Posts tagged Sandra Dodd

5º Aniversário

Vivam! Bom dia!

Anteontem, 14 de outubro, o nosso blog fez 5 aninhos!

É de comemorar, considero o “balanço” destes 5 anos como algo bastante construtivo.

Parafraseando a Paula do Aprender sem Escola, há cinco anos atrás quando começámos, muito pouco se falava, em português, no Ensino Doméstico, em Unschooling, em Aprendizagem Natural, também razão pela qual este blog nasceu nestes moldes, conforme lerão na página Projeto, aqui na barra superior, redigida em 2008, na “abertura d’A escola É Bela”.

Entretanto também participámos no blog de várias famílias praticantes de Ensino Doméstico, o “Pés Na Relva” que entretanto tem estado em stand by desde o final de 2011.

Entretanto também, mais blogs de famílias foram surgindo e novos “grupos de discussão”, ultimamente dois bastantes activos, no facebook, aos quais também pertenço, “Famílias Em Ensino Doméstico” e “Unschooling em Português”, houve um simpósio sobre Unschooling em Lisboa, com a Sandra Dodd e a Joyce Fetteroll, vindas directamente dos EUA partilhando connosco a sua larga experiência e vamos ter para a semana o 2º encontro da MEL. Oportunidades educativas mais consonantes com o ritmo de cada um estão, portanto, de parabéns, em Portugal!

O meu muito obrigado a todos.

Nós cá continuaremos, muitas vezes agora com um perfil um bocadinho diferente, em ressonância com os “novos tempos” em que toda esta informação se tem propagado e dado alguns belos frutos.

À laia de comemoração, deixo-vos umas fotos das que têm visto por aqui ou pelo Pés Na Relva e que considero de alguma forma bonitas ou significativas, em tempo de celebração.

E como a Escola É Bela faz anos e tem a ver com o Amor, deixo-vos ainda a recordação de dois posts, um de Fevereiro do ano passado, “O Amor É…” e um de Julho do ano passado “O Amor Está em todo o Tempo e em todo o Lugar”

Abraços para todos quantos nos visitam “caladinhos” ou interagindo de alguma forma e parabéns a todos quantos têm perserverado num caminho ditado pelo vosso coração. Dias belos para todos!

Isabel

DSCF6460

DSC08560

DSC08611

DSC08615

DSCF8151

DSC09053

fotografia[1]

DSC08732

DSC08412

DSC08046

DSC07850

DSC07870

DSC07397

DSC07045

DSC02338

DSC02368

DSC01279

DSC03367

DSC03319

pascoa2009-3281.jpg

DSC03696

DSC03686

dsc03748[1]

dsc012351[1]

dsc00518[2]

dsc05050[1]

dsc00363[1]

dsc01839[1]

dsc03446[1]

dsc00720[2]

00000012

DSC02349

000000282

dsc00035

photo-00343

photo-0030

photo-0013

00000023

dsc02348[2]

dsc02378

Anúncios

Leave a comment »

Simpósio Sandra Dodd em Lisboa e Coisas que temos andado a fazer… V

Vivam, bom dia!

Conforme anunciei neste outro post, a 1 e 2 de Junho aconteceu em Lisboa, o Simpósio sobre Unschooling com a presença da Sandra Dodd e da Joyce Fetteroll (ambas mães unschoolers, americanas, com filhos já adultos que não frequentaram a escola e têm bons desempenhos nas tarefas que mais gostam de fazer (trabalho), tendo crescido saudáveis e felizes) e vários pais interessadíssimos no tema.

Alguns pais levaram também as suas crianças, pois havia um espaço de brincadeira para elas.

O simpósio correu lindamente, graças também ao empenho da sua organizadora, a Marta Pires.

Os “subtemas” abordados foram os que constavam do programa: 1- Boas-vindas e apresentação das oradoras; 2- Sandra Dodd – “As origens das ideias sobre o movimento norte-americano da “Open Classromm”, e John Holt e a reforma da escola; Como funciona o unschooling”; 3- Joyce Fetteroll e Sandra Dodd – “Aprender e Ensinar”; 4 – Sandra Dodd – “Desescolarização (deschooling)”; 5 – Joyce Fetteroll – “Caixa de Ferramentas para o Unschooling (1ª parte) e (2ªa parte: perguntas e respostas); 6 – Joyce Fetteroll – “Porque não conseguem relaxar e deixar ir”; 7 – Sandra Dodd – “Escolhas e Parcerias na Família”; 8 – Sandra Dodd – “Benefícios Imprevistos do Unschooling”; 9 – Sandra Dodd e Marta Pires – “Perguntas Frequentes sobre o Unschooling; 10 – “Sessão de Perguntas e respostas; 11 – “Encerramento e despedidas”.

Esteve ainda presente uma jornalista da Notícias Magazine, revista do Jornal de Notícias que desenvolveu uma reportagem sobre o simpósio e o tema Unschooling que sairá oportunamente. Quando souber a data da sua publicação, voltarei a falar-vos aqui.

A Sandra Dodd e a Joyce, na semana seguinte, vieram cá a casa com a Marta (depois de terem ido visitar Sintra) e tiraram algumas fotos (à pintura da nave espacial feita pelo Alexandre, à pintura da árvore de parede do quarto da Celina…). O Alexandre quiz logo saber em que local dos Estados Unidos moram elas, abriu o Google Earth e lá estiveram os três a localizar as casas de ambas (uma em Albuquerque, outra em Boston), muito divertidos. Também cá estava a mana Celina que esteve a conversar com a Sandra sobre a sua filha Holly, pois são ambas da mesma idade e, pelo que disse a Sandra, algo parecidas na maneira de vestir (tanto o Alexandre como a Celina e a catarina não tinham estado no simpósio).

🙂

Foram uns belos e proveitosos dias, belos dias para todos vós!

Beijinhos

Isabel

x

Caderno Verde

Coisas que temos andado a fzer nestes últimos três meses (V)… para além das outras coisas que tenho contado por aqui.

– Parece que andamos na fase dos documentários. Este, sobre a Pirâmide Urbana (uma cidade em forma de pirâmide) projetada para Tóquio (inspirada obviamente na forma das antigas pirâmides), o Alexandre já tinha visto há uns meses atrás e voltou a querer vê-lo de novo, pois andam outra vez a passá-lo no Discovery Channel no programa “Mega-Construções”. Revimo-lo, portanto e desta vez gravámo-lo para um CD,

DSC07479

DSC07480

DSC07481

DSC07482

DSC07483

DSC07484

DSC07485

DSC07486

assim como vimos e gravámos mais 4 documentários também do programa Mega-Construções” do Discovery Channel: um sobre a ponte (também ainda apenas em projeto) sobre o estreito de Bering que ligará a América (Alasca) à Ásia (Rússia); um outro sobre o túnel transatlântico (também em projeto) estudado para ligar a América do Norte à Europa (túnel submarino); um sobre a construção do túnel sob os  Alpes, na Suíça e um outro sob a construção do aeroporto de Hong-Kong. Vimo-los também umas duas vezes cada documentário (por agora…).

Também já vimos quatro vezes (embora ainda o não tenhamos gravado, mas vamos gravá-lo entretanto _ faltaram-nos os cds virgens) um outro documentário sobre os diques nos Países Baixos e uma outra obra de engenharia para que as terras baixas não sejam constantemente inundadas e dizimada a sua população (tal como aconteceu em 1953) e este fez com que o Alexandre andasse a estudar melhor o mapa da Holanda e as suas cidades de Amsterdão e Roterdão (e a ter vontade de ir visitá-las!). E também andou a analisar o mapa da Europa e mostrou-me uma forma que engendendrou de aumentar em 1 ou 2% a quantidade de água doce do planeta…

😉

– Mais desenhos em planta e mapas

DSC07488

(outra versão do mapa de Lisboa com a sua ponte 25 de Abril e o seu aeroporto)

DSC07563

DSC07564

DSC07565

(o mapa da Ilha dos Ratos, dos livros de “Gerónimo Stilton”)

DSC08328

(aqui o mapa que vem nos livros)

😉DSC08329

– Estiveram cá uns amigos a brincar (três irmãos), o Alexandre a jogar xadrez com o mais velho.

DSC08320

Comments (1) »

A importância de brincarmos com os nossos filhos (brincar, jogar, etc.) e o Primeiro dia de praia de 2013

Vivam, bom dia!

Eu até há pouco tempo não me tinha dado conta de que há pais que nunca brincam e fiquei espantada quando me apercebi de que são mais os que não brincam do que os que brincam.

Palavra, palavrinha. Talvez porque os meus pais brincavam connosco; quando eu era mais bebé (entre os meus três e os meus quatro anos), era mais a minha avó que ficava connosco e lembro-me sempre de ela nos contar muitas histórias e de nos ajudar com os brinquedos e já contei aqui que foi com ela que aprendi a ler, aos 4 anos (antes de entrar para a escola, portanto) porque os meus pais me tinham dado uns cubos com letras e eu pedia à minha avó para ela formar com os cubos as palavras que eu queria saber como se escreviam. Um bocadinho maiorzinha, a minha mãe brincava connosco até ao jogo do lenço, ao “minha mãe dá licença” (não sei se alguém se recorda deste) e muitos outros. Foi o meu pai que me ensinou (por volta dos 9-10 anos) a jogar à batalha naval, ao jogo do stop (que na altura chamávamos-lhe outro nome, já não sei bem qual), fazia ginástica connosco na praia (em Moçambique, era praia quase todo o ano), xadrez, alguns jogos de cartas, jogos em que tínhamos que raciocinar, deduzir ou aplicar estratégias e outros fazer contas de cabeça e sei lá que mais. Os meus tios cantavam connosco (tenho um tio músico) e a minha mãe também, passeávamos muito (a minha mãe era daquelas que era capaz de fazer 60 km ao final da tarde para irmos comer um pastel muito bom a uma pastelaria nessa tal cidade a 60 km e depois passeávamos um bocadinho e voltávamos_ e a minha mãe sempre teve pouco dinheiro, daquelas que anotam tudo, pagam primeiro as contas e as despesas e vão reservando algum para estas “extravagâncias”) e dentro do carro íamos sempre a cantar em conjunto.

E então com os meus filhos, mesmo com as mais velhas que frequentaram a escola, eu sempre brinquei, não me passava pela cabeça que poderia ser de outra maneira. Aqui há uns meses  a minha filha mais velha (hoje com 27 anos) surpreendeu-me ao contar a todos lá em casa como tinha boas recordações de como eu brincava “às Barbies” com ela. E ela andava na escola (tinha crianças para brincar) e brincava com a irmã em casa, mas estas nossas brincadeiras tiveram lugar também antes da sua irmã nascer (elas têm diferença de 5 anos) e são os momentos que ela mais recorda com apreço. A somar a que eu quando pequena raras vezes brincava com bonecas (não gostava), mas com a minha filha brincava imenso (também a outras coisas, não só “às Barbies”; como ela gostava muito de cantar e de dar espectáculos, montava-lhe espectáculos com assistência e tudo e outras coisas que tais); com a mais nova (que agora é a do meio) também brinquei e quando não “brincava diretamente” apoiava logisticamente as brincadeiras (um exemplo engraçado foi ter ajudado a preparar um casamento de gatos: essa mais pequena sempre adorou gatos e juntava os gatos da vizinhança com o nosso e um dia em que estava uma amiga lá em casa a brincar lembrou-se de casar o nosso gato com uma gatinha linda da vizinhança, de modo que arranjámos fato para o noivo, vestido para a noiva e eu fiz um bolo de casamento em miniatura (pois uma das boas recordações que eu tenho da minha infância é a da minha mãe nos ter feito uma “festa em miniatura” com bolos em miniatura, loiças em miniatura, para festejarmos o batizado de dois nossos bonecos (eu+a minha irmã), isto é, a solenidade de lhe darmos um nome_ já disse que eu em pequena não gostava de brincar com bonecas, mas achava piada a estes “eventos” mesmo envolvendo bonecos) e nunca mais ninguém se esqueceu deste casamento de gatos, até porque o noivo fugiu a meio da cerimónia.

😉

Entretanto com este meu filho mais novo fui descobrindo que o unschooling vive deste brincarmos em conjunto, que sempre tinha sido natural para mim, mas que agora ganhou ainda uma nova dimensão. Está certo que eu não gosto de jogar a todos os jogos, nem brincar a todas as brincadeiras, mas jogo muito e brinco muito (e o meu filho ainda acha que eu trabalho muito e devia brincar mais… . E li há dias no ” The Big Book Of Unschooling” da Sandra Dodd algo sobre isto também (mais uma a acrescentar àquele meu outro post de que o unschooling não é uma teoria e é “universal” ), pois ela também acentua a importância de brincar e jogar com os filhos e também diz que há jogos de que não gosta e que a aborrecem, e não joga esses com eles, mas envolve-se nesses jogos de outra maneira, pesquisando coisas sobre, ou estando atenta à renovação do material envolvido, etc., etc. Há muitas maneiras de nos envolvermos nos seus jogos e brincadeiras, mesmo apenas conversando sobre eles ou sobre como foi bom aquele jogo de hoje, ou como foi bom passar um nível difícil, ou o que for_ partilhar o entusiamo, portanto, pelo menos. Nós cá em casa somos uns afortunados nisto, pois somos vários a poder brincar com o Alexandre, então ele tem sempre alguém com quem pode fazer parceria nos jogos e nas brincadeiras (e às vezes gosta mesmo de brincar sozinho), se não é o pai sou eu, ou a irmã mais velha ou a do meio ou o companheiro da mais velha que é um irmão para ele e ele considera ser o seu “melhor amigo”. Eu sempre gostei mais de brincar com adultos do que com crianças da minha idade (talvez porque, como já disse, os “adultos da minha infância” brincavam mesmo comigo e com os meus irmãos) e pelos vistos este pequeno é da “mesma massa”, pois embora também brinque com crianças prefere a léguas brincar connosco.

E no início deste assunto eu disse que aqui há tempos descobri, incredulamente, que há  muitos pais que não brincam, através de uma situação em que uma menina que esteve a interagir e a brincar comigo e logo lhe perguntei ao que gostava mais de brincar e depois disse-lhe que também brincava a isto e àquilo com o meu filho que é mais ou menos da idade dela, um bocado mais novo. E ainda estou a ver com nitidez a sua expressão de espanto na altura: “Mas as mães também brincam?”. Eu respondi-lhe “Brincam! A tua mamã não brinca?!”. Bem, isto foi assim espontâneo, saíu-me, tal a surpresa para mim e a mãe estava perto e eu perguntei-lhe “Tu não brincas?” e foi quando ela me explicou que não e porque não que eu caí em mim e pensei “agora como é que eu vou dar a volta a isto sem ferir suscetibilidades?”, ainda por cima porque tenho muito apreço por aquela mãe, é muito dócil e amorosa e sempre gostei muito dela. E de repente realizei, fazendo várias perguntas a vários outros pais, que são mais aqueles que não brincam que os que brincam com as crianças.

Isto fez-me pensar muito, vocês não estão a ver. Senti-me uma completa extra-terrestre na altura, ainda por cima porque não tinha até à data consciência deste “estado de coisas”. Como é que é possível ter passado 40 e tal anos a achar que os pais brincam com os filhos (lá devia haver um ou outro que não) e nem sequer pôr isso em questão? Mas foi assim e infelizmente é assim. Cada vez que tento apurar mais sobre o assunto com famílias novas que conheço (excepção feita às que praticam Ensino Doméstico_ mas também não são todos, os que brincam ) percebo que às vezes nem jogar raquetes com os filhos jogam… será possível? É como se houvesse uma compartimentação por idades, as crianças, os adolescentes, os jovens adultos, os adultos, os séniors e podemos falar entre grupos, mas brincar não… (e falar, às vezes também é com muita deferência!) Pois, nós também tentamos que a minha sogra jogue connosco e ela esquiva-se sempre (já a minha mãe não perde uma suecada, mas essa nunca fez esta compartimentação com as brincadeiras por idades), bem não sei… mas que sei que é importante brincarmos e jogarmos e sermos parceiros dos nossos filhos (e dos nossos pais!), sei. Sei que foi importante para mim (que andei na escola) e para as minhas filhas mais velhas (que andaram na escola) e o tem sido para este mais novo (que não anda na escola). Pelo menos. E também tenho lido ultimamente alguns relatos dessa importância para muitos unschoolers no grupo “radical unschooling info” do facebook e nos artigos e no livro da Sandra Dodd.

Já gora, para ainda refletirmos melhor, algumas razões que me têm dado para justificar que “brincar com os filhos está fora de questão” são: “brincar, brinca-se na escola, nos intervalos e nas férias com os amigos; quando se vai para casa, fazem-se os trabalhos de casa e mais algumas tarefas, como arrumar o quarto e os brinquedos que estiverem espalhados e no fim disto tudo podem brincar (entre irmãos, quando não há irmãos brincam sozinhos_ começo logo por não perceber a lógica de arrumar os brinquedos primeiro e de brincar depois) e ver um bocadinho de televisão (se houver tempo!) até à hora de jantar e entre o jantar e o deitar, mas não é muito bom, brincar entre o jantar e o deitar porque podem ficar muito excitados e custar-lhes a adormecer; e aos fins-de-semana há mais um tempinho para a brincadeira, mas nunca com os pais; os pais têm mais que fazer, estão cansados do trabalho e  muitos (sobretudo as mães) ainda têm que organizar a casa e tratar do jantar; alguns conseguem dar apoio aos trabalhos de casa (deveres, T.P.C), menos ainda conseguem ter conversas com os filhos sobre as coisas da escola, mas brincar com eles, não dá, eles já brincam muito com os amigos.”

E então ao fim-de-semana? Também não dá para brincarem com os filhos?

“Não. Eles brincam bem entre irmãos (e sozinhos quando não têm irmãos). As crianças gostam de brincar com crianças, não com adultos, nós não percebemos nada das suas brincadeiras e eles até ficam incomodados com a nossa presença quando interferimos. Os adultos estragam a brincadeira. Só interferimos para os separar, quando se chateiam uns com os outros.”

Pelos vistos não seria assim se de facto os pais brincassem, mas enfim, isto parece tão lógico para muitos que nem há lugar para contra-argumentos.

E há também quem diga “Eu já disse ao meu filho, eu não sou teu amigo/a, sou teu pai/mãe” e eu penso que isto são modelos de autoridade que nos passam e nos quais nós queremos muito acreditar que funcionam e que se damos alguma abévia aos nossos filhos isto se torna tudo uma rebaldaria e fora do nosso controlo.

Às vezes sinto-me tentada a recomendar, “Experimentem. O que vos chama a atenção nalgumas brincadeiras em que os vossos filhos se envolvem? Não têm qualquer interesse em saber o que se passa ali, como é aquele jogo? Alguns podem lembrar-vos outros que jogaram na vossa infância e podem mostrar-lhes como eram os nossos jogos, alguns ainda se jogam hoje um pouco mais “modernizados” _ estou a lembrar-me da “Batalha Naval” que eu jogava apenas utilizando um papel quadriculado e caneta ou lápis e o meu filho agora usa uns dispositivos de plástico onde se encaixam os barcos de um lado e onde se assinalam os lançamentos que vamos fazendo numa outra prancha com uma espécie de pinos. E há sempre os clássicos xadrez (nem que seja jogá-lo no iPad!) e damas e vários outros. Ou brincadeiras na praia, jogos de bola, raquetes, sei lá que mais. O nosso filho gosta muito de “brincar às imaginações” (é o nome que lhe dá, imagina várias situações que poderiam ser reais, em várias partes do mundo, usando vários transportes, construindo, elaborando, conversando, identificando estados de tempo e sei lá que mais e brinca a isso com um adulto (normalmente com o Bernardo que é o companheiro ideal para passar hhoooraaasss nisto com ele sempre a adorar a brincadeira). Experimentem, é só soltarmo-nos e deixarmo-nos ir…”

😉

Belas brincadeiras para todos!

Isabel

x

Caderno Verde

O (nosso) Primeiro dia de praia de 2013

Foi no Dia da Mãe. Uma bela maneira para mim de passar o Dia da Mãe, com os meus filhos, marido, genro e na praia.

O Alexandre tinha-me oferecido logo pela manhã um mapa da cidade de Lisboa e alguns arredores desenhado e pintado por ele (atenção à pista do aeroporto, ali em cima e quase ao centro (ligeiramente à direita) que ele sabe que eu gosto mesmo de voar_ e a zona verde clara é o parque de Monsanto), que eu depois fixei numa das paredes do corredor cá de casa.

DSC08199

DSC08200

DSC08220

Depois, praia, a aproveitar os primeiros dias quentes deste ano.

Enquanto eu e a irmã começámos por descansar na toalha, lá foram eles para “a ilha”, onde a areia estava mais plana e convidava a construir o castelo (o Alexandre há alguns anitos _ desde que lhe ofereceram este “dispositivo”_ que constrói o mesmo castelo com algumas variações (na decoração final) de castelo para castelo). Houve logo um menino que se juntou aos três construtores oficiais (Alexandre, pai e Bato). Há sempre alguma criança que se sente atraída por estes moldes de construção da Imaginarium e se junta a nós na tarefa.

E nessa altura nós (as ladies) fomos fotografando de longe, que estávamos um pouco no relax (a Catarina estava a estudar um texto para uma peça de teatro juvenil que anda a ensaiar e eu estive a ler o texto, que achei o máximo, chama-se “À espera de Vicente”, uma rapsódia de três trechos de peças diferentes do Gil Vicente misturada com uma acção no presente).

DSC08224

DSC08225

DSC08226

DSC08227

DSC08228

DSC08229

Depois lá nos juntámos a eles e estivémos na praia até à noite. No final da construção passámos a jogar raquetes de praia, “à vez”.

DSC08230

DSC08231

DSC08232

DSC08233

DSC08234

DSC08235

DSC08236

DSC08240

DSC08242

DSC08243

DSC08244

DSC08245

DSC08247

DSC08248

DSC08249

DSC08250

DSC08251

DSC08252

DSC08253

DSC08255

DSC08257

Logo a seguir à praia fomos jantar e os filhotes ofereceram-me ainda uma linda blusa verde-água-claro-intenso que me fica muito bem.

😉

Comments (4) »

Unschooling, Além Teorias.

O que mais me encanta relativamente ao unschooling é que o unschooling não é uma teoria.

Logo desde o início que tive contacto com o tema o que me fez perceber que o que estava a ler nos livros de John Holt fazia muito sentido foi o facto de conseguir identificar, a cada aspecto de como as crianças aprendem que ia lendo, que era assim mesmo que se tinha passado em determinadas situações com os meus filhos, sobretudo com este meu mais novo que nunca tinha frequentado qualquer infantário/jardim infantil .

Uma das coisas muito engraçadas porque eu tinha observado antes de ter lido sobre esse aspecto num dos livros de John Holt foi a questão de eles não gostarem que lhes debitemos informação para além da que especificamente solicitam (contei na altura essa pequena história aqui no blog (na parte do Caderno Verde), nós íamos de carro no IC19 que na altura estava em obras e ele perguntou-me como é que se chamavam os camiões do cimento e eu para além de lhe responder diretamente desatei a falar-lhe do betão e de vigas e de pilares até ele me mandar parar que não queria saber nada disso e só me tinha perguntado o nome do camião, só queria saber exatamente isso e mais nada; dali a uns dias li sobre situações do género num dos livros de John Holt, “Learning All The Time”_ tal como o contei depois neste outro post . Depois, uma outra família contou sobre como constatou o mesmo).
E agora que ando a ler o Big Book Of Unschooling da Sandra Dodd, tem-me acontecido o mesmo, isto é, a cada parte do livro verifico que o que ela diz que acontece com a aprendizagem natural é mesmo “universal”, digamos, pois muuuuiiiitos dos aspectos se têm verificado também com o meu filho (que hoje tem 9 anos); um dos que li agora há pouco e achei engraçadíssimo: a dada altura a Sandra dá exemplos de vários jogos interessantes que podemos propor jogarmos com eles (os nossos filhos) e frisa que caso eles não queiram seguir as regras do jogo para não insistirmos que as sigam e deixar solto a ver o que acontece e isso faz muito eco com o que aconteceu com o meu pequeno;  a dada altura ele próprio me pediu para lhe dizer como é que se jogava xadrez,  e eu fui-lhe transmitindo as regras frente ao nosso tabuleiro, só que ele desistiu de jogar com as regras e inventou outras e depois até inventou novos bonecos (com os seus de Lego) para substituir as peças do tabuleiro) e entretivémo-nos horas dessa maneira; mais tarde continuou a jogar a sua variação do xadrez com as suas irmãs e cunhado e até lhe chamou outro nome “jogo de sadrêsss”; até que passados uns tempos começou a jogar com as regras tal e qual e joga bem, já nos ganha a quase todos! Mas de vez em quando, para variar, ainda quer jogar o sadrêsss em vez de xadrez. 😉

Onde quero chegar: àquilo por onde comecei_ se deixarmos que a aprendizagem naturalmente aconteça ela acontece da mesma maneira para todas as crianças, é universal e vê-se na prática, não é uma teoria (muito embora existam muitas variações de criança para criança, não na parte de como funciona, mas na parte do quando e dos aspetos da aprendizagem que vão focando ora uns ora outros, por terem gostos e interesse diversos).

Beijinhos e belos dias para todos,

Isabel

x

Caderno verde

Onde Está o Xanti?

Uma brincadeira que ele empreende frequentes vezes quando está cá um dos primos, ou a vizinha ou mesmo para que um de nós entre na dança (também se esconde sob os lençóis da nossa cama e também gosta de aparecer sob um lençol ou toalha a fazer de fantasma).

😉

DSC07519

DSC07518

DSC07281

DSC07280

Comments (1) »

Simpósio em Portugal sobre o Unschooling com Sandra Dodd e Joyce Fetteroll

Está quase a acontecer!

A Sandra Dodd e a Joyce Fetteroll, mães americanas unschoolers com filhos unschoolers já crescidos e perfeitamente integrados, socialmente falando (trabalho, amigos, Mundo!), facilitarão um Simpósio sobre Unschooling, em Lisboa, que terá lugar já nos próximos dias 1 e 2 de Junho (Sandra Dodd, autora do livro “The Big Book Of Unschooling”).

Todas as informações no blog criado para o efeito pela Marta Pires, “Simpósio “Sandra Dodd e amigos em Lisboa””.

Nós vamos (o pai e eu, se bem que desfasadamente) ao Simpósio, por ser uma oportunidade única para trocarmos impressões, esclarecer certos temas e podermos também contribuir partilhando as nossas vivências em unschooling.

A não perder, para quem verdadeiramente interessado no tema.

Vemo-nos por lá. Beijinhos a todos,

Isabel

Comments (1) »

Os Três Estágios do Unschooling e Os Impérios

Vivam, boa noite!

Hoje partilho aqui  este texto “The Three Stages of Unschooling”, escrito pela Kelly Lovejoy e que é um dos muitos textos sobre experiências/testemunhos de unschoolers a que podemos aceder no site da Sandra Dodd.

Gosto particularmente deste texto, pois isto acontece-nos também, à medida que vamos vivendo o unschooling.

Quero salientar a tal parte de que o processo de “desescolarização” é o nosso processo de pais escolarizados a querer enveredar por este caminho “inescolar”. Os nossos (de todos os pais) filhos que nunca frequentaram um “estabelecimento de ensino”, nem mesmo um jardim de infância ou infantário, podem nem se aperceber desta etapa de desescolarização que os pais atravessam e, logicamente, quando for a sua geração a ter filhos, desaparecerá este “estágio”…

Vou aqui citar três trechos deste texto que gosto especialmente:

“My son Cameron (16) and I recently started sitting in on a college Sociology class. He asked for and received electric guitar lessons for his birthday. Mondays he goes to a nearby school and takes African drumming lessons. He’s taking a weekly film class starting in March, and we’ll be sending him to a weeklong film school in Maine in May. Duncan (almost 8) just started karate lessons. Ben (my husband) has just finished a class (with tests and all) that’s required before he can put on Lt Col (Air National Guard) and is now in NJ for three weeks of “rah-rah” and classroom training and tests for the two new drugs he will be selling. I’m going to a one-day intensive “Bee School” to learn to take care of my Christmas present: two beehives.

Cameron said the other day, “For Unschoolers, we sure are taking a lot of schooly classes!””

Esta é a introdução ao texto da Kelly onde ela explica que foi uma reflexão sobre a frase do filho que a levou a pensar e a delinear o que ela nos apresenta de seguida como sendo os três estágios (etapas) do unschooling. Lendo o texto perceberão que então o 1º estágio-etapa tem muito a ver com a “desescolarização”. O 2º estágio-etapa passa por envolvermo-nos a fundo nas nossas “paixões”, o que realmente queremos, descobrir, experimentar, realizar (isto faz-me conectar logo com um filme indiano que vi há uns dias, engraçado e interessantíssimo, também do ponto de vista do unschooling, que tem por título “Os Três Idiotas“). E tem uma advertência, que para mim faz todo sentido: o facto de uma criança aprofundar muito certo tema numa dada altura pode deixar de a interessar completamente ou ficar (em stand by) mais para a frente e os pais devem compreender bem esse “fenómeno”. Esta “advertência” lê-se no seguinte trecho deste texto da Kelly Lovejoy:

“From 10-12 years old, Cameron was a magician. I actually thought that he would become the next Lance Burton or Jeff McBride (who once referred to Cameron as “mini-me”!). He was so passionate about magic, he would practice and perform ALL day! Insert here: “If I let him, Cameron would sit around and do magic ALL DAY!” Well, he DID! Until the day when he quit. I was stunned! He’d lost all interest. We’d put thousands of dollars into costumes and tricks and gimmicks and conventions and tapes and books and private sessions with famous magicians—and he just up and quit.

At first I was incredulous. Then I realized it was just an intense, fleeting passion. We still have a huge box of magic upstairs in the attic. He can come back to it whenever—or not. What’s important is that it inspired him and fed a passion and entertained him (and us and hundreds more). He met some truly fascinating people and made connections that will last a lifetime—because he had an interest, a passion.”

E no 3º estágio-etapa, como diz a Kelly, “respira-se o unschooling=vida” e onde tudo se mistura e as nossas paixões podem mesmo levar-nos a querer ter “aulas formais”: “The third and final stage is when we can honestly and sincerely look at ALL learning as equal and not hold one “method” or style or subject or means of obtaining information above another. By stage three, we live and breathe unschooling—it’s such a part of our day-to-day living that we can’t separate it from ourlives: it’s not just the “educational” part because *everything* is educational. We can apply unschooling principles to bedtimes and eating and video gaming and TV and “chores”. We know that our children will learn because it’s what they were bornto do; they’re hard-wired to learn. Learning is how the human species survives and progresses and succeeds. (…) This is the stage when classes and instruction may eke back into our lives, as it recently has in our family’s. We don’t give more weight to the learning that is happening in Sociology-101 or karate or bee-keeping just because it’s happening in a classroom situation. A class is just another means of pursuing our passions, making the connections, and receiving the information. Learning happens all the time in all places—*even* in a classroom!”

Digo no início do post que isto nos vai acontecendo ao longo do tempo em que temos vindo a praticar o unschooling; posso dizer que estamos a assomar esta 3a etapa, embora o Alexandre ainda não tenha solicitado “aulas formais” (nós, pais e irmãos, sim, e no seguimento das nossas paixões), pois por aqui respira-se o unschooling e aprender acontece a toda a hora e em qualquer lugar e isso também poderá vir a integrar uma qualquer “sala de aula” que venha a servir os nossos intuitos. Ou não.

Mil beijos e belos dias para todos!

Isabel

x

Caderno Verde

Os Impérios

Depois da nossa 2ª incursão pela História de Portugal (aqui a 1ª) chego um dia a casa e o Alexandre tinha pedido ao pai que pesquisasse sobre os Impérios que existiram (e quais os maiores!)

😉

E ele e o pai já estavam de volta desta lista da Wikipédia (ao clicarmos em cada um dos impérios somos remetidos para uma nova página da wikipédia sobre o império respetivo e com a sua localização no mapa mundo) e o Alexandre já sabia assinalar no Mapa Mundo os contornos do Império Romano, do Britânico (o maior!…), do Espanhol e do Português. E entretanto também começou a perceber mais dos restantes Impérios.

Depois fez uns desenhos sobre um Império do Planeta no Espaço restante e os edifícios fabulosos que fazem parte do Império planetário.

DSC07616

DSC07619

DSC07615

DSC07617

DSC07618

Uns dias depois o pai arranjou-lhe um novo jogo de computador “Civilization“, onde “conquistam” terras, aliam-se a outros povos, convertem-se às suas religiões e outras coisas que tais; os egípcios andam sempre a pedir-lhe (no jogo) que desfaça a aliança com os romanos (ou com os russos, os britânicos, etc., etc.) e vice-versa, mas ele não quer desfazer aliança nenhuma e alia-se a todos os povos. Também se converte a todas as religiões (budismo, cristianismo, islamismo, aparecem todas…)

😀

Têm passado vários dias à volta deste jogo, que é em inglês e por isso o pai teve que apoiar bastante nos primeiros tempos, agora ele já o joga sozinho.

Umas semanas depois (ainda os Impérios estão em alta, cá por casa), o pai arranjou um livro em inglês sobre o Império Romano que anda a ler (traduzindo) ao filho, aos poucos.

E o tema não está esgotado, que ele continua a querer saber muitas coisas sobre TODOS os Impérios, vamos ter tema para o resto do ano (civil), pelo menos.

Comments (2) »

Reflexões (Saber sobre História) e Pequenas Habilidades (bem úteis!)

Vivam, bom dia!

As últimas incursões pela História de Portugal têm dado que refletir, aqui por casa. Vou para aqui transcrever algumas delas, que partilhei no grupo “Unschooling em Português” do facebook:

“A propósito deste post que publiquei n’A Escola É Bela (https://escolabela.wordpress.com/2013/03/03/1a-incursao-prolongada-prolongadissima-pela-historia-de-portugal/),  uma reflexão:

A minha filha do meio (22 anos), assim que soube que o irmão andava muito interessado em querer saber História, teceu o seguinte comentário: “Oh, não! Eu que pensava que o meu mano era todo como eu, só ligava aos números e às ciências e à tecnologia, e agora gosta de história!”

Pois… eu também nunca gostei de história, na escola impunham que decorasse nomes e datas para ter boa nota nos testes e eu só gostava de raciocinar e executar e nada de decorar.

A minha reflexão sobre o assunto: com programas a cumprir, currículos, metas curriculares e avaliações não há como atender às especificidades e timings de cada criança e seguramente num e noutro ponto tolhemos a possibilidade de virem a interessar-se por determinado tema mais tarde.

O que quero dizer com isto, vou dar exemplos:

1 – Durante muitos anos quase que me recusei a querer saber coisas ligadas à História, tal a aversão com que fiquei “à disciplina” da forma como me foi imposta na escola. Há poucos anos, tomando consciência do que aconteceu (eu que sempre fui ávida em ler e aprender quase o que quer que fosse), consegui perceber isto e até me interessei por ler romances históricos, pois tinha interesse em saber coisas sobre certas “personagens” como a Catarina de Aragão e um pouco da história de Inglaterra, Alexandre o Grande, Chopin e Gauguin e mais uns quantos. E agora também me entusiasmo a querer saber as coisas que o meu pequeno tem querido saber. Mas estive bloqueada estes anos todos em relação a isto.

2 – À minha filha do meio (esta que teceu o tal comentário), também voltada para o raciocínio matemático e científico, aconteceu-lhe o mesmo em relação à história e, ainda, ao português. Ela que em pequena adorava rimar e fazia imensos poemas, não gostou nada de aprender gramática e foi logo rotulada como “não tão boa a português” quanto às outras disciplinas (e ela até tinha 4 a português e a história, só não tirava 5, como às restantes) e assim, a sua genuína aptidão para versos_ que ainda sobreviveu uns tempinhos à conta de uma professora de Inglês que até lhe “publicou” os seus poemas num jornal da escola_ foi esmorecendo sob o rótulo “não, eu não percebo nada de português e não gosto de português”.

3 – Não tenho qualquer dúvida que logo de pequeno, se andasse na escola, este meu filho mais novo seria desencorajado em relação a desenhar, por exemplo. Ele não pegou em lápis até “tarde”, segundo os parâmetros “normais”, gostava era de construir em Lego e de coisas tridimensionais. Sei que ele tem muita aptidão para “ver no espaço”. Um belo dia percebeu que podia fazer um desenho para transmitir algo que queria comunicar e depois que podia representar planos e instruções para construir, que tinha na cabeça. E daí pôs-se também a representar o tridimensional em bidimensional (logo com plantas e alçados). Continua a não fazer “desenhos bonitos” como faz quem tem muito jeito para o desenho e para a pintura , mas desenha muito (e agora até com muitas cores) e sente-se bem a desenhar. Não tenho qualquer dúvida que esta aptidão lhe seria “bloqueada” se seguisse os trâmites “escolares”. O mesmo em relação à história e ao português, à educação física e se calhar a outras coisas mais.”

E continuando…

“Bem, mas isto sou eu a deduzir e a encaixar em parâmetros mais ou menos “normais” no que se refere ao que escolarizadamente ligamos à disciplina de História, para percebermos que em unschooling ela poderá também ser abordada, pois na cabeça de alguém que nunca frequentou qualquer “estabelecimento de ensino” como o meu filho mais novo, agora com 9 anos, isto não se passa assim desconectado de tudo o resto.

Como se pode perceber ao acompanhar o nosso blog, o fio que o conduziu foi o interesse pelo “como é composto o mundo-globo terrestre: oceanos e continentes (mar e terra) e como “dividimos a terra” e desde quando e como dividimos isto em países e os países nem sempre foram os mesmos e que língua se fala em cada país e porquê (o que nos levou a falar pela primeira vez nos Descobrimentos). E, como eu disse, ele agora já anda de volta dos antigos impérios (Nota: aqui no blog ainda não falei dos impérios, isto foi no tal grupo do facebook; vou colocar mais tarde um post, pois estas incursões pela História de Portugal têm derivado para várias coisas, uma delas, conhecer os impérios que têm existido). Mas desde pequeno que ele se interessava era por transportes (e foram os transportes e as viagens e as próprias viagens que fizémos e fazemos que o levaram à “Geografia”) e pela “história dos transportes”; e também por construções e pela “história das construções”.

Isto está tudo ligadinho.

E mesmo que eu, Isabel, racionalmente, compartimente e tente catologar isto de uma forma que possa figurar num certificado em como ele abordou certas matérias, naturalmente, o que se passa, é algo muito mais rico, interligado, conectado e difícil de registar e comunicar.

Isto está também bem explicado no site da Sandra Dodd em http://www.sandradodd.com/history/ (e no capítulo correspondente do seu livro “Big Book Of Unschooling”)

A minha “visão” é que um dia não tenhamos que ter certificados nem comprovar nada, bastando a pessoa com as suas competências, capaz de as executar e por em prática, numa idade em que naturalmente as manifestará. O que é o certificado mais válido que existe.”

Beijinhos e belas Histórias para todos!

Isabel

x

Caderno Verde

Pequenas Habilidades (bem úteis!)

– Habilidade com o martelo (desta vez a partir nozes, mas costuma também martelar pregos)

🙂

DSC07301

– Hábil a desenhar sobre base de pizza usando salsichas vegetarianas (é uma cara a sorrir, outras vezes desenha um barco, uma carruagem de comboio, uma árvore…); a pizza leva ainda milho, natas de soja, queijo de soja ralado e orégãos.

DSC07351

DSC07352

DSC07353

– A treinar a virar a massa no ar sobre uma frigideira (já coloquei esta foto num outro post atrás a propósito de explicar que apesar da massa ter ficado “inutilizada” _ para comer, por exemplo, pois foi bastante útil para este treino_ em unschooling (e não só!) muitas vezes outros e mais valores se levantam, a favor de uma aprendizagem natural…)

😉

DSC07395

-Nem mesmo um “fato de presidente” é impeditivo de praticar as suas habilidades culinárias…

😀

DSC07396

DSC07397

DSC07398

Comments (1) »