Questionamento_ 4ª fase da BCAP

Olá a todos!

Tal como as organizadoras desta coletiva (Amor Aos Pedaços) delinearam, este Questionamento segue-se à Esperança (vejam a partir daqui todas as participações).

Dos vários momentos que dediquei à esperança (ou à não esperança) nesta coletiva, faz parte um comentário que coloquei na participação da Lina e que para aqui transcrevo:

“Ah, ah, querida maninha! Este é um post mal humurado??? Então que venham mais pots “mal humurados” assim! Para mim é um com muito humor (e Amor) à mistura!

Pois que te percebo e já vi que já viste que eu te percebo e que também me percebeste, pelo comentário que deixaste lá na minha participação… perceberam?

Bem, deixando-me de trocadilhos, já há uns tempinhos que percebi que a maior parte dos problemas nas nossas vidas são uns falsos problemas e que derivam de toda a confusão de conceitos e preconceitos e julgamentos e de “saberes” com que somos bombardeados desde que nascemos e aos quais, ao fim de um certo tempo de bombardeamento, sucumbimos. Conceitos como este da Esperança (e muitos, muitos outros) que nos são apresentados sob uma capinha muito lindinha e a prometer-nos os céus. E assim entramos nesta roda, neste ciclo vicioso de encantos e desencantos, de ilusão e desilusão, de esperança e de desespero, de todas as polaridades e não sei quando é que a raça humana vai sair deste impasse bipolar (inspirei-me na “bipolaridade emocional” do chamamento das 4 R’s a esta fase, gostei do encaixe da expressão…)_ talvez quando retornarmos às crianças que fomos e nos relembrarmos do que é naturalmente mágico e verdadeiro e por isso não é mágico, é real, nós é que nos esquecemos do que a realidade É, realmente, deixámos de a percecionar (ou por outras palavras, do que o Amor É_ e andamos para aqui a chamar-lhe outros nomes!) Ora exatamente sem esperança que lá chegaremos e simplesmente com amor (que tudo pode-tudo confia-nada questiona-tudo faz, etc., etc.), me despeço de ti e deste teu post mirabolástico e fantástico, por hoje… mil beijinhos!!! Isabel”

Pois como para mim o amor nada questiona, não me faz grande sentido adotar o questionamento como uma fase do amor (assim como o não fez o desencanto (2ª fase) e mesmo a esperança (3ª fase). Faz-me mais sentido se eu considerar que estas “fases” sejam algumas das que alguns de nós passamos até redescobrirmos o que é o Amor… talvez. E que, afinal de contas, nada têm a ver com Amor.

Bem, é que não tenho muito a dizer quanto ao questionamento como “ferramenta de auto-conhecimento”, digamos, ou melhor, não tenho muito a acrescentar ao que já disse quando participei nas 4ª e 5ª fases da coletiva anterior, “Fases da Vida”, que se referiam à Juventude e à Maturidade e que eu intitulei de “Relacionamentos e Busca _parte I” e “Relacionamentos e Busca_ parte II”. Podem reler (ou ler pela primeira vez!), ficarão com a noção de como o questionamento passou por mim ou eu passei pelo questionamento e culminou num não buscar, não questionar, não por ter concluído o meu “auto-conhecimento”, como é óbvio, e sim porque deixou de fazer sentido buscar e questionar quando me reencontrei comigo própria (assim, muito resumidamente, porque “vi”, com o meu próprio coração, como sabemos todas as respostas, então não há que buscá-las, já cá estão, é só sintonizarmos com elas e tudo passou a ser “praticar a sintonia”).

Da mesma forma, partilhei nesses posts o sumo das minhas “fases do amor” no que respeita ao que denominei de “amor conjugal” e então, para esta coletiva agora, específica sobre o amor, pouco se me afigura acrescentar quanto ao amor (conjugal, romântico, como lhe quiserem chamar). Daí, até agora ter falado de alguns meus “estados de encantamento”, no geral (na 1ª fase em Março), do meu “desamor à sociedade” quando adolescente (na 2ª fase, em Abril) e do meu “amor de mãe” (na 3ª fase, em Maio).

E assim, agora _ menos palavras e mais ação, entrega e Amor no lugar de questionamento, experimentar para saber e fazer acontecer _, convido-vos a ver este vídeo (partilha de vivências de uma médica, de profissão, que vive e trabalha em Aveiro-Portugal):

(Gosto muito quando, já quase no final, a Isabel diz que tudo aconteceu, porque foi o amor que fez acontecer e agradece também ao marido, visivelmente emocionada, o que muito tem a ver com este tema e este post).

E este ainda, com amor  e gratidão:

Amo-vos e grata por Tudo (inclusive pela paciência que têm tido comigo)!

😀

Isabel (de Matos)

14 Respostas so far »

  1. 1

    ruteppp said,

    Olá amiguita,
    engraçado que todo o teu texto é questionador do principio ao fim. No fundo questionas a organização do porquê de repartir o amor em fases e do porquê de titulá-las desta forma🙂
    E… questionas com amor.
    E… mesmo sem concordar, participas por amor.
    Grande prova de amor, hein.
    Muitos beijinhos de quem te ama muito também.
    Rute

  2. 2

    Querida maninha, achas??? (agora é que são mesmo três pontos de interrogação!).

    Quando muito questionei-me a mim própria (e não a organização, obviamente) no início, antes de começar a participar (e não agora), sobre o sentido que tinha para mim participar na BCAP. E descobri-o quando parei de me questionar!😀

    Depois, nalguns posts, a minha intenção foi esclarecer a minha posição e nunca criticar nem questionar. Porque como disse aqui neste texto, sintonizando, descubro as respostas, o sentido das coisas e está sempre tudo certo quando cada um de nós é o próprio, portanto eu nunca poderia ser falsa ou dissimulada e não expor o que sinto ou como vejo as coisas, ou não seria a minha participação, seria outra coisa qualquer. Simplesmente isto…
    E, bem, para mim, no Amor também não há provas.

    Olha lá, fiquei sem saber o que sentiste em relação aos vídeos que, no fundo, eram o cerne da minha participação sobre o questionamento versus amor.

    Fico, sim, muito grata por tudo quanto aqui comentas, és uma doce e carinhosa alma!
    Muitos beijinhos desta tua amiga de sempre
    Isabel

  3. 3

    Bel Rech said,

    Tive que ler e reler seu texto, muito questionador…Nos provoca e instiga…
    Paz e bem

  4. 4

    ruteppp said,

    Bom dia pequena,
    estou de volta à tua participação mesmo antes de terminar a visita às 60 posições da lista.

    Os videos já conhecia pois reencaminhaste-os para mim, por email. E também ouvi o próprio Robyn relatar os acontecimentos em conjunto com a Isabel (via skype) naquele workshop de domingo que fomos juntas.

    Inquestionável o poder do amor!! Ele tem potencialidades impensáveis, assim seja cultivado de forma positiva e consciente. É incrivel como amor e saúde estão intimamente ligados.

    Só acho que para a metamorfose acontecer, e o ovo se quebrar de dentro para fora, visando ganhar asas da realidade ilusória, é preciso muito autoquestionamento. Talvez a 1ªquestão seja tão simplesmente relativa ao amor-próprio. Equilibrado e sem egocentrismo, claro.

    Até chegar ao amor luminoso tem de se caminhar por uma estrada de autodescoberta. Foi isso que a BC Amor aos Pedaços tentou fazer: conduzir as pessoas à reflexão da forma como amam.
    Grata por iluminares.
    Daqui a nada já estaremos a almoçar juntinhas😉
    +Bjs. Rute

  5. 5

    Olá Bel! Grata pela visita!
    Rute,😀, já continuamos a nossa conversa😉 Quero apenas frisar que nunca questionei a organização nem os propósitos da BCAP e sempre a considerei espetacular e a mover massas! 🙂 Beijinhos a todos!
    Isabel

  6. 6

    Bipolaridade emocional, gostei disso!
    Isabel, não existe ser que sonhe mais ou que tenha mais esperança que uma criança. Ela vive para sobreviver ao mundo adulto, um mundo opressor que acaba com os sonhos da criança! Quantos adultos frustrados existem por não terem realizado seus sonhos e passam pela vida amargurados justamente por que uma dia, alguém destruiu os seus sonhos. Quem não tem sonhos, morreu e não sabe!
    A proposta do “Amor aos pedaços”, não era para ser restrita ao amor entre homem e mulher, mas muitos levaram para este lado. Eu insisti no amor que existe dentro de cada um, mas fui vencida!
    Particularmente eu não gostaria de trazer à tona a criança que existia em mim, porque sempre fui muito precoce e responsável. Depois de uma certa idade, deixei toda a neura que o mundo adulto exige e fui ser a pessoa que hoje sou. Todas as minhas tristezas não se transformaram em desencantos, eu esperei que elas passassem. As alegrias sempre valorizei e não preciso de grandes projetos de felicidade. Qualquer coisa me diverte.
    Essas fases são, como você bem traduziu, a bipolaridade emocional que assola a maioria e em uma coletiva, precisamos pensar no que é comum de modo abrangente.
    Viu que saiu o tema para a 5ª e última fase? hehehehe Lá estou vendo Isabel discordando de novo!! Mas que graça tem se não discordar? Confessa que seus neurônios brincaram de roda enquanto escrevia o texto!
    Boa semana!! Beijus,

  7. 7

    Luma!

    Que bom você sempre comentar! Concordo consigo sobre o que fala das crianças (vê? Não é só “discordar” :D) Estou brincando, como deve ter lido no que falei para a Rute eu sempre entendi o propósito da BCAP e nunca questionei a vossa organização, tem sido fantástico.

    Eu sou um pouco avessa a conceitos e preconceitos, a catalogar, a classificar, já deve ter dado para ver… e sei que para nos entendermos ao comunicar desta forma escrita (e até falada, claro, por telepatia é que já é mais livre e menos dada a diferentes interpretações…😉 ) temos que usar palavras que pressupôem conceitos e definições e classificações, daí tudo o que é palavra (embora eu goste muito de escrever… não é contradição, não, tem suas razões por detrás) é uma grande “chinesice” (bem, lá está o preconceito por detrás dessa expressão também!😉 Está vendo?

    Então o Amor que é Tudo, o Todo, não se encaixa em nada do que possamos dizer para o enquadrar. Daí, quando quero “falar de amor” (pois preferível para mim é amar e pronto) prefiro contar casos, histórias, passagens, acontecimentos, experiências, amorosas e pronto. Daí a minha dificuldade em me enquadrar nos diferentes nomes que vocês deram às fases desta coletiva, pois como contar uma história de desencanto e dizer que essa é uma história de amor? Não é, desencanto é uma ilusão, uma projeção de cada uma das nossas mentes, coisas de animal racional…😉 E questionamento? A mesma coisa… coisa de animal racional. Convido você a ler o meu 2º comentário ao post da Lina para esta fase, aqui: http://aromadecaf.blogspot.pt/2012/06/fechado-para-auto-questionamento.html (o 2º, que neste preciso momento ainda não foi aprovado por ela, ainda está só o meu 1º comentário, mais logo já deve aparecer…)

    E bom, acabei há pouco de ler o tema para a 5ª e última fase… pois, não é que vá discordar, mas você vai talvez pensar que sim!😀

    Muitos beijinhos, até breve, então!
    Isabel

  8. 8

    OI Isabel!

    Antes! Estou dando prosseguimento às visitas ao BC Questionamento. E que bom encontrar alguém do WordPress. Achei que eu estava sozinha nessa 🙂

    Agora, sua participação!
    Olha! Eu estou participando, mas não em cima do amor a dois, mas no fraternal. Cheguei até a pensar que estava fugindo do propósito da Blogagem Coletiva.

    Segue assim, que está legal🙂
    Beijos,

    p.s: Como estou logada, e o meu outro blog que aparece, o que eu participo com o Questionamento, é esse: cadeiranteemprimeirasviagens.wordpress.com/2011/12/13/nao-deveria-mas-eu-bem-que-tento-entender-as-pessoas-de-mao-unica/

  9. 9

    Um off-topic:

    Se for em -> Configurações -> Geral -> lá em Ícone do blog, você pode colocar uma foto. Ela vai aparecer no lugar da logo do WP na url do seu blog.
    Veja nos meus para saber do que estou falando.
    🙂

  10. 10

    Acho que vou adotar o seu modo de pensar quando estiver sob pressão, desencantada ou triste – se tudo é projeção, direi: Não estou vivendo isso, é um pesadelo. Quando é que se acorda dessa inexistência!
    Mas você vai ter que discordar! Agora já acostumei…🙂
    Vou lá na Lina. Da última vez que lá estive, saí com o peito apertadinho😦
    Beijus,

  11. 11

    Valéria! Grata pela visita! Vou espreitar também seu blog…
    Luma…😉 vai ver que funciona, e melhor se perceber porque voltamos a reencenar sempre as mesma cenas (com algumas variações) e transformar a energia a elas associada, com amor…
    Berijinhos!
    Isabel

  12. 12

    Olá, querida
    Passei tarde por estar numa Missão e valeu a pena saborear o seu post…
    Confesso-lhe uma coisa: já fui liberta de 3 cirurgias (coluna lombar, cervical e rim)…
    Com métodos terapêuticos diversos e com Oração de Amorização que viria a ser algo bem similar ao que vc relata no lindo vídeo…
    Valeu-me a lembrança das bênçãos divinas sobre a minha vida sempre!!!
    Excelente post!!!
    Seja abençoada e feliz!!
    Bjs de paz

  13. 13

    Olá, Rosélia!
    Grata por comentar!
    Só uma retificação: a Isabel do vídeo não sou eu, é uma outra Isabel…
    Muitos beijinhos!
    Isabel


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