Arquivo para f)-livros e blogues

“Nossos Irmãos e Vizinhos” :)

Olá a todos!

Ao ler as edições do Carnaval do blogue da Meninheira (embora estejamos próximos do Carnaval, é uma mera coincidência, as edições que refiro não têm nada a ver… da primeira vez que li, perguntei à Meninheira o porquê do nome “Carnaval” e ela respondeu-me: “Foi o nome que lhe deram, vê aqui :) ), acedi aos blogues dos vários participantes das diferentes edições e gostei muito de alguns dos seus posts.

Sem nenhuma ordem em especial, aqui fica uma pequena lista dos blogues das famílias simpatizantes do homeschooling que acedo com maior frequência, através do Dálle Un Coliño:

Hechiceros

Libres Como El Volcán

Orca e Alce

Enseñar a Pescar

e muitos, muitos outros não só de Espanha, mas também, da Columbia, Porto Rico, Estados Unidos…

Vou só deixar aqui os links directos para uns dos artigos mais recentes que gostei muito de ler, nuns desses blogues listados acima (não consegui ler todos os artigos, obviamente):

Un Método E Un Por Qué

Yo Soy de “Esas”

Crisis

Colaboratión de Natalia

Aprender

Mis tres (resumidos) deseos e algún que outro sueño

Google Earth

Em relação às referidas “Edições do Carnaval”:

Ao lê-las, apercebi-me de que constavam no seguinte:

Cada uma das famílias, à vez, propõe umas perguntas (ou uma só) a serem respondidas por todas as outras famílias e por si própria. As perguntas basicamente têm a ver com o tema do Ensino Doméstico. Cada família publica no seu blogue (se não tiver blogue há sempre algum que a “aloja”) as respostas, texto, reflexões. A família de onde partiu a pergunta, quando é “fechada a edição”, publica no seu blogue um resumo das intervenções de todos os participantes dessa edição (não é obrigatório participar em todas :)   ), colocando os links para os textos integrais publicados em cada blogue.

Através destas edições, que desde logo despertaram o meu interesse fiquei a par das várias especificidades que cada família adopta, muitas actividades possíveis, muitos sonhos e muitas realizações! E senti-me mais próxima de todas elas!

Muito obrigada a todos!

Até para a semana, dia 16, Quarto Minguante, e muitos beijinhos!

Isabel 

 

Caderno Verde

Variações sobre um tema

Durante um certo tempo (ainda continua, mas entretanto interessou-se fortemente também por outro “tema”), o maior e muito forte interesse do Alexandre foram os comboi0s, como se tem verificado aqui nalgumas páginas do Caderno Verde.

À volta dos comboios, como tema, surgiram muitas actividades:

Pintura (pintou este “quadro” por iniciativa da mana Catarina, no dia que fez 5 anos (em Julho do ano passado, portanto), como presente para oferecer a si próprio :) :

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Desenho:

dsc00825(não se vê bem, é a lápis…)

Bricolage (esta caixa foi feita e projectada pelo Alexandre e pela Catarina – eu ajudei nos cálculos para que depois as tábuas compradas, fossem cortadas à medida e por forma a economizar o mais possível os painéis de medidas fixas que existem para venda – e pintada também pelos dois com uns toques do Bato). A função destinada à caixa é a arrumação de todas as pistas de comboios e todas as locomotivas e carruagens e demais acessórios (pontes e túneis), que fomos e foram oferecendo ao Alexandre:

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Também, a seu pedido, inventamos canções sobre comboios para lhe cantar e que ele tenta cantar da mesma forma ;)

E também toca “melodias” por si “compostas”, “ao piano” (é mais um sintetizador… :) ) baptizadas com o nome “Música dos Comboios” (agora também já “compôs” uma chamada “Música das Naves Espaciais”).

Lemos livros sobre comboios (o preferido é o TGV) e sobre transportes, em geral.

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Visitámos uma exposição de comboios (os próprios, ao vivo, na zona de Alcântara, a comemorar um aniversário da CP…), conforme já aqui coloquei num post.

Escrevemos e ele escreve também, a palavra comboio, à mão e no computador.

Também joga jogos no computador sobre comboios, um dos quais o faz ter contacto com muitos dos comandos que se usam em outros programas de desenho e com muitos conceitos matemáticos. Num próximo post, neste Caderno Verde, vou falar sobre alguns jogos de computador, pois é o assunto é vasto e interessante.

E interessa-se e percebe muitas coisas relacionadas com a construção e os transportes e também sobre os sinais de trânsito.

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Fascina-o o fumo dos comboios a vapor, mas por outro lado, percebeu que o fumo é poluente e como também se interessa muito por reciclagem e a despoluição, sabe que os comboios mais modernos são muito mais ecológicos e também que é mais ecológico andarmos de comboio do que cada um no seu próprio automóvel (palavra que sabe!), o que lhe agrada muito, dado o gosto que tem em andar de comboio! :)

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Desde pequeno que vamos com ele andar de comboio frequentemente e que optamos por esse meio de transporte muitas vezes para apoiar o seu interesse e gosto tão particulares, tendo ele assim a experiência “ao vivo” e o conhecimento baseado na prática.

Todas estas actividades nunca foram planeadas e surgiram naturalmente por ser um interesse muito próprio presente em muitas das coisas que faz e lhe vai apetecendo fazer. Compilá-las aqui num só apontamento do Caderno Verde, é um exercício meu, ao perceber como existem, realizadas, tantas variações do mesmo tema e como, tal como John Holt explica, podem abordar-se tantas matérias só por si diferentes, unicamente sendo guiados pelos interesses específicos de cada criança!

Se quiserem aqui partilhar “variações de um mesmo tema” que costumam acontecer com os vossos filhos, dados os seus específicos interesses, sintam-se à vontade!

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Mais alguns livros e blogues, II

Bom dia!

Obrigado a todos por estarmos aqui para um novo ano, interagindo desta forma!

Continuando com o título do post anterior…

Bem, entretanto, de novo a Natália :) , incentivou-me a inscrever-me no fórum do grupo do ensino doméstico. Não estava nada familiarizada com este tipo de fóruns, na net, tive uma certa resistência, mas depois lá me inscrevi. Incentivada por uma amiga, li todas as mensagens do fórum até à data da minha entrada e senti logo como todos eram calorosos, respeitando as ideologias de uns e outros, enfim, quase uma família, unida pela simpatia em relação ao ensino doméstico (e alguns mesmo já pondo em  prática).

Através do fórum tive acesso a mais legislação sobre o ensino doméstico em Portugal, para além das várias experiências das famílias que já o praticam.

Daí fui conhecendo e trocando impressões com alguns dos membros do grupo, e hoje, embora ainda não nos tenhamos encontrado fisicamente, já nos sentimos amigos.

E na sequência, comecei então a escrever também para o Pés Na Relva, como já referi no post anterior.  Através desse blogue conheci outros, de famílias que também praticam o ensino doméstico, o Pipocasland e o Dalle Un Coliño (de uns nossos irmãos da Galiza!) _ acho delicioso, carinhoso e sei lá que mais, o nome que a “Meninheira” deu a este seu blogue…

Conheci também o blogue de uma das minhas amigas do fórum do grupo de ensino doméstico, o “Aprender Sem Escola“, da Ana Paula, portuguesa, residente no Reino Unido, com um filho de 15 anos, “unscooler”, ou como ela melhor define, praticando a “aprendizagem autónoma”. Convido-vos (a quem ainda não conheça :) ) a conhecer o seu blogue, que considero de grande utilidade para quem pretende obter o mais variado tipo de informação, em português, sobre o “unschooling” e o “homeschooling”.

Ainda em relação ao “Aprender Sem Escola”, com a autorização da Ana Paula, vou deixar aqui os links para alguns artigos publicados no blogue, que eu considero muito “ilustrativos” desta temática: ” Ensino Doméstico na prática“; “Ensino Doméstico: porquê?“; “O que é o ensino doméstico?”; “Isabella sente-se bem em casa“; “Adoro o ensino doméstico!” (artigo escrito para um jornal por uma jovem que estuda “em casa”, após ter tido problemas na escola); um artigo da mesma jovem sobre os problemas que atravessou durante o período em que frequentou a escola: “Bullying leva ao ensino doméstico“; “Descolarizar os pais: Aprender a confiar“; “Platão e a educação“; “John Holt disse…“; “Aprendizagem autónoma no ensino doméstico“; um artigo que eu gostei imenso de ler porque desconhecia a origem do aparecimento do ensino obrigatório e é bastante esclarecedor :) : “A criação do ensino obrigatório“; “Documentário: Mecânica quântica e incerteza“; “Universos Paralelos“; e muitos, mas muitos outros artigos deveras interessantes que encontrarão ao explorar este blogue! Para terminar, vejam mesmo, assim que puderem (são só 3 minutinhos), este vídeo que a Paula colocou no seu blogue, de um poema lindíssimo e, quanto a mim, muito representativo do que sentem as famílias que enveredam, conscientemente, pela oportunidade de não “levarem os seus filhos à escola”. O poema é de Japan Pathak e chama-se “Escolarizar a Natureza” _ é de nos deliciarmos!

Em relação aos livros, quero ainda dizer-vos que, de momento, continuo a ler John Holt e estou a ler o seu último livro “Learning All The Time”, publicado postumamente.

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Por ter achado piada à “semelhança” com a capa deste livro, coloco aqui uma foto de um banco velho pintado pelas minhas filhas há uns 7 anos e  uns meses, atrás:

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Até para a semana, dia 18, Quarto Minguante! Até lá, uns belos dias pelo começo de 2009 para todos!

 

Caderno Verde

Aprender Inglês

O primeiro recurso surgiu naturalmente: o Canal dos Bebés (Baby Channel). 

Tínhamos mudado de operadora (televisão, internet, telefone fixo) e apresentaram-nos um “pacote” fixo onde podíamos adicionar vários canais que escolhessemos, tudo pelo preço básico. Escolhemos o Baby Channel (para além do Disney Channel e do Canal Panda), pois já tínhamos ouvido falar bem do canal e como o Alexandre era ainda muito pequeno… bem, até hoje! Ele gosta mesmo de muitas das pequenas “séries” que passam e ouve tudo em inglês.

Também temos o Tiji (francês), que também vê frequentemente. (O Tiji transmite, durante mais tempo que o Panda, por exemplo, séries mais harmónicas. Ele próprio já escolhe e não quer ver as mais violentas).

Isto de ir ouvindo falar em outras línguas faz-me lembrar um episódio contado por uma grande amiga minha de há já bastantes anos (conhecemo-nos em 1986, quando as nossas filhas mais velhas, ambas da mesma idade, frequentavam o mesmo infantário e nós, por coincidência, dávamos aulas na mesma escola). 

A história que ela contou passou-se uns anos depois, já eu tinha vindo morar para os arredores de Lisboa e ela tinha ido com a  família para a Bélgica. Entretanto também já tinha tido a minha filha do meio e ela um filho, do mesmo ano (de uns meses antes).

Vinham eles (ou iam) da Bélgica, de carro e, naquelas paragens para descanso, os pequenos encontravam outros pequenos de outras famílias; a mais velha, mais tímida (como a minha mais velha), não se aproximava muito; o irmão, um “tagarela” (como a minha do meio), falava com todos os meninos que encontrava, ele em português, os outros em francês e mais umas quantas línguas… A irmã dizia-lhe: “Não sei para quê tanta conversa, eles não percebem nada do que dizes!”. E a resposta pronta do irmão: “Não faz mal, não percebem, mas ouvem!”  :D

Ora aí está, não percebem, mas ouvem e quem diz que não percebem mesmo algumas coisas pelos gestos, acções e entoações? E ao final de uns tempos, o Alexandre já sabe umas coisas em francês, outras em inglês…

Em relação ao inglês, para além do Baby Channel, também vê muitas vezes alguns filmes em inglês (sem a dobragem e sem as legendas). O “Cars”, por exemplo, sempre o viu assim, à excepção de quando passou, agora no Natal, na televisão. “Os Robinsons”, também, a “Fábrica de Chocolate”, o “Livro da Selva 2″ e mais uns quantos.

E por outro lado, uma vez comprei-lhe um DVD do “Nody aprende Inglês” e olha, gostou mesmo, agora já tem quatro desses e vê-os repetidamente, diz que está “a aprender Inglês”! Canta as canções, diz as palavras quando é para repetir e já as antecipa, quando é para antecipar.

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Constatamos que o melhor mesmo é prestarmos atenção aos seus interesses, mostrar-lhe várias coisas que ele rejeita ou adopta, apoiá-lo nas suas descobertas e o resto, a assimilação de práticas e conhecimentos, fica naturalmente por sua conta, ao seu ritmo, à sua “medida”…

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Ensino Doméstico – Mais alguns livros… e blogues!

Feliz 2009 para todos!!!

Votos de um ano cheio de surpresas agradáveis e concretizações de alguns sonhos!

A semana passada contei como nos foi apresentado John Holt. A Natália, na mesma altura, também nos emprestou um livro de Alfie Kohn, “Unconditional Parenting”. Ainda não o li, pois o Pedro é que leu esse enquanto eu lia o “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga, que já falei no post anterior. Depois devolvemos os livros e ainda não comprei o do Alfie Kohn, mas está na minha lista de livros a comprar. Podem saber mais sobre este autor neste seu site.

Li os outros dois livros de John Holt traduzidos em português que mencionei também no post anterior. E fomos conversando, eu e o Pedro e cimentando a ideia de ir para a frente com a escolaridade do Alexandre em ensino doméstico.

Começámos também a pesquisar na internet sobre o assunto (pesquisando em “ensino doméstico”) e démos com o blogue “Pés Na Relva” do qual também já aqui falei e para o qual também escrevo uns posts, hoje em dia, tendo sido posteriormente convidada por “Vale de Gil”, pois trata-se de um blogue colectivo onde algumas famílias simpatizantes e/ou que praticam o ensino doméstico deixam os seus apontamentos. E também com o blogue “Country Sketches” e com o “Jóia de Família“.

Começámos a perceber que existiam famílias em Portugal a gostar da ideia do ensino doméstico e outras a praticá-lo já.

Como explico na página Projecto, o Pedro deu-me a ideia de escrever um blogue onde pudesse partilhar alguma desta informação, este nosso percurso e deixar uns “apontamentos” sobre o que, concretamente, nos vamos apercebendo na vivência com o Alexandre que até agora não frequentou ainda qualquer infantário, jardim infantil nem pré-primária. Estes “apontamentos” fazem parte do Caderno Verde deste blogue.

E assim, com a ajuda de todos cá de casa, nasceu “A Escola É Bela”, dedicada a todos Vós.

No próximo post continuo com este título “Mais Alguns Livros… e blogues”, pois “apareceram-me” mais uns, quanto a mim muito interessantes, já depois do nascimento da Escola É Bela.

Mil beijinhos! Até dia 11, Lua Cheia.


Caderno Verde

Teoria…

Íamos no IC19, que na altura estava em obras. Oportunidades excelentes para o Alexandre ver máquinas a trabalhar.

Desde bébé que dava sinais de euforia ao ver uma escavadora à beira da estrada (eu pensava que ele tinha visto um cãozinho a passar ou uma coisa assim, só percebi do que se tratava, mais tarde, quando os mesmos sinais de euforia às vezes quando íamos de carro, passaram a ser acompanhados com gestos mais precisos e depois com palavras).

Desta vez havia um “grande camião do cimento” a trabalhar e o Pedro, quiz usar o termo técnico e perguntou-me “Mãe, como é que se chama este camião?”

Entretanto apercebi-me do que estavam a ver (ia pensar em qualquer outra coisa), desci à Terra e recordei o termo técnico, ” Betoneira”, disse.

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E a partir daí desbobinei a informação: “É um Camião Betoneira”, pois também há as outras betoneiras como a “Beta” do “Bob o Construtor”, sabes? Sim, e chamam-se assim, porque misturam o betão, que é o cimento, quer dizer, é cimento misturado com areia e água, é a isso que se chama betão, e eles depois deitam-no para ali para aqueles moldes, para fazer estas peças em betão. Sabes, também há o betão armado, que é assim como este mas tem “ferrinhos ” lá dentro, já viste nos pilares das casas, olha, como ali (e passávamos por um troço inacabado de uma passagem superior para peões com os “ferrinhos à mostra”), sim, mas os pilares das casas, já viste no outro dia, e também fazem vigas com o betão armado, e pontes (pontes interessam-lhe, ele adora pontes!), blá, blá…

Até que ouvi um grito desesperado “Mãe, pára de dizer isso”!

Parei subitamente e olhei para trás, para o Alexandre. Continuou a olhar pela janela e a ver tudo, calado.

Fiquei caladinha, a processar. Até ouvir o Pedro dizer: “Sabes, falaste muito, não é preciso dizer isso tudo…”

“Caí” em mim, “Têm razão, só me perguntaram o termo técnico para o “Grande Camião do Cimento”.”

E mais uma vez me apercebi que continuo “viciada” na teoria, apesar desta, para mim, já resultar da minha prática, e apesar de muito “atabalhoadamente” tentar baseá-la nos seus já adquiridos conhecimentos (com o Bob o Construtor – série de desenhos animados para quem não conhece – e por ele já ter visto obras em curso, pilares, etc). Para ele, naquele momento era teoria, pois a única coisa prática que estava a ver era a betoneira a girar, no meio da estrada.

É isto que se faz nas escolas (por mais imagens que o professor mostre, por mais que o professor seja “bom a explicar”, por mais que ele recorra à memória de outras coisas parecidas que os alunos (alguns e não todos!) já tenham visto, por mais  e melhores métodos que utilize já “testados e comprovados” (noutras crianças e não naquelas ou melhor, em cada uma)), é isto que se faz, pura teoria desassociada da prática, do mundo, da vida. E eu a tentar não fazer o mesmo, mas a fazê-lo de alguma forma.

Ocorreu-me então que, de facto, toda aquela explicação só lhe interessaria, mesmo ele adorando construções, se ele a requisitasse ou se fosse dita na mesma altura em que observava cada um dos processos. Ou melhor, já nem seria preciso a explicação, pois uma acção vale mil palavras, bastava dizer alguns nomes, se ele os quisesse saber.

Como aconteceu no outro dia em que o pai o levou a casa da vizinha, na terra da avó, ver a máquina de esmagar as uvas para fazer vinho, a trabalhar (depois de lhe ter perguntado se ele queria ir ver essa máquina a trabalhar e de ele ter respondido que sim, todo entusiasmado).

Assim que cheguei perto deles (já tinham terminado), contou-me o processo todo, muito bem explicado (aí fui eu que apenas fiquei com uma imagem do acontecimento, e que já se desvaneceu, porque não vi a máquina a trabalhar, embora ele me tenha explicado tudo muito bem…O Alexandre sim, adquiriu ali aquele conhecimento, na prática, sem explicações desassociadas do que estava a observar na altura).

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