Para quem se vê só e todo o dia com os filhos

Olá a todos!

Como, em grupo (entre homeschoolers), temos falado algumas vezes nas dificuldades acrescidas quando é apenas um dos pais a cuidar do(s) filho(s) sozinho praticamente durante todo o dia, sinto que talvez seja útil e interessante estes exemplos dados no livro “Teach Your Own” de John Holt & Pat Farenga, no capítulo “Politics of Unschooling” e no subcapítulo “Unschooling and the Single Parent”.

Nesse subcapítulo estão excertos das cartas de três pessoas que escreveram para a “Grow Without School” (revista implementada e dinamizada por John Holt) contando a sua experiência.

Um caso em que um homem, vivendo sozinho, adoptou uma criança e praticam o ensino doméstico, onde conta como coincilia o seu trabalho, que é maioritariamente desenvolvido a partir de casa, com o homeschooling; o caso de uma mãe homeschooler que conta como sentiu necessidade de se sentir bem com ela própria e de como conseguiu “criar” algum tempo para si própria, para se sentir em condições de, no resto do tempo, estar presente e serena em conjunto com os filhos; e este caso, que vou transcrever, de uma mãe que ficou viúva bem cedo e como teve êxito a resolver esse facto inicial em que se viu sozinha com a filha, de três anos:

“Christine Willard, whose husband died when their daughter was three, wrote about the isolation and financial stress she feels as a single mom, and how she is successfully working through these issues:

As a mother and a daughter, we are the absolute minimum family group, and sometimes it is rather claustrophobic. We are always with each other. On the other hand, we have simply had to learn to get along with each other. Issues can’t go unresolved, because all we have is each other and we just have to be able to find common ground…

As my daughter grows up, she is branching out to other adults for relationships. She has always loved horses. After we moved, we were able to find a ranch where she could take lessons. She often wanted to spend time just hanging around the ranch, and we gradually got to know everyone who keeps a horse or take lessons there. She became friendly with the ranch manager and helped him feed all the horses. Then one day, a rather neglected old mare needed a home, and since we needed a pony, we found each other.

Having a horse has been a wonderful experience for us. It gives us a focus other than each other, and we have made many friends who share this interest.”

Nós cá em casa somos muitos, isto é, somos uma família grande, então este tipo de situação não se nos tem posto. Daí que quando falamos deste tipo de situações, com amigos também dando os primeiros passos no ensino doméstico, embora sinta que também em famílias normalmente designadas por monoparentais ou mesmo nas famílias onde apenas um dos pais fica a maior parte do tempo com os filhos o ensino doméstico é possível e pode também ser muito rico, não tenho como falar por experiência própria. Como há noutros países, como nos EUA e no Reino Unido, uma maior quantidade de famílias a praticar Homescholling e Unschooling e já longos anos de experiência, porque não aproveitarmos e ouvirmos e reflectirmos sobre os muitos casos diferentes, uma multiplicidade de experiências, podendo, a partir daí, surgir-nos ideias para resolver com sucesso as particularidades que vão surgindo a cada família?

Belas leituras para todos e belos momentos de reflexão e belas soluções! Até para a semana, dia 2 de Novembro, Lua Cheia!

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Caderno Verde

O que chamo de Geografia Aplicada

A dada altura nas férias passadas, tivémos que dar um pulinho à Guarda.

Aproveitámos para ir visitar de novo Monsanto (já lá tínhamos ido há uns anitos atrás _ coloquei fotos neste post, na parte do Caderno Verde) e depois dirigimo-nos à Guarda.

Enquanto esperávamos pelos nossos acompanhantes de viagem que tinham por lá um assunto para resolver, fomos dar um passeio pelo centro histórico.

DSC02426DSC02429DSC02430E bem, esta foto é um exemplo de como muitas vezes a Geografia anda de mão dada com a História:

DSC02431Ao Alexandre, enquanto lhe falávamos de  reis e de como antigamente houve reis em Portugal, saltou-lhe logo à vista que o “rei” usava uma espada (dá um bocado de trabalho explicar a uma criança que desde cedo não tem contacto com filmes ou desenhos animados com pistolas ou espadas, que não sabe quem é o homem-aranha (falo neste, porque por exemplo, dois dos meus sobrinhos um pouco mais velhos que o Alexandre, aos 3-4 anos só queriam “saber de coisas do homem-aranha”…), que não tem tido brinquedos bélicos (fez seis anos no Verão) nem nunca nos pediu para os comprarmos _  até este ano agora, que, encantado com nave espaciais, lhe foi oferecida uma em peças de lego para ser construída, o que ele adora, e que, bem, é uma réplica de uma das naves do Starwars; daí ele ter reconhecido a espada, que os bonecos réplica dos personagens do starwars e que vinham com o kit da nave, usam_ dizia eu, deu um certo trabalho explicar que os reis promoviam e entravam em batalhas, que usavam espadas, tentando manter uma imagem mais construtiva dos nossos reis, quando ele próprio reconhece e diz das cenas de espadas e lutas _ e mesmo de cenas de discussões que eventualmente assista entre as pessoas de hoje em dia _ que “não são lindas”, é a expressão que usa).

Bem, foi o seu primeiro contacto com a História e o seu enésimo com a Geografia que eu chamo de Aplicada, isto é, aquela que nos faz sentido, que é a observação directa de vários locais, características geográficas, para depois falarmos de outros e irmos extrapolando, ou vendo fotos, caso não possamos lá ir, aproveitando o seu interesse, desde muito cedo, pelo globo terrestre (aqui, no Caderno Verde).

Ainda estas fotos:DSC02432DSC02433DSC02434

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4 Respostas so far »

  1. 1

    Ahahah, essa das espadas fez-me lembrar as minhas filhas, que há 2 ou 3 dias vieram ter comigo com um ar intrigado a perguntar “Mamã, o que são cigarros?” Sinais dos tempos! Ainda mal me tinha dado conta como o banir do tabaco foi tão longe: dos filmes, dos desenhos animados, dos anúncios, dos cafés e dos restaurantes!
    De resto, também somos grandes adeptos da “geografia aplicada”. Eu ando sempre com mapas no carro e até imprimi um de Portugal inteiro numa folha A4, onde assinalei as principais cidades e rios por que passamos nas viagens que fazemos com mais frequência (férias – Aljezur, Porto, Braga, Coimbra, Lisboa, Zamora, Sanabria, etc.) assim como os locais onde vivem avós, tios e primos com quem nos damos mais. A M. gosta muito de ir a seguir o mapa.

  2. 2

    meninheira said,

    Que cidade tao bonita!
    Na casa nao mercamos tampouco brinquedos de guerra, mas ja têm tido globos-espada 😉

    beijinhosssssssssss

  3. 3

    Meninheira!!! Há quanto tempo não te “via” por aqui… ; Obrigada!

    Ana, essa dos cigarros também é boa. É verdade, o Alexandre também há pouco tempo se apercebeu da existência dos cigarros e porque quem vem cá a casa e fuma nós pedimos para irem fumar lá para baixo (para a porta do prédio, mesmo, nem na varanda deixamos…) e um dia ela viu um amigo de uma das irmãs a fumar no nosso andar (dentro do prédio, portanto), e foi quando foi a correr fazer aquele desenho de proibido fumar que eu coloquei uma vez num post já não sei se aqui se no Pés Na Relva. E digo-te, para mim foi um alívio quando deixaram de fumar dentro dos restaurantes e cafés (não é que eu frequente muito, mas quando frequentava incomodava-me imenso estar a comer e sentir o fumo e o cheiro).

    O Alexandre também se interessa muito por mapas. Também quer sempre consultá-los quando vamos de viagem. De facto, a quantidade de coisas interessantes que podemos fazer a partir do que realmente lhes interessa!!! Estou a gostar muito de, desde que nos aventurámos no ensino doméstico, observar este tipo de coisas, como a partir de algo que lhes agrada lhes surgem interesses por determinadas matérias e tudo de vai ligando e desenvolvendo. Ainda há pouco tive outra surpresa, vou depois colocar um post no Pés Na Relva sobre isso, em relação a como ele está a dar os primeiros passos a juntar as letras (apesar de já conhecer as suas preferências, não me tinha ocorrido… 🙂 ).

    Beijinhos e obrigada pelo comentário (Ana e Meninheira)

  4. 4

    […] A primeirissima abordagem à História de portugal ocorreu há uns anitos (em 2009, tinha o Alexandre 6 anos), quando visitámos a Guarda e o Alexandre perguntou de quem era a estátua em frente à igreja e o que era uma espada (ver neste post, na parte do Caderno Verde). […]


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