Arquivo para 4 - Fazer o que se gosta

Fazer o que se gosta _ dois amigos

Bom dia a todos! Feliz Natal!

Na sequência dos meus posts sobre a importância de fazermos o que gostamos, hoje, e aproveitando o Natal, gostaria de divulgar os trabalhos de dois amigos, que produzem o que gostam.

O André (que nós conhecemos através da frequência dos workshops Renaskigi – A Arte de Viver em Harmonia, orientados por Robiyn), que trabalha em arte e artesanato. Podem aprofundar um pouco mais sobre o seu trabalho acedendo ao seu blog “André Semblano“.

Tivémos há dias o prazer de visitar a sua loja-atelier na Cotovia, Sesimbra, num passeio que fizémos até lá e que descrevo com pormenor neste post no Pés Na Relva. Aqui ficam algumas fotos da nossa visita:

O Alexandre gostou de ver tanto os trabalhos como os materiais…

… e o forno!

E a Lídia, que conheci (embora ainda não “presencialmente”) através do grupo de Ensino Doméstico do yahoo, e temos trocado muitas impressões sobre a vivência diária do Ensino Doméstico.

A Lídia faz umas peças de bijuteria lindas e ecológicas, a partir de sementes. Conheço o seu trabalho através de fotos e dos seus blogues: ”EcoJóias“, “Sementes para Bijuteria” e ”Lídia EcoJóias“.

Deliciem-se!

Um belo Natal para todos e até para a semana, dia 31, Lua Cheia!

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Caderno Verde

Natal, dias que antecedem _ Variações sobre o tema

Contar os dias… até ao Natal!

(Já agora partilho com vocês este calendário do advento , com boas ideias para a sustentabilidade, que recebi no trabalho…, gostei muito!)

Um belo Nascer do Sol da época natalícia!

Um pinheirinho nórdico, oferecido por uma nossa amiga, que colocámos na varanda e daqui a uns meses vamos plantar na terra da avó para ser iluminado no próximo Natal!

As decorações de Natal, este ano feitas exclusivamente pelos meus três filhotes (orientadas sempre pela mais velha, a Catarina, fã das decorações). Num belo Sábado, chegada do Porto, já estava tudo decoradinho!

Enfeite feito pelo Alexandre:

Bolas-pompons (feitas de lã):

O cantinho prateado…

A maioria dos enfeites são aproveitados do ano passado.

Comboios de Natal!                                   :)

Este pintado pelo Alexandre e Catarina, já o ano passado:

Este que ofereceram ao Alexandre (tipo “Polar Express”, que ele gosta muito…):Um laçarote de Natal no candeeiro do nosso quarto (e na parede estão duas fotos do Alexandre a mamar, no dia em que ele nasceu… Natal é nascimento!):

A fitinha decorativa no cesto das mercearias que utilizamos para os bolinhos de Natal e junto dos dossiers das receitas! (ainda não fizémos os doces, parte deles _ os biscoitos_ estão agendados para a “próxima aventura do Alexandre e Celina”!).

E em ocasiões como esta recordamos sempre o nosso primeiro gatinho, Tumias!

A festa de Natal do trabalho da mãe (este é o Bato a fazer malabarismo com as bolas de malabarismo que fizémos no atelier de fazer bolas de malabarismo                                           :)                                               )

Um leãozinho… (também havia duendes e o Pai Natal e meninos gigantes (em cima de andas), e um teatrinho de Natal e muitas bancas de ateliers e jogos…

Um presente de aniversário aberto no Natal (ver este post no Pés na Relva), um fim-de-semana em turismo de habitação, perto de Sesimbra, momentos calmos a jogar…

…a passear na marginal de Sesimbra, as iluminações de Natal…

… e calmamente pelo bosque mágico!

Ainda virão mais variações sobre o tema (faltam os petiscos natalícios e mais presentes e a reunião familiar que vai começar a 23 e prolongar-se até 26, 27… é sempre acolhedor e divertido estarmos juntos!).

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Mais ou menos uma vez por semana

Olá a todos!

Hoje este post é um pouco mais intimista…                                           :)                         Mais ou menos uma vez por semana, quem orienta as actividades do Alexandre não sou eu nem o pai, mas sim a “mana Celina” (este ano, desde Outubro, pois o ano passado este dia estava atribuído ao seu amigo “Bato” (namorado da mana Catarina). Com a mana Celina a tónica são as “aventuras” e pronto, tudo o que faz com ela é “uma aventura“, inclusivé, por exemplo, ir ao “Pavilhão do Conhecimento” ou simplesmente “inventar uma papinha”.

Foi uma solução que arranjámos e com a qual todos concordámos para conseguirmos coordenar trabalhos, estudos, actividades e acompanhamento do Alexandre em Ensino Doméstico, sem “stresses”!

Assim, nesse dia da semana, eu tenho umas horas da tarde (mais ou menos das 15h às 19h) e o Pedro um dia, para “o que nos aprouver”. Eu, pessoalmente, aproveito para estar um pouco mais de tempo a conversar com uma amiga, para ler calmamente num sítio calmo e acolhedor, para experimentar locais e actividades que me apetece experimentar, tais como uma massagem Abhyanga, por exemplo, que experimentei no outro dia e recomendo (eu experimentei aqui), para eu e o Pedro passarmos uns momentos a dois, quando podemos (também já experimentámos uma massagem que dão ao casal, ao mesmo tempo, experimentámos aqui), para ir tomar um chá a um local “de eleição”, para ir ao cinema, e muitas vezes, para fazer calmamente as compras da semana…

Num destes dias, fui ao cinema, ver o “Julie e Julia“, com a Meryl Streep. Ri-me imenso, ao mesmo tempo que me transmitiu alguma coisa que aproveito sempre para crescer. (Podem também ler aqui o que a Rute, do Publicar Para Partilhar, escreveu sobre o filme…).

E no final, depois de sair do cinema, fui presenteada com a inauguração das luzes de Natal do centro de Cascais (daquelas sincronicidades…): ia a passar e a ver a iluminação ainda não iluminada e de repente tudo se acende e oiço palmas de umas quantas pessoas concentradas na Praça 5 de Outubro, as que estavam para a inauguração! Foi uma surpresa gira…

Muitos beijinhos a todos e belos momentos de relaxamento e de alegria! Até para a semana, 24, Quarto Crescente…

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Caderno Verde

História dos Cavalinhos

“Era uma vez dois cavalinhos que andavam a subir uma montanha, a “Montanha Mãe” (isto porque, para contar a história ele fazia com que os cavalinhos subissem pelos meus braços). Os cavalinhos eram mãe e filho. O Filho pensava que a mãe era uma montanha e ia caindo, mas não caíu, porque a mãe o agarrou pela perna.

E depois encontraram uma pirâmide (uma pirâmide de cristal que está em cima do aparador na sala) muito diferente das outras todas, que tinha lá um botão que lançava esta grande coisa (a tampa quase esférica da garrafa de cristal).

O Cavalinho Filho subiu outra vez a pirâmide e caíu e foi parar a uma grande cidade que era só mar, mas conseguiu subir para uma ilha e saltou para fora outra vez.

Tentou outra vez, voltou a cair, agora para dentro de chocolate líquido. Foi assim que descobriu, pois não sabia, que havia ali uma fábrica de chocolates e dali conseguiu saltar para uma ilha de lego, construída por mim.

Andou, andou, andou ao pé coxinho ( e ele saltava ao pé coxinho) e conseguiu encontrar um barco que o conduziu até à “estação dos barcos” (aprendeu nesta altura que uma “estação de barcos” se chama um porto). Depois andaram a viajar ainda mais, ainda mais e terminaram à noite. Foram até à margem e dormiram num hotel de cavalinhos.

2º capítulo

O Cavalinho Mãe e o Cavalinho Filho resolveram fazer um piquenique. Então saíram do hotel onde tinham dormido e foram para casa fazer os convites para os seu amigos: tinham que fazer 82 convites! Tinham quase 100 amigos, faltavam… 18 amigos (foi ele que fez a conta, de cabeça.)!

E depois dos convites foram fazer uma comida vegetariana para levar para o piquenique. O filho fez bolo de chocolate como o que eu faço com a mana Catarina e a mãe fez aquelas batatinhas com tofú tão deliciosas, como tu fazes mamã… que ingredientes é que tu pões que ficam tão deliciosas? É para dizer à mãe do cavalinho… _ “barro tudo com massa de pimentão e alho, filhinho, são os ingredientes que tornam as batatinhas e o tofú assados no forno tão deliciosos!”.

Então o piquenique foi muito divertido, foram todos para uma floresta e depois apanharam o barco para ir para casa!”

Esta foi a história contada e encenada pelo Alexandre (eu também entrava no teatro, fazia de mãe do cavalinho) e ao mesmo tempo ia escrevendo tudo o que ele dizia no computador, numa das nossas tardes em homeschooling. Depois ele veio “ler” comigo o que eu tinha escrito, para que tudo ficasse devidamente registado.

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Os Prazeres do Trabalho

Bom dia a todos!

Ainda há dias falei no conceito do “unjobing” que a Paula do Aprender Sem Escola me passou e hoje estou a falar dos prazeres do trabalho! Bem, a meu ver encaixa-se, pelo seguinte:

Segundo percebi do conceito, a questão não é trabalhar, e sim como se trabalha, porque se trabalha, a motivação intrínseca de cada momento “de trabalho”, e estabelecem um pouco a diferença entre um trabalho e  um emprego… (de novo os links (aqui e aqui) que já pus num post anterior).

Bem, enquanto isto tudo não fica absolutamente claro para mim e vou aos poucos introduzindo algumas mudanças na minha vida (eu, individualmente e nós, cada um individualmente e juntos como família), vou-me deliciando com alguns prazeres que encontro no meu actual emprego-trabalho (umas vezes para mim é emprego ainda, outras trabalho).

Um dos prazeres: o trabalho em equipa (são equipas dentro de equipas, mas no que toca à minha equipa mais chegada, damo-nos lindamente, trabalhamos muito bem juntos e divertimo-nos e trabalhamos com prazer juntos, principalmente nas alturas em que temos que fazer o chamado “serviço externo”, que consiste em irmos juntos “à rua” tratar de vários pormenores do nosso trabalho.

Outro dos prazeres: o facto de termos que fazer várias coisas “externamente”, isto é, na rua e, dadas as características do nosso trabalho, nem sempre é no meio da cidade, mas muitas vezes em paisagens como esta:

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DSC01760A nossa equipa de serviço externo (a tal “mais chegada”, porque fazemos parte de outras) é composta por uma arquitecta paisagista, um engenheiro elctrotécnico e uma engenheira civil e a nossa amiga “paisagista”, conduz-nos por meio de ribeiras (onde encontramos amoras e alegremente apanhamos algumas e fazemos o nosso lanche “selvagem” a meio da manhã          :)            ) e como todos temos apetência para andar no meio da Natureza, parece-me que atraímos muitas vezes situações como esta em que tivémos que caminhar por carreiros (porque não havia acesso automóvel que estivéssemos a descortinar), subir aos maciços de pedras da foto anterior e a nossa arquitecta paisagista chamar-nos a atenção para este “fenómeno” engraçado: “Olhem, isto é um carvalho, cresceu aqui no meio das pedras, não dava para crescer de outra maneira aqui neste sítio… estão a ver? É mesmo um carvalho”:

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DSC01757Na “óptica do copo meio vazio”, podemos ver uma árvore que não cresceu como uma árvore usual, sem que o tronco se pudesse desenvolver da forma usual, condicionada pelas rochas; na “óptica do copo meio cheio”, podemos ver e sentir como é a natureza de cada um, que mesmo nas condições “mais adversas” acaba sempre por despontar, crescer e dar-se a tudo o que a envolve e de que faz parte!

Bem e também encontrámos este medronheiro (desta vez não foram amoras                :)                    ), que me fez lembrar a minha infância (o meu avô às vezes trazia sacas de medronhos para casa apanhados por ele nos locais por onde passava _ era “caixeiro viajante”, uma profissão já em desuso, parece-me; e “era”, porque já está oficialmente reformado, mas continua  a trabalhar, no mesmo ramo, a fazer viagens para cá e para lá (agora com menos frequência, claro), pois sempre gostou do que faz)…

DSC01762Muitos beijinhos a todos e até para a semana, dia 20, Lua Nova! Belo trabalho e belas férias para uns e outros!

Caderno Verde

Os passeios também são à volta dos “temas de interesse”

Mais um passeio à Costa da Caparica, com o intuito de ir à praia… só que não se pode passar sem o “comboio da praia”:

DSC01791Ir e voltar, apenas pelo passeio. Na praia só ficámos uns minutos, porque estava muito vento. Então resolvemos ir até ao Parque de Santo António (já falei dele aqui):

DSC01795Bem grandinho (faz-se exercício!                         ;)                               ), com várias zonas de brinquedos:

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DSC01798“Comboios” e “tractores”                             :)

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DSC01803Para minha surpresa (digo isto porque não me tinha apercebido disso das outras vezes que viémos), o Alexandre disse gostar muito deste “dispositivo” (umas chapas em rampa que baixam e levantam conforme passas por elas):

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DSC01808E também já gosta mais de subir pelas cordas do que gostava há uns tempinhos atrás…

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DSC01815A música(!!!) (toca-se com uma pedrinha                      :)                          )

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Talentos, Projectos e Concretizações

Bom dia  a todos!

No post anterior congratulei-me com o facto de “se estarem a acabar os tempos de uma só profissão”… :)

Hoje quero estender um pouco mais o assunto do fazermos o que gostamos, introduzindo a característica de, para além de gostarmos, sentirmos ser útil para o desenvolvimento do meio onde vivemos ou pura e simplesmente integrando-nos e contribuirmos para a harmonia do mesmo.

Em vários workshops que fiz com o Robiyn, trabalhámos, cada um dos participantes, isto mesmo, chegámos a fazer exercícios vários para percebermos todas estas nuances. Como trabalhámos também muitas outras coisas noutras áreas que para mim foram sendo as mais urgentes, no sentido de transformar e melhorar essas áreas da minha vida, esta ficou um pouco para uma outra fase e agora é que tenho andado mais à volta do assunto. Porque tenho feito muitas das coisas que gosto de fazer e agora estou um pouco a relacioná-las com o tal aspecto do contribuir para o desenvolvimento do nosso meio…

Assim,  reunindo vários “ingredientes” (o que gosto de fazer, o que sinto que posso contribuir), vou tendo novas perspectivas, que não vou ainda partilhar, porque ainda não está tudo bem claro para mim.

Quero no entanto partilhar, hoje, o link para um post da Ana Paula no Aprender Sem Escola, que para mim tem um pouco a ver com o que falei acima e que gostei muito de ler ( e de aprofundar clicando nos sítios para onde nos remete e que nos permite visualizar melhor esse projecto, aqui: Heroes e Camp Mohawk).

São projectos como este, realizados como este, que nos entusiasmam a realizar os nossos! E a actividade de pessoas como esta mãe, que contribui para um projecto que lhe interessou usando os seus talentos, que também nos inspira a agir dessa forma.

Tenho ainda que aproveitar a referência ao Aprender Sem Escola para vos dizer que este outro post da Paula é brilhante a elucidar-nos sobre as características da  escolaridade obrigatória (e das escolas em geral!). Quem ainda não leu, pode ler agora, está fantástico!

Um grande abraço a todos, até para a semana, dia 26, Lua Nova! Nesse dia vai começar um novo ciclo, pois está a chegar a Primavera, para mim, vai começar o ano e vou celebrá-lo aqui neste blogue!

 

Caderno Verde

Leitura (Aprender a ler “sozinho”)

Neste passado Sábado, o Alexandre quiz jogar um dos jogos que já lhe ofereceram há algum tempo e que ciclicamente lhe apetece jogar: o Lectron Traffic. 

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Quiz ir para cima da cama do nosso quarto (“É tão divertido jogar em cima da cama”, diz ele) e começámos a jogar. Na capa existe a indicação que o jogo se destina a crianças dos 7 aos 12 anos, por implicar, à partida, que a criança saiba ler, mas como é sobre todo o tipo de transportes, desde os 4 que se interessa por jogá-lo e vai apreendendo várias coisas.

Basicamente o jogo relaciona uma imagem com uma ou algumas palavras que identificam essa imagem, alguns termos técnicos relacionados com os vários tipos de transporte e as suas “componentes”, digamos; e tem dois eléctrodos que, colocados nos sítios certos (corresponder a imagem com a sua descrição) fazem acender uma brilhante luzinha verde (acresce ainda que ele adora a cor verde!).

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Nos primeiros tempos, aprendeu inúmeros termos técnicos (na área que tanto lhe desperta o interesse: os meios de transporte);

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hoje, demonstrou maior interesse pelas palavras e letras associadas à imagem que se tem que procurar e fez-se valer de um truque (que já descobriu há uns tempos) que é ir por tentativas colocando um eléctrodo em todos os pontos possíveis (enquanto o outro está fixo numa imagem) até perceber qual a descrição que lhe está associada. Quando a descobre, eu leio-lhe a descrição, ele reconhece uma letra ou outra e fica parado, parece-me que a associar algo.

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Neste dia também, já ao fim da tarde, estava eu a ler um guia fiscal do IRS (está a aproximar-se o ter de entregar a declaração e leio sempre antes sobre as alterações e “novidades”) e ele sentou-se ao pé de mim, encostado a mim, deitado sobre mim, com um dos seus livros sobre comboios, muito sossegado. De repente olhei e ele estava com o dedo a seguir as palavras do título de uma das páginas “O expresso do oriente”. Ele sabe o que está lá escrito, pois já conhece o livro de trás para a frente, por isso para mim, estava nitidamente a ver, passo a passo, quais eram as letras que compunham aquelas palavras e a segui-las, parte do processo de aprender a ler, sozinho.

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Não lhe disse nada, não comentei (muito a custo! A minha tendência é sempre perguntar, comentar, exteriorizar o que estou a pensar!), deixei-o silenciosamente na sua tarefa e voltei os olhos para o meu IRS com um sorriso nos lábios…

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Estão a acabar-se os tempos de uma só Profissão…

Olá crianças crescidas!

Voltamos ao tema do que gostamos de fazer…

Quando era pequena gostava de fazer muitas coisas das mais variadas áreas e gostava de saber quase tudo. Como tinha as tais “notas altas”, sem fazer nenhum “esforço”, na altura de escolher que curso seguir tive algumas dificuldades, porque havia vários, ou melhor muitos, que me pareciam ser um curso que eu gostaria de frequentar. Na altura, os testes psicotécnicos em nada ajudaram. Deram como resultado uma panóplia de cursos que eu poderia seguir sem dificuldade, mais ou menos os mesmos do leque de escolha construído por mim. Aconteceu algo parecido este ano com a nossa filha Celina. Também para ela os testes psicotécnicos de pouco serviram, no entanto conheço jovens que os fazem e os ajudam de certo modo. Com ela já tive outro tipo de conversa, baseada naquilo que vou dizer a seguir, sabendo, no entanto, que a estrutura socio-económico-cultural destes “tempos” (e deste País) não facilita muito…

A primeira vez que me pus a reflectir neste assunto do exercer  de uma profissão foi num dos workshops do Robiyn, quando ele falou que o natural seria nós termos mais de uma profissão ao mesmo tempo (claro que a tal estrutura socio-económica teria de ser outra). Dado “os meus antecedentes”, que expus acima, isto fez-me todo o sentido.

Mais tarde (uns bons anos depois…), por indicação de um formador (de informática, vejam!), num curso de formação facultado pelo município para o qual trabalho, li o livro “O Papalagui” (já tinha ouvido falar nele, mas nunca o tinha lido), onde este “hábito”/estrutura de cada um com o seu ofício está muito bem caricaturado (o meu livro é da editora Antígona). É um livro pequeno, lê-se rapidamente.

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Para quem nunca leu, o livro consta de discursos proferidos por Tuivii, chefe de tribo de Tiavéa nos mares do Sul (Polinésia) compilados por Erich Scheurmann e publcados pela primeira vez na Alemanha, em 1920. Os discursos são proferidos pelo chefe da tribo aos seus compatriotas polinésios, após contacto com os europeus, falando sobre a “bizarria” dos costumes do “Papalagui” (o Branco, o Senhor).  São vários os temas, mas o que entra aqui neste contexto de uma só profissão é o discurso ” Das profissões do Papalagui e da confusão que daí resulta”. Vou só pôr aqui uns pequenos excertos para terem uma ideia (o melhor é ler-se o livro… :)  ):

“Todos os Papalaguis têm uma profissão. É difícil explicar-vos o que isso é. É qualquer coisa que uma pessoa devia ter vontade de fazer, mas que raramente tem. (…)

Se o Papalagui mais tarde se der conta de que prefere construir cabanas a tecer esteiras dizem: “Enganou-se na profissão!” o que equivale a dizer “Aquele falhou o alvo!” (…)  

O Papalagui transforma tudo quanto o homem é capaz de fazer numa profissão. Quando um branco diz: “Sou tussi-tussi!” (Nota: tussi – carta; tussi-tussi – escrivão público), isso é a sua profissão; não faz outra coisa que não seja escrever cartas umas atrás das outras. Não é ele que enrola a sua esteira e a prende numa trave, não é ele que vai à cabana-cozinha cozer um fruto, não é ele também que lavará a sua malga. Come peixes, mas não vai à pesca, come frutos, mas nunca os apanha; escreve tussi atrás de tussi, pois tussi-tussi é a sua profissão. Da mesma maneira, todos aqueles actos são outras tantas profissões: enrolador e arrumador de esteiras, cozinheiro de frutos, lavador de malgas, pescador de peixes, colhedor de frutos. Só a profissão confere a cada um o direito de exercer uma actividade. Assim se explica o facto de a maior parte dos Papalaguis apenas saber fazer o que constitui a sua profissão. (…)  

É raro que um Papalagui adulto saiba ainda dar cambalhotas ou fazer cabriolas como uma criança. Ao andar arrasta o corpo como se houvesse alguma coisa a entravar-lhe os movimentos. Nega ele que isto seja uma fraqueza e pretende que correr, dar cambalhotas ou fazer cabriolas é contrário à dignidade de um indivíduo que se preze. Mas é uma explicação falsa, esta; na realidade, os seus ossos endureceram e tornaram-se rígidos e os músculos perderam toda a sua flexibilidade, pois a profissão dele os condenou ao sono e à morte. (…)

É agradável ir buscar água à ribeira uma ou várias vezes ao dia; mas quem tiver que ir buscá-la todos os dias e a todas as horas, desde o nascer ao pôr-do-sol, até as forças o abandonarem, quem vai e torna a ir, sem descanso, à ribeira, acaba por atirar, de raiva, o cântaro para bem longe, a fim de libertar o corpo de tais cadeias. De facto, nada há de mais penoso para o homem do que fazer sempre a mesma coisa. (…)

É por isso que os indivíduos de diferentes profissões se odeiam ferozmente uns aos outros. Há, no coração de todos eles, a modos como que um animal preso que se encabrita sem nunca conseguir soltar-se. Ficam todos roídos de inveja e de ciúme ao compararem a sua profissão com a dos outros; pois eles estabelecem uma diferença entre profissões nobres e profissões baixas, se bem que todas as profissões não passem, no fundo, de actividades parciais. Com efeito, o homem não é constituído unicamente por uma mão, um pé ou por uma cabeça: ele é isso tudo ao mesmo tempo. Mão, pé e cabeça foram feitos para estarem juntos. Um ser humano saudável sente-se realmente feliz quando todas as partes do seu corpo vivem em harmonia com os seus sentidos, e não quando apenas uma parte do seu corpo vive, e todas as outras estão mortas. Isso perturba, desespera e faz uma pessoa adoecer. (…)

O Grande Espírito não quer, de certeza, que nos tornemos cor de cinza por causa da profissão, que nos arrastemos como uma tartaruga ou rastejemos como um molusco do fundo do lago. Quer ver-nos, isso sim, firmes e altaneiros em tudo quanto fizermos, sem nunca perdermos a alegria do olhar e a agilidade dos membros.”

É engraçado o livro. A nossa filha Catarina é que, no fim de lê-lo disse que quando lê estes livros que apelam uma “sociedade” mais “natural” e com um pouco mais de sentido fica com vontade de ir viver para bem longe das cidades. Digo-lhe a brincar que se quiséssemos ter nascido numa tribo como a d’ “Os Deuses Devem Estar Loucos”, tínhamos nascido; que se optámos por nascer por aqui por alguma razão terá sido, quem sabe mudarmos algo em nós e ajudarmos a mudar qualquer uma das coisas que não fazem sentido para nós. Para mim faz mais sentido sentir isto assim do que pensar que somos vítimas de que circunstância for…

Também no livro de Marlo Morgan, “Mensagem do Outro lado do Mundo”

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onde ela, americana, médica de profissão (! :)  ), relata a sua viagem à Austrália e a sua experiência junto de um povo arborígene, há passagens muito giras  tais como as que explicam que os membros desse povo até unem o nome próprio ao  seu “ofício do momento” e que, por isso, quando passam a exercer outro dos seus talentos mudam de nome, adequado à nova “profissão”. Vou só deixar aqui duas passagens do livro:

” (…) Ooota disse qualquer coisa ao grupo e cada pessoa me disse qualquer coisa. Estavam a dizer-me os seus nomes. As palavras eram muito difíceis para mim mas, felizmente, os seus nomes tinham significado. Os nomes não são usados da mesma forma como nós usamos “Debbie” ou “Cody” nos Estados Unidos, pelo que podia relacionar cada pessoa com o significado do nome, em vez de tentar pronunciar a palavra em si. Todas as crianças recebem um nome quando nascem, mas parte-se do princípio de que, à medida que uma pessoa cresce, o nome de nascimento fica desactualizado e as pessoas escolhem, para si próprias, uma saudação mais adequada. Quando tudo corre bem, o nome de uma pessoa muda várias vezes pela vida fora, à medida que a sabedoria, a criatividade e os objectivos se definem mais claramente com o tempo. O nosso grupo incluía Contadora de Histórias, Fabricante de Ferramentas, Guardadora de Segredos, Mestra Costureira e Grande Música, entre muitos outros. (…)

(…) No fim do nosso festival, os instrumentos foram novamente colocados no sítio onde tinham sido encontrados. As sementes foram postas na terra para se desenvolverem novamente. Foram pintados sinais na parede da rocha, indicando a colheita disponível para os viajantes seguintes. Os paus, o ramo e as pedras foram abandonados pelos músicos, mas a alegria da composição criadora e o talento ficaram como confirmação do valor e da auto-estima de cada pessoa. Um músico transporta a música  dentro de si. Não precisa de um instrumento específico. Ele é a música. Nesse dia, pareceu-me que aprendi também que a vida é um auto-serviço. Podemos enriquecer as nossas próprias vidas, dar a nós próprios e ser tão criadores e felizes quanto o permitirmos a nós próprios ser. O compositor e os outros músicos afastaram-se de cabeça erguida. _ Óptimo concerto _ comentou um dos músicos. _ Um dos melhores_ foi a resposta. Ouvi o indivíduo distinguido dizer: “_Acho que, não tarda muito, vou mudar o meu nome de Compositor para Grande Compositor.” Não era um ego inchado que eu estava a observar. São apenas pessoas que reconhecem os seus talentos e a importância de partilhar e desenvolver as inúmeras maravilhas que nos são concedidas. Existe uma ligação importante entre o reconhecimento do valor próprio de cada um e a celebração da atribuição pessoal de um novo nome.”

Adorei ler este livro. Numa caminhada através do deserto australiano a passo e passo na companhia deste povo arborígene, nómada, Marlo Morgan percebeu muitas coisas das que são verdadeiramente essenciais e naturais, de forma a transformar a sua vida.

Entretanto, também ouvi o presidente do projecto dna-cascais, no seu discurso de abertura a uma das apresentações dos projectos elaborados por jovens empreendedores, participantes do concurso “escolas empreendedoras”,  (o projecto dna incentiva o empreendorismo, sobretudo direccionado para a população jovem, mas não só), dizer algo como: “Antigamente, o usual era ter-se um emprego para toda vida. Na minha geração, já se começou a mudar de emprego e uma só pessoa começou a ter dois ou três empregos durante a sua vida. A geração que hoje está a ponto de iniciar a sua carreira profissional vai começar a ter, não só mais do que um emprego, mas sim exercer mais do que uma profissão ao longo da vida…”

Pronto, vão acabar-se os tempos de uma só profissão… :)

Claro que sempre houve pessoas a exercer mais do que uma profissão… ainda aqui há tempos uma das minhas cunhadas me contava que a ” sua esteticista” (com quem vai fazer a depilação) faz regularmente esse trabalho, dá aulas a crianças numa escola de aldeia (porque gosta de escolas mais pequenas) e é pintora (portanto, exerce três profissões ao mesmo tempo) e que costuma dizer que não sabe como é que as pessoas não se cansam de fazer sempre a mesma coisa, que ela adora fazer o que faz nesses seus três trabalhos…

Por outro lado, muitas mulheres que são mães e donas de casa para além da sua sua “profissão” remunerada, também têm três “profissões” (ou mais!), o que normalmente não é reconhecido nem apoiado por parte das instituições sociais.

Da nossa parte, estamos dispostos a aproveitar a possibilidade do ensino doméstico em Portugal, mesmo fazendo uma ginástica considerável para gerir tempos, dinheiros, recursos, actividades, possibilidades, porque sentimos que vai ser bom… para todos.

E também, cada um à sua maneira, vamos fazendo algumas das coisas que gostamos e com vontade de descobrir como fazer mais e melhor.

Uma bela semana, até breve… (dia 18, Quarto Minguante!)

 

Caderno Verde

Jogos de consola

Quando se tem em casa “meninos crescidos” que sempre gostaram de jogar através das consolas de jogos, é um pouco difícil afastar o mais pequeno dessa prática.

São os argumentos de que não faz grande coisa (à saúde, à socialização, etc.) passar-se muito tempo frente a um écran (adicionado ao tempo que ainda se passará a ver desenhos animados e filmes) versus os argumentos de que, bem direccionada a actividade, ajuda a desenvolver certas capacidades. Se bem que eu e o Pedro sempre estivémos de acordo quanto a não termos em casa brinquedos e jogos bélicos e reduzirmos ao mínimo o lado competitivo dos jogos e de certas actividades, incluindo as desportivas.

Assim, o Alexandre ainda se manteve um pouco afastado dos jogos de Playstation, mas agora com a Wii… lá vieram os argumentos da maior interactividade, do movimento, etc., etc. (para quem não está familiarizado – e eu também não o estou! :)  - , alguns jogos para a Wii, como os desportivos, por exemplo, implicam uma certa pose e movimento por parte dos jogadores. E ao jogar pela primeira vez o jogo de bowling e de golfe, o Alexandre mostrou-nos que tem uma grande pontaria e jeito para acertar com a bola…

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Ele já me tinha dito um dia que “era bom” a jogar com as bolas, mas eu não liguei muito  pois ele nunca gostou muito de jogar nem ver jogos de futebol (aqui em Portugal, falamos em bola, falamos em futebol! :)  ). Nesse dia apercebi-me que de facto ele tinha razão, e a partir daí passou a ter gosto por jogar um jogo de bowling (pinos e bolas de borracha) que já lhe tinham oferecido há uns tempos e nunca tinha jogado e quem sabe não gostará mais tarde de experimentar o golfe “real” ou o bowling, quando tiver peso suficiente para não ir juntamente com a bola até aos pinos! :)

A Wii também satisfaz as delícias das meninas (sobretudo a mais velha) que adoram criar os bonecos participantes dos vários jogos (escolhe-se o tipo de cara, de olhos, de cabelo, sobrancelhas, cor dos mesmos, roupa, altura, nome…) e os entusiastas dos jogos de música (os de cantar, os de tocar, os de dirigir uma orquestra e até formar uma banda(!)) e ainda os entusiastas do yôga e do fitness.

Está claro que não é a mesma coisa que praticar as actividades “verdadeiras”, mas animam reuniões e festas, e a nossa casa tanto vêm os amigos artistas (ele são cantores, actores e actrizes, músicos, bailarinos…), como os desportistas…  (também  vêm , os vidrados em informática e em electrónica). A nossa é uma casa cheia!

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O que gostamos de fazer e o Ensino Doméstico

 

Olá a todos!

Pois vou continuar com o tema do post anterior…

Também sei que muitos de nós temos mesmo profissões onde fazemos quase 100% aquilo que gostamos e que nos deliciamos vendo os seus frutos e como isso faz ainda outras pessoas felizes.

Mas muitos também, estamos aquém das nossas potencialidades.

Esta é também uma das razões porque sinto que a possibilidade do “homeschooling” pode ajudar um pouco, pois desde crianças, ou melhor, desde a altura que começamos a frequentar a escola, que estudamos e aprendemos, a maior parte das vezes, a troco de notas e não por prazer ou verdadeiro interesse no assunto (o Robiyn fala neste aspecto das notas e de como a sua existência desvirtua a natural aptidão das crianças nas suas palestras sob o tema da educação).

É preciso ter nota positiva (ou “boa nota”) a Matemática, Português, Inglês, História, Geografia, Estudo do Meio e mais umas quantas disciplinas, tudo ao mesmo tempo e não temos espaço nem tempo para aprofundarmos os temas que mais nos interessam, “descurando” outros, senão não passamos.

O ensino doméstico, da forma como actualmente a lei está estabelecida, ajuda um pouco, mas não é o ideal. As crianças têm mais liberdade sobre o que e como aprendem/descobrem, mas não estão isentas de avaliação, de ser sujeitas a exames e mais umas quantas performances quanto a mim desnecessárias.

E do aprender para passar de ano ou para ter notas altas passamos para a escolha do curso profissional ou superior a frequentar sem ter muito bem a noção às vezes nem do que constam os cursos quanto mais do que poderemos fazer como profissão para os aplicar. E é muito cedo para escolhermos e se para alguns os testes psicotécnicos ajudam, para outros, nem por isso…

Se calhar a questão nem é o ser “muito cedo”, mas sim porque até à altura  de escolhermos não nos levaram nenhuma vez “ao terreno”, aos locais onde se exercem as mais variadas profissões para sabermos como é, o que fazem essas pessoas, como, e muitas coisas mais. Grande parte da nossa vida escolar é vivida Sentados a Ouvirmos alguém transmitir conhecimentos ou a realizarmos tarefas que nos são exigidas (e não feitas por iniciativa própria), muito embora sob a certeza de que “é para nosso bem”.

Numa parte (forte) do seu livro “How To Children Fail” (a editora portuguesa traduziu para “Dificuldades Em Aprender”), John Holt ilustra bem o que acabei de dizer indo ao ponto de comparar as reacções que as crianças e os jovens têm às perguntas e constante avaliação que lhes fazem na escola às reacções que muitos prisioneiros de um campo de concentração tiveram numa tentativa interior de se sentirem menos humilhados. É melhor inteirarmo-nos desta sua comparação lendo o livro, isto dito assim parece um pouco absurdo e fora de propósito, mas no contexto de todo o livro tem muito sentido.

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Outra forma que ilustra um pouco estas imposições às crianças sob a capa das boas intenções, de as ajudarmos e do que é melhor para elas, da educação e da cultura (não quero dizer com isto que penso que os nossos filhos não devem ser cultos e educados), é o filme “A Vedação”. Fui vê-lo ao cinema juntamente com todo o grupo que estava nesse dia a participar desse  workshop do Robiyn. Fomos vê-lo para sentirmos e reflectirmos um pouco sobre o que será verdadeiramente ajudar alguém (quando é que estamos a ajudar ou quando estaremos a impôr conceitos e preconceitos e nesse caso a desajudar…). Também tem a ver com a Educação, a aculturação, o que falei acima e muitas outras coisas… Para quem nunca viu o filme, é vivamente aconselhável (é um filme muito forte, não deve ser visto por crianças…).

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A nossa proposta, com o Alexandre, é enveredarmos o melhor possível pelo “Unschooling” (o melhor possível, pois, como já disse, o que é legal em Portugal é o “HomeSchooling”, mas ainda assim há vários preceitos que poderemos seguir, tais como não observar currículos nem manuais e, como temos já vindo a praticar, seguir os interesses dele, que o levarão a pesquisar e a assimilar várias matérias.

Voltando ao exercer as nossas potencialidades, fazer o que gostamos, exprimir e dar uso aos nossos talentos… estamos sempre a tempo, por mais que em certa altura da vida por esta ou outra razão nos tenhamos sentido “impedidos”, “limitados” ou qualquer outra restrição, para fazê-lo. Estamos sempre a tempo.

E é para fazermos algo em relação a isso que quero propor, mais daqui a uns tempos, neste blogue, umas acções que possamos desenvolver e que quero também pedir-vos ideias, sugestões que possamos concretizar, neste sentido, por pequenas coisas que sejam.

Continuaremos com este tema…

Até para a semana, dia 11, Lua Cheia, dias belos para todos e obrigada pela interacção.

 

Caderno Verde

Jogos, ainda…

Bom, há outros jogos, de natureza diferente dos quatro que falei nos dois apontamentos anteriores, que o Alexandre também gosta de jogar. Já falei neste num post do blogue Pés Na Relva: o Hospital das Brincadeiras 2 (também temos o 1, ele vai jogando um e outro). Conforme se pode ver nesse post, é um jogo inventado e totalmente feito pelo Espaço Cativar.

Ele gosta muito de saber coisas sobre o corpo humano, daí o seu interesse por este jogo que está muito bem feito, tem músicas bonitas e bem cantadas e é muito divertido (ele ri-se muito com umas brincadeiras que fazem à “bactéria Valéria” :)   ).

 
Também pus umas fotos dele a jogar o jogo num outro post no Pés Na Relva, sob o tema interesse pela escrita.

Há jogos interessantes para as crianças, com um pouco de paciência conseguimos descobri-los.

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O que gostamos de fazer?

 

Bom dia! E um pouco na sequência dos comentários feitos à Sugestão do post anterior…

Para além das diligências que tomamos “em direcção ao” “homeschooling”, encantam-me a diversidade de talentos que todos temos e as incríveis combinações que se podem fazer com eles…

Se pensar em nós cá de casa (e como podem ver na página NÓS), cada um gosta e sabe fazer coisas específicas, algumas diferentes das de uns dos outros, outras iguais mas feitas de outro modo. E as várias combinações possíveis só de uma pessoa ou entre as várias são “infinitas”, uma riqueza de possibilidades!

Isto num grupo de cinco pessoas, imaginem, como diz o Robiyn, a Humanidade usando os seus talentos, capacidades, gostos, com Amor! Os talentos que sabemos que temos e os que ainda não descobrimos que temos, mas que podemos vir a descobrir!

O que acontece hoje em dia é que muitos de nós (incluindo eu própria), inseridos em estruturas, instituições, sociedade e fazendo algumas coisas mediante algum interesse que não o puro prazer, o amor, o carinho, canalizamos a nossa energia para algo que às vezes não tem muito a ver connosco, com a nossa essência.

Ultimamente, como me interessa este assunto e como ando também dentro de mim própria a ver se descubro o que faço que ainda não é coerente comigo própria e se vou resolvendo isso, tenho estado, cada vez mais, com pessoas que me dizem espontaneamente o que elas gostavam mesmo de fazer, embora tendo outras profissões. E é fascinante!

É fascinante o brilho dos seus olhos enquanto me falam de temas que sabem e pesquisaram sozinhas, porque muito lhe interessam, reciclagem, poupar energia (têm esquemas e ideias do que funcionaria mesmo), agricultura biológica, “protecção civil”, segurança das crianças, e muitos outros temas.

É fascinante a expressão entusiasta do seu rosto quando me mostram anéis, pulseiras, pinturas, feitas por si, algumas que aprenderam “sozinhas ” a fazer (descobrindo por si próprias como se faz…), outras que aprenderam com amigos.

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É fascinante a certeza no seu semblante, quando me dizem, apesar de terem outra profissão, que sabem precisamente o que gostariam mesmo de fazer, também como profissão (por exemplo, uma pessoa que gosta de animais, selva, ar livre, “todo o terreno” e que me disse que  gostava de trabalhar com espécies em vias de extinção, arranjando soluções para que se voltassem a reproduzir e não chegassem a ser extintas, portanto, embora hoje em dia tenha um outro trabalho muito diferente).

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Voltamos a este assunto para a semana, dia 4 de Março, Quarto Crescente. Caso algo faça eco em vocês, sintam-se à vontade para o partilhar.

 

Caderno Verde

Jogos, de novo…

Também na sequência do apontamento do Caderno Verde da semana passada, há outros jogos do mesmo género do Make Your Own Model Railway, que o Alexandre gosta muito de jogar:

Um em que constrói pontes (“Briedges Construction Kids”). Para isso tem um certo dinheiro que tem que gerir, mas ele gosta mais de pôr a opção “dinheiro infinito” :) .

Outro em que “monta” uma feira popular (“Roller Coaster Tycoon 3″), com todas as diversões, bancas onde se vende comida e, o que mais gosta, teleféricos! Constrói as “pistas” de teleféricos, escolhe os modelos, pôe tudo em movimento, “abre as portas” à feira e depois aparecem os resultados (a receita das bilheteiras, o movimento, as receitas dentro da feira… a ver se está a ser viável ou não! este jogo também tem um pacote de dinheiro para se gastar na montagem da feira e, ups(!) não tem a opção do dinheiro infinito!).

Outro em que existem várias povoações e ele “liga-as” entre elas “construindo” várias infraestruturas de transportes (estradas com os seus carros e camiões, caminhos de ferro, teleféricos, barcos, helicópteros…). Chama-se”Locomotion”, este jogo.

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São todos jogos ingleses, ele vai lendo as palavras em inglês associadas às várias operações que quer fazer.

Quem proporciona este tipo de actividade ao Alexandre é o pai, Pedro, mais versado nos assuntos “jogos” e “informática”. Como venho dizendo em posts anteriores e mesmo no de hoje, acima, cada um, cá em casa, tem os seus gostos, interesses, aptidões e assim, naturalmente fica “incumbido” de proporcionar certos temas e actividades ao Alexandre, tendo em conta o que mais fascina e interessa ao pequeno!!! :)

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