Talentos, Projectos e Concretizações

Bom dia  a todos!

No post anterior congratulei-me com o facto de “se estarem a acabar os tempos de uma só profissão”… 🙂

Hoje quero estender um pouco mais o assunto do fazermos o que gostamos, introduzindo a característica de, para além de gostarmos, sentirmos ser útil para o desenvolvimento do meio onde vivemos ou pura e simplesmente integrando-nos e contribuirmos para a harmonia do mesmo.

Em vários workshops que fiz com o Robiyn, trabalhámos, cada um dos participantes, isto mesmo, chegámos a fazer exercícios vários para percebermos todas estas nuances. Como trabalhámos também muitas outras coisas noutras áreas que para mim foram sendo as mais urgentes, no sentido de transformar e melhorar essas áreas da minha vida, esta ficou um pouco para uma outra fase e agora é que tenho andado mais à volta do assunto. Porque tenho feito muitas das coisas que gosto de fazer e agora estou um pouco a relacioná-las com o tal aspecto do contribuir para o desenvolvimento do nosso meio…

Assim,  reunindo vários “ingredientes” (o que gosto de fazer, o que sinto que posso contribuir), vou tendo novas perspectivas, que não vou ainda partilhar, porque ainda não está tudo bem claro para mim.

Quero no entanto partilhar, hoje, o link para um post da Ana Paula no Aprender Sem Escola, que para mim tem um pouco a ver com o que falei acima e que gostei muito de ler ( e de aprofundar clicando nos sítios para onde nos remete e que nos permite visualizar melhor esse projecto, aqui: Heroes e Camp Mohawk).

São projectos como este, realizados como este, que nos entusiasmam a realizar os nossos! E a actividade de pessoas como esta mãe, que contribui para um projecto que lhe interessou usando os seus talentos, que também nos inspira a agir dessa forma.

Tenho ainda que aproveitar a referência ao Aprender Sem Escola para vos dizer que este outro post da Paula é brilhante a elucidar-nos sobre as características da  escolaridade obrigatória (e das escolas em geral!). Quem ainda não leu, pode ler agora, está fantástico!

Um grande abraço a todos, até para a semana, dia 26, Lua Nova! Nesse dia vai começar um novo ciclo, pois está a chegar a Primavera, para mim, vai começar o ano e vou celebrá-lo aqui neste blogue!

 

Caderno Verde

Leitura (Aprender a ler “sozinho”)

Neste passado Sábado, o Alexandre quiz jogar um dos jogos que já lhe ofereceram há algum tempo e que ciclicamente lhe apetece jogar: o Lectron Traffic. 

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Quiz ir para cima da cama do nosso quarto (“É tão divertido jogar em cima da cama”, diz ele) e começámos a jogar. Na capa existe a indicação que o jogo se destina a crianças dos 7 aos 12 anos, por implicar, à partida, que a criança saiba ler, mas como é sobre todo o tipo de transportes, desde os 4 que se interessa por jogá-lo e vai apreendendo várias coisas.

Basicamente o jogo relaciona uma imagem com uma ou algumas palavras que identificam essa imagem, alguns termos técnicos relacionados com os vários tipos de transporte e as suas “componentes”, digamos; e tem dois eléctrodos que, colocados nos sítios certos (corresponder a imagem com a sua descrição) fazem acender uma brilhante luzinha verde (acresce ainda que ele adora a cor verde!).

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Nos primeiros tempos, aprendeu inúmeros termos técnicos (na área que tanto lhe desperta o interesse: os meios de transporte);

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hoje, demonstrou maior interesse pelas palavras e letras associadas à imagem que se tem que procurar e fez-se valer de um truque (que já descobriu há uns tempos) que é ir por tentativas colocando um eléctrodo em todos os pontos possíveis (enquanto o outro está fixo numa imagem) até perceber qual a descrição que lhe está associada. Quando a descobre, eu leio-lhe a descrição, ele reconhece uma letra ou outra e fica parado, parece-me que a associar algo.

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Neste dia também, já ao fim da tarde, estava eu a ler um guia fiscal do IRS (está a aproximar-se o ter de entregar a declaração e leio sempre antes sobre as alterações e “novidades”) e ele sentou-se ao pé de mim, encostado a mim, deitado sobre mim, com um dos seus livros sobre comboios, muito sossegado. De repente olhei e ele estava com o dedo a seguir as palavras do título de uma das páginas “O expresso do oriente”. Ele sabe o que está lá escrito, pois já conhece o livro de trás para a frente, por isso para mim, estava nitidamente a ver, passo a passo, quais eram as letras que compunham aquelas palavras e a segui-las, parte do processo de aprender a ler, sozinho.

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Não lhe disse nada, não comentei (muito a custo! A minha tendência é sempre perguntar, comentar, exteriorizar o que estou a pensar!), deixei-o silenciosamente na sua tarefa e voltei os olhos para o meu IRS com um sorriso nos lábios…

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5 Respostas so far »

  1. 1

    […] ao “aprender a ler sozinho”, que estão descritas no apontamento do Caderno Verde no post desta semana do “A Escola É […]

  2. 2

    Rute said,

    Bom dia Isabel,

    Obrigada pelos teus comentários no meu blog. São sempre enriquecedores.

    Respondi lá a algumas matérias e vim aqui responder a outras.

    Passei no Pés na Relva e li o artigo onde referes o Sugar Blues, fiquei deveras curiosa a respeito desse livro. Tenho assim um suave conhecido sobre os maleficios dos alimentos refinados mas, conhecimento profundo, não.

    Aqui em casa, já deixámos de comprar e consumir açúcar branco e sal refinado há alguns anos (3). Por norma, utilizo açúcar integral de cana e sal marinho integral. A farinha de trigo… vou misturando… integral com branca. Ainda não me deixei conquistar em pleno pela integral de trigo. Porém, no caso de outras farinhas, faço-as eu mesma, através do grão moido e transformado em farinha integral (centeio, aveia, cevada, etc…).

    Bom, mas as vezes também utilizo o açúcar amarelo, o mel, a geleia de milho, …

    Quanto ao forno solar, as últimas noticias que tive foi que a fábrica em Portugal tinha fechado e que os fornos estávam esgotados. No entanto, encontrei este site que ainda tinha 3 ou 4 em stock (isto há 1 ano atrás): http://www.girassolenergia.blogspot.com/

    Vou terminar por aqui para voltar à leitura do Papalagui.
    Beijokas.
    Rute

  3. 3

    isabeldematos said,

    Olá Rute, obrigada!
    Já voltei ao Publicar para Partilhar a ler as tuas respostas! 🙂
    Vou espreitar o site dos fornos solares…
    Beijinhos
    Isabel

  4. 4

    Rute said,

    Boa tarde Isabel,

    deixei-te um desafio no meu blog. Pássa lá para ver se aceitas.
    Beijokas.

  5. 5

    […] Escrevi um pouco sobre isto neste post, no Pés Na Relva. E também nos apontamentos do Caderno Verde aqui d’A Escola è Bela, neste e neste outro. […]


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