Link para um artigo_ Unschooling

Olá a todos!

Já há bastante tempo que ando para colocar aqui este link para este artigo , “A escola da Vida: unschoolers canadenses”, que a Paula colocou já há tempos no seu blog “Aprender Sem Escola“. Isto porque na altura, ao lê-lo, para além de tudo o mais que partilha, achei muita graça à frase dita pela mãe unschooler “Nós levantamo-nos quando acabamos de dormir e deitamo-nos quando temos sono”.

Tem todo o sentido e faz-nos pensar nos horários para tudo que raras vezes são consonantes com o nosso bioritmo.

Aqui em casa não fazemos isso, ou melhor, eu, que tenho um trabalho “por conta de outrém”, com um horário a cumprir, não posso dizer que me levanto quando acabo de dormir e me deito quando tenho sono…, embora tenha já melhorado muito isso e hoje em dia, quase todos os dias, tenho umas muito satisfatórias horas de sono e tenha adoptado um horário que muito me satisfaz.

Mas o resto da malta cá de casa pratica algo parecido com o que diz esta mãe canadense, incluindo o Alexandre que, como se deita com a ajuda de uns e se levanta com a de outros, pratica literalmente o ir deitar-se quando tem sono (ou depois de adormecer, algumas vezes, nos meus braços) e o levantar-se quando acorda já sem sono algum. Tem fases em que se deita um pouco “tarde” e acorda um pouco “tarde”, mas a maior parte das vezes acorda pelas oito da manhã e gosta sempre de “construir um pouco com os seus legos” antes de iniciar qualquer outra actividade ou de sairmos para um passeio, seja dia da semana seja fim-de-semana.

Sei que à maioria das pessoas custa muito entender isto do sem horário (ou do “sem regras”_ ainda pior!). As pessoas tendem a ter medo do “fazer-se o que se quer e quando se quer”, tendem a associar isso com libertinagem e com irresponsabilidade. Eu compreendo que assim seja, são anos e anos de “lavagem cerebral” sofrida quanto ao cumprimento de obrigações, disciplina e mais disciplina, regras para tudo, horários para tudo, espartilhos por todo o lado. Eu própria sofro dessa “lavagem” e tento minimizá-la o máximo para os meus filhos. Porque sinto que todo esse apertado espartilho não nos levou a lado nenhum, muito pelo contrário, por mais que ainda o queiramos defender com unhas e dentes.

Responsabilidade é uma outra coisa, bem como amor e liberdade.

Já gora, aproveito para “linkar” um outro artigo da Paula, onde gostei muito desta última resposta à entrevista feita a uma unschooler agora adulta:

“Não deixem que um rótulo vos defina. O rótulo do unschooling pode libertar… ou limitar. Em vez de abraçarem um rótulo, abracem a maneira como se querem sentir – felizes, conectados, aventureiros? Focalizem nessas coisas e deixem a confiança, liberdade e compaixão ser os vossos guias.”

Beijinhos para todos e belos dias abraçados à maneira como nos queremos sentir!    🙂

Isabel

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Caderno Verde

Variações sobre um tema _ Passeios

Neste Inverno não démos muito passeios ou pelo menos não tantos como nos anos anteriores. Mas sempre damos alguns que acrescentam sempre algo às nossas vidas e que merecem um apontamento aqui no Caderno Verde, onde já algum tempo não falamos de passeios.

Quando fomos a este, em Lisboa, íamos para fazer o cruzeiro no Tejo (porque o Alexandre gosta muito de andar de barco e era para ser algo diferente da travessia para a outra banda ou da travessia para Tróia que é o que fazemos mais vezes quando ele quer andar de barco), não sabíamos que estes cruzeiros só começavam em Abril.

Recolhemos a informação que pudémos para um dia concretizarmos o passeio e ao olhar para a saída do metro ao lado, resolvemos deixar o carro estacionado onde estava e ir dar um passeio de metro que é outro transporte que ele adora andar.

O Alexandre e o pai consultam sempre o mapa do metro (o Alexandre gosta também muito de mapas), para saber quais as linhas que nos levarão do ponto de partida ao destino escolhido:

E a “construção”, em peças de Lego, deste autocarro, também foi produto deste passeio, depois de ter visto um parecido, em Lisboa:

Também fomos, relativamente há pouco tempo, “subir à Peninha”,(com direito a passeio pela serra)

onde reiterámos o gosto que o pequeno tem por subir montes e visitar monumentos e castelos (dali lembrámo-nos do Castelo dos Mouros, também em Sintra, onde fomos depois no fim-de-semana seguinte

e que se revelou uma “aula” de primeira, como podem ler no post que escrevi no Pés Na Relva.)

E já entrados na Primavera e desta vez a um dia de semana, pai e filho e irmã e amigo e amiga e vizinha foram ter comigo à minha hora de saída do trabalho e estando um belo dia de sol, fomos fazer um piquenique ao “parque Marechal Carmona” em Cascais.

(este parque tem, sim, galos e pavões à solta…)

Eu preparara alguma comida no dia anterior, entre ela uns ovos cozidos que iam servir a este “Jogo do Ovo na Colher“, que ele viu um dia num episódio dos “Hoobs” e que já tinha experimentado no dia que fomos à Peninha, pois antes do passeio estivémos com umas crianças da idade dele, filhos de um cliente do pai e enquanto esperávamos que o pai instalasse alguma coisa num computador o Alexandre sugeriu jogarem o jogo do ovo na colher, mas como a mãe não tinha ovos cozidos improvisaram colocando pequenos brinqudos numa colher (porta-chaves, etc.), o que não é bem a mesma coisa… daí que desta vez, sim, antes de comermos e irem brincar para o parque infantil, jogou-se o jogo do ovo na colher!

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6 Respostas so far »

  1. 1

    Carla said,

    Vocês são de facto uma família muito bonita e inspiradora! Obrigada 😉

  2. 2

    Orvalho said,

    Olá, querida
    Estive passeando na roça (campo) e me deparo com o seu post sobre viagens…
    O Cruzeiro se vai daqui e fica aí até agosto (pelo que sei)… pois retorna por aqui em setembro…
    É uma delícia de viagem…
    Descansar a mente é bom demais e o corpo agradece…
    Bjs de paz e excelente semana pra vc.

  3. 3

    Flora Maria said,

    Seu filho é mesmo um garoto muito especial, cheio de curiosidade e muito feliz com a vida que tem !
    Esse “não ter hora para nada”, costuma ser muito criticado, mas eu também vivo assim. Se a cada dia temos mais ou menos sono, mais ou menos fome, porque temos que fazer tudo sempre igual, na mesma hora e lugar ?

    Parabéns pela forma de criar seu filho. Se eu fosse jovem hoje, gostaria de agir assim também. Meu filho teve muita dificuldade em se adaptar à escola, estando muito adiante do que lhe ensinavam e eu e meu marido ficávamos pensando se ele poderia ser ensinado em casa, mas naquele tempo (ele nasceu em 1974) não era possível. E acredito que nem hoje, pelas leis do Brasil.

    Beijo

  4. 4

    Bom dia, meninas! Obrigada pelos vossos comentários!

    Carla, nós somos uma família como muitas outras hoje em dia, cada uma tem as suas especifidades e a nossa intenção ao partilhar como vamos encontrando algumas soluções para fazermos as coisas como sentirmos ser o melhor para todos os envolvidos é mesmo poder inspirar algumas outras pessoas que se sintam ligadas de alguma forma ao tipo de coisas que partilhamos, pois ao lermos o que outras famílias também partilham noutros blogs também nos sentimos inspirados e há pessoas que têm ideias muito boas que também nos ajudam a encontrar as soluções que melhor se adequam a nós!

    Orvalho, estes cruzeiros no Tejo, são uns mini-cruzeirinhos mesmo só aqui pelo Tejo! Bem que gostaríamos de fazer um até aí ao Brasil, mas são caros para a nossa “bolsa actual”!!!

    Flora, pois, parece que aí no Brasil tem sido complicado optar pelo ensino em casa, mas pelo que tenho acompanhado estão a criar uma associação e a ir para frente com propostas para alterar as leis… é um bom trabalho da parte dos pais “homeschoolers”. E todos os garotos (e até cada um de nós! 😉 ) são garotos muito especiais, eu penso, basta nós, pais e restantes pessoas que os acompanham, prestarmos um pouco de atenção à forma específica de cada um lidar com o que o rodeia e percebemos isso! Obrigada pela sua ternura que transparece no seu comentário.

    Gostava de um dia vos conhecer a todas!!! 🙂
    Muitos beijinhos
    Isabel

  5. 5

    […] parte do Caderno Verde deste outro post de há semanas atrás contei da intenção de fazermos este mini-cruzeiro que na altura verificámos não ter ainda […]

  6. 6

    […] (Podem ainda espreitar as várias variações já partilhadas sobre os seguintes temas: Cidades, Passeios, Uma semana na terra, Natal, Aviões, Naves Espaciais, Árvores, Comboios… Eu chamo-lhes […]


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