Mais um pouco de História e de histórias…

Caderno Verde

Mais um pouco de História e de histórias…

Já cá faltava um pouco de Descobrimentos.

Não é uma questão de falta de imaginação (já falámos deste jogo e destes livros de História de Portugal (que são 4), mas quando os “recursos” são bons e atractivos, há sempre um apetite de voltar a eles.

Daí que mais leituras, mais rotas, mais mapas, com um sotaque francês!

:)

E mais comida e mais cheirinhos para distinguir (as caixinhas têm mesmo o cheiro das especiarias lá dentro).

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E as histórias com História, pois se repararem bem, esta foi uma invenção da autoria do Alexandre sobre a “História da CP” desde 1800 e picos até ao ano 3000 (futurista, o rapaz).

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Entretanto desencantámos mais uns livros de História (que já eram do pai _ desencantámo-los em casa da avó), um sobre os Estados Unidos da América e outro sobre os Romanos, voltámos aos restantes (restantes para além dos dos Descobrimentos) de História de Portugal e aproveitámos um artigo de uma revista, sobre os Açores que o Alexandre gosta de saber quais são todas as ilhas do arquipélago (deste e de outros) e as suas características.

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O Poder da Terra, e as derivações

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O Poder da Terra, e as derivações

Já há mais de um mês que voltámos aos documentários. Volta e meia o Alexandre gosta de rever alguns dos documentários que já viu (e temos gravados). Para além de umas séries novas no Odisseia das quais falarei num próximo post, voltámos a rever esta série interessante, “Earth, the power of the planet”, que em Portugal denominaram “O Poder da Terra”. A série tem 5 episódios e nós tínhamos já visto e gravado 3:, um sobre o Gelo, outro sobre os Oceanos e um outro chamado Terra Dura.

Começámos por rever estes 3. Desta vez, quero aqui destacar algumas “derivações” do visionamento dos documentários. Foram elas:

– Começámos por rever o episódio sobre o Gelo e aí a meio do episódio chegou o nosso vizinho G., da idade do Alexandre e, que remédio, teve que acabar de ver o episódio connosco, pois o Alexandre não arredou pé de frente da televisão, nem para brincar com o seu amigo. Os episódios que passaram no canal Odisseia são em inglês, legendados em português, mas as legendas são tão “intensas”, cheias de conteúdo técnico e passam tão rápido, que eu lei-as em voz alta, enquanto vemos o episódio. O G. (que frequenta um “estabelecimento de ensino oficial”) tentou fazer o mesmo que eu, mas desistiu logo, pois nem metade conseguia ler (até eu me perco, muitas vezes não consigo lê-las à velocidade necessária e por forma que todos compreendamos e volto atrás na gravação). No final do episódio, disse-me o nosso vizinho: “Oh, Isabel, muito obrigada! Gostei mesmo de ver e saber estas coisas!”. Fiquei contente com este seu comentário final (mais em baixo já vos dou os links para poderem ver os episódios na net).

– Depois seguiu-se o episódio Terra Dura. O G. também apareceu quando estávamos a vê-lo (estes 3 primeiros vimo-los durante a semana ao final da tarde, antes de jantar, que coincide com o final das aulas do G. na escola e assim que chega e quando pode, vai logo lá a casa para estar um pouco com o Alexandre_ e connosco!). Então o Alexandre, logo perto do início do episódio, pede-me para pará-lo e diz ao seu amigo (este episódio avança com uma das hipóteses mais consistentes do “aparecimento da Terra”, da formação do planeta): ” Isto são apenas teorias, científicas, mas teorias. Às vezes comprovam-nas, outras substituem-nas por novas teorias. Já ouviste falar na Teoria de Ptolomeu? Dizia que eram os outros planetas que giravam à volta da Terra! E depois provou-se a seguir que não. E dantes também se pensava que a Terra era plana e depois descobriu-se que afinal é redonda e achatada nos pólos. São assim, as teorias e as descobertas científicas”.

Bem, fartei-me de rir com o tom de advertência com que ele disse aquilo ao amigo.

– Seguiu-se o episódio sobre os Oceanos. Vou aqui destacar uma parte que ambos (o Alexandre e eu) gostamos muito: logo perto do início, depois de mostrarem a fenda na Etiópia (provocada pelo deslocamento de placas tectónicas) que daqui a milhares de anos dará origem à separação do continente africano e ao surgimento de um “novo oceano” ali na zona, também mostram como o Mar Mediterrâneo (que depende da existência do Estreito de Gibraltar) ora tem sido mar ora deserto ao longo dos milhões de anos de existência da Terra e como a existência de umas minas de sal na Sicília o compravam, bem como ossos de pequenos elefantes (do tamanho de cabras) que apareceram na Sicília_ a ilha era uma parte mais alta do “deserto mediterrânico” que se manteve quando este voltou a ser mar! Vejam aqui, neste episódio sobre os Oceanos, do minuto 13 ao 23… Podem ver o episódio todo, é claro, é muito interessante!

– Bem, como já perceberam, entretanto descobrimos os episódios na net. Como disse acima, nós tínhamo-los visto e gravado, da primeira vez, no canal Odisseia, mas só “apanhámos” estes 3 acima referidos, na altura. E revíamos sempre estes três, quando voltava a vontade de relembrar certos pormenores. Entretanto eu tinha visto a série completa, em dvd, à venda na Fnac e estive quase, quase, para comprá-la, mas depois, num rasgo de economia doméstica, achei que conseguiríamos, estando com alguma atenção, voltar a “apanhar” a série no Odisseia e gravar os dois episódios que nos faltavam (um sobre os Vulcões e outro sobre a Atmosfera). Pois entretanto não voltámos a descobri-los na programação do Odisseia e desta vez, depois de revermos os 3 que tínhamos resolvi ver se dava para aceder aos episódios completos através da internet e encontrei logo os que nos faltavam. Vimos um legendado e outro dobrado em português do Brasil (há várias versões como podem perceber se pesquisarem pelo nome da série. Deixo-vos aqui mais um link, desta feita para o episódio sobre a Atmosfera do qual também adorámos a primeira parte (do minuto 2 ao 19) e não só, todos eles são interessantíssimos do início ao fim e aprendem-se imensas coisas (eu aprendi muitas coisas que não sabia!).

Algumas vezes, tenho chegado a casa e lá está o Alexandre a rever mais uma vez um dos episódios, sozinho, (os dobrados). Ele gosta de saber todos os pormenores e faz perguntas quando tem dúvidas e depois voltamos a ver para perceber melhor.

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Reunião de Condomínio

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Reunião de Condomínio

Hoje ia para começar a contar dos documentários sobre a Terra que temos andado a ver (a repetir uns episódios e a ver pela primeira vez dois episódios que nos faltavam).

No entanto, na Sexta passada participei na reunião (anual) de condomínio cá do prédio, que deu azo a uma bela conversa com o Alexandre e o nosso vizinho G. (da idade do Alexandre, que frequenta a nossa casa amiúde), no dia seguinte.

Primeiro comecei por contar-lhes que tinha vindo de lá geladinha (noite muito fria e sala de condomínio sem aquecimento e em condições precárias). O Alexandre já sabia dessa parte, pois esperou por mim (e não foi comigo à reunião precisamente por causa do frio). Até me tinha perguntado, quando eu voltei, sobre contas (quando lhe falei nas contas do condomínio), para perceber exatamente como funcionavam. Ele sabe que pagamos um x por mês “para o condomínio” e queria perceber em que se gastava, quais eram as despesas das partes comuns, etc., etc.

Depois, no dia a seguir, continuámos a conversa, pois para além das contas, queriam saber que mais se tratou por lá e interei-os, de entre outros dois assuntos, de um que lhes depertou alguma curiosidade: termos duas pessoas no edifício que já só se deslocam de cadeira de rodas e, como o nosso prédio é anterior à Lei das Acessibilidades, não possui qualquer rampa alternativa às escadas de entrada e acesso aos elevadores e cntão vamos ver se se resolve o problema criando umas rampas de acesso (têm que ser duas e, mediante o espaço disponível, não vai ser muito fácil…).

Ficaram não só interessados como com vontade de ajudar a “resolver o problema” e cheios de ideias.

:)

 

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Trocas de informação e o projeto da cidade subaquática no Japão

Vivam, bom dia!

Pois como é bom conetarmo-nos com pessoas com interesses afins! Neste caso do Ensino Doméstico e do unschooling, desde ter blogs a pertencer a grupos onde se partilham factos e informações sobre o tema e a trocarmos e-mails uns com os outros (e a encontrarmo-nos de vez em quando!). Um dos grandes benefícios é a troca de informação e de recursos. Vamos sabendo das características e interesses das diferentes crianças e quando deparamos com algo específico lembramo-nos “X deve gostar disto, deixa lá enviar a informação…”

Foi o que deve ter pensado a C. (obrigada!), quando me enviou a informação sobre a existência destes livros para “pequenos arquitetos”.

Ou a P., quando me enviou o link para a notícia da existência de um projeto para uma cidade subaquática no Japão que vou relatar aqui em baixo, no Caderno Verde.

Eu também remeto muita informação para vários amigos, ah, ah, mas não me lembro nem sei muitas vezes qual a que, especificamente, “deu frutos”.

Beijinhos e bela troca de informações para todos!

Isabel

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Projeto para uma cidade subaquática no Japão

Uma das “sessões” entre mãe e filho desta semana passou-se à volta da notícia deste projeto para uma cidade subaquática no Japão.

Já tinha recebido o link há quase um mês atrás, enviei-o para o meu e-mail d’A Escola É Bela (por uma questão de organização), informei o Alexandre de que havia uma notícia sobre esse projeto para vermos os dois e esperei que ele solicitasse vê-la. Esta semana disse-me, “Mãe, vamos ver o que me disseste sobre o projeto da cidade subaquática!”

E lá estivémos a ler e a ver o pequeno vídeo, o que depois deu azo a muitas novas “invenções urbanísticas” e muita conversa, pois entretanto apareceram a mana Catarina e o Bato e o Alexandre esteve a contar-lhes deste projetos e de vários outros pensados por ele.

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Idades… na História!

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Idades… na História!

 

“Mãe: quero saber as idades da História. O que se seguiu à Idade da Pedra e todas as outras.”

Então lá fomos nós estudar o assunto. O rapaz gosta de saber a ordem e a classificação que vamos dando aos acontecimentos e às coisas.

Pré-História: desde que o Homem “apareceu” à face da Terra até cerca de 4000 anos antes de Cristo (aparecimento da escrita). E dentro da Pré-História: o Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada (que o pequeno já conhecia, ele só queria mesmo era saber a sequência, porque já tem informação acerca das características de vários dos períodos históricos); o Neolítico ou Idade da Pedra Polida; a Idade dos Metais (Idade do Bronze e Idade do Ferro).

História: Idade Antiga (desde 4000 a.C. até 476 d.C. _ queda do Império Romano do Ocidente); Idade Média (desde 476 d. C. até 1453 _ queda do Império Romano do Oriente); Idade Moderna (de 1453 a 1789 _ Revolução Francesa); Idade Contemporânea (de 1789 até aos nossos dias).

 

Uma das razões de tal interesse na sequência é porque queria perceber a lógica dos nomes que démos a tais Idades e como se sucedia uma a outra. Um dos incentivos são alguns jogos que tem sobre Civilizações, mas também o interesse que sempre teve em como os países se foram organizando geograficamente e alterando fronteiras e antes deles, os Impérios (o seu interesse por mapas).

 

Uns dias depois, esteve ele a contar-me como trajavam os romanos.

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Curvatura Espaço-Tempo e Ano Luz

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Curvatura Espaço-Tempo e Ano-Luz

“Mãe, sabes o que é a Curvatura Espaço-Tempo”?

“Bem, filho…” _ eu a preparar-me como lhe haveria de responder, com exemplos? Mostrar esquemas na internet?

“Mãe, o espaço não é um vazio, tem muitas forças e em conjunto com o tempo. E ele curva-se ao redor de um planeta ou outra qualquer coisa no espaço. É essa a curvatura Espaço-Tempo.”

Bem, e eu a pensar que ele queria que eu lhe dissesse o que era a curvatura espaço-tempo…

Então, quando se seguiu a pergunta: “Mãe, o que é um ano-luz?”, eu já estava à espera que ele me soubesse dizer o que era, mas não estava à espera do que ele fez a seguir.

“Bem, um ano luz é a distância que a luz ou um objeto a mover-se à velocidade da luz percorre durante um ano” (o que eu estava então à espera que ele já soubesse).

“E agora vou dizer-te que distância é essa, é só fazer uns cálculos.”

E meia aparvalhada (porque eu sou assim, desculpem) pus-me a tentar seguir o seu raciocínio e contas. Como eram números grandes, ele foi buscar a máquina de calcular, e explicando mais ou menos o que estava a fazer: “Então, a velocidade da luz são 300.000.000 metros por segundo, vezes 60 segundos, vezes 60 minutos, vezes 24 horas, vezes 365 dias… dá isto: 9460800000 (vejo eu no écran da calculadora), com mais seis zeros à frente, que eu só usei 300 porque senão não aparecia aqui tudo no écran.”

“Diz lá outra vez?” _ pois que demorei a perceber o raciocínio.

Depois escreveu o número num papel com os zeros todos para tentarmos dizer aquilo em metros e logo a seguir em kilómetros: 9 460 800 000 000 000. “Nove mil quatrocentos e sessenta biliões… mãe! De metros. Nove biliões de kilómetros! Quase dez biliões.

Fui confirmar à net (o que nos traz sempre o problema de os sites brasileiros dizerem triliões em vez de biliões, porque para eles não há mil milhões, passam dos cem milhões para o bilião e nós não). E logo percebi que o pequeno tinha feito mesmo a conta certa, à primeira e rapidamente.

Porque me surpreendo? Quer dizer que eu não estou a par do que o meu filho “estuda”, acompanhando-o eu, uma vez que praticamos o Ensino Doméstico?

Bem, vou tentar explicar-vos o que, a meu ver, me acontece. Deve-se, penso eu, ao tipo de ensino que desenvolvemos que não é ensino, nem sequer ensino doméstico, a bem da verdade. É conhecido por unschooling. Nós apoiamos e ajudamos a desenvolver as matérias que vão surgindo e se desenrolando. Eu não estou presente em todos os acontecimentos do seu dia, pois este apoio familiar divide-se entre mim e o pai e entre as irmãs (mais velhas uns bons anitos). Mais ninguém regista o que se vai passando a não ser eu (exceção feita a algumas fotos que as irmãs tiram quando vão elas com ele aos museus, passeios, etc. ou a alguns desenhos/projetos que às vezes ele faz com elas e que assim aparecem “registados” e, às vezes, me vêm mostrar). Uma ou outra vez lá me contam, como quando a mana Celina e ele estiveram a observar precisamente a velocidade do som versus a velocidade da luz com os relâmpagos e o som do trovão que apareceu muito mais tarde. Por outro lado, ele já faz muitas pesquisas sozinho. Não faço ideia da quantidade de pesquisas que faz, da quantidade de vezes que vê mapas e mais mapas e trabalha com programas do género, faz medições percorre as fotos no tempo para ver a evolução das cidades no tempo e sei lá que mais. Quando estou com ele, às vezes vem mostrar-me algo novo que descobriu. Ou faz-me perguntas, como esta.

Se quiserem saber de onde partiu o seu interesse pela curvatura espaço-tempo, anos-luz e coisas que tais (eu perguntei-lhe), “Bem, _ respondeu-me_ foi num dos episódios do Doraemon que eu vejo com a mana Celina (ambos gostam muito). Eles explicaram e depois a mana esteve comigo a ver as definições de curvatura espaço-tempo, ano luz, gravidade e mais coisas. E agora eu estava a pensar nisso e lembrei-me de calcular o ano luz em kilómetros!”

Aqui, imagens da curvatura espaço-tempo.

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E um belo 2015 para todos!

Vivam! Feliz 2015!

Que tenham começado bem o ano e, mais importante (digo eu) que venham belos momentos ao longo de todo ele…

:)

Deixo-vos com umas fotos:

– De um pequeno passeio (almoço num chinês ao Martim Moniz e passeio pela Costa da Caparica a aproveitar um dia bonito)

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– Das “atuações” dos meus pequenos no Natal. No dia 24, a mana Catarina foi a Sr.ª Cozinheira, com peruca, uma barriguinha e tudo e o Alex o duende Tomás. Nunca se “desmancharam” durante toda a tarde e noite e sempre me chamaram de Dª Isabel (em vez de mãe). A mana Celina era uma rena. Fizeram uma pequena peça à noite, inventada por eles e cantaram, ainda. Fartei-me de rir com eles, o dia todo…

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No dia 25 o “teatro” teve mais um personagem, o Pai Natal (o Bato). A mana Catarina era agora a Mãe Natal, a mana Celina a rena Rodolfo e o Alexandre o duende Davenport,  duende das Ciências…

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DSC01234Voltaram a cantar!

:D

 

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DSC01238E uma festa de bolas de sabão!

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DSC01241Beijinhos a todos e um belo 2015!

Isabel

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