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Uma das vantagens do Unschooling e Mais aniversários

Caderno Verde

Uma das vantagens do Unschooling e Mais aniversários

Estávamos os dois, eu e o Alexandre, a ver um vídeo na internet sobre a Expo 98. Isto porque já tínhamos visto um sobre a construção da linha de comboios sob a ponte 25 de abril e a sua inauguração e andávamos à procura de um sobre a construção da estação do Oriente e como esta está ligada à Expo 98, encontrámos então esse vídeo, de 45 minutos, sobre vários passos anteriores à inauguração da exposição. O Alexandre ficou logo interessado em saber todos os pormenores que pudesse saber sobre a Expo, na altura ele ainda não era nascido e adoraria estar lá para ver… Em algumas alturas do vídeo vão assinalando “faltam 500 e tal dias para a Expo’98”, “faltam 365 dias…” (um ano, pois…), até que apareceu “faltam 182 dias…” e o pequeno diz: “São quase mais cem dias que um ano em Mercúrio!”

_Um ano em Mercúrio???” _ pergunto de volta, que isto às vezes o meu raciocínio não o acompanha…

_”Sim, mãe, um ano do planeta Mercúrio são 88 dias dos nossos.”

_”Ah, bom! Percebi… são mesmo 88?”

Pois que eu já estudei isso, claro e talvez até me tenha deparado com o número num destes anos em que acompanho o Alexandre em ensino doméstico, pois ele gosta muito de saber coisas sobre o Universo, a diferença é que nós retemos as coisas que verdadeiramente nos interessam e o resto ficamos com uma vaga ideia. Ele interessa-se mesmo e volta e meia debita estes números e outros conhecimentos que eu fico a pensar “Como é que ele ainda se lembra disto?”.

Esta é, para mim, uma das grandes vantagens do unschooling: realmente “aprender”, porque temos interesse e curiosidade e fazemos as nossas ligações de ideias e acontecimentos e a maior parte das coisas, assim, nunca mais esquecem…

Se estiverem interessados no tal video da Expo 98 que estivémos a ver, foi este aqui.

 

E agora vamos a mais dois aniversários que nos fizeram passar dois dias muito divertidos.

O aniversário do pai, a 14 de maio:

Embora num dia de semana, fomos, ao fim do dia, fazer um passeio divertido como comemoração: irmos todos juntos de comboio até ao restaurante, comermos, cantarmos os parabéns e voltarmos de novo de comboio, numa grande animação (nós os três, as manas, o Bato e dois dos nossos vizinhos). Foram um fim de tarde e noite bem animados!

 

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(a volta, em cima à espera do comboio e em baixo, a selfie dentro do comboio)…

🙂

 

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O outro foi o aniversário de uma nossa amiguinha, também em unschooling, em sua casa. Lá nos reunimos com a sua família e outros amiguinhos que conhecemos na altura e foi uma diversão pegada. As imagens em baixo são do jogo “Suspend” e do “Catan”.

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(o Alexandre a explicar as regras do Catan a uma nova amiguinha)

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Também foi um dia de aniversário muito bem passado! Obrigada a todos!

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Trocas de informação e o projeto da cidade subaquática no Japão

Vivam, bom dia!

Pois como é bom conetarmo-nos com pessoas com interesses afins! Neste caso do Ensino Doméstico e do unschooling, desde ter blogs a pertencer a grupos onde se partilham factos e informações sobre o tema e a trocarmos e-mails uns com os outros (e a encontrarmo-nos de vez em quando!). Um dos grandes benefícios é a troca de informação e de recursos. Vamos sabendo das características e interesses das diferentes crianças e quando deparamos com algo específico lembramo-nos “X deve gostar disto, deixa lá enviar a informação…”

Foi o que deve ter pensado a C. (obrigada!), quando me enviou a informação sobre a existência destes livros para “pequenos arquitetos”.

Ou a P., quando me enviou o link para a notícia da existência de um projeto para uma cidade subaquática no Japão que vou relatar aqui em baixo, no Caderno Verde.

Eu também remeto muita informação para vários amigos, ah, ah, mas não me lembro nem sei muitas vezes qual a que, especificamente, “deu frutos”.

Beijinhos e bela troca de informações para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Projeto para uma cidade subaquática no Japão

Uma das “sessões” entre mãe e filho desta semana passou-se à volta da notícia deste projeto para uma cidade subaquática no Japão.

Já tinha recebido o link há quase um mês atrás, enviei-o para o meu e-mail d’A Escola É Bela (por uma questão de organização), informei o Alexandre de que havia uma notícia sobre esse projeto para vermos os dois e esperei que ele solicitasse vê-la. Esta semana disse-me, “Mãe, vamos ver o que me disseste sobre o projeto da cidade subaquática!”

E lá estivémos a ler e a ver o pequeno vídeo, o que depois deu azo a muitas novas “invenções urbanísticas” e muita conversa, pois entretanto apareceram a mana Catarina e o Bato e o Alexandre esteve a contar-lhes deste projetos e de vários outros pensados por ele.

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Conversas II

Caderno Verde

Conversas II

Conversa 1

Entre o Alexandre e a sua mana Celina.

Como a conversa não foi entre mim e ele e não a ouvi totalmente, apenas umas partes, não posso ralatá-la em forma de diálogo como o fiz em Conversas I há uns dias atrás.

A Celina contava ao Alexandre que tinha estado numa aula de robótica onde havia “Legos”!!! Construíam algo em peças de Lego (como uma escavadora, por exemplo) e transformavam-na num pequeno Robot, introduzindo um programa que faria a escavadora andar, parar se encontrasse um obstáculo, levantar o braço, etc., etc.

O Alexandre (que sempre gostou de construções com peças da Lego) ouviu tudo com muito interesse e ia perguntando sobre os vários pormenores narrados pela irmã.

A dada altura, ouviu-o perguntar: “Mas ainda não percebi como é que fazem esses módulos de programação. Os que fazem andar, parar, levantar o braço…”

E ouvi a Celina responder: “Então, é muito fácil, é assim…” _ e pegou num papel e caneta e esteve a explicar ao Alexandre os blocos simples de programação.

(Nota: só consegui uma foto depois, já o papel tinha apanhado um banhinho de água _ e como tal aparece em fundo aquoso o desenho que estava no verso da folha)

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Não sei se ele percebeu tudo ou não, mas sei que pelo menos alguma coisa percebeu.

E que depois desta sessão, vimos por acaso um documentário do Discovery ou do Discovery Science sobre a invenção dos legos, os primeiros legos e um pouco da sua história até aos dias de hoje.

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E que dias depois o Alexandre voltou às suas grandes construções, que já sofriam de um interregno de alguns meses.

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E que entretanto ainda, também nos deparámos com um documentário no Discovery sobre robots em Lego e vimos e ele não me deixou apagá-lo depois, pois quer que a irmã o veja, impreterivelmente.

Conversa 2

Entre o Alexandre e o pai.

Outra que também não apanhei toda e que por isso narrarei como puder…

😉

O pai trazia um computador de um cliente para diagnosticar o problema e solucioná-lo. Não sei a que propósito começou a conversa, pois isto é frequente e o Alexandre já tinha observado várias vezes o pai a “abrir computadores”. Sei que de repente, interessado no seu funcionamento, lhe começou a perguntar tudo e mais alguma coisa e pedia ao pai que lhe dissesse como funcionava tudo e o nome das peças e para que servem as ventoinhas e às tantas ouvi o Pedro perguntar-lhe, “Então, diz lá, onde está a memória RAM? E o disco rígido? E a motherboard?” E o Alexandre apontava e fazia mais perguntas (perguntas e respostas que eu já não entendi).

🙂

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Seguir interesses implica também anteciparmo-nos

Vivam, bom dia!

Quando falamos em unschooling, aprendizagem natural, aprendizagem autónoma, seguindo os interesses da criança, etc., etc., às vezes há pessoas que pensam que significa que os pais nada fazem e deixam as crianças a aprender por conta própria. Já coloquei aqui no blog alguns posts a “retificar” essa ideia completamente falsa, pois para mim, não há maior envolvimento, atenção, disponibilidade por parte dos pais que o requerido pelo unschooling; muitas atividades surgem espontaneamente e muitas outras acontecem devido a uma antecipação: os pais a dada altura conhecem tão bem os seus filhos, gostos, o que os atrai de tantas experiências e atividades que praticam juntos que, quando vêem algo, estabelecem logo ligações a outras coisas, situações, etc., que estão mesmo a ver que vão complementar as atividades que decorrem. Às vezes não da forma que se pensa, já me aconteceu, mas o interessante é ficar “tudo em aberto” e deixar fluir.

É o que está por base de várias coisas que trago para o meu filho experimentar, como aconteceu com o cubo de Rubik, mais conhecido pelo “cubo mágico”. Já tinha andado um cá por casa, que era da nossa vizinha, quando o Alexandre era mais pequeno. Como o cubo de Rubik foi pensado pelo próprio para que os seus alunos (já crescidos) desenvolvessem a “visão/pensamento tridimensional” e como o meu pequeno sempre gostou de “trabalhar em três dimensões” e daí é que passou para as duas (desenhos, projectos, mapas, projecções) com maior facilidade, um destes dias realizei que será bom que haja um cubo mágico cá por casa (primeiro encontrei um mais pequenino e depois comprei o maior). O Alexandre achou-lhe piada e entretanto até andámos no youtube a ver os algoritmos mais avançados para a resolução do cubo, onde também explicam a organização das peças e assim chegar-se logo a visualizar quais as peças que pertencem a determinada posição.

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Outra coisa que me ocorreu foi ir ao site da CP (por todas as razões óbvias para quem acompanha o nosso percurso em unschooling) ver se havia algum mapa com os percursos dos vários tipos de Comboios de Portugal. Isto a propósito de uma conversa que o Alexandre tinha tido com o pai onde afirmava que determinada estação era uma “estação terminal” e onde “discutiram” os percursos percorridos pelos comboios Alfa e pelos Intercidades, bem como em quais estações paravam uns e outros. Nós costumamos ter essa noção quando consultamos os horários de alguns comboios e o Alexandre passa horas a percorrer as linhas de comboio no Google Earth,  mas isto assim visualizado, sistematizado e estendido a todos os de Portugal seria diferente.

Ora que no site da CP existe mesmo um mapa com os percursos tal como eu imaginava, imprimi um e quando o Alexandre o viu, adorou! Procedeu logo a uma consulta exaustiva, detectando as semelhanças e as diferenças entre Alfas, Intercidades, Interregionais e Regionais e Urbanos, observando a legenda_ a maioria dos percursos já ele conhecia, mas complementou a sua visão global com vários detalhes dos quais ainda não estava a par.

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Aqui, mostrei-lhe no computador onde tinha eu ido buscar tal mapa:

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O próprio…

E, claro, após uma hora e tal de aprofundamento do assunto, lá vem a inovação: sobre o mapa desenhou outros percursos que para ele são óbvios que venham a existir, para complementar esta rede ferroviária portuguesa.

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Em 2103 a CP terá mais estas linhas:

😀

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Isto fez-me lembrar um episódio que aconteceu há anos atrás e que contei quase logo no início deste blog, “Episódio na Bertrand“, em que o Alexandre, já no final da conversa, dizia à menina da livraria que um dia ia construir uma linha de comboio que iria percorrer todo este Portugal e vinha dali e por aqui e chegava até às traseiras daquele Centro Comercial onde nos encontrávamos na altura (isto com 4 anitos…).

😉

Esta actividade desencadeou o interesse por rever o filme “O Imparável” e foi o que seguidamente fizémos.

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Depois do filme, quiz voltar a ler o seu livro (que já tem desde os 4 ou 5 anos, embora seja um “livro para crescidos”) “100 Comboios de Sempre”. Já lemos algumas partes deste livro em várias ocasiões, mas nunca o tínhamos lido todo de seguida. Desta vez, começámos numa ponta e acabámos noutra (foi o treino que adquirimos ao ler os 4 livros da História de Portugal de uma ponta à outra), o que nos levou algumas tardes, pois o texto é denso e algo técnico, há que fazer umas pausas. Adorei sentir-lhe o interesse em toda a leitura e como aquela cabecinha vai decorando e associando pormenores (nomes, países, sequência no tempo).

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Num outro dia, mudámos de tema, quando o Alexandre pediu para alugar um filme que já tinha visto com a nossa vizinha há uns tempos, “As Fantásticas Aventuras de Tad“. Tem a ver com Arqueologia, Civilizações Antigas e artefactos misteriosos e o pai, no fim (nova antecipação), pensou em arranjar os filmes do Tintim, pois é capaz de haver também alguma adesão da parte do Alexandre, dados os temas.

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É muito engraçado para mim, ver como os temas se ligam e como Tudo vai decorrendo… e eu não estou presente mais de metade do tempo, não vejo as ligações que acontecem nas actividades que faz só com o pai ou com cada uma das irmãs e com o Bernardo (companheiro da irmã mais velha que também o acompanha desde que o Alexandre nasceu).

Um abraço e belos dias para todos!

Isabel

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Nova ida à estação de Santa Apolónia e “ao Oriente”

Caderno Verde

Nova ida à Estação de Santa Apolónia e “ao Oriente”

😀

contei aqui como o Alexandre vibrou com a troca de comboios que os fez ir parar (a ele e à mana Celina) à Estação de Santa Apolónia, sem querer. E da nova colecção dos pins da CP. Neste dia (no início de Agosto, dia 3 ou dia 4), fomos de novo à estação de Santa Apolónia (Sintra-Rossio de comboio e Rossio-Santa Apolónia de metropolitano), para comprar mais dois pins para a colecção e andar um pouco pela estação a sentir o ambiente.

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Os novos dois pins (um é o da automotora do comboio-hotel) …

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Depois apanhámos ali mesmo um comboio até à Estação do Oriente, para ir dar por lá um passeio, ver os edifícios… e andar de teleférico!

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(antes de entrarmos num teleférico estávamos para aqui a observar a água do rio que estava um bocado lamacenta e o Alexandre dizia que, de acordo com o que explicam num dos dvd’s sobre ciência, os “Porquê?”, esta parecia uma água de grau de pureza 3, tão lamacenta que estava_ sabe sobre todos os graus de pureza da água.)

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(e também estivémos a observar as nossas sombras na água do rio Tejo)

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O “comboio de estrada” (como ele lhe chama desde pequenino, já andámos nele, noutras alturas):

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A torre-edifício mais alta de Portugal (ver aqui, também):

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E a viagem de teleférico:

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Cá fora mais um passeio no parque antes de empreendermos a viagem de volta, de novo de comboio, agora Oriente-Sintra (trocando em Monte-Abraão).

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E a observação da onda que se forma vindo destes vulcões de água.

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Coisas que temos andado a fazer… IV

Caderno Verde

Coisas que temos andado a fazer nestes últimos três meses (IV)… para além das que já tenho contado por aqui.

– Procurámos um novo documentário do seu interesse e a seu pedido e já o vimos 7 vezes (a última, com a mana Catarina), “Terra, Planeta em Construção- Comida, Fogo e Água”. Passa no Odisseia.

O documentário versa essencialmente em como temos vindo a utilizar e a canalizar recursos, bem como as várias construções e engenharia/tecnologia necessárias para apoiar o estilo de vida que fomos desenvolvendo.

Ao final da 5ª ou 6ª vez em que vimos o documentário o Alexandre começou a tecer os seus próprios comentários a tudo quanto tinha visto. Por um lado fascinam-no as grandes obras, por outro fica um pouco apreensivo com a “saúde do planeta”…

DSC08331O documentário começa por explicar como utilizamos a água potável para beber e levá-la até aos vários locais do planeta mesmo os mais áridos. Mostra o Rio Colorado que atravessa o Grande Canyon e o colossal Lago Mead resultante da obra arrojada de engenharia feita nos anos de 1930’s, a Barragem Hoover. E em como graças a esta barragem se desenvolveram cidades em zonas áridas dos Estados Unidos, tais como Las Vegas e mesmo Phoenix e Los Angeles.

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DSC08334Depois passa a mostrar em como, na China, a água vai chegar a irrigar as zonas do Norte do país, mais secas, com a construção de um colossal aqueduto de cerca de 1200 Km de comprimento, que já começou a ser construído e só estará pronto lá para 2030.

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DSC08338Da água e do que ela representa para a nossa sobrevivência passamos à comida e à agricultura; numa dessas partes mostra a enorme área de estufas em Alemeria, Sul de Espanha, através das quais foi possível produzir tomates e demais legumes e frutas em grande escala, numa zona árida e ventosa. Esta é uma vista aérea desse “mar de estufas”:

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DSC08346(aqui a responsável por esta “quinta” explica o sistema de irrigação e como as raízes são esponjas e absorvem a água que vai nutrir as plantas).

DSC08347Área capaz de cobrir toda a América do Sul é a que em todo o planeta é destinada à agricultura e área capaz de cobrir toda a África (2 vezes mais) é a, no nosso planeta, destinada à criação de gado para fins alimentares.

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DSC08350Noutra parte explicam sobre todos os aparelhos elétricos; para funcionarem precisamos de estrair uma grande quantidade de cobre das entranhas da nossa Terra. Qualquer eletrodoméstico e qualquer aparelhómetro necessita de fios de cobre para conduzir a eletricidade, desde máquinas de lavar, frigoríficos, torradeiras, máquinas de café, batedeiras a televisores, leitores de cd, telefones e telemóveis (que não são elétricos), computadores, etc., etc.,

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DSC08352o que nos leva à maior mina a céu aberto do mundo, a mina Bingham, nos Estados Unidos da América:

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DSC08354E daí passam para restantes “fontes” de energia

DSC08355e para o Solitário, o maior navio-fábrica de tubos e instalador de gasodutos do mundo, que permitem levar o gaz aos vários países do mundo (uma das formas de podermos tomar banho de água quente, por exemplo).

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DSC08358O documentário conta-nos também sobre o maior parque eólico em alto mar, “London Array“, no Reino Unido, a leste do Tamisa e como está a ser construído,

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DSC08363com o auxílio deste navio, o “Descoberta”,

DSC08364que tem a particularidade de se tormar numa espécie de plataforma “fixa” sobre a água,

DSC08365para poder haver precisão na construção e no encaixe das enormes hélices, num sítio muito ventoso (como é necessário para melhor aproveitar a energia do vento, mas que muito dificulta a implementação do parque eólico).

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Depois de uma das vezes, o documentário inspirou-o a mais um desenho…

– … novamente o mapa mundo onde estão representadas zonas de cidade (a preto), zonas verdes (a verde) e os rios (a azul) e ainda zonas de gelo (a lilás).

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E depois deste, ainda sob a inspiração do mesmo documentário, um novo desenho…

– … de muitos edifícios muito altos que pertencerão ao século 301; um em Londres, outro em Moscovo, outro em Lisboa, outro em Madrid, outro em Paris (com alturas descomunais para o presente século, mas para o 301 é bem provável)…

😉

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– … E a fazer o seu próprio documentário a partir desse desenho.

O Alexandre “relatou” um documentário imaginado por ele a partir deste último desenho, explicando a construção e os pormenores de engenharia envolvidos em cada edifício, à semelhança do que ouviu no documentário da “Terra, Planeta em Construção”. Não gravei, não tinha a câmara à mão, mas ouvi a explicação todinha, parte I e parte II, de uma meia hora no total (e ele não se cansa! É um entusiasmo tal que me preenche vê-lo fazer coisas com tanto entusiasmo).

– Ainda um esquema de uma zona com rio, barragem, edifícios (tudo “em planta”),

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– E mais desenhos de mapas:

O de Nova Iorque

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e o dos Estados Unidos da America, com a zona onde há mais cidades (a parte modular) e a mais “desértica”, (a zona castanha) onde fica o Grand Canyon, o Lago Mead, a barragem Hoover e a mina de Bingham (e aquela pontinha é a Flórida).

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E aqui uma ligação à Amazónia, no Brasil:

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– Estivémos os dois na varanda novamente a jogar ao “jogo das nuvens” (falar de formas que as nuvens nos fazem lembrar, estas faziam-nos lembrar uns quantos golfinhos a nadar juntos) e ao “jogo dos prédios” (em que cada um fixa um prédio e vai dando pistas ao outro até ele adivinhar qual é o prédio por si fixado):

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Reflexões (Saber sobre História) e Pequenas Habilidades (bem úteis!)

Vivam, bom dia!

As últimas incursões pela História de Portugal têm dado que refletir, aqui por casa. Vou para aqui transcrever algumas delas, que partilhei no grupo “Unschooling em Português” do facebook:

“A propósito deste post que publiquei n’A Escola É Bela (https://escolabela.wordpress.com/2013/03/03/1a-incursao-prolongada-prolongadissima-pela-historia-de-portugal/),  uma reflexão:

A minha filha do meio (22 anos), assim que soube que o irmão andava muito interessado em querer saber História, teceu o seguinte comentário: “Oh, não! Eu que pensava que o meu mano era todo como eu, só ligava aos números e às ciências e à tecnologia, e agora gosta de história!”

Pois… eu também nunca gostei de história, na escola impunham que decorasse nomes e datas para ter boa nota nos testes e eu só gostava de raciocinar e executar e nada de decorar.

A minha reflexão sobre o assunto: com programas a cumprir, currículos, metas curriculares e avaliações não há como atender às especificidades e timings de cada criança e seguramente num e noutro ponto tolhemos a possibilidade de virem a interessar-se por determinado tema mais tarde.

O que quero dizer com isto, vou dar exemplos:

1 – Durante muitos anos quase que me recusei a querer saber coisas ligadas à História, tal a aversão com que fiquei “à disciplina” da forma como me foi imposta na escola. Há poucos anos, tomando consciência do que aconteceu (eu que sempre fui ávida em ler e aprender quase o que quer que fosse), consegui perceber isto e até me interessei por ler romances históricos, pois tinha interesse em saber coisas sobre certas “personagens” como a Catarina de Aragão e um pouco da história de Inglaterra, Alexandre o Grande, Chopin e Gauguin e mais uns quantos. E agora também me entusiasmo a querer saber as coisas que o meu pequeno tem querido saber. Mas estive bloqueada estes anos todos em relação a isto.

2 – À minha filha do meio (esta que teceu o tal comentário), também voltada para o raciocínio matemático e científico, aconteceu-lhe o mesmo em relação à história e, ainda, ao português. Ela que em pequena adorava rimar e fazia imensos poemas, não gostou nada de aprender gramática e foi logo rotulada como “não tão boa a português” quanto às outras disciplinas (e ela até tinha 4 a português e a história, só não tirava 5, como às restantes) e assim, a sua genuína aptidão para versos_ que ainda sobreviveu uns tempinhos à conta de uma professora de Inglês que até lhe “publicou” os seus poemas num jornal da escola_ foi esmorecendo sob o rótulo “não, eu não percebo nada de português e não gosto de português”.

3 – Não tenho qualquer dúvida que logo de pequeno, se andasse na escola, este meu filho mais novo seria desencorajado em relação a desenhar, por exemplo. Ele não pegou em lápis até “tarde”, segundo os parâmetros “normais”, gostava era de construir em Lego e de coisas tridimensionais. Sei que ele tem muita aptidão para “ver no espaço”. Um belo dia percebeu que podia fazer um desenho para transmitir algo que queria comunicar e depois que podia representar planos e instruções para construir, que tinha na cabeça. E daí pôs-se também a representar o tridimensional em bidimensional (logo com plantas e alçados). Continua a não fazer “desenhos bonitos” como faz quem tem muito jeito para o desenho e para a pintura , mas desenha muito (e agora até com muitas cores) e sente-se bem a desenhar. Não tenho qualquer dúvida que esta aptidão lhe seria “bloqueada” se seguisse os trâmites “escolares”. O mesmo em relação à história e ao português, à educação física e se calhar a outras coisas mais.”

E continuando…

“Bem, mas isto sou eu a deduzir e a encaixar em parâmetros mais ou menos “normais” no que se refere ao que escolarizadamente ligamos à disciplina de História, para percebermos que em unschooling ela poderá também ser abordada, pois na cabeça de alguém que nunca frequentou qualquer “estabelecimento de ensino” como o meu filho mais novo, agora com 9 anos, isto não se passa assim desconectado de tudo o resto.

Como se pode perceber ao acompanhar o nosso blog, o fio que o conduziu foi o interesse pelo “como é composto o mundo-globo terrestre: oceanos e continentes (mar e terra) e como “dividimos a terra” e desde quando e como dividimos isto em países e os países nem sempre foram os mesmos e que língua se fala em cada país e porquê (o que nos levou a falar pela primeira vez nos Descobrimentos). E, como eu disse, ele agora já anda de volta dos antigos impérios (Nota: aqui no blog ainda não falei dos impérios, isto foi no tal grupo do facebook; vou colocar mais tarde um post, pois estas incursões pela História de Portugal têm derivado para várias coisas, uma delas, conhecer os impérios que têm existido). Mas desde pequeno que ele se interessava era por transportes (e foram os transportes e as viagens e as próprias viagens que fizémos e fazemos que o levaram à “Geografia”) e pela “história dos transportes”; e também por construções e pela “história das construções”.

Isto está tudo ligadinho.

E mesmo que eu, Isabel, racionalmente, compartimente e tente catologar isto de uma forma que possa figurar num certificado em como ele abordou certas matérias, naturalmente, o que se passa, é algo muito mais rico, interligado, conectado e difícil de registar e comunicar.

Isto está também bem explicado no site da Sandra Dodd em http://www.sandradodd.com/history/ (e no capítulo correspondente do seu livro “Big Book Of Unschooling”)

A minha “visão” é que um dia não tenhamos que ter certificados nem comprovar nada, bastando a pessoa com as suas competências, capaz de as executar e por em prática, numa idade em que naturalmente as manifestará. O que é o certificado mais válido que existe.”

Beijinhos e belas Histórias para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Pequenas Habilidades (bem úteis!)

– Habilidade com o martelo (desta vez a partir nozes, mas costuma também martelar pregos)

🙂

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– Hábil a desenhar sobre base de pizza usando salsichas vegetarianas (é uma cara a sorrir, outras vezes desenha um barco, uma carruagem de comboio, uma árvore…); a pizza leva ainda milho, natas de soja, queijo de soja ralado e orégãos.

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– A treinar a virar a massa no ar sobre uma frigideira (já coloquei esta foto num outro post atrás a propósito de explicar que apesar da massa ter ficado “inutilizada” _ para comer, por exemplo, pois foi bastante útil para este treino_ em unschooling (e não só!) muitas vezes outros e mais valores se levantam, a favor de uma aprendizagem natural…)

😉

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-Nem mesmo um “fato de presidente” é impeditivo de praticar as suas habilidades culinárias…

😀

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