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5º Aniversário

Vivam! Bom dia!

Anteontem, 14 de outubro, o nosso blog fez 5 aninhos!

É de comemorar, considero o “balanço” destes 5 anos como algo bastante construtivo.

Parafraseando a Paula do Aprender sem Escola, há cinco anos atrás quando começámos, muito pouco se falava, em português, no Ensino Doméstico, em Unschooling, em Aprendizagem Natural, também razão pela qual este blog nasceu nestes moldes, conforme lerão na página Projeto, aqui na barra superior, redigida em 2008, na “abertura d’A escola É Bela”.

Entretanto também participámos no blog de várias famílias praticantes de Ensino Doméstico, o “Pés Na Relva” que entretanto tem estado em stand by desde o final de 2011.

Entretanto também, mais blogs de famílias foram surgindo e novos “grupos de discussão”, ultimamente dois bastantes activos, no facebook, aos quais também pertenço, “Famílias Em Ensino Doméstico” e “Unschooling em Português”, houve um simpósio sobre Unschooling em Lisboa, com a Sandra Dodd e a Joyce Fetteroll, vindas directamente dos EUA partilhando connosco a sua larga experiência e vamos ter para a semana o 2º encontro da MEL. Oportunidades educativas mais consonantes com o ritmo de cada um estão, portanto, de parabéns, em Portugal!

O meu muito obrigado a todos.

Nós cá continuaremos, muitas vezes agora com um perfil um bocadinho diferente, em ressonância com os “novos tempos” em que toda esta informação se tem propagado e dado alguns belos frutos.

À laia de comemoração, deixo-vos umas fotos das que têm visto por aqui ou pelo Pés Na Relva e que considero de alguma forma bonitas ou significativas, em tempo de celebração.

E como a Escola É Bela faz anos e tem a ver com o Amor, deixo-vos ainda a recordação de dois posts, um de Fevereiro do ano passado, “O Amor É…” e um de Julho do ano passado “O Amor Está em todo o Tempo e em todo o Lugar”

Abraços para todos quantos nos visitam “caladinhos” ou interagindo de alguma forma e parabéns a todos quantos têm perserverado num caminho ditado pelo vosso coração. Dias belos para todos!

Isabel

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Passeio de 4 dias a Viana – Dia 2, Xadrez, História de Portugal, Conversas, Tecnologia, Jantar fora, Perguntas e Hoobipistas

Passeio de 4 dias a Viana – dia 2, Xadrez, História de Portugal, Conversas, Tecnologia, Jantar fora, Perguntas e Hoobipistas

Dia 2, Sábado (podem ler sobre os três apontamentos do dia 1: o primeiro, o segundo e o terceiro).

Estávamos um pouco cansadinhos e resolvemos ficar por casa a explorar a casa e Neiva.

A nossa amiga tinha um jogo de xadrez muito giro com peças chinesas que ela trouxe de uma viagem sua que fez as delícias do Alexandre. Vou colocar daqui uns dias dois posts sobre os jogos de mão e tabuleiro que incluirão o xadrez e falaremos melhor sobre isto. Para já vou frisar a parte das peças diferentes. É que nós costumamos usar este nosso tabuleiro antiguinho, que o Alexandre sempre viu lá em casa,

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DSC07694(aliás, como podem ver aqui, nos primeiros contactos com o jogo, ele alterou logo as peças, adaptando os seus bonecos de peças Lego a peões, bispos, cavalos, etc.):

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e ultimamente também jogamos xadrez no iPad,

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mas depois do Alexandre se ter impressionado com este da nossa amiga,

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ter jogado uns jogos com o pai, outros comigo

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e até sozinho, dando-lhe outras funções (construíu um reino, com as peças),

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ao chegarmos a casa, o pai foi buscar um outro tabuleiro que lhe tinham oferecido de presente um dia e estava guardado por ser de vidro e passámos a jogar com as novas e frágeis peças:

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Também andámos a preciar os canteiros orientais da nossa amiga

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e a desfrutar do seu relvado. DSC07966

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DSC07968Ali perto também podíamos dar passeios embrenhando-nos num pinhal e chegando até ao rio e às suas pequenas cascatas. O Alexandre só foi no dia seguinte, pois neste estava mesmo cansadinho das pernocas, do dia anterior. Mas eu e o pai fomos à vez dar um passeio até ao rio e ler um bocadinho.

Mas também estivémos a ler com ele, em casa, pois a nossa amiga tinha em cima da mesa da sala este livro da História de Portugal em banda desenhada que eu já tinha estado para comprar quando andei a pesquisar sobre o assunto, mas como havia comprado aqueles 4 sobre os quais tenho partilhado por aqui, não comprei este. Então estivémos a rever, agora em banda desenhada, todos os temas que o Alexandre mais tem gostado na História de Portugal,

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o início, a Ibéria, DSC07972

(ele adora saber estas configurações mais antigas do mapa mundo) DSC07973

DSC07974as viagens, descobrimentos e conquistas, DSC07975

quando restaurámos a nossa independência, DSC07976

DSC07977de novo a passarola do Bartolomeu de Gusmão,

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DSC07979e o mapa cor-de-rosa!

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Também a instauração da república,

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a “nova” bandeira, DSC07982

DSC07983e no final do livro há um quadro com a evolução da bandeira portuguesa

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e um outro com a sequência dos nossos reis e dos presidentes da república. DSC07987

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(ele não sabe todos de cor, como é óbvio, mas sabe alguns, gosta de consultar e sobretudo gosta de fazer ligações entre uns apectos e outros).

Entretanto a nossa amiga chegou cedo do trabalho neste dia e estivémos a lanchar (com doce de ameixa caseiro!) e a conversar. A J. contou-nos do projeto (que desde há dez anos ele insistia em implementar e ainda bem que persistiu, pois agora começou a ter êxito!) de um amigo que nós também conhecemos e que nos interessou muito a todos. Como, uns dias depois de termos voltado tive a oportunidade de o explicar um pouco num comentário feito a um post de um blog de uma família em ensino doméstico a propósito de algo parecido, vou para aqui transcrever essas passagens:

A Paula, do Aprender em Família, publicou um post intitulado “Miguel Ângelo pintando a Capela Sistina” no qual deixei este comentário, após visitar o site por ela indicado, pois também já tínhamos visitado assim museus, através de uns links que me tinham enviado por e-mail:

“Também já visitámos museus assim virtualmente, é giro e há dois fins de semana atrás tivémos conhecimento que um conhecido nosso, arquitecto, está a desenvolver um projeto (aliás, já o lançou e tem tido pedidos de todas as partes do Mundo) com este tipo de tecnologia virtual para aplicar não só em museus, como em jardins zoológicos, e ainda a partir de um projeto (imagina que queres construir a tua própria casa e a partir do projeto andas a navegar nela e a visualizar como ficará exatamente…), na formação de pilotos de aviões, de cirurgiões a visualizar uma operação… não é bem assim num computador mas através do que chamam de “câmaras de imersão” e vês tudo em 3D. É fenomenal!”

No fim destas conversas pós-lanche, resolvemos ir jantar fora a Viana do Castelo (a um restaurante chinês, porque não havia um indiano e nós somos todos vegetarianos _ a nossa amiga também_ comer um arroz xau-xau vegetariano e tofú na caçarola e sopa de milho, que estavam uma delícia.

Durante a refeição, o Alexandre fez uma pergunta: “O que é uma Pergunta Retórica?” Ora que eu e o pai não tínhamos a certeza e dissémos-lhe que íamos confirmar em casa, mas a nossa amiga sabia e respondeu-lhe, dando-lhe um exemplo: “Gostas de sopa de milho, não gostas?” (é uma pergunta em que praticamente tu perguntas e dás a resposta ao mesmo tempo, ou em que a resposta está contida na pergunta). Ela achou piada a ele fazer este tipo de perguntas e ao facto de ele ter percebido logo. Ora que, não sabendo de onde vinha esta pergunta e não conhecendo a conexão imediata que ele fez assim que obteve a resposta da nossa amiga, poderia pensar-se que ele, ou não perceberia bem uma resposta só assim simples e direta ou que daqui a uns tempos já não se lembraria. Mas o facto é que no dia a seguir eu perguntei-lhe se ele tinha percebido e ele respondeu que sim e deu-me logo outro exemplo de outra pergunta retórica. Eu pensei, “Bem, percebeu mesmo”. E, não satisfeita, pus-me a indagar a razão de tal curiosidade, isto é, porque é que ele tinha feito a pergunta; respondeu-me ele: “É que no “Leroy & Stitch”, o Gantu pergunta ao Dr. Hamsterviel, “Tu nunca percebeste o significado de Aloha, pois não?” e o Dr. Hamsterviel responde “Bem… acho que significa…”, mas o Gantu volta a falar, interrompendo-o,”Ah, era uma pergunta retórica!” e eu queria confirmar o que era uma pergunta retórica”. Pronto. Assim, simplesmente.

Outra coisa que me surpreendeu: o Alexandre praticamente não conhecia esta nossa amiga, a última visita que ela nos tinha feito, tinha ele 3 anitos. E deu-se logo muito bem com ela. E no final do jantar, tínhamos todos acabado de sair do restaurante, quando nos lembrámos que o Alexandre tinha pedido para levarmos uma sopa de milho para casa e não a tínhamos pedido; então o pai voltou atrás e como eu fiquei na dúvida se ele iria pedir a sopa certa segui-o e enquanto estava lá dentro é que me lembrei “ups! Se calhar o Alexandre não ficou confortável em ficar sozinho lá fora com a J. (pois isto já aconteceu com outras pessoas que ele não conhece bem), deixa-me cá despachar a ir lá para fora”, mas o Pedo ainda me pediu umas moedas e acabei por voltar a sair já com ele e com a sopa e ficámos agradavelmente surpreendidos ao chegar cá fora e verificar que estavam os dois (Alexandre e J.) muito entretidos a jogar o jogo das Hoobipistas, que o Alexandre lhe tinha logo proposto para jogarem e ensinado à J., pois ela não o conhecia.

Jogo das Hoobipistas: foi um que ele aprendeu já há alguns anitos a jogar com o programa dos “Hoobs” que dá no canal Jim Jam e que jogamos regularmente quando viajamos de carro, por exemplo. Basicamente, um dos jogadores pensa (escolhe) numa palavra e vai dando pistas aos outros (e a seu pedido) até eles acertarem na palavra que ele pensou. Começa com a frase “Já pensei”, seguindo-se o pedido dos restantes “Olé, olá, uma Hoobipista já!”.

😉

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Clonlara School e Desde Quando Existem as Gruas?

Ouvi falar na Clonlara School pela primeira vez num post da “Pipocas” no seu blog. E em como esta escola é dedicada às famílias homeschoolers.

A Clonlara é uma escola democrática sediada nos EUA.

Mais tarde, ouvi falar na existência de uma sua oficina em Espanha a que comummente chamamos Clonlara Espanha e no seu diretor Juan Carlos.

Entretanto conheci uma família portuguesa do grupo do ensino doméstico, cuja filha, em ensino doméstico, após ter concluído o 4º ano, se inscreveu na Clonlara em Espanha e cujo percurso decorre lindamente.

Foi em Setembro (de 2012!) que o conheci, ao Juan Carlos, pessoalmente.

😀

Participei numa pequena parte do encontro sobre Educação Livre que a MEL organizou e assisti, precisamente à sua (do Juan) palestra sobre a Clonlara e à palestra da psicóloga Sandra Gonçalves sobre as várias formas, vertentes, hipóteses de se educar livremente (“Formas, Estilos e Conceitos para uma Educação Livre”).

Na palestra dada pelo Juan fiquei muito mais esclarecida sobre o funcionamento da Clonlara. Soube da sua história, da sua origem. Soube do livro que está disponível no site da Clonlara Espanha para uma leitura on-line, “Educar en Família”, onde percebemos quais os vários caminhos correspondentes aos vários “tipos de famílias homeschoolers” que se enquadram perfeitamente na filosofia da Clonlara. O Unschooling é um desses, muito específicos e muito me agradou perceber como se enquadra em toda a parte “legal” da escola, frequentando a qual os alunos podem obter certificados internacionais, válidos (também em Portugal) ao abrigo da comissão Fullbright.

Aqui há tempos acedi (num dos grupos portugueses do ensino doméstico que existe no facebook) ao link para uma entrevista dada pelo Juan Carlos. E nessa entrevista o Juan diz algo engraçado, em como os maiores críticos da escola (Clonlara) são unschoolers e, por outro lado, a maior parte das famílias que têm inscritas são unschoolers. Paradoxo? Eu percebo ambas as razões…

😉

O engraçado da questão é que, como diz Juan na entrevista, permitindo a Clonlara que cada família construa o seu currículo ao longo do ano, uma família unschooler, não seguindo currículo (programa), pode conciliar-se com esta “escola” elaborando um currículo à medida que caminha, não um que pré-dita as atividades e sim um que relata as atividades que vão acontecendo. Esta é, para mim, a verdadeira aceção de um currículo: o que fizémos, o que aprendemos, escrito DEPOIS DAS COISAS ACONTECEREM, o que se adapta perfeitamente às vivências em unschooling. E uma Clonlara desta feita, com os seus consultores educativos faz-me lembrar o novo modelo educativo preconizado pelo Edilbertro Sastre aqui nesta página do seu blog Desescolarizar, onde visiona um sistema em que uma criança teria um tutor/consultor que a poderia ajudar nas direções de aprendizagem por ela (criança) escolhidas e que seria fiel depositário do desenvolvimento da sua aprendizagem e, mais tarde, seria esse cúmulo de conhecimentos que constituiria todo o seu currículo e a própria pessoa, com as suas competências, o certificado bastante.

Obrigada Clonlara e Juan Carlos, pelo vosso trabalho e apoio aos homeschollers.

E belas pesquisas sobre o assunto para todos vocês! Mil abraços,

Isabel

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Caderno Verde

Desde quando existem as Gruas?

“Mãe, desde quando existem as gruas? Ah! Se calhar desde os romanos! De certeza que já existiam na altura do Império Romano…”

Esta faz-me lembrar a noção do que é a História, sobre a qual já falei um pouco neste outro post.

Bom, lá fomos pesquisar desde quando existem gruas e guindastes e descobrimos várias informações não muito unânimes: primeiro, que o primeiro guindaste (irmão-primo das gruas, isto é, a grua é da família dos guindastes e é também chamada de “guindaste universal de torre”) nasceu na civilização grega uns 4000 a 3500 anos Antes de Cristo; depois que foi inventado pelos romanos (ah, ah! Esta era condizente com o que dizia o Alexandre…), etc., etc. Que os primeiros eram de madeira e só com a revolução industrial passaram a ser metálicos. Bem, chegou-nos para perceber que é uma “máquina antiga” e ver umas fotos interessantes.

Se virem no primeiro link do parágrafo acima a imagem do mecanismo que foi um dos “primeiros guindastes”, essa fez-nos lembrar quando no outro dia estivémos a construir uma ponte antiga (vou mostrar-vos num próximo post!) inventada pelo Leonardo Da Vinci… o Alexandre achou piada a montar e conhecer, mas no final disse logo que preferia as “pontes modernas”…

😉

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Variações Sobre Um Tema_ Navios

Vivam, boa noite!

O título do post de hoje é simplesmente o título do apontamento no Caderno Verde, só que a propósito do assunto “Variações Sobre Um tema”, vou partilhar aqui duas coisas:

1 – Estas Variações Sobre Um Tema que aqui vão aparecendo no blog praticamente desde o seu início, podem equiparar-se a um conjunto de pequenos projetos sobre um determinado tema.

Há algumas escolas “alternativas” que funcionam por projetos.

E em Ensino Doméstico, também é possível uma “aprendizagem por projetos”, muitas vezes “parcialmente”. Com “parcialmente” quero dizer, que a aprendizagem se fará de muitas formas, incluindo “por projetos”. Quero aqui destacar (porque conheço e me sinto afetivamente próxima) os projetos coletivos (coletivos no sentido de que várias famílias em ensino doméstico aderem aos projetos e participam) promovidos pelo blog “Dalle Un Colinho” e os projetos coletivos promovidos e partilhados no blog “Aprender, Aprender Sempre”.

2 – As nossas Variações Sobre Um Tema, como disse, podem equiparar-se a um conjunto de pequenos projetos sobre um mesmo tema. Com elas, a aprendizagem acontece, sim, e tem algumas nuances que a distingue dos projetos propostos e seguidos/adotados:

– Como se percebe nos nossos posts assim intitulados, cada tema decorre ao longo de vários meses (e, se quisermos, às vezes anos) e em simultâneo com muitos outros.

– Os temas não são pré-definidos, surgem (por sugestão de algum dos vários membros da nossa “família em Ensino Doméstico” a propósito de algum interesse que observamos estar a captar a atenção do Alexandre ou por demanda do próprio Alexandre). E os pequenos projetos e sua concretização que dai derivam são então, apenas no registo e à posteriori, agrupados por temas. O que é uma abordagem um tanto diferente e um pouco derivada da nossa prática do unschooling.

Hoje temos, no Caderno Verde, algumas das variações concretizadas sobre o tema “Navios”. (Podem ainda espreitar as várias variações já partilhadas sobre os seguintes temas: Cidades, Passeios, Uma semana na terra, Natal, Aviões, Naves Espaciais, Árvores, Comboios… Eu chamo-lhes “variações” e não “projetos” ou “conjunto de projetos”, dado que algumas são simplesmente “atividades”, tais como desenhar, ler, pintar e outras, sim, pequenos projetos com algum planeamento envolvido como, por exemplo, o  de construir uma caixa para guardar as muitas peças das pistas de comboio, de madeira, partilhado no post “Variações Sobre Um Tema_ Comboios”)

Beijinhos para todos e belas variações de muitas formas e feitios!!!

😀

Isabel

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Caderno Verde

Variações Sobre Um Tema_ Navios

Ao longo destes últimos três meses, o tema Navios e muito especificamente o “Titanic”, tem sido amplamente abordado cá por estes lados. Barcos, Navios, Ferrys, Catamarans, Veleiros têm feito parte dos grandes interesses do Alexandre desde cedo (os 3 e 4 anitos) e muitos têm sido os posts neste blog (e no blog Pés Na Relva) sobre o assunto. O interesse sobre o Titanic é mais recente. Já não sei bem quando é que começou, nem o que o suscitou.  Os desastres (e mesmo as castátrofes naturais) sempre exerceram algum fascínio sobre o Alexandre, não exatamente pelas suas consequências, mas sobretudo pela ocorrência, pela falha, pelo deslize ou lapso ou falha técnica que provoca tal incidente, pelo “mecanismo” por detrás do acidente em si. E assim veio à baila a história do Titanic.

Que foi desenhado,

com todo o pormenor (e algumas inovações pelo meio, como este balde…

… com a capacidade de 16 biliões de litros_ a propósito, a dada altura percebi que havia alguma confusão sobre quantos zeros tem um bilião (9 ou 12, embora eu sempre pensasse no bilião como o milhão do milhão, encontrara em alguns textos um bilião com nove zeros) e depois percebi, quando consultei a wikipédia a propósito de esclarecer corretamente o Alexandre que adora números com muitos zeros e nos pergunta a quantidade que tal número representa:

“No português europeu, Bilião é o termo usado para representar 1012. Corresponde à designação de “milhão de milhões”.

No português do Brasil, Bilhão corresponde a mil milhões, ou seja, 109.

Bilião (Portugal)

1. Quantos zeros tem um bilião? Em Portugal a nomenclatura dos grandes números era tradicionalmente baseada na «regra 3n». De acordo com essa regra, haveria uma nova designação por cada três novos zeros acrescentados a um número. Ou seja, um bilião seria mil milhões e um trilião mil biliões. Face à existência de diferentes sistemas a nível internacional, a IX Conferência Geral dos Pesos e Medidas, reunida em 1948, aconselhou a adopção da «regra 6N» nos países europeus, alinhando pelo sistema britânico de então. De acordo com essa regra, há uma nova designação sempre que se acrescentam mais seis zeros a um número. Ou seja, um bilião é um milhão de milhões e um trilião um milhão de biliões.”

Desenho de cais e navios em planta,

construção do Titanic com a ajuda das peças de Lego (e “de cabeça”, sem seguir qualquer desenho ou instrução).

Entretanto construíu outro navio mais pequeno e ambos (e mais o nosso barco solar) serviram a várias brincadeiras com navios (e histórias representadas).

(pormenor do fio utilizado para os mastros, que ele costuma ir diretamente buscar à minha caixa de costura que contém as linhas para bordar a ponto cruz)

Desenho no quadro magnético,

escrita

e algo que o pai encontrou para o simulador de condução de navios: a rota e a simulação da condução do próprio Titanic! Foi um sucesso e algo que ocupou dias, pois a condução não é fácil e usa de muitos pormenores de navegação a observar,

com a ajuda deste instrumento de navegação cujo indicador de direção nem sempre era fácil de descodificar, pois dependia do ponto de observação (e às vezes estávamos “ao contrário”, no que respeita ao sentido da rota e o ponteiro referenciava-se ao leme).

A saída do cais de embarque, que não era nada fácil, também, mas que fascina o Alexandre ainda não percebi bem porquê:

O leme e o painel instrumental (a mim fascina-me é a velocidade com que ele muda de pontos de observação e considera vários para uma melhor navegação virtual, pois não sou nada expedita no assunto):

Passados dias voltou o interesse pelos Navios-Cruzeiro (já falámos deles mais vezes e o Alexandre já pediu para fazermos um cruzeiro com ele, o que ainda não houve oportunidade). Desta vez, andámos a pesquisar (porque ele perguntou) quais os maiores cruzeiros do Mundo e aqui estão eles:

O 2º maior, o Oasis of the Seas (com 360 metros de comprimento= 5 Titanics!)

E o 1º, o Allure of the Seas (da mesma companhia e quase irmão gémeo do Oasis, apenas com mais duas polegadas de comprimento_ mais 5 cm!).

E eis que ele deseja ver o filme “Titanic”. Três horinhas de filme (vi-o com ele), com dois intervalos para comermos algo. Pensei que ele quereria ver apenas as partes técnicas do filme (de facto no final, ele disse que o que mais gostou foi da parte inicial onde vimos o navio no fundo do mar, quando foi encontrado e a explicação técnica do seu afundamento e ainda do início do contar da história, as imagens do navio a desatracar do cais), mas afinal ele também gostou do romance e viu o filme todinho do início ao fim.

Um outro desenho no quadro magnético

e bem, o pai também descobriu o Titanic para o jogo Minecraft. Já vinha construído, o Titanic e então foi explorar (por fora e por dentro) e construir um cais para ele.

Foram também muitos dias, à volta do Titanic-Minecraft.

Mais uns navios em planta, no quadro magnético (e algumas capacidades anotadas)

e desenhar o Titanic na parede-ardósia (da qual falei no post anterior).

Pronto, depois o pai encontrou na net as instruções para a construção do Titanic com peças de Lego

e até um programa onde se constrói “em Lego” a duas dimensões…

Uma pequena nota: muitas vezes eu vou falando a alguns colegas de trabalho os temas que andamos a tratar em casa (e fora de casa!) com o Alexandre e uma colega minha falou-me de uma “curiosidade”_ no filme, o Titanic aparece com 4 chaminés e na realidade tinha apenas 3. Ora que isto foi um balde de água fria para o Alexandre, quando lhe contei, pois andava a construir “erradamente” Titanics com 4 chaminés e afinal… bom, passou a construí-los com 3 chaminés, como o era, de facto. Estes realizadores de cinema não são exatos!!!

🙂

Nesse espaço de tempo, num pequeno passeio que dei na marina de Cascais para esticar as pernas durante a minha pausa de descanso, logo ao lado do meu local de trabalho, fotografei este veleiro lá atracado, para mostrar ao Alexandre quando chegasse a casa (num dia nublado, as fotos quase parecem um postal ilustrado). Ele já viu veleiros ao vivo (e visitou dois), mas gosta sempre de ver fotos de “barcos de verdade”.

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Informação sobre o Unschooling Ressonante com a BCAP

Ora aqui está o encerramento em beleza da Coletiva Amor Aos Pedaços promovida pelas Rute, Rosélia e Rosa (Luma).

À semelhança do que aconteceu na coletiva anterior (Fases da Vida), a ideia é, no final, ressoarmos com as diversas fases que compuseram esta coletiva, usando um tema. Na coletiva anterior ressoei com informações sobre livros, filmes, cd’s com exercícios, workshops  e outros recursos que nos ajudam a abrir perspetivas e melhorar de vida. Para esta, ressoo com informações/recursos para o entendimento do Unschooling, também uma forma (amorosa!!!) de vida.

🙂

Assim para não me estender muito e para inserir no assunto quem não esteja e queira, lembro-vos um post onde coloquei os princípios do Unschooling segundo a Pam Sorooshian.

E agora as ressonâncias:

1ª FASE – ENCANTAMENTO

Foi com encanto que descobri o que é o Unschooling, através deste livro (um dos seus primeiros) de John Holt, precisamente o autor do termo Unschooling.

Como As Crianças Aprendem é um livro baseado na experiência, em vivências, em observação amorosa (não em teorias).

É difícil escolher um pequeno trecho como citação e que represente o livro, pois todo o livro é recheado de evidências que nos fazem entender, por ser naturalmente assim. Vou colocar aqui algo, que vem mesmo no Prefácio e que tem a ver com amor!!!

🙂

“Tudo o que quero dizer neste livro pode ser resumido em três palavras: confiemos nas crianças. Nada poderia ser, ao mesmo tempo, mais simples e mais difícil. Difícil porque, para confiar nas crianças, devemos confiar em nós mesmos. E a maioria de nós aprendeu, quando criança, que não somos confiáveis. Continuamos, por isso, tratando as crianças como fomos tratados. E chamamos a isso de “realidade”. Vez ou outra dizemos, com certo travo de amargura: “Se consegui aguentar, elas também conseguem”. Afirmo que precisamos quebrar esse ciclo de medo e desconfiança. Precisamos confiar nas crianças, embora não tenham confiado em nós quando éramos como elas. Fazer isso será um grande acto de fé. E grandes recompensas aguardam aqueles que de nós forem capazes desse acto.”

Para quem estiver interessado em saborear alguns textos, linko aqui alguns dos posts deste blog onde coloquei alguns excertos para reflexão:

Ensino Doméstico (Homeschooling) e John Holt
Aprender por Saltos
Seguindo os seus interesses
Seguindo os seus interesses II
Seguindo os seus interesses III
Representações, Abstracções, Símbolos… Falar, Ler, Escrever II
Projectos _ ideias a implementar por várias pessoas em vários locais diferentes

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2ª FASE – DESENCANTO

Não foi o nosso caso, mas há muitos casos em que pessoas chegam ao Ensino Doméstico e muitas vezes, mesmo ao Unschooling (que pode ser considerado uma das vertentes do ensino doméstico), pelo desencanto com o que se passa nas escolas. Desde desinteresse completo da criança, a abusos e a bulling.

Sobre situações de desencantos há muitos relatos no blog da Paula, Aprender Sem Escola. Mas também muitas situações de encantamento e de sucesso (essas as que têm a ver com o ensino doméstico e o unschooling).

Vou remeter-vos aqui para estes seus dois posts, à volta do mesmo tema: A motivação que nos leva ao ensino doméstico” (inspiração ou desespero?) e “A motivação que nos leva ao ensino doméstico II“. E também aqui pare este:O que está errado com a educação? A escola!” , que me leva sempre a pensar no que está por detrás, nas origens da escolaridade obrigatória (compulsória).

Vou seleccionar aqui primeiro um excerto destes posts (podendo, leiam-nos na íntegra, ou perderão todo o sumo…):

“Infelizmente, a verdade é que existem muitas famílias que retiram os filhos do sistema escolar por desespero. São pais cansados de ver os filhos sofrendo por causa do bullying e violência escolar que leva tantos estudantes ao suicídio. São pais cansados de ver o impacto negativo da frequência escolar nos filhos especiais. São pais de crianças com dispraxia, dislexia, síndrome de asperger, déficit de atenção e hiperatividade, etc, que chegaram à conclusão de que a escola não tem a capacidade de cuidar, muito menos educar e nutrir as necessidades dos seus filhos.”

E como devem ter percebido na minha participação sobre o desencanto na coletiva Amor Aos Pedaços, eu não considero o desencanto uma fase do amor, para mim desencanto tem mesmo a ver com o desamor (também é possível que de situações de desamor se vislumbre o amor ao fundo do túnel mas, quanto a mim, não é absolutamente necessário passar por elas para se ser amoroso e viver em amor), então este outro excerto dos posts da Paula:

“Por outro lado, existem cada vez mais pessoas que se sentem cheias de inspiração, pessoas cujo impulso para a educação domiciliar vem de uma visão positiva do que querem alcançar. Para elas, o ensino doméstico não é uma forma de se libertarem de um pesadelo mas um sonho que querem tornar realidade. Para estes pais, o homeschooling e/ou o unschooling faz parte integral do seu projeto de vida.

São pais inspirados pelos direitos das crianças, pela liberdade na aprendizagem, pela educação democrática, pela parentalidade intuitiva, pela comunicação não violenta, pelo direito à felicidade, pela criação de um mundo melhor para as futuras gerações. São pais conscientes da interconectividade de tudo e todos, conscientes do efeito borboleta, conscientes de que o bater das asas de uma borboleta num extremo do globo pode desencadear um tufão no outro lado.”

QUE É O NOSSO CASO, nós fomos movidos pela inspiração.

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3ª FASE – ESPERANÇA

Ressoando com esta fase quero falar-vos aqui de um livro de um autor português, António Torrado, “Da Escola Sem Sentido À Escola Dos Sentidos”. Soa a esperança!!!

(Nota: para aproveitar uma foto que já tinha tirado, figura aqui um outro livro, também muito interessante, sobre a educação)

Basicamente ele demonstra como a escola nos moldes atuais não faz qualquer sentido, porque não possibilita nem permite que a aprendizagem se faça naturalmente, usando todos os nossos sentidos, fazendo coisas, usando o tacto, cheirando, provando, ouvindo e vendo, queremos à força que as crianças aprendam algo apenas ouvindo o que os professores dizem, vendo eventualmente algumas imagens e o que o professor escreve no quadro e lendo (o que o professor escreve e textos e mais textos desconexos, ou um livro na íntegra, que seja…).

(abstrata!     🙂      ) deriva a partir de coisas que conheces, viste, sentiste, experimentaste, de alguma forma, ou não conseguirá fazer ligações, Vou derivar um pouco do livro e dizer algo que eu fui percebendo ao longo da vida: mesmo para quem tem facilidade em raciocínio abstrato (que é o mais altamente visado no sistema escolar), como eu sempre tive, o raciocínio abstrato não vem do nada. A palavra abstração tem a ver com a palavra subtração. Nos tempos em que me dediquei à pintura e ao estudo da história da arte e da estética (história dos valores, do que se valoriza, do que e a que se vai dando valor, que vão estando por detrás das obras de arte) percebi o que significa a arte abstrata para os artistas que estudam arte (não os naifs, isto sem qualquer julgamento, note-se por favor): abstrair quer dizer ir subtraindo partes, partindo de algo “completo” (o que implica termos conhecimento desse algo “completo”) focarmo-nos apenas em algumas partes ou numa só (no caso da arte abstrata só na forma, só na cor, só focando e explorando o suporte, por exemplo, ou num conjunto de algumas partes dos objetos em sentido lato). Raciocinar abstratamente significa raciocinar sobre partes e essas partes vêm de algum lado. A tua/minha/nossa mente inteligir.

Eu disse que o título “Da Escola Sem Sentido À Escola Dos Sentidos” soa a esperança, pois parece que então o ideal é criar uma escola dos sentidos. Sim, mas uma escola dos sentidos não se pode confinar a um edifício onde as crianças passam a maior parte do ano (mesmo que tenha jardins à volta e piscina!). A escola dos sentidos é todo o mundo à nossa volta, todo o universo, é o não-processo-de-escolarização, de-ensino-fragmentado e o sim-viver-cada-dia-integrado-em-tudo-o-que-vai-surgindo-decorrendo-ligando-criando-imaginando-ligando-cheirando-saboreando-mexendo-e-remexendo-vendo-ouvindo-ligando-sintonizando até através de outros canais, de outras frequências, como intuindo…

Então, mãos à obra, há que encontrar novas formas, ver se nos servem e nos fazem sentido, e mergulharmos de cabeça. Se continuarmos à espera, na esperança que um dia algo aconteça, então bem poderemos ficar eternamente à espera… Não podemos viver por procuração, através de outras pessoas/sociedade/governo/ideais/projetos que nunca executamos/o que for. Sei que muitas vezes temos vivendo assim (ou melhor, sobrevivendo), podemos sim ir descartando o que não tem a ver com cada um, o que deixámos que nos impusessem e voltar à nossa própria essência, orientarmo-nos por o que realmente nos faz sentido, cumprirmo-nos enquanto o ser (livre e como tal único responsável, integrado, multifacetado e uno), amoroso que somos.

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4ª FASE – QUESTIONAMENTO.

Para ressoar com esta fase vou falar-vos de um belo recurso para quem quer questionar, tentar perceber como funciona, ter dicas onde encontrar mais informação, ouvir sobre experiências dentro do assunto, falar das suas, etc., etc., isto no que concerne ao ensino doméstico e ao unschooling: os “grupos de discussão” (não me soa bem o nome, mas pronto, é o nome técnico) on-line. Há-os por todo o lado!

🙂

O primeiro em que me inscrevi foi o grupo do yahoo. Posteriormente um outro, na rede social ning. E mais recentemente no grupo do ensino doméstico do facebook e no das famílias em ensino doméstico também do facebook e no do unschooling portugal, também do facebook. Bem gerido, dá jeito (a todos os envolvidos, não só na perspetiva de receber, informações sobretudo, também na de dar, proporcionar acessos).

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5ª FASE – REINTEGRAÇÂO

O que será um unschooler reintegrado?

Não sei. Um unschooler integrado já tenho mais uns vislumbres.

O que me faz mais sentido é falar-vos em Unschooling por amor, Unschooling com amor, unschoolers amorosos e cheios de genica (que é uma palavra que diverte imenso o meu filho, ri-se às gargalhadas)!!!

(falto eu!          😉                  )

Há muitas coisas escritas em inglês, muitos testemunhos. Em português, para além de alguns posts daqui deste blog e do blog Pes Na Relva, que poderia escolher sobre a nossa “prática unschoolingiana”, onde há muito mais informação é recorrendo novamente ao blog da Paula Jardim, o Aprender Sem Escola. Cliquem na etiqueta “unschooling” ou na “aprendizagem autónoma” e vêm agrupados todos os posts que ela etiquetou com o assunto. No meio de tantos exemplos interessantes que vemos por lá, corro sempre o risco de, os que poucos que dá para escolher para aqui exemplificar (ou este post iria ser um lençol interminável digno de uma Rapunzel), não fazerem jus à riqueza que encontramos no Aprender Sem Escola (trabalho feito com amor pela Paula em pesquisa e traduções, grata Paula Jardim, por tudo!). Vou mesmo assim, referir três ou quatro posts:

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Uma unschooler cheia de talento
Excertos do post: ” Zoe Bentley, desescolarizada, é uma garota de 15 anos cheia de talento. Adora a exogeologia (o estudo da geologia em outros planetas) e quer trabalhar para a NASA. A exogeologia combina a sua paixão pela astronomia, geologia e pelo conceito de viagens no tempo.”

(…)

“Zoe cresceu em Sahuarita com a mãe, o pai e sua irmã Teagan, 11. Zoe e Teagan são educadas em casa pela mãe. No entanto, o termo que preferem é “unschooling”.

“Unschooling é um tipo de aprendizagem baseada em casa onde não se segue nenhum currículo”, diz a mãe. “Essencialmente, é a maneira em que os adultos e os bebês aprendem. No unschooling, os pais são facilitadores da aprendizagem em vez de professores”.

Entrevista a uma unschooler adolescente

Excertos do post: ” Para ti, qual é a melhor coisa do unschooling?
Unschooling é viver, pura e simplesmente. É sentir “fogo na barriga” e a mente a explodir, é estar sentado na sala numa noite de neve com uma xícara de chá lendo o nosso livro preferido até às tantas da manhã. É acordar às 5 da manhã para ver o sol nascer e depois voltar para a cama. É ver o estranho sentado ao teu lado tornar-se o teu melhor amigo numa hora. É viajar para ouvir o teu autor preferido dar uma palestra noutra cidade. É fazer trabalho voluntário na galeria de arte ou na livraria anarquista. É a vida e o que queres que ela seja.”

(…)

” Que empregos ou maneiras de ganhar dinheiro tens – ou tiveste?
O meu primeiro emprego foi um programa de emprego e formação contra a opressão, baseado nas artes, oferecido por um centro de artes e mídia dirigido por jovens. Depois disso, trabalhei para um jardim comunitário, a cuidar do jardim, capinar e plantar, mas também fazendo perguntas sempre que podia. O último trabalho foi com uma organizacao sem fins lucrativos, Environmental Youth Alliance, como estagiária durante seis meses. Foi um trabalho tão gratificante! Éramos cerca de 12 estagiários, cuidando de três hortas comunitárias. Aprendi imenso sobre a cidade em que vivo, outras maneiras de viver e comer, jardinagem, e quão valiosos são os lugares comunitários.”

Citações: Gandhi sobre a educação

Pequenino excerto do post: ” A verdadeira educação consiste em extrair o melhor de si mesmo. Que melhor livro pode haver do que o livro da humanidade?”

Os homeschoolers são idealistas?”

Excertos do post: “Peter Kowalke, um unschooler já crescido, pergunta se os homeschoolers são idealistas. No seu blog, ele escreve:

Somos idealistas porque não vemos a fragilidade humana e os males do mundo como fatos inevitáveis. Tentamos mudar as coisas para o melhor, tentamos melhorar-nos a nós próprios, e tentamos viver de acordo com os nossos ideais. Queremos SER o nosso ideal, e não apenas venerá-lo, por isso arregaçamos as mangas e fazemos dos nossos ideais a nossa realidade.”

(…)

“Mas para as crianças que não são matriculadas no jardim de infância ou na escola, elas não são idealistas. São apenas crianças.

E quando crescermos, talvez nos tornemos idealistas, porque aprendemos que ser quem somos é uma maravilhosa maneira de estar, e que, educacionalmente, os nossos interesses são significativos, e que as nossas vidas são nossas. Poderemos tentar salvar o mundo, criando fundações e grupos de apoio, começando pequenas revoluções. Ou levando tranquilamente as nossas perspectivas para onde formos, para o nosso trabalho, para os nossos relacionamentos… Não sei…

Como unschoolers e homeschoolers, não temos que lutar nenhuma batalha, podemos simplesmente ser quem somos. A nossa mera existência influencia o status quo. Não temos de mudar o mundo, podemos apenas desfrutar nossas próprias vidas.”

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“Definição” e Princípios do Unschooling

Vivam, bom dia!

Na coluna da direita aqui do blog, na parte das Categorias e no seu número 3-Unschooling, podem aceder aos vários posts que tenho colocado sobre o assunto, espelhando um pouco aquilo de que me fui apercebendo serem os princípios básicos do Unschooling, de uma “aprendizagem natural”.

Uma aprendizagem que no fundo não é aprendizagem. Como diz John Holt nalgum dos seus livros que li, já não me lembro qual (penso que em “Teach Your Own”, mas não tenho a certeza, agora…), nem sequer se trata de aprender e sim a criança ir-se apropriando do que o rodeia, isto é, ir vendo, sentindo, experienciando, como funciona o mundo à sua volta.

Isto suscita-me sempre uma imagem que para mim retrata o que exatamente trata isto de uma suposta aprendizagem. Quando penso no que é “aprender” assemelho sempre as crianças pequenas a uns extraterrestres que aterram por aqui e se vão surprendendo e fascinando “olha como eles fazem isto por aqui! Olha como funciona aqui! Olha, não levitamos e chamam-lhe gravidade!”

Mais ou menos isto…

😉

Assim, para mim, “aprender” às vezes até será “desaprender” e não é exatamente sinónimo de evoluir. Por isso gosto muito de observar e escutar as crianças. O que não implica que ache desnecessário esta parte de irmos vendo como as coisas funcionam por aqui, na Terra. E se soubermos como, no resto do Universo. É útil. É aqui que vivemos agora, não é verdade? Sem, no entanto, perdermos uma perspetiva mais ampla.

Essa descoberta de como funciona o mundo à nossa volta é intrínseca ao facto de viver, decorre naturalmente, não necessita propriamente de escola. É assim que eu entendo o Unschooling. É assim que o tenho vivido.

Introdução feita, hoje quero partilhar convosco a “Definição e Princípios do Unschooling”, que considero ser um excelente resumo, tradução livre da Marta Borges Pires (e com a sua expressa autorização) de textos extraídos do site da Sandra Dodd (http://sandradodd.com), diretamente referenciados em baixo (Nota: já tinha colocado há tempos um link para um post da Paula do Aprender Sem Escola com a sua tradução livre dos mesmo princípios):

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“O “unschooling” versa sobre a aprendizagem natural. Consiste na criação e manutenção, por parte dos pais, de um ambiente rico e estimulante em que as crianças podem seguir os seus interesses e as suas paixões. Envolve as crianças terem opções e os pais serem parceiros na aprendizagem dos seus filhos. Os pais facilitam, ajudam, encorajam, inspiram, guiam, apoiam e amam. As crianças aprendem, riem, brincam, descobrem, exploram, constroem, inventam, criam, resolvem quebra-cabeças, fazem puzzles, partem para aventuras e aprendem um pouco mais. Alguns pais estendem a filosofia do “unschooling” para além da componente académica e dão às crianças mais opções em todas as outras áreas das suas vidas (comida, horário de dormida, entre muitas outras áreas). A isto se chama “radical unschooling”.

 

Um esclarecimento sobre a utilização do termo “radical” neste contexto (retirado da página http://sandradodd.com/unschool/radical): para Kelly Lovejoy, o termo “radical” significa “profundo”, “ir ao cerne da questão, ao âmago” (“to the core”); para Sandra Dodd, é um tipo de “unschooling” que é real, profundo, comprometido, claro, que tem um propósito, que é focalizado, sentido, inteiro. E, de facto, pesquisando uma definição da palavra em português (ver http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/radical), cheguei ao seguinte resultado:

 

Radical

Adjetivo de 2 géneros

1. relativo a raiz

2. fundamental, básico, essencial

3. completo, total

4. drástico, profundo (…)

(Do latim radicāle-, «da raiz»)

Os princípios subjacentes ao “unschooling”, segundo Pam Sorooshian, são os seguintes (http://sandradodd.com/pam/principles):

 

A aprendizagem acontece a toda a hora. O cérebro nunca pára de funcionar e não é possível dividir o tempo em “períodos de aprendizagem” versus “períodos de não-aprendizagem”. Tudo aquilo que acontece à volta da pessoa, tudo aquilo que a pessoa ouve, vê, toca, cheira e saboreia resulta numa aprendizagem de algum tipo.

 

A aprendizagem não requer coacção. De facto, a aprendizagem não pode ser forçada contra a vontade de alguém. A coacção faz-nos sentir mal e cria resistência.

 

Aprender sabe bem. É gratificante e intrinsecamente recompensador. Recompensas irrelevantes podem ter efeitos secundários não pretendidos, que não apoiam a aprendizagem.

 

A aprendizagem pára quando a pessoa está confusa. Tudo o que é aprendido tem de se ligar a algo que a pessoa já conhece/sabe, sendo que, na maioria das vezes, este processo acontece de uma forma não linear.

 

A aprendizagem torna-se difícil quando a pessoa está convencida de que aprender é difícil. Infelizmente, a maior parte dos métodos de ensino pressupõe que aprender é difícil e essa é a lição que é realmente “ensinada” aos alunos.

 

A aprendizagem deve ter um significado. Quando a pessoa não consegue entender o porquê, quando não sabe de que forma é que a informação está relacionada ou é útil no mundo real, então a aprendizagem é superficial e temporária – não é uma aprendizagem “real”.

 

A aprendizagem é, muitas vezes, acidental. Isto significa que nós aprendemos enquanto estamos ocupados com actividades de que gostamos por si próprias e a aprendizagem acontece como uma espécie de “efeito secundário”.

 

A aprendizagem é, muitas vezes, uma actividade social e não algo que acontece em isolamento. Nós aprendemos com as outras pessoas que têm as capacidades e os conhecimentos que nos interessam e que nos deixam aprender com elas das mais variadas formas.

 

Nós não temos de ser testados para descobrirmos o que aprendemos. A aprendizagem será demonstrada à medida que utilizarmos novas competências e falarmos com conhecimento acerca de um tópico.

 

Os sentimentos e o intelecto não são opostos, nem sequer são coisas separadas. Toda a aprendizagem envolve as emoções, bem como o intelecto.

 

Aprender requer uma sensação de segurança. O medo bloqueia a aprendizagem. A vergonha e o embaraço, o stress e a ansiedade, bloqueiam a aprendizagem.”

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Uma Vida Interligada, na Teia Ambiental

Olá a todos!

Este é um post que participa na Teia Ambiental organizada pelo Gilberto e pela Flora e que acontece aos dias 7 de cada mês. Quem quiser e quando quer junta-se e participa.

Este mês vou interromper a minha “série de posts para a teia dedicados ao que chamei “o que está por detrás, nos bastidores, da poluição ambiental””, pois um amigo enviou-me um link para um vídeo sobre veganismo, intitulado “Uma Vida Interligada”, que não resisto em partilhar (obrigada Fernandinho!).

Sinopse (que se encontra no youtube):

Um pequeno e excelente documentário educativo que apresenta importantes informações sobre questões éticas, ambientais, sustentabilidade e sociais dentro da temática do vegetarianismo e do consumo de produtos, que representa um assunto urgente e de vital importância para a sobrevivência de todo o planeta e da espécie humana, para o presente e o futuro. Não contém cenas fortes.

Já várias pessoas abordaram o tema “Vegetarianismo” (como também benéfico para o ambiente) aqui na teia, este não será um post com algo de novo, tão só gostei muito do vídeo e decidi partilhá-lo.

Vou compor um pouco mais, relembrando este post do Gilberto, “Segunda Sem Carne”, que foi a gota de água para a nossa querida Lina não só aderir às Segundas Sem Carne como tornar-se definitivamente vegetariana (isto é que foi uma resolução para o novo ano cumprida!). E falo dela, porque quero partilhar também convosco a surpresa maravilhosa que tive há duas semanas atrás, proporcionada pela Lina (ela deu-me autorização para tornar o facto público):

Ao abrir a minha caixa de correio tinha um envelope fofinho remetido pela Lina. Lá dentro, sementes para a minha horta de varanda, que vieram mesmo a calhar, por dois motivos:

1 –  No meu aniversário (14 de Fevereiro), o meu filho teve a ideia de que o presente que ele e as irmãs me iam dar era transformar a nossa varanda num jardim, mas como ficava muito caro, resolveram dar-me o começo, umas sementes de morangos (com o balde e a terra e tudo)_ eu sempre quiz ter morangos nossos!!!_ que já semeámos,

mas ainda não rebentaram (ou não estavam boas as sementes ou rebentam só para o ano, se calhar (digo isto, porque as minhas filhas também me trouxeram o ano passado, da Madeira, onde foram de férias com o pai, no Verão, uns bolbos de lírio que plantámos logo e nunca mais davam sinal de vida e este ano em Abril, depois de vir da semana de férias lá da terra da minha sogra, tive a surpresa tão linda de ver uns rebentinhos tão vivaços!!!)

e deram-me ainda, no meu aniversário, para o tal “jardim de varanda”, esta planta tão bonita.

Agora, com as sementes enviadas pela Lina, já posso compor e dar continuidade à transformação da nossa varanda em horta/jardim!!!

Tenho que frisar que adorei as sementes de “tomate coração de boi”, uma qualidade que é a ideal para fazer “doce de tomate” (o meu doce preferido) e que nunca encontro cá por estas bandas (Lisboa e arredores), quando lá em Coimbra, onde nasci e morei vários anos, não existia qualquer dificuldade em encontrar esta qualidade de tomate…

2 – A minha filha mais velha e o namorado alugaram uma casinha de aldeia (térrea, velhinha) para irem viver juntos, que tem dois canteiros ao longo do pequeno páteo, onde já há uma nespereira e um pessegueiro (e salsa!  🙂  ) e estão a querer plantar couves e mais alguns legumes; ora como as sementes-surpresa são muitas, vou dar-lhes também algumas e ficamos duplamente contentes com a oferta generosa e carinhosa da Lina!!!                                        🙂                          Veio mesmo, mesmo a calhar!

Fiquei maravilhada e muuuuiiiiito agradecida, é tão bom ter surpresas destas (amigas do ambiente!!! E da economia doméstica…) ainda por cima vinda de uma amiga que conheci através destas blogagens coletivas que vamos tendo aqui na net e que eu considero minha maninha de coração.

E também, com sua autorização, aqui deixo um parágrafo da carta maravilhosa que acompanhava as sementes, que é, de algum modo, um belo testemunho vegetariano:

“O que me tem valido é o vegetarianismo (…) Desde Janeiro que tem sido 0% carne e agora também laticínios, a única exceção são os ovos (das galinhas da minha mãe, criadas ao ar livre). Tenho-me sentido ótima, perdi algum peso, não fiquei doente e ainda não tive as alergias ao pólen que costumo ter nesta época! Sinto-me tão bem que…” (o resto não posso ainda partilhar, talvez um dia ainda volte a referenciar este assunto).                                                                    🙂

Muitos abraços para todos (à Lina já lhos enviei     🙂         ), muito grata a todos os intervenientes neste meu post e desejo-vos belos momentos e boas surpresas ambientais, como tenho tido os meus!!!

Isabel

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