Archive for Naves Espaciais

De Janeiro a Julho de 2014 – parte III – New York

Caderno Verde
De Janeiro a Julho de 2014 – New York!

E a 20 de Maio, viagem para Nova York, via Madrid! Voltámos a 30 de Maio.
Não pararia se fosse contar aqui todos os pormenores e/ou mostrar todas as fotos que tirámos que foram mais de duas mil.
O que mais me impressionou foi, em vários momentos, perceber como o Alexandre se orientava tão bem e conhecia tão bem Nova York como se já lá estivesse estado várias vezes. Eu sei que ele “passa a vida” no Google Earth a escrutinar tudo, mas não imaginava como, ao ver-se fisicamente no local, isso o ajudaria a orientar-se tão bem e a conhecer praticamente tudo e onde se localizavam zonas da cidade, edifícios, etc., etc.

Logo em primeira instância, depois de uma longa viagem (ah! Foi a primeira vez que o Alexandre andou de avião,

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logo uma viagem de longo curso, com paragem em Madrid _ adorámos o aeroporto de Madrid, grande e bonito)

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(tivémos que andar e andar até outro terminal e apanhar um “comboiozinho” para chegar ainda a outro terminal, o das partidas para Nova York! O Alexandre adorou esta parte, como é óbvio…) IMG_0144 IMG_0147 IMG_0172

(aqui era ele a dizer que já está quase da minha altura    🙂                ) IMG_0175 IMG_0176

que nem correra assim tão bem, porque o Alexandre enjoou e esteve mal fisicamente grande parte da viagem, ao chegarmos exaustos perto da zona onde íamos ficar (cruzamento da 3ª Avenue com a 65ª Street)

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_ quando saímos do aeroporto

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apanhámos o Air Train

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e depois o metro_, foi ele quem reconheceu o prédio: “É este! É aqui que vamos ficar!” (isto depois de, mais ao longe, já nos andar a indicar o caminho para chegar ao prédio). Ele já o conhecia do Google Earth. Um prédio de 50 andares (ficámos no 28º, uma alegria para ele).

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(arredores da 65ª East Street):
 
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(um bus escolar, lá ao fundo…) IMG_0268
(montanhas de taxis amarelinhos…)  IMG_0344
(uma limousine estacionada lá à frente do “nosso” edifício)
 
E a vista lá do 28º andar:
 
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Uma das primeiras coisas que visitámos foi o One World Trade Center e o Memorial que fica no local das antigas Torres Gémeas. Foi aí também que a sua orientação me impressionou, pois havia uma placa que apontava “Memorial” para uma determinada rua (estávamos nós junto ao imponente edifício de 541 m de altura (tanto que nessa primeira vez em que lá estivémos _ depois fomos outras _ estava um pouco de nevoeiro e nem se conseguia vislumbrar o topo do edifício) e o Alexandre dizia que o Memorial era em frente e depois à esquerda, ao contrário da placa, que devia estar desalinhada ou algo assim, pois acabámos por segui-lo e ele tinha razão, démos logo com o local das antigas torres gémeas. E ele tentava desenhar com os pés, no chão, a localização dos vários edifícios para que nós percebêssemos como era a sua relação no espaço.

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(fomos de metro, eles gostavam muito de andar de metro e eu não, aquilo era uma confusão de linhas e também não devia nada à limpeza, o nosso de Lisboa é muito mais “arrumadinho”…)

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(uma menina a tocar violino no metro… com amplificador, ouvia-se bem alto, mas ela tocava muito bem)

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(ei-la, a one world trade center!) IMG_0550 IMG_0556 IMG_0559 IMG_0561 IMG_0562 IMG_0564 IMG_0566 IMG_0571 IMG_0572 IMG_0574 IMG_0588 IMG_0590 IMG_0592 IMG_0595(edifícios à volta…) IMG_0598

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(o Memorial):

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(os quadrados assinalam o local onde cada uma das torres se erigia _ agora é uma fonte. Os nomes escritos à volta são de todos quantos ali faleceram). IMG_0611

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Bom, fomos também até à Câmara Municipal

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e démos mais um passeiozinho pela Down Town, e fomos atravessar a ponte de Brooklyn, para lá de metro, para cá a pé (também conhecemos um pouco de Brooklyn (o Alexandre sabe, já de longa data, quais são todas as zonas que pertencem a Nova York, Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx, Staten Island).

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(cheia de cadeadozinhos com nomes das pessoas que visitam Nova York e passam a ponte a pé) IMG_2259 IMG_2263 IMG_2265 IMG_2266 IMG_2271

Comprámos passes que davam para o metro e para os autocarros e fizémos vários “reconhecimentos” à zona, pelas avenidas e ruas (tirámos muitas fotos aos edifícios, porque o Alexandre adora a arquitetura dos arranha-céus e também achávamos piada às barraquinhas ambulantes que vendiam umas quantas “iguarias” _ a maior parte nós não comíamos, que somos vegetarianos, mas também havia muitas barraquinhas a vender fruta pelas ruas todas)

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(a loja da Apple…) IMG_0353 IMG_0360

(um teleférico que vai de Manhattan a Roosevelt Island, uma linguazinha de terra que fica entre Manhattan e Queens) IMG_0372

(também achámos piada à sinalização, explicavam tudo, para além dos sinais habituais, vejam este sentido proibido):

DSC00662(e as ruas são todas sinalizadas assim_ os smáforos também são diferentes, um peaozinho para passar e uma mão para fazer os peões parar):

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(o Chrysler building que é muito giro à noite…) IMG_0428 IMG_0431

(a grand central station) IMG_0433 IMG_0445 IMG_0457 IMG_0652 IMG_0664 IMG_1867 IMG_1869 IMG_1873 IMG_1874 IMG_1885 IMG_1889 IMG_1890 IMG_1891 IMG_1903 IMG_1904 IMG_1947 IMG_2178IMG_2330IMG_2331IMG_2334IMG_2336IMG_2308

Num outro dia fomos visitar a Catedral de St Patrick, que estava em obras de recuperação

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(os órgãos da catedral (são dois) que, juntos, têm cerca de 10 000 mil tubos) DSC00378

e fomos ao Rockfeller Center.

DSC00552DSC00390DSC00391DSC00392DSC00393(e os estúdios da NBC lá ao lado)DSC00398DSC00397

(a lojinha dos estúdios da NBC)

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(La Maison Du Chocolat…)

 

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(desta vez andámos de autocarro)

Entrámos na loja da Lego (uau! Só legos e tanto Lego!).

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Fomos ainda ao Intrepid Sea, Air & Space Museum Complex, onde visitámos um antigo porta-aviões (com muitos aviões da altura das guerras mundiais),

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um submarino

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e, pasmámos, a Space Shuttle, ela própria!!!

DSC00494DSC00499DSC00501DSC00504DSC00508DSC00513(o módulo de aterragem lunar)

Passeámos na 5ª Avenue, vimos a grande loja de brinquedos a Fao Schwarz,

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IMG_1880(o piano de pés da Fao…)

a loja da Apple (já há uma foto acima), lojas de moda avant-garde,

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a Tiffany,

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o Central Park, que se avistava do “nosso” apartamento.

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Mais abaixo também tinha eu entrado na loja de chocolates da Lindt (só eu, o Alexandre não gosta de chocolates nem dos que não têm leite, que são os que já provou, pela alergia aos laticíneos_ por isso também não alinhava nas minhas idas e do pai aos pequenos almoços e à Magnólia Bakerie, que ficava nos armazéns Bloomingdale, perto de onde “morámos”, para provar uns bolos enormes, “tamanho americano”)

DSC00556(a Lindt, cheia de chocolates)

 

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DSC00353DSC00356(chocolate quente, nos tais pequenos almoços _ vinha assim em tigelas, tal como o café…)

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(os Bloomingdale’s só me fazem lembrar do filme “Splash, a sereia”, com o Tom Hanks…)

DSC00262(outro “local gastronómico” típico, os Diner):

DSC00611(por incrível que me parecesse, vi muito poucos MacDonalds, mas por outro lado, havia Starbucks e Dunkin’Donuts a cada esquina…)

 

e na loja dos M&M’s que a mana Catarina tinha dito ser imperativo lá ir comprar-lhe M&M’s com recheio de manteiga de amendoim.

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(vários andares só com M&M’s de todos os recheios e cores…)

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Também andámos pela Times Square que tem muito movimento…

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Subimos ao Empire State Building! E tirámos lindas fotos lá de cima.

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(muita gente para subir…)

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(subimos num elevador até ao octagésimo andar e noutro a seguir até ao octagésimo sexto…)

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(exposição de fotos das várias fases de construção do edifício que o Alexandre apreciou com muito cuidado)

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(de lá do 86º piso, lá ao fundinho a one world trade center…)

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(as réplicas, de todos os materiais e feitios…)

O Alexandre quiz andar nos comboios americanos de modo que num dos dias fomos até Filadélfia de comboio.

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Apanhámo-lo na Pennsylvânia Station (estação que voltámos depois a visitar, porque ele gostou muito dela. Ao contrário, ficara desiludido com a Grande Central Station, tão famosa, mas onde hoje em dia só circula o metro, não há circulação de comboios).

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A estação de Filadélfia também é muito bonita e imponente.

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Esse foi outro dos dias em que me surpreendi, pois ao chegarmos à estação de Filadélfia o Alexandre mostrou-nos, perto, um imponente edifício com uma forma interessante e que, sendo todo espelhado por fora reflectia o céu e parecia um “edifício transparente” que ele nos disse ser da autoria do arquitecto César Pelli, também autor das Torres Petronas na Malásia. Fiquei deveras impressionada, pois nunca sei o quanto ele sabe sobre edifícios e construções (nem imaginava que ele saberia o nome deste arquitecto argentino)_ aqui mais imagens deste philadelphia’s cira centre.

DSC00653(reparem bem, é aquela forma “que torna um pedaço de céu ligeiramente mais escurinho”, atrás da estação… é impressionante o efeito, não é?)

Também conhecia o centro de Filadélfia, onde estão os edifícios altos, “como a palma das suas mãos”. E quando eu me mostrei surpreendida ele disse-me: “E se formos a San Francisco, mostro-te tudo em San Francisco, e se formos a Las Vegas também e a Londres também, e a Sidney e a Hong Kong e a Tóquio…” Pronto, o.k., acredito, acredito.

DSC00644DSC00656DSC00658DSC00660DSC00661DSC00664(este é o edifício mais alto de Filadélfia, também todo espelhado _ e era este que ele queria mesmo conhecer “ao vivo”, porque já o conhecia do Google Earth)

DSC00673(e este o mais sui-generis…parece feito em osso ou em marfim!)

DSC00678(a câmara… city hall!)

Achei muito engraçados os revisores dos comboios americanos, pois falam tal qual o Tom Hanks no filme “The Polar Express”, só lhes faltou dizer “All a bord!” e picam os bilhetes com uma velocidade e a formar desenhos, tal qual como o Tom Hanks no filme formava palavras com os furinhos… bem engraçado. E também achei piada aos camiões que têm uma “cara” diferente dos de cá, parecem-se, na forma, com o Mac do filme “Carros”, são giros!

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Num outro dia fomos visitar a Estátua da Liberdade e a Ellis Island (que me impressionou um pouco por ser um local onde os emigrantes ficavam “de quarentena” até terem autorização para entrar em Manhattan). O Alexandre adorou atravessar de ferry e ver a vista sobre Manhattan que se tem do rio, de facto é uma linda vista e onde se consegue obter uma skyline dos edifícios fabulosa (o Alexandre também costuma pesquisar quais as mais bonitas “Skyline” das cidades do mundo e a de Manhattan está de entre uma das mais belas _ vejam, por exemplo, este Top 15).

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(um esquilinho no jardim perto de onde chegámos no ferry)

Houve locais que visitámos sem ele, quando ele já estava muito cansado, ora eu, ora o pai, ficávamos com ele enquanto o outro ia visitar mais qualquer coisa. Eu fui sozinha à New York Public Library e ao Guggenheim, por exemplo (que adorei!)

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e o pai foi dar um passeio de autocarro até à parte Norte de Manhattan e noutro dia a Wall Street e à China Town.

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(Chinatown…) IMG_2312 IMG_2313

E bom, foram dias muito bons e muito preenchidos e de muita aprendizagem. Interagimos também com vários habitantes locais, o que é também muito interessante. E lá voltámos a 30 de Maio (para cá a viagem foi melhor para o Alexandre pois saímos de Nova York de noite e ele fez quase toda a viagem a dormir, já não enjoou tanto).

DSC00791DSC00792(fotos tiradas do Air Train para o aeroporto, à volta)

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Depois foi contar tudo às manas e ao Bato, foram relatórios impressionantes e que nunca mais acabavam.

 

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Coisas que temos andado a fazer… III

Caderno Verde

Coisas que temos andado a fazer nestes últimos três meses (III)… para além das que tenho contado por aqui:

– O Alexandre e a Catarina elaboraram juntos um jogo, com base no Mapa Mundo.

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(desenharam o mapa mundo que seria o “tabuleiro” do jogo,

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depois inventaram e registaram as regras e a seguir jogaram)

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– No Simcity, desta vez  foram “criadas” ilhas e vulcões

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– Durante muitos dias, uma cidade em peças Lego foi ganhando forma…

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… não cheguei a tirar a foto ao farol que estava muito giro nem ao cais nem à estação e às linhas de comboio, pois entretanto a amiguinha M. desfez a cidade inesperadamente.

– A mana Catarina tem vindo experimentar pintar a óleo; ela gosta muito de pintar (já aqui vos mostrei alguns desenhos que pintou a aguarela) e desta vez quiz aprender a técnica de pintar a óleo e veio pedir umas dicas à mãe. Enquanto nós fazíamos outras coisas ela ficava ao pé de nós e eu ia-lhe dando umas dicas sobre a técnica e como conseguir certos resultados. O Alexandre foi apreciando todos os passos. Ela ensaiou uma composição, olhando para várias fotos diferentes, conjugando-as. Ainda não está pronto, pintou a menina, faltam as flores e o fundo (quando estiver pronto volto a tirar mais fotos).

Fotos do primeiro dia:

(a desenhar “à vista”)

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DSC07715Fotos do segundo dia (menina pronta):

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– Novamente os CDs de ciência “Porquê?”. Desta vez foram vistos os cinco seguidinhos. O nº1 versa sobre os temas: Pólo Norte e Pólo Sul (partes 1 e 2), Meio Ambiente (chuva ácida e os problemas que pode causar), Sistema Digestivo, Ovnis e Extraterrestres, Praias de Lama. O nº 2: Transportes (história de vários e como funcionam), Fósseis, Clima (factores ambientais que influenciam o estado do tempo), Corpo Humano, Estrelas e Constelações. O nº3: Plantas (e a sua importância na nossa saúde), Espaço (sistema solar), Computadores (o primeiro computador, como funcionam e até onde nos poderão levar no futuro), Água (como usar, de onde vem, para onde vai, os seus graus de pureza, etc.), Mar (como foram criados os oceanos e como é a vida no fundo do mar). O 4º: Foguetões e Sondas Espaciais, Física (força da gravidade, inércia e outros aspectos da física), Robôs (como são criados e funcionam), Planeta Terra (história geológica e vida no planeta), Plantas e Animais Venenosos. O 5º: Doenças (propagação das bactérias, dos vírus e outros patogénicos que podem provocar doenças), Insectos , Animais (em continentes longíquos como a África e a Ásia), Descobertas e Invenções (as maiores de sempre), Dinossauros.

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– Outro jogo inventado pelo Alexandre, este com naves espaciais:

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DSC07732Códigos

😉

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– Mais uma versão do mapa de Lisboa (a azul as linhas de comboio)

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– Esta outra versão do mapa de Lisboa já vos mostrei aqui, na parte do Caderno Verde (foi o que ele desenhou para me oferecer no Dia da Mãe)

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– E mais um jogo tendo como base de tabuleiro o Mapa Mundo: cada um de nós ia pintando um país (como se fossemos formando o nosso império) e só podíamos anexar países contíguos ou ligados pelas rotas estabelecidas pelo Alexandre (a minha caneta era rosa e a dele laranja, daí que não se percebe bem na foto qual o império de cada um…) e à medida que íamos pintando íamos dizendo o nome de cada país.

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Este Verão V e Persistente a Encontrar Soluções

Este Verão V

Setembro – 3ª semana

Vivam! Boa tarde!

E esta foi a última semana de Verão deste ano. Será este o último post da sequência Este Verão I, II, III e IV.

Foi uma asemana em que podemos bem falar de Recursos (vistos como “aquilo que vamos tendo à mão que nos auxilia nas atividades apreciadas pelo Alexandre e desenvolvimento das suas pesquisas e concretizações”).

Sempre à mão, um Mapa Mundo e um Atlas:

Desta vez estivémos a perceber quais os países em que alguma da sua área faz parte do Pólo Norte: a Gronelândia (na totalidade) e parte da Rússia, do Canadá, quase todo o Alasca, a Islândia (na totalidade) e uma parte da Noruega, da Suécia e da Finlândia).

Novamente mais desenhos (planos) de mais um grande centro comercial que irá ser um dos maiores do mundo

e as ruas de um pequeno bairro.

A irmã mais velha, a Catarina, a dada altura começou a dizer: “Isto é que eu tenho um irmão que parece que anda sempre de nave espacial a sobrevoar este mundo! Só desenha as coisas vistas de cima!”

“Não, mana!” _ respondeu ele_ “Também sei desenhar os lados! Olha aqui: uma nave espacial “Cruzadora” vista de lado e vista de cima:”

(e rapidamente esquematizou o que lhe estava a dizer)

Bom, como comecei por dizer em cima, falando de recursos, nós andamos todos (os de cá de casa) sempre atentos a tudo o que possa servir para responder às suas perguntas, aguçar o seu interesse, satisfazer a sua curiosidade. Desta vez, a mana Catarina e o Bernardo compraram estas revistas (para eles próprios lerem) e depois trouxeram-nas para o Alexandre, pois trazem muitas matérias Bem Interessantes (Super Interessantes!!!)

🙂

A revista “Quero Saber” traz uns pequenos conjuntos de perguntas e respostas rápidas, que ele adorou saber, tais como: “Qual o Planeta que tem mais luas?” (esta resposta ele já a sabia, disse logo: “Júpiter!”), “O Planeta “x” existe?”, “Quão largos são os anéis de Saturno?”, “Qual foi a estadia máxima de um astronauta no espaço?”, “Qual era a velocidade máxima do rover lunar na lua?”, “Podíamos viver em Marte?”, “Porque é o espaço negro?”, “Há água em Marte?”, “Porque é Vénus mais quente que Mercúrio?”, “Porque giram os planetas?”, “Porque é que alguns planetas têm anéis?”, “Como se formam luas?”, “O sistema solar já teve mais planetas?”, “O Sol vai tornar-se um buraco negro?”, “Podemos viajar para planetas extrassolares?”, “Em órbita não temos peso?”, “O que define o limite do sistema solar?”, “Quanto pesa a Terra e quem a pesou?”, “Qual o planeta com a maior lua?”, “Existe algum som no espaço?”, “Qual é a forma do Universo?”, “Podemos calcular a idade do sistema solar?”, “Uma estrela pode orbitar um planeta?” (atenção a esta, sim! Assim como a Terra orbita o Sol o Sol também orbita a Terra e os demais planetas do sistema solar. Para sermos precisos, uma estrela e o seu planeta orbitam-se mutuamente, girando em torno do centro de massa (ou “centro de gravidade”) do par! É sempre bom abrirmos as nossas perspetivas!!!), “Quem batiza os novos planetas?” e muitas mais… nesta edição vêm 75 perguntas e respostas sobre “Os segredos do Universo”.

E nesta edição da revista “Super Interessante” vêm os edifícios mais altos do Mundo!!! Mesmo a calhar, que temos andado nessa pesquisa…

(alguns dos mais altos ainda estão a ser construídos e só estarão concluídos uns em 2013, outro em 2014 e outros em 2015).

(alguns nós já construímos _ em maquete_, como estas Torres Petronas)

(e o maior dos maiores, com 828 m de altura, o Burj Califa, no Dubai, que já sabíamos ser o mais alto)

Alguns dias depois, as manas também trouxeram uma revista do seu pai (que ele assina), que trazia uma reportagem sobre a Mercury. Como ele faz coleção, tirámos umas cópias a cores para ficarmos com a reportagem e as imagens (a paixão do Alexandre pelas naves espaciais já é “antiga”, vem dos seus 4 ou 5 anos_ o que eu noto é que ele vai aprofundando cada vez mais os temas):

Entretanto continua a fazer novos desenhos do mapa de Lisboa:

Ele gosta de saber mesmo como e onde são os limites da cidade e onde consegui encontrar melhor um mapa com os limites foi no próprio site da Câmara de Lisboa, este mapa:

(ele vai explorando o mapa, ampliando e reduzindo, vendo os bairros e descortinando quais já ficam fora do limite da cidade (a Ponte Vasco da Gama já fica “fora” e parte do aeroporto é dentro da cidade e a maior parte fora…)

Aqui compara com o mapa de Lisboa no google…

Mais recursos:

Aproveitei o apelo consumista do “Regresso Às Aulas” (ou então não encontramos o que queremos a preços mais acessíveis) e comprei um quadro magnético e que ao mesmo tempo dá para escrever/desenhar com canetas próprias, maior (que o que tínhamos era muito pequeno e deixou de ter uso)… é sempre muito apelativo para ele desenhar e poder ir corrigindo apagando.

Umas casas em banda,

o “portal de entrada para a Terra do Pai-Natal”, inspirado no filme “Niko na Terra do Pai-Natal”

e, não podiam faltar, algumas estações de comboio vistas de cima.

(a de Monte-Abraão, que ele já tinha também desenhado em papel)

(Campolide)

(e Campolide no google maps)

(e a estação de 7 Rios)

(7 Rios no google)

Comprei ainda este caderno de folhas de desenho A3, pois costumamos usar folhas de rascunho A4 já escritas de um lado e quando ele quer folhas maiores cola várias dessas entre si com fita-cola. Já merecia um caderninho com folhas maiores e este custou 1 euro, no Staples.

Desenhou logo muitos cais e barcos (bem colorido que ficou):

Também fotografei esta “aldeia nórdica” modelada em areia que um estrangeiro fez na praia do Peixe, na Baía de Cascais, pois o Alexandre não esteve lá (foi num dos dias em que saí do trabalho e me deparei com a construção), para lhe trazer as fotos e ele ver.

Este é um “reino”, dentro de muralhas, que ele “construíu” através do Mine Craft:

E aqui, nós a pesquisar o ranking das maiores cidades do Mundo em área geográfica (que já tínhamos pesquisado as maiores em termos populacionais, cujo podium é de Tóquio, sua preferida). Em área, a maior é Nova York e Tóquio, a maior em população, vem então em segundo e todas as 10 seguintes maiores em área são dos Estados Unidos da América.

Beijinhos e bela semana para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Persistente a Encontrar Soluções

Em Setembro deste ano escrevi isto a uma amiga:

“Hoje tenho feito coisas interessantes aqui por casa com o meu pequeno que continua apaixonado por mapas e desenhos e vê lá a solução que ele encontrou:

Estamos a escrever num caderno as perguntas que ele me vai fazendo e pesquisas consequentes, tais como: “Qual é o edício mais alto do Mundo?”, “Qual a maior estação ferroviária do Mundo?”, etc., etc., (e agora também quer saber qual o maior centro comercial do mundo, pois acha fascinante que a nossa Estação do Oriente tenha a estação ferroviária, a do metro, um parque para autocarros e camionetas e um centro comercial tudo acoplado), o que é muito difícil de pesquisar, pois encontramos informações que à partida parecem contraditórias, quando pesquisamos no google (esclareço: aparece um link a dizer que o maior centro comercial do mundo é no Dubai, outro já diz que é na China e começamos a descobrir que o primeiro link é de 2008 e o segundo é de 2006, então achamos que o de 2008 deve ser o mais actual; mas logo a seguir, vemos um post de alguém colocado em 2012 que diz :”Top-10 dos maiores shoppings do mundo” e vem o do Dubai em 9º lugar, pois apesar de ser o maior em área de implantação não é o maior em termos comerciais (nº de lojas, etc.) e diz que os dois maiores são na China e explica os critérios em que se baseiam estas posições no top).

Bem, o problema maior foi que no outro dia tínhamos feito esta mesma pesquisa sobre o maior centro comercial do mundo e tínhamos chegado à conclusão que era um na China, mas não anotámos nada no nosso caderno (porque eu achei que isto de maior centro comercial era muito complicado para figurar no caderno, mais fácil é encontrar qual o edifício mais alto do mundo ou mesmo a maior estação), então o Alexandre assumiu que o tal centro comercial que tínhamos encontrado da outra vez (na China) é que é mesmo o maior (e segundo ele não é nenhum dos dois na China que vimos hoje, porque as fotos que aparecem não são nada iguais), pois na altura não houve estas dúvidas e até andámos a procurar a cidade no Google maps e ele viu o centro comercial visto de cima e desenhou-o num papel.

E então quiz mostrar-me o desenho para eu me lembrar de como era a forma e tentar recordar-me qual era a tal cidade na China. Bem, procurou, não encontrou o desenho, já queria que eu telefonasse à nossa mulher a dias para ela nos dizer onde é que o tinha arrumado (que ela a limpar a sala costuma “arrumar” as coisas que temos “em mãos”) e então de repente lembrou-se que afinal tinha sido esse preciso desenho que no outro dia tinha ido para o lixo porque o Kiko (gato) tinha feito xi-xi em cima dele e também se lembrou, “Espera, mãe, mas tu tinhas tirado uma foto!” e lá fomos todos contentes ver os ficheiros do telemóvel e ele encontrou as fotos do desenho.

Novo problema: o desenho era uma espécie de composição de várias coisas, tinha a vista de cima da estação do oriente, mais a do museu da marinha onde tinha ido com a irmã e as vizinhas e a do tal maior centro comercial do mundo, ou seja, à escala do telemóvel não conseguia mostrar-me a forma do centro comercial (que ainda por cima está meio escondida no meio das outras formas).

Solução: “Mãe, passas a foto para o computador, colocas a foto do tamanho do ecrã, eu ligo o computador à televisão e vemos o desenho no ecrã da televisão (que é o maior ecrã que temos cá em casa). E assim fizémos e ele mostrou-me os contornos do centro comercial que tinha desenhado para eu perceber a forma (e que não era como as dos que tínhamos visto hoje).

Resultado: como eu ainda assim não me consegui lembrar do link da outra vez (nenhuma referência que me fizesse chegar lá), agora está ali na mesinha a desenhar ele o seu próprio projeto para um centro comercial que vai ser o maior do mundo (projetado por ele).

Ufa! Custa mais a relatar que a viver!!!   😀 ”

(ligação do computador à televisão para que o desenho fosse visto em grandes dimensões)

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Feiras Medievais

Olá a todos!       🙂

Nós gostamos das feiras medievais. Têm um quê de história, um quê de animação cultural e representação, um quê de artesanato, um quê de gastronomia. Para nós é divertido cada vez que vamos a uma, embora as visitemos esporadicamente. Desde que começaram fomos talvez a umas quatro ou cinco, quando calha, digamos.

Este ano escapou-nos a de Óbidos e até estávamos na zona, mas quando nos lembrámos tinha terminado no fim-de-semana anterior. Assim “por acaso” calhou bem a de Sintra e lá fomos.

Os meus reis e senhores…    😀

Provámos uns docinhos caseiros e uma “poção mágica” (sangria de frutos do bosque de onde saía uma “fumarada” tipo a das poções). Achámos piada, nunca tínhamos reparado nas “poções” em feiras anteriores.

Os tererés que elas fazem uma à outra (a Catarina e a Celina) _ não foram feitos na feira, mas a Catarina foi à feira com eles e assim com um ar meio medieval meio hippie…(é pena, não lhe fotografei as sandálias que eram mesmo o pormenor “medieval”).

O Alexandre gostou de “fazer de rei” e gostou de ver o ferreiro e o carpinteiro a trabalhar (tirei fotos, mas ficaram desfocadas). Também gostou de ver uns animadores/actores vestidos com armaduras que se preparavam para demonstrar uma batalha medieval.

Beijinhos a todos e belos divertimentos para vocês!

Isabel

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Caderno Verde

Fotografar (depois de construir)

Lá voltou o pequeno a construir a sua “bola-nave”, que demora sempre umas horas, distribuídas por alguns dias. Desta vez começou-a em conjunto com o primo antes da sua festa de aniversário.

Depois o primo foi-se embora, nós fomos de férias e terminou-a na volta. Quando pronta quiz fotografá-la, ele próprio:

“Mãe, vou tirar fotos de um lado e do outro e de cima” (de baixo não dá, tínhamos que levantar a bola e corríamos o risco que se desmanchasse num ápice).

“O.k., filho”.

Mais uma para perceber que ele tem intuitivamente noções de geometria no espaço e da sua representação bidimensional. Já tinha percebido isso quando ele faz os seus esquemas rápidos para representar um navio que construíu em planta e uma ou outra face. E diz que são “as instruções” para saber mais tarde, a partir desses desenhos, voltar a construí-lo.

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Ver e Experimentar

Olá a todos!

No dia anterior tínhamos estado com um dos primos na festa de aniversário de uma das primas.

No dia a seguir convidámo-lo a ir connosco ao parque da Costa da Caparica.

E também fomos pelo pontão até ao “seu final”. E vimos sal.

Eu perguntei-lhes (ao Alexandre e ao primo) se já tinham visto de onde vem o sal e mostrei-lhes como a poça de água do mar secou ali sobre o pontão ficando o sal marinho…

“Ah! Já percebi!”_ exclamou o meu sobrinho.

“Aprendeste na escola, primo?”_ perguntou-lhe o Alexandre.

“Sim, acho que sim, já não me lembro, mas nunca tinha visto.”

Depois de mais umas voltas e brincadeiras (também acharam piada às rochas na praia estarem verdinhas!)

e do lanche, ao regressarmos ao carro para voltarmos para casa, o Pedro pôs o Alexandre ao colo, dentro do carro, para conduzir um bocadinho ao longo da “rua do estacionamento”, o que ele adora (quando eu era pequena também me faziam o mesmo e eu adorava “conduzir”)…

O primo ficou fascinado “Não sabia que já sabias conduzir, Alexandre!”

Claro que depois foi a vez do primo (não nos tínhamos apercebido que tal era algo que ele nunca tinha experimentado). Para o primo, “conduzir” foi o ex-libris do passeio.

Mais uma vez senti a importância da experiência directa e de como o que se ouve sem ver ou experimentar é uma abstracção que fica no ar e que às vezes até esquecemos antes de associar o que nos tentaram ensinar, à experiência.

Beijinhos a todos, desta vez é que vou estar sem acesso à net uma ou duas semanas…                                                               🙂

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Caderno Verde

Horas…

“Mãe! Quanto é 30 menos 3?”

“27” (normalmente respondo sempre ao que ele me pergunta, mesmo sabendo que ele sabe fazer essa conta)

“Ah! Pois é! 27! Então faltam 27 minutos para o “super why“!”

São os desenhos animados que agora não quer perder diariamente. As personagens deslocam-se em naves e vão até uma biblioteca onde em cada história um livro dá as respostas a uma pergunta/problema que têm em mãos. O livro é em inglês, percorrem e identificam letras do alfabeto e constroiem frases em inglês, que ele vai assimilando.

Os vizinhos e os primos não gostam assim tanto de desenhos animados onde se aprendem “coisas da escola”. O Alexandre, como até agora nunca foi “obrigado a aprender”, gosta muito de desenhos animados e jogos onde se aprendem as tais “coisas da escola” que ele não associa à escola.

E nem me preocupei em saber como é que tinha chegado aos “30 menos 3”, já sei que agora vê as horas ou num relógio digital que temos na mesa de cabeceira ou num de ponteiros que há na cozinha e depois faz essas contas de cabeça conforme o que se aplica ao que quer determinar.

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Seguir ou não seguir curriculo

Vivam!

Cá estamos hoje, as semanas sem acesso à internet foram adiadas, em princípio por uma semana                                🙂

Um bocadinho sobre o seguir o curriculo: a lei referente ao ensino doméstico em Portugal pressupõe realizar exames de equivalência a dado momento (final do 6º ano); e várias escolas têm exigido que as crianças se submetam a um teste presencial no final do 4º ano. O que implica que de alguma forma seja abordado o programa curricular enquanto decorre o ensino doméstico.

Como já referi aqui algumas vezes, somos “adeptos” do Unschooling, que pressupõe uma abordagem dos vários temas que vão surgindo de acordo com os interesses das crianças. Neste “ano lectivo que passou” (ou está a acabar), equivalente ao 1º ano do 1º ciclo, temos deixado que os temas surjam, que o Alexandre pergunte, sugerimos algumas actividades que ele abraça ou não, a “matemática e o estudo do meio” vão já “ao nível do 2º ano”,  a leitura e a escrita a passo muito mais lento (por exemplo). E isto confiantes que ao chegar ao 4º ano seja abordada a maioria das matérias deste 1º ciclo.

Para já, no ensino doméstico, mesmo que em Portugal implique abordar todo um programa curricular, os timings e as formas com que o fazemos são muito mais flexíveis que o seguido na escola.

Volto a referir duas passagens do livro “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga, que sobre o seguir ou não seguir um currículo, em homeschooling, dão umas dicas interessantes, engraçadas e que nos deixam a pensar, ao contar experiências de algumas famílias (capítulo 12 “How to Get Started”, subcapítulo “Approaches to Homeschooling”):

– um trecho de uma carta de uma mãe que conta ter perguntado às suas duas filhas de 8 e 6 anos, no início do Verão, o que quereriam aprender nesse Verão, ao que imediatamente lhe responderam, Suzanne, 8, que queria aprender sobre histórias, poemas, ciência, matemática, arte, música, livros, pessoas, plantar, animais, lugares, comida, cores, rochas, bebés, carros, olhos e electricidade; e Gillian, 6, queria aprender sobre sementes, ossos, plantas, livros, evolução, dinossauros e experiências.

– um comentário que uma autora fez sobre ajudar “homeschoolers” adolescentes a descobrir formas de estudar certos assuntos fora da escola e não se limitando à abordagem escolar: uma rapariga perguntou ao pai como se chamava uma pessoa que estuda baleias; o pai responde-lhe “biólogo marinho” e que para isso teria que ir para a universidade tornar-se numa bióloga marinha para então estudar as baleias. A autora refere então que a biologia marinha não é a única maneira de crianças e adultos estudarem e trabalharem com as baleias, a família poderia também incentivar a filha a estudar baleias como um artista, músico, marinheiro, ecologista, naturalista e por aí fora…

Beijinhos a todos, até ao próximo post!

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Caderno Verde

Seleccionar, contar, verificar, anotar com a ajuda da Mesa de Desenho

Ainda faltam uns belos dias para o aniversário do Alexandre, mas ele e o pai já andam a preparar a nossa prenda que vai ser encomendada e por isso tem que ser com bastante antecedência: uma série de peças  de lego para juntar às que já temos, necessárias para “construir” um determinado tipo de nave espacial.

Assim, tarefa morosa e minuciosa, os dois seleccionaram das peças que temos as que vão ser utilizadas na tal nave, separaram-nas em caixas e olhando para as instruções que encontram na internet, verificam quantas peças de cada tipo faltam para poderem completar a construção.

Com a ajuda da “Mesa de Desenho” (neste outro post, na parte do Caderno Verde) vão colocando a quantidade total necessária de cada tipo de peças para a nave, e apagando, conforme vão contando as que já temos, até ficar com o número necessário de cada tipo de peça a encomendar.

Um trabalho “árduo”, mas muito satisfatório e entusiasmante para quem está empenhado em apurar o que encomendar para poder construir uma das suas naves preferidas!

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Ciclos, Marés…

Olá, bom dia!

Quando nos vamos tentando aproximar dos ciclos naturais (e o homeschooling, para quem tem filhos, facilita-nos muito essa integração), começamos a pouco e pouco a sentir esses fluxos naturais do tempo, ciclos e marés, no nosso corpo e, inclusivé fazendo parte do nosso dia a dia.

Muito se tem já falado dos ciclos da lua, sensivelmente de 28 em 28 dias, andando de mãos dadas não apenas com as marés, e sim ainda com a vida, com a gestação, com o período nas mulheres, com as emoções…

Desde há uns tempos que alinho o meu trabalho interior com as fases da lua: a Lua Nova facilita o começo de novos projectos, cuja dedicação e desenvolvimento vai crescendo até à Lua Cheia; da Lua Cheia ao Quarto Minguante, recebem-se os frutos do que se semeou, do Quarto Minguante à Lua Nova seguinte sente-se e prepara-se o “projecto” seguinte.

Quando iniciei este blog, resolvi alinhá-lo também às fases da lua, conforme expliquei logo no primeiro post.

E engraçado que tenho mesmo sentido muito isto mesmo nas pequenas coisas. Neste “mês” que se iniciou nesta Lua Nova 14 de Abril, surgiu a oportunidade de trabalhar tensões, ainda existentes, familiares e profissionais e as duas primeiras semanas foram um corropio nos dois campos. E da Lua Cheia até hoje, Quarto Minguante, tudo se foi acalmando e surgindo resultados (não que faça tudo em função de resultados, eles é que surgem, naturalmente, como as marés… ou o fluxo das ondas…), directos para mim, e mais ainda à “minha volta”.

E sinto-me feliz. Feliz quando envolvida em várias coisas e me dedico, feliz também quando recebo algo que não esperei receber, feliz quando sinto outros felizes perto de mim. Coisas simples. Por exemplo, a minha filha mais velha anda felicíssima com o trabalho, a fazer o que gosta e sempre sonhou desde pequena e isso dá-me não só uma alegria imensa, também uma paz imensa. De dia para dia surgem-lhe novas alegrias. E os outros aspectos mais tensos foram-se diluindo, dissolvendo e ao mesmo tempo solvendo numa solução de proporções consideráveis, que me enche, me preenche e me traz igualmente paz.

E para além da Lua há o Sol e se o nosso dia se alinhar com o “dia solar”…

Desde que me levanto para acompanhar o nascer do sol (mais tarde no Inverno, mais cedo na Primavera e Verão) que sinto uma energia natural a acompanhar todas as minhas actividades diárias. E também isso veio intensificar o meu sentir as “marés da lua” como descrevi acima.

Aos poucos, os ritmos naturais vão-se restabelecendo em mim e oxalá em muitos mais…

De uma outra perspectiva, tinha já falado um pouco sobre os ritmos naturais neste blog, aqui e aqui.

Belos fluxos de vida para todos, até para a semana, dia 14, Lua Nova!

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Caderno Verde

Miniaturas

Construídas em Lego…

Ultimamente a sua construção tem sido uma das ocupações do Alexandre. É engraçado ele se ir apercebendo do efeito “escala”. Depois brinca com elas todo contente, pois são mais facilmente manejáveis que as construções maiores que costuma fazer.

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