As crianças gostam de inventar os seus próprios jogos

Olá a todos!

Há dois dias atrás confirmei de novo mais esta especialidade das crianças: preferencialmente a jogar jogos “já inventados”, sobretudo jogar sob as regras já delineadas, as crianças gostam de inventar os seus próprios jogos ou as suas próprias regras (para o momento, porque no dia a seguir já não servem as regras do dia anterior, inventam outras ou modificam de alguma forma as do dia anterior).

A nossa tendência, é “ensinar-lhes” jogos já conhecidos e um sem número de regras que lhes são atribuídas, no lugar de deixar o espaço livre à criatividade e ao que apetece realmente “jogar” no momento.

Aconteceu-me outra vez há dois/três dias atrás:

O chão da nossa sala (corredor, cozinha, etc.) é daqueles mosaicos em quadrados relativamente grandinhos. Desde pequeno que, como muitas crianças a dada altura, o Alexandre gosta de seguir os quadrados, pisas este, não pisas aquele (muito pequeno ainda, num centro comercial a que vamos várias vezes, seguia as marcas laterais como se fossem “pistas de comboio” e só podíamos andar por ali, atrás dele           😉              .

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Depois já “ninguém podia” seguir essas “pistas”, eram reservadas a “comboios de verdade”, então cada vez que queríamos “atravessá-las”, tínhamos que parar, olhar para os dois lados e mesmo que não víssemos nenhum comboio a aproximar-se ele “via um”, “Esperem, agora ainda não… Já está, abre-se a cancela, podemos passar” _ há sempre pessoas que olham para nós a rir-se quando andamos no centro comercial, em fila, agarrados às camisolas uns dos outros a fazer de carruagens de um comboio familiar; também já aconteceu ao passarmos de umas praias a outras, no Algarve, num passadiço bem comprido e a pararmos em cada estação/apeadeiro, que eram as várias/muitas esplanadas ao longo do passadiço (a dada altura tivémos que transformar a nossa identidade de comboio regional para Tgv, ou só no dia seguinte é que chegaríamos à praia onde pretendíamos chegar         🙂              ); mas voltando ao centro comercial, que tem uns mosaicos giros e desenhando várias formas, depois dos “carris” também já usou outros caminhos bem engraçados para andar (os tais “só podemos andar pelos azuis”), saltar de “quadrado em quadrado”, etc.

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Desta vez, em nossa casa, começou uma brincadeira do género e o que me lembrei logo: do “jogo da macaca” (palavra que até pensei desenhar o jogo no chão, com uma caneta, tipo o pátio de algumas escolas, “deixa lá_ pensei _, a nossa sala não é uma comum sala de jantar/estar/de visitas, é mais uma sala multi-funções, lá faz-se de tudo, é a “nossa sala”, onde aproveitamos para estar todos juntos esteja cada um a fazer o que for (é escritório, sala de brinquedos, onde se vêem filmes, onde se come, onde se joga, onde se dorme (às vezes), onde se conversa, onde se ouve música, onde se canta, onde se decoram textos para audições, onde se toca música, onde se corre, onde se faz ginástica, tai-chi, yôga ou se ensaiam passos de ballet, onde se “montam tendas” tal acampamento, onde se colam papéis (até no tecto) com listas de coisas _ a última era a lista dos amigos que o Alexandre quiz convidar para a sua festa de aniversário, feita pelo pai e ele… enfim, ainda poderia prolongar muito mais esta lista das multifunções da “nossa sala”…), ora um desenho do jogo da macaca no chão da sala não seria nada por aí além!”).

Telefonei à Catarina, “Filha, lembras-te das regras do jogo da macaca, é que eu não me lembro (aliás, parece-me que nunca as soube, não era um jogo que eu habitualmete jogasse quando era miúda, jogava mais ao “do elástico”)?” Ela também não se lembrava bem, “tenho “lá na Cativar”, mas vai ver à net que encontras”…

E já ia pôr mãos à obra, quando o Alexandre (isto foi tudo num espaço de um ou dois minutos) demonstra que não está nada interessado em “aprender” o jogo da macaca (aliás, até me disse “Ah, esse jogo eu já aprendi quando era pequenino”, frase das que utiliza várias vezes para me dizer “não quero aprender nada disso, já sei… (mesmo que não saiba)” e começa a mostrar-me ele a mim “como se joga aquele jogo”: “Mãe, ficas neste quadrado ao lado do meu, agora saltamos um a um, agora saltamos um (dois a dois), agora neste rodamos (damos uma volta completa), agora saltamos “tipo rã”, agora pões as mãos assim para trás levantas o corpo e saltas para a frente, vês (?) é assim!”

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E muitas variações sala fora, corredor fora, para trás e para a frente, foi uma bela tarde de ginástica/jogo bem divertida (e que bem falta me fazia, fazer um pouco de exercício!).

Então percebi que teria desvirtuado tudo isto, caso me tivesse mantido na minha ideia inicial (o que vale é que ele não deixa!) de irmos “aprender” o jogo da macaca juntos e não teria sido de longe tão divertido! O que não significa que não venhamos mais tarde a saber (juntos ou individualmente) como se joga à macaca, assim que isso nos interessar genuinamente e não porque de repente achamos que será bom saber…

Beijinhos a todos, até para a semana, dia 13, Quarto Minguante. Belos jogos e brincadeiras!

Caderno Verde

Gosto por pintar

O Alexandre fez seis anitos há pouco tempo e um dos presentes que recebeu foi este muito simples para fazer um comboio em gesso (trazia o gesso e o molde) e depois pintá-lo:

DSC02095Engraçada a sua reacção quando viu o presente: “Um comboio para pintar, que bom, eu adoro pintar!”

Ele já tem pintado várias coisas e eu sabia que ele gostava de pintar, mas não sabia que gostava tanto, pois normalmente é a irmã que lhe sugere sempre “queres fazer uma pintura?” ou “vamos fazer um quadro para oferecer”, ou “vamos pintar uma tee-shirt para oferecer” no aniversário de uns e outros.

Mas desta vez vi que o gosto pela pintura é mesmo genuíno. No dia a seguir à festa, ainda cá estava o primo, meteram “mãos à obra”, gesso no molde, sempre a confirmar se já estava seco e já se podia pintar o comboizinho e, ao final do dia, pintura! Os dois, um de cada lado, um pinta a janela outro o “telhado” outro a chaminé, outro uma roda, outro outra… “et voilá!”:

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DSC01834Entretanto, passaram-se umas semaninhas e já cá está o primo outra vez, muita brincadeira, jogos, filmes, construções em lego, teatro (ir ao teatro, desta vez “Os Cinco Sentidos”, da Cativar), praia (Tróia e andar de ferry-boat, eram três, a vizinha e amiguinha também foi) e de novo, a pintura! (Como sempre, coordenada pela Catarina _ eu também gosto de pintura e de pintar com ele, mas como ela gosta muito, normalmente ela é que “gere” essa parte, guarda os materiais, etc., etc.).

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Duas telas pequeninas, uma para um outra para outro. O Alexandre pintou um teleférico para dar ao primo, o primo um comboio para dar ao Alexandre. Bonito… não é?

DSC02105DSC02104DSC02113DSC02108DSC02116DSC02114E no fim de oferecerem os quadros um ao outro, o primo quiz fazer também um desenho do quadro do teleférico que o Alexandre lhe ofereceu:

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15 Respostas so far »

  1. 1

    Patrícia said,

    “a dada altura tivémos que transformar a nossa identidade de comboio regional para Tgv, ou só no dia seguinte é que chegaríamos à praia onde pretendíamos chegar”

    Hehehehe… Já estou a imaginar!

    Também cá por casa é assim: de “comboio” do quarto para a casa de banho, da casa de banho para a cozinha, da cozinha para a sala… O “quim-boio” sempre a a funcionar!!!

    Isabel,

    quando quiser saber as regras da macaca é só perguntar.

    Ficaram muito giros, o “quim-boio” e os quadros!

    Beijinhos

  2. 2

    O.k., obrigada!
    Beijinhos 🙂

  3. 3

    Rute said,

    E eu a pensar que só a Carolina é que nos fazia passar “vergonhas” no shopping!

    Já vos estou a ver, todos, parados, à espera de ver passar o comboio dentro do centro comercial (ah ah ah).

    Adorei este post. Está o máximo! Como é que apenas com um chão de azulejos se fazem brincadeiras tão giras.

    Beijokas 🙂

  4. 4

    E imagina também lá nas praias, a parar quase em cada esplanada, como se fosse para entrar ou sair alguém, a apitar, etc., havia sempre que se risse (éramos umas seis carruagens! 😉 ).

    Beijinhos, obrigada! 🙂

  5. 5

    Patrícia said,

    “Como é que apenas com um chão de azulejos se fazem brincadeiras tão giras.”

    Rute,

    qual “chão de azulejos” qual quê… A minha filhota lembra-se de dizer: “Mãe, daça… daça (tradução: dança) e logo as duas, mãe e filha, começamos a dançar. É cada espectáculo para a vizinhança que nem vou conto.

    Já às dias lembrou-se de começar a dizer: “Chega… chega”, com as mãos na cintura e a chegar-se para a frente e depois andava para trás.

    Eu é que ainda não consegui lembrar-me da “muquica” (traduzindo: música), mas lá vou marcando o ritmo.

    Beijinhos

  6. 6

    valebom said,

    hehehehehe… já me fartei de rir com os vossos comboios 😉

    Lembrei dum filme, que gosto muito, com o Jack Nicholson “Melhor é Impossível”, no qual ele não pisava os azuleijos brancos do chão.

    Por acaso tinha reparado na lista de convidados no tecto da sala 😉

    beijocas
    Luísa

  7. 8

    Rute said,

    Ah sim, dançar também dançamos muito e em todo o lado.

    A Carol cada vez que entra numa loja tipo Bershkla é vê-la dançar como se estivesse numa discoteca. E a rapariga leva jeito! Não tivesse ela ido a uma despedida de solteira dentro da barriga da mãe, aos 7 meses de gestação, na qual, a mãe foi a última do grupo a parar de dançar.

    As coisas que tu nos fazes lembrar Isabel !

  8. 10

    natalia said,

    nossa eu não entendi nada mas achei legal

  9. 11

    amanda said,

    eu quero fazer jogos no cp

  10. 12

    beane said,

    nao indendi nada

  11. 13

    isli said,

    eu entro na escola parese que estou no pais das maravilhas porque a cada dia agente aprende um pouco mais esse um pouco mais me ajuda a passar de serie e passando,passando,passando e passando.Quando vou ver estou na faculdade e até mesmo trabalhando

  12. 14

    isli said,

    oi estou de novo como se coloca carinha

  13. 15

    […] Para terminar por hoje e a propósito da invenção de novos jogos inspirados noutros, deixo-vos aqui o link para um post mais antigo aqui do blog, “As crianças gostam de inventar os seus próprios jogos“. […]


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