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Simpósio Sandra Dodd em Lisboa e Coisas que temos andado a fazer… V

Vivam, bom dia!

Conforme anunciei neste outro post, a 1 e 2 de Junho aconteceu em Lisboa, o Simpósio sobre Unschooling com a presença da Sandra Dodd e da Joyce Fetteroll (ambas mães unschoolers, americanas, com filhos já adultos que não frequentaram a escola e têm bons desempenhos nas tarefas que mais gostam de fazer (trabalho), tendo crescido saudáveis e felizes) e vários pais interessadíssimos no tema.

Alguns pais levaram também as suas crianças, pois havia um espaço de brincadeira para elas.

O simpósio correu lindamente, graças também ao empenho da sua organizadora, a Marta Pires.

Os “subtemas” abordados foram os que constavam do programa: 1- Boas-vindas e apresentação das oradoras; 2- Sandra Dodd – “As origens das ideias sobre o movimento norte-americano da “Open Classromm”, e John Holt e a reforma da escola; Como funciona o unschooling”; 3- Joyce Fetteroll e Sandra Dodd – “Aprender e Ensinar”; 4 – Sandra Dodd – “Desescolarização (deschooling)”; 5 – Joyce Fetteroll – “Caixa de Ferramentas para o Unschooling (1ª parte) e (2ªa parte: perguntas e respostas); 6 – Joyce Fetteroll – “Porque não conseguem relaxar e deixar ir”; 7 – Sandra Dodd – “Escolhas e Parcerias na Família”; 8 – Sandra Dodd – “Benefícios Imprevistos do Unschooling”; 9 – Sandra Dodd e Marta Pires – “Perguntas Frequentes sobre o Unschooling; 10 – “Sessão de Perguntas e respostas; 11 – “Encerramento e despedidas”.

Esteve ainda presente uma jornalista da Notícias Magazine, revista do Jornal de Notícias que desenvolveu uma reportagem sobre o simpósio e o tema Unschooling que sairá oportunamente. Quando souber a data da sua publicação, voltarei a falar-vos aqui.

A Sandra Dodd e a Joyce, na semana seguinte, vieram cá a casa com a Marta (depois de terem ido visitar Sintra) e tiraram algumas fotos (à pintura da nave espacial feita pelo Alexandre, à pintura da árvore de parede do quarto da Celina…). O Alexandre quiz logo saber em que local dos Estados Unidos moram elas, abriu o Google Earth e lá estiveram os três a localizar as casas de ambas (uma em Albuquerque, outra em Boston), muito divertidos. Também cá estava a mana Celina que esteve a conversar com a Sandra sobre a sua filha Holly, pois são ambas da mesma idade e, pelo que disse a Sandra, algo parecidas na maneira de vestir (tanto o Alexandre como a Celina e a catarina não tinham estado no simpósio).

🙂

Foram uns belos e proveitosos dias, belos dias para todos vós!

Beijinhos

Isabel

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Caderno Verde

Coisas que temos andado a fzer nestes últimos três meses (V)… para além das outras coisas que tenho contado por aqui.

– Parece que andamos na fase dos documentários. Este, sobre a Pirâmide Urbana (uma cidade em forma de pirâmide) projetada para Tóquio (inspirada obviamente na forma das antigas pirâmides), o Alexandre já tinha visto há uns meses atrás e voltou a querer vê-lo de novo, pois andam outra vez a passá-lo no Discovery Channel no programa “Mega-Construções”. Revimo-lo, portanto e desta vez gravámo-lo para um CD,

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assim como vimos e gravámos mais 4 documentários também do programa Mega-Construções” do Discovery Channel: um sobre a ponte (também ainda apenas em projeto) sobre o estreito de Bering que ligará a América (Alasca) à Ásia (Rússia); um outro sobre o túnel transatlântico (também em projeto) estudado para ligar a América do Norte à Europa (túnel submarino); um sobre a construção do túnel sob os  Alpes, na Suíça e um outro sob a construção do aeroporto de Hong-Kong. Vimo-los também umas duas vezes cada documentário (por agora…).

Também já vimos quatro vezes (embora ainda o não tenhamos gravado, mas vamos gravá-lo entretanto _ faltaram-nos os cds virgens) um outro documentário sobre os diques nos Países Baixos e uma outra obra de engenharia para que as terras baixas não sejam constantemente inundadas e dizimada a sua população (tal como aconteceu em 1953) e este fez com que o Alexandre andasse a estudar melhor o mapa da Holanda e as suas cidades de Amsterdão e Roterdão (e a ter vontade de ir visitá-las!). E também andou a analisar o mapa da Europa e mostrou-me uma forma que engendendrou de aumentar em 1 ou 2% a quantidade de água doce do planeta…

😉

– Mais desenhos em planta e mapas

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(outra versão do mapa de Lisboa com a sua ponte 25 de Abril e o seu aeroporto)

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(o mapa da Ilha dos Ratos, dos livros de “Gerónimo Stilton”)

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(aqui o mapa que vem nos livros)

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– Estiveram cá uns amigos a brincar (três irmãos), o Alexandre a jogar xadrez com o mais velho.

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A importância de brincarmos com os nossos filhos (brincar, jogar, etc.) e o Primeiro dia de praia de 2013

Vivam, bom dia!

Eu até há pouco tempo não me tinha dado conta de que há pais que nunca brincam e fiquei espantada quando me apercebi de que são mais os que não brincam do que os que brincam.

Palavra, palavrinha. Talvez porque os meus pais brincavam connosco; quando eu era mais bebé (entre os meus três e os meus quatro anos), era mais a minha avó que ficava connosco e lembro-me sempre de ela nos contar muitas histórias e de nos ajudar com os brinquedos e já contei aqui que foi com ela que aprendi a ler, aos 4 anos (antes de entrar para a escola, portanto) porque os meus pais me tinham dado uns cubos com letras e eu pedia à minha avó para ela formar com os cubos as palavras que eu queria saber como se escreviam. Um bocadinho maiorzinha, a minha mãe brincava connosco até ao jogo do lenço, ao “minha mãe dá licença” (não sei se alguém se recorda deste) e muitos outros. Foi o meu pai que me ensinou (por volta dos 9-10 anos) a jogar à batalha naval, ao jogo do stop (que na altura chamávamos-lhe outro nome, já não sei bem qual), fazia ginástica connosco na praia (em Moçambique, era praia quase todo o ano), xadrez, alguns jogos de cartas, jogos em que tínhamos que raciocinar, deduzir ou aplicar estratégias e outros fazer contas de cabeça e sei lá que mais. Os meus tios cantavam connosco (tenho um tio músico) e a minha mãe também, passeávamos muito (a minha mãe era daquelas que era capaz de fazer 60 km ao final da tarde para irmos comer um pastel muito bom a uma pastelaria nessa tal cidade a 60 km e depois passeávamos um bocadinho e voltávamos_ e a minha mãe sempre teve pouco dinheiro, daquelas que anotam tudo, pagam primeiro as contas e as despesas e vão reservando algum para estas “extravagâncias”) e dentro do carro íamos sempre a cantar em conjunto.

E então com os meus filhos, mesmo com as mais velhas que frequentaram a escola, eu sempre brinquei, não me passava pela cabeça que poderia ser de outra maneira. Aqui há uns meses  a minha filha mais velha (hoje com 27 anos) surpreendeu-me ao contar a todos lá em casa como tinha boas recordações de como eu brincava “às Barbies” com ela. E ela andava na escola (tinha crianças para brincar) e brincava com a irmã em casa, mas estas nossas brincadeiras tiveram lugar também antes da sua irmã nascer (elas têm diferença de 5 anos) e são os momentos que ela mais recorda com apreço. A somar a que eu quando pequena raras vezes brincava com bonecas (não gostava), mas com a minha filha brincava imenso (também a outras coisas, não só “às Barbies”; como ela gostava muito de cantar e de dar espectáculos, montava-lhe espectáculos com assistência e tudo e outras coisas que tais); com a mais nova (que agora é a do meio) também brinquei e quando não “brincava diretamente” apoiava logisticamente as brincadeiras (um exemplo engraçado foi ter ajudado a preparar um casamento de gatos: essa mais pequena sempre adorou gatos e juntava os gatos da vizinhança com o nosso e um dia em que estava uma amiga lá em casa a brincar lembrou-se de casar o nosso gato com uma gatinha linda da vizinhança, de modo que arranjámos fato para o noivo, vestido para a noiva e eu fiz um bolo de casamento em miniatura (pois uma das boas recordações que eu tenho da minha infância é a da minha mãe nos ter feito uma “festa em miniatura” com bolos em miniatura, loiças em miniatura, para festejarmos o batizado de dois nossos bonecos (eu+a minha irmã), isto é, a solenidade de lhe darmos um nome_ já disse que eu em pequena não gostava de brincar com bonecas, mas achava piada a estes “eventos” mesmo envolvendo bonecos) e nunca mais ninguém se esqueceu deste casamento de gatos, até porque o noivo fugiu a meio da cerimónia.

😉

Entretanto com este meu filho mais novo fui descobrindo que o unschooling vive deste brincarmos em conjunto, que sempre tinha sido natural para mim, mas que agora ganhou ainda uma nova dimensão. Está certo que eu não gosto de jogar a todos os jogos, nem brincar a todas as brincadeiras, mas jogo muito e brinco muito (e o meu filho ainda acha que eu trabalho muito e devia brincar mais… . E li há dias no ” The Big Book Of Unschooling” da Sandra Dodd algo sobre isto também (mais uma a acrescentar àquele meu outro post de que o unschooling não é uma teoria e é “universal” ), pois ela também acentua a importância de brincar e jogar com os filhos e também diz que há jogos de que não gosta e que a aborrecem, e não joga esses com eles, mas envolve-se nesses jogos de outra maneira, pesquisando coisas sobre, ou estando atenta à renovação do material envolvido, etc., etc. Há muitas maneiras de nos envolvermos nos seus jogos e brincadeiras, mesmo apenas conversando sobre eles ou sobre como foi bom aquele jogo de hoje, ou como foi bom passar um nível difícil, ou o que for_ partilhar o entusiamo, portanto, pelo menos. Nós cá em casa somos uns afortunados nisto, pois somos vários a poder brincar com o Alexandre, então ele tem sempre alguém com quem pode fazer parceria nos jogos e nas brincadeiras (e às vezes gosta mesmo de brincar sozinho), se não é o pai sou eu, ou a irmã mais velha ou a do meio ou o companheiro da mais velha que é um irmão para ele e ele considera ser o seu “melhor amigo”. Eu sempre gostei mais de brincar com adultos do que com crianças da minha idade (talvez porque, como já disse, os “adultos da minha infância” brincavam mesmo comigo e com os meus irmãos) e pelos vistos este pequeno é da “mesma massa”, pois embora também brinque com crianças prefere a léguas brincar connosco.

E no início deste assunto eu disse que aqui há tempos descobri, incredulamente, que há  muitos pais que não brincam, através de uma situação em que uma menina que esteve a interagir e a brincar comigo e logo lhe perguntei ao que gostava mais de brincar e depois disse-lhe que também brincava a isto e àquilo com o meu filho que é mais ou menos da idade dela, um bocado mais novo. E ainda estou a ver com nitidez a sua expressão de espanto na altura: “Mas as mães também brincam?”. Eu respondi-lhe “Brincam! A tua mamã não brinca?!”. Bem, isto foi assim espontâneo, saíu-me, tal a surpresa para mim e a mãe estava perto e eu perguntei-lhe “Tu não brincas?” e foi quando ela me explicou que não e porque não que eu caí em mim e pensei “agora como é que eu vou dar a volta a isto sem ferir suscetibilidades?”, ainda por cima porque tenho muito apreço por aquela mãe, é muito dócil e amorosa e sempre gostei muito dela. E de repente realizei, fazendo várias perguntas a vários outros pais, que são mais aqueles que não brincam que os que brincam com as crianças.

Isto fez-me pensar muito, vocês não estão a ver. Senti-me uma completa extra-terrestre na altura, ainda por cima porque não tinha até à data consciência deste “estado de coisas”. Como é que é possível ter passado 40 e tal anos a achar que os pais brincam com os filhos (lá devia haver um ou outro que não) e nem sequer pôr isso em questão? Mas foi assim e infelizmente é assim. Cada vez que tento apurar mais sobre o assunto com famílias novas que conheço (excepção feita às que praticam Ensino Doméstico_ mas também não são todos, os que brincam ) percebo que às vezes nem jogar raquetes com os filhos jogam… será possível? É como se houvesse uma compartimentação por idades, as crianças, os adolescentes, os jovens adultos, os adultos, os séniors e podemos falar entre grupos, mas brincar não… (e falar, às vezes também é com muita deferência!) Pois, nós também tentamos que a minha sogra jogue connosco e ela esquiva-se sempre (já a minha mãe não perde uma suecada, mas essa nunca fez esta compartimentação com as brincadeiras por idades), bem não sei… mas que sei que é importante brincarmos e jogarmos e sermos parceiros dos nossos filhos (e dos nossos pais!), sei. Sei que foi importante para mim (que andei na escola) e para as minhas filhas mais velhas (que andaram na escola) e o tem sido para este mais novo (que não anda na escola). Pelo menos. E também tenho lido ultimamente alguns relatos dessa importância para muitos unschoolers no grupo “radical unschooling info” do facebook e nos artigos e no livro da Sandra Dodd.

Já gora, para ainda refletirmos melhor, algumas razões que me têm dado para justificar que “brincar com os filhos está fora de questão” são: “brincar, brinca-se na escola, nos intervalos e nas férias com os amigos; quando se vai para casa, fazem-se os trabalhos de casa e mais algumas tarefas, como arrumar o quarto e os brinquedos que estiverem espalhados e no fim disto tudo podem brincar (entre irmãos, quando não há irmãos brincam sozinhos_ começo logo por não perceber a lógica de arrumar os brinquedos primeiro e de brincar depois) e ver um bocadinho de televisão (se houver tempo!) até à hora de jantar e entre o jantar e o deitar, mas não é muito bom, brincar entre o jantar e o deitar porque podem ficar muito excitados e custar-lhes a adormecer; e aos fins-de-semana há mais um tempinho para a brincadeira, mas nunca com os pais; os pais têm mais que fazer, estão cansados do trabalho e  muitos (sobretudo as mães) ainda têm que organizar a casa e tratar do jantar; alguns conseguem dar apoio aos trabalhos de casa (deveres, T.P.C), menos ainda conseguem ter conversas com os filhos sobre as coisas da escola, mas brincar com eles, não dá, eles já brincam muito com os amigos.”

E então ao fim-de-semana? Também não dá para brincarem com os filhos?

“Não. Eles brincam bem entre irmãos (e sozinhos quando não têm irmãos). As crianças gostam de brincar com crianças, não com adultos, nós não percebemos nada das suas brincadeiras e eles até ficam incomodados com a nossa presença quando interferimos. Os adultos estragam a brincadeira. Só interferimos para os separar, quando se chateiam uns com os outros.”

Pelos vistos não seria assim se de facto os pais brincassem, mas enfim, isto parece tão lógico para muitos que nem há lugar para contra-argumentos.

E há também quem diga “Eu já disse ao meu filho, eu não sou teu amigo/a, sou teu pai/mãe” e eu penso que isto são modelos de autoridade que nos passam e nos quais nós queremos muito acreditar que funcionam e que se damos alguma abévia aos nossos filhos isto se torna tudo uma rebaldaria e fora do nosso controlo.

Às vezes sinto-me tentada a recomendar, “Experimentem. O que vos chama a atenção nalgumas brincadeiras em que os vossos filhos se envolvem? Não têm qualquer interesse em saber o que se passa ali, como é aquele jogo? Alguns podem lembrar-vos outros que jogaram na vossa infância e podem mostrar-lhes como eram os nossos jogos, alguns ainda se jogam hoje um pouco mais “modernizados” _ estou a lembrar-me da “Batalha Naval” que eu jogava apenas utilizando um papel quadriculado e caneta ou lápis e o meu filho agora usa uns dispositivos de plástico onde se encaixam os barcos de um lado e onde se assinalam os lançamentos que vamos fazendo numa outra prancha com uma espécie de pinos. E há sempre os clássicos xadrez (nem que seja jogá-lo no iPad!) e damas e vários outros. Ou brincadeiras na praia, jogos de bola, raquetes, sei lá que mais. O nosso filho gosta muito de “brincar às imaginações” (é o nome que lhe dá, imagina várias situações que poderiam ser reais, em várias partes do mundo, usando vários transportes, construindo, elaborando, conversando, identificando estados de tempo e sei lá que mais e brinca a isso com um adulto (normalmente com o Bernardo que é o companheiro ideal para passar hhoooraaasss nisto com ele sempre a adorar a brincadeira). Experimentem, é só soltarmo-nos e deixarmo-nos ir…”

😉

Belas brincadeiras para todos!

Isabel

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Caderno Verde

O (nosso) Primeiro dia de praia de 2013

Foi no Dia da Mãe. Uma bela maneira para mim de passar o Dia da Mãe, com os meus filhos, marido, genro e na praia.

O Alexandre tinha-me oferecido logo pela manhã um mapa da cidade de Lisboa e alguns arredores desenhado e pintado por ele (atenção à pista do aeroporto, ali em cima e quase ao centro (ligeiramente à direita) que ele sabe que eu gosto mesmo de voar_ e a zona verde clara é o parque de Monsanto), que eu depois fixei numa das paredes do corredor cá de casa.

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Depois, praia, a aproveitar os primeiros dias quentes deste ano.

Enquanto eu e a irmã começámos por descansar na toalha, lá foram eles para “a ilha”, onde a areia estava mais plana e convidava a construir o castelo (o Alexandre há alguns anitos _ desde que lhe ofereceram este “dispositivo”_ que constrói o mesmo castelo com algumas variações (na decoração final) de castelo para castelo). Houve logo um menino que se juntou aos três construtores oficiais (Alexandre, pai e Bato). Há sempre alguma criança que se sente atraída por estes moldes de construção da Imaginarium e se junta a nós na tarefa.

E nessa altura nós (as ladies) fomos fotografando de longe, que estávamos um pouco no relax (a Catarina estava a estudar um texto para uma peça de teatro juvenil que anda a ensaiar e eu estive a ler o texto, que achei o máximo, chama-se “À espera de Vicente”, uma rapsódia de três trechos de peças diferentes do Gil Vicente misturada com uma acção no presente).

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Depois lá nos juntámos a eles e estivémos na praia até à noite. No final da construção passámos a jogar raquetes de praia, “à vez”.

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Logo a seguir à praia fomos jantar e os filhotes ofereceram-me ainda uma linda blusa verde-água-claro-intenso que me fica muito bem.

😉

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Clonlara School e Desde Quando Existem as Gruas?

Ouvi falar na Clonlara School pela primeira vez num post da “Pipocas” no seu blog. E em como esta escola é dedicada às famílias homeschoolers.

A Clonlara é uma escola democrática sediada nos EUA.

Mais tarde, ouvi falar na existência de uma sua oficina em Espanha a que comummente chamamos Clonlara Espanha e no seu diretor Juan Carlos.

Entretanto conheci uma família portuguesa do grupo do ensino doméstico, cuja filha, em ensino doméstico, após ter concluído o 4º ano, se inscreveu na Clonlara em Espanha e cujo percurso decorre lindamente.

Foi em Setembro (de 2012!) que o conheci, ao Juan Carlos, pessoalmente.

😀

Participei numa pequena parte do encontro sobre Educação Livre que a MEL organizou e assisti, precisamente à sua (do Juan) palestra sobre a Clonlara e à palestra da psicóloga Sandra Gonçalves sobre as várias formas, vertentes, hipóteses de se educar livremente (“Formas, Estilos e Conceitos para uma Educação Livre”).

Na palestra dada pelo Juan fiquei muito mais esclarecida sobre o funcionamento da Clonlara. Soube da sua história, da sua origem. Soube do livro que está disponível no site da Clonlara Espanha para uma leitura on-line, “Educar en Família”, onde percebemos quais os vários caminhos correspondentes aos vários “tipos de famílias homeschoolers” que se enquadram perfeitamente na filosofia da Clonlara. O Unschooling é um desses, muito específicos e muito me agradou perceber como se enquadra em toda a parte “legal” da escola, frequentando a qual os alunos podem obter certificados internacionais, válidos (também em Portugal) ao abrigo da comissão Fullbright.

Aqui há tempos acedi (num dos grupos portugueses do ensino doméstico que existe no facebook) ao link para uma entrevista dada pelo Juan Carlos. E nessa entrevista o Juan diz algo engraçado, em como os maiores críticos da escola (Clonlara) são unschoolers e, por outro lado, a maior parte das famílias que têm inscritas são unschoolers. Paradoxo? Eu percebo ambas as razões…

😉

O engraçado da questão é que, como diz Juan na entrevista, permitindo a Clonlara que cada família construa o seu currículo ao longo do ano, uma família unschooler, não seguindo currículo (programa), pode conciliar-se com esta “escola” elaborando um currículo à medida que caminha, não um que pré-dita as atividades e sim um que relata as atividades que vão acontecendo. Esta é, para mim, a verdadeira aceção de um currículo: o que fizémos, o que aprendemos, escrito DEPOIS DAS COISAS ACONTECEREM, o que se adapta perfeitamente às vivências em unschooling. E uma Clonlara desta feita, com os seus consultores educativos faz-me lembrar o novo modelo educativo preconizado pelo Edilbertro Sastre aqui nesta página do seu blog Desescolarizar, onde visiona um sistema em que uma criança teria um tutor/consultor que a poderia ajudar nas direções de aprendizagem por ela (criança) escolhidas e que seria fiel depositário do desenvolvimento da sua aprendizagem e, mais tarde, seria esse cúmulo de conhecimentos que constituiria todo o seu currículo e a própria pessoa, com as suas competências, o certificado bastante.

Obrigada Clonlara e Juan Carlos, pelo vosso trabalho e apoio aos homeschollers.

E belas pesquisas sobre o assunto para todos vocês! Mil abraços,

Isabel

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Caderno Verde

Desde quando existem as Gruas?

“Mãe, desde quando existem as gruas? Ah! Se calhar desde os romanos! De certeza que já existiam na altura do Império Romano…”

Esta faz-me lembrar a noção do que é a História, sobre a qual já falei um pouco neste outro post.

Bom, lá fomos pesquisar desde quando existem gruas e guindastes e descobrimos várias informações não muito unânimes: primeiro, que o primeiro guindaste (irmão-primo das gruas, isto é, a grua é da família dos guindastes e é também chamada de “guindaste universal de torre”) nasceu na civilização grega uns 4000 a 3500 anos Antes de Cristo; depois que foi inventado pelos romanos (ah, ah! Esta era condizente com o que dizia o Alexandre…), etc., etc. Que os primeiros eram de madeira e só com a revolução industrial passaram a ser metálicos. Bem, chegou-nos para perceber que é uma “máquina antiga” e ver umas fotos interessantes.

Se virem no primeiro link do parágrafo acima a imagem do mecanismo que foi um dos “primeiros guindastes”, essa fez-nos lembrar quando no outro dia estivémos a construir uma ponte antiga (vou mostrar-vos num próximo post!) inventada pelo Leonardo Da Vinci… o Alexandre achou piada a montar e conhecer, mas no final disse logo que preferia as “pontes modernas”…

😉

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Fairhayden – Escola Democrática Americana

Vivam! Boa tarde!

Partilho convosco este vídeo que partilharam no grupo Aprender Sem Escola do facebook.

É bem interessante.

Gosto muito desta frase de uma das alunas: “Não importa que idade eu tenho e sim se estou pronta para assimilar essa informação”…

E desta: “… é lembrar que a aprendizagem está no coração do ouvinte e não na voz do professor” (de um rapaz que está para sair desta escola e ir frequentar outras aulas, tipo uma receita que ele quer aplicar quando se deparar com as tais aulas a que ele não está habituado, porque sempre esteve nesta escola).

Desfrutem!

🙂

Beijinhos para todos! Até breve.

Isabel

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Educação e Liberdade

Boa noite a todos!

Andava eu pelo blog da Paula (Aprender Sem Escola) quando  encontrei na sua barra lateral direita um “novo” (para mim) blog dedicado ao ensino doméstico/domiciliar: Educação e Liberdade, da Fernanda, no Brasil.

Entrei e logo me identifiquei com a maior parte do que a Fernanda escreve.

O seu post “Os Professores são importantes, sim!“, fez-me lembrar um pouco o post que escrevi aqui há tempos “Somos Anti-Escola?

E o mesmo sentido profundo do unschooling, através do seu post “O que nos move é mais profundo que a crítica às escolas“.

Também me senti identificada com a Fernanda ao ler o seu perfil. Umas palavras trocadas e poderia ser o meu retrato.

Logo deixei um comentário no seu blog e lhe pedi autorização para escrever um artigo sobre o seu “Educação e Liberdade” aqui n’A Escola É Bela e ela não só gentilmente a concedeu como me enviou um link para um outro seu blog ao perceber que também tínhamos algo em comum nessa área. E assim acedi ao seu “Relato de um parto natural“.

Grata, Fernanda! Seja sempre bem-vinda por estas bandas! Eu continuarei seguindo, com interesse, as suas publicações.

Um grande abraço a todos e até ao próximo post, desejando-vos uns belos dias de Outono!

Isabel

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Caderno Verde

YouCam

Logo após o início das aulas deste ano lectivo, a amiguinha do Alexandre e nossa vizinha M., apareceu cá em casa toda contente a mostrar-nos o seu novo portátil. Com a sua aquisição vinha um programa, o YouCam, que fez as delícias dos dois pequenos durante duas ou três tardes inteiras.

Filmaram-se a eles próprios, tiraram fotos a eles próprios, cheias de “efeitos especiais”.

Foi quando me estiveram a mostrar os resultados que me tiraram estas abaixo, que coloco aqui para mostrar os efeitos que EU (porque eles gostam de muitos outros) achei mais interessantes. Sobretudo o “efeito-relevo”, que me inspira a desenhar e a pintar.

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“Sopas de Letras” à la carte

Olá! Vivam!

Este post desta semana vai concentrar-se na parte do Caderno Verde.

Gostaria, no entanto, de vos lembrar de passarem pelo blog “Aprender Sem Escola” onde a Paula nos inunda com informação internacional sobre o ensino doméstico, pelo blog “Orca – observar, recordar, crecer y aprender”, onde a Marvan partilha tão simplesmente as actividades que vão desenvolvendo em ensino doméstico, ela com os seus dois filhos, e para irem lendo as já algumas edições (uma vintena) do Carnaval de blogs dos nossos amigos que educam em casa em Espanha.

Beijinhos a todos, até para a semana

Isabel

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Caderno Verde

Mais “sopas de letras”

Aproveitando o seu mais recente interesse que já partilhei no Caderno Verde do último post, resolvi elaborar eu umas “sopas de letras” personalizadas, isto é, usando palavras que lhe sejam familiares e lhe digam algo.

Fiz dois conjuntos: um com letras maiúsculas e outro com minúsculas, que ele conhece menos.

Já se entreteve a resolver duas das “sopas”, a com os nossos nomes fez muito rapidamente, mesmo sendo em minúsculas.

Vou ter que imprimir mais umas, com novas palavras…

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Seguir ou não seguir curriculo

Vivam!

Cá estamos hoje, as semanas sem acesso à internet foram adiadas, em princípio por uma semana                                🙂

Um bocadinho sobre o seguir o curriculo: a lei referente ao ensino doméstico em Portugal pressupõe realizar exames de equivalência a dado momento (final do 6º ano); e várias escolas têm exigido que as crianças se submetam a um teste presencial no final do 4º ano. O que implica que de alguma forma seja abordado o programa curricular enquanto decorre o ensino doméstico.

Como já referi aqui algumas vezes, somos “adeptos” do Unschooling, que pressupõe uma abordagem dos vários temas que vão surgindo de acordo com os interesses das crianças. Neste “ano lectivo que passou” (ou está a acabar), equivalente ao 1º ano do 1º ciclo, temos deixado que os temas surjam, que o Alexandre pergunte, sugerimos algumas actividades que ele abraça ou não, a “matemática e o estudo do meio” vão já “ao nível do 2º ano”,  a leitura e a escrita a passo muito mais lento (por exemplo). E isto confiantes que ao chegar ao 4º ano seja abordada a maioria das matérias deste 1º ciclo.

Para já, no ensino doméstico, mesmo que em Portugal implique abordar todo um programa curricular, os timings e as formas com que o fazemos são muito mais flexíveis que o seguido na escola.

Volto a referir duas passagens do livro “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga, que sobre o seguir ou não seguir um currículo, em homeschooling, dão umas dicas interessantes, engraçadas e que nos deixam a pensar, ao contar experiências de algumas famílias (capítulo 12 “How to Get Started”, subcapítulo “Approaches to Homeschooling”):

– um trecho de uma carta de uma mãe que conta ter perguntado às suas duas filhas de 8 e 6 anos, no início do Verão, o que quereriam aprender nesse Verão, ao que imediatamente lhe responderam, Suzanne, 8, que queria aprender sobre histórias, poemas, ciência, matemática, arte, música, livros, pessoas, plantar, animais, lugares, comida, cores, rochas, bebés, carros, olhos e electricidade; e Gillian, 6, queria aprender sobre sementes, ossos, plantas, livros, evolução, dinossauros e experiências.

– um comentário que uma autora fez sobre ajudar “homeschoolers” adolescentes a descobrir formas de estudar certos assuntos fora da escola e não se limitando à abordagem escolar: uma rapariga perguntou ao pai como se chamava uma pessoa que estuda baleias; o pai responde-lhe “biólogo marinho” e que para isso teria que ir para a universidade tornar-se numa bióloga marinha para então estudar as baleias. A autora refere então que a biologia marinha não é a única maneira de crianças e adultos estudarem e trabalharem com as baleias, a família poderia também incentivar a filha a estudar baleias como um artista, músico, marinheiro, ecologista, naturalista e por aí fora…

Beijinhos a todos, até ao próximo post!

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Caderno Verde

Seleccionar, contar, verificar, anotar com a ajuda da Mesa de Desenho

Ainda faltam uns belos dias para o aniversário do Alexandre, mas ele e o pai já andam a preparar a nossa prenda que vai ser encomendada e por isso tem que ser com bastante antecedência: uma série de peças  de lego para juntar às que já temos, necessárias para “construir” um determinado tipo de nave espacial.

Assim, tarefa morosa e minuciosa, os dois seleccionaram das peças que temos as que vão ser utilizadas na tal nave, separaram-nas em caixas e olhando para as instruções que encontram na internet, verificam quantas peças de cada tipo faltam para poderem completar a construção.

Com a ajuda da “Mesa de Desenho” (neste outro post, na parte do Caderno Verde) vão colocando a quantidade total necessária de cada tipo de peças para a nave, e apagando, conforme vão contando as que já temos, até ficar com o número necessário de cada tipo de peça a encomendar.

Um trabalho “árduo”, mas muito satisfatório e entusiasmante para quem está empenhado em apurar o que encomendar para poder construir uma das suas naves preferidas!

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