Liberdade e Sequência

Vivam, boa noite!

No outro dia, enquanto acompanhava o Alexandre no nosso “dia-a-dia-não-escolar”, tive um sentimento de como a liberdade de seguir ou não seguir currículo (no nosso caso, tenho-o presente, mas não o seguimos, isto é, não seguimos a sequência das matérias, por anos lectivos, tal como é apresentada nos manuais escolares) é tão interessante e resulta numa livre sequência de assuntos abordados.

Por exemplo:

Caderno Verde

Liberdade e Sequência

O Alexandre está inscrito no 3º ano do 1ºciclo. No ano passado (2ºano), uma das actividades propostas no programa curricular era fazer “registos do estado do tempo”. Embora nós usemos os cd´s da “Escola Virtual” e ele até goste muito do do 2º ano ao qual chama “Jogo das Aventuras 2” e nesse cd até está explicada esta  actividade, no ano passado não se interessou minimamente em desenvolvê-la. Este ano, ao “jogar de novo às aventuras 2” (também “joga às aventuras 3” _ cd para o 3º ano_ e também já o fazia o ano passado), achou muita piada à actividade de registar o estado de tempo e quiz praticá-la,

e embora eu não tenha tirado a foto aos registos completos no final da semana, coincidiu com uma semana onde houve dois dias de trovoada e chuva intensa (ele teve pena de não termos tido pelo menos um diazinho com neve!) e andou todo interessado ainda no fenómeno de vermos o relâmpago primeiro e ouvirmos o som do trovão depois, o que levou a irmã (a que anda agora na universidade) a explicar-lhe que isso acontecia porque a velocidade da luz é mais rápida que a do som

e foram inteirar-se de quão mais rápida é: velocidade da luz= 300.000.000 m/s; velocidade do som=340 m/s (à temperatura de 20ºC, se for mais baixa, a velocidade é menor ainda):

O que os levou ainda a fazer a experiência que permite determinar “quão longe de nós está a trovoada”: contaram (com um cronómetro) quantos segundos passavam entre o momento em que viam um relâmpago e o momento em que ouviam o som do trovão (mediram 10 segundos) e multiplicando pela velocidade do som, perceberam que a trovoada “estava a 3400 metros do Alexandre”.

Ou seja, valeu a pena ter feito a actividade do registo do tempo só este ano, pedida por ele e não imposta, pois “deu pano para mangas”.

Outra liberdade e sequência:

Há umas semanas atrás apeteceu-lhe ver de novo os dvd’s da série (francesa) “Era Uma Vez A Vida” que ensina muitas coisas sobre o funcionamento do corpo humano e da qual já uma vez falei neste outro post.

Passou três dias seguidos que quase não fazia mais nada, pois quiz ver os episódios todos de seguida. Ia tirando conclusões e fazendo perguntas, tais como: “Ah! Já sei como é que o nosso corpo cresce (quando está na barriga da mãe)! É como se as células fossem os tijolos de uma construção e o corpo vai-se construindo e aumentando.” E num outro momento: “Mãe, ainda não percebi como é que os pensamentos no nosso cérebro chegam tão rápido ao resto do corpo que nos fazem logo fazer uma coisa!” Eu expliquei-lhe que andavam muito rápido, como a electricidade que “já sabes que circula muito rapidamente pelos cabos, os pensamentos também são assim, ainda são mais rápidos”. “Ah! Por isso é que, vês_ e demonstrou fisicamente_ quando eu vou a cair as minhas mãos vão rapidamente e chegam ao chão ainda antes de eu cair.”

Então, depois destas sessões continuadas dos espisódios “Era Uma Vez a Vida”, tendo gostado muito sobre o que explicaram sobre os nutrientes que os vários tipos de alimentos fornecem ao nosso organismo, continuou “com o cinema” e foi ver uns episódios que tem da série da televisão “Vila Moleza” dedicada a sensibilizar as crianças a comerem alimentos saudáveis e a fazer exercício físico. E a seguir, voltou ao “Jogo das Aventuras 2″ (o tal da escola virtual), pois sabia precisamente onde se encontrava por lá a Roda dos Alimentos” e quiz confirmar umas coisas. Entretanto, como sabe que aquela roda não se aplica exactamente à “nossa situação como vegetarianos que somos” estava para lá a fazer uns cortes e adaptações e eu lembrei-me que tenho um esquema da Pirâmide de Alimentos Vegetariana num livro de culinária vegetariana que às vezes uso e fui mostrar-lha:

Bem, desde então o livro nunca mais voltou para a estante, pois quando come, por exemplo, tofú com arroz, feijão e pepino, vai todo contente confirmar que come dois alimentos da base da pirâmide (os que deve comer em maior quantidade) e outros dois “do meio” (que deve comer moderadamente) e ainda uma peça de fruta, que também pertence à base, pois, “Como alimentos muito saudáveis!”

E depois pôs-se a fazer perguntas ao Bato (o namorado da mana mais velha), a ver se ele sabia a lição: “Diz-me lá Bato, a que zona da Pirâmide pertence a alface? À que se pode comer mais, moderadamente ou menos? “. “À que se pode comer mais”_responde-lhe o Bato. “Certo! E a maionese?”…

😉

E também me pergunta volta e meia, “que vitaminas tem a alface”. “Vitamina A e C, parece-me”. Entretanto fui logo confirmar e fui-lhe dizendo que os alimentos não têm apenas vitaminas, mas também sais minerais como o cálcio (que ajuda a construir os ossos) e o ferro, e proteínas, etc., etc.

Pronto, passou logo a perguntar: “o tofú tem muitas proteínas? E o arroz? E as batatinhas, minhas preferidas? Têm muitas vitaminas?”

🙂

Ah! E isto tudo teve uma consequência interessante que foi ele ter tido vontade de experimentar de novo comer alface (percebeu que gosta dela nas sanduiches), pois embora comesse muito bem alface quando era mais pequenito, já há uns tempos para cá que não comia, pois tinha deixado de gostar de alface.

4 Respostas so far »

  1. 1

    martaboldt said,

    É mesmo como já ouvi por aqui: em ED os temas são como as cerejas e nunca vêm sózinhos!!
    Bjinho

  2. 2

    Beijinhos, Marta!🙂

  3. 3

    […] nós gostamos muito de nos dedicarmos a uma alimentação saudável. Desde aquele dia que contei aqui, no apontamento do Caderno Verde, em que o Alexandre descobriu (fui eu que lhe mostrei, a partir […]

  4. 4

    […] por aqui coloquei um post sobre termos explorado a Pirâmide Vegetariana dos Alimentos a propósito do seu interesse pelas Rodas dos […]


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