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Terra da avó – ida, estadia e volta

Vivam, bom dia!

Conforme prometido no post passado, aqui fica um dos vários posts que vou dedicar aos apontamentos no Caderno Verde, com mais pormenores sobre as últimas vivências mais relevantes.

Beijinhos para todos

Isabel

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Caderno Verde

Terra da avó – ida, estadia e volta

O desenho que fiz no comboio (enquanto o primo fazia um também), sobre um comboio, claro (e os prédios da cidade por onde passa a linha férrea)…

Sabiam que os gatos gostam de beber água diretamente das torneiras? O nosso não é exceção…

Brinquei muito com o primo e com a M. e andámos a regar a horta da avó (a avó agora reformou-se e tem estado mais vezes na terra e então plantou coisas novas, couves, alho, cebolinho, alfaces… mudou o nosso pinheirinho de sítio e vocês já nem vão reconhecê-lo, só que a mãe não tirou as fotos ao pinheirinho, quando lá voltarmos ela tira. Ou seja, as fotos da horta e das árvores do quintal da avó vão ficar para depois (lá para Setembro)…

Démos alguns passeios pelo campo, foi divertido. A mana Celina andava sempre a mostrar-me as plantas e as árvores e a dizer-me os nomes e fomos ver o terreno da avó ao pé da ribeira onde ela tem eucaliptos

e depois fomos subir ao monte com o papá (eu, o primo e a M.)

e a mãe e a avó e a mana desta vez ficaram cá por baixo e foram ver o terreno do poço…

Quando descemos a mana atirou-nos uns “relógios”, eu ainda não tinha visto essas plantas que se espetam na roupa e começam a rodar, a rodar, ficam parece uma mola muito fininha. Parece que lhe chamam “relógios” porque rodam como um ponteiro de relógio. É incrível como rodam tanto e ficam tão enroladinhos!

Também ajudei a avó a fazer pão que vai ao forno da lenha (muitas labaredas, não nos podemos chegar muito perto do forno), gosto de fazer pães pequeninos só para mim…                            🙂

E fomos a uma festa de aniversário (não gostei muito, resolvi ir para casa passado pouco tempo, gostei da parte que o pai nos levou para conduzirmos o carro naqueles caminhos sem ninguém).

De volta para casa já não vim de comboio, viémos de carro, mas eu gosto muito mais de viajar de comboio, no carro ou durmo ou fico mal disposto. Desta vez até a M. enjoou quase a chegarmos a casa. A viagem é muuuuiiiiito grande.

Qualquer dia vamos lá de novo, se calhar com um dos meus outros primos.

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Uns Dias no Campo e a Festa de Aniversário do nosso amigo Bato

Olá a todos!

Estando há algum tempo sem ” vos dizer nada”, nem sei por onde colocar tudo o que tenho para colocar aqui no blog.

É que isto do Verão e dos dias mais longos proporciona mais saídas, mais viagens, mais brincadeira, mais relacionamento com o Mundo à nossa volta, mais fotos para partilhar…

Vou dividir isto por mais de um post. Agora, os dias na terra da avó e a festa de ontem. Em baixo, no Caderno Verde, os puzzles e as alfaces     🙂

A viagem para lá (de comboio),

A piscina da cidade perto do campo   🙂       (estiveram uns dias abrasadores),

Também fomos à ribeira, só que não levei para lá o telemóvel com que tiro as fotos… a avó esteve a contar como na semana anterior tinha ido para lá (para a ribeira) lavar a roupa e os pequenos ficaram muito admirados (lavar a roupa no rio???).

Amassar, amassar… quiseram fazer uns pãezinhos muito pequeninos!       🙂

(lavar, lavar…)

Modelar os pãezinhos requeridos,

Andar de baloiço,

Colher flores do campo (depois deram-mas, ganhei um belo raminho!)

Observar as sombras (“Sou tão grande! Sou tão fininho!”),

Ir ver do crescimento do nosso pinheirinho e do nosso abeto, plantados em anos anteriores,

Ir até à cidade próxima jogar um pouco, numa tarde de muito, muito, muito calor (é verdade, andámos a reparar o quente que é para o nosso corpo estar uma temperatura de 40º centígrados),

e porque é que as bolas de bowling têm que ser tão pesadas    😉

Ir à carpintaria buscar a mesa nova para o alpendre e a tábua para o puzzle (ver o apontamento do Caderno Verde). A visita à carpintaria foi muito interessante (disseram-me eles, que eu não fui).

Ir dar um passeio até ao Parque Natural do Tejo Internacional. Ao chegar à aldeia “Soalheiras” brincámos com estas ovelhinhas

E agora, o que queremos partilhar sobre a festa de aniversário do nosso amigo Bato: é que a mana Catarina (que anda há semanas a preparar a festa de aniversário do seu irmão), estreou-se já na do namorado, uns dias antes, a fabricar bonecos em pasta de açucar (tirei a foto já estava o bolo (feito por ela) meio comido, perdoem-me, eu sou mesmo assim                     🙂                          ):

É, o Bato fez mesmo 27, e adora golfinhos!

Beijinhos a todos e até ao próximo post!

Isabel

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Caderno Verde

Puzzles e Alfaces

Não, não há ligação, a não ser a normal do dia a dia em que saltamos de uns afazeres para outros.

Os puzzles.

O Alexandre e o pai, têm andado na onda dos puzzles (já há muito tempo que não os resolviam, agora foram três, um atrás do outro). Primeiro este:

O Museu do Louvre, em França. Deu para falar de França e de museus e de obras de arte e de pirâmides! O que nos limita é a maçaroca, senão tínhamos aproveitado a deixa, voado para Paris e visitado o Museu!

O Alexandre e o pai não é bem assim, porque em “Época de Puzzles”, cada um que chega a casa debruça-se uns minutos sobre o puzzle e encaixa umas pecinhas (as peças certas!                 😉                 Este comentário tem a ver com um outro post, que coloquei no Pés Na Relva). Eu também encaixei umas pecinhas…  O Kiko observa apenas e às vezes dá uma patadinha nas peças!

Seguiu-se outro, de um tema muito abordado cá em casa: os Planetas!

E como os nomes dos planetas estavam em espanhol (uns iguais aos nomes em português outros com umas ligeiras diferenças), aproveitámos para comparar as duas línguas (o Alexandre demonstra sempre algum interesse no espanhol, embora ninguém cá em casa fale a língua_ “arranhamos” só _ como ele nasceu em Espanha, tem um certo fascínio. Fez logo a ponte para um livro que tem dos denhos animados “Many Mãozinhas” onde eles vão dizendo umas palavras em espanhol e em português, para compararmos. E fomos buscá-lo, relê-lo, e comparar palavras em português e em espanhol.

O terceiro puzzle foi já na terra da avó. É de 3000 peças. O pai costuma ir levando algumas coisas para a terra, para irmos “criando algum espaço” aqui em casa (dificilmente, ainda assim…). Este puzzle já tinha sido feito, desmanchado e agora lá na terra, sobre uma placa nova encomendada ao carpinteiro da aldeia que ainda é primo (o mesmo que fez a mesa para o alpendre. Ver as medidas que vinham na caixa do puzzle, pensar nas medidas ligeiramente acima e ir encomendar a tábua e depois buscá-la, foram actividades afins), começado a montar, de novo. Não acabaram, ficou para a próxima ida à terra da avó (não tirei fotos, estavam a montá-lo no sótão que levou obras e ganhámos uma salinha, dois quartos e uma casa-de-banho novos e giros e como estava um pouco escuro, pois o puzzle ficava para depois do “ar livre”…).

As Alfaces.

Um amigo nosso trouxe-nos uns pés para começarmos uma “horta de varanda”. É um amigo que vem de vez em quando cá a casa com o filho para brincar com o Alexandre. E os pais das crianças desatam à conversa. Gostamos muito dele e temos sempre muitos temas de conversa. Tem o curso de medicina tradicional chinesa. É nutricionista (vegetariano), faz massagens, dá aulas de tai-chi e de chi-kung, trabalha com cromoterapia, tem uma horta biológica e também tem agora um projecto de ajudar as pessoas a montarem as suas hortas de varanda.

A plantação (aproveitámos e mudámos a nossa erva de chá príncipe para um vaso maior), antes da ida à terra da avó:

Umas semanas depois (já depois de voltarmos da terra da avó):

Correcção:

Ora que a Meninheira disse-nos entretanto que os nomes dos planetas que figuram no puzzle não estão em espanhol (castelhano) nem em galego!

Lá fomos pesquisar (realmente… achámos as palavras parecidas com as nossas e vai de pensar que estavam em espanhol e pronto! O que vale é que os nossos amigos estão com atenção!).

Então aqui, andámos a ver os nomes dos planetas em várias línguas e descobrimos que os do nosso puzzle estão em Latim!!! Foi uma forma engraçada de explicar o que é o Latim, o que é uma “língua morta” e mais umas coisinhas. Não decorámos os nomes dos planetas nas várias línguas (a não ser alguns), mas já sabemos onde vir confirmar quando for preciso!

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Dia do Pai e Primavera

Bom dia a todos!

Ainda não comemorámos aqui o início da Primavera (cá em casa comemorámo-lo indo até à praia do Guincho, estava um dia soberbo, o Alexandre já tinha pedido que queria fazer castelos na areia, só que o tempo ainda não tinha proporcionado essa construção!)

(há sempre crianças que vêm ajudar a construir o castelo!)

e, como eu costumo dizer, o início de um novo ano (porque para nós, o ano começa na Primavera                         🙂                                ).

Assim, aqui fica o Caderno Verde, para o comemorarmos aqui, com direito a receita de batido de morango!

Beijinhos a todos, uma bela Primavera e um belo ano!

Isabel

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Caderno Verde

Primavera e Dia do Pai

Primavera… e o desenvolvimento dos nossos bolbos.

Acordámos e tinham uma pontinha roxa no cimo de uma folha.

Uma hora depois já estava assim:

Logo depois, assim:

E à tarde assim:

Isto é que é crescimento rápido! O Alexandre andou todo entusiasmado a mostrar a cada um que entrava cá em casa, os nossos lindos lírios.

E aqui a prenda deste ano para o pai, um copo pintado por ele (comprámos um copo transparente, de pé alto, porque o pai gosta de beber em copos de pé alto, depois fui a uma loja cá da vila que vende muitos materiais para artes decorativas e fazem ateliers de artes decorativas_ fiquei espantada como tinham tantos grupos a aprender e  integrar os ateliers_ para comprar tintas para vidro; a conselho da dona do atelier acabei por trazer tintas para cerâmica, mais opacas e com menos efeito de vitral, que implicam que o copo vá ao forno no final a “cozer a tinta”, 30 min a 170º, sem partir!!!)

Foi uma actividade divertida!

E o pai adorou o copo. Estreou-o a beber batido de morango e banana:

0, 5 l de leite de soja

1 iogurte de soja natural

3 colheres de sopa de frutose

1 banana

8 a 10 morangos

Bate-se tudo no liquidificador. Fica bem espesso… Delícia!

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Caderno Verde – Desenvolvimentos

Vivam, bom dia!

Pois como disse a Patrícia no seu comentário ao post anterior, fiz um post muito longo e deixei para hoje o apontamento no Caderno Verde… foi intencional!      😉

Hoje temos só então o Caderno Verde.

Beijinhos para todos, até ao próximo post, dia 15, para participar numa blogagem colectiva proposta pela Rute do Publicar para Partilhar.

Isabel

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Caderno Verde

Desenvolvimentos

Se bem se lembram, no último apontamento do Caderno Verde, partilhámos o momento da plantação dos bolbos que a Pat me ofereceu com prenda de aniversário.

Bem me disse ela depois, que no caso dos meus bolbos que já vinham a despontar não seriam necessárias as tais 12 a 15 semanas indicadas nas instruções para permanecerem em lugar frio e escuro (o frigorífico!). De facto, os rebentos já atingiram os 4 cm (medidos por mim primeiro a olho e depois com uma fita métrica pelo Alexandre) e toca de os colocar à luz!

Juntámos-lhe o nosso manjericãozinho para que ambos tenham companhia       🙂

E aqui estava o senhor Kiko a afiar as unhas na porta que dá para a varanda…

Depois de fotografar a operação anterior, cheguei à sala e deparei-me com a construção da noite anterior, esta magnífica grua!       🙂

Construída sem instruções ou, melhor, com instruções dadas pela própria cabeça.

Com gancho e tudo:

E para finalizar, por hoje, temos também o desenho do Kiko, pois a “Compra Fabulástica” deste maravilhoso quadro branco continua a ter o mesmo sucesso inicial (podem ler sobre a vinda do quadro e o seu sucesso proporcionando actividade atrás de actividade neste post aqui, do Pés Na Relva).

(tem bigodes e tudo…)

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Surpresas Muito Gostosas…

Os passarinhos já cantam para mim há 46 Primaveras!                       🙂

Foi na Segunda passada… e pensar que não haveria mais surpresas que me pudessem fazer, bem, afinal, nunca tinha tido ainda um pequeno-almoço-de aniversário (mesmo sendo dia de semana e de sair para o trabalho, mesmo acordando às 6h e meia da manhã e saído de casa às 7h e 40 min, a minha filha do meio _ a que tem tido menos disponibilidade para a vida em família pela época de estudos que atravessa_ presenteou-me com um delicioso pequeno almoço: uma taça de fruta (morangos e manga aos pedaços), chá e scones feitos por ela (com “manteiga” de soja e mel e doce de morango). Adoro scones, mas só os costumo comer feitos por mim, porque fora levam leite e manteiga que eu não como. E o cheirinho que ficou pela casa, logo de manhãzinha…);

nem uma festa de aniversário surpresa, daquelas mesmo que entramos em casa, tudo silencioso e de repente um grande estardalhaço a cantarem os parabéns, luzes que se acendem de repente e fazem brotar amigos do escuro! “Oh, estás aqui? E tu também?” Como é que é possível que mesmo com alguns que se vão descaindo ao longo do dia, me tenham enganado tão bem enganadinha?

Pois, por incrível que pareça foi aos 46 que tive a minha primeira festa de aniversário surpresa. A primeira festa em casa sem cozinhar nadinha… E se os petiscos estavam bons! Já disse, vou abrir um restaurante vegetariano e já tenho três chefes!!!

Para além das surpresas gostosas (e da chuva!) tive um dia muito gostoso e relaxante…          🙂

Sou das que gosta de fazer anos, não sei porquê! Talvez porque quase sempre me concedo este dia como um em que faço poucas coisas e aprecio muito todos os momentos do dia…

Deixo-vos agora com o apontamento do Caderno Verde. Obrigada a todos pelos bons momentos!

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Caderno Verde

Plantar os bolbos

É um presente de aniversário. Oferecido pela Pat. E que serviu muito bem ao Ensino Doméstico (obrigada Pat!). São uns bolbos de lírios (é uma das minhas flores preferidas, não sei se ela sabia…  as outras são as tulipas e as violetas; mas também gosto de glicínias, orquídeas, estrelícias, rosas e flores do campo (quase todas)).

Traziam as instruções para a plantação. Lemos as instruções:

“COMO PLANTAR

Para um melhor desempenho: Coloque a pastilha de adubo em 150 ml de água da torneira durante 10 segundos e misture. Encha o vaso com dois terços de adubo e humedeça. Plante os bolbos e cubra com adubo, de modo que as pontas dos bolbos fiquem à mostra. Coloque em local seco, escuro e ventilado (5-10º C _ tão frio quanto o seu frigorífico) ou no seu frigorífico durante 12 a 15 semanas. É muito importante que os bolbos permaneçam a esta temperatura para o desenvolvimento da raiz e da flor.

Mantenha a terra húmida, sem encharcar. Quando os rebentos tiverem 4 cm de altura, coloque o vaso em local iluminado (18-20º C é o ideal). Quando estiver em flor, coloque em local iluminado e fresco para prolongar a vida. Vire o vaso de vez em quando, dado que as flores crescem em direcção à luz. Desfaça-se dos bolbos depois da floração.”

“Plantadores”: Alexandre e mana Celina (a das Ciências, a mana Catarina é a das Artes), a aproveitar o ela não ter ido à faculdade por causa da greve da CP…

Eu fiz a reportagem             🙂

Plantação, passo a passo:

Com muito cuidado e muito amor e carinho… durou o seu tempo!

E assim foi o vasinho para o frigorífico por 12 a 15 semanas.

No final, colocámos as instruções na porta do frigorífico penduradas num íman, para conferirmos o resto do procedimento, sempre que preciso.

“Olha, mãe, vão nascer umas flores como estas!” (É que eu tenho uns lírios artificiais a decorar a casa-de-banho…)                            😉

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Convenções (Representações/Abstracções/Símbolos…)

Boa tarde a todos!

Após uma sessão de “Jogo das Aventuras” (ver post anterior), entusiasmado com as adições de números com 3 algarismos, o Alexandre foi rapidamente buscar um jogo de algarismos representando contas com números muito maiores como a da figura e pedindo que eu lhe dissesse o resultado. Sempre o fascinaram os grandes números e o infinito.

Vou aproveitar esta foto para mencionar um outro aspecto sobre o qual li há tempos no livro “Teach Your Own” de John Holt e Pat Farenga: o dos números virados ao contrário.

Ambas as minhas filhas mais velhas (que frequentaram a escola) numa dada fase escreviam o 5 ou o 6 ao contrário ou desenhavam um P com a barriga para a esquerda ou trocavam a esquerda com a direita, o “em baixo” com o “em cima” e uma delas até trocou durante um certo tempo o “frio” com o “calor” e o “inferior” com o “superior”. Felizmente, na altura que elas eram pequenas, ainda não encaminhavam os pequenos de imediato para o psicólogo nem os catalogavam imediatamente de disléxicos, de forma que, numas coisas mais rapidamente que noutras lá foram percebendo a diferença.

O Alexandre, como se vê na foto também ainda vira o 5, o 6 e muitas vezes os outros algarismos ora para um lado ora para o outro, tanto se lhe dá.

Eu não o corrijo. Sigo um pouco (no que sei e posso) a “filosofia” do Unschooling, escrevendo eu correctamente, deixando que ele se aperceba naturalmente do porquê ser diferente escrever de uma forma ou de outra.

E fez-me muito sentido o que li no livro acima referido, no capítulo 9, “Learning Difficulties”, no seu texto “Nobody sees backwards”. John Holt explica aí porque não lhe faz sentido a tese de que as crianças que escrevem letras e números ao contrário e “trocam” o sentido aos conceitos, o fazem porque têm alguma dificuldade a nível neurológico, digamos, que os faz ver “ao contrário”. E exemplifica que se por exemplo, uma dessas crianças olhando para um P visse um com a barriga voltada para a esquerda e por isso o desenhasse assim, a seguir, olhando para esse, voltava a vê-lo “ao contrário”, ou seja, agora com a barriga voltada para a direita e desenhava-o de seguida da forma correcta. O que não acontece. A sua simples explicação para o sucedido é a seguinte: tal como a criança desenha indiferentemente um cão com a cabeça voltada para direita ou para a esquerda, para ela é sempre um cão, no início da aprendizagem dos números e letras, para ela um P sê-lo-á indiferentemente se estiver voltado para a esquerda ou para a direita. Com tempo vai percebendo que no caso das letras e números convencionados pelo homem, para nós há diferença entre desenhá-los voltados para um lado ou para o outro.

Pois que esta simples explicação para mim faz todo o sentido e está de acordo com a experiência que tenho tido ao observar o crescimento dos meus filhos. E mais ainda, acho tão giro, interessante e inteligente da parte deles (crianças) não darem logo valor a estas nuances convencionadas, pois ainda por cima as convenções variam de povo para povo e restrigem a mente, formatando-a, a só alguns aspectos descurando outros tão válidos quanto aqueles.

Se quiserem relembrar outras convenções , podem clicar na coluna da direita na categoria 3-Unschooling e)- Representações/Abstracções/Símbolos e aparecem os posts deste blog, relacionados.

Belas “desformatações” para todos, até para a semana, dia 28, Lua Cheia!

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Caderno Verde

Como semear

Estávamos à conversa, como sempre… Falávamos em morar numa casa com jardim.

“Assim podias plantar legumes para comermos” _ dizia-me o Alexandre.

“Eu não percebo grande coisa de hortas, tinha que pedir ajuda…”_ respondi-lhe.

“Não faz mal mãe, eu explico-te! Fazes assim: primeiro abres um buraquinho na terra. Depois deitas para lá umas sementinhas de alface. A seguir tapas o buraco e deixas ficar um pouco a apanhar sol. Esperas um bocadinho e então dás-lhe água. E também lhe dás carinho. Assim todos os dias, ela vai crescer… e se quiseres outro legume, por exemplo ervilhas, é só substituir as sementes de alface por sementes de ervilhas, de resto fazes da mesma forma.”

“Ah, bom! Tenho que experimentar…”

Achei piada ao “dás-lhe carinho”.

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Vidas que nos Inspiram

Vivam, amigos!

Hoje vou partilhar este vídeo…

Sinto que vai dizer várias coisas a vários de vós, como me disse a mim, que o vi, recomendado pela minha filha Catarina, que o viu por recomendação do Robiyn, após lhe ter ligado por se sentir um pouco triste e desmotivada com algo que ocorreu durante as suas prestações como actriz (castings e essas coisas…)… depois de ver isto ficou muito mais tranquila e feliz.

Vale a pena! Parte 1:

Parte 2:

(De alguma forma há algo aqui que tem a ver com o espírito do Unschooling…)

Há vidas que, partilhadas, nos motivam e inspiram! E pessoas que nos recomendam as coisas certas nos momentos certos…

Um grande beijinho para todos, até para a semana, dia 15, Quarto Minguante.


Caderno Verde

O “Nosso” Pinheirinho

O “nosso” Pinheirinho já tem uma “casa” maior, à sua medida…

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Foi naquelas mini-férias de há poucas semanas atrás na terra da avó (quando fizémos aquele pãozinho no forno e as outras delícias, que apontámos aqui neste Caderno Verde.

E hoje o Caderno verde fica mais verde ainda, com a replantação da árvore…

Caso não tenham lido ainda, a história deste Pinheirinho começou aqui.

Continuou aqui.

E agora fez uma viagem até perto de Castelo Branco e, com muito amor, replantámo-lo lá (também podem ler aqui):

À despedida, falámos com ele. Agradecemos-lhe o ele ter querido vir connosco e a sua presença tão bela nas nossas vidas. Que íamos embora por agora, mas que ele ficava bem entregue e que amiúde voltamos e como vamos gostar de o ver mais crescido!

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Depois escutámo-lo (eu sugeri ao Alexandre escutarmos o que ele tinha para nos dizer e a sua primeira reacção foi que precisava de colocar um fio, uma ponta lá dentro da terra, junto à raíz do pinheirinho, que era por aí que ele falava e colocarmos a outa ponta do fio junto ao nosso ouvido     😉   ; então eu disse-lhe que bastava estarmos assim quietinhos ao pé dele a saber que ele ia falar connosco e depois escutarmos na nossa cabeça o que ele estava a dizer-nos! Passado um pouco o Alexandre disse-nos: “Ele disse-me Bom Dia!”    🙂

A mim também me disse umas coisas…   😀

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