos para todos vós (já não devemos ir aí nesta Primavera…)
    Isabel

  3. 3

    Patrícia disse,

    “Porque é que vocês estão a fazer uma birra?”

    Bem… deixa a minha filha começar a ler e ver as respostas do Alexandre… :)

    Houve um dia em que me esqueci de lhe cortar as unhas enquanto ela estava a dormir, e como ela já tinha as unhas muito grandes, arrisquei! Perguntei-lhe se ela queria que eu lhe corta-se as unhas… E qual não é o meu espanto quando ela disse que sim! A partir dai tenho cortado as unhas com ela a ver… Agora ela tem fixação pela tesoura…. A ponto de eu já a ter perdido várias vezes… ;o)

    “uma palmada é que era”

    Pois, eu também tenho ouvido bastantes deste género… a ponto de ter ouvido recentemente o meu irmão a dizer que se não tivesse “mão” agora para a minha filha não iria ter o respeito dela nunca… Como se o respeito (e outras coisas mais) se comprasse ou então perdia a validade…

    Quer sejam mais “liberais” ou mais “controlados”, as crianças tornam-se adultos; a diferença está na qualidade desses adultos…

    Beijinhos

  4. 5

    Rute disse,

    Isto é incrivel Isabel. Nós as duas temos alguma “ligação” fora de série!

    Ontem consegui arranjar tempo para visitar os blogs do ensino domestico, inclusivamente o teu. Escrevi um comentário, mas quando ia a submeter, deu um erro qq e não ficou nada registado! Entretanto voltei ao trabalho e não repeti o comment.
    Hoje, apareces tu no meu blog :) Transmissão de pensamento!?

    Dizia eu assim no que desapareceu:

    Querida frequência ressonante,

    há quanto tempo não venho ler a tua fantástica vibração! Adorei o que li.

    Temos de combinar um almocinho :)

    Beijinhos e até breve.

  5. 6

    isabeldematos disse,

    Digamos que andamos a ressoar nas frequências telepáticas!… :D
    Beijinhos (almoçar, o.k.? diz quando podes…)
    Isabel

  6. 7

    Rute disse,

    Brevemente envio-te um mail para agendarmos almoço. E aviso a Patrícia também. E tu a Luisa e a Marina :) Adoro os nossos ajuntamentos.

    A visita à gráfica também não está esquecida, se é que ainda não foram.

    Ah e melhorando o tempo, quero pic nic!!!!
    Vibrações boas prá vcs.

  7. 8

    isabeldematos disse,

    O.k.!!! Ainda não foram à gráfica… o Pedro depois diz…
    E pois, assim que der, pic-nic!… ;)
    Beijinhos
    Isabel

  8. 9

    Patrícia disse,

    Deixei um comentário no teu blog….

    Shame on me…. :|

  9. 10

    isabeldematos disse,

    Não estou a perceber este comentário… podes explicar?
    Beijinhos
    Isabel

  10. 11

    Patrícia disse,

    Era para a Rute…

    Ainda tenho o livro dela feito refém cá em casa…
    :|

  11. 12

    isabeldematos disse,

    :D
    ok, a ver se ela ainda lê… o melhor é ires lá ao blog dela.
    Beijinhos
    Isabel

  12. 13

    […] interessante, por ter já escrito sobre esta frequência própria de cada ser e de cada objeto, aqui neste outro post, a propósito de outros assuntos) e essa vibração alinha-nos e o corpo restabelece-se até de […]


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