Projectos _ Os que começam por ser de uma forma e se transformam noutra

Olá a todos!

Hoje coloco aqui um excerto do  livro de John Holt e Pat Farenga, “Teach Your Own” que me fez um “clique”, porque cheguei a pensar em juntarmo-nos com pessoas interessadas e termos uma “escolinha” onde as crianças pudessem seguir os seus interesses na descoberta de como funciona este planeta     😉      , e entretanto essa ideia desvaneceu-se um pouco, porque de facto não se foi concretizando nem se mostrou como a mais adequada para o Alexandre (e para todos nós, como família!) nesta altura. E senti isso reflectindo sobre o que é dito neste texto:

“During the late ’60s and and early ’70s I knew a number of groups of people who were starting their own school until after years of trying to get their local public schools to give them some kind of alternative. When they finally decided to make a school of their own, they had to persuade other parents to join them, reach some agreement on what the school would be like, find a place for it that the law would accept and that they could afford, get the okays of local fire, health, safety, etc., officials, get enough state approval so that their students would not be called truants, and find a teacher or teachers. above all, they had to raise money.

One day I was talking to a young mother who was just starting down this long road. she and a friend had decided that they couldn’t stand what the local schools were doing to children, and that the only thing to do was start their own. For many months they had been looking for parents, for space, for money, and had made almost no progress at all. Perhaps if I came up there and talked to a public meeting…

As we talked about this, I suddenly thought, is all this really necessary? I sad to her, “Look, do you really want to run a school? Or do you just want a decent situation for your own kids?” She answered without hesitation, “I want a decent situation for my own kids.” “In that case”, I sad, “Why go  through all this work and trouble _ meetings, buildings, inspectors, money? Why not take just your kids out of school and teach them at home? It can’t be any harder than what you are doing, and it might turn out to be a lot easier”. And so it soon proved to be _ a lot easier, a lot more fun.

In talking with young families like these, I found that what they most needed was support and ideas from other families who felt the same way. For this reason, I began publishing a small, bimonthly magazine called Growing Without Schooling, in which parents could write about their experiences teaching their children at home.  (…)”

E pronto! Por isto e tudo o que fomos lendo sobre o Unschooling, que nos fez todo o sentido, para além de o Alexandre dizer, volta e meia (quando se fala na palavra!), que não quer ir à escola, nos fomos familiarizando com a possibilidade de “matriculá-lo” em ensino doméstico.

Para a semana, dia 29, Quarto Crescente, vou escrever um pouco mais sobre “projectos”.  Até lá e uns belos dias para todos!

 

Caderno Verde

Eu sei que um dia…

“Eu sei que um dia vou ser um cozinheiro e fazer comida para muitas pessoas, para todos!” _ foi o que o Alexandre me disse, estávamos prontos para ir de viagem passar uma semaninha à terra da avó e a guardar em caixinhas arrozinho e seitan com natas (de soja!) que a avó tinha preparado para comermos em viagem.

Achei piada. Ele sempre gostou muito de “cozinhar” (mexer, misturar, adicionar, provar, dizer o que falta _mais um bocadinho de cacau, de açúcar, de sal, de salsa…).

Depois, já na casinha da terra da avó, voltámos a repetir a experiência do ano passado (o pão, as batatinhas assadas no forno de lenha com cebolas e pimentos,

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e este ano fizémos ainda um docinho, as famosas tigeladas de Abrantes que avó sabia a receita que costumam fazer aqui na terra dela, perto de Castelo Branco!):

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(estão lá ao fundo, as batatinhas…):

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E já regressados a casa, estava muito bem na sala e apeteceu-lhe fazer maionese (nós fazemos “maionese de leite de soja”    😉    ) e lá fomos de corrida para a cozinha, os dois. “Lembras-te dos ingredientes, mãe?”, perguntou-me, “Eu só me lembro de dois… ah (!), de três” e dirigiu-se logo ao frigorífico buscar o leite de soja e depois acima da bancada buscar a garrafa do azeite e de novo à porta do frigorífico buscar o frasquinho da mostarda de Dijon (a única que usamos, que é a única que não tem açúcar refinado na composição…). Dos outros ingredientes lembrei-me eu.

Então, a receita da maionese de leite de soja:

Uma parte de leite de soja, uma parte de azeite, uma parte de óleo de girassol; um gole de vinagre de arroz (ou de cidra, ou de frutos), um dentinho muito pequenino de alho, uma pitada de sal marinho não refinado, uma colherinha de sobremesa de mostarda de Dijon. Mistura-se tudo num copo alto, com a varinha mágica até espessar um pouco… e já está!

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10 Respostas so far »

  1. 1

    Paula said,

    Ai que vontade de comer um desses pãezinhos ainda quentes!

  2. 2

    Ai, Paula, não é para te fazer pirraça, mas comemos mesmo pâezinhos quentinhos com a nossa manteiguinha de soja!
    O problema foi a tigelada (que é feita com ovos, leite (de soja) e açúcar (mascavado), uma pitada de canela e de raspa de laranja e só uma colherzinha de farinha diluída em água…), que eu e a minha sogra comemos um pouquinho dela quente e andámos a correr para a casa-de-banho!… 🙂 A tigelada não se pode comer quente…

    Depois conto mais, aqui ou no Pés Na Relva.

    Beijinhos para todos
    Isabel

  3. 3

    Paula said,

    Também tenho a mania de comer os doces enquanto quentes. As tigeladas devem ser bem boas; eu, pelo menos, adoro o sabor da canela e da laranja e só de pensar nisso já estou a ficar com água na boca!

  4. 4

    Uma dica a observar na confecção das tigeladas: a minha sogra colocou os recipientes de barro vazios no forno e assim que ficaram a escaldar puxou-os e então é que coloca o “líquido” lá para dentro, que fervilha logo e volta a colocar os recipientes no forno! As proporções: 6 ovos para meio litro de leite de soja e 200g de açúcar mascavado, raspa de laranja e canela q.b. e uma colher de chá de farinha diluída num pouquinho do leite.

    Beijinhos
    Isabel

  5. 5

    Ana said,

    Bom dia!
    Mto aconchegante esse fogão a lenha,vcs trabalhando massa de pão…mto bonito.
    Quanto à escola concordo c/ o q. fala.
    Penso q. a escola devia preparar o aluno p/ sobreviver de um trabalho…
    Gostei de seu blog!Parabéns.

    Ana.

  6. 6

    Olá Ana, obrigada pelo seu comentário.
    A nossa perspectiva quanto às escolas não é bem que elas preparem as crianças para que sobrevivam, com um trabalho, mas sim, e porque as escolas actualmente não o permitem, para que as crianças continuem a poder dar livre curso à sua aptidão natural para “aprender”, descobrir, realizar (o que se pode mais facilmente apoiar quando seguimos a modalidade, legal em Portugal, do ensino doméstico), e, nesse percurso, elas descobrirão actividades que gostam e podem mais tarde desenvolver como profissão, para além da óptica da sobrevivência, numa óptica de VIVÊNCIA (de Vida, de Felicidade)…
    Um grande abraço, e obrigada, de novo
    Isabel

  7. 7

    Rute said,

    Ai essas tijeladas menina!!!!

    Quem me dera ter um forninho a lenha desses.

    Obrigada pela receita da maionese de leite de soja 😉 Já tiveste a demonstração da bimby? Bjokas.

  8. 8

    Afinal ainda não… adiaram.

    Pois, o forno de lenha é só lá na terra! Temos que aproveitar quando lá vamos. O problema das tigeladas é levarem muitos ovos, só dá para muito de vez em quando… 🙂 Eu gosto, o Pedro também, mas nem o Alexandre nem a Catarina as comem, não gostam nada de coisas com ovo. A Celina come só um pouquinho, embora ela goste daqueles doces de ovos tipo “ovos moles”, mas as tigeladas não apreciou muito, deve ser da consistência (e porque não é o mesmo tipo de receita, claro…).

    Beijinhos, obrigada!
    Isabel

  9. 9

    […] em dia, pelo que transcrevi no post anterior e no de hoje, como Projecto a implementar, para além de, ou como complemento a, termos optado, […]

  10. 10

    Eugenio said,

    Eccomi qui ho scoperto il blog curiosando quae là, Grazie.


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