Passeio de 4 dias a Viana – Dia 2, Xadrez, História de Portugal, Conversas, Tecnologia, Jantar fora, Perguntas e Hoobipistas

Passeio de 4 dias a Viana – dia 2, Xadrez, História de Portugal, Conversas, Tecnologia, Jantar fora, Perguntas e Hoobipistas

Dia 2, Sábado (podem ler sobre os três apontamentos do dia 1: o primeiro, o segundo e o terceiro).

Estávamos um pouco cansadinhos e resolvemos ficar por casa a explorar a casa e Neiva.

A nossa amiga tinha um jogo de xadrez muito giro com peças chinesas que ela trouxe de uma viagem sua que fez as delícias do Alexandre. Vou colocar daqui uns dias dois posts sobre os jogos de mão e tabuleiro que incluirão o xadrez e falaremos melhor sobre isto. Para já vou frisar a parte das peças diferentes. É que nós costumamos usar este nosso tabuleiro antiguinho, que o Alexandre sempre viu lá em casa,

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DSC07694(aliás, como podem ver aqui, nos primeiros contactos com o jogo, ele alterou logo as peças, adaptando os seus bonecos de peças Lego a peões, bispos, cavalos, etc.):

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e ultimamente também jogamos xadrez no iPad,

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mas depois do Alexandre se ter impressionado com este da nossa amiga,

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ter jogado uns jogos com o pai, outros comigo

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e até sozinho, dando-lhe outras funções (construíu um reino, com as peças),

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ao chegarmos a casa, o pai foi buscar um outro tabuleiro que lhe tinham oferecido de presente um dia e estava guardado por ser de vidro e passámos a jogar com as novas e frágeis peças:

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Também andámos a preciar os canteiros orientais da nossa amiga

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e a desfrutar do seu relvado. DSC07966

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DSC07968Ali perto também podíamos dar passeios embrenhando-nos num pinhal e chegando até ao rio e às suas pequenas cascatas. O Alexandre só foi no dia seguinte, pois neste estava mesmo cansadinho das pernocas, do dia anterior. Mas eu e o pai fomos à vez dar um passeio até ao rio e ler um bocadinho.

Mas também estivémos a ler com ele, em casa, pois a nossa amiga tinha em cima da mesa da sala este livro da História de Portugal em banda desenhada que eu já tinha estado para comprar quando andei a pesquisar sobre o assunto, mas como havia comprado aqueles 4 sobre os quais tenho partilhado por aqui, não comprei este. Então estivémos a rever, agora em banda desenhada, todos os temas que o Alexandre mais tem gostado na História de Portugal,

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o início, a Ibéria, DSC07972

(ele adora saber estas configurações mais antigas do mapa mundo) DSC07973

DSC07974as viagens, descobrimentos e conquistas, DSC07975

quando restaurámos a nossa independência, DSC07976

DSC07977de novo a passarola do Bartolomeu de Gusmão,

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DSC07979e o mapa cor-de-rosa!

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Também a instauração da república,

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a “nova” bandeira, DSC07982

DSC07983e no final do livro há um quadro com a evolução da bandeira portuguesa

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e um outro com a sequência dos nossos reis e dos presidentes da república. DSC07987

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(ele não sabe todos de cor, como é óbvio, mas sabe alguns, gosta de consultar e sobretudo gosta de fazer ligações entre uns apectos e outros).

Entretanto a nossa amiga chegou cedo do trabalho neste dia e estivémos a lanchar (com doce de ameixa caseiro!) e a conversar. A J. contou-nos do projeto (que desde há dez anos ele insistia em implementar e ainda bem que persistiu, pois agora começou a ter êxito!) de um amigo que nós também conhecemos e que nos interessou muito a todos. Como, uns dias depois de termos voltado tive a oportunidade de o explicar um pouco num comentário feito a um post de um blog de uma família em ensino doméstico a propósito de algo parecido, vou para aqui transcrever essas passagens:

A Paula, do Aprender em Família, publicou um post intitulado “Miguel Ângelo pintando a Capela Sistina” no qual deixei este comentário, após visitar o site por ela indicado, pois também já tínhamos visitado assim museus, através de uns links que me tinham enviado por e-mail:

“Também já visitámos museus assim virtualmente, é giro e há dois fins de semana atrás tivémos conhecimento que um conhecido nosso, arquitecto, está a desenvolver um projeto (aliás, já o lançou e tem tido pedidos de todas as partes do Mundo) com este tipo de tecnologia virtual para aplicar não só em museus, como em jardins zoológicos, e ainda a partir de um projeto (imagina que queres construir a tua própria casa e a partir do projeto andas a navegar nela e a visualizar como ficará exatamente…), na formação de pilotos de aviões, de cirurgiões a visualizar uma operação… não é bem assim num computador mas através do que chamam de “câmaras de imersão” e vês tudo em 3D. É fenomenal!”

No fim destas conversas pós-lanche, resolvemos ir jantar fora a Viana do Castelo (a um restaurante chinês, porque não havia um indiano e nós somos todos vegetarianos _ a nossa amiga também_ comer um arroz xau-xau vegetariano e tofú na caçarola e sopa de milho, que estavam uma delícia.

Durante a refeição, o Alexandre fez uma pergunta: “O que é uma Pergunta Retórica?” Ora que eu e o pai não tínhamos a certeza e dissémos-lhe que íamos confirmar em casa, mas a nossa amiga sabia e respondeu-lhe, dando-lhe um exemplo: “Gostas de sopa de milho, não gostas?” (é uma pergunta em que praticamente tu perguntas e dás a resposta ao mesmo tempo, ou em que a resposta está contida na pergunta). Ela achou piada a ele fazer este tipo de perguntas e ao facto de ele ter percebido logo. Ora que, não sabendo de onde vinha esta pergunta e não conhecendo a conexão imediata que ele fez assim que obteve a resposta da nossa amiga, poderia pensar-se que ele, ou não perceberia bem uma resposta só assim simples e direta ou que daqui a uns tempos já não se lembraria. Mas o facto é que no dia a seguir eu perguntei-lhe se ele tinha percebido e ele respondeu que sim e deu-me logo outro exemplo de outra pergunta retórica. Eu pensei, “Bem, percebeu mesmo”. E, não satisfeita, pus-me a indagar a razão de tal curiosidade, isto é, porque é que ele tinha feito a pergunta; respondeu-me ele: “É que no “Leroy & Stitch”, o Gantu pergunta ao Dr. Hamsterviel, “Tu nunca percebeste o significado de Aloha, pois não?” e o Dr. Hamsterviel responde “Bem… acho que significa…”, mas o Gantu volta a falar, interrompendo-o,”Ah, era uma pergunta retórica!” e eu queria confirmar o que era uma pergunta retórica”. Pronto. Assim, simplesmente.

Outra coisa que me surpreendeu: o Alexandre praticamente não conhecia esta nossa amiga, a última visita que ela nos tinha feito, tinha ele 3 anitos. E deu-se logo muito bem com ela. E no final do jantar, tínhamos todos acabado de sair do restaurante, quando nos lembrámos que o Alexandre tinha pedido para levarmos uma sopa de milho para casa e não a tínhamos pedido; então o pai voltou atrás e como eu fiquei na dúvida se ele iria pedir a sopa certa segui-o e enquanto estava lá dentro é que me lembrei “ups! Se calhar o Alexandre não ficou confortável em ficar sozinho lá fora com a J. (pois isto já aconteceu com outras pessoas que ele não conhece bem), deixa-me cá despachar a ir lá para fora”, mas o Pedo ainda me pediu umas moedas e acabei por voltar a sair já com ele e com a sopa e ficámos agradavelmente surpreendidos ao chegar cá fora e verificar que estavam os dois (Alexandre e J.) muito entretidos a jogar o jogo das Hoobipistas, que o Alexandre lhe tinha logo proposto para jogarem e ensinado à J., pois ela não o conhecia.

Jogo das Hoobipistas: foi um que ele aprendeu já há alguns anitos a jogar com o programa dos “Hoobs” que dá no canal Jim Jam e que jogamos regularmente quando viajamos de carro, por exemplo. Basicamente, um dos jogadores pensa (escolhe) numa palavra e vai dando pistas aos outros (e a seu pedido) até eles acertarem na palavra que ele pensou. Começa com a frase “Já pensei”, seguindo-se o pedido dos restantes “Olé, olá, uma Hoobipista já!”.

😉

4 Respostas so far »

  1. 1

    […] (e concluindo), o que comecei a reportar neste primeiro post, segundo, terceiro e quarto, os dias 3 e 4 também foram recheados de belas […]

  2. 2

    […] Como já vos tinha dito e mostrado, começámos a utilizar outras peças de xadrez (o Alexandre tinha gostado muito do tabuleiro da nossa amiga com as peças chinesas): […]

  3. 3

    […] pergunta, “Virgem é de Setembro, não é?” (uma pergunta retórica, ah, ah! _ ver aqui para quem não sabe de onde vem a piada) e eu vou respondendo “Sim, da maior parte de Setembro […]

  4. 4

    […] Depois disto, ainda folheámos e lemos algumas partes de um outro livro “A História de Portugal em Banda Desenhada” que junta todas estas partes que fomos lendo nestes 4, em casa de uma amiga, quando fizémos o nosso passeio a Viana do Castelo, conforme já contei aqui. […]


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