O Verão…

O Verão está quase a dar lugar ao Outono…

Então, para falarmos um bocadinho dele, do Verão, neste tema geral que é o ensino doméstico, vou referenciar um post da Paula do Aprender Sem Escola, exactamente intitulado “O Verão faz mal ao cérebro dos miúdos?“; uma resposta a algo que se insinua algumas vezes nas escolas, que as crianças nas férias desaprendem o que aprenderam…

Pelo contrário, de facto. Para todos os efeitos, não só no Verão, mas em todos os momentos em que dão livre curso aos seus interesses e motivações e aprendem naturalmente.

Comentei assim este post que acabei de referir, porque acabávamos de chegar de um passeio mais prolongado (de uma semana) e vinha mesmo a propósito:

Também achei engraçada esta história, pois ainda esta semana pensei nisto: nós no Verão e nas férias acabamos por fazer muitas coisas divertidas, muitos mais passeios, muitas mais oportunidades de aprender com o mundo à nossa volta, também porque, como eu e o pai trabalhamos, nas férias temos mais tempo e disponibilidade para nos deslocarmos um pouco mais longe e proporcionar mais momentos destes (para além de que o tempo no Verão é mais convidativo a passeios…).

Ainda esta semana, passámo-la na zona de Alcobaça e só em 6 dias, para além da praia e de momentos também em casa (no campo) à volta de várias tarefas, ainda fomos visitar uma fábrica de vidro e saber algumas coisas de como é feito o vidro, vendo fazer (visitámos também o Museu do Vidro), na Marinha Grande, fomos às grutas de Mira de Aire (e no final o Alexandre interessou-se sobre vários tipos de pedras que estavam em exposição e lemos-lhe o que dizia lá sobre a sua formação (formação das rochas), fizémos um piquenique com amigos (mais duas famílias com crianças de várias idades (ao todo eram 5 crianças, a contar com o Alexandre, divertiram-se muito), perto de um moinho que andaram lá por dentro a “explorar” e sei lá que mais! Depois ponho posts no Pés Na Relva e n’A Escola É Bela…

Sinto sempre ser mais fácil partir do que se vê para depois aprofundarmos mais cada assunto em livros, na internet, etc., do que quando de repente vem uma pergunta e nós respondemos ou vamos ver em livros ou na internet e temos que deixar para depois ir ver algo sobre isso “lá fora”, porque na altura não dá para nos deslocarmos a um sítio onde se possa ver como essas coisas acontecem (ir perto de um vulcão, por exemplo). Mais tarde, já a pergunta “actual” é outra e não essa!…

E sim, já coloquei num post no Pés Na Relva, uma das visitas que fizémos nessa semana, sob o título “Como se “faz vidro” e objectos de vidro“.

E agora aqui no Caderno Verde vou escrever mais um pouco sobre essa semana.

Um abraço e bela semana para todos, até dia 26, Quarto Crescente… e já Outono!

x

Caderno Verde

Grutas de Mira de Aire

O Pedro perguntava ao Alexandre se queria ir ver umas cavernas                           🙂

Ele dizia que sim…

Então aproveitámos um dia em que combinámos um piquenique com amigos (na reserva de Porto de Mós, éramos seis adultos, duas jovens e cinco crianças)

DSC02272DSC02273DSC02274

e fomos juntos, depois do piquenique, às grutas de Mira de Aire.

DSC02278

DSC02279Estava muito calor cá fora, visitar as grutas soube mesmo bem…

DSC02280O Alexandre que enjoa um bocado quando anda de carro em estradas com mais curvas, no início teve umas dores de barriga que não o deixaram aproveitar bem o início da visita, mas “milagrosamente” resolvi levá-lo ao colo aninhado como aos bebés e a dor passou-lhe instantaneamente (o que não acontecera em nenhuma outra posição em que ia ao colo antes de eu ter dado ouvidos a essa minha “intuição”); passou do desconforto inicial a entregar-se por completo ao passeio nas grutas.

DSC02283As estalactites!

DSC02289Estas parecem autênticas franjas…

DSC02293E esta parte aqui lembra-me a nossa garganta, não sei porquê!                      🙂

DSC02294

DSC02296

DSC02297Na parte final, à saída da gruta, estão em exposição algumas pedras. O Alexandre quiz que lhe lêssemos lá na altura esta informação sobre o ciclo das rochas e fazia perguntas (ficou com vontade de ir ver os vulcões!)

DSC02304Também apreciou os vários tipos de pedras…

DSC02305

DSC02306Foi uma iniciação à geologia, com o tempo aprofundaremos mais…

DSC02307Engraçado que quando eu andava na 3ª classe de então, tinha os meus 9 anitos (eu sou das que faz anos logo no início do ano, em Fevereiro…), participei numa visita de estudo proporcionada pela escola em que fiz precisamente esta “volta”, que agora acabámos de fazer: ver uma fábrica de vidro na Marinha Grande, visitar as grutas (as que fui na altura não foram estas de Mira de Aire, mas às de Santo António) e visitar, ainda, o Mosteiro da Batalha (ao qual não fomos desta vez), mas percebi que me ficaram na memória, desde então, muitas das coisas que os respectivos guias às visitas explicaram na altura, como se agora relembrasse tudo “a 100 à hora”…       🙂

Sendo que o mais engraçado foi não ter sido nada programado e só depois é que fiz esta associação com essa minha “visita de estudo” (ou melhor, “excursão”, que na altura era o que lhe chamávamos…) de há trinta e cinco anos atrás. Para além de que o Pedro também se lembrou de ter feito em pequeno “uma volta” igual.

E foi um gosto ver o interesse do Alexandre… esse dia das grutas foi um dia muito bem passado ainda com a benesse de ser partilhado com amigos com quem nem sempre temos a oportunidade de estar. Obrigada a todos!

Anúncios

2 Respostas so far »

  1. 1

    valedegil said,

    Mas que bela visita, eu também visitei essas grutas quando era miúda (mas com os meus pais e não com a escola). E também concordo que as férias são períodos especiais, em que, pela maior disponibilidade de todos, há oportunidades incríveis para aprender imenso! E por acaso também acabo de escrever sobre isto no Pés na Relva!

  2. 2

    Olá Vale de Gil, também já vi que escreveste sobre isso no Pés Na Relva! Ia comentar lá… 😉 Eu penso que isto acontece, porque nas “férias dos pais”, uma vez que ainda estamos organizados desta maneira (pelo menos um dos pais trabalha segundo um horário menos flexível), os pais têm mais disponibilidade para se deslocarem a lugares diferentes dos que habitualmente frequentamos, o que cria novas oportunidades para ver e assimilar coisas diferentes.

    Obrigada pelo comentário. Muitos beijinhos
    Isabel


Comment RSS · TrackBack URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: