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Passeio de 4 dias a Viana – Dia 1, Visita ao Barco-Hospital Gil Eanes

Caderno Verde

Passeio de 4 dias a Viana – Dia 1, Visita ao Barco-Hospital Gil Eanes

Este é o 3º apontamento deste Passeio a Viana. Podem ler aqui sobre o primeiro e aqui sobre o segundo.

Como contei no segundo apontamento, após descermos do Monte de Santa Luzia, empreendemos a descida da Avenida que vai da Estação até ao Rio e deparámo-nos com o Ponto de Turismo. Tínhamos já na ideia ir visitar o Barco-Hospital que sabíamos atracado, como museu, mas não sabíamos os horários para visita e assim, fomos ao Ponto de Turismo perguntar (e saber os preços) e trouxémos ainda uns mapas da cidade.

Depois lá fomos até “ao Gil Eanes” (também trouxémos do Ponto de Turismo um folheto sobre o “Gil Eanes”, o Barco-Hospital, que explica: “O Navio Hospital Gil Eanes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão, apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia. Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eanes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra-gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.” E ainda continua com um pouco de toda a história do navio  até ter findado a sua actividade em 1984 e recuperado pela comunidade vianense em 1998. Fazem parte ainda do folheto as características do navio (dimensões, capacidade, etc.) e plantas legendadas detalhando a sua compartimentação).

Os acessos estavam em obras!

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A escadinha que tínhamos que subir para chegar ao navio…

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Ainda é alto e grandinho!

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As portas (temos que alçar as pernocas)!

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Chegados lá acima o senhor que toma conta do barco-museu explicou-nos como empreender a visita sozinhos, sem ajuda. O percurso está assinalado com setas para darmos a volta completa e visitarmos todos os compartimentos e as várias zonas do convés e o percurso, nalgumas zonas está delimitado com umas cordas para conseguirmos dar a volta toda ao navio sem confusão (mas faz-nos dar mais voltas, só que assim não perdemos pitada). Explicou-nos também que podíamos ler todas as placas acima das portas dos compartimentos que indicavam o tipo de compartimento, bem como as etiquetas de vários objetos identificados.

Então lá começámos o percurso, observando todos os pormenores!

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Plano de segurança:

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Ora que foi onde passámos mais tempo, a ver os mapas, a manusear os instrumentos, a ler as etiquetas de todos os objetos, a ver os sinais/símbolos… O Alexandre gostaria de experimentar todos a funcionar, para ver como funcionavam os antigos e como funcionam os aparelhómetros que os vieram substituir ou os de versão “mais avançada”.

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(estivémos a observar os registos metereológicos que recebiam via algo tipo fax, já na altura)

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De novo saídos desta ala… fomos até ao topo do navio.

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A vista lá do topo do navio sobre a cidade…

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… e sobre o convés!

😉

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Maquete de um outro barco!

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A barbearia do navio…

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O sistema que bloqueava as portas do porão caso o navio começasse a meter água (isto fez-nos lembrar o Titanic)

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A cozinha!

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E aqui a padaria:

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Esta é maior que a que vemos na fábrica de bolos de uns amigos nossos…

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Mais uma maquete, esta a do próprio Gil Eanes que andávamos a visitar!

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(o Alexandre aprecia mesmo maquetes…)

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Aqui a explicação sobre a foto que está na parede e que vamos ver a seguir: foto de quando crianças da Gronelândia vieram fazer uma visita ao barco-hospital por lá atracado e quando em funções. É giro…

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A casa das náquinas fazia um bocadinho de impressão, subir aquelas escadas rapidamente e sob pressão devia ser obra…

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DSC07920Mais uma foto dos barcos na Gronelândia…

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Aqui os desenhos da maquinaria e sistemas (também interessam ao Alexandre estas plantas e cortes e medidas)

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Ora que chegamos à parte que diferencia este navio-hospital de muitos outros navios  (e que fez o pai sair impressionado, sobretudo ao imaginar-se numa sala de operações daquelas…)

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(a máquina onde se tiravam radiografias)

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(o laboratório de análises e esterelização)

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De novo no convés…

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Uma capela.

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A âncora…

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No final da visita, muito cansadinhos, a descansar na relva para depois voltarmos a subir a Avenida até à Estação e esperarmos lá que a nossa amiga nos viesse buscar e levar até à sua casa, numa aldeia perto (Neiva).

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Enquanto esperávamos pela nossa amiga o Alexandre esteve a localizar no mapa (num dos que trouxémos do Posto de Turismo) os locais que tínhamos visitado e outros por onde passámos.

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Só chegámos a casa dela lá para as 9h da noite, todos cansados mas por motivos diferentes (a nossa anfitriã tinha tido um dia de trabalho, muito intenso _ ela é guia turística_ com um grupo de alunos (e alguns professores) de uma escola francesa que nem por isso estavam muito interessados na “visita de estudo” e estivémos também um pouco a conversar sobre as diferenças entre uma visita que preenche os nossos interesses e outra “programada de forma dita didática”.

🙂

Obrigada J., por tudo.

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Um belo dia com a mana Catarina

Caderno Verde

Um belo dia com a mana Catarina:

Brincar aos Cabeleireiros, brincar aos Cozinheiros, Brincar às Escolas II e o Canal do Alexandre II

Estar com a  mana Catarina é para aproveitar o que o Alexandre mais gosta de a ver fazer: encarnar diferentes personagens às quais “empresta” diferentes vozes.

Toda esta brincadeira aconteceu num belo dia de Novembro de 2012.

Começaram com o Srrrr Cabeleirrrreiro, que era francês. O Alexandre já precisava de um corte ao cabelo e de há uns anos para cá que só gosta que seja a irmã (que se ajeita!) a cortar-lho, então a Catarina juntou o útil à brincadeira e começaram com estas duas personagens, o grande profissional francês e o menino Alexandre que precisava de cortar o cabelo. A mana arranja uns adereços para fazer de cabeleireiro, um sotaque afrancesado e passam o tempo a fazer teatro, cortando o cabelo.

Depois o Senhorrrr Cabeleirrrreiro sai de cena e entra a Senhouuura Cozinheira, que é do Norte! Com a Senhoura Muito Boa Cozinheira que faz pratos deliciosos e que explica ao Alexandre como fazê-los, fazem o almoço e mais uns snacks para o lanche. A Senhoura Cozinheira “fala achim” e conta ao Alexandre como “crescem as coisas tão berdinhas na horta por detrás da casa onde bibe”. É um pouco mais gordinha que a mana Catarina (adereços!!!) e muito rosadinha. Coloca as mãos na cintura quando está entusiasmada e limpa-as muitas vezes ao seu avental (esta personagem aparece várias vezes cá por casa, não foi esta a primeira vez, quando o Alexandre era bem mais pequeno chegaram a filmar uma aula de culinária inteira dada pela Senhoura Cozinheira e o seu ajudante Alexandre).

Ora que não tenho fotos de nenhuma das divertidas cenas anteriores, pois quando cheguei a casa já estava em cena a Senhora Professora a dar aulas ao menino Xandinho (e o menino Xandinho fazia perguntas “à menino Zezinho”).

😉

No meio de coisas “à seria”, pois eles tinham por lá, na escola montada, todos estes materiais, a Senhora Professora tinha textos escritos na nossa parede-ardósia e o menino Xandinho já tinha escrito uma data de coisas no seu Caderno Verde. A cena passava-se dentro do Titanic (era uma escola especial, uma escola dentro de um barco) num belo dia de Novembro de 2016 (no futuro, portanto).

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Este outro Caderno Verde não on-line ainda tinha tido pouco uso. Comprei-o uma vez por achar que, por ser quadriculado, ia ser mais interessante para desenvolvermos padrões como os que o Alexandre gostava de fazer na altura. Ele encheu uma folha de quadrados e começou a desenhar ali alguns círculos e num outro dia fizémos combinações de triângulos e depois o caderno ficou “em pousio”.

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Quando começámos com as pesquisas sobre os maiores países, as maiores cidades, as maiores pontes, as maiores estações ferroviárias (…) comecei por anotar lá algumas das pesquisas mais difíceis, como a dos maiores centros comerciais do mundo, para não perder os termos da pesquisa, pois apareciam sempre coisas diferentes.

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E o caderno voltou ao pousio, até este belo dia em que teve muito uso.

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(há sempre lugar para a inovação!)

🙂

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Depois, nos dias seguintes, ele voltou a utilizar o caderno para anotar instruções (de uma forma muito esquemática que só eles entendem) para aceder a um jogo de computador, conforme o pai lhas ia dando.

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A aula da Senhora Professora versou muito sobre o corpo humano, transportes marítimos, alguns desenhos e até houve T.P.C. (eu diria que melhor seriam T.P.B., já que continuavam no barco) os quais ele fez logo no fim sozinho, pois numeração romana para ele é canja_ a Senhora Professora passou uns muito fáceis.

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Esta “aula”, para mim, foi bem comprida, mas como não se tratava propriamente de uma aula e sim de uma bricadeira-teatro da escola a bordo do Titanic que durou a tarde toda, percebo que, enquanto o interesse se não esgota isto pode durar eternidades!

😉

A seguir resolveram aproveitar todas as personagens para as apresentar no Canal do Alexandre (e foi aí que eu depois pude ouvir a pronúncia do Senhorrrrr Cabeleirrrrreiro), realizando, produzindo e apresentando mais um programa para o Canal. De notar que o apresentador estava nesse dia com um novo visual após o fabuloso corte de cabelo.

Antes:

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Depois:

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😀

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Numeração Romana e reflexões derivadas

Olá a todos!

Hoje uma entrada simplesmente dedicada ao Caderno verde…

Beijinhos e belos dias para todos!

Isabel

x

Caderno Verde

Numeração Romana e reflexões derivadas

Em Janeiro fui à escola onde o Alexandre está inscrito em ED, buscar os testes de final de período que as turmas do 3º ano tinham realizado em Dezembro. Foi a 1ª vez que usei desta disponibilidade que a diretora do agrupamento nos proporcionou (facilitou)_ em Janeiro fui lá à escola buscar os testes, depois da Páscoa ela já mos enviou diretamente por e-mail, o que é muito mais cómodo, pois a secretaria fecha à hora que eu costumo chegar a casa, do trabalho, e às Quartas nem abre à tarde.

Depois, comodamente em casa, vamos vendo as perguntas a responder e serve-me para verificar se o que andamos a aprender e a pesquisar seguindo os interesses do pequeno se encaixa e como se encaixa na matéria que dão na escola.

Ora logo no teste de Matemática (começamos por este que é sobre a matéria que mais lhe interessa e a seguir vem o do Estudo do Meio) descobrimos uns “números esquisitos” que chamaram logo a atenção do Alexandre e que me fizeram pensar “Ups, não me tenho lembrado disto, da numeração romana!…” _ é que eu já li o currículo nacional de trás para a frente e da frente para trás e temos os manuais escolares que a escola usa, conseguidos em segunda mão e de forma grátis, mas não os seguimos como na escola, servem apenas de apoio quando surge algum interesse específico que eu sei existir algo sobre o assunto nos manuais. De modo que a numeração romana nos tinha passado ao largo… até então, quando os números romanos no teste, suscitaram curiosidade crescente.

Então eu expliquei-lhe sobre a numeração árabe e a romana e comecei, nas costas da folha do enunciado do teste, a mostrar como os romanos representavam o I o II, o III, o IV…

quando ele, entusiasticamente diz: ” Já percebi porque estão estes números nas capas dos filmes 1, 2, 3, 4, 5 e 6 do “Star Wars”!!!” _ sim, o pai, em jovem, era fã da série e mostrou-a ao filho por causa do seu fascínio por naves espaciais, um pouco contra a minha vontade… E ficou radiante por ter descortinado o que queriam dizer aqueles símbolos que ele tem visto nas capas dos filmes. Bem, a partir daí prestou uma atenção à sequência dos números e quiz logo saber como se representava o “500” em numeração romana e o “1000” e o “1000000”!!! Ora que eu já tinha dúvidas se ainda me lembrava corretamente e lá fomos à net, aqui e aqui, pesquisar… e foi uma alegria!

Entretanto passaram-se meses desde este episódio (não voltámos a debruçarmo-nos sobre a numeração romana) e há coisa de dias, a irmã do meio (a Celina) que esteve com ele a fazer uns exercícios de Matemática veio dizer-me que não tinha ideia que ele soubesse tão bem a numeração romana (ele começou a mostrar-lhe…) e eu disse-lhe “É, no outro dia estivémos a escrever números romanos, mas já foi em Janeiro, ele ainda se lembra?”. “Escreveu uns quantos lindamente, a mostrar-me.”_ respondeu ela.

Anteontem, o pequeno assim do nada, sentou-se à sua mesinha e no meio de uns quantos desenhos que esteve a fazer, escreveu também num papel a sequência dos números até XX (ele sabe a sequência toda, só que o papel deu bem até aos XX e foi o que lhe apeteceu…) e a seguir, “5000” e mostrou à mana Catarina assim que ela chegou (ela e o Bato ainda têm vindo cá a casa quase todos os dias, pois ainda não levaram todos os seus pertences para a “sua” casinha).

Ia-me dizendo para eu colocar um visto por baixo e quando viu o meu “visto feito à pressão” sob o XVIII disse “Mãe, que certo é esse?!!! Com um tracinho para o lado?!!! Deve ser um “certo romano”…”

(entre o número romano e o seu correspondente árabe, os dois tracinhos são o sinal de igual, “em pé”)

(o meu “certo romano”, ali por debaixo do XVIII…)

(este XX foi feito sem o papel estar apoiado na mesa, assim “no ar” e já agora aproveito para frisar algumas coisas: nós nunca lhe impomos tarefas como as de escrever 20 vezes a mesma letra ou o mesmo número para os aperfeiçoar (em termos de desenho), ele sempre quiz escrever um e pronto (a maior parte das vezes nos últimos até tem menos paciência e saiem pior), de modo que não nos faz sentido a repetição. Quando o faz, por ele, ele próprio refaz (um desenho, por exemplo),porque considera que o primeiro não saíu bem; quando precisa de escrever números ou letras “perfeitinhos” eles saiem “perfeitinhos”…

E também, como já viram, não o corrigimos (nem nos preocupa) quando ele desenha algarismos ou letras “ao contrário”, nós não consideramos isso dislexia, como já aqui escrevi num outro post, John Holt explica muito bem como isso é natural nas crianças, tal como elas desenham um cão ora com a cabeça voltada para a esquerda ora para a direita e para elas continua a ser o mesmo cão, também desenham um P (ou um B ou um 6 ou um 2) ora voltados para a direita ora para a esquerda e, para elas, continuam a ser as mesmas letras e algarismos. E também deixamos livremente que escreva a palavra “em espelho” ou que chegue ao fim da linha e continue para trás, escrevendo da direita para a esquerda, como o fez neste desenho (e faz várias vezes),

pois o nosso cérebro funciona mesmo assim, é capaz de ler em todas as direções, inclusivé de captar um texto como de uma fotografia se tratasse e nós inibimos todas essas suas natas capacidades ao restringirmos a leitura e a escrita apenas da esquerda para a direita (ou de cima para baixo, como noutras culturas); é evidente que, se a convenção é ler da esquerda para a direita e eu vou escrever em espiral, às páginas tantas os outros não me vão entender; então nós proporcionamos os textos tal como habitualmente eles se nos apresentam, mas alertamos para o facto de existirem outras culturas onde se escreve de outras formas (para além de noutra língua, claro) e não restringimos as suas manifestações espontâneas de várias formas de escrita.

Outra faceta, por exemplo, o Alexandre nunca gostou de colorir desenhos, gosta sobretudo de desenhar só com uma cor ou desenhar ou pintar (em telas) diretamente com várias cores (sem ter de desenhar primeiro e colorir depois) e nós nunca impusémos, como é óbvio, que colorisse desenhos. Caso venha a interessar-se por fazê-lo, então aí sim, apoiaremos.

E ainda, quando faz algo para oferecer a alguém, gosta de adequar o que faz aos gostos da pessoa a quem vai oferecer, como por exemplo esta página de contas que fez, de cabeça, para oferecer à mana Catarina, bem coloridas, pois a mana gosta muito de cores (e de misturar cores)_ ela colocou-as no quarto dela como um quadro oferecido pelo seu mano.

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Naturalmente, o gato também aprende…

Olá a todos!

Aqui fica mais um post simplesmente dedicado ao Caderno Verde.

Belos dias para todos, que os nossos têm sido maravilhosos.

Mil e dois abraços,

Isabel

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Caderno Verde

Naturalmente, o gato também aprende…

No outro dia encontrámos um “jogo de letras” novo, barato e que tem servido para uns avanços na escrita e leitura:

A primeira palavra que o Alexandre escreveu foi mesmo “alexandre”…

… e depois “mãe”, “pai”, “filho”,”gato”, “mana” e “bato” (diminuitivo de bernardo       🙂    )…

Entretanto, lá se fartou das letras e voltou aos números (para variar!) e quando dei por ela estava a ensiná-los ao gato:

“Kiko, este é o 2! Este o 4! E este, estás a ver? O número 20! E tens o 30, o 40, o 50, o 60… o 100, o 200, o 300, o 400, o 500 (o famoso!)…

O Kiko aquiescia, piscando os olhos.

E sabe-se lá se não ficou a conhecer alguns números!

🙂

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“Mais um dia belo”…

Vivam!

Uns dias antes do seu aniversário, tivémos a visita da tia e do primo que passaram uns dias connosco.

E ainda antes da sua festa de aniversário, o Alexandre saíu-se com esta frase, num suspiro tranquilo e grato, tínhamos chegado todos da praia: “Aaahhhiii… mais um dia belo!”

Sorri com o seu ar deliciado e ficou-me esta frase na cabeça e no coração, relembrando-me a capacidade das crianças de apreciarem cada momento, cada dia, de desfrutarem de cada momento cada dia e prometi a mim mesma recordá-lo sempre, cada dia, gozar cada momento feliz que tenha, prolongá-lo na memória do meu corpo e dizer ao fim do dia, “Ahh!!! Mais um dia belo!”, sinceramente grata pela Vida, pelo Amor…

O que percebemos ao prestarmos atenção às crianças… a minha gratidão a todas elas.

Obrigado a todos, também! Dias Belos para todos e até para a semana, dia 26 de Julho, Lua Cheia.

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Caderno Verde

Formas de Letras e Formas de Algarismos

Depois desse dia feito de muitos momentos incluindo os da praia, veio o da festa de aniversário (um pouco mais agitado…),

novo dia de praia com o primo,

e seguiram-se outros de muita brincadeira, com mais primos e amigos e outros a desfrutar a pouco e pouco dos novos presentes.

De entre os novos presentes estão estas formas de letras e de algarismos, para a praia…

O Alexandre começou a usá-las em casa. Como há pouco tempo é que “decorou” o alfabeto, por iniciativa própria, resolveu “escrevê-lo”, com as formas, de trás para a frente.

Nunca me incomodo que escreva da direita para a esquerda e não o corrijo, como já expliquei neste post.

Depois escreveu “PAI”,

a seguir “MÃE” e quando quiz escrever o seu nome é que se apercebeu que não haviam letras repetidas, não dava para escrever “ALEXANDRE”. Foi então que lhe expliquei o propósito das formas: são para as levarmos para a praia, enchê-las de areia e virarmos sobre a areia lisinha, escrevendo o que quisermos. São uns moldes. Assim já podemos usar letras repetidas, pois o mesmo molde “A” dá para escrever com areia quantos “A’s” quisermos.

“Ah!”_ percebeu.

E logo se voltou para os algarismos e começou a representar contas, a “fazê-las de cabeça” e a representar o resultado:

E também solucionou logo o problema de não poder usar o mesmo algarismo duas vezes, fazendo as suas “contas de cabeça”:

Hoje fomos à praia e não pudémos esquecer os moldes de letras e algarismos.

Depois de ajudar o pai, escavando um buraco para colocar o chapéu de sol

e de brincar a construir um castelo,

o que pensou logo primeiro (e disse-o) assim que se virou para os moldes: “Agora já posso repetir números! Vou fazer “80+80!” ”

E lá passou para “outro nível”, como ele diz (é como nos jogos): “1010=500+510″…

😉

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Trabalhar “com” crianças

Vivam!

Ao reler “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga, deparo-me com vários pensamentos do Holt que me deixam a pensar…

Como este, no capítulo 10 “Children and Work”, subcapítulo “Leaf-Gathering”, que deixo para reflexão:

Após contar detalhadamente um episódio em que duas crianças suas vizinhas, ao vê-lo amontoar folhas caídas das árvores juntamente com algum “lixo orgânico” para fazer compostagem a aplicar numa mini-experiência de agricultura urbana a que se propôs, observaram todo o processo que realizava diariamente e vieram oferecer-se para ajudá-lo, trabalhando com entusiasmo e fazendo imensas perguntas, John Holt conclui o subcapítulo desta forma:

“The other day a young person wrote me saying, “I want to work with children”. Such letters come often. They make me want to say, “What you really mean is, you want to work on children. You want to do things to them, or for them _wonderful things, no doubt _which you think will help them. What’s more, you want to do these things whether the children want them done or not. What makes you think they need you so much? If you really want to work with children, then why not find some work worth doing, work you believe in for its own sake, and then find a way to make it possible for children _if they want to_ to do that work with you.”

The difference is crucial.” (e explica porque é que o seu trabalho colectando as folhas caídas das árvores interessou os dois rapazes seus vizinhos que insistiram em ajudá-lo).

Belos dias para todos! Em princípio, durante as próximas duas semanas não haverá posts novos aqui n’A Escola É Bela… beijinhos!

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Caderno Verde

Mais Contas e “Sudoku for Kids”

À hora de nos deitarmos, pediu-me, de novo, para lhe “perguntar contas de mais”, num dia em que eu “já não conseguia estar acordada um minuto mais”           🙂

“Amanhã, filhinho, pode ser? Pergunto-te muitas!”

“Então amanhã perguntas-me cem!”

“Cem? Bom, tenho que as ir anotando num papel, senão perco-lhes a conta…”

“Está bem!!!”

Ia fazendo de cabeça e depois colocava o resultado.

E…

O pai arranjou este sudoku na net. Imprimimos… et voilà!

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Interligações II_ Inspirações

Vivam! Bom dia!

Há muitos posts atrás escrevi sobre as interligações de um ponto de vista mais amplo e integrado, a ver com a Vida, com Tudo e com a interligação de muitos temas e práticas, unidos pelo desejo de vivermos de uma forma mais natural, integrada, harmoniosa, onde cabe também o Ensino Doméstico. Essas Interligações podem lê-las, aqui.

Hoje são ainda interligações subtis de vários assuntos. Não vai ser um texto como o outro, vou expô-las através da leitura de posts noutros blogs. Do Ensino Doméstico à “nossa própria mudança pela mudança que queremos ver no Mundo”:

Comecei por estes quatro posts tão ilustrativos do blog Orca & Alce: “Papiroflexia“, “Experimento Com El Sol“, “Mates Curiosas” e “Aprender a Dibujar Con El Lado Derecho Del Cérebro“. São posts muito curtos, vale a pena clicarem para ver…

A Paula do Aprender Sem Escola, reúne continuamente informação com exemplos muito diversos das muitas famílias homeschoolers. É significativo desta variedade de possibilidades este post sobre a família De Pree.

E esta equipe de jovens homeschoolers do Reino Unido que ganha o prémio de robótica.

E neste, sobre o pequeno inventor Javier Fernandez.

Deste post vamos saltar para um outro, da Caracoleta do Vento Nas Papoilas. A Caracoleta comentou o post da Paula, por identificação entre a personalidade /desejos do seu filho e as concretizações de Javier e escreveu este post lindo! Eu não cheguei a comentar na altura (Paula, tendo disponibilidade comentaria em todos os teus posts!), mas lembrei-me logo também do nosso filho que, não diz querer ser inventor, diz que já é um inventor (no outro dia disse para uma amiguinha que lhe dizia ele estar “a inventar” sobre um assunto que já não me recordo, “és mesmo um inventor”, ao que ele respondeu, “pois sou, eu sou um inventor, invento tantos aparelhos e naves com os meus legos!”).

E na sequência, este outro post da Caracoleta, sobre o discurso de Steve Jobs que partilha com amor o seu percurso seguindo o que se ama (discurso esse que um dia também partilhei com vocês neste post “Vidas Que Nos Inspiram”, a propósito de um dia uma das minhas filhas se ter sentido um pouco “em baixo” e o Robiyn lhe ter sugerido ouvir esse discurso tão inspirador).

E daqui saltei para um post “Mais do que Suficiente” da Isabelle e do Paulo da Casa Onde Vivemos (blog que acedi um dia através do Vento Nas Papoilas, gostei e agora sigo), que tão bem nos remete para a verdadeira forma de “transformarmos o Mundo”, cada um, em consciência, transformar a sua própria vida, transformando-se a si próprio e agindo coerentemente com o que pensa e quer ver mudado (já o dizia Gandhi).

Como tudo se interliga 🙂

Um grande abraço e até para a semana, dia 14, Lua Nova!

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Caderno Verde

O Fascínio dos Números

O Alexandre gosta de fazer contas, de contar (fascina-lhe o podermos contar “até ao infinito”) e de “ler os números”: já há uns tempos que escreve uma sequência de algarismos para que nós lhos leiamos.

E agora já ele próprio me diz, “Mãe, cinco cincos lê-se cinquenta e cinco mil quinentos e cinquenta e cinco” (ele ainda diz o quinentos 🙂               ).

E em todas as etiquetas que vê nas lojas, com os preços e até nos mostradores dos relógios digitais, ele liga os 4 algarismos e lê “dois mil duzentos e noventa e oito” (em vez de 22,98 (euros)) e “mil quinentos e cinquenta e dois” (em vez de 15:52 (horas)).

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