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Arquitetura e Urbanismo VI – Redes, metropolitano e sua História

Caderno Verde

Arquitetura e Urbanismo VI – Redes, metropolitano e sua História

Antes das fotos quero falar-vos de uma primeira descoberta na net. O Alexandre descobriu um mapa da rede metropolitana de Lisboa que se vai completando conforme os anos decorrem.

Ele sempre se interessou muito pela história, pela cronoçogia, pelo desenvolvimento, não só social, como o técnico, incluindo as redes de transportes. Gosta de saber em que ano se construíu determinado edifício ou ponte ou,neste caso, a data de inauguração do metropolitano de Lisboa. E soube-a através deste mapa, com o belo bónus de ir apreciando a expansão da rede ao longo dos anos. Cliquem, para ver, é bem interessante.

Descoberto o ano de inauguração, 1959, foi pesquisando e fazendo mais descobertas. Um belo dia chego a casa e pareceu-me estar ele a ver um antigo filme português, a preto e branco. “O que estás a ver, meu filho?” _ perguntei logo. “SSSSHHHHIIIIUUUU!!!!” _ foi a resposta, apontando para o écran do computador (a pedir-me para não o interromper, ora está). Fiquei curiosa e, quando acabou, lá me explicou que era um filme explicativo do metro no ano da sua inauguração. O narrador era o Joaquim Agostinho e atores participavam naquela demonstração publicitária de 1959.

Ora vejam, é muito giro!

Gostaram? Eu achei fascinante, diga-se, pois não sabia que existia tal filme promocional da época (é anterior ao meu nascimento) e surpresa também com a facilidade do meu pequeno para descobrir estas coisas que tanto lhe interessam. Depois mostrou o filme às irmãs, ao pai, ao Bernardo e aos nossos vizinhos. E a todos quantos entraram cá em casa nesses próximos dias.

Então começou por construir a sua rede metropolitana sobre uma cidade num dos seus jogos, o “City XL 2012” (tem muitos deste género, onde constrói cidades, pontes, zonas verdes, redes de transportes, coloca os transportes a circular, etc., etc., já tenho mencionado outros programas do género aqui no blog):

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Quando vemos uma mão a  apontar, é a sua enquanto me explica o que desenhou e porquê e como progrediu o trabalho. Enquanto eu vou tirando fotos, pois…

Depois pediu ao pai para lhe imprimir o mapa da expansão do metropolitano de Lisboa e, sobre ele, quiz desenhar à mão os vários troços que foram sendo acrescentados ao itinerário inicial. Depois marcava cada etapa com a data e a seguir riscava-a e acrescentava o troço seguinte com a nova data e por aí fora. Não sei se consegui representar bem a sequência nas fotos, pois pulei algumas, mas aqui fica um cheirinho:

 

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E daí pôs-se a extrapolar. Na internet encontramos propostas para a expansão futura da linha do metro. Ele conhece e estudou essas propostas, mas também tem as suas e são essas que desenhou para o futuro (2020, 2024, 2030… e por aí fora, numa rede cada vez mais complexa):

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Na sequência deste estudo da rede do metropolitano de Lisboa quiz ir explorar, de uma forma sistematizada, as várias linhas de metro que já conhece tão bem. Começámos, num dia, por ir “dar uma volta”, explorando melhor a linha amarela (pois nunca tínhamos ido até uma das suas extremidades, Odivelas, e para apreciar o troço entre Senhor Roubado e Odivelas, que é à superfície e apreciar bem a estação de Campo Grande, também à superfície.

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Saímos até à superfície, na estação de Odivelas, para um pequeno lanche e para tirar fotos do troço de metro à superfície que se via dali…

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Depois voltámos e fomos apanhando ligações para ir explorar a linha vermelha até ao aeroprto e voltámos a sair no aeroporto pois gostamos muito de andar por lá e aproveitámos para lanchar outra vez!

😉

 

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(a estação de metro do aeroporto tem umas imagens giras….)

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(isto já a apreciar os voos)20150308_172759

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Num outro dia, num passeiozinho ao fim-de-semana, voltámos a explorar mais linhas.

Depois o Alexandre pôs-se a estudar na net mais linhas de metro de outras cidades. O ano passado tivémos já a oportunidade de andar no metro de Nova York, mas ele nunca se cansa de andar a estudar os mapas e andou também a estudar a rede de Madrid, pois andávamos a preparar uma viagem a Madrid para as nossas “férias de longo curso”, como ele lhe chama, deste ano.

 

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Curvatura Espaço-Tempo e Ano Luz

Caderno Verde

Curvatura Espaço-Tempo e Ano-Luz

“Mãe, sabes o que é a Curvatura Espaço-Tempo”?

“Bem, filho…” _ eu a preparar-me como lhe haveria de responder, com exemplos? Mostrar esquemas na internet?

“Mãe, o espaço não é um vazio, tem muitas forças e em conjunto com o tempo. E ele curva-se ao redor de um planeta ou outra qualquer coisa no espaço. É essa a curvatura Espaço-Tempo.”

Bem, e eu a pensar que ele queria que eu lhe dissesse o que era a curvatura espaço-tempo…

Então, quando se seguiu a pergunta: “Mãe, o que é um ano-luz?”, eu já estava à espera que ele me soubesse dizer o que era, mas não estava à espera do que ele fez a seguir.

“Bem, um ano luz é a distância que a luz ou um objeto a mover-se à velocidade da luz percorre durante um ano” (o que eu estava então à espera que ele já soubesse).

“E agora vou dizer-te que distância é essa, é só fazer uns cálculos.”

E meia aparvalhada (porque eu sou assim, desculpem) pus-me a tentar seguir o seu raciocínio e contas. Como eram números grandes, ele foi buscar a máquina de calcular, e explicando mais ou menos o que estava a fazer: “Então, a velocidade da luz são 300.000.000 metros por segundo, vezes 60 segundos, vezes 60 minutos, vezes 24 horas, vezes 365 dias… dá isto: 9460800000 (vejo eu no écran da calculadora), com mais seis zeros à frente, que eu só usei 300 porque senão não aparecia aqui tudo no écran.”

“Diz lá outra vez?” _ pois que demorei a perceber o raciocínio.

Depois escreveu o número num papel com os zeros todos para tentarmos dizer aquilo em metros e logo a seguir em kilómetros: 9 460 800 000 000 000. “Nove mil quatrocentos e sessenta biliões… mãe! De metros. Nove biliões de kilómetros! Quase dez biliões.

Fui confirmar à net (o que nos traz sempre o problema de os sites brasileiros dizerem triliões em vez de biliões, porque para eles não há mil milhões, passam dos cem milhões para o bilião e nós não). E logo percebi que o pequeno tinha feito mesmo a conta certa, à primeira e rapidamente.

Porque me surpreendo? Quer dizer que eu não estou a par do que o meu filho “estuda”, acompanhando-o eu, uma vez que praticamos o Ensino Doméstico?

Bem, vou tentar explicar-vos o que, a meu ver, me acontece. Deve-se, penso eu, ao tipo de ensino que desenvolvemos que não é ensino, nem sequer ensino doméstico, a bem da verdade. É conhecido por unschooling. Nós apoiamos e ajudamos a desenvolver as matérias que vão surgindo e se desenrolando. Eu não estou presente em todos os acontecimentos do seu dia, pois este apoio familiar divide-se entre mim e o pai e entre as irmãs (mais velhas uns bons anitos). Mais ninguém regista o que se vai passando a não ser eu (exceção feita a algumas fotos que as irmãs tiram quando vão elas com ele aos museus, passeios, etc. ou a alguns desenhos/projetos que às vezes ele faz com elas e que assim aparecem “registados” e, às vezes, me vêm mostrar). Uma ou outra vez lá me contam, como quando a mana Celina e ele estiveram a observar precisamente a velocidade do som versus a velocidade da luz com os relâmpagos e o som do trovão que apareceu muito mais tarde. Por outro lado, ele já faz muitas pesquisas sozinho. Não faço ideia da quantidade de pesquisas que faz, da quantidade de vezes que vê mapas e mais mapas e trabalha com programas do género, faz medições percorre as fotos no tempo para ver a evolução das cidades no tempo e sei lá que mais. Quando estou com ele, às vezes vem mostrar-me algo novo que descobriu. Ou faz-me perguntas, como esta.

Se quiserem saber de onde partiu o seu interesse pela curvatura espaço-tempo, anos-luz e coisas que tais (eu perguntei-lhe), “Bem, _ respondeu-me_ foi num dos episódios do Doraemon que eu vejo com a mana Celina (ambos gostam muito). Eles explicaram e depois a mana esteve comigo a ver as definições de curvatura espaço-tempo, ano luz, gravidade e mais coisas. E agora eu estava a pensar nisso e lembrei-me de calcular o ano luz em kilómetros!”

Aqui, imagens da curvatura espaço-tempo.

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O Bolo e A Festa, a 14 de Julho…

Caderno Verde

O Bolo e A Festa, a 14 de Julho

De há uns anos para cá é a mana Catarina a responsável pelo fabrico e decoração do bolo. E engendra maneiras de concretizar os pedidos “exigentes” (porque dão muito trabalho) do irmão. Antes de fazer o primeiro para o mano começou “a treinar” com os bolos de aniversário do seu companheiro, Bernardo e logo depois teve uma grande empreitada, construir, comestivelmente, o Castelo do Super Mario. Seguiu-se o Bolo-Cidade e este ano, o Estádio onde joga o Zakumi e os seus colegas de equipa (o Alexandre não é nada fã de futebol, mas inexplicavelmente gosta de ver os desenhos animados do Zakumi e então pediu-lhe uma representação desses desenhos…)

😉

E aqui está o resultado (claro que a Catarina acaba por ter ajuda na decoração ou o bolo não fica pronto a tempo; desta vez ajudaram a mana Celina _ na confecção do estádio e dos bonecos_, o Bato, o G. e o próprio Alexandre na demorada tarefa de fazerem bolinhas que representam as pessoas nas bancadas):

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O resto da festa… este ano foi menos concorrida que em anos anteriores, pois os primos não puderam ficar até ao dia da festa, por irem de férias e alguns amigos habituais também. Por um lado, a casa agradeceu, ficou em melhor estado  no final!

😉

E o Alexandre, que durante uma parte da festa estava pouco animado, pois esteve muitos dias sem ver o seu amigo Bernardo e neste primeiro dia em que o voltou a ver preferia tê-lo com maior disponibilidade para brincar consigo às suas brincadeiras preferidas, acabou por se divertir, pois lá para o final do dia, cerca das 9h, depois das manas e Bernardo lhe oferecerem o seu presente (um jogo de construção de caminhos e aldeias, com terrenos que produzem/dão determinadas matérias (lã, feno, tijolos, pedras, madeira) chamado Catan), jogaram todos em círculo (ele, as manas, o Bernardo e dois dos nossos vizinhos), divertindo-se à grande (enquanto a M., de 6 anitos, os observava e via alguns filmes muito interessada e eu calmamente conversava com a P.

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Uns dias depois, já voltámos a jogá-lo, desta vez eu, o Alexandre e um dos nosso vizinhos, G. Passam-se algumas horas divertidas, porque fazer de descobridores e construtores, demora o seu tempo até atingir os objetivos do jogo! E este tabuleiro é giro, diferente dos outros que temos, é hexagonal!

😉

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Também lhe ofereceram este belo carro movido a água salgada (obrigada família F. !) da “Science 4 You”, no dia seguinte ao da festa já o Alexandre andava de volta das instruções…

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DSC08772… e este jogo do Monopólio na sua versão “Portátil” (obrigada, G.!), que também experimentámos (eu e ele) jogar no dia seguinte.

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O Alexandre de volta das instruções da construção do carro movido a água salgada:

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Depois já o mostrou ao G. e ao Bato.

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Exposição de Construções em Lego no Campo Pequeno

Caderno Verde

Exposição de Construções em Lego no Campo Pequeno

Há alguns poucos anos (há quatro atrás) já tínhamos visitado uma exposição deste género em Tomar. Publiquei sobre o assunto na altura, no blog Pés na Relva (um blog coletivo onde publicavam várias famílias em Ensino Doméstico). O Alexandre tinha adorado, então assim que soubémos desta pensámos em repetir a dose.

Fomos um grupo de nove: dois adultos, três jovens adultos e quatro crianças (dois de 9, uma de 11 e um de 13)

😉

O caminho entre o local onde estacionámos e o Campo Pequeno, local da exposição:

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DSC08045Os manos (falta uma, que ainda estava a estacionar…):

DSC08046O Woody em peças de Lego:

DSC08047Comboios!

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DSC08050Lego-friends:

DSC08051Vilas e cidades:

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DSC08053O nosso grupo (menos eu e um dos pequenos de nove não se vê…)

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DSC08060Este o pai gostou… (milhentas peças!)

😉

DSC08062Grande cidade…

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DSC08068Até passava o metro, numa parte em baixo (estava giro):

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DSC08074Só barcos…

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DSC08080A Estação “Braço de Prata”!

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DSC08084Dispensa apresentações…

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DSC08087Engraçado como os edifícios ficam tão parecidos… em vários estavam as fotos dos “verdadeiros” à frente para confirmar:

DSC08088O próprio:

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DSC08090Um teleférico!

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DSC08094Mais bonecos conhecidos:

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DSC08099Um jogo de Xadrez! Este é novamente diferente dos que temos usado!

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DSC08103E no final, uma sala só para peças do Star Wars, com iluminação XPTO

🙂

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DSC08112Depois démos uma curta volta pelo centro comercial do Campo Pequeno (que eu nunca tinha lá ido). O pai e o Xanti (diminuitivo que ele adotou em pequenino) gordinhos ao espelho:

😀

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Foi um dia divertido. No entanto, o Alexandre ficou um bocadinho frustrado, pois o Bato tinha-lhe dito que havia uma Estação do Oriente em Lego e afinal não havia e era mesmo essa que ele queria observar, a ver se reproduzia depois em casa.

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Jogo de pistas-Teatro para encontrar uns miminhos

Caderno Verde

Jogo de pistas-Teatro para encontrar uns miminhos

No apontamento do Caderno Verde do último post contei da montagem desta ponte-invenção-de-Leonardo-da-Vinci.

Para o Alexandre encontrar o seu kit de montagem (era o objetivo final), em vez da tradicional “caça ao tesouro”, a Catarina elaborou uma peça de teatro muito bem engendrada e engraçada, em que ela era o Sr. Construtor Alex e pedia ajuda ao menino Xandinho para resolver enigmas e realizar algumas atividades intermédias, que os levassem a chegar ao kit final (que ele ainda não sabia o que era). Não coloquei aqui a foto dela com o meu capacete das obras na cabeça (o meu verdadeiro, profissional, que o Alexandre também tem um de brincadeira), mas era assim que o seu personagem ia deambulando pela casa no decorrer da peça interativa.

Resolvi colocar aqui as fotos quase do fim para o início, pois estas primeiras são as da ponte (de madeira, na realidade, que aqui o protótipo é de plástico) já completamente montada,

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as instruções de montagem por eles seguidas,

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e aqui então os materiais que serviram ao decorrer da peça de teatro e das pistas que levariam às atividades propostas na peça até chegarem ao resultado final: letras-íman que iam formando palavras-chave,

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montagem de troços de pistas de automóvel que também formavam palvras-chave,

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a “construção” (em desenho) de um edifício de palavras…

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Dois ou três dias depois, tendo achado piada à atividade de construir uma pista de carros formando uma palavra-chave, desenvolveram e derivaram a brincadeira para uma outra (que já não tinha a ver com o encontrar qualquer objeto escondido 😉 ) em que as pistas formavam ruas “de uma cidade” e nas próprias pistas estavam indicados os nomes dessas ruas (uma letra em cada peça de encaixe, “tipo puzzle”);

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ele havia a “R. do Aeroporto”, a “R.da Estação”, a “R. do Comboio”, a “R. do Barco” e muitas outras.

😀

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Aulas para a família

Vivam! Boa noite!

Logo num dos primeiros posts deste blog, “Projectos_ ideias a implementar por várias pessoas e em vários locais diferentes“, exteriorizei a ideia de começarmos a implementar alguns “centros de actividades” tais como os que John Holt preconiza no seu livro “Dificuldades em Aprender” (título original:”How Children Fail”), que também citei nesse post.

Numa “discussão” que já tínhamos tido sobre o tema no grupo do yahoo (link para o grupo na barra lateral, à direita), tínhamos chegado à conclusão que já seria bom para nós, “homeschoolers”, que existisse a oferta, em centros já existentes, de actividades onde pais e filhos pudessem praticá-las em conjunto e não sectorizadas “por idades” (por exemplo, aulas de pintura, de ginástica e por aí fora).

Na altura não conhecíamos tal oferta, embora alguns de nós já tivessem perguntado, em alguns centros “olhem lá, não têm nenhuma actividade que possa ser frequentada por pais e filhos (e avós e netos e tios e sobrinhos e adultos e crianças, basicamente)?”

Pois que hoje em dia já existem algumas! (Será porque andámos a perguntar? Ou alguém descobriu ser uma necessidade para alguns ou que afinal até funciona bem? Ou simplesmente já existem há mais tempo e nós não soubémos delas…)

Vou indicar-vos dois “centros” que conheci entretanto:

Um, onde não andamos a praticar nenhuma actividade, mas que tivémos conhecimento através dos nossos vizinhos, terem, no meio de outras actividades “por idades”, aulas de natação para a família, aos fins-de-semana: “O People Family Club“, em Sintra, mais propriamente na Terrugem.

Outro,  a “Associação Centro do Yôga-Áshrama, Sintra” (link para a sua página no facebook onde podemos aceder aos horários praticados e onde figura, além das outras aulas distintas para adultos e para crianças, o horário da aula para “Toda a família”).

Só um dos membros da família (adultos e crianças) precisa de ser sócio da associação e pagar as suas aulas “por inteiro”, os restantes membros do “clã familiar” têm um bom desconto.

Ora que o Alexandre experimentou a aula de yôga para a família onde foi com a irmã mais velha (25 anos) que já frequentava as aulas de yôga nesse centro (eu já pratico noutro centro, não dava jeito mudar para este). E gostou!

Já praticou assim yôga durante o mês de Outubro e já teve uma aula agora em Novembro. Lá vai ele aos Sábados de manhã, com a sua mana, todo contente. E também já levaram convidados a experimentar (qualquer praticante pode convidar um amigo a ir experimentar uma aula), a nossa vizinha pequena M., a mana Celina e o Bato! Um de cada vez, claro!

De semana para semana, noto que o entusiasmo cresce e conta os exercícios que fazem (desde algumas posturas do yôga _ ásanas_ aos exercícios para os olhos, aos de respiração, ao relaxamento (neste último Sábado adormeceu durante o relaxamento        🙂           ) e os mantras (a professora, quando soube que lhe costumamos chamar “Xanti” como diminuitivo (shánti = “paz”, em sânscrito), cantou logo na 1ª aula dele o mantra “Om shánti om”, o que o deixou um pouco envergonhado, mas contente).

Entretanto também começou a falar das outras famílias que costumam ir à “sua” aula: o pai, a mãe e três filhos, todos pequenos, o maior é da sua idade e outra mãe com os dois filhos. E ele, com a sua mana crescida! Um dos meninos também se chama Alexandre! E uma das meninas uma vez levou o seu peluche para a aula como convidado! E já conversa com alguns no início e no final da aula. No outro dia (num dia de semana, extra-aula) também estiveram “em convívio”, alunos (adultos e crianças) e alguns instrutores, a tirar fotos de grupo no palácio de Seteais, em Sintra, chegou todo contente a contar.

Engraçado que ele tem rejeitado todas as outras “actividades extra” onde existe um professor a ensinar, que já experimentámos. Eram só destinadas a crianças. Esta (talvez por ser integrada e ajudam-se uns aos outros, não é só seguir a instrutora, ou se calhar é o tipo de actividade em si que lhe apraz, ou é a instrutora que tem jeito… realmente ela é muito calminha e bem-disposta) tem corrido bem!

Outra coisa que me deixou feliz, foi a irmã (a Catarina) ter partilhado comigo no outro dia, que uma das coisas que mais tem gostado de fazer ultimamente, é de ir às aulas de yôga com o irmão (ela ainda vai a outras sem ele), por sentir-se bem ali com ele, a ajudarem-se um ao outro; “É um momento muito amoroso”, disse-me.

Pronto, saldo-mais-que-positivo para estas “aulas de yôga para toda a família”!

Beijinhos e até breve. Belas actividades em família para todos os que quiserem experimentar ou já praticam!

Isabel

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Caderno Verde

“Projectos”

Lembram-se deste “projecto” que o Alexandre executou depois de vir um dia de estar comigo no meu local de trabalho? É o projecto de uma vila. Que tem de tudo, todas as redes de transportes, zonas de grandes parques verdes, a mim parece-me mais uma cidade! (postei aqui na parte do Caderno Verde)

Pois um belo dia mais tarde, estava ele com a mana Catarina (tinha que ser, porque ela é a rapariga da cor, inspira todos a darem cor a tudo!), completou o projecto, colorindo-o. Cheguei a casa e apresentaram-me o feito.

E mostraram-me ainda um outro feito, outro projecto, que começou assim:

Ao lerem o livro do Alexandre “100 comboios de sempre”, o Alexandre descobriu que no meio de todos os comboios lá apresentados e descritos, faltava um, o seu querido “Comboio-Hotel” (que viémos a saber depois que vai ser extinto em Portugal, ohhhh!!!).

Então resolveram acrescentar mais duas páginas ao livro, incluindo nele um texto e uma imagem sobre o comboio-hotel e depois, claro, tinham que alterar a capa e o livro passou a ser o “101 comboios de sempre”:

Que “projecto”!

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Coincidências, sincronicidades ou nem isso

Vivam, boa noite!

Volta e meia passo por umas fases em que tudo se liga… como contei no post anterior, o Alexandre resolveu, há uns dias, perguntar-me qual era o mais frio, se o Pólo Norte ou o Pólo Sul. E lá andámos a ler informação sobre o assunto.

Ora eu já tinha começado a ler, nessa altura, o livro que tenho agora entre mãos, o Sétimo Selo, de José Rodrigues dos Santos, mas tinha lido apenas um pedacinho do Prólogo e entretanto interrompera por uns dias para ler outras coisas. Depois deste episódio dos Pólos, recomecei a lê-lo (voltei a ler desde o início) e não é que o Prólogo narra exactamente uma parte da história passada na Antártida e refere exactamente as baixíssimas temperaturas atingidas no “Inverno”, etc., etc. E num capítulo mais para a frente, também a existência de “vários Pólo-Sul”, o geográfico, o geomagnético, sobre o que também tínhamos chegado a ler quando procurámos a resposta à pergunta “Qual o mais frio…?”.

Depois, lendo o primeiro capítulo da história, não é que a matéria social de fundo, lá abordada é, nada mais nada menos, que a que abordámos aqui na última fase (última fase, até agora, que ainda vão haver mais fases…) da Blogagem Colectiva Fases da Vida? Sobre a 3ª idade, relembro. Para além dos cuidados que os filhos passam a dada altura sem saber como poder tratar dos pais que vão perdendo as suas faculdades, está lá precisamente a frase que eu no meu post não revelei qual era, mas que sugeri ouvirem no finalzinho do filme “O Namorado Atómico”…

Pronto, às vezes sintonizamos numas frequências                  🙂

E ainda não li mais nada do livro, não sei o que me espera…                        😉

Umas belas sincronicidades para todos e até ao próximo post. Mil beijinhos (como dizem os meus filhos…)

Isabel

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Caderno Verde

Projecto de uma Vila

Depois de ter vindo lá do meu trabalho (como contei no post anterior), estávamos os dois a “jogar” a Escola Virtual, quando o Alexandre quiz reproduzir a actividade de fazer um tangram e um friso e uma rosácea. Para a primeira, andámos nos recortes, mas para as outras fui buscar um caderno quadriculado formato A4 que lhe tinha comprado só para ele, mas que ele não tem utilizado muito e disse-lhe: “Ora aqui está um caderno perfeito para estes trabalhos”.

Passados minutos já o rapaz concordava que aquele afinal era um bom caderno. Para a rosácea fomos buscar uma moeda para contornar e desenhar os círculos.

Desta actividade inventou outra. Pediu ao pai a régua que o pai costuma ter na sua área de trabalho e, no mesmo caderno, começou a traçar com rectas e curvas a rede viária de uma cidade. Perdão, vila, rectificou ele.

Depois assinalou com uns círculos as estações de comboio e pediu-me para eu escrever “comboio”, do lado de lá da estação e “carro” do lado de cá, onde estavam as ruas. A seguir desenhou uns quarteirões e uns prédios e vivendas, isto tudo  “em planta”, daí os prédios e vivendas serem uns rectângulos e quadrados. E umas árvores (uns círculos) no meio dos prédios. Ia-me relatando o que ia fazendo.

Logo projectou quarteirões só com árvores. “Jardins?” _ perguntei-lhe. “São umas florestas”, explicou (quando contei isto no dia seguinte a uma colega minha de trabalho ela disse logo que o rapaz era um projectista muito mais competente que os urbanistas das câmaras               😉                     ).

E a cereja no topo do bolo, para ele, todos os transportes existem nesta vila (já tínhamos as estações de comboio): desenhou linhas de metro, o satu (transporte que existe em Oeiras e onde vamos algumas vezes de propósito para andar nele), o teleférico, o ascensor (como o da Nazaré), o eléctrico, dois aeroportos (que diz não serem demais para uma vila), um areoporto para naves espaciais e um cais para os barcos e uma porção de mar onde desenhou, também em planta, três tipos de barcos: o de mercadorias, o “das pessoas” e um de pesca, desculpava-se ele, pois sabe que nós não comemos peixe, “mãe, é que em Portugal já sabes que mandam muitos barcos para a pesca”.

E lá me pediu para eu escrever no topo da folha “Vila de Portugal e de Lisboa” (isto porque se fosse ele a escrever não iria caber tudo na folha, assim ficava tudo certinho) e cá em baixo “Projecto da Câmara”.

Bom, o rapaz estava feliz com o seu projecto!

“Demora muito a fazer!_ dizia, “importante” _ tive até que fazer uma pausa para ver uns desenhos animados!”

Depois quiz tirar a folha do caderno e pendurá-la (embora eu tentasse que ela ficasse no caderno, mas ele disse que era um projecto muito importante e que tínhamos que afixar para todos verem e aprenderem coisas.

E aproveitando as sincronicidades ali de cima, dois dias depois, a avó (materna) que veio passar duas semaninhas connosco, ofereceu-lhe de presente este escantilhão (sem ter presenciado nada disto nem sabendo do assunto) com o qual já podemos, para além de todas as outras coisas, fazer os círculos direitinhos sem ser com a ajuda das moedas.

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