Olá a todos!
Ousa dizer-se “A Vida não se aprende nos livros”. E diz-se bem. No entanto, há livros que fazem parte de vidas, como recursos, como fontes de prazer e relaxamento, como partilha de outras experiências de vida.
Neste tema do ensino doméstico também cabem os livros.
Usando ou não manuais escolares (nós, para já, não os temos usado), usam-se muitos outros livros como recursos ou simplesmente pelo prazer de ler/ouvir uma história.
Para além dos livros que menciono em baixo, no Caderno Verde, “voltaram” as histórias de Natal (é da época, claro), depois de fazermos as decorações de Natal e “montarmos” o Calendário do Advento para “ir contando os dias que faltam até ao Natal” e de começarmos a preparar quais os brinquedos que podemos oferecer de presente a outros meninos que não têm tanto acesso a brinquedos, o Alexandre deixa-se imbuir pelo espírito natalício e pede para ver os filmes de Natal (aliás, ele próprio os coloca no leitor de DVD’s)_ “Polar Express”, “O Natal do Ruca”, “O Natal do Bob o Construtor”, “Grinch”_ e quer “ler”/ouvir ler as histórias de Natal que temos em livros:
“Um presente para o Pai Natal” (este foi adquirido este ano, tem imagens recortadas que “se tridimensionalizam” e que, descobri há pouco tempo, faz parte do “Plano Nacional de Leitura”),



“As Renas do Pai Natal” (que já temos há muito e onde entram vários animais na história),





“Nody Salva o Natal” (que temos há mais tempo ainda, mas continua a interessar o Alexandre, pois desvenda o mistério de como o Pai Natal consegue entregar todos os presentes numa noite, como cabem todos no seu saco e como cabe ele nas chaminés!).

Alguns dos livros não têm muito texto, são bons para agora que “damos os primeiros passos a saber ler”…, como também este outro que comprei há tempos, para o efeito e sobre o qual falei aqui.
Também sobre “livros em ensino doméstico”, partilha Vale de Gil, neste outro post do “Pés Na Relva”.
Os livros contam histórias que nos avivam a imaginação e mostram-nos também coisas de outros tempos e lugares.
Eu “sou suspeita”, sempre adorei livros, de quase todas “as espécies” (deveria dizer géneros literários e técnicos e científicos) e por isso há pouco resolvi manter outro blog que “presta homenagem aos livros da minha vida”, o “Diz-me O Que Lês…“.
E também tenho cá em casa outros meninos com diferentes preferências literárias, como descrevo um pouco neste post do Diz-me O Que Lês… Para além do Pedro, meu marido, que também sempre adorou livros e de há uns anos para cá transcendeu o formato papel e agora só os lê em formato electrónico, passando-os para o iPod que anda consigo para todo o lado (isto é, traz sempre consigo uns quatro livros para ler…
e que lhe resolveu o problema com que se defrontava, por vezes, quando queria ler em ambientes escuros). Eu ainda não cheguei a essa fase, embora tenha que admitir que é bastante prático e andamos mais leves. Isto para dizer que, actualmente, não adianta oferecer-lhe livros no Natal!
Então, belas leituras para todos e até para a semana, dia 9, Quarto Minguante.
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Caderno Verde
Variações de uma tarde…
Numa bela tarde de chuva daquelas que apetece ficar “ao quentinho”, exercita-se o cálculo com o Sudoku (quase sempre todas as actividades são propostas pelo Alexandre, esta não foi uma excepção _ naquelas horas que disponibilizo “só para ele”, e nas outras horas do dia, em que as actividades de uns e outros, da família, se entrelaçam, também outras actividades vão surgindo espontaneamente, levando a relações e conexões e desenvolvimentos do que usualmente chamamos de Conhecimento, e se mais profundos e integrados, de Sabedoria…).
E tendo andado nessa semana à volta do tema “Corpo Humano” (estes também poderiam constituir um post das “Variações Sobre um Tema”), achámos piada à coincidência de nos ter calhado numa caixa de cereais este “mini-jogo das operações”:
O Alexandre também tinha andado nessa semana a jogar com o pai um jogo na Wii onde envergam a personagem de médico-cirurgião e têm que realizar operações.
E a querer saber muitas coisas sobre o corpo humano quando está no banho, tendo a irmã Celina (que gosta muito dessa área, explicado ainda sobre as bactérias e outros assuntos interessantes…).
E depois do Sudoku e do pequeno jogo das operações, aprofundamos num livro sobre o corpo humano umas quantas coisas que o Alexandre deseja saber:



Entretanto fazemos uma pausa para lanchar (o “Lanche do Avião”, descrito no Caderno Verde do post anterior) e de seguida ligamos um pouco a televisão no canal “Jim-Jam” (para crianças), onde estão a mostrar instrumentos musicais. O Alexandre pergunta-me “Mãe, como se chama este instrumento?”. “O clarinete?”. “Não, mãe, aquele, que eu sei o nome do mais pequeno, que é o violino _ ele andou uns meses em aulas de violino_, mas não sei o nome daquele grande…”. “Ah! O violoncelo!”. “Pois, o violoncelo”.
E então lembrei-me de uma nossa recente aquisição, este “Dicionário Ilustrado dos Little Einsteins” (os “Little Einsteins” são uma série de desenhos animados que ele gosta de ver porque tem uma nave espacial e que aborda sempre um tema de música clássica, instrumentos musicais, um quadro de um determinado pintor e muitas viagens por muitos países). “Olha, aqui está, violoncelo”:

Estes são outros temas que consultamos mais vezes neste “dicionário”:

E eis que chega a nossa pequena amiga e vizinha que normalmente, depois das aulas e dos “trabalhos de casa”, vem brincar um bocadinho com o Alexandre (é dois anos e meio mais velha que ele). Vinha muito preocupada, pois não tem conseguido entender umas coisas de matemática na escola e o teste não lhe tinha corrido bem. Sobretudo a parte das contas com casas decimais (multiplicar e dividir por uma décima, uma centésima, uma milésima _ ela anda no 4º ano); eu perguntei-lhe se ela queria que lhe explicasse e lá estivémos um pouco de volta das contas (o Alexandre já não estava a achar muita piada, pois esperava pela brincadeira), até que ela me diz, “Isabel, sabes, é que eu ainda tenho dificuldades na tabuada, não sei bem a dos seis, nem a dos sete e a dos oito.” “Trouxeste as tuas Litllest Pet Shop?”, lembrei-me eu (ela adora tudo sobre animais, até estes fantasiados que colecciona religiosamente e traz sempre para entrarem nas brincadeiras com o Alexandre_ são alegres passageiros das naves espaciais e, ultimamente, de um navio de Lego que o pai deu há pouco ao Alexandre (o navio cheeiinho a abarrotar destes bichinhos de brinquedo só me faz lembrar a Arca de Noé!), e também fazem parte da brincadeira em que montam a tenda na sala e se enrolam em sacos-cama, com a lanterna em alerta aos “barulhos nocturnos” ). “Sim, estão aqui!”. Uma mochila cheiinha… “Olha que bom_ digo_, vão dar mesmo jeito para a nossa tabuada. Vamos fazer filas de seis?”:
E lá contámos quantas são seis vezes quatro Littlest Pet Shop, seis vezes cinco, seis vezes oito…
E ainda fizémos “a dos oito”, recordou-se muito melhor…
De novo sozinhos, reparo nesta filinha de comboios e metros…

E bom, ala fazer o jantar que entre operações e litllest pet shop deve ter ficado alguma esquecida a roer-nos o estômago! Estes cirurgiões…