Coincidências, sincronicidades ou nem isso

Vivam, boa noite!

Volta e meia passo por umas fases em que tudo se liga… como contei no post anterior, o Alexandre resolveu, há uns dias, perguntar-me qual era o mais frio, se o Pólo Norte ou o Pólo Sul. E lá andámos a ler informação sobre o assunto.

Ora eu já tinha começado a ler, nessa altura, o livro que tenho agora entre mãos, o Sétimo Selo, de José Rodrigues dos Santos, mas tinha lido apenas um pedacinho do Prólogo e entretanto interrompera por uns dias para ler outras coisas. Depois deste episódio dos Pólos, recomecei a lê-lo (voltei a ler desde o início) e não é que o Prólogo narra exactamente uma parte da história passada na Antártida e refere exactamente as baixíssimas temperaturas atingidas no “Inverno”, etc., etc. E num capítulo mais para a frente, também a existência de “vários Pólo-Sul”, o geográfico, o geomagnético, sobre o que também tínhamos chegado a ler quando procurámos a resposta à pergunta “Qual o mais frio…?”.

Depois, lendo o primeiro capítulo da história, não é que a matéria social de fundo, lá abordada é, nada mais nada menos, que a que abordámos aqui na última fase (última fase, até agora, que ainda vão haver mais fases…) da Blogagem Colectiva Fases da Vida? Sobre a 3ª idade, relembro. Para além dos cuidados que os filhos passam a dada altura sem saber como poder tratar dos pais que vão perdendo as suas faculdades, está lá precisamente a frase que eu no meu post não revelei qual era, mas que sugeri ouvirem no finalzinho do filme “O Namorado Atómico”…

Pronto, às vezes sintonizamos numas frequências                  🙂

E ainda não li mais nada do livro, não sei o que me espera…                        😉

Umas belas sincronicidades para todos e até ao próximo post. Mil beijinhos (como dizem os meus filhos…)

Isabel

x

Caderno Verde

Projecto de uma Vila

Depois de ter vindo lá do meu trabalho (como contei no post anterior), estávamos os dois a “jogar” a Escola Virtual, quando o Alexandre quiz reproduzir a actividade de fazer um tangram e um friso e uma rosácea. Para a primeira, andámos nos recortes, mas para as outras fui buscar um caderno quadriculado formato A4 que lhe tinha comprado só para ele, mas que ele não tem utilizado muito e disse-lhe: “Ora aqui está um caderno perfeito para estes trabalhos”.

Passados minutos já o rapaz concordava que aquele afinal era um bom caderno. Para a rosácea fomos buscar uma moeda para contornar e desenhar os círculos.

Desta actividade inventou outra. Pediu ao pai a régua que o pai costuma ter na sua área de trabalho e, no mesmo caderno, começou a traçar com rectas e curvas a rede viária de uma cidade. Perdão, vila, rectificou ele.

Depois assinalou com uns círculos as estações de comboio e pediu-me para eu escrever “comboio”, do lado de lá da estação e “carro” do lado de cá, onde estavam as ruas. A seguir desenhou uns quarteirões e uns prédios e vivendas, isto tudo  “em planta”, daí os prédios e vivendas serem uns rectângulos e quadrados. E umas árvores (uns círculos) no meio dos prédios. Ia-me relatando o que ia fazendo.

Logo projectou quarteirões só com árvores. “Jardins?” _ perguntei-lhe. “São umas florestas”, explicou (quando contei isto no dia seguinte a uma colega minha de trabalho ela disse logo que o rapaz era um projectista muito mais competente que os urbanistas das câmaras               😉                     ).

E a cereja no topo do bolo, para ele, todos os transportes existem nesta vila (já tínhamos as estações de comboio): desenhou linhas de metro, o satu (transporte que existe em Oeiras e onde vamos algumas vezes de propósito para andar nele), o teleférico, o ascensor (como o da Nazaré), o eléctrico, dois aeroportos (que diz não serem demais para uma vila), um areoporto para naves espaciais e um cais para os barcos e uma porção de mar onde desenhou, também em planta, três tipos de barcos: o de mercadorias, o “das pessoas” e um de pesca, desculpava-se ele, pois sabe que nós não comemos peixe, “mãe, é que em Portugal já sabes que mandam muitos barcos para a pesca”.

E lá me pediu para eu escrever no topo da folha “Vila de Portugal e de Lisboa” (isto porque se fosse ele a escrever não iria caber tudo na folha, assim ficava tudo certinho) e cá em baixo “Projecto da Câmara”.

Bom, o rapaz estava feliz com o seu projecto!

“Demora muito a fazer!_ dizia, “importante” _ tive até que fazer uma pausa para ver uns desenhos animados!”

Depois quiz tirar a folha do caderno e pendurá-la (embora eu tentasse que ela ficasse no caderno, mas ele disse que era um projecto muito importante e que tínhamos que afixar para todos verem e aprenderem coisas.

E aproveitando as sincronicidades ali de cima, dois dias depois, a avó (materna) que veio passar duas semaninhas connosco, ofereceu-lhe de presente este escantilhão (sem ter presenciado nada disto nem sabendo do assunto) com o qual já podemos, para além de todas as outras coisas, fazer os círculos direitinhos sem ser com a ajuda das moedas.

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8 Respostas so far »

  1. 1

    Lina said,

    Olá, Isabel!Deliciei-me ao ler a tua mensagem, que belo urbanista tens aí em casa!A tua colega tem razão, se calhar resolvia os PDM’s mais rápido e melhor do que as câmaras…Li também a mensagem de ontem e fez-me lembrar a Jangada de Pedra, do Saramago e como passei lá no blog da Rute, já vi que também és fã dele, que bom que encontrei pessoas que gostem do Saramago, pois quando falo que adoro a sua escrita muita gente fica a olhar para mim como se eu fosse extraterrestre…E falando em coincidências, comecei a ler, após a última BCFV, a Máquina de fazer espanhóis, do Valter Hugo Mãe, que também retrata a vida de um idoso que teve de ir para um lar depois da morte da esposa, também achei incrível começar a ler este livro exactamente nessa altura, giro não é? Estou a gostar muito desse autor, a escrita dele lembra-me a do Saramago, um pouquinho mais leve. E mais leve eu também queria ficar, mas está difícil, quero ver se começo a fazer algum exercício, porque dieta, para mim está fora de questão, eu já fiz, emagreço, mas depois o peso volta e ainda mais algum. O melhor é irmos controlando e gastando as calorias. Vou começar em Setembro, uma rotina de caminhadas, vamos ver o que acontece!
    Beijinhos

  2. 2

    […] No fim, com um grande sorriso de orelha a orelha, pendurou o postal no local onde costumamos pendurar desenhos dele e com o grau de importância que tinha dado ao seu projecto da Vila que fizera há um dia atrás (podem ler sobre ele no Caderno Verde deste post n’A Escola é Bela). […]

  3. 3

    Lina!
    Que bom teres vindo e comentado.
    Ainda não percebi bem se este pequeno é projectista ou construtor ou viajante, ou tudo isso… logo se verá. Se calhar cresce e os interesses mudam, que no fundo é o que ele diz, que nunca sabe quando é que pode mudar de ideias! 🙂
    Ah, voltaste àquele post da Rute, ela disse que talvez não chegasses a ler aquele meu comentário posterior ao teu. 😉 Pois… andamos para aqui em sintonia! 😀
    Muitos beijinhos e obrigada!
    Isabel

  4. 4

    Rute said,

    Tu hoje estás a fazer-me bem!
    Não é que… não faças sempre. Mas hoje em especial sinto-me a re-energizar com o teu bom humor, começando lá nos comentários do meu blog com a copa E e a copa A (mais parecia que falavamos da Copa do Mundo) e de seguida com o pólo sul e pólo norte e qual é mais frio e mais quente, e… quantos pólos conhece Menina?
    Pólo sul, pólo norte e pólilon!
    Pó-li-lon?
    Ah a Sra.Professora não sabe?
    Polilon são os fechos de correr que a mamã usa!
    A mamã e as outras senhoras!!
    (risos)
    Terminando aqui nessa Vila de Portugal e de Lisboa, sem espaços verdes!!! (vou reclamar ao projetista!!!).
    Só transportes, só transportes, e a poluição? Ele não pensou nisso 🙂
    Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    que bem disposta que tu me deixaste hoje.
    Beijinhos amiga de eternos carnavais.
    Rute

  5. 5

    Ai, Rute!!! 😀
    Então não viste as florestas? O rapaz projectou 5 quarteirões só com árvores que eu perguntei se eram jardins e ele respondeu que eram florestas!!! (São as bolinhas, mas tens razão as fotos não mostram os 5 quarteirões…).
    Estou assim bem disposta porque tenho andado a escrever sobre a morte (e a imortalidade!) para a próxima fase da BCFV! A sério!!! 😀
    Muitos beijinhos, pequena!
    Isabel

  6. 6

    Lina said,

    Olá, Isabel!Adorei a história da boda dos gatinhos, achei demais! Embora a tua mãe já tenha começado com o baptizado dos bonecos, já deve ser de família essa originalidade e espontaniedade que fazem um bem enorme às crianças! Eu e meu marido assumimos o ensino doméstico, embora ela frequente a escola é em casa que ela aprende algo mais e levamos isso a sério. Tem também o ensino da música, que se apoia na vertente do ensino doméstico, pois a minha filha anda no violino, método suzuki, desde os 4 anos(agora tem quase 8). Parte das aulas são individuais acompanhadas por um dos pais(no caso eu), que acompanho o estudo em casa, o meu marido também participa como assistente e organizador de eventos:) olha aqui um exemplo. É o blog da minha filha, só tem uma publicação, quero ver se actualizo. Procuro sempre que posso fazer actividades com ela e envolve-la nas lides da casa e até do trabalho, acho que isso só ajuda a desenvolver a criatividade dela.

  7. 7

    Lina!

    Que interessante tudo isso que contas que fazem com a vossa pequena…

    O Alexandre também começou lá para os 4 anitos ou 5 a ter aulas de violino pelo método Suzuki, mas cá para estas bandas os professores que dizem adoptar o método Suzuki não observam o método, propriamente e então acabámos por desistir (ele também ouvia tudo o que a professora dizia nos primeiros 10 ou 15 minutos e nos restantes 15 só queria fazer perguntas de como se construía um violino, a caixa do violino, etc., o que foi o 2º factor para a desistência a somar que uma aula de 30 min por semana, ou seja 4 aulas de 30 min por mês (o equivalente a duas horas, das quais ele aproveitava só uma) eram 65 € por mês). Mas o 1º factor foi mesmo porque o método utilizado de Suzuki quase só tinha o nome.
    Em relação à ocidentalização do método Suzuki, há um livro de John Holt (já não me lembro qual) que explica muito bem o assunto. Lina, parece-me que tu irias adorar ler os livros de John Holt, se quiseres ter um cheirinho de algumas coisas que ele escreveu, clica na etiqueta (tag) “John Holt” aqui na coluna direita deste blog e tens a compilação dos posts onde coloquei excertos dos seus livros e as fotos das capas.

    Olha, adorei o blog da tua pequena, é mesmo bom terem estas iniciativas sobretudo em relação a algo que ela tanto gosta. Muito obrigada por teres partilhado!

    E muitos beijinhos para toda a família! 🙂
    Isabel

  8. 8

    […] Lembram-se deste “projecto” que o Alexandre executou depois de vir um dia de estar comigo no meu local de trabalho? É o projecto de uma vila. Que tem de tudo, todas as redes de transportes, zonas de grandes parques verdes, a mim parece-me mais uma cidade! (postei aqui na parte do Caderno Verde) […]


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