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Curvatura Espaço-Tempo e Ano Luz

Caderno Verde

Curvatura Espaço-Tempo e Ano-Luz

“Mãe, sabes o que é a Curvatura Espaço-Tempo”?

“Bem, filho…” _ eu a preparar-me como lhe haveria de responder, com exemplos? Mostrar esquemas na internet?

“Mãe, o espaço não é um vazio, tem muitas forças e em conjunto com o tempo. E ele curva-se ao redor de um planeta ou outra qualquer coisa no espaço. É essa a curvatura Espaço-Tempo.”

Bem, e eu a pensar que ele queria que eu lhe dissesse o que era a curvatura espaço-tempo…

Então, quando se seguiu a pergunta: “Mãe, o que é um ano-luz?”, eu já estava à espera que ele me soubesse dizer o que era, mas não estava à espera do que ele fez a seguir.

“Bem, um ano luz é a distância que a luz ou um objeto a mover-se à velocidade da luz percorre durante um ano” (o que eu estava então à espera que ele já soubesse).

“E agora vou dizer-te que distância é essa, é só fazer uns cálculos.”

E meia aparvalhada (porque eu sou assim, desculpem) pus-me a tentar seguir o seu raciocínio e contas. Como eram números grandes, ele foi buscar a máquina de calcular, e explicando mais ou menos o que estava a fazer: “Então, a velocidade da luz são 300.000.000 metros por segundo, vezes 60 segundos, vezes 60 minutos, vezes 24 horas, vezes 365 dias… dá isto: 9460800000 (vejo eu no écran da calculadora), com mais seis zeros à frente, que eu só usei 300 porque senão não aparecia aqui tudo no écran.”

“Diz lá outra vez?” _ pois que demorei a perceber o raciocínio.

Depois escreveu o número num papel com os zeros todos para tentarmos dizer aquilo em metros e logo a seguir em kilómetros: 9 460 800 000 000 000. “Nove mil quatrocentos e sessenta biliões… mãe! De metros. Nove biliões de kilómetros! Quase dez biliões.

Fui confirmar à net (o que nos traz sempre o problema de os sites brasileiros dizerem triliões em vez de biliões, porque para eles não há mil milhões, passam dos cem milhões para o bilião e nós não). E logo percebi que o pequeno tinha feito mesmo a conta certa, à primeira e rapidamente.

Porque me surpreendo? Quer dizer que eu não estou a par do que o meu filho “estuda”, acompanhando-o eu, uma vez que praticamos o Ensino Doméstico?

Bem, vou tentar explicar-vos o que, a meu ver, me acontece. Deve-se, penso eu, ao tipo de ensino que desenvolvemos que não é ensino, nem sequer ensino doméstico, a bem da verdade. É conhecido por unschooling. Nós apoiamos e ajudamos a desenvolver as matérias que vão surgindo e se desenrolando. Eu não estou presente em todos os acontecimentos do seu dia, pois este apoio familiar divide-se entre mim e o pai e entre as irmãs (mais velhas uns bons anitos). Mais ninguém regista o que se vai passando a não ser eu (exceção feita a algumas fotos que as irmãs tiram quando vão elas com ele aos museus, passeios, etc. ou a alguns desenhos/projetos que às vezes ele faz com elas e que assim aparecem “registados” e, às vezes, me vêm mostrar). Uma ou outra vez lá me contam, como quando a mana Celina e ele estiveram a observar precisamente a velocidade do som versus a velocidade da luz com os relâmpagos e o som do trovão que apareceu muito mais tarde. Por outro lado, ele já faz muitas pesquisas sozinho. Não faço ideia da quantidade de pesquisas que faz, da quantidade de vezes que vê mapas e mais mapas e trabalha com programas do género, faz medições percorre as fotos no tempo para ver a evolução das cidades no tempo e sei lá que mais. Quando estou com ele, às vezes vem mostrar-me algo novo que descobriu. Ou faz-me perguntas, como esta.

Se quiserem saber de onde partiu o seu interesse pela curvatura espaço-tempo, anos-luz e coisas que tais (eu perguntei-lhe), “Bem, _ respondeu-me_ foi num dos episódios do Doraemon que eu vejo com a mana Celina (ambos gostam muito). Eles explicaram e depois a mana esteve comigo a ver as definições de curvatura espaço-tempo, ano luz, gravidade e mais coisas. E agora eu estava a pensar nisso e lembrei-me de calcular o ano luz em kilómetros!”

Aqui, imagens da curvatura espaço-tempo.

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De Janeiro a Julho de 2014 – parte III – New York

Caderno Verde
De Janeiro a Julho de 2014 – New York!

E a 20 de Maio, viagem para Nova York, via Madrid! Voltámos a 30 de Maio.
Não pararia se fosse contar aqui todos os pormenores e/ou mostrar todas as fotos que tirámos que foram mais de duas mil.
O que mais me impressionou foi, em vários momentos, perceber como o Alexandre se orientava tão bem e conhecia tão bem Nova York como se já lá estivesse estado várias vezes. Eu sei que ele “passa a vida” no Google Earth a escrutinar tudo, mas não imaginava como, ao ver-se fisicamente no local, isso o ajudaria a orientar-se tão bem e a conhecer praticamente tudo e onde se localizavam zonas da cidade, edifícios, etc., etc.

Logo em primeira instância, depois de uma longa viagem (ah! Foi a primeira vez que o Alexandre andou de avião,

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logo uma viagem de longo curso, com paragem em Madrid _ adorámos o aeroporto de Madrid, grande e bonito)

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(tivémos que andar e andar até outro terminal e apanhar um “comboiozinho” para chegar ainda a outro terminal, o das partidas para Nova York! O Alexandre adorou esta parte, como é óbvio…) IMG_0144 IMG_0147 IMG_0172

(aqui era ele a dizer que já está quase da minha altura    🙂                ) IMG_0175 IMG_0176

que nem correra assim tão bem, porque o Alexandre enjoou e esteve mal fisicamente grande parte da viagem, ao chegarmos exaustos perto da zona onde íamos ficar (cruzamento da 3ª Avenue com a 65ª Street)

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_ quando saímos do aeroporto

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apanhámos o Air Train

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e depois o metro_, foi ele quem reconheceu o prédio: “É este! É aqui que vamos ficar!” (isto depois de, mais ao longe, já nos andar a indicar o caminho para chegar ao prédio). Ele já o conhecia do Google Earth. Um prédio de 50 andares (ficámos no 28º, uma alegria para ele).

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(arredores da 65ª East Street):
 
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(um bus escolar, lá ao fundo…) IMG_0268
(montanhas de taxis amarelinhos…)  IMG_0344
(uma limousine estacionada lá à frente do “nosso” edifício)
 
E a vista lá do 28º andar:
 
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Uma das primeiras coisas que visitámos foi o One World Trade Center e o Memorial que fica no local das antigas Torres Gémeas. Foi aí também que a sua orientação me impressionou, pois havia uma placa que apontava “Memorial” para uma determinada rua (estávamos nós junto ao imponente edifício de 541 m de altura (tanto que nessa primeira vez em que lá estivémos _ depois fomos outras _ estava um pouco de nevoeiro e nem se conseguia vislumbrar o topo do edifício) e o Alexandre dizia que o Memorial era em frente e depois à esquerda, ao contrário da placa, que devia estar desalinhada ou algo assim, pois acabámos por segui-lo e ele tinha razão, démos logo com o local das antigas torres gémeas. E ele tentava desenhar com os pés, no chão, a localização dos vários edifícios para que nós percebêssemos como era a sua relação no espaço.

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(fomos de metro, eles gostavam muito de andar de metro e eu não, aquilo era uma confusão de linhas e também não devia nada à limpeza, o nosso de Lisboa é muito mais “arrumadinho”…)

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(uma menina a tocar violino no metro… com amplificador, ouvia-se bem alto, mas ela tocava muito bem)

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(ei-la, a one world trade center!) IMG_0550 IMG_0556 IMG_0559 IMG_0561 IMG_0562 IMG_0564 IMG_0566 IMG_0571 IMG_0572 IMG_0574 IMG_0588 IMG_0590 IMG_0592 IMG_0595(edifícios à volta…) IMG_0598

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(o Memorial):

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(os quadrados assinalam o local onde cada uma das torres se erigia _ agora é uma fonte. Os nomes escritos à volta são de todos quantos ali faleceram). IMG_0611

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Bom, fomos também até à Câmara Municipal

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e démos mais um passeiozinho pela Down Town, e fomos atravessar a ponte de Brooklyn, para lá de metro, para cá a pé (também conhecemos um pouco de Brooklyn (o Alexandre sabe, já de longa data, quais são todas as zonas que pertencem a Nova York, Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx, Staten Island).

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(cheia de cadeadozinhos com nomes das pessoas que visitam Nova York e passam a ponte a pé) IMG_2259 IMG_2263 IMG_2265 IMG_2266 IMG_2271

Comprámos passes que davam para o metro e para os autocarros e fizémos vários “reconhecimentos” à zona, pelas avenidas e ruas (tirámos muitas fotos aos edifícios, porque o Alexandre adora a arquitetura dos arranha-céus e também achávamos piada às barraquinhas ambulantes que vendiam umas quantas “iguarias” _ a maior parte nós não comíamos, que somos vegetarianos, mas também havia muitas barraquinhas a vender fruta pelas ruas todas)

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(a loja da Apple…) IMG_0353 IMG_0360

(um teleférico que vai de Manhattan a Roosevelt Island, uma linguazinha de terra que fica entre Manhattan e Queens) IMG_0372

(também achámos piada à sinalização, explicavam tudo, para além dos sinais habituais, vejam este sentido proibido):

DSC00662(e as ruas são todas sinalizadas assim_ os smáforos também são diferentes, um peaozinho para passar e uma mão para fazer os peões parar):

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(o Chrysler building que é muito giro à noite…) IMG_0428 IMG_0431

(a grand central station) IMG_0433 IMG_0445 IMG_0457 IMG_0652 IMG_0664 IMG_1867 IMG_1869 IMG_1873 IMG_1874 IMG_1885 IMG_1889 IMG_1890 IMG_1891 IMG_1903 IMG_1904 IMG_1947 IMG_2178IMG_2330IMG_2331IMG_2334IMG_2336IMG_2308

Num outro dia fomos visitar a Catedral de St Patrick, que estava em obras de recuperação

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(os órgãos da catedral (são dois) que, juntos, têm cerca de 10 000 mil tubos) DSC00378

e fomos ao Rockfeller Center.

DSC00552DSC00390DSC00391DSC00392DSC00393(e os estúdios da NBC lá ao lado)DSC00398DSC00397

(a lojinha dos estúdios da NBC)

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(La Maison Du Chocolat…)

 

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(desta vez andámos de autocarro)

Entrámos na loja da Lego (uau! Só legos e tanto Lego!).

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Fomos ainda ao Intrepid Sea, Air & Space Museum Complex, onde visitámos um antigo porta-aviões (com muitos aviões da altura das guerras mundiais),

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um submarino

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e, pasmámos, a Space Shuttle, ela própria!!!

DSC00494DSC00499DSC00501DSC00504DSC00508DSC00513(o módulo de aterragem lunar)

Passeámos na 5ª Avenue, vimos a grande loja de brinquedos a Fao Schwarz,

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IMG_1880(o piano de pés da Fao…)

a loja da Apple (já há uma foto acima), lojas de moda avant-garde,

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a Tiffany,

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o Central Park, que se avistava do “nosso” apartamento.

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Mais abaixo também tinha eu entrado na loja de chocolates da Lindt (só eu, o Alexandre não gosta de chocolates nem dos que não têm leite, que são os que já provou, pela alergia aos laticíneos_ por isso também não alinhava nas minhas idas e do pai aos pequenos almoços e à Magnólia Bakerie, que ficava nos armazéns Bloomingdale, perto de onde “morámos”, para provar uns bolos enormes, “tamanho americano”)

DSC00556(a Lindt, cheia de chocolates)

 

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DSC00353DSC00356(chocolate quente, nos tais pequenos almoços _ vinha assim em tigelas, tal como o café…)

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(os Bloomingdale’s só me fazem lembrar do filme “Splash, a sereia”, com o Tom Hanks…)

DSC00262(outro “local gastronómico” típico, os Diner):

DSC00611(por incrível que me parecesse, vi muito poucos MacDonalds, mas por outro lado, havia Starbucks e Dunkin’Donuts a cada esquina…)

 

e na loja dos M&M’s que a mana Catarina tinha dito ser imperativo lá ir comprar-lhe M&M’s com recheio de manteiga de amendoim.

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(vários andares só com M&M’s de todos os recheios e cores…)

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Também andámos pela Times Square que tem muito movimento…

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Subimos ao Empire State Building! E tirámos lindas fotos lá de cima.

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(muita gente para subir…)

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(subimos num elevador até ao octagésimo andar e noutro a seguir até ao octagésimo sexto…)

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(exposição de fotos das várias fases de construção do edifício que o Alexandre apreciou com muito cuidado)

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(de lá do 86º piso, lá ao fundinho a one world trade center…)

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(as réplicas, de todos os materiais e feitios…)

O Alexandre quiz andar nos comboios americanos de modo que num dos dias fomos até Filadélfia de comboio.

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Apanhámo-lo na Pennsylvânia Station (estação que voltámos depois a visitar, porque ele gostou muito dela. Ao contrário, ficara desiludido com a Grande Central Station, tão famosa, mas onde hoje em dia só circula o metro, não há circulação de comboios).

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A estação de Filadélfia também é muito bonita e imponente.

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Esse foi outro dos dias em que me surpreendi, pois ao chegarmos à estação de Filadélfia o Alexandre mostrou-nos, perto, um imponente edifício com uma forma interessante e que, sendo todo espelhado por fora reflectia o céu e parecia um “edifício transparente” que ele nos disse ser da autoria do arquitecto César Pelli, também autor das Torres Petronas na Malásia. Fiquei deveras impressionada, pois nunca sei o quanto ele sabe sobre edifícios e construções (nem imaginava que ele saberia o nome deste arquitecto argentino)_ aqui mais imagens deste philadelphia’s cira centre.

DSC00653(reparem bem, é aquela forma “que torna um pedaço de céu ligeiramente mais escurinho”, atrás da estação… é impressionante o efeito, não é?)

Também conhecia o centro de Filadélfia, onde estão os edifícios altos, “como a palma das suas mãos”. E quando eu me mostrei surpreendida ele disse-me: “E se formos a San Francisco, mostro-te tudo em San Francisco, e se formos a Las Vegas também e a Londres também, e a Sidney e a Hong Kong e a Tóquio…” Pronto, o.k., acredito, acredito.

DSC00644DSC00656DSC00658DSC00660DSC00661DSC00664(este é o edifício mais alto de Filadélfia, também todo espelhado _ e era este que ele queria mesmo conhecer “ao vivo”, porque já o conhecia do Google Earth)

DSC00673(e este o mais sui-generis…parece feito em osso ou em marfim!)

DSC00678(a câmara… city hall!)

Achei muito engraçados os revisores dos comboios americanos, pois falam tal qual o Tom Hanks no filme “The Polar Express”, só lhes faltou dizer “All a bord!” e picam os bilhetes com uma velocidade e a formar desenhos, tal qual como o Tom Hanks no filme formava palavras com os furinhos… bem engraçado. E também achei piada aos camiões que têm uma “cara” diferente dos de cá, parecem-se, na forma, com o Mac do filme “Carros”, são giros!

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Num outro dia fomos visitar a Estátua da Liberdade e a Ellis Island (que me impressionou um pouco por ser um local onde os emigrantes ficavam “de quarentena” até terem autorização para entrar em Manhattan). O Alexandre adorou atravessar de ferry e ver a vista sobre Manhattan que se tem do rio, de facto é uma linda vista e onde se consegue obter uma skyline dos edifícios fabulosa (o Alexandre também costuma pesquisar quais as mais bonitas “Skyline” das cidades do mundo e a de Manhattan está de entre uma das mais belas _ vejam, por exemplo, este Top 15).

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(um esquilinho no jardim perto de onde chegámos no ferry)

Houve locais que visitámos sem ele, quando ele já estava muito cansado, ora eu, ora o pai, ficávamos com ele enquanto o outro ia visitar mais qualquer coisa. Eu fui sozinha à New York Public Library e ao Guggenheim, por exemplo (que adorei!)

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e o pai foi dar um passeio de autocarro até à parte Norte de Manhattan e noutro dia a Wall Street e à China Town.

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(Chinatown…) IMG_2312 IMG_2313

E bom, foram dias muito bons e muito preenchidos e de muita aprendizagem. Interagimos também com vários habitantes locais, o que é também muito interessante. E lá voltámos a 30 de Maio (para cá a viagem foi melhor para o Alexandre pois saímos de Nova York de noite e ele fez quase toda a viagem a dormir, já não enjoou tanto).

DSC00791DSC00792(fotos tiradas do Air Train para o aeroporto, à volta)

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Depois foi contar tudo às manas e ao Bato, foram relatórios impressionantes e que nunca mais acabavam.

 

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De Janeiro a Julho de 2014 – parte II

Caderno Verde

Castelo, ginástica, culinária, preparação da viagem, desenhos, praia, projeto sobre o crescimento populacional…

Fomos algumas vezes andar de comboio até à estação do Oriente em Lisboa ou até Setúbal. E em Abril fomos também até Castelo Branco (terra da avó, eu e o Alexandre fomos e voltámos de comboio, enquanto o pai, a avó e o primo foram de carro _ é que o Alexandre enjoa imenso a andar de carro e assim juntamos o agradável da viagem pelas suas vistas maravilhosas e temos viajado assim), passar as férias da Páscoa com o primo e visitámos o castelo de lá, que ainda não tínhamos visitado.

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(a avó babadinha com os seus netos…) DSC00031 DSC00033

(mapas, pois claro!) DSC00034 DSC00035 DSC00039

(já a caminho da terra da avó…) DSC00040

Este ano, o Alexandre tem brincado mais com esse seu primo (cerca de 4 anos mais velho que ele) e com o nosso vizinho, que é da sua idade (com esse tem brincado quase todos os dias e ele também tem ido connosco a alguns passeios e até jantar fora connosco, etc.).

E continua a gostar de uma boa “Caça ao tesouro”… Esta, ele e o nosso vizinho, prepararam-na para mim!       🙂

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A mana Catarina veio continuar a pintar o seu quadro (aqui há tempos coloquei aqui umas fotos do início da pintura…), é sempre “uma aula” observar alguém a pintar, como mistura as cores, etc., até porque ela pede-me sempre ajuda para alguns pormenores técnicos.

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Perto da nossa casa fizeram um parque novo com aparelhos de ginástica e ele tem ido algumas vezes fazer ginástica lá, ora comigo, ora com as irmãs e também com o tal nosso vizinho.

Continua a gostar de cozinhar e então continua a intervir em algumas refeições, ora comigo, ora com a irmã mais velha. E põe sempre a irmã a encarnar a personagem de “chenhoura cozinheira lá do Norte” e é uma animação pegada.

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(embrenhado na preparação dos filetes de tofú… a que ele chama, desde pequeno “tofú com casca”!) DSC00160 DSC00161

Entretanto eu fizera anos em Fevereiro, no dia dos namorados e eles (os meus três filhos) fizeram, em conjunto, um bolo para mim, os papéis de embrulho das prendas que me ofereceram (desenharam, pintaram) e uns cartõezinhos em forma de coração; também descobriram, no meio das nossas batatas, uma batata em forma de coração que nos fartámos de fotografar.

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Foi também em Fevereiro que começámos a preparar a nossa viagem a Nova York. Comprámos em Fevereiro os bilhetes para Maio, para nos ficarem mais baratos (a quase metade do preço), tratámos do seguro de viagem, dos passaportes e do cartão de cidadão do Alexandre que ainda o não tinha. Fizémos contas aos gastos (temos sorte, porque a estadia foi grátis, pois um amigo emprestou-nos o seu apartamento de lá, para lá ficarmos). Lemos os guias da cidade de Nova York que já tínhamos, démos um caderninho ao Alexandre para ele apontar tudo o que queria visitar em Nova York, o que queria levar para lá, o que queria trazer, as recordações que as irmãs e o companheiro da irmã mais velha queriam que ele lhes trouxesse. E o Alexandre fez as suas pesquisas no Google Earth, como sempre (“visita” sempre todo o Mundo, assim, por fotografia aérea e em 3D _ inclusivé, o nosso Google apresenta as fotos tiradas em vários anos consecutivos, de modo que ele vai observando a evolução da construção de determinados edifícios ou zonas das cidades ao longo de alguns anos. Fez isso, por exemplo, com o One World Trade Center (e muitos outros), mas este, acompanhou essa pesquisa com muitos documentários que foi vendo de toda a construção, bem como do Memorial do 11 de Setembro (ground zero)).

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O Alexandre continua a desenhar edifícios das mais variadas formas, em papel (e pintados a canetas de feltro ou a lápis de cor), no computador (em programas como o Lego Digital Design, construções no MineCraft e outros).

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Em Maio, começaram os dias mais quentes e fomos à praia

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e foi também o aniversário do pai, a 14 (outro bolo!).

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(tarte de frutas, porque o pai adora fruta e foi dia de um jogo importante de um campeonato_ o pai gosta de futebol_, daí as velinhas em formato de bola de futebol) DSC00157

Pouco antes do dia da viagem, fomos ao banco comprar dólares americanos e o Alexandre esteve a “relacionar-se” com as verdinhas e a ver como eram e como poderia dar os trocos em dólares e cêntimos.

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Também já conhecia de cor e salteado o mapa da cidade e o mapa das muitas linhas de metro da cidade (céus (!), para mim aquilo é uma confusão).

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E também praticou várias frases em Inglês.

Ainda antes da viagem, um dia cheguei a casa e ele estava de volta dos mapas do Mundo e da Europa que temos e também na internet a fazer contas ao acréscimo e/ou diminuição da população dos vários países. Um pequeno projecto/trabalho. Isto porque tinha dado no noticiário (e tínhamos comentado em conjunto, uns dias antes) sobre a população de Portugal ter vindo a diminuir e a projecção era que, em 2020 (ou 2030? Já não me recordo bem…), na melhor das hipóteses, teremos passado dos nossos 10 milhões de habitantes para 8 milhões (e na pior das hipóteses para 6 milhões). O facto preocupou-o, mas então lembrou-se que tinha reparado no outro dia, nestas suas contas à população mundial que já tinha feito de outras vezes, que nalguns países a população aumentara, no lugar de diminuir. Então o tal trabalho aturado que se propusera fazer foi, pais a país, com referência aos dados que tinha no nosso mapa do mundo que se referem ao ano de 2012, calcular o aumento ou a diminuição no ano de 2013 (de acordo com os dados que pesquisara na internet para 2013); assim concluíu que, apesar de em vários países a população ter diminuído, no geral, a população mundial aumentou para o que contribuíram países como a China, por exemplo.

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(continua…)

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De Janeiro a Julho de 2014 – parte I

Olá, vivam!

Como há alguns meses que não dou notícias nem conto das nossas actividades em unschooling, vou fazer aqui um resumo dos meses de final de Janeiro a Julho (de 2014), seguindo a lógica de que, a falarmos de “ano lectivo”, para nós, um ano desses vai de Julho a Julho do ano seguinte (contamo-lo desde o aniversário do Alexandre que é a 12 de Julho). Obviamente, não é possível contar aqui tudo o que fazemos, mas algumas das coisas que têm mais expressão e ilustram um pouco como o unschooling funciona, ou melhor, como funcionamos nós, em unschooling.

Em unschooling, nós não planeamos as nossas actividades, elas vão acontecendo, a não ser em casos em que seja mesmo necessário alguma programação, tais como a nossa viagem a Nova York. Surgindo a vontade, surgindo as condições para acontecer, há uma data de “tarefas” a desenvolver (analisar melhores preços, compra dos bilhetes, tratar dos passaportes, seguros de viagem, etc., etc.) que têm que ser feitas à priori. E depois todo o entusiasmo que a viagem gerou, proporcionou actividades decorrentes e vontade de pensar no que queremos fazer, que locais visitar, anotações e afins.

Beijinhos a todos e não vou prometer que é desta que volto à minha regularidade anterior aqui no blog, farei o meu melhor! 🙂

Caderno Verde

De Janeiro a Julho de 20114 – Aqueduto, construção, matemática, geografia e história

As últimas notícias aqui no blog foram sobre experiências de Física e construção de um modelo do Titanic, bem como ver documentários sobre construção.

Depois disso continuámos com algumas “visitas de estudo”, fomos, por  exemplo visitar o “Aqueduto das Águas Livres” em Lisboa (é visitável  por dentro, mas na internet não diziam que só abriam as portas na  Primavera (e nós fomos lá a meio de Janeiro). Acabámos por percorrer  toda a zona por fora, observar bem o aqueduto e tirar fotos e, já em casa, fomos pesquisar sobre a  história do aqueduto e da sua construção que, durante tanto tempo, forneceu a água a Lisboa.

DSC09864(à espera do comboio…)

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(estação de Campolide! _ o Alexandre gosta desta estação….)

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DSC09884(aqui está o que não estava na internet     😉         )

 

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(é ali dentro que passam as condutas…)

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(de novo a estação! Para o regresso a casa…)

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Reforçámos, com mais um conjunto de peças de madeira, o nosso jogo “Jenga”, para construir novas estruturas (o pequeno entretém-se muito a inventar novos modelos de “construção de edifícios”).

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O Alexandre continuou a fazer mais desenhos, alguns a partir de figuras geométricas.

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Também praticamos matemática todos os dias, já que ele adora fazer contas de cabeça, inclusivé de multiplicações e divisões. Por sua auto-recriação. Por exemplo, quer saber quantas horas há num ano e  multiplica 365 por 24, de cabeça. Aqui há tempos anotei como ele faz as divisões, assim mentalmente, por exemplo, se quer dividir 236 por 4, na sua cabeça, faz primeiro, 50-50-50-50 (50 a cada um são duzentos e ainda lhe sobram 36 para dividir por 4 e vai continuando por aproximações; se a operação não der resto zero, diz que sobram “x”. E raciocínio idêntico é o que utiliza quando faz também as multiplicações, nesta dos 365 vezes 24 fez primeiro 300 vezes 10 vezes 2 e depois 300 vezes 4 e depois os 60 (vezes 10 vezes 2 vezes 4) e depois os 5, de forma idêntica e ia somando todas as parcelas, sempre “de cabeça”. Só que faz isto muito rapidamente, que eu, para verificar se está certo e a fazer da maneira dele, demoro  o quádruplo do tempo.

Para números muito grandes, utiliza máquina de calcular, mas sabe precisamente que contas fazer para resolver um problema que tenha em mente.

Ele tem seguido uma série de desenhos animados que passa no Canal Panda que se chama “Ciber Heróis” e onde passam muitos conceitos matemáticos e formas de fazer cálculos com eles, tais como, por exemplo, fracções e percentagens. Apercebi-me que o Alexandre tem a perfeita noção do conceito de fracção e faz contas de cabeça com números fraccionários da mesma forma que o faz com os inteiros e os decimais, bem como em relação ao conceito de percentagem. Para mim é  basicamente importante que ele perceba o que é uma fracção e o que é uma percentagem quando faça cálculos utilizando tais conceitos.

O pai comprou dois jogos novos, de tabuleiro, o “Risk”, jogo de estratégia militar com mapas de vários países e o “Ticket To Ride” que tem sido um sucesso cá em casa (entretanto fomos acrescentando extensões, começámos com o jogo na Europa e agora já temos o que se joga sobre o mapa de Portugal, o dos Estados Unidos e o da Ásia), todos adoramos jogá-lo, consiste em ir completando caminhos entre as várias cidades da Europa, por exemplo, com carruagens de comboio.
Também tínhamos comprado um jogo “em francês”, La Route Des Épices que, antes destes, jogámos várias vezes, pois é baseado na rota das especiarias que os navios antigamente percorreram e tem mesmo umas caixinhas com especiarias de verdade, as quais temos que adivinhar quais são pelo cheiro.

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Estes jogos dão sempre origem a voltar a pesquisar sobre os impérios e a sua história e localização nos mapas.

Como por exemplo esta “evolução do império britânico” _ ver as datas à esquerda:

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(Continua…)

 

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Coisas que temos andado a fazer… I

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Coisas que temos andado a fazer nestes últimos três meses (I)… para além das que já tenho contado por aqui:

– Ver de novo o documentário Tokyo Sky Tree… (3 x seguidas)

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(Nós tínhamos gravado este em CD, desde a primeira vez que o vimos no Discovery Channel, no programa Mega-Construções; o Alexandre volta e meia gosta de revê-lo para aprofundar ainda mais pormenores que lhe interessam _ quando revemos algo, depois de nos termos inteirado de outros assuntos pelo meio, o nosso cérebro faz mais e novas ligações e a aprendizagem vai-se consolidando);

– que deu lugar a descobrirmos uma nova forma de encontrarmos os mais altos edifícios de Tóquio no Google Earth (através das coordenadas GPS):

Completamos (por sua iniciativa) o ver documentários, ler, etc., com os demais recursos e um deles é sem dúvida o Google Earth (ou analisarmos outros mapas que temos em casa); e até esta vez, costumávamos tentar encontrar os edifícios mais altos que pesquisávamos em listas da Wikipédia, pelo nome do edifício e da cidade e nem sempre encontrávamos; desta vez descobrimos que na listagem da wikipédia um dos dados são as coordenadas geográficas e experimentámos copiá-las de um lado para outro (para a pesquisa no google earth) e funcionou. Pronto, depois foi só repetir em mais e mais edifícios.

– “Treinar” contas de cabeça:

Volta e meia o Alexandre pede-me que lhe preencha uma folha com contas para ele resolver. Com alguma frequência. Cada vez acho mais interessante ele preferir fazê-las de cabeça e depois indicar o resultado que aplicar a fórmula do “e vão dois…” se bem que a saiba aplicar. Depois assisto (porque ele falou alto, desta vez, enquanto raciocinava) a como ele desenvolve os cálculos e desta vez, numa delas achei que ele não ia chegar lá assim, mas ele colocou o resultado certinho. Já não me lembro que conta era, sei que era uma subtração grandinha, tipo 3432-1584, que à partida não se faz assim rapidamente de cabeça. Mas lembro-me de uma primeira, mais fácil e da forma que ele resolveu, só para se ter uma ideia: 352-186=…. fez ele “ora bem, 300 menos 186 são 114 (porque 300 menos 200 são 100 e 186 para 200 são 14) e agora é só somar-lhe 52 e dá 166”.

Também faz uns raciocínios específicos para as multiplicações e para as divisões que eu ainda não assimilei bem, um dia coloco aqui um exemplo de como o faz.

– Deixar bilhetes ao pai para que ele de madrugada imprima o que precisamos para as nossas atividades (isto porque a impressora agora só tem estado acessível a partir do computador de trabalho do pai no qual não costumamos mexer para não causar acidentes com o trabalho dele e temos os nossos, não há necessidade):

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– Panquecas

DSC07625(o Alexandre gosta delas com doce de morango)

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– Puzzles:

1 – Este da Europa, diferente dos que temos feito, pois algumas peças têm o formato de um país inteiro (outros países têm que ser formados por 3 ou 4 peças de puzzle)

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DSC07686Da mesma coleção há também o de Portugal e o do Mundo, mas esses não os comprei (este da Europa comprei-o numa estação de Correio)

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2 – Um com a imagem de um comboio, que um dos primos lhe ofereceu, porque sabe que o Alexandre gosta de comboios

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3 – E este enorme (de 4000 peças!) e lindo, com os signos do Zodíaco. O Alexandre ficou a saber de cor qual o signo de cada um de nós cá em casa e de alguns primos e amigos e mais ou menos a que meses do ano correspondem esses signos

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DSC08122Capricórnio, da mana Celina e da avó Isabel e Aquário, da mãe e da avó Rosário

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Caranguejo do Xanti e do Bato (tinham que ser os dois Caranguejos!) e Leão do primo M.,

DSC08124Touro do pai,

DSC08125Peixes da mana Catarina e Balança do primo F.

DSC08126E completo, finalmente!

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DSC08223Depois disto volta e meia o Alexandre pergunta, “Virgem é de Setembro, não é?” (uma pergunta retórica, ah, ah! _ ver aqui para quem não sabe de onde vem a piada) e eu vou respondendo “Sim, da maior parte de Setembro e do final do mês anterior”. “E Balança é de Outubro, não é?”…

😀

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Passeio de 4 dias a Viana – Dia 1, Visita ao Barco-Hospital Gil Eanes

Caderno Verde

Passeio de 4 dias a Viana – Dia 1, Visita ao Barco-Hospital Gil Eanes

Este é o 3º apontamento deste Passeio a Viana. Podem ler aqui sobre o primeiro e aqui sobre o segundo.

Como contei no segundo apontamento, após descermos do Monte de Santa Luzia, empreendemos a descida da Avenida que vai da Estação até ao Rio e deparámo-nos com o Ponto de Turismo. Tínhamos já na ideia ir visitar o Barco-Hospital que sabíamos atracado, como museu, mas não sabíamos os horários para visita e assim, fomos ao Ponto de Turismo perguntar (e saber os preços) e trouxémos ainda uns mapas da cidade.

Depois lá fomos até “ao Gil Eanes” (também trouxémos do Ponto de Turismo um folheto sobre o “Gil Eanes”, o Barco-Hospital, que explica: “O Navio Hospital Gil Eanes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão, apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia. Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eanes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra-gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.” E ainda continua com um pouco de toda a história do navio  até ter findado a sua actividade em 1984 e recuperado pela comunidade vianense em 1998. Fazem parte ainda do folheto as características do navio (dimensões, capacidade, etc.) e plantas legendadas detalhando a sua compartimentação).

Os acessos estavam em obras!

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A escadinha que tínhamos que subir para chegar ao navio…

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Ainda é alto e grandinho!

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As portas (temos que alçar as pernocas)!

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Chegados lá acima o senhor que toma conta do barco-museu explicou-nos como empreender a visita sozinhos, sem ajuda. O percurso está assinalado com setas para darmos a volta completa e visitarmos todos os compartimentos e as várias zonas do convés e o percurso, nalgumas zonas está delimitado com umas cordas para conseguirmos dar a volta toda ao navio sem confusão (mas faz-nos dar mais voltas, só que assim não perdemos pitada). Explicou-nos também que podíamos ler todas as placas acima das portas dos compartimentos que indicavam o tipo de compartimento, bem como as etiquetas de vários objetos identificados.

Então lá começámos o percurso, observando todos os pormenores!

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Plano de segurança:

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Ora que foi onde passámos mais tempo, a ver os mapas, a manusear os instrumentos, a ler as etiquetas de todos os objetos, a ver os sinais/símbolos… O Alexandre gostaria de experimentar todos a funcionar, para ver como funcionavam os antigos e como funcionam os aparelhómetros que os vieram substituir ou os de versão “mais avançada”.

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(estivémos a observar os registos metereológicos que recebiam via algo tipo fax, já na altura)

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De novo saídos desta ala… fomos até ao topo do navio.

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A vista lá do topo do navio sobre a cidade…

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… e sobre o convés!

😉

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Maquete de um outro barco!

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A barbearia do navio…

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O sistema que bloqueava as portas do porão caso o navio começasse a meter água (isto fez-nos lembrar o Titanic)

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A cozinha!

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E aqui a padaria:

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Esta é maior que a que vemos na fábrica de bolos de uns amigos nossos…

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Mais uma maquete, esta a do próprio Gil Eanes que andávamos a visitar!

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(o Alexandre aprecia mesmo maquetes…)

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Aqui a explicação sobre a foto que está na parede e que vamos ver a seguir: foto de quando crianças da Gronelândia vieram fazer uma visita ao barco-hospital por lá atracado e quando em funções. É giro…

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A casa das náquinas fazia um bocadinho de impressão, subir aquelas escadas rapidamente e sob pressão devia ser obra…

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DSC07920Mais uma foto dos barcos na Gronelândia…

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Aqui os desenhos da maquinaria e sistemas (também interessam ao Alexandre estas plantas e cortes e medidas)

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Ora que chegamos à parte que diferencia este navio-hospital de muitos outros navios  (e que fez o pai sair impressionado, sobretudo ao imaginar-se numa sala de operações daquelas…)

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(a máquina onde se tiravam radiografias)

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(o laboratório de análises e esterelização)

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De novo no convés…

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Uma capela.

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A âncora…

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No final da visita, muito cansadinhos, a descansar na relva para depois voltarmos a subir a Avenida até à Estação e esperarmos lá que a nossa amiga nos viesse buscar e levar até à sua casa, numa aldeia perto (Neiva).

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Enquanto esperávamos pela nossa amiga o Alexandre esteve a localizar no mapa (num dos que trouxémos do Posto de Turismo) os locais que tínhamos visitado e outros por onde passámos.

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Só chegámos a casa dela lá para as 9h da noite, todos cansados mas por motivos diferentes (a nossa anfitriã tinha tido um dia de trabalho, muito intenso _ ela é guia turística_ com um grupo de alunos (e alguns professores) de uma escola francesa que nem por isso estavam muito interessados na “visita de estudo” e estivémos também um pouco a conversar sobre as diferenças entre uma visita que preenche os nossos interesses e outra “programada de forma dita didática”.

🙂

Obrigada J., por tudo.

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Passeio de 4 dias a Viana – Dia 1, A Viagem e a Chegada

Vivam, bom dia!

Por aqui tem havido muita atividade. Tanta, que não tenho conseguido atualizar o blog a seu devido tempo.

Desde Fevereiro para cá que tenho muitos posts em atraso, que penso ainda vir a registar. Volta e meia dou um pulo para algo mais recente e depois, quando tenho um pouco mais de disponibilidade para vir escrever volto atrás e vou recompondo o puzzle destas atividades diárias em unschooling.

Daí que hoje vou dar um pulo para o fim-de-semana passado, mais propriamente os 4 dias de Sexta a Segunda (de 19 a 22 de Abril), quando empreendemos uma viagem de comboio a Viana do Castelo, que o Alexandre já vinha a programar há meses.

Foi assim…

😉

(beijinhos para todos,

Isabel)

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Passeio de 4 dias a Viana – Dia 1, A Viagem e a Chegada

Desde há algum tempo que o Alexandre tinha pedido para irmos a Viana do Castelo de comboio, pois “conhecia” a estação de Viana do Google Maps e ainda a não “conhecera ao vivo”.

Nós temos uma amiga de lá (aliás duas, são irmãs…) e começámos logo a pensar nas possíveis combinações. Combina daqui, combina dali, disponibilidades conjugadas e a viagem ficou marcada para 19 de Abril.

Ainda como preparativo, estivémos a escolher o horário da partida (e da volta), o que deu algum trabalho, pois para chegarmos a Viana temos que apanhar dois comboios: Lisboa-Porto e Porto-Viana do Castelo e como de Porto a Viana a viagem tem de ser em Interregional ou em Regional, queríamos escolher o Interregional ou os 50 km que separam o Porto de Viana demorariam mais a percorrer que a viagem de Lisboa ao Porto de cerca de 300 Km… e para esses interregionais só haviam dois horários dentro dos razoáveis (mais alguns, mas eram ou cedíssimo ou tardíssimo que não davam para conjugar com a viagem de Lisboa até ao Porto); assim, o Alexandre percebeu logo que tínhamos de começar “de trás para a frente”, isto é, fazer depender o horário da partida de Lisboa e chegada ao Porto do horário da partida do comboio de Porto a Viana. E como queríamos chegar cedo, para visitarmos Viana do Castelo logo nesse primeiro dia enquanto esperaríamos que a nossa amiga nos fosse buscar, pois só chegaria do trabalho lá pelas oito e tal da noite, guiámo-nos pelo Interregional que saía do Porto perto da uma.

Feita a opção, os cálculos: esse Interregional saía do Porto às 12h e 45 min; então, consultando os horários do Alfa e do Intercidades, na coluna “Porto-Campanhã” fomos verificar quais os que chegavam antes das 12h e 45 min; havia um Intercidades e um Alfa que chegavam mesmo “em cima”, o que não dava qualquer margem para atrasos nem mesmo para comprar os segundos bilhetes lá… (às 12h 39 min e 12h 44 min, respetivamente); antes disso, havia um Intercidades que chegava ao Porto às 10h 39 min e um Alfa Pendular que chegava às 10h 52 min. Como o Alexandre queria muito ir de Alfa, pois já há bastante tempo que não viajava num (é mais caro e por isso quase sempre optamos pelo Intercidades, num estudo de relação velocidade/conforto/preço, embora já tenhamos feito viagens de Alfa precisamente só para o Alexandre experimentar e desfrutar), foi fácil chegar à conclusão de que partiríamos às 8h e 09 min da manhã! (para decidir os horários da volta, repetimos o raciocínio)

🙂

O que implicava sairmos de casa às 7h, o Alexandre levantar-se às 6h e meia e eu às 5h e 45 min (o pai já estava levantado desde as 4h…)

😉

É sempre giro ver como é que ele se levanta tão cedo, não estando habituado, cheio de energia e todo entusiasmado com a viagem que tem pela frente (se fosse para ir de carro já a motivação não era a mesma). Estava felicíssimo, parece sempre que nunca andou de comboio e é a sua primeira viagem…

… e comos chegámos com uma folgazinha de tempo quiz, como sempre, esperar o Alfa não na sala de espera, mas lá em cima, na plataforma, mesmo com uma grande ventania

😀

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(os meus brincalhões)

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Ele tirou muitas fotos, tira a todos os pormenores…

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e até à mãe e à mãe e ao pai a darem um beijinho (ainda não passei da máquina as fotos tiradas por ele_ e as tiradas pelo pai, o mais rápido para mim é colocar aqui as que tiro eu, com o telemóvel)

😉

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No início da viagem, em que a paisagem já é bem nossa conhecida, jogámos um joguinho de batalha naval (no meu tempo era só com papel e caneta! Ainda me lembro quando o meu pai me ensinou a jogar esse e outros jogos, o “Stop”, por exemplo…)

😉

Depois quiz sempre ir a apreciar a paisagem e não dormiu nadinha. Continuava a fotografar e descortinou que o Alfa tem um indicador da velocodade a que vamos, de modo que ia monitorizando a quantos km/h íamos nos vários troços…

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Chegámos a atingir os 227 Km/h!

Também fez um comentário engraçado ao ouvir uma menina mais pequena a interagir com a mãe, e disse-me: “Olha, esta menina é como eu, quando era pequeno, estava sempre a perguntar-te o que ela está a perguntar à mãe: quantos são 2+2?… E 4+4?… E 8+8?… E 16+16?… E 32+32?… e 64+64?.. E 128+128?… E 256+256? E… ? (eu bem me lembro, era o prato do dia e ficávamos ali que tempos, quando eu já não conseguia responder de cabeça tinha que me socorrer de papel e lápis e ele adorava quando os números cresciam e cresciam…)