Posts tagged Parto Natural

Educação e Liberdade

Boa noite a todos!

Andava eu pelo blog da Paula (Aprender Sem Escola) quando  encontrei na sua barra lateral direita um “novo” (para mim) blog dedicado ao ensino doméstico/domiciliar: Educação e Liberdade, da Fernanda, no Brasil.

Entrei e logo me identifiquei com a maior parte do que a Fernanda escreve.

O seu post “Os Professores são importantes, sim!“, fez-me lembrar um pouco o post que escrevi aqui há tempos “Somos Anti-Escola?

E o mesmo sentido profundo do unschooling, através do seu post “O que nos move é mais profundo que a crítica às escolas“.

Também me senti identificada com a Fernanda ao ler o seu perfil. Umas palavras trocadas e poderia ser o meu retrato.

Logo deixei um comentário no seu blog e lhe pedi autorização para escrever um artigo sobre o seu “Educação e Liberdade” aqui n’A Escola É Bela e ela não só gentilmente a concedeu como me enviou um link para um outro seu blog ao perceber que também tínhamos algo em comum nessa área. E assim acedi ao seu “Relato de um parto natural“.

Grata, Fernanda! Seja sempre bem-vinda por estas bandas! Eu continuarei seguindo, com interesse, as suas publicações.

Um grande abraço a todos e até ao próximo post, desejando-vos uns belos dias de Outono!

Isabel

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Caderno Verde

YouCam

Logo após o início das aulas deste ano lectivo, a amiguinha do Alexandre e nossa vizinha M., apareceu cá em casa toda contente a mostrar-nos o seu novo portátil. Com a sua aquisição vinha um programa, o YouCam, que fez as delícias dos dois pequenos durante duas ou três tardes inteiras.

Filmaram-se a eles próprios, tiraram fotos a eles próprios, cheias de “efeitos especiais”.

Foi quando me estiveram a mostrar os resultados que me tiraram estas abaixo, que coloco aqui para mostrar os efeitos que EU (porque eles gostam de muitos outros) achei mais interessantes. Sobretudo o “efeito-relevo”, que me inspira a desenhar e a pintar.

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Ressonâncias Informativas… – Fases da Vida

Vivam! Boa noite!

Depois do último post da BCFV (Blogagem Colectiva Fases da Vida) na qual participei a convite da Rute do Publicar Para Partilhar, as organizadoras da BCFV fizeram uma sessão de encerramento (bela organização!).

Como agradecimento, sinto-me no dever-direito-prazer de aceitar o seu convite para com elas ressoar e assim nasce-cresce-e se transforma este post,

Ressonâncias Informativas…

… para a libertação de qualquer paradigma

Como introdução quero explicar que as ressonâncias são informativas porque vou associar a divulgação/informação de alguns trabalhos/posturas que ressoam com cada uma das Fases da Vida que deram corpo à BCFV (Nota: a divulgação não é exaustiva e sim, apenas alguma informação que eu absorvo e sinto ser importante partilhar) . E o “… para a libertação de qualquer paradigma” tem a ver com o seguinte:

De há uns anos para cá que, na minha “busca” (da felicidade, digamos, até perceber que o que tinha a fazer era parar de buscar _expliquei o porquê nas minhas participações nas 4ª e 5ª fases da BCFV, Juventude e Maturidade, respectivamente), me tenho deparado com textos e afirmações de pesquisadores das mais variadas áreas constatando que a Humanidade atravessa uma mudança de paradigma (um novo paradigma dará lugar a um velho), isto é, ocorrerão (aliás, já começaram a ocorrer) transformações dos modelos/padrões/matrizes colectivos a nível social, económico, educativo, científico, na área da saúde, da justiça, da psicologia colectiva, etc., etc.

Ora que eu não desejo a substituição de um paradigma por outro. Para mim, não há paradigma que nos sirva! Liberdade é liberdade e pronto. E dá a mão à integração, à harmonia, ao amor…

Nesta óptica, passemos às ressonâncias informativas (para a libertação de qualquer paradigma    🙂            ) para cada Fase da Vida tal como a vivemos ao longo destes oito meses de BCFV, honrando a frase de Gandhi, “Sê a mudança que queres ver no Mundo”:

1ª Fase – Nascimento

Parto Natural/Parto Humanizado

Muito sumariamente, uma forma de nascer sem violência, em harmonia.

Um link…

… para o site da Humpar, Associação Portuguesa pela Humanização do Parto.

Um blog…

… de uma doula de Portugal “no activo”,”Parir em Paz“.

Um profissional…

Michel Odent, cuja máxima “Para mudar o Mundo é preciso mudar a forma de nascer” tem corrido Mundo            😉           .

Um vídeo…

Este vídeo “promocional” do nascimento na água _ “parto tradicional” versus parto natural, os benefícios (para todos) e a beleza de um parto natural.

Um livro…

… Nascido no Mar _ o Nascimento como Iniciação, de Chris Griscom

(um livro lindo à base de fotos (e com algum texto) do nascimento do seu 5º filho nas águas morninhas das Bahamas)

Uma referência…

… os workshops Renaski^gi dados por Robiyn (ver aqui e aqui), onde de entre muitos outros temas é mostrada e explicada, acompanhando exercícios e demais vivências, a importância do nascimento de uma forma natural, que não violente os direitos das mulheres, das crianças, dos pais, da família e muitos mais, uma forma que realmente receba com amor o ser que chega ao planeta, como um verdadeiro “cartão de boas-vindas”.

(Nota: os workshops Renaski^gi são tranversais a todas as fases da vida pelo que serão referidos em várias fases, numa das suas facetas que se aplique à fase em foco)

Um espaço…

Maternidade Acuario, em Beniarbeig, onde se observam todos os preceitos inerentes a um parto natural e humanizado (a maternidade onde nasceu o nosso filho mais novo).

Uma foto…

… da minha experiência pessoal logo após o nascimento na água do nosso filho mais novo, há oito anos atrás.

2ª fase – Infância

Aleitamento Materno/Amamentação Prolongada e outra forma de Educação

Um link…

… para o site da Liga La Leche

que promove o aleitamento materno e a amamentação prolongada e organiza reuniões de apoio moderadas por membros da liga, onde as mães interessadas poderão ouvir testemunhos de outras mães, trocar experiências, fazer perguntas, obter informação especializada e muito mais.

Um CD…

“Mais Além do Bem e do Mal… a Inocência…”, de Robiyn

Onde ouvimos, ao som de uma música suave e de gargalhadas de crianças, como transcender a polaridade Bem-Mal (e o que são o Bem e o Mal), voltarmos à criança que todos somos, uma definição da verdadeira educação fundada na raiz etimológica da palavra EDUCAR e algo mais…

3ª fase – Adolescência

Liberdade de Educação

Um tema que me é muito caro ou não tenhamos nós, como família, optado pelo Ensino Doméstico em relação ao nosso filho mais novo. É também um tema transversal a várias fases da vida, foco-o aqui na adolescência por ser a fase em que é mais sentida toda a repressão/formatação/tolher de criatividade e dos ritmos individuais existente nos actuais sistemas educativos.

O Ensino Doméstico é apenas uma forma possível de escolaridade de acordo com a actual legislação portuguesa que nos permite um pouco de liberdade quanto a “métodos educativos”. Algo mais amplo é A Liberdade de Educação, que tem a ver com o Unschooling preconizado por John Holt.

Um nome, uma referência, um link para o seu site oficial…

John Holt

o artigo sobre John Holt na Wikipédia

o site oficial de John Holt

Um livro (de entre muitos)…

How Children Fail (editado em Portugal sob o título “Dificuldades em Aprender), de John Holt    🙂

Relata inúmeros casos da experiência vivida por John Holt enquanto professor de crianças-adolescentes numa escola, mesmo adoptando ele alguns métodos educativos alternativos, revelando o grande porquê das “dificuldades de aprendizagem” da maioria dos adolescentes e dos truques adoptados pelos “bons alunos” exactamente pensados com o fim de obtenção de uma “boa nota”, não significando qualquer aprendizagem, de facto.

Um blog…

Aprender Sem Escola, da autoria da Paula, mãe portuguesa e vivendo no Reino Unido, seguindo o Unschooling/Aprendizagem Autónoma/Educação Natural/Liberdade de Educação (a Paula também participou nalgumas Fases da Vida da BCFV).

4ª fase – Juventude

Vegetarianismo

Embora ressoando com todas as Fases da Vida, foco o Vegetarianismo ligado à Juventude, porque é com a nossa autonomia financeira que mais facilmente poderemos optar por uma alimentação ética, saudável e sustentável em termos ambientais.

Um link…

… para o site do Centro Vegetariano, em Portugal, que tanto tem contribuído para a divulgação, informação consciente e apoio a quem começa ou quem quer começar a usufruir de uma alimentação ética, saudável, sustentável e equilibrada.

Um blog…

… o da Rute, claro, “Publicar para Partilhar“, com as receitas vegetarianas mais inventivas e as experiências culinárias mais “loucas” que eu conheço           😀

Uma iniciativa…

Segunda Sem Carne, da qual tive conhecimento através de um dos posts do Gilberto para a blogagem colectiva Teia Ambiental (e conheci o seu blog através do da Rute  😉    ) e iniciativa que percebi ser de grande utilidade, pois logo a Lina do blog Aroma de Café manifestou a sua adesão (a Lina também participou em todas as fases da BCFV).

Um livro…

Como Comemos, de Peter Singer e Jim Mason, descrito brilhantemente neste post da Rute, pelo que não vou detalhar mais. Digo-vos apenas que o livro da Rute tem corrido Portugal de lés a lés e ajudado muitos a perceber como comemos                   😉

Um nome, uma referência (um vegetariano         🙂           )…

Robiyn(clicando acedem a fotos do Robiyn com os golfinhos), através de quem me iniciei no vegetarianismo ao frequentar os seus multitemáticos e multidimensionais workshops Renaski^gi. A sua visão ética sobre o vegetarianismo é algo muito interessante de perceber.

5ª fase – Maturidade

Redespertares

Pois e então se chegarmos à maturidade e tivermos nascido com alguma violência (pelo menos devemos ter levado a palmadinha nas nádegas a ver se chorávamos…), não fomos amamentados ao peito, sofremos a formatação dos currículos escolares que visam a formação de jovens obedientes e ao serviço do sistema e se possível com umas palinhas ao canto dos olhos também, não nos tornámos (ainda    😉         ) vegetarianos, temos algum futuro num salto para fora de todos os paradigmas (matrizes, rodas-ciclos fechados onde andamos sempre a experimentar as mesmas coisas, incluindo as mesmas desgraças…)?

Parece-me que sim, não desanimemos… redespertemos (nunca é tarde!).

Redespertemos para a consciência, redespertemos as nossas capacidades natas (talentos, dons) que todos temos.

Uma ajuda valiosa…

Susana Pinho, uma alma doce, mãe de três filhos, que desde criança manteve a sua capacidade de ver as auras e entretanto assumiu o seu talento nato e o partilha connosco, dando consultas (presenciais e à distância) e workshops onde podemos nós próprios ver auras e sentir como interpretá-las.

Uma prática preciosa…

… praticar e praticar os exercícios propostos pelo Robiyn (relaxamento, rio de energia, telepatia, psicometria, realizar o impossível, captação energética e libertação de preocupações, Fusão com o Todo (todos os exercícios são mágicos e para mim este é muito especial), exercício da águia, captação da energia do sol, “viagens no tempo _ passado e futuro” (aspas, porque não existe tempo tal como o conceptualizamos o que se vai tornando fácil de interiorizar à medida que realizamos mais e mais destas viagens), energização (a 14 mãos), como estudar menos e aprender mais e muitos, muitos mais…), com a ajuda de CD’s e frequentando os workshops, pois a maioria dos exercícios não estão reproduzidos em CD para além do precioso que é sentirmos a termos a ética necessária para usar dos talentos redespertos com a ajuda destes exercícios, bem como o sabermos que não só os exercícios fazem tudo e sim também as nossas mudanças de atitudes.

Um filme…

Nunca É Tarde (título em Portugal)                  🙂                  . Nunca é tarde para nos encontrarmos com a criança que fomos/somos, nunca é tarde para sermos autênticos, genuínos e agir coerentemente.

6ª fase – Melhor Idade

Cuidarmos de todos incluindo nós próprios

Redespertando para a consciência a terceira idade pode mesmo ser vivida como a melhor idade (ou serem todas as melhores!). E continuarmos “em forma” para cuidar de todos incluindo nós próprios ou, como diz o Robiyn, sermos felizes fazendo os outros felizes.

Um livro…

Os Segredos de Saúde dos Hunzas, de Christian Godfroy _ os Hunzas, um povo (deste planeta!), cuja esperança média de vida é de cerca de 130 anos

Leiam todo, é só clicar, é melhor que um resumo, é curto e lê-se na perfeição!

Um filme…

Milagre em Manhattan, um filme “de família”, de uma simplicidade e sensibilidade extremas, que deveras me emocionou. E que ilustra a verdadeira acepção do sermos felizes fazendo os outros felizes (agora que se aproxima a época do Natal, é um filme bem adequado à quadra).

Vejam aqui o trailer.

7ª fase – Morte

A transformação

Um post…

este, da Lina, a sua participação para a 7ª fase da BCFV. Gostei de muitas outras participações, e para o que aqui estou a dizer, elejo o seu, muito seu e muito nosso.

Um livro…

“Raça Humana, Ergue-te”, de David Icke _ ergue-te mesmo, para recuperar a tua humananidade           😉

Da sinopse da Lux-citânia (editora em Portugal):

“A Humanidade encontra-se numa encruzilhada e é chegado o momento de fazer uma escolha. Uma das escolhas irá levar-nos à liberdade e a um potencial de uma grandeza que não imaginaríamos ser possível, enquanto que a outra irá condenar-nos _ e aos nossos filhos _ a uma ditadura global fascista/comunista, a uma escala que faria corar o próprio George Orwell”.

Podemos acalmarmo-nos, David Icke é considerado muito carismático, é sem dúvida um pesquisador nato e dispõe de um manancial de informação e de experiências dignas de nos inteirarmos delas. Como o definem aqui: carismático investigador de criptopolitica, globalização, espiritualidade e conspiração global.

Três filmes…

Lorenzo’s oil _ Acto de Amor, baseado numa história verídica. Uns pais a braços (e que não baixam os braços, pessoas muito determinadas) com a doença “incurável” do filho.

A Borboleta Azul, outro filme baseado numa história real, que conta a história de um rapazinho de dez anos que, com uma doença em estado terminal, tendo apenas uns meses de vida, parte com a sua mãe à aventura com a finalidade de realizar um sonho seu: capturar a raríssima borboleta azul que só se encontra nas florestas virgens da América Central e do Sul. A aventura revelar-se-á uma lição de vida e de amor. Sublime.

O Jardim Secreto, um filme de grande beleza e transformações, cultivando o nosso jardim secreto com carinho e amor.

8ª fase – Vida para além…

… da vida como a conhecemos, disse eu.

Um livro…

Vida Depois da Vida, de Dr. Raymond Moody. Um clássico. Trata-se de uma compilação de relatos de casos de pessoas que passaram por um estado de “morte clínica” e que “voltaram à vida”. E o que viram e sentiram, enquanto clinicamente mortos. E algumas conclusões do autor, médico.

Uma colecção…

… de livros!

A série “Cedros Ressoantes da Rússia” (para ressoar mesmo aqui connosco!)

de Vladimir Megre, editados em Portugal por Joanne Gribler, que nos diz: “Mais do que uma colecção de livros sobre o testemunho do misterioso encontro entre Vladimir Megre e Anastasia, a mulher que vive no coração da floresta siberiana, o que presenciamos aqui é uma verdadeira revolução na forma de vivenciarmos o mundo!”

Workshops…

… Renaski^gi, dados por Robiyn, já mencionados neste post em outras “fases da vida”, onde para além de muitas outras coisas podemos vivenciar comunicações efectivas (e eficientes!) com todos os seres (incluindo os que consideramos “falecidos”).

Dois filmes…

Powder_Poder Especial, um dos dois filmes que me fez correr lágrimas sem parar nas 5 ou 6 primeiras vezes que o vi (só a partir da 5ª ou 6ª vez o consegui ver apenas chorando de alegria). Conta a história de um rapaz “diferente” (albino) e muito especial. Vibramos com a sua integridade!

A Pricesinha, o outro dos dois filmes que me fizeram correr lágrimas silenciosas que não conseguia conter. Não quer dizer que vos aconteça o mesmo, a cada um a sua sensibilidade_ e os seus “traumas” inconscientes a transformar (por exemplo, este derrame ininterrupto de lágrimas silenciosas ocorreu à minha filha do meio, aos seus oito ou nove anitos, enquanto via um filme sobre uma gatinha, “As 3 Vidas de Tomasina”).

Coloco nesta fase da vida este filme da Princesinha pois retrata de uma forma muito subtil, para além de muitas outras coisas, uma situação de um verdadeiro salto quântico de uma “realidade” em que o pai da menina morre numa guerra para outra “realidade paralela” em que ele sobrevive e se encontra vivo, após ela ter transformado certos pressupostos da sua vida. Um filme muito belo!

E assim concluo as minhas ressonâncias com a BCFV , de informação/divulgação com o desejo que se transformem num grande abraço que nos une!

Beijos para todos

Isabel

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Nascimento _ Proposta da Rute

Bom dia, bom dia! Bom nascer do dia!          🙂

A Rute, do “Publicar para Partilhar”, convida-nos, neste seu post, a participar de uma “blogagem colectiva” sobre as fases da vida, começando hoje, com o Nascimento.

Diz que podemos simplesmente republicar algum post que já tenhamos publicado sobre o tema, desde que se enquadre…

Aqui fica o link directo para a participação da Rute de hoje, “Nascimento – Entender a Deficiência”, uma vez que nesse seu post aparecem listadas todas as participações nesta 1ª fase.

Aqui neste meu  blog, que começou a contar o percurso que fizémos até chegarmos à decisão de optarmos pelo Ensino Doméstico em relação ao “prolongamento da educação” do nosso filho mais novo, num dos primeiros posts, “Os Primeiros Momentos”, abordo sim o seu nascimento, contando um pouco da gravidez e do parto um tanto sugeneris ainda na altura (gravidez “vegetariana”, mãe e bebé vegetarianos, parto natural feito dentro de água). Parece-me que esses Primeiros Momentos se podem ajustar ao proposto pela Rute.

Ainda assim, antes de transcrever, republicando, o post inteirinho, gostaria de acrescentar algumas reflexões sobre o tema:

O Nascimento é uma fase muito importante da Vida, é o início de cada uma em cada momento e lugar. Parece esquecermo-nos dele, mas nos recônditos da memória é um momento continuamente presente ao longo da vida.

Há quem afirme que nos afecta para todo o sempre, sejam as memórias agradáveis, sejam as menos agradáveis. Hoje em dia existem “técnicas” para nos “fazer reviver” o momento do nosso nascimento. Como a desenvolvida no “Rebirthing“, por exemplo. Tenho amigas que já o experimentaram e dizem ter sido uma experiência intensa e muito construtiva.

Eu, pessoalmente, não experimentei essa técnica, pois antes de ter tido conhecimento da sua existência tinha já “revivido” o momento do meu nascimento com a ajuda de um simples exercício, num dos workshops do Robiyn (com este site e este outro, mais antigo). E com a ajuda do mesmo exercício “transformei-o” num momento mágico acontecido na água com a presença de golfinhos (os meus “gofinhos padrinhos”) _ Este exercício foi feito num belo dia de praia, dentro da água do mar, nos Açores e repetido numa praia do Algarve.

Até hoje, não senti necessário completar a experiência com outra técnica. Aliás, o próprio curso “Renaski^gi _ A arte de viver em Harmonia” é um contínuo renascimento. Renaski^gi é uma palavra em esperanto (língua criada para ser uma língua universal pela simplicidade das suas regras gramaticais) e significa “Fazer-se renascer a si próprio”.

Foi o meu “belo nascimento”.

Há pouco tempo, é que a minha mãe me contou que eu tinha sido, dos seus filhos, a mais difícil de nascer, sofreu horas intermináveis (eu fui a primeira dos seus 4 filhos) e eu respondi-lhe que ainda bem que ela não me tinha contado nada disso antes, talvez tenha contribuído para eu nunca ter tido medo do momento do parto_ para mim sempre foi algo belo e natural, um momento de celebração, de boas-vindas ao novo ser que a nós se junta. Só me lembrava de ela contar que a minha avó materna estava presente e a apoiara. Sabia de algumas outras características do meu nascimento (e vi outras, no tal exercício), que transformei como contei há pouco. Mas nunca essas me tinham feito temer esse momento maravilhoso que é o nascimento de cada filho. O que se veio a concretizar com toda essa facilidade com que eles, os meus filhos, nasceram, o que fazia a minha mãe dizer “Como diz a tua avó, tens “parir de gata“”.

Pois, da minha vida, fazem intrinsecamente parte os nascimentos dos meus três filhos. O da minha primeira filha, tinha eu 21 anos, aconteceu em Coimbra, de parto “normal”, rápido para primeiro filho (meia hora de contracções). O da minha segunda filha, tinha eu 25 quase a fazer 26 anos, aconteceu também em Coimbra, de parto também “normal”, mais rápido ainda: a pequena “adiantou-se”, o parto estava previsto para o dia 9 de Janeiro e no dia 31 de Dezembro, noite de Lua Cheia, preparava-me eu para fazer uma viagem de 40 Km para irmos passar o fim-de-ano com a família do pai, resolvi ir até à maternidade verificar se estava tudo bem e poderia fazer a viagem. Já não saí de lá, passado pouco tempo a rapariga nasceu, uma dor, assim que me ligaram à máquina de CTG e aí veio! Foi um dos picos de felicidade da minha vida (por ter sido tão rápido e indolor, creio…, para além da alegria do nascimento de um filho! E com a ênfase de estarmos a entrar num novo ano…). O do meu terceiro filho, aos 38 anos, o tal que já contei neste blog, também rápido (ruptura do saco das águas às 5h da manhã, início das contracções leves mas já de 5 em 5 minutos às 5h e um quarto, rapidez de movimentos para chegar à maternidade a tempo (acordar as irmãs que queriam assistir ao parto, ver se estava tudo no saco para levar para a maternidade, vestirmo-nos todos os quatro e ir até lá, ali ao lado) e nasceu, na água, como o previsto, às 6h e um quarto da manhã).

E agora, sim, a republicação do post,

Os Primeiros Momentos

Olá, bom dia!

Disse da última vez, que ao ter o Alexandre resolvemos aplicar os nossos já outros conhecimentos, intuições, forma de viver, em todos os aspectos que resultam do acompanhamento do seu desenvolvimento, a começar pelo parto. Parece tudo muito calculado, mas não é assim. Mesmo sentindo antes que iríamos fazer algumas coisas de outra forma, naturalmente é que nos fomos apercebendo de certos aspectos e tomando decisões. Nem sequer foi a começar pelo parto, pois por exemplo, poderia dizer, a começar pela gravidez…

Quando fiquei grávida já era vegetariana, por exemplo (ver página sobre NÓS), o que não se passou das duas outras vezes em que estive grávida. Tive que ler e pesquisar sobre o vegetarianismo na gravidez e gostei muito de ler (e apliquei) uns textos em espanhol que uma das minhas cunhadas encontrou na internet e me enviou e cujos conselhos para uma gravidez vegetariana saudável adorei seguir e me fizeram sentir sempre bem, leve, relaxada, feliz!

Podem lê-los aqui e aqui e este e este ainda.

Também foi em workshops do Robiyn que ouvi falar pela primeira vez das vantagens do parto na água, para a mãe e, principalmente, para a criança. E noutras “modalidades” do parto natural, como por exemplo, a posição “de cócoras” que facilita muito mais o nascimento que a tradicional posição deitada.

Depois fui pesquisando sobre o parto natural (algumas pessoas denominam por parto humanizado) e estando atenta a esse assunto, descobrindo até que pessoas que já conhecia há tempo tinham tido os filhos propositadamente em casa, com ajuda profissional e sob os preceitos preconizados pelo parto humanizado (luz suave, ambiente relaxante incluindo o som de uma música calma, presença de pessoas queridas à mãe e ligadas ao recém-nascido, como por exemplo o pai e irmãos se isso for confortável para a mãe, só se cortar o cordão umbilical depois de ele deixar de pulsar, deixar de praticar a raspagem dos pelos púbicos e a episotomia (corte do períneo) e mais alguns preceitos que podem consultar no site da Humpar, www.humpar.org nas Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Entretanto, com o chegar da hora do nascimento do Alexandre, decidimo-nos a ir até à Maternidade Acuario, em Beniarbeig (entre Valência e Benidorm)-Espanha, pois o Robiyn e a sua esposa, quando do nascimento do seu primeiro filho tinham, através de amigos, descoberto a existência dessa maternidade (em Portugal, na altura nem se falava em partos na água e não havia nenhuma maternidade ou clínica que os praticasse) e vieram de lá deliciados com o atendimento, instalações e muitos outros pormenores. Também já outros casais nossos amigos, entusiasmados com a experiência contada pelo Robiyn e pela sua esposa, tinham depois experimentado a mesma maternidade com igual satisfação.

Pronto, para lá fomos e o Alexandre nasceu na água, no dia 12 de Julho de 2003, ao som de uma música com sons de baleias e golfinhos que nós tínhamos levado em CD (entrei na clínica às 5h 40min da manhã e ele nasceu às 6h 15min da mesma manhã…, quase nem dava tempo para por a música nem para encher a banheira), as irmãs e o pai assistiram, entusiasmadíssimos, ao nascimento (a Celina, a mais nova, tirou as fotos de minuto a minuto…) e foi um momento muito feliz e especial!

Podem consultar o site em www.acuario.org e ver a foto da banheira redonda onde nasceram o Alexandre e muitos mais bebés!!!

O resto do tempo lá foi maravilhoso, sempre com o Pedro junto a mim e ao filho, voltámos tinha ele cinco dias…

Escrevi um “livro” onde conto com pormenores essa maravilhosa experiência, mas não está publicado. Tenciono dar-lhe o formato de livro electrónico (e-book) e talvez colocá-lo mais tarde aqui no blogue, de acesso grátis, embora com direitos registados. Logo veremos, quando poderei concretizar isso.

E sim, até para a semana, dia 6, Quarto Crescente, para mais uns momentos de partilha… uma bela semana para todos!

Caderno Verde

Todos Iguais, Todos diferentes

Quando nasceu a Celina, a minha segunda filha, quase 5 anos depois da Catarina, apercebi-me rapidamente como as crianças são diferentes umas das outras. Até lá sempre tinha ouvido falar no “São todos diferentes”, mas como em muitas outras coisas, só percebemos bem o que querem dizer quando as experienciamos.

Perante gostos e características diferentes em cada um, temos, como pais, de agir de formas diferentes. E começamos a apreciar o que cada um tem de característico, os seus “talentos” naturais, e a apoiá-los e a ajudá-los a desenvolvê-los.

O Alexandre tem características muito próprias, diferentes das das irmãs, algumas, e diferentes das de alguns outros meninos. Mas algumas serão parecidas. Daí a razão deste Caderno Verde (e em última análise, deste blogue!). Não tem pretensões de distinção, de diferenciação, de estarmos para aqui a gabar-nos de como é o nosso filho, logicamente.

Mas sim o desejo de partilhar experiências e vivências e, tal como acontece connosco quando sabemos das experiências de outras pessoas, algumas fazendo eco em nós, sabemos que algumas destas coisas serão parecidas a muitas que outras pessoas vivenciarão, poderão “fazer eco” em alguém, poderão ajudar alguém, poderão ajudar a divulgar formas de viver a vida mais consonantes com cada um.

Numa das minhas pesquisas sobre o ensino doméstico encontrei um blogue escrito por famílias que já praticam  o ensino doméstico em Portugal, o Pés Na Relva, e um outro de uma família, também portuguesa, que pensa optar pelo ensino doméstico quando chegar a altura do seu filho ir para a escola, o Jóia de Família, que adorei ler e me fizeram ficar muito contente por saber que em Portugal já  há mais pessoas a partilhar as suas experiências neste campo e para as quais o ensino doméstico faz sentido.

Para a “semana” este Caderno Verde continuará como começou, com a partilha de actividades e passeios que fomos fazendo com o Alexandre.

Um grande abraço a todos.

Aproveito para republicar um outro post, este mais pequeno                          🙂                               , deste bog, que tem também a ver com o nascimento deste terceiro filho (com a viagem!).

6ª Foto…

A Rute do Publicar para Partilhar fez-me uma proposta: a de publicar a minha 6ª foto do meu 6º aquivo das imagens do meu computador.

Ora aqui está ela: (é minha!!! :), raras vezes vêem fotos minhas 😀 ).

É uma foto do Verão de 2003, íamos a caminho de Beniarbeig, 7 dias antes de o Alexandre nascer. Como vêem ia a conduzir, porque fizémos o caminho todo de uma vez só e para o Pedro não ter de conduzir sozinho os mil e picos Kilómetros…:) . Não me custou nada, claro, eu fiz sempre tudo o que estava habituada a fazer, durante todo o tempo da gravidez.

Já tinha querido publicar esta neste blogue, quando coloquei o post “Os Primeiros Momentos“, mas não havia maneira de conseguir, na altura, que a foto saísse bem, aparecia-me sempre deitada 🙂 Bem, hoje deu, apareceu direitinha (perlimpinpins da Rute 🙂  )!!!

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E agora, a minha proposta:

1 – Como fez a Pequete do Pequete Art Journal: passem pelo blog da Rute, vale bem a pena!!!!!

2 – E como a Paula do Aprender Sem Escola: Quem quer aderir a esta brincadeira, que tem como primeira finalidade darmos a conhecer a quem nos lê outros blogues que gostamos? Sintam-se à vontade para partilhar as vossas “Sextas Fotos”!!!

3- Meninheira!!! Eu sei que pões muitas fotos no teu blogue, mas estou muito curiosa para ver a tua 6ª foto do teu 6º arquivo!!! 😀 Ah, ah, ah!!!!

4 – Quero mostrar-vos ainda este interessante blogue, que a Rute partilhou comigo: Na Minha Mesinha de Cabeceira, e para o qual ela também escreve. Para quem gosta muito de ler, como eu, é uma bela visita! Desfrutem!!!

5- E, finalmente, but not the least, Carla dos Momentos Mágicos, foi através de ti que conheci o blog da Rute, na partilha do selo Blogs com Magia! Queres mostrar-nos a tua 6ª foto do teu 6ª arquivo??? É que as vossas maravilhosas fotos dos vossos maravilhosos passeios ao ar livre são dignas de se ver!!! 🙂

E muitos beijinhos para todos e obrigada por mais esta diversão!

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Os Primeiros Momentos…

Olá, bom dia!

Disse da última vez, que ao ter o Alexandre resolvemos aplicar os nossos já outros conhecimentos, intuições, forma de viver, em todos os aspectos que resultam do acompanhamento do seu desenvolvimento, a começar pelo parto. Parece tudo muito calculado, mas não é assim. Mesmo sentindo antes que iríamos fazer algumas coisas de outra forma, naturalmente é que nos fomos apercebendo de certos aspectos e tomando decisões. Nem sequer foi a começar pelo parto, pois por exemplo, poderia dizer, a começar pela gravidez…    

Quando fiquei grávida já era vegetariana, por exemplo (ver página sobre NÓS), o que não se passou das duas outras vezes em que estive grávida. Tive que ler e pesquisar sobre o vegetarianismo na gravidez e gostei muito de ler (e apliquei) uns textos em espanhol que uma das minhas cunhadas encontrou na internet e me enviou e cujos conselhos para uma gravidez vegetariana saudável adorei seguir e me fizeram sentir sempre bem, leve, relaxada, feliz!

Podem lê-los aqui e aqui e este e este ainda.

Também foi em workshops do Robiyn que ouvi falar pela primeira vez das vantagens do parto na água, para a mãe e, principalmente, para a criança. E noutras “modalidades” do parto natural, como por exemplo, a posição “de cócoras” que facilita muito mais o nascimento que a tradicional posição deitada.

Depois fui pesquisando sobre o parto natural (algumas pessoas denominam por parto humanizado) e estando atenta a esse assunto, descobrindo até que pessoas que já conhecia há tempo tinham tido os filhos propositadamente em casa, com ajuda profissional e sob os preceitos preconizados pelo parto humanizado (luz suave, ambiente relaxante incluindo o som de uma música calma, presença de pessoas queridas à mãe e ligadas ao recém-nascido, como por exemplo o pai e irmãos se isso for confortável para a mãe, só se cortar o cordão umbilical depois de ele deixar de pulsar, deixar de praticar a raspagem dos pelos púbicos e a episotomia (corte do períneo) e mais alguns preceitos que podem consultar no site da Humpar, www.humpar.org nas Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Entretanto, com o chegar da hora do nascimento do Alexandre, decidimo-nos a ir até à Maternidade Acuario, em Beniarbeig (entre Valência e Benidorm)-Espanha, pois o Robiyn e a sua esposa, quando do nascimento do seu primeiro filho tinham, através de amigos, descoberto a existência dessa maternidade (em Portugal, na altura nem se falava em partos na água e não havia nenhuma maternidade ou clínica que os praticasse) e vieram de lá deliciados com o atendimento, instalações e muitos outros pormenores. Também já outros casais nossos amigos, entusiasmados com a experiência contada pelo Robiyn e pela sua esposa, tinham depois experimentado a mesma maternidade com igual satisfação.

Pronto, para lá fomos e o Alexandre nasceu na água, no dia 12 de Julho de 2003, ao som de uma música com sons de baleias e golfinhos que nós tínhamos levado em CD (entrei na clínica às 5h 40min da manhã e ele nasceu às 6h 15min da mesma manhã…, quase nem dava tempo para por a música nem para encher a banheira), as irmãs e o pai assistiram, entusiasmadíssimos ao nascimento (a Celina, a mais nova, tirou as fotos de minuto a minuto…) e foi um momento muito feliz e especial!

Podem consultar o site em www.acuario.org e ver a foto da banheira redonda onde nasceram o Alexandre e muitos mais bebés!!!

O resto do tempo lá foi maravilhoso, sempre com o Pedro junto a mim e ao filho, voltámos tinha ele cinco dias…

Escrevi um “livro” onde conto com pormenores essa maravilhosa experiência, mas não está publicado. Tenciono dar-lhe o formato de livro electrónico (e-book) e talvez colocá-lo mais tarde aqui no blogue, de acesso grátis, embora com direitos registados. Logo veremos, quando poderei concretizar isso.

E sim, até para a semana, dia 6, Quarto Crescente, para mais uns momentos de partilha… uma bela semana para todos!

 

Caderno Verde

Todos Iguais, Todos diferentes

Quando nasceu a Celina, a minha segunda filha, quase 5 anos depois da Catarina, apercebi-me rapidamente como as crianças são diferentes umas das outras. Até lá sempre tinha ouvido falar no “São todos diferentes”, mas como em muitas outras coisas, só percebemos bem o que querem dizer quando as experienciamos.

Perante gostos e características diferentes em cada um, temos, como pais, de agir de formas diferentes. E começamos a apreciar o que cada um tem de característico, os seus “talentos” naturais, e a apoiá-los e a ajudá-los a desenvolvê-los.

O Alexandre tem características muito próprias, diferentes das das irmãs, algumas, e diferentes das de alguns outros meninos. Mas algumas serão parecidas. Daí a razão deste Caderno Verde (e em última análise, deste blogue!). Não tem pretensões de distinção, de diferenciação, de estarmos para aqui a gabar-nos de como é o nosso filho, logicamente.

Mas sim o desejo de partilhar experiências e vivências e, tal como acontece connosco quando sabemos das experiências de outras pessoas, algumas fazendo eco em nós, sabemos que algumas destas coisas serão parecidas a muitas que outras pessoas vivenciarão, poderão “fazer eco” em alguém, poderão ajudar alguém, poderão ajudar a divulgar formas de viver a vida mais consonantes com cada um.

Numa das minhas pesquisas sobre o ensino doméstico encontrei um blogue escrito por famílias que já praticam  o ensino doméstico em Portugal, o Pés Na Relva, e um outro de uma família, também portuguesa, que pensa optar pelo ensino doméstico quando chegar a altura do seu filho ir para a escola, o Jóia de Família, que adorei ler e me fizeram ficar muito contente por saber que em Portugal já  há mais pessoas a partilhar as suas experiências neste campo e para as quais o ensino doméstico faz sentido.

Para a “semana” este Caderno Verde continuará como começou, com a partilha de actividades e passeios que fomos fazendo com o Alexandre.

Um grande abraço a todos.

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