Ábaco

Ao pai (Pedro) de vez em quando oferecem-lhe umas coisas… Lá nas suas lides da informática, tem um variado leque de clientes que às vezes lhe falam entusiasmadamente do seu trabalho e lhe oferecem livros, filmes e sei lá que mais.

Um dos primeiros deste género foi um realizador de cinema, português, Rui Goulart (apareceu em casa com umas curtas-metragens dele…); e também um escritor português, o Pedro Paixão (também já lá temos uns livros dele, que eu por acaso ainda não li, dei uma vista de olhos, são  romances “filosóficos”…).

Desta vez trouxe um ábaco.

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Ainda não sei o nome deste seu cliente que lhe deu o ábaco, apenas que está a escrever um livro, segundo o Pedro muito interessante, onde explica vários jogos didácticos com ábacos e que as crianças mesmo ainda pequenas, de 4 e 5 anos, fazem contas complicadas e rapidamente, utilizando os ábacos (depois actualizo-vos a informação, quando sair  o livro).

Comecei logo por dizer ao Pedro que é muito interessante, mas que os ábacos continuam a ser representações dos conceitos matemáticos e que é muito mais seguro as crianças começarem pelas experiências matemáticas concretas, a partir de objectos, acções e tudo o mais e depois acompanhar isso com a representação simbólica. Como o exemplo da “Matemática do Sumo de Laranja” (aqui e aqui, no Caderno Verde) ou do “Quem quer brinqueeeeedos? (neste e neste outro)”

“Está bem”, respondeu-me, “mas ele também gosta disto” e mostrou-me o que já tinham andado a experimentar, aliás, foi o Alexandre que me mostrou. Explicou-me: “Mãe, cada argola neste pauzinho vale cem,

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neste vale dez e neste vale um, queres ver?” Pôs só uma argola no pauzinho que vale cem e disse-me: “Assim são cem”

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(e mostrou-me  também o papel onde ele e o pai tinham escrito o número cem).

Ao lado estava outro papel, onde pelos vistos o Pedro tinha escrito uma data de números e ele tinha, um a um, representado no ábaco) .

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Depois desatou a encher os pauzinhos de argolas até lhe apetecer

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e depois mostrou-me: “Este número (ainda não soube dizer o número) são 6 vezes 100 (tinha colocado 6 argolinhas no “1º” pauzinho), mais 7 vezes 10 mais 6.”  Eu fui representando no papel o 676…

“Ah, filho, já percebi!” Já percebi que  de facto são rápidos a trabalhar mentalmente, os pequenos… E que, por outro lado, como ele faz muitas contas de cabeça nas suas tarefas ou brincadeiras (como as que falei acima, a de fazer sumo e a de andar a vender brinquedos e ainda as construções de Lego onde tem que andar a analisar o tamanho das peças _ costuma contar as “bolinhas”_ também no Caderno Verde deste post), talvez já não sejam assim tão desenraizadas as contas com o ábaco.

Sou um bocado apologista do “as coisas certas aparecem na hora certa e no lugar certo, da forma certa, etc., etc…”

Entretanto achei muita piada, pois ele e a nossa vizinha sua amiga já andavam a planear pintar o ábaco (assim não é tão apelativo     🙂         ), assim que chegasse de férias a mana Catarina (não adianta de nada eu dizer que também gosto de pintar, para ele a mana Catarina é que é a mestre das pinturas e dos trabalhos manuais e dos teatros, etc., etc. …). Pronto, depois veremos o ábaco pintado!

E bem, vou-me despedir hoje por umas semanas. “A Escola É Bela” não vai de férias, porque em ensino doméstico não há dessas férias, mas como vamos fazer umas “férias da internet” por uns tempos, não vai dar para colocar posts nas próximas fases da lua (é da forma que depois vou ter “matéria” para muitos posts…)

Beijinhos a todos, belos dias para vós e até breve, provavelmente até à próxima Lua Nova, dia 18 de Setembro.

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Caderno Verde

Outro tipo de “Construção”, em Plasticina

O Alexandre tanto gosta de inventar formas à maneira dele, como gosta de seguir instruções para executar algo. Chama a tudo de “construir”.

Como começou a seguir instruções de execução logo de pequeno a ajudar a irmã a montar os armários que comprámos no Ikea (tarefa que ele adora), e mesmo a executarem eles próprios as instruções (os projectos!!!), como no caso da construção da grande caixa de arrumação para os comboios (desenharam e fizeram contas, para que as medidas dos painéis que fomos comprar dessem certo… _ ver no Caderno Verde deste post), e depois passou para os jogos de construir pistas de comboio, de teleféricos, de montanhas russas, de cidades e a seguir para as construções em Lego e ao mesmo tempo pensava “vou fazer o projecto da fabrica de chocolates que vou construir”, “desenhava-o (ao “projecto”, aqui, no Caderno Verde), “seguia-o” e construía a “fábrica”, como tem tido este percurso, dizia eu, ao mesmo tempo que às vezes não lhe apetece seguir instrução nenhuma e imaginar tudo ao mesmo tempo que “constrói”, desta vez também resolveu seguir um projecto deste livro

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para “construir”, dizia ele, “este caracol”.

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Não tardou em desmanchar tudo e brincar com a plasticina de outras maneiras…                 😉

Massinhas…

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