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Mais alguns projetos…

Caderno Verde

Mais alguns projetos… e visitas

Este projeto da “pintura mural” nas paredes do seu quarto, tem ficado desde há meses (quase dois anos, digamos… 🙂 ) em “stand by”. Um dia destes deu-lhes uma vontade (ao Alexandre e à mana Catarina) de continuar a pintar mais um pouco.

Se bem se lembram, das fotos de há uns tempos atrás (aqui mais ou menos a meio deste outro post), sobre as paredes verdes tinham desenhado a silhueta de uma cidade pintada a branco, com o intuito de a colorir depois, o que só agora começaram a fazer

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Também pintaram o abat jour do candeeiro de tecto, de vermelho (era este aqui o da última foto deste outro post, aproveitado _ reciclagem)

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DSC01044A mana Catarina é “perita” em pinturas murais. Aqui ficam umas fotos de uma zona da parede do seu novo quarto:

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DSC01018Outro projeto: Missões lunares. Inspirado neste desenho já de há uns anitos, o Alexandre andou a preparar umas histórias de missões lunares.

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Também andou a trabalhar nas perspetivas, pois quer muito desenhar os “seus” amados edifícios em perspetiva.

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Baseado neste “mundo do super mario 3D world”,

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a construção de um “mundo mágico” no programa “Lego Design” (pelo Alexandre, claro…):

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DSC01102(ainda não é o desenho completo, pois tirei as fotos antes de ele ter terminado a construção)

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Este tem a ver com organização: desenhou umas etiquetas para colocar num armário para destinar uma zona aos panos que utiliza durante o dia e outra aos que utiliza durante a noite (tem a ver com as suas alergias), isto por sua vontade, pois volta e meia sente necessidade de um pouco mais de organização nas coisas que utiliza com frequência (como por exemplo, organizar as suas prateleiras de filmes).

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DSC01099E por último, uma visita: ao festival verde “Green Fest”, no local onde também costuma funcionar a Feira do Artesanato do Estoril. Fomos lá, porque gostamos de produtos vegetarianos e de produtos ecológicos. O nosso vizinho foi também connosco. Participámos no projeto solidário de uma empresa deixando a nossa mão pintada em folhas de papel a favor de crianças desfavorecidas.

Percorremos o mercado biológico e o mercado de trocas. Comemos bolos e empadas vegans de comer e chorar por mais!

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E por falar em comida vegan, os nossos tradicionais folhadinhos de salsicha vegetariana, que o Alexandre faz desde pequenino. Desta vez, foi para o nosso lanche (e magusto) de encontro com os nossos amigos praticantes de unschooling, pois a M. gosta muito destes nossos folhados e o Alexandre quiz fazer-lhe uma surpresa.

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De Janeiro a Julho de 2014 – Parte IV

Caderno Verde

De Janeiro a Julho de 2014 – Parte IV – Praia, Feira, Pinturas, Aniversários, Prendas…

 

Depois de voltarmos de Nova Yorque, mais uns diazinhos de praia,

 

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visitar a mana na Feira de Artesanato  (Estoril) onde ela trabalhou de novo este ano a fazer pinturas faciais (e nas mãos e nos braços!),

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(uma amostrita das pinturas feitas pela mana):

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o aniversário do Bato (a 4 de Julho) e o seu próprio aniversário, a 12 de Julho, dia em que nós aqui, em unschooling, consideramos o final de um ano “lectivo” e o começo do seguinte (isto apenas para os registos que temos que apresentar, pois para nós (e para o Alexandre!), assim realmente, não existem “anos lectivos”).

O aniversário do Alexandre, é sempre muito divertido, são as manas as autoras do bolo, vêm alguns amigos, muita brincadeira, jogos, conversas, comida.

Este ano o bolo era baseado nos fimes “Lillo & Stich“, passados no Havai. As manas são muito talentosas, de facto!

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Jogámos muito às cartas com o baralho novo trazido de Nova Yorque cheio de imagens de Nova Yorque (que o Alexandre adorou…)

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e também lhe ofereceram, de entre muitos outros presentes, este microscópio (ainda não tínhamos) para as nossas aventuras científicas.

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De Janeiro a Julho de 2014 – parte II

Caderno Verde

Castelo, ginástica, culinária, preparação da viagem, desenhos, praia, projeto sobre o crescimento populacional…

Fomos algumas vezes andar de comboio até à estação do Oriente em Lisboa ou até Setúbal. E em Abril fomos também até Castelo Branco (terra da avó, eu e o Alexandre fomos e voltámos de comboio, enquanto o pai, a avó e o primo foram de carro _ é que o Alexandre enjoa imenso a andar de carro e assim juntamos o agradável da viagem pelas suas vistas maravilhosas e temos viajado assim), passar as férias da Páscoa com o primo e visitámos o castelo de lá, que ainda não tínhamos visitado.

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(a avó babadinha com os seus netos…) DSC00031 DSC00033

(mapas, pois claro!) DSC00034 DSC00035 DSC00039

(já a caminho da terra da avó…) DSC00040

Este ano, o Alexandre tem brincado mais com esse seu primo (cerca de 4 anos mais velho que ele) e com o nosso vizinho, que é da sua idade (com esse tem brincado quase todos os dias e ele também tem ido connosco a alguns passeios e até jantar fora connosco, etc.).

E continua a gostar de uma boa “Caça ao tesouro”… Esta, ele e o nosso vizinho, prepararam-na para mim!       🙂

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A mana Catarina veio continuar a pintar o seu quadro (aqui há tempos coloquei aqui umas fotos do início da pintura…), é sempre “uma aula” observar alguém a pintar, como mistura as cores, etc., até porque ela pede-me sempre ajuda para alguns pormenores técnicos.

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Perto da nossa casa fizeram um parque novo com aparelhos de ginástica e ele tem ido algumas vezes fazer ginástica lá, ora comigo, ora com as irmãs e também com o tal nosso vizinho.

Continua a gostar de cozinhar e então continua a intervir em algumas refeições, ora comigo, ora com a irmã mais velha. E põe sempre a irmã a encarnar a personagem de “chenhoura cozinheira lá do Norte” e é uma animação pegada.

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(embrenhado na preparação dos filetes de tofú… a que ele chama, desde pequeno “tofú com casca”!) DSC00160 DSC00161

Entretanto eu fizera anos em Fevereiro, no dia dos namorados e eles (os meus três filhos) fizeram, em conjunto, um bolo para mim, os papéis de embrulho das prendas que me ofereceram (desenharam, pintaram) e uns cartõezinhos em forma de coração; também descobriram, no meio das nossas batatas, uma batata em forma de coração que nos fartámos de fotografar.

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Foi também em Fevereiro que começámos a preparar a nossa viagem a Nova York. Comprámos em Fevereiro os bilhetes para Maio, para nos ficarem mais baratos (a quase metade do preço), tratámos do seguro de viagem, dos passaportes e do cartão de cidadão do Alexandre que ainda o não tinha. Fizémos contas aos gastos (temos sorte, porque a estadia foi grátis, pois um amigo emprestou-nos o seu apartamento de lá, para lá ficarmos). Lemos os guias da cidade de Nova York que já tínhamos, démos um caderninho ao Alexandre para ele apontar tudo o que queria visitar em Nova York, o que queria levar para lá, o que queria trazer, as recordações que as irmãs e o companheiro da irmã mais velha queriam que ele lhes trouxesse. E o Alexandre fez as suas pesquisas no Google Earth, como sempre (“visita” sempre todo o Mundo, assim, por fotografia aérea e em 3D _ inclusivé, o nosso Google apresenta as fotos tiradas em vários anos consecutivos, de modo que ele vai observando a evolução da construção de determinados edifícios ou zonas das cidades ao longo de alguns anos. Fez isso, por exemplo, com o One World Trade Center (e muitos outros), mas este, acompanhou essa pesquisa com muitos documentários que foi vendo de toda a construção, bem como do Memorial do 11 de Setembro (ground zero)).

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O Alexandre continua a desenhar edifícios das mais variadas formas, em papel (e pintados a canetas de feltro ou a lápis de cor), no computador (em programas como o Lego Digital Design, construções no MineCraft e outros).

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Em Maio, começaram os dias mais quentes e fomos à praia

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e foi também o aniversário do pai, a 14 (outro bolo!).

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(tarte de frutas, porque o pai adora fruta e foi dia de um jogo importante de um campeonato_ o pai gosta de futebol_, daí as velinhas em formato de bola de futebol) DSC00157

Pouco antes do dia da viagem, fomos ao banco comprar dólares americanos e o Alexandre esteve a “relacionar-se” com as verdinhas e a ver como eram e como poderia dar os trocos em dólares e cêntimos.

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Também já conhecia de cor e salteado o mapa da cidade e o mapa das muitas linhas de metro da cidade (céus (!), para mim aquilo é uma confusão).

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E também praticou várias frases em Inglês.

Ainda antes da viagem, um dia cheguei a casa e ele estava de volta dos mapas do Mundo e da Europa que temos e também na internet a fazer contas ao acréscimo e/ou diminuição da população dos vários países. Um pequeno projecto/trabalho. Isto porque tinha dado no noticiário (e tínhamos comentado em conjunto, uns dias antes) sobre a população de Portugal ter vindo a diminuir e a projecção era que, em 2020 (ou 2030? Já não me recordo bem…), na melhor das hipóteses, teremos passado dos nossos 10 milhões de habitantes para 8 milhões (e na pior das hipóteses para 6 milhões). O facto preocupou-o, mas então lembrou-se que tinha reparado no outro dia, nestas suas contas à população mundial que já tinha feito de outras vezes, que nalguns países a população aumentara, no lugar de diminuir. Então o tal trabalho aturado que se propusera fazer foi, pais a país, com referência aos dados que tinha no nosso mapa do mundo que se referem ao ano de 2012, calcular o aumento ou a diminuição no ano de 2013 (de acordo com os dados que pesquisara na internet para 2013); assim concluíu que, apesar de em vários países a população ter diminuído, no geral, a população mundial aumentou para o que contribuíram países como a China, por exemplo.

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(continua…)

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Diversidade de materiais e o “Catan Português”

Viva, bom dia!

Hoje umas fotos dos muitos materiais que pululam pela casa. Certo que aprendemos com tudo o que vemos, percebemos, manuseamos à nossa volta. Com as muitas matérias e recursos naturais, quando passeamos no meio da Natureza comos vários posts aqui no blog o documentam, mas também com mais matérias e recursos fabricados, lá fora, nas aldeias e cidades e dentro de casa, com tudo o que nos serve aos afazeres diários. E também outros materiais rotulados de educativos como livros e mapas e materiais para desenhar e pintar, que nós usamos como recursos para mais informação e como meios de expressão.

Já disse aqui várias vezes que a nossa sala comum é uma sala multi-usos, onde se: come, dança, dorme, vê televisão, ouve música, trabalha, joga, está uns com os outros, fala, ri, conversa, passa horas ao computador, abraça, beija, lê, faz ginástica, yôga, tai chi, monta tendas e igloos, fazem bolas de sabão, pinta, desenha, observa (tudo, inclusive mapas e estrelas), constrói, realiza experiências científicas e não só, representa, canta, fotografa, filma e sei lá que mais. E não só a nossa sala, também a cozinha, os quartos, as casas-de-banho, o corredor e a varanda são palco de quase todas as atividades atrás mencionadas.

Por todos os cantos há disto:

Mesas com livros e mapas,

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desenhos (este de um mapa de Portugal indicativo dos seus distritos e respetivas capitais de distrito, as maiores e mais escuras significa serem as com maior densidade populacional),

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material para desenhar e para filmar,

DSC08870filmes, jogos, fita-cola, peças de construção da Lego, recipiente com líquido para fazer bolas de sabão,

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kits de ciência, mais filmes e mais jogos,

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canetas de feltro,

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e mais canetas e lápis e tintas acrílicas,

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puzzles,

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documentários e ciência,

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caixas de creme vazias que servem para guardar muitas coisas, uma delas agora ficou destinada à colecção de pins dos comboios da CP (estava a escolher qual a mais adequada),

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guias turísticos e sudoku,

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barro e tintas, mais jogos,

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raquetes e bolas, o último puzzle que lhe ofereceram (ao Alexandre) no seu aniversário (vê-se melhor na foto abaixo),

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um tubo-túnel (e a proliferação de formas geométricas em todo o lado),

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incríveis quantidades de peças de Lego que até formam padrões divertidos,

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muitas caixas que as contêm,

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e que nos inspiram à fotografia dos elementos repetidos que formam padrões (as gelatinas vegetais que o Alexandre pediu à mana Catarina para fazerem,

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e os “conjuntos” de vários tipos de fruta).

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Tudo isto e muito mais nos estimulam todos os sentidos. E quando adormecemos ou nos sentamos pacificamente e em silêncio “desligando” os cinco sentidos, entramos noutros reinos que nos trazem mais percepções ainda.

Beijinhos e bela diversidade divertida para todos!

Isabel

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Caderno Verde

O “Catan Português” – Actividades da 2ª quinzena de Julho, III

Neste outro post mostrei-vos o começo da execução deste novo tabuleiro de jogo idealizado pelo Alexandre (com inspiração no jogo que as manas e o Bato lhe ofereceram no seu aniversário, o Catan) e confeccionado pelos dois (Alexandre e Catarina_ também ajudei  a acabar de pintar com a aguarela verde):

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Como expliquei no outro post que indiquei acima, este tabuleiro dobra-se tal qual um dos mapas que andam no nosso carro, “em harmónio”, embora seja de grandes dimensões (é constituído por 12 folhas A3, minuciosamente “fita-coladas” entre si):

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E aqui a preparação para começarem a jogar, dispondo as peças intervenientes no jogo (a maioria, peças aproveitadas de outros jogos):

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Antes disso o Alexandre ditou-me as regras do jogo (eram muitas, escrevi um grande lençol)

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e cortou e escreveu em outros elementos do jogo identificadores de cada jogador:

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Finalmente, jogar o “Catan Português”! Já não participei no jogo, pois após escrever tanta regra tive que ir preparar o lanche. Jogaram ele, o pai, a mana Catarina e uma das manas do Bato que tinha passado a noite cá em casa (e já tínhamos estado a fazer exercícios de tai-chi, com ela, também nesta nossa “sala multi-usos”; ela nunca tinha experimentado antes e gostou muito e disse “Nunca pensei que ia transpirar a fazer tai-chi, parece tão lentinho…”).

😉

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Um jogo demorado, mas muito interessante!

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O Bolo e A Festa, a 14 de Julho…

Caderno Verde

O Bolo e A Festa, a 14 de Julho

De há uns anos para cá é a mana Catarina a responsável pelo fabrico e decoração do bolo. E engendra maneiras de concretizar os pedidos “exigentes” (porque dão muito trabalho) do irmão. Antes de fazer o primeiro para o mano começou “a treinar” com os bolos de aniversário do seu companheiro, Bernardo e logo depois teve uma grande empreitada, construir, comestivelmente, o Castelo do Super Mario. Seguiu-se o Bolo-Cidade e este ano, o Estádio onde joga o Zakumi e os seus colegas de equipa (o Alexandre não é nada fã de futebol, mas inexplicavelmente gosta de ver os desenhos animados do Zakumi e então pediu-lhe uma representação desses desenhos…)

😉

E aqui está o resultado (claro que a Catarina acaba por ter ajuda na decoração ou o bolo não fica pronto a tempo; desta vez ajudaram a mana Celina _ na confecção do estádio e dos bonecos_, o Bato, o G. e o próprio Alexandre na demorada tarefa de fazerem bolinhas que representam as pessoas nas bancadas):

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O resto da festa… este ano foi menos concorrida que em anos anteriores, pois os primos não puderam ficar até ao dia da festa, por irem de férias e alguns amigos habituais também. Por um lado, a casa agradeceu, ficou em melhor estado  no final!

😉

E o Alexandre, que durante uma parte da festa estava pouco animado, pois esteve muitos dias sem ver o seu amigo Bernardo e neste primeiro dia em que o voltou a ver preferia tê-lo com maior disponibilidade para brincar consigo às suas brincadeiras preferidas, acabou por se divertir, pois lá para o final do dia, cerca das 9h, depois das manas e Bernardo lhe oferecerem o seu presente (um jogo de construção de caminhos e aldeias, com terrenos que produzem/dão determinadas matérias (lã, feno, tijolos, pedras, madeira) chamado Catan), jogaram todos em círculo (ele, as manas, o Bernardo e dois dos nossos vizinhos), divertindo-se à grande (enquanto a M., de 6 anitos, os observava e via alguns filmes muito interessada e eu calmamente conversava com a P.

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Uns dias depois, já voltámos a jogá-lo, desta vez eu, o Alexandre e um dos nosso vizinhos, G. Passam-se algumas horas divertidas, porque fazer de descobridores e construtores, demora o seu tempo até atingir os objetivos do jogo! E este tabuleiro é giro, diferente dos outros que temos, é hexagonal!

😉

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Também lhe ofereceram este belo carro movido a água salgada (obrigada família F. !) da “Science 4 You”, no dia seguinte ao da festa já o Alexandre andava de volta das instruções…

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DSC08772… e este jogo do Monopólio na sua versão “Portátil” (obrigada, G.!), que também experimentámos (eu e ele) jogar no dia seguinte.

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O Alexandre de volta das instruções da construção do carro movido a água salgada:

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Depois já o mostrou ao G. e ao Bato.

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Conversa sobre o Vegetarianismo e NutriVentures

“Mãe, porque te tornaste vegetariana?” _ foi esta a pergunta que desencadeou nova conversa sobre o vegetarianismo.

Já houveram outras, a anterior tinha sido desde quando era eu vegetariana e o pai e a mana Catarina e o Bato, isto passado tempo desde saber que nem sempre o fôramos e mais tempo ainda desde perceber que, em Portugal, a maioria das pessoas o não é e mais tempo ainda (pequenininho) em que não se apercebia de tais diferenças.

E isto porque apenas me vou cingindo a responder ao que ele realmente pergunta (isto é, quando me perguntou “desde quando” respondi-lhe “desde…” e não “e também porque…”) pois, como por aqui já referi algumas vezes, o Alexandre não gosta que lhe debite “Informação a mais” ou aquela que ele não solicita quando solicita algo específico (acontece também com outras famílias).

Também por aqui coloquei um post sobre termos explorado a Pirâmide Vegetariana dos Alimentos a propósito do seu interesse pelas Rodas dos Alimentos.

Então a minha resposta a esta sua pergunta, que teve uma segunda parte, “Foi por causa do Robiyn, não foi?” (isto porque ele sabe que o Robiyn dá workshops que eu já frequentei e a mana Catarina e o Bato frequentam, e é vegetariano, bem como a sua família (às vezes os filhos do Robiyn vêm brincar com o Alexandre) e também porque o seu grande amigo Bato às vezes toca no assunto), foi a seguinte:

“Não foi propriamente por causa do Robiyn, foi através do Robiyn (isto em 1998, quando não havia muita informação em Portugal sobre o tema) que tive acesso a muita informação sobre o vegetarianismo, mas o Robiyn não diz para as pessoas se tornarem vegetarianas ou que deveriam fazê-lo. Foi por causa dos animais, sim, porque à mãe sempre lhe fez impressão saber como as pessoas matavam os animais para depois os comermos e nunca fui capaz de assistir (quanto mais praticar) à matança do porco em casa dos avós das manas, ou das galinhas, ou dos patos ou dos coelhos, pois eles são agricultores e criam alguns poucos animais para comerem, embora eles tentassem ensinar-me como se fazia, mas eu não era capaz, desmairia logo _ a mãe já desmaia só de ver alguém a levar uma injecção! Até cozinhar a carne que eles punham na cozinha logo após, me fazia impressão e colocava-a às escondidas no frigorífico (porque senão eles chamavam-me lingrinhas e fracota) até a carne arrefecer e  já não me fazer tanta impressão. Então quando tive acesso a toda essa informação e percebi que não era preciso comermos carne de animais para vivermos (e vivermos saudáveis) e percebi ainda, que não era coerente não ser capaz de matar os bichinhos nem de os ver matar e delegar em outros essa responsabilidade, que é o que fazemos quando não matamos com as nossas mãos os animais, mas os comemos mortos por outros, resolvi tornar-me vegetariana.”

“E então a mana Catarina?” _ ele sabe que a mana Celina não é vegetariana.

Bem, é melhor perguntares-lhe a ela quais foram as suas razões, se quiseres uma resposta mais fiável. As manas obviamente não tinham que se tornar vegetarianas, só porque a mãe resolveu ser vegetariana. Quando eu deixei de comer carne e peixe a mana Catarina tinha 13 anos e a mana Celina tinha 8, um pouco mais novinha que tu, agora. Eu expliquei-lhes o que te expliquei a ti agora e disse-lhes que ia continuar a fazer e a dar-lhes a comida que elas estavam habituadas e gostavam, mas que ia cozinhar outras coisas diferentes para mim, que não utilizassem carne nem peixe. Elas começaram a provar dos pratos vegetarianos que eu comecei a cozinhar e gostavam muito de alguns; a mana Celina gostava muito de tofu à Brás (e não gostava nada de um outro prato parecido que se faz com bacalhau em vez de tofú _ bacalhau é um peixe…”

“Eu sei o que é que é bacalhau!”_ interrompeu.

“Pois, a mana Celina não gosta de bacalhau. Também gostavam de “bifinhos de seitan” com “natas” de soja e de mais uns quantos pratos vegetarianos. Mas enquanto a mana Celina decidiu depois, uns anitos mais tarde, comer só comida vegetariana em casa e fora de casa continuar a comer as outras comidas que as pessoas cozinhavam (em casa dos seus avós, do seu pai, dos seus amigos, etc.), a mana Catarina decidiu tornar-se mesmo vegetariana. Eu um dia contei-lhe que quando ela era bebé não gostava de comer carne nem peixe, que cuspia tudo, só gostava de sopinhas, de fruta, de leitinho, e de algumas papas e que, como eu não sabia na altura que os bebés podiam crescer saudavelmente sem comer carne ou peixe, “obrigava-a” a comer a carne e o peixe, disfarçando tudo muito bem e mesmo assim ela cuspia tudo na maior parte das vezes. Não sei se o ter-lhe contado esta história da sua infância contribuíu para a sua decisão de se tornar vegetariana, tens que lhe perguntar. E também tens que perguntar diretamente à mana Celina se quiseres saber as razões da sua decisão em relação a este assunto.”

“Bem, dá-me mas é aí as minhas batatinhas cozidas com seitan, que já estou cheio de fome…”

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E assim terminou, desta vez, a nossa “conversa vegetariana”.

😀

Notas adicionais:

– Há aqui no blog um link para uma entrevista que dei ao Centro Vegetariano sobre a minha gravidez vegetariana e o meu pequeno ter sido sempre vegetariano desde a gestação.

– Há pessoas que me perguntam se eu nunca dei oportunidade de escolha ao meu filho (de ser ou não vegetariano). Dentro da minha barriga, não, eu era vegetariana e ele alimentava-se através de mim, logicamente. Até aos 6 meses alimentou-se exclusivamente de leite materno (também por decisão minha e não dele, se bem que ele gostava muito de mamar e a amamentação ao peito prolongou-se por vários anos, até ele querer e pedir). Aos 7 meses, primeiro introduzi-lhe só a fruta, depois as sopas de legumes e cereais e ao dar-lhe a primeira colher de papa Cérelac ele vomitou e eu não voltei a insistir (comprei-lhe das outras, nas lojas Celeiro, sem leite adicionado, mas comeu-as a irmã mais velha, que adora papas, ele não gosta da consistência das papas, assim que começou a comer a fruta esmagada e as sopas, já só queria comida com pedacinhos_ também nunca quiz puré de batata nem açordas, por exemplo. Entretanto o pediatra pediu uns testes de alergia, porque ele vomitava tudo quanto tivesse leite de vaca (ao primeiro pedacinho) e verificou-se a sua sensibilidade extrema à caseína e outros alergéneos do leite de vaca e não come laticínios (e eu, entre comê-los e deixar de amamentar o meu filho ou continuar a mamentá-lo optei com a maior das facilidades por deixar de comê-los, sou, portanto, ovo-vegetariana). Entretanto, mais crescidinho, o Alexandre teve já muitas oportunidades de provar, pedir, pratos de carne e peixe, mas nunca quiz provar e faz-lhe um bocadinho de confusão/impressão ver e cheirar a carne e o peixe, sejam crús ou cozinhados, sobretudo cheirar, revolta-lhe um pouco o estômago. Portanto, sim, ele tem, desde há uns anos, oportunidades de escolha. E as minhas filhas só não tiveram as mesmas oportunidades de escolha mais novas ainda, por falta de informação minha, tal como também não puderam optar por não ir à escola e praticarem uma “aprendizagem natural”, por falta de informação minha, na altura (essa também já foi uma das perguntas do Alexandre “Mãe, porque é que tu obrigaste as manas a ir à escola e não foste tão boa para elas como para comigo?”).

Uns belos dias e belas refeições para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Nutriventures

“Nutriventures: em busca dos 7 reinos” é uma nova série, portuguesa, que tem passado no Canal Panda e à qual o Alexandre acha muita piada. Tem a ver com a nutrição e a roda dos alimentos, mas também com reinos e aventuras.

Depois de ver vários episódios, soube que saíam em dvd e pediu-me para lhe comprar alguns (comprei-lhe os que já havia no mercado) e assim revê vários episódios sempre que quer.

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Entretanto descobri que havia um jogo on-line no site Nutriventures, inscrevi-o e começou a jogá-lo. Dentro do jogo há atividades várias, como comprar sementes, semeá-las no jardim e depois colher os seus frutos e ir gerindo moedas e pontos na compra e venda de vários itens ou para poder jogar o jogo propriamente dito. Também tem acesso aos episódios da série on-line.

A partir daí, começou também a construir reinos “Nutriventures” no Minecraft:

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E outra coisa que eu achei interessante foi quando me apercebi, numa conversa que ela ia a ter com a Catarina e com o Bernardo (Bato), no carro, tendo o Bernardo dito que não sabia bem quantos setores tinha a roda dos alimentos, que o Alexandre sabia-os de uma ponta à outra e respondeu-lhe logo: ” 7. A bem dizer, 8, contando com a água que está no centro e que se deve beber em muita quantidade. E deslindou todas as “fatias” da roda, a correlação entre elas e logo apôs as diferenças entre a roda usualmente explicada e a unicamente vegetariana.

Também me disse uma vez que a roda dos alimentos era um gráfico.

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Reflexões (Saber sobre História) e Pequenas Habilidades (bem úteis!)

Vivam, bom dia!

As últimas incursões pela História de Portugal têm dado que refletir, aqui por casa. Vou para aqui transcrever algumas delas, que partilhei no grupo “Unschooling em Português” do facebook:

“A propósito deste post que publiquei n’A Escola É Bela (https://escolabela.wordpress.com/2013/03/03/1a-incursao-prolongada-prolongadissima-pela-historia-de-portugal/),  uma reflexão:

A minha filha do meio (22 anos), assim que soube que o irmão andava muito interessado em querer saber História, teceu o seguinte comentário: “Oh, não! Eu que pensava que o meu mano era todo como eu, só ligava aos números e às ciências e à tecnologia, e agora gosta de história!”

Pois… eu também nunca gostei de história, na escola impunham que decorasse nomes e datas para ter boa nota nos testes e eu só gostava de raciocinar e executar e nada de decorar.

A minha reflexão sobre o assunto: com programas a cumprir, currículos, metas curriculares e avaliações não há como atender às especificidades e timings de cada criança e seguramente num e noutro ponto tolhemos a possibilidade de virem a interessar-se por determinado tema mais tarde.

O que quero dizer com isto, vou dar exemplos:

1 – Durante muitos anos quase que me recusei a querer saber coisas ligadas à História, tal a aversão com que fiquei “à disciplina” da forma como me foi imposta na escola. Há poucos anos, tomando consciência do que aconteceu (eu que sempre fui ávida em ler e aprender quase o que quer que fosse), consegui perceber isto e até me interessei por ler romances históricos, pois tinha interesse em saber coisas sobre certas “personagens” como a Catarina de Aragão e um pouco da história de Inglaterra, Alexandre o Grande, Chopin e Gauguin e mais uns quantos. E agora também me entusiasmo a querer saber as coisas que o meu pequeno tem querido saber. Mas estive bloqueada estes anos todos em relação a isto.

2 – À minha filha do meio (esta que teceu o tal comentário), também voltada para o raciocínio matemático e científico, aconteceu-lhe o mesmo em relação à história e, ainda, ao português. Ela que em pequena adorava rimar e fazia imensos poemas, não gostou nada de aprender gramática e foi logo rotulada como “não tão boa a português” quanto às outras disciplinas (e ela até tinha 4 a português e a história, só não tirava 5, como às restantes) e assim, a sua genuína aptidão para versos_ que ainda sobreviveu uns tempinhos à conta de uma professora de Inglês que até lhe “publicou” os seus poemas num jornal da escola_ foi esmorecendo sob o rótulo “não, eu não percebo nada de português e não gosto de português”.

3 – Não tenho qualquer dúvida que logo de pequeno, se andasse na escola, este meu filho mais novo seria desencorajado em relação a desenhar, por exemplo. Ele não pegou em lápis até “tarde”, segundo os parâmetros “normais”, gostava era de construir em Lego e de coisas tridimensionais. Sei que ele tem muita aptidão para “ver no espaço”. Um belo dia percebeu que podia fazer um desenho para transmitir algo que queria comunicar e depois que podia representar planos e instruções para construir, que tinha na cabeça. E daí pôs-se também a representar o tridimensional em bidimensional (logo com plantas e alçados). Continua a não fazer “desenhos bonitos” como faz quem tem muito jeito para o desenho e para a pintura , mas desenha muito (e agora até com muitas cores) e sente-se bem a desenhar. Não tenho qualquer dúvida que esta aptidão lhe seria “bloqueada” se seguisse os trâmites “escolares”. O mesmo em relação à história e ao português, à educação física e se calhar a outras coisas mais.”

E continuando…

“Bem, mas isto sou eu a deduzir e a encaixar em parâmetros mais ou menos “normais” no que se refere ao que escolarizadamente ligamos à disciplina de História, para percebermos que em unschooling ela poderá também ser abordada, pois na cabeça de alguém que nunca frequentou qualquer “estabelecimento de ensino” como o meu filho mais novo, agora com 9 anos, isto não se passa assim desconectado de tudo o resto.

Como se pode perceber ao acompanhar o nosso blog, o fio que o conduziu foi o interesse pelo “como é composto o mundo-globo terrestre: oceanos e continentes (mar e terra) e como “dividimos a terra” e desde quando e como dividimos isto em países e os países nem sempre foram os mesmos e que língua se fala em cada país e porquê (o que nos levou a falar pela primeira vez nos Descobrimentos). E, como eu disse, ele agora já anda de volta dos antigos impérios (Nota: aqui no blog ainda não falei dos impérios, isto foi no tal grupo do facebook; vou colocar mais tarde um post, pois estas incursões pela História de Portugal têm derivado para várias coisas, uma delas, conhecer os impérios que têm existido). Mas desde pequeno que ele se interessava era por transportes (e foram os transportes e as viagens e as próprias viagens que fizémos e fazemos que o levaram à “Geografia”) e pela “história dos transportes”; e também por construções e pela “história das construções”.

Isto está tudo ligadinho.

E mesmo que eu, Isabel, racionalmente, compartimente e tente catologar isto de uma forma que possa figurar num certificado em como ele abordou certas matérias, naturalmente, o que se passa, é algo muito mais rico, interligado, conectado e difícil de registar e comunicar.

Isto está também bem explicado no site da Sandra Dodd em http://www.sandradodd.com/history/ (e no capítulo correspondente do seu livro “Big Book Of Unschooling”)

A minha “visão” é que um dia não tenhamos que ter certificados nem comprovar nada, bastando a pessoa com as suas competências, capaz de as executar e por em prática, numa idade em que naturalmente as manifestará. O que é o certificado mais válido que existe.”

Beijinhos e belas Histórias para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Pequenas Habilidades (bem úteis!)

– Habilidade com o martelo (desta vez a partir nozes, mas costuma também martelar pregos)

🙂

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– Hábil a desenhar sobre base de pizza usando salsichas vegetarianas (é uma cara a sorrir, outras vezes desenha um barco, uma carruagem de comboio, uma árvore…); a pizza leva ainda milho, natas de soja, queijo de soja ralado e orégãos.

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– A treinar a virar a massa no ar sobre uma frigideira (já coloquei esta foto num outro post atrás a propósito de explicar que apesar da massa ter ficado “inutilizada” _ para comer, por exemplo, pois foi bastante útil para este treino_ em unschooling (e não só!) muitas vezes outros e mais valores se levantam, a favor de uma aprendizagem natural…)

😉

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-Nem mesmo um “fato de presidente” é impeditivo de praticar as suas habilidades culinárias…

😀

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