Arquivo para Cozinhar

Mais ou menos uma vez por semana

Olá a todos!

Hoje este post é um pouco mais intimista…                                           :)                         Mais ou menos uma vez por semana, quem orienta as actividades do Alexandre não sou eu nem o pai, mas sim a “mana Celina” (este ano, desde Outubro, pois o ano passado este dia estava atribuído ao seu amigo “Bato” (namorado da mana Catarina). Com a mana Celina a tónica são as “aventuras” e pronto, tudo o que faz com ela é “uma aventura“, inclusivé, por exemplo, ir ao “Pavilhão do Conhecimento” ou simplesmente “inventar uma papinha”.

Foi uma solução que arranjámos e com a qual todos concordámos para conseguirmos coordenar trabalhos, estudos, actividades e acompanhamento do Alexandre em Ensino Doméstico, sem “stresses”!

Assim, nesse dia da semana, eu tenho umas horas da tarde (mais ou menos das 15h às 19h) e o Pedro um dia, para “o que nos aprouver”. Eu, pessoalmente, aproveito para estar um pouco mais de tempo a conversar com uma amiga, para ler calmamente num sítio calmo e acolhedor, para experimentar locais e actividades que me apetece experimentar, tais como uma massagem Abhyanga, por exemplo, que experimentei no outro dia e recomendo (eu experimentei aqui), para eu e o Pedro passarmos uns momentos a dois, quando podemos (também já experimentámos uma massagem que dão ao casal, ao mesmo tempo, experimentámos aqui), para ir tomar um chá a um local “de eleição”, para ir ao cinema, e muitas vezes, para fazer calmamente as compras da semana…

Num destes dias, fui ao cinema, ver o “Julie e Julia“, com a Meryl Streep. Ri-me imenso, ao mesmo tempo que me transmitiu alguma coisa que aproveito sempre para crescer. (Podem também ler aqui o que a Rute, do Publicar Para Partilhar, escreveu sobre o filme…).

E no final, depois de sair do cinema, fui presenteada com a inauguração das luzes de Natal do centro de Cascais (daquelas sincronicidades…): ia a passar e a ver a iluminação ainda não iluminada e de repente tudo se acende e oiço palmas de umas quantas pessoas concentradas na Praça 5 de Outubro, as que estavam para a inauguração! Foi uma surpresa gira…

Muitos beijinhos a todos e belos momentos de relaxamento e de alegria! Até para a semana, 24, Quarto Crescente…

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Caderno Verde

História dos Cavalinhos

“Era uma vez dois cavalinhos que andavam a subir uma montanha, a “Montanha Mãe” (isto porque, para contar a história ele fazia com que os cavalinhos subissem pelos meus braços). Os cavalinhos eram mãe e filho. O Filho pensava que a mãe era uma montanha e ia caindo, mas não caíu, porque a mãe o agarrou pela perna.

E depois encontraram uma pirâmide (uma pirâmide de cristal que está em cima do aparador na sala) muito diferente das outras todas, que tinha lá um botão que lançava esta grande coisa (a tampa quase esférica da garrafa de cristal).

O Cavalinho Filho subiu outra vez a pirâmide e caíu e foi parar a uma grande cidade que era só mar, mas conseguiu subir para uma ilha e saltou para fora outra vez.

Tentou outra vez, voltou a cair, agora para dentro de chocolate líquido. Foi assim que descobriu, pois não sabia, que havia ali uma fábrica de chocolates e dali conseguiu saltar para uma ilha de lego, construída por mim.

Andou, andou, andou ao pé coxinho ( e ele saltava ao pé coxinho) e conseguiu encontrar um barco que o conduziu até à “estação dos barcos” (aprendeu nesta altura que uma “estação de barcos” se chama um porto). Depois andaram a viajar ainda mais, ainda mais e terminaram à noite. Foram até à margem e dormiram num hotel de cavalinhos.

2º capítulo

O Cavalinho Mãe e o Cavalinho Filho resolveram fazer um piquenique. Então saíram do hotel onde tinham dormido e foram para casa fazer os convites para os seu amigos: tinham que fazer 82 convites! Tinham quase 100 amigos, faltavam… 18 amigos (foi ele que fez a conta, de cabeça.)!

E depois dos convites foram fazer uma comida vegetariana para levar para o piquenique. O filho fez bolo de chocolate como o que eu faço com a mana Catarina e a mãe fez aquelas batatinhas com tofú tão deliciosas, como tu fazes mamã… que ingredientes é que tu pões que ficam tão deliciosas? É para dizer à mãe do cavalinho… _ “barro tudo com massa de pimentão e alho, filhinho, são os ingredientes que tornam as batatinhas e o tofú assados no forno tão deliciosos!”.

Então o piquenique foi muito divertido, foram todos para uma floresta e depois apanharam o barco para ir para casa!”

Esta foi a história contada e encenada pelo Alexandre (eu também entrava no teatro, fazia de mãe do cavalinho) e ao mesmo tempo ia escrevendo tudo o que ele dizia no computador, numa das nossas tardes em homeschooling. Depois ele veio “ler” comigo o que eu tinha escrito, para que tudo ficasse devidamente registado.

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Projectos _ Os que começam por ser de uma forma e se transformam noutra

Olá a todos!

Hoje coloco aqui um excerto do  livro de John Holt e Pat Farenga, “Teach Your Own” que me fez um “clique”, porque cheguei a pensar em juntarmo-nos com pessoas interessadas e termos uma “escolinha” onde as crianças pudessem seguir os seus interesses na descoberta de como funciona este planeta     ;)       , e entretanto essa ideia desvaneceu-se um pouco, porque de facto não se foi concretizando nem se mostrou como a mais adequada para o Alexandre (e para todos nós, como família!) nesta altura. E senti isso reflectindo sobre o que é dito neste texto:

“During the late ’60s and and early ’70s I knew a number of groups of people who were starting their own school until after years of trying to get their local public schools to give them some kind of alternative. When they finally decided to make a school of their own, they had to persuade other parents to join them, reach some agreement on what the school would be like, find a place for it that the law would accept and that they could afford, get the okays of local fire, health, safety, etc., officials, get enough state approval so that their students would not be called truants, and find a teacher or teachers. above all, they had to raise money.

One day I was talking to a young mother who was just starting down this long road. she and a friend had decided that they couldn’t stand what the local schools were doing to children, and that the only thing to do was start their own. For many months they had been looking for parents, for space, for money, and had made almost no progress at all. Perhaps if I came up there and talked to a public meeting…

As we talked about this, I suddenly thought, is all this really necessary? I sad to her, “Look, do you really want to run a school? Or do you just want a decent situation for your own kids?” She answered without hesitation, “I want a decent situation for my own kids.” “In that case”, I sad, “Why go  through all this work and trouble _ meetings, buildings, inspectors, money? Why not take just your kids out of school and teach them at home? It can’t be any harder than what you are doing, and it might turn out to be a lot easier”. And so it soon proved to be _ a lot easier, a lot more fun.

In talking with young families like these, I found that what they most needed was support and ideas from other families who felt the same way. For this reason, I began publishing a small, bimonthly magazine called Growing Without Schooling, in which parents could write about their experiences teaching their children at home.  (…)”

E pronto! Por isto e tudo o que fomos lendo sobre o Unschooling, que nos fez todo o sentido, para além de o Alexandre dizer, volta e meia (quando se fala na palavra!), que não quer ir à escola, nos fomos familiarizando com a possibilidade de “matriculá-lo” em ensino doméstico.

Para a semana, dia 29, Quarto Crescente, vou escrever um pouco mais sobre “projectos”.  Até lá e uns belos dias para todos!

 

Caderno Verde

Eu sei que um dia…

“Eu sei que um dia vou ser um cozinheiro e fazer comida para muitas pessoas, para todos!” _ foi o que o Alexandre me disse, estávamos prontos para ir de viagem passar uma semaninha à terra da avó e a guardar em caixinhas arrozinho e seitan com natas (de soja!) que a avó tinha preparado para comermos em viagem.

Achei piada. Ele sempre gostou muito de “cozinhar” (mexer, misturar, adicionar, provar, dizer o que falta _mais um bocadinho de cacau, de açúcar, de sal, de salsa…).

Depois, já na casinha da terra da avó, voltámos a repetir a experiência do ano passado (o pão, as batatinhas assadas no forno de lenha com cebolas e pimentos,

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e este ano fizémos ainda um docinho, as famosas tigeladas de Abrantes que avó sabia a receita que costumam fazer aqui na terra dela, perto de Castelo Branco!):

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(estão lá ao fundo, as batatinhas…):

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E já regressados a casa, estava muito bem na sala e apeteceu-lhe fazer maionese (nós fazemos “maionese de leite de soja”    ;)     ) e lá fomos de corrida para a cozinha, os dois. “Lembras-te dos ingredientes, mãe?”, perguntou-me, “Eu só me lembro de dois… ah (!), de três” e dirigiu-se logo ao frigorífico buscar o leite de soja e depois acima da bancada buscar a garrafa do azeite e de novo à porta do frigorífico buscar o frasquinho da mostarda de Dijon (a única que usamos, que é a única que não tem açúcar refinado na composição…). Dos outros ingredientes lembrei-me eu.

Então, a receita da maionese de leite de soja:

Uma parte de leite de soja, uma parte de azeite, uma parte de óleo de girassol; um gole de vinagre de arroz (ou de cidra, ou de frutos), um dentinho muito pequenino de alho, uma pitada de sal marinho não refinado, uma colherinha de sobremesa de mostarda de Dijon. Mistura-se tudo num copo alto, com a varinha mágica até espessar um pouco… e já está!

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Leitura pelo Método Global

Boa tarde!

Um bocadinho de Métodos…

Pois lá enveredei pela pesquisa do aprender a ler pelo Método Global.

Já tinha ouvido o Robiyn falar que temos uma memória fotográfica mesmo para textos, ou seja, a nossa mente consegue apreender um texto só de olhar uns momentos para ele, a nossa mente é capaz de realizar prodígios inimagináveis, nós só estamos habituados a utilizar uma percentagem ínfima da capacidade do nosso cérebro. Em alguns textos sobre isto, li que só utilizamos habitualmente um décimo da capacidade do nosso cérebro, mas nos workshops do Robiyn ele diz-nos (e acabamos por comprovar isso mesmo) que a percentagem que habitualmente usamos é muitíssimo inferior.

Aprofundar tudo isto  só mesmo nos seus workshops, para mim, o Robiyn é o especialista em nos mostrar como começarmos, no próprio instante, a utilizarmos um pouco mais dessa capacidade não habitualmente utilizada.

Falei disto agora porque o Método Global aplicado à leitura assenta precisamente em algo do género, ou seja, as crianças não começam a aprender palavras e sílabas e como elas se juntam, mas têm contacto com um frase completa ou mesmo um texto completo, como se, ao olharem para textos completos que lhes digam algo, note-se, e ao ouvir alguém lê-los, e depois algumas frases em separado, fossem memorizando a forma escrita que nos transmite aquilo que correntemente ouvimos e falamos, até de repente associarem tudo e “desatarem a ler” qualquer coisa. E passam do global para o particular, do texto para a frase e para a palavra e só sepois conhecem as letras.

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Dizem que, na generalidade, com este método, as crianças demoram mais tempo a começar a ler, mas depois de repente começam a ler tudo. Não tenho experiência nessa área, embora a Catarina, quando começou com a escola primária estava numa escola oficial que era tipo uma escola piloto onde experimentavam a leitura pelo método global, onde só andou no 1º e no 2º ano, pois depois, por mudarmos de residência, mudou de escola. E como eu não estava na altura sensibilizada para estes assuntos, não me cheguei a aperceber do resultado deste método com ela, lembro-me que aprendeu a ler facilmente, que quando dei por mim ela já sabia ler, mas não me lembro de detalhes.

Hoje em dia, até pela internet, via e-mail, recebemos textos com uma série de palavras sem as vogais ou com caracteres estranhos no meio para nos apercebermos que o “nosso cérebro lê” mesmo assim o texto na íntegra. Quem não recebeu ainda um e-mail desses?

Continuando as minhas pesquisas descobri que, juntamente com outras características, a leitura pelo método global é utilizada pela “escola Moderna”. E também Décroly (médico e pedagogo belga) e Freinet (professor e pedagogo francês) o utilizaram. 

Para a semana, falarei mais um pouco do movimento da escola moderna e destes dois pedagogos, pois há detalhes interessantes nas suas abordagens.

Então até dia 27, Lua Nova! Um abraço a todos.

 

Caderno Verde

Nem só de comboios e pontes vive o homem

Pois!

Apesar das preferências irem para os transportes e as construções de grande porte, e através desses temas aprender muitas coisas, o pequeno também gosta de outras actividades, como por exemplo, COZINHAR.

Já o temos na página sobre este projecto a mexer o famoso bolo de chocolate vegan. E aqui, podemos vê-lo lá no campo, este ano, em Setembro, a ajudar a avó a fazer pão.

O que vale é que temos uma avó, que embora também viva na cidade, nasceu no campo e ainda tem lá a sua casinha, com uma cozinha e um forno numa “outra casinha”, como diz o Alexandre, cá fora.

Ora apreciem…

Já cozidinho...

Já cozidinho...

... e quentinhos!

... e quentinhos!

Nesse dia, também aproveitámos o aquecer do forno a lenha para fazermos batatinhas com cebolas e pimentos assados e seitan. Os vegetarianos comem coisas gostosas…

Ora espreitem!

As batatinhas (antes de irem para o forno)...

As batatinhas (antes de irem para o forno)...

O seitan...

O seitan...


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