Archive for Corpo Humano

Bolas de sabão através das mãos

Caderno Verde

Bolas de sabão através das mãos

Como já devem ter percebido, as bolas de sabão são por aqui uma constante.

Desde pequeno que o Alexandre sente um grande fscínio por estas pequenas bolas frágeis, transparentes e ao mesmo tempo coloridas, completamente voláteis, mas que sobem, sobem e de repente se diluem no ar, ou descem, descem e estouram ao tocar numa qualquer superfície.

Tem sempre tido vários dispositivos (o último até foi em forma de “pistola de bolas de sabão”, ganho no Natal!) para andar nesta brincadeira sempre que se lembre e lhe apeteça, mas agora descobriu, num belo dia a lavar as mãos, que colocando alguma água e muito sabão, consegue fazer bolas soprando através dos seus próprios dedos entreabertos!!! Ora vejam:

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Pronto! Tem passado horas nisto…

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Aqui até deu para fazer duas bolas ao mesmo tempo:

20150129_002251E aqui estava a ver quão grande conseguia fazer uma bola:

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Logicamente, passou logo a técnica ao seu amigo G. e puseram-se os dois a fazer bolas ao despique.

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E aqui, resolveram uni-las,  até ficarem coladas uma à outra.

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Experiências mágicas!

😀

 

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Conversa sobre o Vegetarianismo e NutriVentures

“Mãe, porque te tornaste vegetariana?” _ foi esta a pergunta que desencadeou nova conversa sobre o vegetarianismo.

Já houveram outras, a anterior tinha sido desde quando era eu vegetariana e o pai e a mana Catarina e o Bato, isto passado tempo desde saber que nem sempre o fôramos e mais tempo ainda desde perceber que, em Portugal, a maioria das pessoas o não é e mais tempo ainda (pequenininho) em que não se apercebia de tais diferenças.

E isto porque apenas me vou cingindo a responder ao que ele realmente pergunta (isto é, quando me perguntou “desde quando” respondi-lhe “desde…” e não “e também porque…”) pois, como por aqui já referi algumas vezes, o Alexandre não gosta que lhe debite “Informação a mais” ou aquela que ele não solicita quando solicita algo específico (acontece também com outras famílias).

Também por aqui coloquei um post sobre termos explorado a Pirâmide Vegetariana dos Alimentos a propósito do seu interesse pelas Rodas dos Alimentos.

Então a minha resposta a esta sua pergunta, que teve uma segunda parte, “Foi por causa do Robiyn, não foi?” (isto porque ele sabe que o Robiyn dá workshops que eu já frequentei e a mana Catarina e o Bato frequentam, e é vegetariano, bem como a sua família (às vezes os filhos do Robiyn vêm brincar com o Alexandre) e também porque o seu grande amigo Bato às vezes toca no assunto), foi a seguinte:

“Não foi propriamente por causa do Robiyn, foi através do Robiyn (isto em 1998, quando não havia muita informação em Portugal sobre o tema) que tive acesso a muita informação sobre o vegetarianismo, mas o Robiyn não diz para as pessoas se tornarem vegetarianas ou que deveriam fazê-lo. Foi por causa dos animais, sim, porque à mãe sempre lhe fez impressão saber como as pessoas matavam os animais para depois os comermos e nunca fui capaz de assistir (quanto mais praticar) à matança do porco em casa dos avós das manas, ou das galinhas, ou dos patos ou dos coelhos, pois eles são agricultores e criam alguns poucos animais para comerem, embora eles tentassem ensinar-me como se fazia, mas eu não era capaz, desmairia logo _ a mãe já desmaia só de ver alguém a levar uma injecção! Até cozinhar a carne que eles punham na cozinha logo após, me fazia impressão e colocava-a às escondidas no frigorífico (porque senão eles chamavam-me lingrinhas e fracota) até a carne arrefecer e  já não me fazer tanta impressão. Então quando tive acesso a toda essa informação e percebi que não era preciso comermos carne de animais para vivermos (e vivermos saudáveis) e percebi ainda, que não era coerente não ser capaz de matar os bichinhos nem de os ver matar e delegar em outros essa responsabilidade, que é o que fazemos quando não matamos com as nossas mãos os animais, mas os comemos mortos por outros, resolvi tornar-me vegetariana.”

“E então a mana Catarina?” _ ele sabe que a mana Celina não é vegetariana.

Bem, é melhor perguntares-lhe a ela quais foram as suas razões, se quiseres uma resposta mais fiável. As manas obviamente não tinham que se tornar vegetarianas, só porque a mãe resolveu ser vegetariana. Quando eu deixei de comer carne e peixe a mana Catarina tinha 13 anos e a mana Celina tinha 8, um pouco mais novinha que tu, agora. Eu expliquei-lhes o que te expliquei a ti agora e disse-lhes que ia continuar a fazer e a dar-lhes a comida que elas estavam habituadas e gostavam, mas que ia cozinhar outras coisas diferentes para mim, que não utilizassem carne nem peixe. Elas começaram a provar dos pratos vegetarianos que eu comecei a cozinhar e gostavam muito de alguns; a mana Celina gostava muito de tofu à Brás (e não gostava nada de um outro prato parecido que se faz com bacalhau em vez de tofú _ bacalhau é um peixe…”

“Eu sei o que é que é bacalhau!”_ interrompeu.

“Pois, a mana Celina não gosta de bacalhau. Também gostavam de “bifinhos de seitan” com “natas” de soja e de mais uns quantos pratos vegetarianos. Mas enquanto a mana Celina decidiu depois, uns anitos mais tarde, comer só comida vegetariana em casa e fora de casa continuar a comer as outras comidas que as pessoas cozinhavam (em casa dos seus avós, do seu pai, dos seus amigos, etc.), a mana Catarina decidiu tornar-se mesmo vegetariana. Eu um dia contei-lhe que quando ela era bebé não gostava de comer carne nem peixe, que cuspia tudo, só gostava de sopinhas, de fruta, de leitinho, e de algumas papas e que, como eu não sabia na altura que os bebés podiam crescer saudavelmente sem comer carne ou peixe, “obrigava-a” a comer a carne e o peixe, disfarçando tudo muito bem e mesmo assim ela cuspia tudo na maior parte das vezes. Não sei se o ter-lhe contado esta história da sua infância contribuíu para a sua decisão de se tornar vegetariana, tens que lhe perguntar. E também tens que perguntar diretamente à mana Celina se quiseres saber as razões da sua decisão em relação a este assunto.”

“Bem, dá-me mas é aí as minhas batatinhas cozidas com seitan, que já estou cheio de fome…”

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E assim terminou, desta vez, a nossa “conversa vegetariana”.

😀

Notas adicionais:

– Há aqui no blog um link para uma entrevista que dei ao Centro Vegetariano sobre a minha gravidez vegetariana e o meu pequeno ter sido sempre vegetariano desde a gestação.

– Há pessoas que me perguntam se eu nunca dei oportunidade de escolha ao meu filho (de ser ou não vegetariano). Dentro da minha barriga, não, eu era vegetariana e ele alimentava-se através de mim, logicamente. Até aos 6 meses alimentou-se exclusivamente de leite materno (também por decisão minha e não dele, se bem que ele gostava muito de mamar e a amamentação ao peito prolongou-se por vários anos, até ele querer e pedir). Aos 7 meses, primeiro introduzi-lhe só a fruta, depois as sopas de legumes e cereais e ao dar-lhe a primeira colher de papa Cérelac ele vomitou e eu não voltei a insistir (comprei-lhe das outras, nas lojas Celeiro, sem leite adicionado, mas comeu-as a irmã mais velha, que adora papas, ele não gosta da consistência das papas, assim que começou a comer a fruta esmagada e as sopas, já só queria comida com pedacinhos_ também nunca quiz puré de batata nem açordas, por exemplo. Entretanto o pediatra pediu uns testes de alergia, porque ele vomitava tudo quanto tivesse leite de vaca (ao primeiro pedacinho) e verificou-se a sua sensibilidade extrema à caseína e outros alergéneos do leite de vaca e não come laticínios (e eu, entre comê-los e deixar de amamentar o meu filho ou continuar a mamentá-lo optei com a maior das facilidades por deixar de comê-los, sou, portanto, ovo-vegetariana). Entretanto, mais crescidinho, o Alexandre teve já muitas oportunidades de provar, pedir, pratos de carne e peixe, mas nunca quiz provar e faz-lhe um bocadinho de confusão/impressão ver e cheirar a carne e o peixe, sejam crús ou cozinhados, sobretudo cheirar, revolta-lhe um pouco o estômago. Portanto, sim, ele tem, desde há uns anos, oportunidades de escolha. E as minhas filhas só não tiveram as mesmas oportunidades de escolha mais novas ainda, por falta de informação minha, tal como também não puderam optar por não ir à escola e praticarem uma “aprendizagem natural”, por falta de informação minha, na altura (essa também já foi uma das perguntas do Alexandre “Mãe, porque é que tu obrigaste as manas a ir à escola e não foste tão boa para elas como para comigo?”).

Uns belos dias e belas refeições para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Nutriventures

“Nutriventures: em busca dos 7 reinos” é uma nova série, portuguesa, que tem passado no Canal Panda e à qual o Alexandre acha muita piada. Tem a ver com a nutrição e a roda dos alimentos, mas também com reinos e aventuras.

Depois de ver vários episódios, soube que saíam em dvd e pediu-me para lhe comprar alguns (comprei-lhe os que já havia no mercado) e assim revê vários episódios sempre que quer.

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Entretanto descobri que havia um jogo on-line no site Nutriventures, inscrevi-o e começou a jogá-lo. Dentro do jogo há atividades várias, como comprar sementes, semeá-las no jardim e depois colher os seus frutos e ir gerindo moedas e pontos na compra e venda de vários itens ou para poder jogar o jogo propriamente dito. Também tem acesso aos episódios da série on-line.

A partir daí, começou também a construir reinos “Nutriventures” no Minecraft:

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E outra coisa que eu achei interessante foi quando me apercebi, numa conversa que ela ia a ter com a Catarina e com o Bernardo (Bato), no carro, tendo o Bernardo dito que não sabia bem quantos setores tinha a roda dos alimentos, que o Alexandre sabia-os de uma ponta à outra e respondeu-lhe logo: ” 7. A bem dizer, 8, contando com a água que está no centro e que se deve beber em muita quantidade. E deslindou todas as “fatias” da roda, a correlação entre elas e logo apôs as diferenças entre a roda usualmente explicada e a unicamente vegetariana.

Também me disse uma vez que a roda dos alimentos era um gráfico.

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Coisas que temos andado a fazer… III

Caderno Verde

Coisas que temos andado a fazer nestes últimos três meses (III)… para além das que tenho contado por aqui:

– O Alexandre e a Catarina elaboraram juntos um jogo, com base no Mapa Mundo.

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(desenharam o mapa mundo que seria o “tabuleiro” do jogo,

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depois inventaram e registaram as regras e a seguir jogaram)

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– No Simcity, desta vez  foram “criadas” ilhas e vulcões

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– Durante muitos dias, uma cidade em peças Lego foi ganhando forma…

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… não cheguei a tirar a foto ao farol que estava muito giro nem ao cais nem à estação e às linhas de comboio, pois entretanto a amiguinha M. desfez a cidade inesperadamente.

– A mana Catarina tem vindo experimentar pintar a óleo; ela gosta muito de pintar (já aqui vos mostrei alguns desenhos que pintou a aguarela) e desta vez quiz aprender a técnica de pintar a óleo e veio pedir umas dicas à mãe. Enquanto nós fazíamos outras coisas ela ficava ao pé de nós e eu ia-lhe dando umas dicas sobre a técnica e como conseguir certos resultados. O Alexandre foi apreciando todos os passos. Ela ensaiou uma composição, olhando para várias fotos diferentes, conjugando-as. Ainda não está pronto, pintou a menina, faltam as flores e o fundo (quando estiver pronto volto a tirar mais fotos).

Fotos do primeiro dia:

(a desenhar “à vista”)

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DSC07715Fotos do segundo dia (menina pronta):

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– Novamente os CDs de ciência “Porquê?”. Desta vez foram vistos os cinco seguidinhos. O nº1 versa sobre os temas: Pólo Norte e Pólo Sul (partes 1 e 2), Meio Ambiente (chuva ácida e os problemas que pode causar), Sistema Digestivo, Ovnis e Extraterrestres, Praias de Lama. O nº 2: Transportes (história de vários e como funcionam), Fósseis, Clima (factores ambientais que influenciam o estado do tempo), Corpo Humano, Estrelas e Constelações. O nº3: Plantas (e a sua importância na nossa saúde), Espaço (sistema solar), Computadores (o primeiro computador, como funcionam e até onde nos poderão levar no futuro), Água (como usar, de onde vem, para onde vai, os seus graus de pureza, etc.), Mar (como foram criados os oceanos e como é a vida no fundo do mar). O 4º: Foguetões e Sondas Espaciais, Física (força da gravidade, inércia e outros aspectos da física), Robôs (como são criados e funcionam), Planeta Terra (história geológica e vida no planeta), Plantas e Animais Venenosos. O 5º: Doenças (propagação das bactérias, dos vírus e outros patogénicos que podem provocar doenças), Insectos , Animais (em continentes longíquos como a África e a Ásia), Descobertas e Invenções (as maiores de sempre), Dinossauros.

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– Outro jogo inventado pelo Alexandre, este com naves espaciais:

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DSC07732Códigos

😉

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– Mais uma versão do mapa de Lisboa (a azul as linhas de comboio)

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– Esta outra versão do mapa de Lisboa já vos mostrei aqui, na parte do Caderno Verde (foi o que ele desenhou para me oferecer no Dia da Mãe)

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– E mais um jogo tendo como base de tabuleiro o Mapa Mundo: cada um de nós ia pintando um país (como se fossemos formando o nosso império) e só podíamos anexar países contíguos ou ligados pelas rotas estabelecidas pelo Alexandre (a minha caneta era rosa e a dele laranja, daí que não se percebe bem na foto qual o império de cada um…) e à medida que íamos pintando íamos dizendo o nome de cada país.

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Reflexões (Saber sobre História) e Pequenas Habilidades (bem úteis!)

Vivam, bom dia!

As últimas incursões pela História de Portugal têm dado que refletir, aqui por casa. Vou para aqui transcrever algumas delas, que partilhei no grupo “Unschooling em Português” do facebook:

“A propósito deste post que publiquei n’A Escola É Bela (https://escolabela.wordpress.com/2013/03/03/1a-incursao-prolongada-prolongadissima-pela-historia-de-portugal/),  uma reflexão:

A minha filha do meio (22 anos), assim que soube que o irmão andava muito interessado em querer saber História, teceu o seguinte comentário: “Oh, não! Eu que pensava que o meu mano era todo como eu, só ligava aos números e às ciências e à tecnologia, e agora gosta de história!”

Pois… eu também nunca gostei de história, na escola impunham que decorasse nomes e datas para ter boa nota nos testes e eu só gostava de raciocinar e executar e nada de decorar.

A minha reflexão sobre o assunto: com programas a cumprir, currículos, metas curriculares e avaliações não há como atender às especificidades e timings de cada criança e seguramente num e noutro ponto tolhemos a possibilidade de virem a interessar-se por determinado tema mais tarde.

O que quero dizer com isto, vou dar exemplos:

1 – Durante muitos anos quase que me recusei a querer saber coisas ligadas à História, tal a aversão com que fiquei “à disciplina” da forma como me foi imposta na escola. Há poucos anos, tomando consciência do que aconteceu (eu que sempre fui ávida em ler e aprender quase o que quer que fosse), consegui perceber isto e até me interessei por ler romances históricos, pois tinha interesse em saber coisas sobre certas “personagens” como a Catarina de Aragão e um pouco da história de Inglaterra, Alexandre o Grande, Chopin e Gauguin e mais uns quantos. E agora também me entusiasmo a querer saber as coisas que o meu pequeno tem querido saber. Mas estive bloqueada estes anos todos em relação a isto.

2 – À minha filha do meio (esta que teceu o tal comentário), também voltada para o raciocínio matemático e científico, aconteceu-lhe o mesmo em relação à história e, ainda, ao português. Ela que em pequena adorava rimar e fazia imensos poemas, não gostou nada de aprender gramática e foi logo rotulada como “não tão boa a português” quanto às outras disciplinas (e ela até tinha 4 a português e a história, só não tirava 5, como às restantes) e assim, a sua genuína aptidão para versos_ que ainda sobreviveu uns tempinhos à conta de uma professora de Inglês que até lhe “publicou” os seus poemas num jornal da escola_ foi esmorecendo sob o rótulo “não, eu não percebo nada de português e não gosto de português”.

3 – Não tenho qualquer dúvida que logo de pequeno, se andasse na escola, este meu filho mais novo seria desencorajado em relação a desenhar, por exemplo. Ele não pegou em lápis até “tarde”, segundo os parâmetros “normais”, gostava era de construir em Lego e de coisas tridimensionais. Sei que ele tem muita aptidão para “ver no espaço”. Um belo dia percebeu que podia fazer um desenho para transmitir algo que queria comunicar e depois que podia representar planos e instruções para construir, que tinha na cabeça. E daí pôs-se também a representar o tridimensional em bidimensional (logo com plantas e alçados). Continua a não fazer “desenhos bonitos” como faz quem tem muito jeito para o desenho e para a pintura , mas desenha muito (e agora até com muitas cores) e sente-se bem a desenhar. Não tenho qualquer dúvida que esta aptidão lhe seria “bloqueada” se seguisse os trâmites “escolares”. O mesmo em relação à história e ao português, à educação física e se calhar a outras coisas mais.”

E continuando…

“Bem, mas isto sou eu a deduzir e a encaixar em parâmetros mais ou menos “normais” no que se refere ao que escolarizadamente ligamos à disciplina de História, para percebermos que em unschooling ela poderá também ser abordada, pois na cabeça de alguém que nunca frequentou qualquer “estabelecimento de ensino” como o meu filho mais novo, agora com 9 anos, isto não se passa assim desconectado de tudo o resto.

Como se pode perceber ao acompanhar o nosso blog, o fio que o conduziu foi o interesse pelo “como é composto o mundo-globo terrestre: oceanos e continentes (mar e terra) e como “dividimos a terra” e desde quando e como dividimos isto em países e os países nem sempre foram os mesmos e que língua se fala em cada país e porquê (o que nos levou a falar pela primeira vez nos Descobrimentos). E, como eu disse, ele agora já anda de volta dos antigos impérios (Nota: aqui no blog ainda não falei dos impérios, isto foi no tal grupo do facebook; vou colocar mais tarde um post, pois estas incursões pela História de Portugal têm derivado para várias coisas, uma delas, conhecer os impérios que têm existido). Mas desde pequeno que ele se interessava era por transportes (e foram os transportes e as viagens e as próprias viagens que fizémos e fazemos que o levaram à “Geografia”) e pela “história dos transportes”; e também por construções e pela “história das construções”.

Isto está tudo ligadinho.

E mesmo que eu, Isabel, racionalmente, compartimente e tente catologar isto de uma forma que possa figurar num certificado em como ele abordou certas matérias, naturalmente, o que se passa, é algo muito mais rico, interligado, conectado e difícil de registar e comunicar.

Isto está também bem explicado no site da Sandra Dodd em http://www.sandradodd.com/history/ (e no capítulo correspondente do seu livro “Big Book Of Unschooling”)

A minha “visão” é que um dia não tenhamos que ter certificados nem comprovar nada, bastando a pessoa com as suas competências, capaz de as executar e por em prática, numa idade em que naturalmente as manifestará. O que é o certificado mais válido que existe.”

Beijinhos e belas Histórias para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Pequenas Habilidades (bem úteis!)

– Habilidade com o martelo (desta vez a partir nozes, mas costuma também martelar pregos)

🙂

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– Hábil a desenhar sobre base de pizza usando salsichas vegetarianas (é uma cara a sorrir, outras vezes desenha um barco, uma carruagem de comboio, uma árvore…); a pizza leva ainda milho, natas de soja, queijo de soja ralado e orégãos.

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– A treinar a virar a massa no ar sobre uma frigideira (já coloquei esta foto num outro post atrás a propósito de explicar que apesar da massa ter ficado “inutilizada” _ para comer, por exemplo, pois foi bastante útil para este treino_ em unschooling (e não só!) muitas vezes outros e mais valores se levantam, a favor de uma aprendizagem natural…)

😉

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-Nem mesmo um “fato de presidente” é impeditivo de praticar as suas habilidades culinárias…

😀

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Um belo dia com a mana Catarina

Caderno Verde

Um belo dia com a mana Catarina:

Brincar aos Cabeleireiros, brincar aos Cozinheiros, Brincar às Escolas II e o Canal do Alexandre II

Estar com a  mana Catarina é para aproveitar o que o Alexandre mais gosta de a ver fazer: encarnar diferentes personagens às quais “empresta” diferentes vozes.

Toda esta brincadeira aconteceu num belo dia de Novembro de 2012.

Começaram com o Srrrr Cabeleirrrreiro, que era francês. O Alexandre já precisava de um corte ao cabelo e de há uns anos para cá que só gosta que seja a irmã (que se ajeita!) a cortar-lho, então a Catarina juntou o útil à brincadeira e começaram com estas duas personagens, o grande profissional francês e o menino Alexandre que precisava de cortar o cabelo. A mana arranja uns adereços para fazer de cabeleireiro, um sotaque afrancesado e passam o tempo a fazer teatro, cortando o cabelo.

Depois o Senhorrrr Cabeleirrrreiro sai de cena e entra a Senhouuura Cozinheira, que é do Norte! Com a Senhoura Muito Boa Cozinheira que faz pratos deliciosos e que explica ao Alexandre como fazê-los, fazem o almoço e mais uns snacks para o lanche. A Senhoura Cozinheira “fala achim” e conta ao Alexandre como “crescem as coisas tão berdinhas na horta por detrás da casa onde bibe”. É um pouco mais gordinha que a mana Catarina (adereços!!!) e muito rosadinha. Coloca as mãos na cintura quando está entusiasmada e limpa-as muitas vezes ao seu avental (esta personagem aparece várias vezes cá por casa, não foi esta a primeira vez, quando o Alexandre era bem mais pequeno chegaram a filmar uma aula de culinária inteira dada pela Senhoura Cozinheira e o seu ajudante Alexandre).

Ora que não tenho fotos de nenhuma das divertidas cenas anteriores, pois quando cheguei a casa já estava em cena a Senhora Professora a dar aulas ao menino Xandinho (e o menino Xandinho fazia perguntas “à menino Zezinho”).

😉

No meio de coisas “à seria”, pois eles tinham por lá, na escola montada, todos estes materiais, a Senhora Professora tinha textos escritos na nossa parede-ardósia e o menino Xandinho já tinha escrito uma data de coisas no seu Caderno Verde. A cena passava-se dentro do Titanic (era uma escola especial, uma escola dentro de um barco) num belo dia de Novembro de 2016 (no futuro, portanto).

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Este outro Caderno Verde não on-line ainda tinha tido pouco uso. Comprei-o uma vez por achar que, por ser quadriculado, ia ser mais interessante para desenvolvermos padrões como os que o Alexandre gostava de fazer na altura. Ele encheu uma folha de quadrados e começou a desenhar ali alguns círculos e num outro dia fizémos combinações de triângulos e depois o caderno ficou “em pousio”.

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Quando começámos com as pesquisas sobre os maiores países, as maiores cidades, as maiores pontes, as maiores estações ferroviárias (…) comecei por anotar lá algumas das pesquisas mais difíceis, como a dos maiores centros comerciais do mundo, para não perder os termos da pesquisa, pois apareciam sempre coisas diferentes.

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E o caderno voltou ao pousio, até este belo dia em que teve muito uso.

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(há sempre lugar para a inovação!)

🙂

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Depois, nos dias seguintes, ele voltou a utilizar o caderno para anotar instruções (de uma forma muito esquemática que só eles entendem) para aceder a um jogo de computador, conforme o pai lhas ia dando.

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A aula da Senhora Professora versou muito sobre o corpo humano, transportes marítimos, alguns desenhos e até houve T.P.C. (eu diria que melhor seriam T.P.B., já que continuavam no barco) os quais ele fez logo no fim sozinho, pois numeração romana para ele é canja_ a Senhora Professora passou uns muito fáceis.

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Esta “aula”, para mim, foi bem comprida, mas como não se tratava propriamente de uma aula e sim de uma bricadeira-teatro da escola a bordo do Titanic que durou a tarde toda, percebo que, enquanto o interesse se não esgota isto pode durar eternidades!

😉

A seguir resolveram aproveitar todas as personagens para as apresentar no Canal do Alexandre (e foi aí que eu depois pude ouvir a pronúncia do Senhorrrrr Cabeleirrrrreiro), realizando, produzindo e apresentando mais um programa para o Canal. De notar que o apresentador estava nesse dia com um novo visual após o fabuloso corte de cabelo.

Antes:

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Depois:

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😀

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Ciências – Corpo Humano – Era Uma Vez A Vida

Caderno Verde

Ciências – Corpo Humano – Era Uma Vez a Vida

Já é a 2ª vez neste blog que falo desta bela série muito interessante e explicativa do funcionamento dos vários órgãos e sistemas do Corpo Humano (1ª vez, aqui). O Alexandre aprecia-a muito.

Um belo dia destes (aliás, dois belos dias destes_ em dois dias seguidos), também ainda do último trimestre do ” ano passado” (outubro ou novembro), o pequeno voltou a ver, todos de seguida e por duas vezes seguidas, os episódios que temos gravados da série “Il était une fois la vie”, dobrados em português.

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Cada episódio explica várias coisas sobre os seguintes temas:

1 – Os Músculos

2 – A Respiração

3 – A Digestão

4 – O Coração

5 – O Esqueleto

6 . A Medula Óssea

7 – O Ouvido

8 – A Vista

9 – A Origem da Vida – Células

10 – O Nascimento

11 – O Sistema Imunitário

12 – Guerra às Toxinas

13 – As Hormonas

14 – A Cadeia da Vida

15 – A Vacina

16 – O Sistema Linfático

17 – A Irrigação Sanguínea

18 – A Boca e os Dentes

19 – O Cérebro

20 – A Idade do Homem

21 – As Plaquetas

22 – Os Neurónios

23 – A Vida e o Sonho

24 – O Fígado

25 – Os Rins

26 – A Pele

Cada episódio tem cerca de 16 min, à exceção dos últimos 4 que são de 14 min, o que totaliza “309 min limpos” de atenção ao funcionamento do corpo humano (um pouquinho mais de 5h). Claro que o rapaz viu tudo isto com alguns intervalos, para comer, para ir à casa-de-banho, para esticar as pernas, recordando que viu duas vezes seguidas o conjunto de todos os episódios (portanto, 10h e 20 min, sem contar com o tempo de “discussão sobre o assunto” que vai sucedendo nos intervalos). E com atenção, de facto, pois volta e meia lá me estava ele a explicar, “Ah, agora percebi mesmo bem como é que funciona… porque é que…”. Houve uma parte que teve que ter continuação no dia seguinte (10h sem se desviar do mesmo tema é obra!).

Podem ver praticamente todos os episódios no youtube. Aqui fica a ligação para o episódio “O Coração“.

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Este Verão I e Ciência Para Ti

Este Verão I

Em Julho…

Vivam!

Sim, o Verão começou em Junho e eu já coloquei posts passados em Junho e alguns em Julho, também…

Tenho escrito pouco por aqui e há tantas atividades para registar e partilhar, daí ter decidido agrupá-las assim, por Julho, Agosto e Setembro, ou em Dezembro ainda andaria a escrever sobre coisas que fizémos em Agosto!

😉

Assim, em Julho,

– Recebemos família e amigos cá em casa, alguns que passaram cá uns dias, como a tia e o primo e depois o tio e o mesmo primo, outros apenas vieram jantar, conversar e brincar, como o nosso amigo que vive em Inglaterra.

(Pois que se fartaram de jogar ao Monopoly City nesse dia, depois do nosso jantarinho vegetariano…)

– Fomos à praia e estivémos por lá até ao por do sol…

– Foram (o Alexandre, a mana Celina e duas das nossas vizinhas) visitar o Museu da Marinha e ver os veleiros no Tejo, cujo extenso “relato fotográfico” fez parte do post imediatamente anterior a este.

– O Alexandre fez anos e, como tem sido habitual, fizémos uma festa cá em casa que contou com a presença de muitas crianças (as fotos do bolo já foram colocadas no post “Variações sobre um tema _ Cidades”).

– Também como é habitual, durante os vários dias que se seguiram à festa houve várias brincadeiras explorando os presentes recebidos. Este ano tivémos a contrução da Ponte das Torres (London Bridge),

(entretanto descobrimos que a mana Catarina tinha um puzzle antigo sobre esta mesma ponte e desatámos a “puzzlar”)…

Também fez parte dos presentes o jogo Monopoly City (já vimos como se usou…) e um outro dos Angry Birds; e um muito engraçado que fez as delícias de alguns dias quentes, em que se lava um carrinho numa estação de lavagem, usando água quente e água com cubos de gelo para observar como ele muda de cor, consoante a temperatura.

E ainda, de entre outros, este puzzle do corpo humano, da Science for You, que despoletou a vontade de comprar mais itens da coleção, conforme vamos ver no apontamento no Caderno Verde:

– A mana Catarina, o Alexandre e a amiguinha M., andaram de novo nas pinturas. O Alexandre quer uma cidade nas paredes do seu novo quarto e estiveram a pintar a base, antes que a avó Isabel chegasse, pois no finalzinho do mês ela veio de Coimbra para passar o mês de Agosto connosco e ia ficar alojada nesse quarto (daí que a pintura ainda não esteja concluída e tenha ficado mesmo pela base)…

(este é o recanto onde vai figurar a zona industrial da cidade)

😉

E também colocámos numa parede do quarto o quadro do mapa da cidade de Lisboa que o Alexandre tinha pintado e que eu já mostrei no post “Variações sobre um tema _ Cidades”:

_ Então, quase no fim do mês, fomos buscar a avó à estação do Oriente (eu e o Alexandre) e para lhe darmos as boas vindas levámo-la a visitar a feira de artesanato (no Estoril), para ver a sua neta mais velha em ação (pois que ela passou por lá as tardes e noites de dois meses a pintar a criançada)_ a feira tinha uma área infantil:

(a serpente é verdadeira_ e eu costumo dizer “lá está a minha Einstein”, pois ela tem a mania de fazer esta careta que me faz mesmo lembrar a famosa foto do Einstein com a língua de fora e uns olhos bem abertos tais quais estes!!! )

😀

(as manas catatuas…)

(a pintura que a mana fez à mana!)

(e pronto, faltava eu! O que elas me fazem!!! Vá, ao menos vejo com os corações!)

(jogar assim às damas, foi giro…)

(ups! Não pude colocar as fotos da avó com a peruca!)

😉

– Também no fim do mês fomos (o Alexandre, duas nossas vizinhas e eu) assistir, à noitinha e num auditório ao ar livre, ao Musical organizado e encenado pela escola de dança Arte Move, onde a mana Celina frequentou umas aulinhas de ballet. Ela participava no Musical, claro…

(para minha surpresa _ porque o espectáculo durou umas belas horas_ o Alexandre não se aborreceu nada e gostou muito.)

– E como em todos os meses, ele prossegue com os seus desenhos de estruturas “vistas de cima”…

Beijinhos para todos,

Isabel.

E agora o…

x

Caderno Verde

Ciência Para Ti

Foi este ano que descobri a existência dos artefactos da “Science 4 You”. O primeiro que comprei foi, aqui há uns tempitos, um jogo de cartas com perguntas de Geografia (imaginei que oAlexandre iria gostar, mais do que as cartas sobre outros temas que há da coleção), que fez logo sucesso cá em casa: sentámo-nos em roda no chão (também estava a amiguinha M.) e seguimos as instruções do jogo, respondendo às perguntas (pois que fiquei a saber na altura que o meu filhote já sabia que a Estátua da Liberdade ficava em Nova York, nos Estados Unidos da América, de entre muitas outras “coisas geográficas” mais)_ como sabem, as atividades que ele faz não são exclusivamente acompanhadas por mim, vários membros da família contribuem, especialmente e com maior frequência, o pai (dividimos os dois o tempo de apoio), daí que estou sempre a surpreender-me com o que ele já aprendeu sem eu saber…

😉

Na altura pensei em comprar mais destes jogos de cartas com outros temas, mas não voltou a haver oportunidade.

Então, no seu aniversário, a mana Celina (que é “a das Ciências”), resolveu oferecer-lhe um puzzle sobre os órgão do corpo humano (pois que sabe que o rapaz se interessa pelo estudo do corpo humano), precisamente da “Science 4 You”.

(puzzle completo!)

O que nos deu vontade de andar a cuscar que mais há de oferta da Ciência Para Ti e nos levou a comprar mais estes dois (para já, pois já estão mais “em vista”):

O Helicóptero Solar

(depois de montado foi logo até à varanda para ver se o motor funcionava mesmo com o sol e já esteve, depois, connosco na praia, o helicóptero! Agora dorme na estante do “novo” quarto, ao pé de uma locomotiva a vapor):

O Mapa da Europa

(com as bandeiras dos países)

Este tema dos Mapas vai fazer parte de um próximo apontamento no Caderno Verde, pois tem sido ultimamente largamente explorado pelo Alexandre, com algumas variações. Ele adora mapas e atualmente sabe localizar em mapas países, cidades, serras, estações ferroviárias, pontes e mais umas quantas coisas que nem eu sei localizar assim tão rapidamente (e eu também gostava muito de mapas desde jovem, só que hoje os recursos são outros!).

“Na calha” estão o puzzle em 3D do Empire State Building, uma pirâmide egípcia e o estudo da energia eólica, à espera de melhores dias, que estes são um pouco mais caros.

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