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Empresas e Logotipos

Caderno Verde

Empresas e Logotipos

A par com as redes de transportes, as empresas que gerem a sua circulação criam certo entusiasmo e saber quando começaram, a sua evolução e o nome e logotipos adotados e também quando passam de um logotipo a outro, são objeto de pesquisa por parte do Alexandre. Já realizou textos a contar a história real da CP, por exemplo, mas também elaborou outros de ficção, embora baseados em vários factos reais. Com a sua imaginação cria histórias de grande desenvolvimento futuro.

Em relação à CP, tem anotado o seu presente logotipo (e adquiriu un pin, para a sua coleção de pins dos comboios da CP, só com o logotipo, quando fomos a Braga _ ainda não relatei aqui o nosso passeio a Braga, em finais de Março, mas vou fazê-lo entretanto, não é fácil manter este blog em dia, por isso vou-o “atualizando com atraso”, pois para mim mais vale tarde que nunca ou nunca será tarde…). Eis aqui a foto do pin com o logotipo:

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E num outro dia, num passeio de comboio a Alverca (que também hei-de ainda relatar aqui no blog), também encontrámos, na estação de Alverca, o antigo logotipo (o primeiro, portanto), da CP:

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O mesmo se passa com o logotipo do metropolitano de Lisboa. Ainda há locais que têm o logotipo antigo…

 

A pesquisa sobre as empresas de caminhos de ferro, por exemplo, que são as mais estudadas por ele, extende-se às companhias estrangeiras, a Renfe e a Ave espanholas, a SNCF francesa, a Amtrack americana (e há outras americanas que ele também conhece), a DB alemã, a JR japonesa e por aí fora. E sempre com muita atenção aos seus logotipos. Este ano também já tivémos oportunidade de viajar na Renfe (agora em Maio, quando fomos a Madrid, o que também ainda não contei aqui, mas vou contar entretanto) e explorar vários percursos de comboio, praticamente toda a rede do metro de Madrid e os elétricos e o teleférico de Madrid.

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O estudo dos logotipos levou-o a querer criar uns para as suas “empresas de ficção” sobre as quais constrói histórias. E um dia veio pedir-me ajuda para arranjar um nome para uma dessas empresas, que ao mesmo tempo não fosse igual aos que já existem, mas que fosse logo indicativo do tipo de empresa em questão (não posso ainda revelar o nome, pois pediu-me segredo, mas eu achei piada a este exercício, na sequência que aconteceu, por isso o refiro agora).

A história do interesse pelas empresas, ainda foi mais longe: desde que começou a passar na nossa televisão o programa “Shark Tank” (o português, portanto), que o pai já via o estrangeiro, mas nós não, que o Alexandre decidiu ver connosco todos os programas. Criámos uma espécie de ritual: todos os Domingos de manhã, passámos a ver a gravação (que fica nos “gravados automáticos”) do programa que passava aos sábados à noite já tarde para o horário do pai, os três juntos. Das primeiras vezes perguntei ao Alexandre qual era o seu interesse no programa, ao que me respondeu: “Gosto de estar informado sobre os novos produtos e invenções e as empresas que são criadas em Portugal”. Vimos todos os episódios, entretanto a 1ª temporada acabou, no fim-de-semana passado.

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Arquitetura e Urbanismo VI – Redes, metropolitano e sua História

Caderno Verde

Arquitetura e Urbanismo VI – Redes, metropolitano e sua História

Antes das fotos quero falar-vos de uma primeira descoberta na net. O Alexandre descobriu um mapa da rede metropolitana de Lisboa que se vai completando conforme os anos decorrem.

Ele sempre se interessou muito pela história, pela cronoçogia, pelo desenvolvimento, não só social, como o técnico, incluindo as redes de transportes. Gosta de saber em que ano se construíu determinado edifício ou ponte ou,neste caso, a data de inauguração do metropolitano de Lisboa. E soube-a através deste mapa, com o belo bónus de ir apreciando a expansão da rede ao longo dos anos. Cliquem, para ver, é bem interessante.

Descoberto o ano de inauguração, 1959, foi pesquisando e fazendo mais descobertas. Um belo dia chego a casa e pareceu-me estar ele a ver um antigo filme português, a preto e branco. “O que estás a ver, meu filho?” _ perguntei logo. “SSSSHHHHIIIIUUUU!!!!” _ foi a resposta, apontando para o écran do computador (a pedir-me para não o interromper, ora está). Fiquei curiosa e, quando acabou, lá me explicou que era um filme explicativo do metro no ano da sua inauguração. O narrador era o Joaquim Agostinho e atores participavam naquela demonstração publicitária de 1959.

Ora vejam, é muito giro!

Gostaram? Eu achei fascinante, diga-se, pois não sabia que existia tal filme promocional da época (é anterior ao meu nascimento) e surpresa também com a facilidade do meu pequeno para descobrir estas coisas que tanto lhe interessam. Depois mostrou o filme às irmãs, ao pai, ao Bernardo e aos nossos vizinhos. E a todos quantos entraram cá em casa nesses próximos dias.

Então começou por construir a sua rede metropolitana sobre uma cidade num dos seus jogos, o “City XL 2012” (tem muitos deste género, onde constrói cidades, pontes, zonas verdes, redes de transportes, coloca os transportes a circular, etc., etc., já tenho mencionado outros programas do género aqui no blog):

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Quando vemos uma mão a  apontar, é a sua enquanto me explica o que desenhou e porquê e como progrediu o trabalho. Enquanto eu vou tirando fotos, pois…

Depois pediu ao pai para lhe imprimir o mapa da expansão do metropolitano de Lisboa e, sobre ele, quiz desenhar à mão os vários troços que foram sendo acrescentados ao itinerário inicial. Depois marcava cada etapa com a data e a seguir riscava-a e acrescentava o troço seguinte com a nova data e por aí fora. Não sei se consegui representar bem a sequência nas fotos, pois pulei algumas, mas aqui fica um cheirinho:

 

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E daí pôs-se a extrapolar. Na internet encontramos propostas para a expansão futura da linha do metro. Ele conhece e estudou essas propostas, mas também tem as suas e são essas que desenhou para o futuro (2020, 2024, 2030… e por aí fora, numa rede cada vez mais complexa):

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Na sequência deste estudo da rede do metropolitano de Lisboa quiz ir explorar, de uma forma sistematizada, as várias linhas de metro que já conhece tão bem. Começámos, num dia, por ir “dar uma volta”, explorando melhor a linha amarela (pois nunca tínhamos ido até uma das suas extremidades, Odivelas, e para apreciar o troço entre Senhor Roubado e Odivelas, que é à superfície e apreciar bem a estação de Campo Grande, também à superfície.

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Saímos até à superfície, na estação de Odivelas, para um pequeno lanche e para tirar fotos do troço de metro à superfície que se via dali…

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Depois voltámos e fomos apanhando ligações para ir explorar a linha vermelha até ao aeroprto e voltámos a sair no aeroporto pois gostamos muito de andar por lá e aproveitámos para lanchar outra vez!

😉

 

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(a estação de metro do aeroporto tem umas imagens giras….)

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(isto já a apreciar os voos)20150308_172759

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Num outro dia, num passeiozinho ao fim-de-semana, voltámos a explorar mais linhas.

Depois o Alexandre pôs-se a estudar na net mais linhas de metro de outras cidades. O ano passado tivémos já a oportunidade de andar no metro de Nova York, mas ele nunca se cansa de andar a estudar os mapas e andou também a estudar a rede de Madrid, pois andávamos a preparar uma viagem a Madrid para as nossas “férias de longo curso”, como ele lhe chama, deste ano.

 

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Bolas de sabão através das mãos

Caderno Verde

Bolas de sabão através das mãos

Como já devem ter percebido, as bolas de sabão são por aqui uma constante.

Desde pequeno que o Alexandre sente um grande fscínio por estas pequenas bolas frágeis, transparentes e ao mesmo tempo coloridas, completamente voláteis, mas que sobem, sobem e de repente se diluem no ar, ou descem, descem e estouram ao tocar numa qualquer superfície.

Tem sempre tido vários dispositivos (o último até foi em forma de “pistola de bolas de sabão”, ganho no Natal!) para andar nesta brincadeira sempre que se lembre e lhe apeteça, mas agora descobriu, num belo dia a lavar as mãos, que colocando alguma água e muito sabão, consegue fazer bolas soprando através dos seus próprios dedos entreabertos!!! Ora vejam:

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Pronto! Tem passado horas nisto…

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Aqui até deu para fazer duas bolas ao mesmo tempo:

20150129_002251E aqui estava a ver quão grande conseguia fazer uma bola:

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Logicamente, passou logo a técnica ao seu amigo G. e puseram-se os dois a fazer bolas ao despique.

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E aqui, resolveram uni-las,  até ficarem coladas uma à outra.

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Experiências mágicas!

😀

 

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Pirâmide Óptica e Os Picos Mais Altos

Vivam, boa tarde!

Hoje novamente um post dedicado simplesmente ao Caderno Verde.

Beijinhos para todos.

Isabel

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Caderno Verde

Pirâmide Óptica e Os Picos Mais Altos

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Pirâmide Óptica

Alexandre de lanterna na mão:

_ Mãe tens um prisma?

_ Um prisma?

_ Um prisma. Ouvi dizer que se apontares uma luz para um prisma a luz decompõe-se no arco-íris.

_Ah! Um prisma óptico! Não filho, não tenho um prisma óptico. Mas… espera lá… tenho ali uma pirâmide de cristal, será que uma pirâmide também serve? Não… se calhar tem que ser mesmo um prisma.

Mas a curiosidade suplanta tudo, a mana Catarina até se levantou do sofá e fomos os três experimentar apontar a lanterna para a pirâmide, no corredor, às escuras (isto ao fim da tarde de Quarta, 31 de Outubro, noite de Halloween, portanto).

_ Funciona!!! Não é bem um arco-íris, mas vemos as cores do arco íris.

E a forma projetada é quase circular (elíptica, melhor dizendo) e achámos engraçadíssimo como as cores se dividiam, cores quentes “em baixo”, cores frias “em cima”.

(a lanterna. daquelas de colocar na testa, à mineiro, e a pirâmide de cristal)

E também verificámos que quando aproximávamos mais a lanterna da pirâmide as cores ficavam mais nítidas e mais vivas (e a elipse mais achatada)!

Foi engraçadíssimo, ficámos bem entusiasmados! É das tais experiências espontâneas que nos fazem vibrar (e eu que tinha visto esta experiência feita por uma professora minha, com o prisma óptico _ nem no prisma tivémos, na altura, direito a pegar_ e nunca me tinha passado pela cabeça experimentar se funcionava com qualquer outro objeto cristalino).

Bem, uma outra e pequena reflexão:

Nós não gostamos muito de predefinir temas para os “trabalhar” e explorar, gostamos mais quando eles surgem assim espontaneamente. Daí que, embora cá em casa se fale na noite de Halloween (e já chegámos a comemorá-la, comprando uma abóbora e iluminando-a e fazendo algumas decorações, mas não gostamos de o repetir todos os anos só porque sim), não fizémos nada este ano sobre o tema. Mas se eu quisesse (ah, ah! ) até poderia encaixar  esta “experiência espontânea” num qualquer projeto cujo tema fosse o Halloween, ora vejamos: “Às escuras num corredor… hhhuuuuuu… dia 31 de Outubro… hhhuuuuuu… só com uma pequenina lanterna… e a fazer magia, passando a luz por uma pirâmide e projetando uma abóbora na parede e no chão, laranjinha em baixo e azulinha em cima”!!!

😀

Ora bem, mas o que aconteceu foi mesmo que me pus a tentar perceber como é que o Alexandre se lembrou disto.

_Olha lá, filho! Como é que te lembraste de repente do prisma óptico?

_ Não sei. Lembrei-me. Ouvi dizer que se apontasse uma lanterna para um prisma a luz se decompunha nas cores do arco-íris.

_ Ouviste dizer??? A quem?

_ A ninguém. Vi nos filmes do Porquê.

_ Ah! Bom!

aqui tinha falado desta maravilhosa série para crianças.

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Os Picos Mais Altos

Dois dias depois, resolveu ver outra vez (duas vezes seguidas) todos os episódios do volume três desta série “Porquê?”_ a história do prisma óptico é noutro volume.

Isto porque se lembrou de outra coisa “que tinha ouvido dizer” num dos episódios: que “o pico mais alto do sistema solar é o Monte Olimpo em Marte com 25 km de altura, ou seja,  25 000 m de altura”, como ele diz, faz logo a conversão ( e daí que nos andava a perguntar qual era o mais alto da Terra, ao que o pai respondera, o Everest com 8 000 m de altura_ “ou seja, 8 km de altura, raciocinou o pequeno, 3 vezes menor que o Monte Olimpo”).

Nota: Este volume 3 tem cinco episódios sobre os temas: Plantas, Espaço (é neste!!!), Computadores, Água e Mar).

Ao rever com ele os episódios percebi que quando falam do Monte Olimpo em Marte também falam do Everest na Terra, mas ele não se devia lembrar quando nos fez a pergunta (quer dizer, mas como eles não especificam que o Everest é o ponto mais alto da Terra, às tantas lembrava-se, mas não percebeu que era o mais alto).

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Roldanas e outras máquinas

Olá a todos!

Um post dedicado ao Caderno Verde!

Belos dias para todos. Mil abraços,

Isabel

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Caderno Verde

Roldanas e outras máquinas

Lá nas nossas mini-férias em Tróia, ao ver o Sid Ciência na Tv, ao final da tarde, num episódio onde falavam de “máquinas simples” (plano inclinado, alavancas, roldanas) o pequeno passou logo para a associação a máquinas “mais complexas” e relacionou o princípio da roldana ao que se passa no elevador, aquele que ele via à frente, o panorâmico (onde ele adora andar e vamos de propósito subir e descer) e do qual estava a ver o contrapeso, mesmo ali à sua frente.

E lá fez o seu desenho explicativo de roldana/elevador (no final pega no papel e faz-nos uma “apresentação” explicando todos os detalhes):

(à direira o símbolo da eletricidade _ o relâmpago_ para anotar o papel da eletricidade no funcionamento da máquina)

Aqui há tempos já tínhamos andado na net a ver “Como funcionam os elevadores“, pois haviam alguns detalhes que eu não lhe sabia explicar. Ele explica tudo, às vezes não sei se exatamente como as coisas são, mas que na sua cabeça as máquinas têm um determinado e exato funcionamento têm, e ele explica-nos direitinho. E depois faz desenhos e maquetes e constrói com peças da Lego os seus protótipos.

A propósito de eletricidade, aqui há uns dois meses atrás, depois de ter ido pela terceira vez ao Museu da Eletricidade em Lisboa, juntou-nos (aos que estávamos cá em casa) _ antes tinha estado a combinar umas coisas com o seu amigo Bato_ e levou-nos até ao nosso quarto, onde ele ia dar uma “palestra” sobre como é produzida e como se produzia um pouco mais antigamente, a eletricidade. Bem, tinha feito um belo esquema na parede do quarto, que é vertical, está claro e ele precisava de ter um esquema na vertical para o qual ia apontando enquanto nos explicava a “linha de produção”. Tinha feito anteriormente um pequeno ensaio com o Bato e então, ao seu sinal, o Bato tinha que intervir em determinadas partes, passando-lhe a palavra.

(Não coloco a foto do esquema desenhado na parede, porque não dá para ver bem, na foto, pois a parede é de um rosa-salmão e ele desenhou o esquema a rosa-fluorescente…)

Mais que o conteúdo da explicação de como se produz eletricidade (que ele sabia direitinho à exceção de um pequeno “erro” que se devia ao facto de ele achar que “cinzas” era o carvão em pó, bem miudinho, e não o resultado do carvão queimado, em cinzas), o que para mim tem valor é o ato em si, a performance, a iniciativa, o ter magicado tudo sozinho, o ter arranjado um partner para a palestra, o ter ido desenhar o esquema “na vertical” para melhor nos ser mostrado a todos em conjunto (na parede do quarto, é verdade, ainda não coloquei ao longo de uma parede uma daquelas faixas-ardósia como uma das minhas irmãs tem no seu quarto-escritório…) e ter desempenhado lindamente o seu papel de palestrante.

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What a days, II, III, IV e V

Vivam! Bom dia!

II – Quarta, 5 de Outubro de 2011

Como já vos contei há dois posts atrás, no dia 5 repetimos a dose do dia 2 com algumas variações: mais uma pessoa no grupo (o Bernardo) e o castelo ficou mais completo:

E desta vez, mesmo saindo da praia mais tarde, o mar não chegou ao castelo      🙂

A contemplação e o embevecimento foram sim os mesmos, da minha parte.

E este estado de graça continuou:

III – Sexta, 7 de Março de 2011

Depois do banho matinal que sempre me revigora, vi nascer o sol da minha varanda enquanto tomava o meu também matinal chá e logo dei por mim embevecida com os filhotes das nossas violetas:

Tantos! Coisa bela, os botões e o seu desabrochar!

E depois de um dia de trabalho fomos usufruir de um presente que o Bato me deu no Natal passado, um voucher d’A Vida É Bela que utilizei num concerto meditativo de gongos e taças tibetanas onde pudémos ir 3 pessoas.

Chamam-lhe também “Banho de Som”, saí de lá novamente revigorada e ao mesmo tempo tranquila. Gostámos muito.

IV e V – Sábado e Domingo, 8 e 9 de Outubro de 2011

Continuamos com tempo de praia, por isso decidimos ir a Tróia passar o fim-de-semana (a casa de amigos). Primeiro, no Sábado, o Alexandre e a sua mana Catarina foram à aula de yôga para a família, uma modalidade que há tempos desejava que existisse (pois é ideal para famílias em ensino doméstico e não só) e que entretanto descobrimos existir no centro de yôga de Sintra (a sua página no facebook). Podemos sempre convidar alguém a experimentar uma aula e desta vez eles levaram a nossa vizinha pequena, a M., que gostou da prática e veio de lá toda entusiasmada.

E então, ala para Tróia!

O prazer da viagem no ferry…

… a chegada…

… o caminho até à praia…

… a praia a perder de vista…

… os tons rosados e alilasados e alaranjados da tarde ao por do sol…

… e o agradável que se estava mesmo ao anoitecer!

Este estado contemplativo que se me vem assomando, não tem apenas a ver com a temperatura agradável de Verão tardio, e sim com, não sei bem como ou porquê, andar menos “pré-ocupada”, vivendo com maior entrega, mais presente e grata.

A história de vivermos o presente, o agora, o momento, tornou-se um cliché e nunca percebi bem como fazê-lo. O que interessa é que, ainda não percebendo como, me tem acontecido ultimamente e tem sido belo!

Beijinhos e belos momentos de tranquilidade para todos

Isabel

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Caderno Verde

Experiências ou Poções?

Desde que há já uns anitos fizémos a experiência da mistura de líquidos (e da sobreposição de líquidos não miscíveis, de densidades diferentes) no Centro de Ciência Viva da Amadora, que volta e meia o Alexandre se lembra de ir sobrepondo líquidos (e pastas!) em recipientes para ver qual o mais denso e qual o menos denso… adora!

Costuma fazê-lo dentro de um recipiente transparente, na cozinha, juntando água, bebida de soja, azeite, vinagre e o mais que houver.

Desta vez imaginou (e concretizou!) a experiência no lavatório da casa-de-banho (ui! Leva muito mais coisas!) e à agua juntou tudo o que ia encontrando lá na casa-de-banho (shampoo, amaciador, gel de banho, pasta de dentes!!!).

E no final colocou uma porção neste frasquinho tão geitoso que lembra os frascos das poções mágicas                      😀

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Todas as crianças “são cientistas”, II

Olá a todos!

Novamente o mesmo título do post anterior e, para quem não o leu ainda, querendo perceber o que quero dizer com a frase deste título, o melhor é mesmo lê-lo 🙂

Continuando assim com o mesmo tema, hoje vou partilhar algo que me fui apercebendo ao acompanhar o crescimento dos meus filhos.

Porque, de facto, ao ler o que John Holt escreve sobre o que foi anotando e chegando a conclusões pela convivência atenta e amorosa que foi tendo com várias crianças pequenas, revejo muitas dessas características inerentes às crianças em episódios que me lembro de quando as minhas filhas mais velhas eram pequenas e agora com o Alexandre (agora estou mais atenta a certos pormenores por estar mais focada também nestes aspectos!).

Lembro-me que tanto a Catarina como a Celina (e como oiço dizer a muitas minhas amigas mães em relação aos seus filhos) me faziam perguntas muito pertinentes (daquelas para as quais não temos imediatamente resposta e ficamos a pensar:”Como é que eles se lembrararam disto?” ou “Onde é que foram buscar isto?” ou “Porque será que eles pensam isto?”), ainda muito pequenas. Sei que todos os pais têm casos destes, mas ainda assim, é giro lembrarmo-nos de certas perguntas (ou afirmações, frases, episódios) que, às vezes por serem tão sugeneris, nos ficam na memória…

Como esta da Celina, tinha 6 aninhos: “Mãe, porque é que nós não morremos primeiro e nascemos depois e assim ficamos sempre vivos?”

Ela fazia muitas perguntas do género desta, mas desta em especial nunca me esqueço… Quando contava a uma amiga minha e colega de trabalho, que entretanto já se reformou, ela dizia-me : “Tens uma filha filósofa”… Mas o que é facto é que, com as diferentes perguntas que fazem deste género, todas as crianças “são filósofas” e todas as crianças “são cientistas” na sua forma muito própria de “atribuir significado ao mundo” conforme diz John Holt e podem ler no post anterior.

Lembro-me de um outro episódio engraçado, também dessa altura (pena que não anotei todos os que achei piada, pois agora só me lembro de alguns… Em relação ao Alexandre, agora com o blogue e as anotações do Caderno Verde, já preservo um pouco esse “património” tão rico da infância!):

A Celina dizia algumas vezes que quando crescesse queria ser veterinária. Adorava animais, sobretudo gatos e bichinhos pequeninos (andava sempre com caracóis e bichinhos de conta nos bolsos).

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Mas tinha também um jeito especial para rimas, ainda sem saber ler ou escrever começou a fazer rimas e até a inventar quadras e eu achava muita piada a essa “habilidade”. Quando começou a ir para a escola (ela é daquelas que entrou para o 1º ano com 5 anos, por fazer anos em Dezembro) não gostava nada de sair de casa de manhã cedo e andava sempre a suspirar pelo fim-de-semana. Um belo dia, andava a Celina no 2º ano, 6 aninhos, a irmã, cinco anos mais velha, depois de ela reiterar que queria ser veterinária, comentou: “Não sei como vais ser veterinária, eles têm que se levantar muito cedo todos os dias para ir para o trabalho tratar dos animais e trabalham ao fim-de-semana e tudo!”. A Celina ficou um pouco pensativa e depois respondeu: “Então já não quero ser veterinária, quero ser poeta!”

Bem, quero dizer-vos que, se se lembrarem de algumas coisas destas engraçadas e interessantes ditas pelas vossas crianças e quiserem partilhá-las aqui no blogue, estejam, por favor, à vontade. Quanto a mim, é muito enriquecedor prestarmos um pouco de atenção a estas perguntas, comentários, afirmações das nossas crianças. Podem partilhar o que sentirem que se enquadra neste espírito deixando aqui um comentário ou, caso tenham “material” para um post, podem enviar-me um texto para o endereço de e-mail associado a este blogue (ver a página “Bem Vindos”) que eu depois publico num próximo post.

Quero ainda partilhar uma observação: ainda durante a escola primária, a Celina continuou a fazer as suas quadras, fez até um “livro de poemas”, mas à medida que foi tendo as aulas de português a partir do 2º ciclo, foi gostando cada vez menos de português e aos poucos, mesmo sendo incentivada em casa, foi deixando de fazer as quadras. Lembro-me que houve uma professora dela no 5º ano, embora professora de inglês, sendo directora de turma e coordenando um jornal de turma, “publicou” umas quadras dela (e outros trabalhos de outros meninos, claro) nesse jornal, mas os seus professores de português nunca “aproveitaram” esse interesse dela (que, segundo o que se tornou óbvio, seria “o fio” que a manteria entusiasmada pelo estudo da língua portuguesa).

Evidentemente, com o sistema escolar que temos, é muito difícil qualquer professor aproveitar os interesses e habilidades de cada um dos alunos para assim os manter entusiasmados nos mais diversos temas. Esta minha observação não tem qualquer pretensão em desvalorizar o trabalho dos professores e sim, percebermos um pouco o que podemos nós, pais, fazer em relação aos diversos interesses dos nossos filhos que os levam ao natural conhecimento de muitos assuntos e matérias (o que se torna muito mais fácil para os pais que optam pelo ensino doméstico).

Bem, até para a semana, dia 2 de Fevereiro, Quarto Crescente! Uns belos dias para todos!

 

Caderno Verde

Já entraste dentro de ti?

Aproveitando o tema acima, no final do último Verão, tinha o Alexandre feito os cinco anos há pouco, estava a brincar com uma amiguinha com quem brinca frequentemente e de repente ouço-o fazer-lhe esta pergunta:

“M., já entraste dentro de ti?”

Ela respondeu que não e retorquiu “E tu? Já entraste?”, ao que ele respondeu: “Não, só estive ainda dentro da minha mamã, antes de nascer, mas podemos fazer uma viagem dentro do nosso corpo e ver todas as coisas cá dentro! Eu quero fazer isso!”

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Ele ainda não viu aquele série francesa de desenhos animados que eu achava muito gira em que se viaja por dentro do corpo humano, mas talvez porque tem visto alguns livros sobre o corpo humano (ele gosta do tema) e também se interessa por viagens deve ter imaginado algo do género. Temos que ver se encontramos os dvds dessa série, pois é muito interessante e educativa e pelos vistos ele vai gostar…

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