Archive for Propostas/Sugestões

Simpósio em Portugal sobre o Unschooling com Sandra Dodd e Joyce Fetteroll

Está quase a acontecer!

A Sandra Dodd e a Joyce Fetteroll, mães americanas unschoolers com filhos unschoolers já crescidos e perfeitamente integrados, socialmente falando (trabalho, amigos, Mundo!), facilitarão um Simpósio sobre Unschooling, em Lisboa, que terá lugar já nos próximos dias 1 e 2 de Junho (Sandra Dodd, autora do livro “The Big Book Of Unschooling”).

Todas as informações no blog criado para o efeito pela Marta Pires, “Simpósio “Sandra Dodd e amigos em Lisboa””.

Nós vamos (o pai e eu, se bem que desfasadamente) ao Simpósio, por ser uma oportunidade única para trocarmos impressões, esclarecer certos temas e podermos também contribuir partilhando as nossas vivências em unschooling.

A não perder, para quem verdadeiramente interessado no tema.

Vemo-nos por lá. Beijinhos a todos,

Isabel

Anúncios

Comments (1) »

Teatrinho, “Se eu fosse um animal”

Vivam! Boa noite!

A mana Catarina é a boneca Tita, nesta pequenina peça de teatro infantil da autoria da Cativar, à qual fomos hoje assistir, no Teatro Rápido (R. Serpa Pinto, ao Chiado, logo a primeira rua à esquerda a seguir ao café A Brasileira).

Gostámos todos muito!!! E recomendamos. É destinada a crianças pequeninas, mas as mais crescidas também gostam e riem (e os adultos também!!!)

😉

Aproveitem que vai terminar no próximo fim de semana!

ESTREIA DIA 2 SETEMBRO
A programação para os mais pequenos e família está de volta!
Sábados e Domingos de Setembro de manhã, com novas sessões:
sala 1 – 11h30 | 11h55 | 12h20
sala 4 – 11h35 | 12h00 | 12h25
Foto: ESTREIA DIA 2 SETEMBRO<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
A programação para os mais pequenos e família está de volta!<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
Sábados e Domingos de Setembro de manhã, com novas sessões:<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
sala 1 - 11h30 | 11h55 | 12h20<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />
sala 4 - 11h35 | 12h00 | 12h25
x
x
E já agora, que me deu para a divulgação, aqui ficam umas fotos novas que uma sua amiga fotógrafa (e também atriz e cantora, a Teresa Queirós) lhe tirou e que estão bem bonitas!
x
x
😀
Beijinhos para todos!
Isabel

Leave a comment »

Dois Reis E Um Sono

Bom dia!

Aqui fica de novo, agora mais visível, a divulgação de uma peça infantil que vale a pena ver, a meu ver                                😉

Caderno Verde

Dois Reis E Um Sono

No fim-de-semana anterior, mais propriamente no Sábado, dia 10, fomos ver esta peça de teatro infantil (eu, o Alexandre, a mana Catarina e a nossa vizinha e amiguinha M.)

Fartei-me de rir, palavra! E o Alexandre prestou muita atenção do início ao fim.

Trata-se de uma peça de Natália Correia, “Dois Reis e um Sono”, com um texto muito mordaz, contando sobre um rei que está quase sempre a dormir enquanto outro nunca dorme e são todos muito agitados no seu reino; e existe o Sr. “Facilita Tudo” que vende…. Tudo! O que tem e o que não tem… Não vou contar mais.

A encenação é muito conseguida, muito musical também e tanto o encenador como os atores e até a figurinista são colegas de escola da mana Catarina (ou seja, formados na Escola Profissional de Teatro de Cascais).

Vale bem a pena, caso tenham hipótese de ir ver, a peça continua em cena aos fins-de-semana até Abril.

“Todos os Sábados às 16h e Domingos às 11h

Teatro Municipal Mirita Casimiro

Telf: 969601406/935051780/214670320

reservas@palco13.com.pt”

Comments (2) »

Agindo para a concretização…

Olá a todos!

Janeiro vai já a meio, mas o ano ainda não!                                  😀

Pelo que ainda me soa bem desejar-vos um 2012 com alguns sonhos concretizados.

E por falar em sonhos (o que é diferente de utopias) e nas possibilidades de os concretizarmos, divulgo também aqui (porque já o fiz nos vários grupos de ensino doméstico a que pertenço, redes sociais, etc.) este modelo quanto à aprendizagem não instituída e sim apoiada, que considero excelente, concebido por Edilberto Sastre e Tatiana Espíndola do blog “Desescolarizar“.

Como dizem eles depois nos comentários ao seu post, é um modelo que se baseia em já muitas experiências de muitas famílias que, com muito pouco apoio externo à própria família (e nenhum apoio do Estado), praticam já o conceito. Pode vir a tornar-se uma realidade social de que todos possamos usufruir, sim, pode.

Um grande abraço a todos! E belas vivências em unschooling!

Isabel

x

Caderno Verde

Museu da Eletricidade

Tenho muitos posts e algumas fotos em fila de espera para serem publicados aqui no blog, isto porque resolvi dar prioridade a outras tantas vivências que não esta de ir aqui registando o que se tem passado no “nosso ensino doméstico”, o que é quase sinónimo de “na nossa vida”                                         😀

Pois bem, no meio de muitas coisas vou hoje destacar esta ida ao Museu da Eletricidade, por parte do Alexandre e da sua mana Celina, acompanhados pela nossa pequena vizinha e amiguinha M.

Foi pouco antes do Natal, estava a M. (que anda na escola) de férias e a Celina (que anda na universidade) numa pausa antes de começar os estudos para a época de exames do 1º semestre que está a decorrer agora.

Era uma “Tarde de Aventura” e ala até ao Museu.

Nós já lá tínhamos estado, apenas a visitar uma exposição sobre energia solar (“Festival Solar”) que acontecera no exterior do Museu. Não tínhamos ainda visitado o Museu propriamente dito.

Pensávamos que poderia ser algo que o Alexandre gostasse, mas eu não imaginava o empolgamento que ele teve de facto, após a visita. Quando chegou a casa contava a todos os que não tinham ido (ao pai, tudo explicadinho com muito entusiasmo, depois a mim, tudo explicadinho com grande entusiasmo, depois à mana Catarina, e com entusiasmo crescente e finalmente ao Bato que tinha sido o último a chegar) tudo o que tinha visto e experimentado no Museu. Até o fizeram sentir uma descarga muito levezinha de electricidade pelo seu corpo (o nosso corpo conduz a electricidade, mãe!!!) e o rapaz estava empolgadíssimo.

Houve outra experiência que ele adorou: a partir de uma tomada instalada num prédio, supostamente o teu apartamento (um modelo que têm lá para a experiência), começas a puxar a tomada e o fio que lhe está agregado e vais visualizando todo o “caminho da eletricidade” passando pelos postes, pelos cabos na rua, pelos postos de transformação até à “fábrica da eletricidade” que antigamente era “a carvão”.

Depois de nos ter contado a todos concentrou o entusiasmo na produção de um desenho explicativo do tal “caminho da eletricidade”, desenhando inclusivamente o Museu.

Esta produção concentrada de desenhos explicativos tem sido uma nova atividade agora praticamente diária a que ultimamente se tem devotado, aos meus incrédulos olhos que antes viam que ele não gostava lá muito de desenhar e agora vêem que ele gosta muito de desenhar e o faz com muito empenho e dedicação. Agora apura-se nos pormenores e passa horas (não seguidas, eu acho giro que ele começa um desenho e deixa tudo na mesa que adopta na altura como mesa de trabalho e vai fazendo outras coisas, de repente senta-se de novo à mesa e vai desenhar outro pormenor do qual entretanto se lembrou e mantém isto por um dia ou dois) de volta de um desenho até achar que está completo. Depois cola-o na porta de um dos quartos. Este da eletricidade está por ora na porta da casa-de-banho que as dos quartos já estão ocupadas com outros desenhos.

Os seus desenhos não são artísticos (para já) e sim, contêm muita informação. É capaz de desenhar pormenores que depois cobre com outros traços representando outras coisas que normalmente se sobrepõem e mal percebemos o que está por baixo. Quase que são uma espécie de “performance” da qual deveríamos seguir todos os passos para uma melhor perceção do que representa. Num próximo apontamento do Caderno Verde mostrarei mais desenhos desta sua presente “fase”.

Então, o desenho começa debaixo para cima e da direita para a esquerda e a linha que se segue acima é agora desenhada da esquerda para a direita e a seguinte de novo da direita para a esquerda tal como a escrita Bustrofédon (da qual já falei aqui). Começa num prédio (canto inferior direito) e seguem-se outras casas e vários postes  de eletricidade e o que vemos na foto acima na parte superior da foto são postos de transformação indicados com o sinal (símbolo) da eletricidade (o relâmpago que ele desenhou um pouco ainda mais estilizado).

Segue-se (na foto abaixo, pois tive que dividir o desenho por duas fotos) o caminho até à fábrica de eletricidade (uma antiga, “a carvão”) e o Museu, o próprio, lá em cima. Também estão desenhados os caminhos que nós, aqui de casa, temos que tomar até ao Museu (comboio e metro e autocarro), mas esses pormenores já não são percetíveis na foto.

Comments (9) »

Projecto Reciclar em Culinária_ Açorda de tofú

A Rute do Publicar para Partilhar propôs-nos participar neste projecto do Delícias e Talentos. A ideia é publicar uma receita que inclua um ou mais ingredientes que façam parte das sobras de outra refeição ou outros aproveitamentos, acompanhando-a de um texto sobre a importância de “reciclar comida” nos dias de hoje.

Primeira reflexão: nos dias de hoje? Ou desde sempre?

É que quando a Rute nos propôs participarmos neste projecto lembrei-me logo das “receitas de reciclagem” da minha avó e perguntei-me: será que no tempo dos nossos avós é que era habitual transformar sobras de uma refeição num novo prato delicioso? É que de facto, a minha avó tinha uma boa centena de receitas de pratos que aproveitavam sobras de outras refeições… ;)

A saber:

1 -Sobras de arroz cozido eram transformadas em pastelinhos de arroz, fritos (envolvendo as sobras em ovo, cebola picada e salsa e deitando colheradas do preparado para a sertã _ se quiserem saber tudo sobre a sertã ler este post da participação de Vale de Gil do Pés Na Relva neste projecto e os respectivos comentários_ onde os pastelinhos de arroz eram fritos em óleo bem quente);

ou se nos apetecia algo mais fofo, transformavam-se as sobras de arroz num belo suflê (também recorrendo aos ovos, gemas misturadas directamente no arroz e adicionando mais algumas sobras de frango, chouriços, o que houvesse, de seguida as claras em castelo, temperos rectificados e forno com o pirex, após polvilhado com pão ralado;

ou simplesmente se aqueciam as sobras do arroz (arroz de tudo_ de tomate, de ervilhas, de feijão, de polvo, o que houvesse!) no forno, polvilhado de pedacinhos de manteiga, o que lhe conferia logo outra textura.

2 – Sobras de batatinhas eram transformadas nas batatinhas na sertã como a já indicada receita de Vale de Gil em Pés Na Relva, ou em belas tortilhas de batata.

3 – Sobras de esparguete tinham um tratamento semelhante (suflês, pastéis, tortilhas, empadões).

4 – Sobras de pão duro davam as belas açordas ou os pudins de pão ou as “fatias paridas” (assim se chamavam em casa da minha avó e que são nada mais nada menos que as rabanadas, nome que só aprendi muito mais tarde).

E quem não se lembra da tradicional “roupa velha” a seguir à Ceia de Natal, reciclando o prato de bacalhau ou da “sopa do cozido” que aproveitava no dia seguinte as sobras de um cozido à portuguesa?

Hoje em dia, cá em casa, continuamos a usar todas estas receitas, agora adaptadas à nossa realidade de família vegetariana. E sempre reciclámos na cozinha, porque quem cozinha habitualmente sou eu e eu absorvi os ensinamentos culinários da minha avó. Daí que a importância de reciclar em culinária para nós não tem muito a ver com os dias de hoje ou com a crise, mas sim com uma prática normal e sensata, tal e qual como o poupar água, luz e tudo o mais (alguma vez pensaria deixar uma torneira a correr???).

E agora a nossa participação, propriamente dita:

Este blog é um blog direccionado para a partilha das nossas vivências em Ensino Doméstico (como podem ler nas nossas páginas Projecto e Nós) _ e também participamos no blog Pés Na Relva, conjuntamente com outras famílias portuguesas que praticam o Ensino Doméstico, onde a Rute nos foi propor a participação neste projecto.

Assim, esta participação tem também a vertente de um projecto Reciclar em Culinária inserido no contexto do Ensino Doméstico, que nós, por vocação, aliamos à prática da filosofia de base do “Unschooling”, preconizado por John Holt, que previligia a aprendizagem natural, seguindo os interesses das crianças e aprendendo mediante a execução de projectos (de pequenos projectos, como este, enquanto as crianças são mais pequenas e aumentando naturalmente a complexidade dos projectos à medida que crescem).

Para entrar bem nesta filosofia-prática que é o Unschooling é muito importante ler os dois primeiros livros de John Holt, “Como Aprendem as Crianças” (“How Children Learn”) e “Dificuldades em Aprender” (“How Children Fail”). Aqui neste blog já falei nos vários livros de Holt em alguns posts que podem encontrar agrupados acedendo à Tag John Holt, aqui.

Voltando à aprendizagem por projectos e, particularmente ao projecto de hoje: o Alexandre (nosso filho), de 7 anos, gosta muito de cozinhar, desde os 3-4 que ajuda a mexer os tachos. Daí que sim, este projecto entrou naturalmente no que fazemos no dia a dia.

Desde a proposta da Rute que andava à espera de ter sobras na cozinha, mas esta família é grande e ultimamente sempre aparecia mais alguém para comer… bem, refeições e refeições sem sobrar nada!!!

Até que um dia destes me dei conta que num dos dias que tinha cá muita gente tinha comprado pão a mais, nem as tradicionais torradas para aproveitar o pão no dia seguinte estavam a dar conta do recado, vou fazer açorda (estava cá o namorado da mana Catarina que é “doido por açorda”)… e espera lá! Meninos, não é uma receita original para o “projecto da Rute” (no Delícias & Talentos andava a seguir as participações através deste link e lembrei-me depois de termos feito a açordinha de tofú que já tinha visto uma “participação com açorda”…), mas enquadra-se perfeitamente e bem, foi mesmo o que naturalmente surgiu.

E assim, eu, o Alexandre e a sua amiguinha M., que estava cá a brincar com ele, fomos para a cozinha e a “aula” traduziu-se em explicar à M. (9 anos) o que íamos fazer:

“Açorda de Tofú”.

“Sabes, M., está aqui muito pão, algum está duro, a minha mãe aproveita o pão e faz açorda, que ela gosta muito, mas eu não gosto. Mas gosto de a ajudar a cozinhar. E o Bato também gosta muito de açorda e ele está cá hoje, e as manas também gostam. Por isso ela também vai cozer batatinhas, para mim, e vai fazer esta comida que assim não tem de deitar pão fora, percebes? Vamos ajudar! Ah! Queres saber quais são os ingredientes?”

E enquanto preparávamos os ingredientes lembrei-me que podia fazer uma “sopa de letras” com os ingredientes (outra reciclagem                😀             ), que o Alexandre gosta muito desse “jogo”, como podem ver na parte do Caderno Verde deste outro post.

E assim, piquei a cebola, eles colocaram o azeite e a folha de louro (que lavaram primeiro _ uma alegria, sempre, mexer na água!) e depois, “à vez”, foram mexendo. A seguir o tomate em pedacinhos (depois de lavado também_ outra festa!). E alho picadinho (temos um aparelhinho novo, manual, para picá-lo, ui! Tem que se fazer alguma força! Já está). E de novo eles os dois mexendo, “à vez”.

Falta o tofú! Tenho aqui tofú fumado, fica mais delicioso. Parti aos pedacinhos e eles colocaram no tacho e mexeram.

Colocámos o pão em água filtrada que mais tarde esprememos e desfizémos para o preparado no tacho.

E misturámos. Colocaram o sal, provei, mais um pouquinho (sal marinho não refinado), mais um pouquinho de azeite… et voilà!

Tirei a foto (vocês desculpem as minhas fotos tiradas com o telemóvel, sem a ajuda de um flash, portanto…) :

E bem, falta a salsa (já não apareceu na foto)… toque final. Quem gostar pode por coentros, em vez. Eu não ponho quando a mana Celina come em casa que ela não suporta nem o cheiro dos coentros.

Estava mesmo deliciosa. O Alexandre não gosta, porque não gosta de “papas”, tal como nunca quiz qualquer papa de cereais, nem gosta de puré, suflês ou empadões. Eu e o pai, quando éramos miúdos também não gostávamos, sempre nos fez impressão comer papas. Pronto, o rapaz tem mesmo a quem sair. Eu nunca conseguia comer a açorda da minha avó.

Esta não é a receita da minha avó, a dela era mesmo colocar o pão demolhado e espremido para dentro de um pouquinho de água a ferver temperada de sal e salsa e escalfar um ovo lá dentro, regando com um fio de azeite.

Esta “Açorda de tofú” é uma adaptação das açordas que eu comia em Moçambique feitas pela minha madrasta (ela fazia assim a açorda de bacalhau e a açorda de camarão, a única diferença é que eu usei tofú fumado no lugar do bacalhau ou do camarão e não coloquei o ovo batido que ela colocava no fim para ligar bem e amaciar _ eu prefiro pôr mais um pouquinho de azeite no final para “amaciar”); Desta açorda eu já gostava, mas também já tinha uns 11-12 anos quando provei.

E agora gosto muito da minha açorda de tofú fumado! E o pai também já começou a gostar de açorda (desta minha) e as manas sempre gostaram e o Bato adora.

Bem… e no final da refeição, só falta ir resolver a sopa de letras!

Quando chegou ao “azeite”, disse o Alexandre: “Bem, esta palavra tem a primeira e a última letra do alfabeto!”

Então beijinhos, até ao próximo post, belas reciclagens para todos!

Comments (9) »

Banco do Tempo

10 …   9….

8…. 7……

6….. 5…..    4….. 3….

2……  1…… Tchim! Tchim!


Bom dia a todos!

Um bom final de ano (civil)! E uma bela entrada em 2010!

Ainda dentro de um espírito natalício a somar com as decisões para o novo ano, vamos falar um pouco sobre o Banco do Tempo.

Houve uma espécie de workshop que eu só soube após ter acontecido, não deu para me inscrever, entretanto. Mas uma amiga minha foi ao workshop sobre o Banco do Tempo em Cascais e trouxe-me os folhetos informativos.

Trata-se de uma iniciativa que eu já conhecia, já existe em Lisboa e agora também em Sintra. Em termos muito gerais, nós trocamos tempo que dedicamos em fazer algo a alguém por tempo que outro alguém nos dedicará. Como por exemplo arranjar um electrodoméstico, fazer sopa, ir aos correios levar correspondência que pessoas com mobilidade reduzida não o podem fazer, etc., etc., há mil e uma coisas que podemos fazer durante o pouco tempo que ainda tenhamos disponível, e ficamos com um crédito de tempo que podemos usufruir de outro alguém que nos fará qualquer coisa que estejamos interessados, como ter uma aula de informática, que nos passem roupa a ferro ou outras coisas que tais.

Podem pesquisar, nas vossas cidades, devem já haver iniciativas semelhantes.

Para mais informações e ideias podem consultar o Banco de Tempo de Cascais.

Um grande abraço para todos, um belo ano e até para a semana, dia 7 de Janeiro de 2010, Quarto Minguante!

x

Caderno Verde

Quantos metros…

“Mãe,  quantos metros são?” (daqui até ao supermercado, estávamos dentro do carro para irmos até ao supermercado e eu não estava a perceber a pergunta, pensava que ele me estava a perguntar quantos metros tinha o carro…).

“O quê? De largura? O carro? Talvez um metro e mais alguns centímetros…”

“Mãe, não é isso, quantos metros são até ao supermercado?”

“Ah! Não sei… vamos contar. Olha, aqui o carro tem um aparelho que se chama “conta-kilómetros”. Não vai contar 1, 2, 3 metros, mas conta-os de 100 em 100 e quando chega aos 1000 metros conta 1 kilómetro (1 kilómetro são mil metros!). Ponho no zero e a partir de agora, vamos começar a andar e eu vou-te dizendo quantos metros estamos a contar.”

E lá fomos: 100, 200, 300, 400, 500, … 1 kilómetro, … 1300 m, 1400, … 2000 m (ou 2 Km), … 2300 metros!

“São dois mil e trezentos metros da nossa casa até ao supermercado!”

Após as compras e à volta para casa,

“Vamos, mãe, contamos outra vez!”

“Outra vez? Vão ser de novo os 2300 metros… espera, a não ser…, já te explico. Vamos contar!”

… 2100, 2200, 2300, 2400! E estacionámos à frente de casa exactamente no mesmo sítio de onde tínhamos saído!

“Ainda bem que contámos, afinal podemos dizer que da nossa casa ao supermercado são mais ou menos 2350 metros, porque como isto só conta de 100 em 100, e para lá foram 2300 e para cá 2400…”

Vocês podem pensar que isto é complicado para uma criança de 6 anos, mas não é. O Alexandre tem muita apetência para números e cálculos (no outro dia interagia assim comigo: “Mãe, um 1 e dois zeros é cem, um 1 e três zeros é mil e um 1 e quatro zeros?”; “dez mil”, respondi; “Ah! Então um 1 e cinco zeros são cem mil e um 1 e seis zeros são mil-mil!”; eu sorri, “Sim, um 1 e seis zeros são-mil-mil que nós chamamos “um milhão”, mil-mil é igual a um milhão!”.

Bem, passados três dias da contagem dos metros alguém lhe perguntou quantos metros eram até ao supermercado e ele lembrava-se ainda: “São dois mil trezentos e cinquenta metros, dois kilómetros e trezentos e cinquenta metros.” E dali a uma semana dizia que eram dois mil e trezentos metros (já tinha esquecido o pormenor dos 2300 para lá e 2400 para cá.). E mesmo que esqueça os metros,  o que é importante é que ficou a saber como contá-los de novo ou contar quaisquer outros até qualquer outro lado…

1…. 2….. 3…. 4….

5…. 6……. 7….. 10…… 100

1000……. 10000……

100000…..  1000000!!!!

Comments (8) »

Mais ou menos uma vez por semana

Olá a todos!

Hoje este post é um pouco mais intimista…                                           🙂                        Mais ou menos uma vez por semana, quem orienta as actividades do Alexandre não sou eu nem o pai, mas sim a “mana Celina” (este ano, desde Outubro, pois o ano passado este dia estava atribuído ao seu amigo “Bato” (namorado da mana Catarina). Com a mana Celina a tónica são as “aventuras” e pronto, tudo o que faz com ela é “uma aventura“, inclusivé, por exemplo, ir ao “Pavilhão do Conhecimento” ou simplesmente “inventar uma papinha”.

Foi uma solução que arranjámos e com a qual todos concordámos para conseguirmos coordenar trabalhos, estudos, actividades e acompanhamento do Alexandre em Ensino Doméstico, sem “stresses”!

Assim, nesse dia da semana, eu tenho umas horas da tarde (mais ou menos das 15h às 19h) e o Pedro um dia, para “o que nos aprouver”. Eu, pessoalmente, aproveito para estar um pouco mais de tempo a conversar com uma amiga, para ler calmamente num sítio calmo e acolhedor, para experimentar locais e actividades que me apetece experimentar, tais como uma massagem Abhyanga, por exemplo, que experimentei no outro dia e recomendo (eu experimentei aqui), para eu e o Pedro passarmos uns momentos a dois, quando podemos (também já experimentámos uma massagem que dão ao casal, ao mesmo tempo, experimentámos aqui), para ir tomar um chá a um local “de eleição”, para ir ao cinema, e muitas vezes, para fazer calmamente as compras da semana…

Num destes dias, fui ao cinema, ver o “Julie e Julia“, com a Meryl Streep. Ri-me imenso, ao mesmo tempo que me transmitiu alguma coisa que aproveito sempre para crescer. (Podem também ler aqui o que a Rute, do Publicar Para Partilhar, escreveu sobre o filme…).

E no final, depois de sair do cinema, fui presenteada com a inauguração das luzes de Natal do centro de Cascais (daquelas sincronicidades…): ia a passar e a ver a iluminação ainda não iluminada e de repente tudo se acende e oiço palmas de umas quantas pessoas concentradas na Praça 5 de Outubro, as que estavam para a inauguração! Foi uma surpresa gira…

Muitos beijinhos a todos e belos momentos de relaxamento e de alegria! Até para a semana, 24, Quarto Crescente…

x

Caderno Verde

História dos Cavalinhos

“Era uma vez dois cavalinhos que andavam a subir uma montanha, a “Montanha Mãe” (isto porque, para contar a história ele fazia com que os cavalinhos subissem pelos meus braços). Os cavalinhos eram mãe e filho. O Filho pensava que a mãe era uma montanha e ia caindo, mas não caíu, porque a mãe o agarrou pela perna.

E depois encontraram uma pirâmide (uma pirâmide de cristal que está em cima do aparador na sala) muito diferente das outras todas, que tinha lá um botão que lançava esta grande coisa (a tampa quase esférica da garrafa de cristal).

O Cavalinho Filho subiu outra vez a pirâmide e caíu e foi parar a uma grande cidade que era só mar, mas conseguiu subir para uma ilha e saltou para fora outra vez.

Tentou outra vez, voltou a cair, agora para dentro de chocolate líquido. Foi assim que descobriu, pois não sabia, que havia ali uma fábrica de chocolates e dali conseguiu saltar para uma ilha de lego, construída por mim.

Andou, andou, andou ao pé coxinho ( e ele saltava ao pé coxinho) e conseguiu encontrar um barco que o conduziu até à “estação dos barcos” (aprendeu nesta altura que uma “estação de barcos” se chama um porto). Depois andaram a viajar ainda mais, ainda mais e terminaram à noite. Foram até à margem e dormiram num hotel de cavalinhos.

2º capítulo

O Cavalinho Mãe e o Cavalinho Filho resolveram fazer um piquenique. Então saíram do hotel onde tinham dormido e foram para casa fazer os convites para os seu amigos: tinham que fazer 82 convites! Tinham quase 100 amigos, faltavam… 18 amigos (foi ele que fez a conta, de cabeça.)!

E depois dos convites foram fazer uma comida vegetariana para levar para o piquenique. O filho fez bolo de chocolate como o que eu faço com a mana Catarina e a mãe fez aquelas batatinhas com tofú tão deliciosas, como tu fazes mamã… que ingredientes é que tu pões que ficam tão deliciosas? É para dizer à mãe do cavalinho… _ “barro tudo com massa de pimentão e alho, filhinho, são os ingredientes que tornam as batatinhas e o tofú assados no forno tão deliciosos!”.

Então o piquenique foi muito divertido, foram todos para uma floresta e depois apanharam o barco para ir para casa!”

Esta foi a história contada e encenada pelo Alexandre (eu também entrava no teatro, fazia de mãe do cavalinho) e ao mesmo tempo ia escrevendo tudo o que ele dizia no computador, numa das nossas tardes em homeschooling. Depois ele veio “ler” comigo o que eu tinha escrito, para que tudo ficasse devidamente registado.

Comments (5) »