Variações Sobre Um Tema_ Navios

Vivam, boa noite!

O título do post de hoje é simplesmente o título do apontamento no Caderno Verde, só que a propósito do assunto “Variações Sobre Um tema”, vou partilhar aqui duas coisas:

1 – Estas Variações Sobre Um Tema que aqui vão aparecendo no blog praticamente desde o seu início, podem equiparar-se a um conjunto de pequenos projetos sobre um determinado tema.

Há algumas escolas “alternativas” que funcionam por projetos.

E em Ensino Doméstico, também é possível uma “aprendizagem por projetos”, muitas vezes “parcialmente”. Com “parcialmente” quero dizer, que a aprendizagem se fará de muitas formas, incluindo “por projetos”. Quero aqui destacar (porque conheço e me sinto afetivamente próxima) os projetos coletivos (coletivos no sentido de que várias famílias em ensino doméstico aderem aos projetos e participam) promovidos pelo blog “Dalle Un Colinho” e os projetos coletivos promovidos e partilhados no blog “Aprender, Aprender Sempre”.

2 – As nossas Variações Sobre Um Tema, como disse, podem equiparar-se a um conjunto de pequenos projetos sobre um mesmo tema. Com elas, a aprendizagem acontece, sim, e tem algumas nuances que a distingue dos projetos propostos e seguidos/adotados:

– Como se percebe nos nossos posts assim intitulados, cada tema decorre ao longo de vários meses (e, se quisermos, às vezes anos) e em simultâneo com muitos outros.

– Os temas não são pré-definidos, surgem (por sugestão de algum dos vários membros da nossa “família em Ensino Doméstico” a propósito de algum interesse que observamos estar a captar a atenção do Alexandre ou por demanda do próprio Alexandre). E os pequenos projetos e sua concretização que dai derivam são então, apenas no registo e à posteriori, agrupados por temas. O que é uma abordagem um tanto diferente e um pouco derivada da nossa prática do unschooling.

Hoje temos, no Caderno Verde, algumas das variações concretizadas sobre o tema “Navios”. (Podem ainda espreitar as várias variações já partilhadas sobre os seguintes temas: Cidades, Passeios, Uma semana na terra, Natal, Aviões, Naves Espaciais, Árvores, Comboios… Eu chamo-lhes “variações” e não “projetos” ou “conjunto de projetos”, dado que algumas são simplesmente “atividades”, tais como desenhar, ler, pintar e outras, sim, pequenos projetos com algum planeamento envolvido como, por exemplo, o  de construir uma caixa para guardar as muitas peças das pistas de comboio, de madeira, partilhado no post “Variações Sobre Um Tema_ Comboios”)

Beijinhos para todos e belas variações de muitas formas e feitios!!!

😀

Isabel

x

Caderno Verde

Variações Sobre Um Tema_ Navios

Ao longo destes últimos três meses, o tema Navios e muito especificamente o “Titanic”, tem sido amplamente abordado cá por estes lados. Barcos, Navios, Ferrys, Catamarans, Veleiros têm feito parte dos grandes interesses do Alexandre desde cedo (os 3 e 4 anitos) e muitos têm sido os posts neste blog (e no blog Pés Na Relva) sobre o assunto. O interesse sobre o Titanic é mais recente. Já não sei bem quando é que começou, nem o que o suscitou.  Os desastres (e mesmo as castátrofes naturais) sempre exerceram algum fascínio sobre o Alexandre, não exatamente pelas suas consequências, mas sobretudo pela ocorrência, pela falha, pelo deslize ou lapso ou falha técnica que provoca tal incidente, pelo “mecanismo” por detrás do acidente em si. E assim veio à baila a história do Titanic.

Que foi desenhado,

com todo o pormenor (e algumas inovações pelo meio, como este balde…

… com a capacidade de 16 biliões de litros_ a propósito, a dada altura percebi que havia alguma confusão sobre quantos zeros tem um bilião (9 ou 12, embora eu sempre pensasse no bilião como o milhão do milhão, encontrara em alguns textos um bilião com nove zeros) e depois percebi, quando consultei a wikipédia a propósito de esclarecer corretamente o Alexandre que adora números com muitos zeros e nos pergunta a quantidade que tal número representa:

“No português europeu, Bilião é o termo usado para representar 1012. Corresponde à designação de “milhão de milhões”.

No português do Brasil, Bilhão corresponde a mil milhões, ou seja, 109.

Bilião (Portugal)

1. Quantos zeros tem um bilião? Em Portugal a nomenclatura dos grandes números era tradicionalmente baseada na «regra 3n». De acordo com essa regra, haveria uma nova designação por cada três novos zeros acrescentados a um número. Ou seja, um bilião seria mil milhões e um trilião mil biliões. Face à existência de diferentes sistemas a nível internacional, a IX Conferência Geral dos Pesos e Medidas, reunida em 1948, aconselhou a adopção da «regra 6N» nos países europeus, alinhando pelo sistema britânico de então. De acordo com essa regra, há uma nova designação sempre que se acrescentam mais seis zeros a um número. Ou seja, um bilião é um milhão de milhões e um trilião um milhão de biliões.”

Desenho de cais e navios em planta,

construção do Titanic com a ajuda das peças de Lego (e “de cabeça”, sem seguir qualquer desenho ou instrução).

Entretanto construíu outro navio mais pequeno e ambos (e mais o nosso barco solar) serviram a várias brincadeiras com navios (e histórias representadas).

(pormenor do fio utilizado para os mastros, que ele costuma ir diretamente buscar à minha caixa de costura que contém as linhas para bordar a ponto cruz)

Desenho no quadro magnético,

escrita

e algo que o pai encontrou para o simulador de condução de navios: a rota e a simulação da condução do próprio Titanic! Foi um sucesso e algo que ocupou dias, pois a condução não é fácil e usa de muitos pormenores de navegação a observar,

com a ajuda deste instrumento de navegação cujo indicador de direção nem sempre era fácil de descodificar, pois dependia do ponto de observação (e às vezes estávamos “ao contrário”, no que respeita ao sentido da rota e o ponteiro referenciava-se ao leme).

A saída do cais de embarque, que não era nada fácil, também, mas que fascina o Alexandre ainda não percebi bem porquê:

O leme e o painel instrumental (a mim fascina-me é a velocidade com que ele muda de pontos de observação e considera vários para uma melhor navegação virtual, pois não sou nada expedita no assunto):

Passados dias voltou o interesse pelos Navios-Cruzeiro (já falámos deles mais vezes e o Alexandre já pediu para fazermos um cruzeiro com ele, o que ainda não houve oportunidade). Desta vez, andámos a pesquisar (porque ele perguntou) quais os maiores cruzeiros do Mundo e aqui estão eles:

O 2º maior, o Oasis of the Seas (com 360 metros de comprimento= 5 Titanics!)

E o 1º, o Allure of the Seas (da mesma companhia e quase irmão gémeo do Oasis, apenas com mais duas polegadas de comprimento_ mais 5 cm!).

E eis que ele deseja ver o filme “Titanic”. Três horinhas de filme (vi-o com ele), com dois intervalos para comermos algo. Pensei que ele quereria ver apenas as partes técnicas do filme (de facto no final, ele disse que o que mais gostou foi da parte inicial onde vimos o navio no fundo do mar, quando foi encontrado e a explicação técnica do seu afundamento e ainda do início do contar da história, as imagens do navio a desatracar do cais), mas afinal ele também gostou do romance e viu o filme todinho do início ao fim.

Um outro desenho no quadro magnético

e bem, o pai também descobriu o Titanic para o jogo Minecraft. Já vinha construído, o Titanic e então foi explorar (por fora e por dentro) e construir um cais para ele.

Foram também muitos dias, à volta do Titanic-Minecraft.

Mais uns navios em planta, no quadro magnético (e algumas capacidades anotadas)

e desenhar o Titanic na parede-ardósia (da qual falei no post anterior).

Pronto, depois o pai encontrou na net as instruções para a construção do Titanic com peças de Lego

e até um programa onde se constrói “em Lego” a duas dimensões…

Uma pequena nota: muitas vezes eu vou falando a alguns colegas de trabalho os temas que andamos a tratar em casa (e fora de casa!) com o Alexandre e uma colega minha falou-me de uma “curiosidade”_ no filme, o Titanic aparece com 4 chaminés e na realidade tinha apenas 3. Ora que isto foi um balde de água fria para o Alexandre, quando lhe contei, pois andava a construir “erradamente” Titanics com 4 chaminés e afinal… bom, passou a construí-los com 3 chaminés, como o era, de facto. Estes realizadores de cinema não são exatos!!!

🙂

Nesse espaço de tempo, num pequeno passeio que dei na marina de Cascais para esticar as pernas durante a minha pausa de descanso, logo ao lado do meu local de trabalho, fotografei este veleiro lá atracado, para mostrar ao Alexandre quando chegasse a casa (num dia nublado, as fotos quase parecem um postal ilustrado). Ele já viu veleiros ao vivo (e visitou dois), mas gosta sempre de ver fotos de “barcos de verdade”.

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