Agindo para a concretização…

Olá a todos!

Janeiro vai já a meio, mas o ano ainda não!                                 😀

Pelo que ainda me soa bem desejar-vos um 2012 com alguns sonhos concretizados.

E por falar em sonhos (o que é diferente de utopias) e nas possibilidades de os concretizarmos, divulgo também aqui (porque já o fiz nos vários grupos de ensino doméstico a que pertenço, redes sociais, etc.) este modelo quanto à aprendizagem não instituída e sim apoiada, que considero excelente, concebido por Edilberto Sastre e Tatiana Espíndola do blog “Desescolarizar“.

Como dizem eles depois nos comentários ao seu post, é um modelo que se baseia em já muitas experiências de muitas famílias que, com muito pouco apoio externo à própria família (e nenhum apoio do Estado), praticam já o conceito. Pode vir a tornar-se uma realidade social de que todos possamos usufruir, sim, pode.

Um grande abraço a todos! E belas vivências em unschooling!

Isabel

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Caderno Verde

Museu da Eletricidade

Tenho muitos posts e algumas fotos em fila de espera para serem publicados aqui no blog, isto porque resolvi dar prioridade a outras tantas vivências que não esta de ir aqui registando o que se tem passado no “nosso ensino doméstico”, o que é quase sinónimo de “na nossa vida”                                        😀

Pois bem, no meio de muitas coisas vou hoje destacar esta ida ao Museu da Eletricidade, por parte do Alexandre e da sua mana Celina, acompanhados pela nossa pequena vizinha e amiguinha M.

Foi pouco antes do Natal, estava a M. (que anda na escola) de férias e a Celina (que anda na universidade) numa pausa antes de começar os estudos para a época de exames do 1º semestre que está a decorrer agora.

Era uma “Tarde de Aventura” e ala até ao Museu.

Nós já lá tínhamos estado, apenas a visitar uma exposição sobre energia solar (“Festival Solar”) que acontecera no exterior do Museu. Não tínhamos ainda visitado o Museu propriamente dito.

Pensávamos que poderia ser algo que o Alexandre gostasse, mas eu não imaginava o empolgamento que ele teve de facto, após a visita. Quando chegou a casa contava a todos os que não tinham ido (ao pai, tudo explicadinho com muito entusiasmo, depois a mim, tudo explicadinho com grande entusiasmo, depois à mana Catarina, e com entusiasmo crescente e finalmente ao Bato que tinha sido o último a chegar) tudo o que tinha visto e experimentado no Museu. Até o fizeram sentir uma descarga muito levezinha de electricidade pelo seu corpo (o nosso corpo conduz a electricidade, mãe!!!) e o rapaz estava empolgadíssimo.

Houve outra experiência que ele adorou: a partir de uma tomada instalada num prédio, supostamente o teu apartamento (um modelo que têm lá para a experiência), começas a puxar a tomada e o fio que lhe está agregado e vais visualizando todo o “caminho da eletricidade” passando pelos postes, pelos cabos na rua, pelos postos de transformação até à “fábrica da eletricidade” que antigamente era “a carvão”.

Depois de nos ter contado a todos concentrou o entusiasmo na produção de um desenho explicativo do tal “caminho da eletricidade”, desenhando inclusivamente o Museu.

Esta produção concentrada de desenhos explicativos tem sido uma nova atividade agora praticamente diária a que ultimamente se tem devotado, aos meus incrédulos olhos que antes viam que ele não gostava lá muito de desenhar e agora vêem que ele gosta muito de desenhar e o faz com muito empenho e dedicação. Agora apura-se nos pormenores e passa horas (não seguidas, eu acho giro que ele começa um desenho e deixa tudo na mesa que adopta na altura como mesa de trabalho e vai fazendo outras coisas, de repente senta-se de novo à mesa e vai desenhar outro pormenor do qual entretanto se lembrou e mantém isto por um dia ou dois) de volta de um desenho até achar que está completo. Depois cola-o na porta de um dos quartos. Este da eletricidade está por ora na porta da casa-de-banho que as dos quartos já estão ocupadas com outros desenhos.

Os seus desenhos não são artísticos (para já) e sim, contêm muita informação. É capaz de desenhar pormenores que depois cobre com outros traços representando outras coisas que normalmente se sobrepõem e mal percebemos o que está por baixo. Quase que são uma espécie de “performance” da qual deveríamos seguir todos os passos para uma melhor perceção do que representa. Num próximo apontamento do Caderno Verde mostrarei mais desenhos desta sua presente “fase”.

Então, o desenho começa debaixo para cima e da direita para a esquerda e a linha que se segue acima é agora desenhada da esquerda para a direita e a seguinte de novo da direita para a esquerda tal como a escrita Bustrofédon (da qual já falei aqui). Começa num prédio (canto inferior direito) e seguem-se outras casas e vários postes  de eletricidade e o que vemos na foto acima na parte superior da foto são postos de transformação indicados com o sinal (símbolo) da eletricidade (o relâmpago que ele desenhou um pouco ainda mais estilizado).

Segue-se (na foto abaixo, pois tive que dividir o desenho por duas fotos) o caminho até à fábrica de eletricidade (uma antiga, “a carvão”) e o Museu, o próprio, lá em cima. Também estão desenhados os caminhos que nós, aqui de casa, temos que tomar até ao Museu (comboio e metro e autocarro), mas esses pormenores já não são percetíveis na foto.

9 Respostas so far »

  1. 1

    Marta said,

    Olá !!

    Também fomos a um Museu da Eletricidade mas na Serra da Estrela.

    Bjinho e bom ano para todos!!

  2. 2

    Beijinhos Marta! Bom Ano!
    Isabel

  3. 3

    Rute said,

    Olá miguita!
    Também já fomos ao Museu da Electricidade e achei o máximo. Especialmente essa bola transparente com raios azuis dentro (energia) que são acionados pela nossa electricidade humana. Dá para perceber que realmente trocamos energia com tudo e com todos, energia positiva e negativa.

    A presente fase do garoto é interessantissima, como todas as outras por que já passou. Lembro-me mais nitidamente daquela fase de paisagista, com os desenhos duma cidade com espaços verdes🙂
    É muito bom ele ter consciência da conectividade, caminhos e visão macro, em que tudo tem um principio, um fim, explicando a forma que chega até nós e como sai de nós. É um excelente exercicio, não só para o caminho da electricidade, mas também para os vários movimentos da vida.

    2012 abracinhos electrizantes.
    Rute

  4. 4

    Rute!
    É… é giro ir apreciando as fases e a ligação entre elas.
    Obrigada pelo comentário.
    Mil beijinhos!
    Isabel

  5. 5

    Flora Maria said,

    Oi, Isabel:

    Muito bom esse aprendizado na prática e as crianças sempre gostam disso ! Seu filho tem a sorte de vivenciar métodos da Nova Era, tendo nascido numa família tão participativa e carinhosa.

    Eu nunca gostei de estudar e sempre questionava o que éramos obrigados a saber. E sabemos hoje que o ensino pode ser só satisfação e alegria. Eu sou uma pesquisadora entusiasmada e teria sido ótima aluna se os métodos fossem diferentes naqueles distantes anos 50/60 !

    Um Feliz 2012 para você e sua família.
    Beijo

  6. 6

    Olá Flora!
    Grata pela sua visita!
    Um Feliz 2012 também para si e todos os seus!
    Muitos beijinhos
    Isabel

  7. 7

    Carla Ramos said,

    Olá Isabel!
    Tenho andado um pouco distante do teu blog, o tempo convida-nos ao exterior e quando é computador é trabalho.

    Antes de mais parabéns a ti, pela dedicação com que escreves e explicas cada passo das vossas “viagens” e aprendizagens. Acho que o Alexandre tem a quem sair com o seu olho para o pormenor.

    Beijinhos e boa continuação de aventuras!

  8. 8

    Carla! Obrigada pela visita!!! Eu tenho seguido o vosso Magic Moments e do teu último post sobre os alunos da escola (através do seu “Clube da Natureza”, não foi?) que fizeram um passeio pela vila de máquina fotográfica na mão a fotografar vários pormenores, surgiu-me uma ideia que havemos de ensaiar contigo para pôr em prática: falar com várias famílias em ensino doméstico e juntarmo-nos numa prática parecida orientada por vocês, mas mais aqui para estes lados de Sintra/Cascais, que tal? Contribuíamos com alguma quantia, claro…
    Muitos beijinhos!!!

  9. 9

    Carla Ramos said,

    Olá Isabel! Que ideia essa tão gira!
    Podemos começar a organizar sim, tanto de datas como de possíveis locais, apesar de assim à primeira vista, o centro histórico de Sintra me parece algo muito interessante.

    Como nós estamos agora a viver em Sagres, com bastante tempo no Alentejo, seria bom conjugarmos com alguma das nossas visitas a Lisboa. Também para termos tempo de preparar.

    Nós agora vamos final de Fevereiro / início de Março. Envia-me um email. beijinhos


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