Desencanto _ 2ª Fase da BCAP

Olá a todos!

Com este post, participo na 2ª fase – “Desencanto” da Blogagem Coletiva “Amor Aos Pedaços” organizada por Rute, Rosélia e Rosa (Luma) (podem aceder à lista das restantes participações, aqui).

Vou falar-vos hoje do meu primeiro desencanto, embora não considere que o desencanto faça parte do Amor ou seja uma fase do Amor, tal como não considero que o Amor exista “aos pedaços”, ou tenha fases, é sempre inteiro, íntegro. Eu percebo o âmbito desta blogagem e que os pedaços se referem às várias partilhas de cada um neste tema absolutamente amoroso                      😉                             (para além de que, amor aos pedaços, nos remete para aquela lojinha que vende bolos deliciosos, à fatia (e inteiros também), e muitos dos blogs participantes são blogs de culinária…).

Ainda assim, com todo o amor pelas autoras e organizadoras desta coletiva, não me soa bem o amor aos pedaços e tão pouco a abordagem do desencanto como uma fase do amor ou fazendo parte do amor. Mas estas são considerações pessoais, valem o que valem, refiro-as tão só para situar a minha participação nesta coletiva que me merece toda a consideração e tem sido um sucesso amoroso!

Se me perguntarem porque participo então, responderei: “Por amor”. O amor não olha à idade, não olha a classes, não olha a nomes (!), não é mesmo?

Pois o meu primeiro desencanto aconteceu por volta dos meus 14 anos de idade, quando comecei a perceber coisas como o que são a liberdade e a falta dela, a falta de amizade e de respeito de alguns (muitos!) pelos outros e pela Terra, pelo Mundo, sistemas e mais sistemas que pouco (ou nada) têm a ver com a Vida, com o Amor… desencantei-me com a sociedade.

Via pessoas a deixarem-se de falar, devido a frustrações, a stresses, a preconceitos e dogmas. Via pessoas desencantadas com o seu quotidiano, com o trabalho, com a família, com a sua vida emocional, enfim, com a sua vida. Via uns e outros em guerra com o vizinho. Via notícias sobre guerra entre países e imagens de tudo despedaçado e perguntava-me, “o que é isto?”. Desencanto. Amor não é, concerteza.

E questionava-me sobre quase todos os sistemas e quase todas as regras sociais, sobretudo os obrigatórios (na altura não me questionei sobre o sistema de ensino vigente, olha, questiono-me agora!                  🙂                 ).

Esses temas “sociais”, “coletivos”, “humanitários” (ou não “tenha eu 3 planetas pessoais em Aquário”, Sol, Mercúrio e Vénus                😉               ) eram muitas vezes os temas dos meus poemas (escrevia muitos poemas, nessa altura). Na minha cabeça (e sobretudo no meu coração) não percebia porque nos organizamos socialmente desta maneira em sistemas (políticos, económicos, financeiros, culturais, religiosos, sociais, educativos e tudo o mais e que são tudo menos naturais) que nos pretendem desconectar uns dos outros e do Universo no lugar de preservarem essa conecção.

E, claro, o meu próprio desencanto e julgamentos também não foram uma expressão amorosa. Percebi-o bem mais tarde, lá para os 30 e tal anos de idade, ao frequentar os workshops do Robiyn e a cimentar o que por lá percebi, vivendo na prática.

Depois ainda, li livros de outros autores que se interligam a respeito de alguns conceitos e práticas, tais como as ideias de que o Bem e o Mal e a dualidade não fazem parte da realidade, porque o que habitualmente chamamos de realidade alguns outros percebem-na como uma ilusão (como é dito em filosofias e práticas orientais), outros como uma “realidade” (não realidade, uma expressão, uma construção da nossa mente e emoções) virtual ou holográfica (alguns cientistas (físicos quânticos e outros) e vários outros seres que se dedicam ao assunto, tais como o Robiyn e, um outro exemplo, David Icke).

É muito estranho para nós pensarmos que o “mundo físico” que vemos à nossa volta afinal não é “exterior” a nós, que não existe tal coisa como “dentro de mim” e “fora de mim”, que somos “co-criadores do “mundo””, que o nosso “corpo físico” é um recetor (tipo um aparelho de rádio, televisão, computador ou isso tudo junto e de complexidade ainda maior) que capta uma gama muito reduzida de todas as frequências, ondas (vibrações!), que existem no Universo.

Se estiverem para aqui virados e quiserem aprofundar bem o assunto, recomendo (não resulta apenas para os desencantos com a sociedade, resulta também para os desencantos românticos, para os desencantos connosco próprios, para todos os desencantos e a ordem aqui apresentada é aleatória, podem começar por qualquer um):

1 – A frequência dos cursos/workshops Renaski^gi, “A Arte de Viver Em Harmonia” facilitados por Robiyn (www.robiyn.org).

Não sei resumir do que tratam. De Tudo. Tudo pode por lá ser explicado e vivenciados momentos que nos vão fazendo entender como funciona. A nossa energia pode ser (por nós) transmutada e “alinhada” a frequências de integração e harmonia.

2 – Ouvir (de entre outros da sua autoria, e especificamente para o caso) o CD “Para Além do Bem e do Mal, a Inocência”, da autoria de Robiyn.

A “música de fundo” são as gargalhadas de crianças. O teor explica muitas coisas sobre a dualidade, o Bem e o Mal, a educação e outras mais. E contém ainda propostas de exercícios para fazermos e intuirmos melhor certos conceitos. Foi ao ouvir este CD que eu realmente percebi isso do Bem e do Mal não existirem. Só cada um poderá percebê-lo por si próprio.

3 – Ouvir (e, mais importante ainda, praticar) o CD “Relaxamento – # 1”, da autoria de Robiyn.

45 min de explicação e 45 min de um exercício básico de relaxamento completamente orientado pelo autor. Quem experimentar e praticar na íntegra concordará comigo ser espetacular e com resultados excelentes.

4 – Ouvir (e, mais importante ainda, praticar) o CD “Rio de Energia e Transmutação Energética – # 1”, da autoria de Robiyn.

45 min de explicação e 45 min de um exercício básico de transmutação energética (perdão) completamente orientado pelo autor. Reitero o meu anterior comentário: resultados excelentes, quem ousar praticar entenderá o que quero dizer.

5 – Ouvir (e, mais importante ainda, praticar) o CD “Telepatia e Diálogo Mental – # 1”, da autoria de Robiyn.

45 min de explicação e 45 min de exercício básico de diálogo mental completamente orientado pelo autor. Reitero o meu comentário à prática dos exercícios anteriores.

6 – A leitura do livro “Você É a Solução”, da autoria de Robiyn.

Um livro que nos conduz a assumirmos efetivamente a responsabilidade pela Vida, que nos aponta a solução para cada um dos problemas, que nos ajuda a redescobrir quem somos e a agirmos como tal.

7 – Ver o documentário (filme) “What a Bleep Do We Know?”, realizado por William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente.

Trata-se de um filme produzido através de várias entrevistas feitas a cientistas (físicos quânticos, biólogos, bioquímicos, médicos, neurologistas e neurofisiologistas, psicólogos, um investigador na área da ciência noética com formação em telecomunicações, outro na área da psicoenergia) e também a filósofos, um teólogo e um espiritualista. “O que raio sabemos nós?” é um filme que nos abre a mente e nos solta de preconceitos que herdámos não só através da religião como da própria ciência, sem criticar uma e outra, e sim interligando-as e unindo-as.

Através deste link (há vários outros) podem aceder à primeira parte do filme (com legendas em português br); para as restantes partes é só ir clicando na parte seguinte.

8 – Ler o livro “Afinal o Que Sabemos Nós?” da autoria de William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente.

Diz William Arntz na introdução ao livro: “A vanguarda da descoberta científica parece provocar um fascínio universal, e ao intersectá-la com verdades aceites durante muito tempo no reino místico torna a ciência aplicável à vida quotidiana. Sempre que conversava com alguém acerca deste material, todos ficavam intrigados: “A física quântica diz isso?!” “As minhas células fazem isso?!” “Eu-eu-eu crio a minha-minha-minha experiência?!” Nós sabíamos que o público existia, era só uma questão de chegar a ele.”

Obrigada Rute, por me teres emprestado o livro, eu tinha apenas visto o filme e o livro comporta ainda muito mais informação. E eu sou uma fã da física quântica                😉

Embora o livro, tal como o filme, seja baseado nas muitas entrevistas feitas a “cientistas da vanguarda” (e também a alguns “espiritualistas da vanguarda”), é perfeitamente compreensível e acessível a todos nós.

9 – Ler o livro “Limite Zero” de Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len.

Está gratuitamente disponível na internet.

Joe Vitale, autor de bestsellers na área do desenvolvimento pessoal (como por exemplo “O Factor Atracção”), foi humilde o suficiente para a dada altura da sua vida (e carreira profissional) perceber, assumir e divulgar através deste livro, que muitas das coisas que tinha escrito (tal como o livro que referi acima e a sua participação no livro “O Segredo”) e transmitido nos seus workshops, anteriormente a ter conhecido Ihaleakala Hew Len, eram baseadas em alguns equívocos, que as coisas se passam realmente de outra forma e o que funciona, na resolução de todos os problemas (os que consideramos nossos e os que consideramos de outros ou mundiais, etc.) é algo muito simples e natural e ao mesmo tempo parece uma enormidade tamanha para alguns: cada um de nós é responsável por tudo o que surge na sua vida (dentro de si e à sua volta (o que significa, também tudo o que acontece na vida das pessoas à sua volta) e ainda tudo o que tomamos conhecimento), o que é absolutamente A Liberdade, pois nos torna o único ser capaz de o resolver, mudar, transformar; e a forma que existe de o fazer é perdoar (qualquer coisa: uma pessoa, um acontecimento, uma situação, um objeto, em última análise, nós próprios), que significa transmutar, limpar, clarificar, dissolver, sentimentos e emoções associadas e, em conjunto com o perdoar, agradecer e amar. Limpar todos os julgamentos, preconceitos e limites que nos impomos (ao que os autores deste livro chamam “entrar em estado de Limite Zero”) para que, ao invés de nos orientarmos e agirmos por eles comandados, que é mesmo o termo, possamos estar completamente livres para nos orientarmos e agirmos unicamente por inspiração, por Amor.

Lendo o livro é fácil perceber como distinguir quando agimos devido a memórias enraizadas que nos trazem sempre mais do mesmo (e por isso vemos quadros mais negros) ou quando agimos por inspiração, que é sempre amorosa e nos traz sempre harmonia e felicidade.

Engraçada também é a história/facto/acontecimento que despertou a curiosidade de Joe Vitale sobre o doutor (é psicólogo) Ihaleakala Hew Len: um amigo perguntou a Joe Vitale se já tinha ouvido falar de um terapeuta que curara pessoas sem jamais vê-las, usando um sistema havaiano chamado ho’oponopono. E à sua incrédula reação, o amigo continua a explicar-lhe tratar-se de um psicólogo que curou um hospital cheio de criminosos com problemas mentais, sem nunca ter atendido pessoalmente um único paciente. É aí que ele tenta tudo por tudo até encontrar o inusitado psicólogo, contactá-lo, entrevistá-lo, participar num seu workshop, aprofundar as “técnicas” e a prática do ho’oponopono e operar mudanças relativamente a como vinha fazendo as coisas, agora com um outro entendimento que lhe fez todo o sentido.

Há um ponto ou outro ao longo de todo o livro com os quais não concordo, como por exemplo a história sobre hamburgers e charutos, não fosse eu vegetariana e não fumadora (ativa, porque passiva às vezes não tive como), o que não me impede obviamente de divulgar o que considero um bom livro nem descartar a oportunidade de que mais alguém possa vir a conhecê-lo e desfrutá-lo (tal como eu dele desfrutei) bem como da bela prática ho’oponopono.

10 – Ler o livro “Raça Humana, Ergue-te” da autoria de David Icke.

Já li alguns livros de David Icke (e assisti à palestra que deu o ano passado em Portugal) e, embora à primeira leitura me tenham deixado um pouco “de pé atrás”, “será que isto possa mesmo ser assim?”, a quantidade imensa de informação e pesquisa, da sua parte, ao mesmo tempo coerentemente interligada, é tal, que não posso absolutamente descurá-la. Podia falar-vos dos outros seus livros que li, mas para os efeitos deste post, recomendo vivamente o “Raça Humana Ergue-te”, onde, no meio de muita outra incrível informação, está muito bem explicado como aquilo que habitualmente chamamos de realidade física é uma “realidade holográfica” (virtual).

Também nos conta, nesse livro, muito da sua história de vida, como passou de futebolista profissional a jornalista na BBC, a membro do partido “os Verdes” do Reino Unido e como percebeu que tudo isso é falacioso e está “contaminado” por uma intrincada “conspiração global” (um dos seus livros intitula-se, precisamente, “Manual da Conspiração Global e como acabar com ela”). E fala-nos do seu percurso “espiritual”, de algumas das suas “fontes de informação” e “plataformas de pesquisa”, para além de toda a restante informação e indicação de fontes que nos convida a pesquisar, que disponibiliza.

Tive há pouco conhecimento que foi já editado o seu novo livro (penso que ainda não em português), “Remember Who You Are”. Ainda o não li, assim que tiver oportunidade, vou lê-lo, claro.

11 – Ler o livro “Anastásia” da coleção “Cedros Ressoantes da Rússia”, da autoria de Vladimir Megre (e os restantes livros da colecção).

Nesse primeiro livro da coleção (são 10 livros ao todo, 5 deles já editados em Portugal) Vladimir conta como travou conhecimento e amizade com Anastásia, uma habitante (humana) da floresta russa (taiga), onde sempre viveu e passa-nos uma quantidade incrível de informação sobre como vive (e como viveu desde que nasceu) Anastásia, todas as capacidades que nos são inatas a todos e que ela sempre preservou e desfrutou, como as usa para benefício de todos e muito mais.
Para mais informação e indicações sobre os livros, podem consultar o site português (onde se encontra referenciada a ligação para a página do autor, em russo e em inglês): http://www.cedrosressoantes.com

12 – Experimentarmos tudo isso e “ver para crer” (ou melhor ainda, como diz o Robiyn, experimentar e deixar de crer, porque passa a saber, por experiência própria, o que é diferente de apenas conhecer _ sabedoria é diferente de conhecimento).

x

Termino de novo com o encantamento, o tal, para quem ainda se encontrar desencantado:

“abzkkkddlllavmixxxx”!                                                         😀

(Contei desta poção mágica, aqui, na parte do Caderno Verde (final do post)).                                                🙂

Pronto, como eu disse no post dedicado ao encantamento, ficaram encantados, a partir de agora todos nos damos conta que somos FELIZES!!!

Beijinhos encantados para todos.

Isabel

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12 Respostas so far »

  1. 1

    ruteppp said,

    Comentário da Rô:
    «Olá, querida Isabel

    “Tu és o orvalho que me beija”…
    (Meliss)

    Em pleno período pascal nos reencontramos para tecer o nosso Desencanto… entrelaçar partilhas de coração a coração…

    Vc falou com expressividade (porque com vivência do fato) do Desencanto social… li e reli pois aqui há muito o que saborear e aprender…
    Chego a uma conclusão pro meu mundo pessoal:
    Desencantar a ponto de chegarmos a morte social é que não vale!!!
    Enxergar positivamente como foi o seu e o meu desfecho nesta Coletiva é o que chamamos, espiritualmente, de Esperança…
    Muito boa a sua colocação do Tem Desencanto!!!

    Obrigada por sua participação e nos vemos no próximo mês se Deus quiser!!!
    Bjs de Paz e Esperança junto com o meu carinho fraterno

    “Meu coração orvalhado
    pleno de gratidão,
    agradece a Deus”…
    (Élys)»

  2. 2

    ruteppp said,

    Olá amiga,
    muito bem escolhido! O véu de Maya, a ilusão. O retirar do véu, a desilusão (o Desencanto).
    Bem diz o Emanuel, que desencanto é libertação.
    O que parece não é, o que é, não parece.
    O problema é que muita gente ainda vive de aparências, e ama as aparências. Quando a verdade vem à tona, saimos da ilusão, libertamo-nos do sofrimento e erguemo-nos como Leões.
    Reforço as tuas recomendações, leiam esses livros, são fabulosos.
    Beijinhos e abracinhos amorosos.
    Rute

  3. 3

    Que belíssimo post, cara Isabel!!!

    Vou estar com atenção aos livros que recomendas!

    Muitos beijos
    Jorge Vicente

  4. 4

    Lina said,

    Olá, Maninha!Venho aqui à procura de desencanto…mas encanto-me!Encanto-me e penso:Ainda bem que a Isabel desencantou-se com o sistema instalado e assim poderei aprender a ver a vida de uma forma totamente diferente. Cada recomendação e cada livro é um verdadeiro tesouro. Gosto da maneira profunda que demosntras os conhecimentos e como os queres amorosamente compartilhar!Faz-me um bem enorme conhecer-te!Já ando farta de superficialidade, de aparências, às vezes é difícil não ser um robô, com a correria desta vida insana!Vou ler os livros, com certeza irei aprender muito!
    Beijinho bem grande!

  5. 5

    Rosélia, Rute, Jorge e Lina, obrigada pela visita e pelas vossas palavras! Que algo, por pequeno que seja, faça eco em vocês e nos una, ligue de certa forma, de uma forma amorosa, é tudo o que desejo quando escrevo e partilho. Mil abraços para todos!
    Isabel

  6. 6

    Você entendeu direitinho o que queremos dizer com “Amor aos pedaços”. O amor que está dentro de nós é apenas um – ‘o nosso amor’ – que direcionamos para a vida. É certo que a medida, a intensidade ou quantidade que tiramos desse amor varia, não damos o mesmo amor para o amigo ou para o gato. O amor tem várias facetas e se tiramos demais de nós para doarmos amor e não recebemos amor de alguma outra forma, mexemos com essa integridade e para não nos vermos consumidos por tanto doar, esvaziamos de amor e ficarmos subtraídos, em desamor. Portando, o desencanto por ser um desamor é uma forma contrária de sentir o amor, pois pense, sem a existência do amor, não existiria o amor machucado – o próprio desencanto. Usar essa palavra como sinônimo de desamor foi a forma mais simples que encontramos para atingir o entendimento das pessoas. Muitas pessoas não compreendem os polos contrários dos sentimentos que brigam dentro de nós. Somos as soma de todos os sentimentos, mesmos os que sufocam a ira, a maldade… por achar que sejam sentimentos menos nobres? Ora, os sentimentos nobres não existiriam sem eles. Essas mesmas pessoas tendem a não encaram o amor próprio, pois seriam chamadas de egoístas? E pensam irroneamente que a existência do amor, só é comprovada quando amamos outra pessoa ou que se precisa provar para alguém que é uma pessoa boa, por que ama mais os outros do que a sim mesmo?
    Todo o seu desencanto foi resultado das expectativas que depositou e que não retornaram. Podemos sonhar, desejar, imaginar alguém ou algo dentro da nossa visão, mas os olhos do mundo são outros. A medida do sentimento não é igual para todos.
    Assunto extenso… um dia quem sabe poderemos tomar um chá e prosear sobre o amor que existe em nós.
    Beijus,

  7. 7

    Oi Luma!

    Muito grata pela sua visita e pelo seu comentário e por levantar todas essas questões que ajudam a esclarecer o que pensamos e dizemos.

    Talvez tudo isso exista apenas nesta forma como andamos a encarar a “realidade”, esta forma dual de pensamento e por consequência sentimos e agimos como tal, com amor e desamor, encanto e desencanto, bem e mal, mais nobres e menos nobres.

    Para mim, faz mais sentido o que dizem (e vão praticando!!!) todos os autores (e pessoas relacionadas) que mencionei acima (Robiyn, William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente e todos os cientistas e filósofos que eles entrevistaram para o filme e livro que indiquei, e ainda Ihaleakala Hew Len, David Icke e Anastásia, sobre a dualidade ser por nós criada (uns avançam que é por andarmos constantemente a repetir e reencenar memórias “desta e doutras vidas” e porque nos viciamos nas emoções envolvidas), sendo, portanto, não a realidade, e sim uma ilusão, uma realidade virtual, holográfica, mesmo; e que, desprogramando-nos, voltamos ao nosso estado natural e divino, que flui com a Vida e com o Amor, e através do qual somos sempre amorosos e unos.

    Para mim, também faz mais sentido o que o Robiyn ousa dizer, que não é preciso escuridão para vermos (e valorizarmos) a luz, nem chegar ao fundo do poço para nos começarmos a erguer, nem sentimentos “menos nobres” para reconhecermos os “mais nobres” (ele nem usa estas classificações de mais nobres e menos nobres, nem mais elevado ou menos elevado, por isso as coloquei entre aspas…). O facto de andarmos a pensar assim e a agir de acordo talvez seja um bocadinho de masoquismo nosso.

    “Por acaso”, esse meu desencanto com a sociedade aos 14 anos, não se deu por ter expectativas em relação à sociedade (poderia ter sido); até por volta dos meus 14, sendo criança e ainda preservada a Inocência em mim, não depositei qualquer expectativa na sociedade, não tinha era nem conhecimento que fosse possível fazermos algo que não tivesse a ver com o Amor, a Liberdade, o respeito, a Vida. O desencanto se deu quando todas as coisas somadas até aí, que aprendemos na escola e com algumas pessoas à volta, que vemos na televisão, etc., etc., acabaram por minar essa Inocência (com a ajuda de algumas das tais memórias que foram despoletando) e daí até voltar a esse estado “agora é que vão ser elas” (uma expressão que usamos muito cá em Portugal, não sei se aí vocês também usam, que quer dizer “vai ser difícil, trabalhoso”). Já comecei praticando…

    E sim, sim, Luma Rosa, quem sabe, um dia não vamos tomar um chá juntas e não só prosear sobre o amor que existe em nós, senti-lo mesmo! Até lá vamos comunicando por aqui!!! (Nota: também podemos sentir o amor a fluir entre nós através daqui, não é obrigatório estarmos “fisicamente” juntas, e se acontecer um dia tomarmos o tal chá juntas ficarei muito contente!)

    Um grande e caloroso abraço para você!
    Isabel

  8. 8

    Isabel, gosto dessa conversação que os blogues nos proporcionam e você estando tão longe de mim, podemos encostar nossas almas.
    Eu escrevi um texto sobre o virtual e se interessar depois lhe passo o link. O virtual existe e não tem nada a ver com internet. E gostei que você citasse o virtual em primeiro plano e depois ao final se referir a não necessidade do físico. Estamos em sintonia, compreendo isso perfeitamente, não que não precisamos do olhar ou dos nossos sentidos corporais, mas que o nosso entuito na websfera seja enriquecer o pensamento e o pensamento, expressão da nossa alma é virtual!
    Estou te sentindo daqui, lendo o seu texto e entrando em sintonia. Capitei a sua alma, imprimi na minha aquilo que chamamos “enriquecimento da alma” e espero enriquecer um pouco a sua também. Se isso não for possível, que você ache graça, ria ou bata o pé comigo. Não vou achar ruim se discordar de mim, ainda estou aprendendo.
    Beijus,

  9. 9

    Sim, Luma, eu gostaria de ler! Pode passar o link, então?

    O enriquecimento é mútuo, sim, grata por tudo, incluindo o vir aqui com toda a sua disponibilidade e carinho.
    Abraços mil
    Isabel

  10. 10

    valedegil said,

    Olá Isabel, parabéns por mais um belo post, e por todas as recomendações de leitura finais. Já ficaram anotadas algumas, para quando o tempo disponível for mais abundante. Beijinhos!

  11. 11

    Vale de Gil!!! Há quanto tempo!!! Que saudades!
    Que bom teres vindo aqui…
    Como vão aí por casa?
    Muitos beijinhos e que tudo vos corra sempre pelo melhor!
    Isabel


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