Projecto

Sobre este projecto:  

  A Escola É Bela é um blogue semanal. Sai às Luas Novas, Quartos Crescentes, Luas Cheias e Quartos Minguantes (ver nota no primeiro artigo publicado a 14 de Outubro de 2008, Lua Cheia).
 
  A Escola É Bela é sobre as crianças de todas as idades (dos 0 aos 100 e tal anos), é sobre formas de       escolaridade “alternativas” (sobretudo o chamado   “homeschooling” ou “ensino doméstico”, porque somos   naturalmente autodidactas quando queremos saber sobre o que nos interessa), é sobre o que cada um gosta realmente de fazer, é sobre os talentos individuais e alguns temas relacionados com tudo isto.
 
  Queremos partilhar as nossas experiências como família que somos, o nosso crescimento, o que fomos sentindo e percebendo, de uma forma construtiva.
 
  Queremos ajudar a divulgar assuntos harmónicos, naturais, construtivos, inspirados, entusiastas, criativos, éticos, respeitando a Humanidade, Todos os Seres, o Planeta, Todos, Tudo.
 
  Este blogue deseja ser o mais interactivo possível e divulgar sempre as fontes onde fomos (nós e quem interagir) beber a informação. Deseja ser um blogue de serviço, onde toda a informação disponível possa servir um grande número de pessoas e resultar em benefício de todos.
 
  A ideia de escrever um blogue foi-me sugerida pelo Pedro, meu marido, porque sabe que eu gosto muito de escrever e porque queríamos partilhar as nossas vivências sobretudo na área da educação, que vivenciamos através dos nossos filhos, principalmente agora do nosso pequeno nascido em 2003.
 
  No início pensei em abordar vários temas regularmente, porque são vários os temas que nos interessam (partos naturais _ ou humanizados, como também são designados_, amamentação prolongada, formas de vida ditas “alternativas” e mais naturais e harmónicas, vegetarianismo, ambiente…). Também porque estão todos ligados entre si. No entanto, e também por sugestão do Pedro, optámos por incidir mais sobre a educação e as formas de escolaridade “alternativas” (principalmente o “homeschooling”, ou “ensino doméstico”, por ser o que mais nos atrai, actualmente).
 
  Esta decisão para este blogue, embora fale várias vezes sobre os outros temas afins, por estar tudo ligado, como já disse, e porque têm a ver connosco e com a forma como fomos “chegando” ao “homeschooling”, foi tomada com base em:
 
- ser o tema que actualmente mais pesquisamos e vamos tomando decisões, por termos um filho agora com 5 anos, em vias de “entrar para a escola primária”;
 
- ser, dos temas que nos interessam, o que menos é divulgado em Portugal.
 
  Sobre o vegetarianismo, por exemplo, já muita gente fala, já circulam revistas e existe um site espectacular do Centro Vegetariano que faz um óptimo trabalho.
 
  Sobre o ambiente, infelizmente muito pela “preocupação com o aquecimento global”, ou seja, movidos pelo medo em vez de pelo respeito, amor, ética, etc., já é “prato do dia” a divulgação “de massas”, acções desenvolvidas, pessoas dedicadas e empenhadas em que as coisas mudem e melhorem nesse sentido.
 
  Mesmo sobre os partos humanizados, incluindo o parto na água, já houve o I  Congresso Internacional  em Almada organizado pela Humpar (e até a revista Pais & Filhos, por exemplo, já publicou vários artigos).
 
  Também publicou artigos sobre escolas “alternativas”, algumas das quais subsistem através da lei que rege  o ensino doméstico em Portugal, ou seja, os “alunos” de algumas dessas escolas têm que ser matriculados na escola oficial da sua área de residência sob o regime do ensino doméstico e depois frequentam essas escolas cujos diferentes “métodos de ensino” não são “reconhecidos” pelo Ministério da Educação.
 
Mas não é ainda do conhecimento geral nem sequer a possibilidade do ensino doméstico em Portugal, nem o que isso significa ou possa vir a ser pensado pelos pais como uma possibilidade efectiva no desenvolvimento da educação dos seus filhos. Daí a nossa vontade de ajudar nesta divulgação.
 
  A primeira vez que ouvi falar da possibilidade de usufruirmos da lei que rege o ensino doméstico em Portugal, foi casualmente numa conversa em que uma amiga contava que conhecia um casal que vivia num navio e viajava pelo Mundo e cujos filhos estudavam então “por conta própria”, com a ajuda dos pais e iam a terra realizar os exames necessários para obter as respectivas certificações escolares.
 
  Mais tarde, quando começámos a pensar que não queríamos que o nosso filho frequentasse as escolas usuais (isto porque, após frequentarmos vários workshops do Robiyn, fomos despertando para formas mais naturais, harmónicas, éticas, de vida – ver a página sobre NÓS – e de entre muitos temas que abordámos nos workshops, um dos que sempre me chamou a atenção foi sobre a Educação. Tudo o que o Robiyn fala sobre a Educação faz eco em mim – uma explicação sumária, dada por ele, sobre este assunto faz parte integrante de um seu CD, delicioso(!), intitulado “Mais Além do Bem e do Mal, a Inocência”…), fomos pesquisando e tendo conhecimento de outros métodos de ensino, outras escolas já existentes, ainda sem saber muito bem o que fazer quando chegasse a altura em que ele tivesse 6 anos…
 
  Entretanto conhecemos a Natália (através da nossa amiga Vera), que se dedica e concretiza muitos projectos relacionados com a utilização de produtos naturais, essencialmente na área da puericultura, com a prática da amamentação prolongada, com os partos em casa, com as doulas, com o “Cosleeping” sobre o qual a entrevistaram para a revista Pais & Filhos, com passeios na Natureza para pais e filhos, com o ensino doméstico. Foi a Natália que me emprestou o primeiro livro do John Holt que li e a partir daí comprei e li outros dois livros dele. O verdadeiro espírito do “homeschooling” que ele praticou e tão bem comunica fez-me todo o sentido.
 
  000000672Bem… embora estas páginas iniciais e fixas deste blogue sejam um pouco informativas, explicativas, as publicações semanais serão mais simples, pessoais, intuitivas, afectivas, de partilha de vivências, sentimentos, afectos, dúvidas, pesquisas, desenvolvimentos que queremos também que com a vossa participação e ajuda possam ser alargadas a mais pessoas, multiplicadas, em benefício de todos. Penso também em propor umas pequenas acções que, dependendo da vossa adesão, poderão resultar para todos nós em pequenos “saltos de entendimento, compreensão e divulgação” em benefício de todos.
 
  Obrigada pela vossa interacção.
 
  Isabel de Matos

1 Resposta até agora »

  1. 1

    [...] que, na altura, até me arrepiava. Podem vê-la, está publicada no “A Escola É Bela”, aqui.A perigosa garganta da Boca do [...]


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