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Fazer o que se gosta _ dois amigos

Bom dia a todos! Feliz Natal!

Na sequência dos meus posts sobre a importância de fazermos o que gostamos, hoje, e aproveitando o Natal, gostaria de divulgar os trabalhos de dois amigos, que produzem o que gostam.

O André (que nós conhecemos através da frequência dos workshops Renaskigi – A Arte de Viver em Harmonia, orientados por Robiyn), que trabalha em arte e artesanato. Podem aprofundar um pouco mais sobre o seu trabalho acedendo ao seu blog “André Semblano“.

Tivémos há dias o prazer de visitar a sua loja-atelier na Cotovia, Sesimbra, num passeio que fizémos até lá e que descrevo com pormenor neste post no Pés Na Relva. Aqui ficam algumas fotos da nossa visita:

O Alexandre gostou de ver tanto os trabalhos como os materiais…

… e o forno!

E a Lídia, que conheci (embora ainda não “presencialmente”) através do grupo de Ensino Doméstico do yahoo, e temos trocado muitas impressões sobre a vivência diária do Ensino Doméstico.

A Lídia faz umas peças de bijuteria lindas e ecológicas, a partir de sementes. Conheço o seu trabalho através de fotos e dos seus blogues: ”EcoJóias“, “Sementes para Bijuteria” e ”Lídia EcoJóias“.

Deliciem-se!

Um belo Natal para todos e até para a semana, dia 31, Lua Cheia!

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Caderno Verde

Natal, dias que antecedem _ Variações sobre o tema

Contar os dias… até ao Natal!

(Já agora partilho com vocês este calendário do advento , com boas ideias para a sustentabilidade, que recebi no trabalho…, gostei muito!)

Um belo Nascer do Sol da época natalícia!

Um pinheirinho nórdico, oferecido por uma nossa amiga, que colocámos na varanda e daqui a uns meses vamos plantar na terra da avó para ser iluminado no próximo Natal!

As decorações de Natal, este ano feitas exclusivamente pelos meus três filhotes (orientadas sempre pela mais velha, a Catarina, fã das decorações). Num belo Sábado, chegada do Porto, já estava tudo decoradinho!

Enfeite feito pelo Alexandre:

Bolas-pompons (feitas de lã):

O cantinho prateado…

A maioria dos enfeites são aproveitados do ano passado.

Comboios de Natal!                                   :)

Este pintado pelo Alexandre e Catarina, já o ano passado:

Este que ofereceram ao Alexandre (tipo “Polar Express”, que ele gosta muito…):Um laçarote de Natal no candeeiro do nosso quarto (e na parede estão duas fotos do Alexandre a mamar, no dia em que ele nasceu… Natal é nascimento!):

A fitinha decorativa no cesto das mercearias que utilizamos para os bolinhos de Natal e junto dos dossiers das receitas! (ainda não fizémos os doces, parte deles _ os biscoitos_ estão agendados para a “próxima aventura do Alexandre e Celina”!).

E em ocasiões como esta recordamos sempre o nosso primeiro gatinho, Tumias!

A festa de Natal do trabalho da mãe (este é o Bato a fazer malabarismo com as bolas de malabarismo que fizémos no atelier de fazer bolas de malabarismo                                           :)                                               )

Um leãozinho… (também havia duendes e o Pai Natal e meninos gigantes (em cima de andas), e um teatrinho de Natal e muitas bancas de ateliers e jogos…

Um presente de aniversário aberto no Natal (ver este post no Pés na Relva), um fim-de-semana em turismo de habitação, perto de Sesimbra, momentos calmos a jogar…

…a passear na marginal de Sesimbra, as iluminações de Natal…

… e calmamente pelo bosque mágico!

Ainda virão mais variações sobre o tema (faltam os petiscos natalícios e mais presentes e a reunião familiar que vai começar a 23 e prolongar-se até 26, 27… é sempre acolhedor e divertido estarmos juntos!).

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Mais ou menos uma vez por semana

Olá a todos!

Hoje este post é um pouco mais intimista…                                           :)                         Mais ou menos uma vez por semana, quem orienta as actividades do Alexandre não sou eu nem o pai, mas sim a “mana Celina” (este ano, desde Outubro, pois o ano passado este dia estava atribuído ao seu amigo “Bato” (namorado da mana Catarina). Com a mana Celina a tónica são as “aventuras” e pronto, tudo o que faz com ela é “uma aventura“, inclusivé, por exemplo, ir ao “Pavilhão do Conhecimento” ou simplesmente “inventar uma papinha”.

Foi uma solução que arranjámos e com a qual todos concordámos para conseguirmos coordenar trabalhos, estudos, actividades e acompanhamento do Alexandre em Ensino Doméstico, sem “stresses”!

Assim, nesse dia da semana, eu tenho umas horas da tarde (mais ou menos das 15h às 19h) e o Pedro um dia, para “o que nos aprouver”. Eu, pessoalmente, aproveito para estar um pouco mais de tempo a conversar com uma amiga, para ler calmamente num sítio calmo e acolhedor, para experimentar locais e actividades que me apetece experimentar, tais como uma massagem Abhyanga, por exemplo, que experimentei no outro dia e recomendo (eu experimentei aqui), para eu e o Pedro passarmos uns momentos a dois, quando podemos (também já experimentámos uma massagem que dão ao casal, ao mesmo tempo, experimentámos aqui), para ir tomar um chá a um local “de eleição”, para ir ao cinema, e muitas vezes, para fazer calmamente as compras da semana…

Num destes dias, fui ao cinema, ver o “Julie e Julia“, com a Meryl Streep. Ri-me imenso, ao mesmo tempo que me transmitiu alguma coisa que aproveito sempre para crescer. (Podem também ler aqui o que a Rute, do Publicar Para Partilhar, escreveu sobre o filme…).

E no final, depois de sair do cinema, fui presenteada com a inauguração das luzes de Natal do centro de Cascais (daquelas sincronicidades…): ia a passar e a ver a iluminação ainda não iluminada e de repente tudo se acende e oiço palmas de umas quantas pessoas concentradas na Praça 5 de Outubro, as que estavam para a inauguração! Foi uma surpresa gira…

Muitos beijinhos a todos e belos momentos de relaxamento e de alegria! Até para a semana, 24, Quarto Crescente…

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Caderno Verde

História dos Cavalinhos

“Era uma vez dois cavalinhos que andavam a subir uma montanha, a “Montanha Mãe” (isto porque, para contar a história ele fazia com que os cavalinhos subissem pelos meus braços). Os cavalinhos eram mãe e filho. O Filho pensava que a mãe era uma montanha e ia caindo, mas não caíu, porque a mãe o agarrou pela perna.

E depois encontraram uma pirâmide (uma pirâmide de cristal que está em cima do aparador na sala) muito diferente das outras todas, que tinha lá um botão que lançava esta grande coisa (a tampa quase esférica da garrafa de cristal).

O Cavalinho Filho subiu outra vez a pirâmide e caíu e foi parar a uma grande cidade que era só mar, mas conseguiu subir para uma ilha e saltou para fora outra vez.

Tentou outra vez, voltou a cair, agora para dentro de chocolate líquido. Foi assim que descobriu, pois não sabia, que havia ali uma fábrica de chocolates e dali conseguiu saltar para uma ilha de lego, construída por mim.

Andou, andou, andou ao pé coxinho ( e ele saltava ao pé coxinho) e conseguiu encontrar um barco que o conduziu até à “estação dos barcos” (aprendeu nesta altura que uma “estação de barcos” se chama um porto). Depois andaram a viajar ainda mais, ainda mais e terminaram à noite. Foram até à margem e dormiram num hotel de cavalinhos.

2º capítulo

O Cavalinho Mãe e o Cavalinho Filho resolveram fazer um piquenique. Então saíram do hotel onde tinham dormido e foram para casa fazer os convites para os seu amigos: tinham que fazer 82 convites! Tinham quase 100 amigos, faltavam… 18 amigos (foi ele que fez a conta, de cabeça.)!

E depois dos convites foram fazer uma comida vegetariana para levar para o piquenique. O filho fez bolo de chocolate como o que eu faço com a mana Catarina e a mãe fez aquelas batatinhas com tofú tão deliciosas, como tu fazes mamã… que ingredientes é que tu pões que ficam tão deliciosas? É para dizer à mãe do cavalinho… _ “barro tudo com massa de pimentão e alho, filhinho, são os ingredientes que tornam as batatinhas e o tofú assados no forno tão deliciosos!”.

Então o piquenique foi muito divertido, foram todos para uma floresta e depois apanharam o barco para ir para casa!”

Esta foi a história contada e encenada pelo Alexandre (eu também entrava no teatro, fazia de mãe do cavalinho) e ao mesmo tempo ia escrevendo tudo o que ele dizia no computador, numa das nossas tardes em homeschooling. Depois ele veio “ler” comigo o que eu tinha escrito, para que tudo ficasse devidamente registado.

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Outono, quase Inverno

Olá, bom dia!

Verão comprido e entretetanto já estiveram uns dois ou três dias mais frios, a anunciar o Inverno. Por isso um post sobre o Outono tardou por estas bandas. E antes que o Inverno se instale, aqui ficam umas fotos de apontamento de algumas formas e cores e sabores desta estação do ano, que para mim é sempre quente, pelas cores e sabores!

Parece que tirei esta foto de noite, mas eram umas 11h da manhã, no Porto, tirei a foto ao sol por detrás da árvore (ou à árvore a contra-luz!)…

Exactamente na mesma altura, estas outras:

Sim, foi na rotunda da Boavista…

Das folhas de uma araucária (estas vieram de um jardim de Cascais, gostámos da forma_ mais imagens, aqui):

Os “ouricinhos” que o Alexandre e a Celina me trouxeram ao chegar de uma das suas “aventuras”

E estas folhas secas também foram os dois que me trouxeram ao voltarem de um outro dos seus “dias de aventura”

E as castanhas, claro, não podiam faltar, cá em casa todos adoramos castanhas!

Belos Momentos Outonais para todos, até para a semana, dia 16, Lua Nova!

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Caderno Verde

Uma “invenção”

O Alexandre estava como normalmente de volta das suas construções em Lego. Desta vez resolveu “montar um elevador”, criação sua (isto é, sem seguir instruções ou ter as peças adequadas e já predestinadas a “ser um elevador”.

Entreteanto chamou-me, “Mãe, preciso de um fio!”. “Que tipo de fio?”, pergunto. ” Não responde e direge-se à minha caixa de costura e traz ele mesmo o fio que lhe interessava. Passa tempo às voltas a melhorar a sua “construção”.

“Tenho que tratar agora disto, mãe, esta é a minha invenção!”, diz-me, enquanto o observo…

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Os livros…

Olá a todos!

Ousa dizer-se “A Vida não se aprende nos livros”. E diz-se bem. No entanto, há livros que fazem parte de vidas, como recursos, como fontes de prazer e relaxamento, como partilha de outras experiências de vida.

Neste tema do ensino doméstico também cabem os livros.

Usando ou não manuais escolares (nós, para já, não os temos usado), usam-se muitos outros livros como recursos ou simplesmente pelo prazer de ler/ouvir uma história.

Para além dos livros que menciono em baixo, no Caderno Verde, “voltaram” as histórias de Natal (é da época, claro), depois de fazermos as decorações de Natal e “montarmos” o Calendário do Advento para “ir contando os dias que faltam até ao Natal” e de começarmos a preparar quais os brinquedos que podemos oferecer de presente a outros meninos que não têm tanto acesso a brinquedos, o Alexandre deixa-se imbuir pelo espírito natalício e pede para ver os filmes de Natal (aliás, ele próprio os coloca no leitor de DVD’s)_ “Polar Express”, “O Natal do Ruca”, “O Natal do Bob o Construtor”, “Grinch”_ e quer “ler”/ouvir ler as histórias de Natal que temos em livros:

“Um presente para o Pai Natal” (este foi adquirido este ano, tem imagens recortadas que “se tridimensionalizam” e que, descobri há pouco tempo, faz parte do “Plano Nacional de Leitura”),

“As Renas do Pai Natal” (que já temos há muito e onde entram vários animais na história),

“Nody Salva o Natal” (que temos há mais tempo ainda, mas continua a interessar o Alexandre, pois desvenda o mistério de como o Pai Natal consegue entregar todos os presentes numa noite, como cabem todos no seu saco e como cabe ele nas chaminés!).

Alguns dos livros não têm muito texto, são bons para agora que “damos os primeiros passos a saber ler”…, como também este outro que comprei há tempos, para o efeito e sobre o qual falei aqui.

Também sobre “livros em ensino doméstico”, partilha Vale de Gil, neste outro post do “Pés Na Relva”.

Os livros contam histórias que nos avivam a imaginação e mostram-nos também coisas de outros tempos e lugares.

Eu “sou suspeita”, sempre adorei livros, de quase todas “as espécies” (deveria dizer géneros literários e técnicos e científicos) e por isso há pouco resolvi manter outro blog que “presta homenagem aos livros da minha vida”, o “Diz-me O Que Lês…“.

E também tenho cá em casa outros meninos com diferentes preferências literárias, como descrevo um pouco neste post do Diz-me O Que Lês…  Para além do Pedro, meu marido, que também sempre adorou livros e de há uns anos para cá transcendeu o formato papel e agora só os lê em formato electrónico, passando-os para o iPod que anda consigo para todo o lado (isto é, traz sempre consigo uns quatro livros para ler…                                 :)                                       e que lhe resolveu o problema com que se defrontava, por vezes, quando queria ler em ambientes escuros). Eu ainda não cheguei a essa fase, embora tenha que admitir que é bastante prático e andamos mais leves. Isto para dizer que, actualmente, não adianta oferecer-lhe livros no Natal!                                                                                                                                 :)

Então, belas leituras para todos e até para a semana, dia 9, Quarto Minguante.

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Caderno Verde

Variações de uma tarde…

Numa bela tarde de chuva daquelas que apetece ficar “ao quentinho”, exercita-se o cálculo com o Sudoku (quase sempre todas as actividades são propostas pelo Alexandre, esta não foi uma excepção _ naquelas horas que disponibilizo “só para ele”, e nas outras horas do dia, em que as actividades de uns e outros, da família, se entrelaçam, também outras actividades vão surgindo espontaneamente, levando a relações e conexões e desenvolvimentos do que usualmente chamamos de Conhecimento, e se mais profundos e integrados, de Sabedoria…).

E tendo andado nessa semana à volta do tema “Corpo Humano” (estes também poderiam constituir um post das “Variações Sobre um Tema”), achámos piada à coincidência de nos ter calhado numa caixa de cereais este “mini-jogo das operações”:

O Alexandre também tinha andado nessa semana a jogar com o pai um jogo na Wii onde envergam a personagem de médico-cirurgião e têm que realizar operações.

E a querer saber muitas coisas sobre o corpo humano quando está no banho, tendo a irmã Celina (que gosta muito dessa área, explicado ainda sobre as bactérias e outros assuntos interessantes…).

E depois do Sudoku e do pequeno jogo das operações, aprofundamos num livro sobre o corpo humano umas quantas coisas que o Alexandre deseja saber:


Entretanto fazemos uma pausa para lanchar (o “Lanche do Avião”, descrito no Caderno Verde do post anterior) e de seguida ligamos um pouco a televisão no canal “Jim-Jam” (para crianças), onde estão a mostrar instrumentos musicais. O Alexandre pergunta-me “Mãe, como se chama este instrumento?”. “O clarinete?”. “Não, mãe, aquele, que eu sei o nome do mais pequeno, que é o violino _ ele andou uns meses em aulas de violino_, mas não sei o nome daquele grande…”. “Ah! O violoncelo!”. “Pois, o violoncelo”.

E então lembrei-me de uma nossa recente aquisição, este “Dicionário Ilustrado dos Little Einsteins” (os “Little Einsteins” são uma série de desenhos animados que ele gosta de ver porque tem uma nave espacial e que aborda sempre um tema de música clássica, instrumentos musicais, um quadro de um determinado pintor e muitas viagens por muitos países). “Olha, aqui está, violoncelo”:

Estes são outros temas que consultamos mais vezes neste “dicionário”:

E eis que chega a nossa pequena amiga e vizinha que normalmente, depois das aulas e dos “trabalhos de casa”, vem brincar um bocadinho com o Alexandre (é dois anos e meio mais velha que ele). Vinha muito preocupada, pois não tem conseguido entender umas coisas de matemática na escola e o teste não lhe tinha corrido bem. Sobretudo a parte das contas com casas decimais (multiplicar e dividir por uma décima, uma centésima, uma milésima _ ela anda no 4º ano); eu perguntei-lhe se ela queria que lhe explicasse e lá estivémos um pouco de volta das contas (o Alexandre já não estava a achar muita piada, pois esperava pela brincadeira), até que ela me diz, “Isabel, sabes, é que eu ainda tenho dificuldades na tabuada, não sei bem a dos seis, nem a dos sete e a dos oito.” “Trouxeste as tuas Litllest Pet Shop?”, lembrei-me eu (ela adora tudo sobre animais, até estes fantasiados que colecciona religiosamente e traz sempre para entrarem nas brincadeiras com o Alexandre_ são alegres passageiros das naves espaciais e, ultimamente, de um navio de Lego que o pai deu há pouco ao Alexandre (o navio cheeiinho a abarrotar destes bichinhos de brinquedo só me faz lembrar a Arca de Noé!), e também fazem parte da brincadeira em que montam a tenda na sala e se enrolam em sacos-cama, com a lanterna em alerta aos “barulhos nocturnos” ). “Sim, estão aqui!”. Uma mochila cheiinha… “Olha que bom_ digo_, vão dar mesmo jeito para a nossa tabuada. Vamos fazer filas de seis?”:

E lá contámos quantas são seis vezes quatro Littlest Pet Shop, seis vezes cinco, seis vezes oito…

E ainda fizémos “a dos oito”, recordou-se muito melhor…

De novo sozinhos, reparo nesta filinha de comboios e metros…

E bom, ala fazer o jantar que entre operações e litllest pet shop deve ter ficado alguma esquecida a roer-nos o estômago! Estes cirurgiões…                                                                                                                     ;)

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Hortas Comunitárias

Olá  a todos!

Consultando a revista  Cascais Puro O2 podemos ler um pouco sobre um projecto acabado de implementar no concelho de Cascais (em Lisboa também já existem hortas comunitárias), e também nalgumas cidades do Reino Unido, conforme tive já há tempos conhecimento através deste post da Paula. Na altura (quando li o post da Paula), até pensei sugerir algo do género a vários Municípios portugueses (a Paula tem outros posts, como por exemplo este, que dão seguimento às suas peripécias na horta). Concerteza talvez haja ainda em mais concelhos por este país fora, falo apenas das que conheci até agora.

E eis que ontem uma amiga minha me mostra o resultado de um projecto que fez para o aproveitamento de um espaço neste concelho (Cascais), projecto esse que ganhou o concurso pela ideia bem simples de criar (para além de outras zonas com outros aproveitamentos) uma zona de horta comunitária onde o usufruto de vários talhões de terreno passam a ser da responsabilidade dos interessados que, como “pagamento” apenas têm que se comprometer a frequentar uma formação de agricultura biológica que também lhes é facultada. Trata-se do que aparece na revista Cascais Puro O2, cujo link coloquei no início do post. Uma boa ideia, não acham?

Então, até para a semana dia 2 de Dezembro, Lua Cheia! Belos dias para todos.

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Caderno Verde

Variações Sobre Um Tema – Aviões

Já há uns tempos que o Alexandre se “dedica” também aos aviões, pede-me muitas vezes para ler um dos seus livros preferidos da colecção do Ruca, “O Ruca anda de avião”, tem aviões-brinquedo com que brinca algumas vezes e outras coisas do género. Ultimamente teve umas semanas (duas ou três seguidas) que “voltou aos aviões” de uma forma “intensiva” (muitas horas de cada dia dessas semanas seguidas, dedicadas aos aviões):

Brincando com os seus aviões de brinquedo,

construindo aviões em Lego (tem um kit para construir um avião amarelinho e vermelho transportador de correio), brincando com aviões de modelismo que eram do tio, vendo filmes de desenhos animados onde há aviões (já pediu este ano para o Natal o brinquedo que é o avião dos irmãos Koala),

aprendendo inglês com o vídeo “Nody anda de avião”,

e claro, ouvindo ler o seu preferido “Ruca anda de avião” e vendo o vídeo da mesma história (gosta muito da parte em que a hospedeira de bordo serve o pequeno almoço ao Ruca e agora, muitas vezes passou a pedir ao lanche “um lanche como o pequeno almoço do avião do Ruca” e vamos os dois preparar um tabuleiro com sumo de laranja (natural), pão com doce (de morango, sem açúcar adicionado), uma tacinha com fruta descascada (normalmente maçã) e queijo (adaptamos, ralo em tiras queijo de soja) e depois eu faço de hospedeira do avião e ele de passageiro e vou levar-lhe, “ao seu lugar” o tabuleiro, perguntando “deseja pequeno almoço?”)

:)

E também temos planeado juntos uma viagem de avião que pretendemos fazer lá para a  próxima Primavera, que vai ser a primeira viagem de avião do Alexandre.

Vamos ao Reino Unido visitar uns amigos e algumas cidades, claro… Ele já anda todo entusiasmado, já combinámos juntos o que e como fazer, vamos reservar os bilhetes juntos, ver nos mapas onde vamos e preparar tudo sempre com o Alexandre (que é o que faz as crianças empolgarem-se e viverem TODA a viagem).

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Unschooling, Aprender no Mundo real

Olá  todos!

No último post que escrevi no Pés Na Relva, menciono que andava a ler um capítulo do livro “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga, intitulado “Learning in the world”. Como em todo o livro, John Holt transcreve vários trechos de cartas enviadas por pais homeschoolers com muitos exemplos de como acontece esta aprendizagem natural feita quando às crianças lhe és facilitado o acesso a tudo o que nos rodeia, à vida, como ela decorre naturalmente.

Também  neste post da Paula do Aprender Sem Escola podemos ler alguns breves testemunhos de diferentes jovens que “estudam no mundo”.

E hoje vou colocar aqui as fotos do registo neste caderninho personalizado por eles que o Alexandre e a sua irmã Celina (a do meio, que tem quase 19 anos) fizeram das viagens e acontecimentos de um dia em que saíram os dois “à aventura”:

DSC02618Alexandre, Celina e a Nave Espacial (aqui estão as “impressões digitais” respectivas:

DSC02619Mesmo antes de voltarem a casa, registaram “todos os passos” dessa saída, antes que esquecessem. O Alexandre relatou e a Celina escreveu, tal e qual o seu relato.

DSC02620Também contam como conheceram uma menina no comboio e como o Alexandre lhe explicou que a nave (o space shuttle) não era um avião, pois tinha “motores atrás”.

DSC02621E os contratempos que não os demoveram, queriam ir andar no “comboio de estrada” que há no Parque das Nações e depois de muito o procurarem disseram-lhes que nesse dia ele estava avariado, não estava a fazer viagens, logo… teleférico, pois então! Há 45 teleféricos, sabe o Alexandre já das suas outras muitas voltas:

DSC02623E contaram as paragens que tinham na linha verde (5) e mais 6 na linha vermelha, num total de 11 paragens, de metro:

DSC02624E trouxeram-me uns lindos ramos de Outono, que apanharam à beira de um jardim (já estavam no chão, mas bonitos ainda) com umas “bolinhas” que parecem uns pequenos ouriços, adorei o “presente”!):

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O pormenor da parte de cima, feita por eles, do caderninho:

DSC02627Até para a semana, dia 24, Quarto Crescente!

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Mais Matemática – Formulação de Problemas

Estávamos na sala, como muitas vezes a meio da tarde, simplesmente a conversar. O Alexandre contava-me o que tinha feito de manhã, o que tinha almoçado e coisas assim. Depois, de repente e já nem sei a propósito de quê, diz-me “Sim, porque uma semana tem 7 dias…”

Eu pensava que ele não sabia ainda isto das semanas-meses-dias, às vezes falamos nisso, mas como ele não tem ainda bem a noção do tempo, nunca realizei que ele soubesse. Então respondi-lhe: “Pois tem, como é que sabes?”. “Foste tu que me disseste.” “Eu?” “Sim, tu disseste-me que a semana tem 7 dias.” “Pois então disse, filho, já não me lembrava.”

“Então _continuou ele_, quantos dias são mil semanas?”

Ainda estava eu a pensar e a fazer contas de cabeça, isto em segundos, diz-me ele rapidamente:

“Quantos são 7 vezes 1000?

E eu, de seguida: “7000″, ainda meio baralhada a pensar: “Bem, o rapaz formulou um problema e indicou logo de seguida a operação a realizar para a sua resolução antes que eu tivesse tempo de responder…”

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Unschooling, de facto.

Bom dia a todos! Uma bela semana!

Volto ao tema do Unschooling, isto porque é o que me faz mais sentido nesta prática do ensino doméstico. Não apenas pelo sentido que me faz, mas também pelo contacto e observação directa deste meu filho mais novo, que não aceita nada bem qualquer tentativa de manipulação, nem sentido de obrigação ou algo do género. Facilmente nos diz, se insistimos para que faça algo, “Vocês estão-me a mandar!”.

As dificuldades têm sido mais da minha parte, pois mesmo fazendo todo o sentido para mim, sou uma pessoa “escolarizada” e como tal, estou sempre a cair em tentativas de disfarçadamente o incentivar a ler, a escrever e coisas que tais, percebendo logo de seguida que não resulta. Isto também porque gosto de ler e saber das actividades que mais famílias em ensino doméstico fazem e em todos os vossos blogues há ideias tão boas que apetece seguir e logo tento fazer algo parecido com o Alexandre, quase sempre sem êxito, não se interessa nem um bocadinho pela ideia mais genial. Estando atenta, percebo que se interessa a toda a hora por um grande número de coisas e que está sempre ocupado, sozinho ou interagindo com outros, incluindo eu, praticamente “não tenho que fazer nada”, o que às vezes parece frustrante, mas vendo bem, é a melhor coisa!

Ainda ontem observei:

Estava ele a brincar com uma amiga e vizinha com quem brinca frequentes vezes. Às vezes até brincam “às escolas”, porque ela anda na escola e propõe a brincadeira. Desta vez, estavam numa qualquer brincadeira em que ela fazia de mãe e ele de filho e oiço-o a  dizer, em tom de malandrice “Mãe, estou aqui, a gastar dinheiro”, num tom de quem sabia que ela, a “mãe na brincadeira”, ia reprovar. “Mas vês”, continuou, “não faz mal, estou a gastar das minhas moedas e ainda tenho muitas moedas, tenho… como é que se escreve novecentas?” E responde-lhe “a mãe” (que é mais velha que ele dois anos e meio): “Um nove e dois zeros”. E ele escreveu o nove e os dois zeros e continuou ” Vês, então? Gastei poucas, pois tinha mil, gastei cem…”

Assim, de cabeça… Ele ultimamente gosta muito de operar nas centenas (já disse aqui uma vez que gosta muito do número quinhentos e que o pronuncia “quinentos” e nós achamos muita piada).

Então, percebi eu ontem, mais uma vez, que tenho mesmo que me aquietar de uma vez por todas e segui-lo, sem programações e orientações.

Nós até temos algumas rotinas, como por exemplo, quase todos os dias lemos uma história ou um trecho dos seus livros “técnicos” preferidos, mas não temos, por exemplo “a hora de ler”, pois é quando calha, ou logo que chego a casa, pois é uma actividade que o Alexandre relaciona comigo e vem todo a aconchegar-se para lermos juntos no sofá, ou mais ao fim da tarde, ou à noite, enfim, quando apetece.

Neste post, a Paula do Aprender Sem Escola, mais uma vez recolhe informação sobre crianças praticantes do Unschooling (Aprendizagem Informal ou Autónoma, como muitas vezes traduz). Coloco aqui a ligação, porque tem muito a ver como o que acabei de dizer. E porque é um post pequeno e conciso, lê-se bem, exactamente reflectindo o que acabo de contar.

Perguntamo-nos muitas vezes, como aqui em Portugal praticar o Unschooling se a lei que temos para o ensino doméstico impõe os exames. Para mim vai ser, um passo de cada vez, até ao final do 4º ano é bem possível praticá-lo, depois logo se verá, não adianta estar com antecipações, e tem que ser sempre conforme o seu ritmo, que só posso perceber a cada momento. É um bom exercício para “viver o momento”, que tanto se fala hoje em dia e que raras vezes conseguimos praticar…

Um grande abraço a todos. Até para a semana, dia 16, Lua Nova!

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Caderno Verde

Ler e Escrever… os Números.

Já no finzinho do Caderno Verde deste outro post, escrevi como o Alexandre se interessou pelas “letras”, perguntando-me “Qual é a letra número 1? E a número 2?”

Agora anda apostado em saber contar de seguida até 100, mas tem-se “engasgado” quando passa do 59 para o 60 e do 69 para o 70. Então foi no outro dia direitinho a uma mesa onde estavam folhas de papel, rasgou dois bocadinhos e veio trazer-mos para eu escrever o número setenta por extenso e com os algarismos, para que ele se lembrasse qual era o número que se seguia quando emperrasse na contagem:

DSC02574DSC02573Eu lá escrevi e percebi que este rapaz vai mesmo é desenvolver a leitura, lendo números !                   ;)

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Programa curricular 1º ciclo – Reflexões

Aqui fica um excerto de um pedacinho do programa, para reflexão. Este texto refere-se à Língua Portuguesa e é uma espécie de introdução ao primeiro “bloco de aprendizagem” dessa “disciplina”:

BLOCO 1 — COMUNICAÇÃO ORAL

As crianças que, com 5-6 anos, entram para a escola, fizeram já, de um

modo informal, aquisições linguísticas muito importantes no meio onde vivem

e onde intervêm, tendo alargado, consideravelmente, competências que lhes

permitem comunicar com os outros.

É sabido que o domínio do oral se constrói e se alarga progressivamente

pelas trocas linguísticas que se estabelecem numa partilha permanente da fala

entre as crianças e entre as crianças e os adultos.

Na Escola, cabe ao professor criar condições materiais e humanas de ver-

dadeira comunicação para que as crianças possam manifestar os seus interes-

ses e necessidades, exprimir sentimentos, trocar experiências e saberes.

Quando narra, informa, esclarece, pergunta, responde, convence, o aluno

inicia-se nas regras de comunicação oral, enquanto descobre o prazer de comu-

nicar com os outros.

A fala, permanentemente partilhada entre as crianças e entre elas e o pro-

fessor, não deve ser interrompida com correcções inibidoras. Os «erros» pode-

rão ser explorados pelo professor em enunciados correctos e integrados, fun-

cionalmente, nas trocas comunicativas.

O bold é meu…                ;)

Beijinhos, até para a semana, dia 9, Quarto Minguante…

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Caderno Verde

I’m a Aeroplane

Rute, esta não é a andarmos num shopping a fazermos de comboio, mas no parque de estacionamento a fazer de avião… Supostamente eu ia atrás a fazer o mesmo (menos na parte em que tirei as fotos…)DSC02565“I’m a aeroplane, I’m a aeroplane!”

DSC02566Depois fomos andar de teleférico     :)         a amiguinha do Alexandre nunca tinha andado.

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DSC02568E brincámos todos no “Parque da Música” do Parque das Nações….

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Este é o Bato!

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DSC02572E depois ainda fomos a outro parque, mas não tirei fotos. Foi giro porque nos juntámos todos lá de casa (fomo-nos encontrando pelo caminho…   ;)

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Para quem se vê só e todo o dia com os filhos

Olá a todos!

Como, em grupo (entre homeschoolers), temos falado algumas vezes nas dificuldades acrescidas quando é apenas um dos pais a cuidar do(s) filho(s) sozinho praticamente durante todo o dia, sinto que talvez seja útil e interessante estes exemplos dados no livro “Teach Your Own” de John Holt & Pat Farenga, no capítulo “Politics of Unschooling” e no subcapítulo “Unschooling and the Single Parent”.

Nesse subcapítulo estão excertos das cartas de três pessoas que escreveram para a “Grow Without School” (revista implementada e dinamizada por John Holt) contando a sua experiência.

Um caso em que um homem, vivendo sozinho, adoptou uma criança e praticam o ensino doméstico, onde conta como coincilia o seu trabalho, que é maioritariamente desenvolvido a partir de casa, com o homeschooling; o caso de uma mãe homeschooler que conta como sentiu necessidade de se sentir bem com ela própria e de como conseguiu “criar” algum tempo para si própria, para se sentir em condições de, no resto do tempo, estar presente e serena em conjunto com os filhos; e este caso, que vou transcrever, de uma mãe que ficou viúva bem cedo e como teve êxito a resolver esse facto inicial em que se viu sozinha com a filha, de três anos:

“Christine Willard, whose husband died when their daughter was three, wrote about the isolation and financial stress she feels as a single mom, and how she is successfully working through these issues:

As a mother and a daughter, we are the absolute minimum family group, and sometimes it is rather claustrophobic. We are always with each other. On the other hand, we have simply had to learn to get along with each other. Issues can’t go unresolved, because all we have is each other and we just have to be able to find common ground…

As my daughter grows up, she is branching out to other adults for relationships. She has always loved horses. After we moved, we were able to find a ranch where she could take lessons. She often wanted to spend time just hanging around the ranch, and we gradually got to know everyone who keeps a horse or take lessons there. She became friendly with the ranch manager and helped him feed all the horses. Then one day, a rather neglected old mare needed a home, and since we needed a pony, we found each other.

Having a horse has been a wonderful experience for us. It gives us a focus other than each other, and we have made many friends who share this interest.”

Nós cá em casa somos muitos, isto é, somos uma família grande, então este tipo de situação não se nos tem posto. Daí que quando falamos deste tipo de situações, com amigos também dando os primeiros passos no ensino doméstico, embora sinta que também em famílias normalmente designadas por monoparentais ou mesmo nas famílias onde apenas um dos pais fica a maior parte do tempo com os filhos o ensino doméstico é possível e pode também ser muito rico, não tenho como falar por experiência própria. Como há noutros países, como nos EUA e no Reino Unido, uma maior quantidade de famílias a praticar Homescholling e Unschooling e já longos anos de experiência, porque não aproveitarmos e ouvirmos e reflectirmos sobre os muitos casos diferentes, uma multiplicidade de experiências, podendo, a partir daí, surgir-nos ideias para resolver com sucesso as particularidades que vão surgindo a cada família?

Belas leituras para todos e belos momentos de reflexão e belas soluções! Até para a semana, dia 2 de Novembro, Lua Cheia!

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Caderno Verde

O que chamo de Geografia Aplicada

A dada altura nas férias passadas, tivémos que dar um pulinho à Guarda.

Aproveitámos para ir visitar de novo Monsanto (já lá tínhamos ido há uns anitos atrás _ coloquei fotos neste post, na parte do Caderno Verde) e depois dirigimo-nos à Guarda.

Enquanto esperávamos pelos nossos acompanhantes de viagem que tinham por lá um assunto para resolver, fomos dar um passeio pelo centro histórico.

DSC02426DSC02429DSC02430E bem, esta foto é um exemplo de como muitas vezes a Geografia anda de mão dada com a História:

DSC02431Ao Alexandre, enquanto lhe falávamos de  reis e de como antigamente houve reis em Portugal, saltou-lhe logo à vista que o “rei” usava uma espada (dá um bocado de trabalho explicar a uma criança que desde cedo não tem contacto com filmes ou desenhos animados com pistolas ou espadas, que não sabe quem é o homem-aranha (falo neste, porque por exemplo, dois dos meus sobrinhos um pouco mais velhos que o Alexandre, aos 3-4 anos só queriam “saber de coisas do homem-aranha”…), que não tem tido brinquedos bélicos (fez seis anos no Verão) nem nunca nos pediu para os comprarmos _  até este ano agora, que, encantado com nave espaciais, lhe foi oferecida uma em peças de lego para ser construída, o que ele adora, e que, bem, é uma réplica de uma das naves do Starwars; daí ele ter reconhecido a espada, que os bonecos réplica dos personagens do starwars e que vinham com o kit da nave, usam_ dizia eu, deu um certo trabalho explicar que os reis promoviam e entravam em batalhas, que usavam espadas, tentando manter uma imagem mais construtiva dos nossos reis, quando ele próprio reconhece e diz das cenas de espadas e lutas _ e mesmo de cenas de discussões que eventualmente assista entre as pessoas de hoje em dia _ que “não são lindas”, é a expressão que usa).

Bem, foi o seu primeiro contacto com a História e o seu enésimo com a Geografia que eu chamo de Aplicada, isto é, aquela que nos faz sentido, que é a observação directa de vários locais, características geográficas, para depois falarmos de outros e irmos extrapolando, ou vendo fotos, caso não possamos lá ir, aproveitando o seu interesse, desde muito cedo, pelo globo terrestre (aqui, no Caderno Verde).

Ainda estas fotos:DSC02432DSC02433DSC02434

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Mais um blog

Bom dia a todos!

Este pequeno post serve para vos convidar a visitar o “Diz-me o Que Lês…“,  que de alguma forma irá tendo alguma relação com o tema do ensino doméstico, muito embora se possa quase definir como “uma biografia através dos livros”. Confio que vos agrade nalguma das suas vertentes.

Um belo abraço a todos vós. E até dia 26, Quarto Crescente.

Isabel

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Caderno Verde

Jogo divertido

Este jogo vinha dentro de uma caixa de cereais. Nuns que o Alexandre não come, mas a mana mais velha come  (é da geração das papas e cereais, pronto, em crescida continua a gostar deles…).

São vários círculos de cores diferentes e um “dado” sugeneris, prismático, que quando lançamos indica: “Pé no Verde”, ou “Mão no laranja” e por aí fora. Então quem está a jogar coloca o pé num dos círculos verdes, a seguir a mão num dos laranja e a seguir pode calhar mão no amarelo e ter que se torcer todo para conseguir colocar uma das mãos num círculo amarelo. A sua vez de jogar termina quando perde o equilíbrio e já não consegue contorcer-se mais sem cair.

DSC02444DSC02445 :)

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