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De Janeiro a Julho de 2014 – parte II

Caderno Verde

Castelo, ginástica, culinária, preparação da viagem, desenhos, praia, projeto sobre o crescimento populacional…

Fomos algumas vezes andar de comboio até à estação do Oriente em Lisboa ou até Setúbal. E em Abril fomos também até Castelo Branco (terra da avó, eu e o Alexandre fomos e voltámos de comboio, enquanto o pai, a avó e o primo foram de carro _ é que o Alexandre enjoa imenso a andar de carro e assim juntamos o agradável da viagem pelas suas vistas maravilhosas e temos viajado assim), passar as férias da Páscoa com o primo e visitámos o castelo de lá, que ainda não tínhamos visitado.

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(a avó babadinha com os seus netos…) DSC00031 DSC00033

(mapas, pois claro!) DSC00034 DSC00035 DSC00039

(já a caminho da terra da avó…) DSC00040

Este ano, o Alexandre tem brincado mais com esse seu primo (cerca de 4 anos mais velho que ele) e com o nosso vizinho, que é da sua idade (com esse tem brincado quase todos os dias e ele também tem ido connosco a alguns passeios e até jantar fora connosco, etc.).

E continua a gostar de uma boa “Caça ao tesouro”… Esta, ele e o nosso vizinho, prepararam-na para mim!       🙂

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A mana Catarina veio continuar a pintar o seu quadro (aqui há tempos coloquei aqui umas fotos do início da pintura…), é sempre “uma aula” observar alguém a pintar, como mistura as cores, etc., até porque ela pede-me sempre ajuda para alguns pormenores técnicos.

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Perto da nossa casa fizeram um parque novo com aparelhos de ginástica e ele tem ido algumas vezes fazer ginástica lá, ora comigo, ora com as irmãs e também com o tal nosso vizinho.

Continua a gostar de cozinhar e então continua a intervir em algumas refeições, ora comigo, ora com a irmã mais velha. E põe sempre a irmã a encarnar a personagem de “chenhoura cozinheira lá do Norte” e é uma animação pegada.

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(embrenhado na preparação dos filetes de tofú… a que ele chama, desde pequeno “tofú com casca”!) DSC00160 DSC00161

Entretanto eu fizera anos em Fevereiro, no dia dos namorados e eles (os meus três filhos) fizeram, em conjunto, um bolo para mim, os papéis de embrulho das prendas que me ofereceram (desenharam, pintaram) e uns cartõezinhos em forma de coração; também descobriram, no meio das nossas batatas, uma batata em forma de coração que nos fartámos de fotografar.

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Foi também em Fevereiro que começámos a preparar a nossa viagem a Nova York. Comprámos em Fevereiro os bilhetes para Maio, para nos ficarem mais baratos (a quase metade do preço), tratámos do seguro de viagem, dos passaportes e do cartão de cidadão do Alexandre que ainda o não tinha. Fizémos contas aos gastos (temos sorte, porque a estadia foi grátis, pois um amigo emprestou-nos o seu apartamento de lá, para lá ficarmos). Lemos os guias da cidade de Nova York que já tínhamos, démos um caderninho ao Alexandre para ele apontar tudo o que queria visitar em Nova York, o que queria levar para lá, o que queria trazer, as recordações que as irmãs e o companheiro da irmã mais velha queriam que ele lhes trouxesse. E o Alexandre fez as suas pesquisas no Google Earth, como sempre (“visita” sempre todo o Mundo, assim, por fotografia aérea e em 3D _ inclusivé, o nosso Google apresenta as fotos tiradas em vários anos consecutivos, de modo que ele vai observando a evolução da construção de determinados edifícios ou zonas das cidades ao longo de alguns anos. Fez isso, por exemplo, com o One World Trade Center (e muitos outros), mas este, acompanhou essa pesquisa com muitos documentários que foi vendo de toda a construção, bem como do Memorial do 11 de Setembro (ground zero)).

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O Alexandre continua a desenhar edifícios das mais variadas formas, em papel (e pintados a canetas de feltro ou a lápis de cor), no computador (em programas como o Lego Digital Design, construções no MineCraft e outros).

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Em Maio, começaram os dias mais quentes e fomos à praia

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e foi também o aniversário do pai, a 14 (outro bolo!).

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(tarte de frutas, porque o pai adora fruta e foi dia de um jogo importante de um campeonato_ o pai gosta de futebol_, daí as velinhas em formato de bola de futebol) DSC00157

Pouco antes do dia da viagem, fomos ao banco comprar dólares americanos e o Alexandre esteve a “relacionar-se” com as verdinhas e a ver como eram e como poderia dar os trocos em dólares e cêntimos.

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Também já conhecia de cor e salteado o mapa da cidade e o mapa das muitas linhas de metro da cidade (céus (!), para mim aquilo é uma confusão).

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E também praticou várias frases em Inglês.

Ainda antes da viagem, um dia cheguei a casa e ele estava de volta dos mapas do Mundo e da Europa que temos e também na internet a fazer contas ao acréscimo e/ou diminuição da população dos vários países. Um pequeno projecto/trabalho. Isto porque tinha dado no noticiário (e tínhamos comentado em conjunto, uns dias antes) sobre a população de Portugal ter vindo a diminuir e a projecção era que, em 2020 (ou 2030? Já não me recordo bem…), na melhor das hipóteses, teremos passado dos nossos 10 milhões de habitantes para 8 milhões (e na pior das hipóteses para 6 milhões). O facto preocupou-o, mas então lembrou-se que tinha reparado no outro dia, nestas suas contas à população mundial que já tinha feito de outras vezes, que nalguns países a população aumentara, no lugar de diminuir. Então o tal trabalho aturado que se propusera fazer foi, pais a país, com referência aos dados que tinha no nosso mapa do mundo que se referem ao ano de 2012, calcular o aumento ou a diminuição no ano de 2013 (de acordo com os dados que pesquisara na internet para 2013); assim concluíu que, apesar de em vários países a população ter diminuído, no geral, a população mundial aumentou para o que contribuíram países como a China, por exemplo.

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(continua…)

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Da semana anterior à estadia em Monte Gordo

Caderno Verde

Da semana anterior à estadia em Monte Gordo

Portanto, cerca de duas semanas antes do seu aniversário.

😉

Isto porque por vezes tenho que situar as atividades que vamos desenvolvendo. Esta foi uma semana simples igual a várias outras, onde se foram desenvolvendo mini-projetos já em curso ou fazendo variações de alguns outros.

Tais como:

– Acrescentar mais bairros à Mega Cidade no Minecraft (ver aqui), desta feita, o Bairro Americano.

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Voltar a observar os mapas aéreos do mundo “à noite” para verificar as zonas dos vários continentes e mesmo dos muito países mais iluminadas e a seguir desenhar os mapas (desta vez de Portugal e da China) identificando as zonas mais “densamente” iluminadas.

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(o mapa da China foi contornado sobre a “nossa mesa de luz”, que são os vidros da janela da sala)

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(a seguir indicou a Espanha, envolvente)

😉

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– Avançar na implementação de mais países e conquistas no Jogo Civilization 4

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(na foto anterior eu tinha fotografado o mapa da China ao contrário, assim é que está com o Norte para cima…)

🙂

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– Regar e observar as nossas plantas em flor,

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as nossas alfaces já a dar semente

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e os nossos coentros que têm aromatizado os nossos pratos, na altura, de um Verão ainda muito tímido.

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– E os mapas continuaram a desenvolver-se apresentando agora rotas marítimas.

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– Relaxámos ao som de uma musiquinha calma e olhando para paisagens exóticas e lindas (um canal específico na televisão só para este fim…)

😀

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– E agora o mapa da Turquia (porque um nosso vizinho esteve cá entretanto e já não sei porquê, falámos na Turquia_ já sei! Porque a Turquia tem uma parte europeia e outra asiática, tal como a Rússia)

(este ele desenhou “de cor”)

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– Brincar, jogar, conversar com o nosso vizinho G., que é da idade do Alexandre e, ultimamente, tem passado cá mais tempo (este vizinho também gosta de Geografia e História então, não só se entretêm com mapas e jogos, como passam tempo a conversar na varanda partilhando uma chaise longue ou a jogar o jogo das nuvens (quando as há) ou o dos prédios, como vão lá para fora jogar à bola (quando chega o pai ou está cá o Bato) ou fazem espectáculos de magia (e têm jeito os dois para o ilusionismo!) sendo nós os espectadores.

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(os botões foram abrindo…)

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-Mais um mapa com complexas indicações (desta vez o dos Estados Unidos)

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– E fizémos um Clafoutis de banana (com pepitas de chocolate e canela)

Antes de ir ao forno:

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Depois de sair do forno:

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– Desenho de um edifício muito alto ainda em construção e com um sistema de gruas até ao topo (as Torres Petronas da Malásia foram por ele também desenhadas ao lado como referência para termos um termo de comparação para a altura do edifício ainda em construção, portanto, no futuro, ficará mais alto ainda):

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O Bolo e A Festa, a 14 de Julho…

Caderno Verde

O Bolo e A Festa, a 14 de Julho

De há uns anos para cá é a mana Catarina a responsável pelo fabrico e decoração do bolo. E engendra maneiras de concretizar os pedidos “exigentes” (porque dão muito trabalho) do irmão. Antes de fazer o primeiro para o mano começou “a treinar” com os bolos de aniversário do seu companheiro, Bernardo e logo depois teve uma grande empreitada, construir, comestivelmente, o Castelo do Super Mario. Seguiu-se o Bolo-Cidade e este ano, o Estádio onde joga o Zakumi e os seus colegas de equipa (o Alexandre não é nada fã de futebol, mas inexplicavelmente gosta de ver os desenhos animados do Zakumi e então pediu-lhe uma representação desses desenhos…)

😉

E aqui está o resultado (claro que a Catarina acaba por ter ajuda na decoração ou o bolo não fica pronto a tempo; desta vez ajudaram a mana Celina _ na confecção do estádio e dos bonecos_, o Bato, o G. e o próprio Alexandre na demorada tarefa de fazerem bolinhas que representam as pessoas nas bancadas):

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O resto da festa… este ano foi menos concorrida que em anos anteriores, pois os primos não puderam ficar até ao dia da festa, por irem de férias e alguns amigos habituais também. Por um lado, a casa agradeceu, ficou em melhor estado  no final!

😉

E o Alexandre, que durante uma parte da festa estava pouco animado, pois esteve muitos dias sem ver o seu amigo Bernardo e neste primeiro dia em que o voltou a ver preferia tê-lo com maior disponibilidade para brincar consigo às suas brincadeiras preferidas, acabou por se divertir, pois lá para o final do dia, cerca das 9h, depois das manas e Bernardo lhe oferecerem o seu presente (um jogo de construção de caminhos e aldeias, com terrenos que produzem/dão determinadas matérias (lã, feno, tijolos, pedras, madeira) chamado Catan), jogaram todos em círculo (ele, as manas, o Bernardo e dois dos nossos vizinhos), divertindo-se à grande (enquanto a M., de 6 anitos, os observava e via alguns filmes muito interessada e eu calmamente conversava com a P.

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Uns dias depois, já voltámos a jogá-lo, desta vez eu, o Alexandre e um dos nosso vizinhos, G. Passam-se algumas horas divertidas, porque fazer de descobridores e construtores, demora o seu tempo até atingir os objetivos do jogo! E este tabuleiro é giro, diferente dos outros que temos, é hexagonal!

😉

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Também lhe ofereceram este belo carro movido a água salgada (obrigada família F. !) da “Science 4 You”, no dia seguinte ao da festa já o Alexandre andava de volta das instruções…

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DSC08772… e este jogo do Monopólio na sua versão “Portátil” (obrigada, G.!), que também experimentámos (eu e ele) jogar no dia seguinte.

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O Alexandre de volta das instruções da construção do carro movido a água salgada:

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Depois já o mostrou ao G. e ao Bato.

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Conversa sobre o Vegetarianismo e NutriVentures

“Mãe, porque te tornaste vegetariana?” _ foi esta a pergunta que desencadeou nova conversa sobre o vegetarianismo.

Já houveram outras, a anterior tinha sido desde quando era eu vegetariana e o pai e a mana Catarina e o Bato, isto passado tempo desde saber que nem sempre o fôramos e mais tempo ainda desde perceber que, em Portugal, a maioria das pessoas o não é e mais tempo ainda (pequenininho) em que não se apercebia de tais diferenças.

E isto porque apenas me vou cingindo a responder ao que ele realmente pergunta (isto é, quando me perguntou “desde quando” respondi-lhe “desde…” e não “e também porque…”) pois, como por aqui já referi algumas vezes, o Alexandre não gosta que lhe debite “Informação a mais” ou aquela que ele não solicita quando solicita algo específico (acontece também com outras famílias).

Também por aqui coloquei um post sobre termos explorado a Pirâmide Vegetariana dos Alimentos a propósito do seu interesse pelas Rodas dos Alimentos.

Então a minha resposta a esta sua pergunta, que teve uma segunda parte, “Foi por causa do Robiyn, não foi?” (isto porque ele sabe que o Robiyn dá workshops que eu já frequentei e a mana Catarina e o Bato frequentam, e é vegetariano, bem como a sua família (às vezes os filhos do Robiyn vêm brincar com o Alexandre) e também porque o seu grande amigo Bato às vezes toca no assunto), foi a seguinte:

“Não foi propriamente por causa do Robiyn, foi através do Robiyn (isto em 1998, quando não havia muita informação em Portugal sobre o tema) que tive acesso a muita informação sobre o vegetarianismo, mas o Robiyn não diz para as pessoas se tornarem vegetarianas ou que deveriam fazê-lo. Foi por causa dos animais, sim, porque à mãe sempre lhe fez impressão saber como as pessoas matavam os animais para depois os comermos e nunca fui capaz de assistir (quanto mais praticar) à matança do porco em casa dos avós das manas, ou das galinhas, ou dos patos ou dos coelhos, pois eles são agricultores e criam alguns poucos animais para comerem, embora eles tentassem ensinar-me como se fazia, mas eu não era capaz, desmairia logo _ a mãe já desmaia só de ver alguém a levar uma injecção! Até cozinhar a carne que eles punham na cozinha logo após, me fazia impressão e colocava-a às escondidas no frigorífico (porque senão eles chamavam-me lingrinhas e fracota) até a carne arrefecer e  já não me fazer tanta impressão. Então quando tive acesso a toda essa informação e percebi que não era preciso comermos carne de animais para vivermos (e vivermos saudáveis) e percebi ainda, que não era coerente não ser capaz de matar os bichinhos nem de os ver matar e delegar em outros essa responsabilidade, que é o que fazemos quando não matamos com as nossas mãos os animais, mas os comemos mortos por outros, resolvi tornar-me vegetariana.”

“E então a mana Catarina?” _ ele sabe que a mana Celina não é vegetariana.

Bem, é melhor perguntares-lhe a ela quais foram as suas razões, se quiseres uma resposta mais fiável. As manas obviamente não tinham que se tornar vegetarianas, só porque a mãe resolveu ser vegetariana. Quando eu deixei de comer carne e peixe a mana Catarina tinha 13 anos e a mana Celina tinha 8, um pouco mais novinha que tu, agora. Eu expliquei-lhes o que te expliquei a ti agora e disse-lhes que ia continuar a fazer e a dar-lhes a comida que elas estavam habituadas e gostavam, mas que ia cozinhar outras coisas diferentes para mim, que não utilizassem carne nem peixe. Elas começaram a provar dos pratos vegetarianos que eu comecei a cozinhar e gostavam muito de alguns; a mana Celina gostava muito de tofu à Brás (e não gostava nada de um outro prato parecido que se faz com bacalhau em vez de tofú _ bacalhau é um peixe…”

“Eu sei o que é que é bacalhau!”_ interrompeu.

“Pois, a mana Celina não gosta de bacalhau. Também gostavam de “bifinhos de seitan” com “natas” de soja e de mais uns quantos pratos vegetarianos. Mas enquanto a mana Celina decidiu depois, uns anitos mais tarde, comer só comida vegetariana em casa e fora de casa continuar a comer as outras comidas que as pessoas cozinhavam (em casa dos seus avós, do seu pai, dos seus amigos, etc.), a mana Catarina decidiu tornar-se mesmo vegetariana. Eu um dia contei-lhe que quando ela era bebé não gostava de comer carne nem peixe, que cuspia tudo, só gostava de sopinhas, de fruta, de leitinho, e de algumas papas e que, como eu não sabia na altura que os bebés podiam crescer saudavelmente sem comer carne ou peixe, “obrigava-a” a comer a carne e o peixe, disfarçando tudo muito bem e mesmo assim ela cuspia tudo na maior parte das vezes. Não sei se o ter-lhe contado esta história da sua infância contribuíu para a sua decisão de se tornar vegetariana, tens que lhe perguntar. E também tens que perguntar diretamente à mana Celina se quiseres saber as razões da sua decisão em relação a este assunto.”

“Bem, dá-me mas é aí as minhas batatinhas cozidas com seitan, que já estou cheio de fome…”

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E assim terminou, desta vez, a nossa “conversa vegetariana”.

😀

Notas adicionais:

– Há aqui no blog um link para uma entrevista que dei ao Centro Vegetariano sobre a minha gravidez vegetariana e o meu pequeno ter sido sempre vegetariano desde a gestação.

– Há pessoas que me perguntam se eu nunca dei oportunidade de escolha ao meu filho (de ser ou não vegetariano). Dentro da minha barriga, não, eu era vegetariana e ele alimentava-se através de mim, logicamente. Até aos 6 meses alimentou-se exclusivamente de leite materno (também por decisão minha e não dele, se bem que ele gostava muito de mamar e a amamentação ao peito prolongou-se por vários anos, até ele querer e pedir). Aos 7 meses, primeiro introduzi-lhe só a fruta, depois as sopas de legumes e cereais e ao dar-lhe a primeira colher de papa Cérelac ele vomitou e eu não voltei a insistir (comprei-lhe das outras, nas lojas Celeiro, sem leite adicionado, mas comeu-as a irmã mais velha, que adora papas, ele não gosta da consistência das papas, assim que começou a comer a fruta esmagada e as sopas, já só queria comida com pedacinhos_ também nunca quiz puré de batata nem açordas, por exemplo. Entretanto o pediatra pediu uns testes de alergia, porque ele vomitava tudo quanto tivesse leite de vaca (ao primeiro pedacinho) e verificou-se a sua sensibilidade extrema à caseína e outros alergéneos do leite de vaca e não come laticínios (e eu, entre comê-los e deixar de amamentar o meu filho ou continuar a mamentá-lo optei com a maior das facilidades por deixar de comê-los, sou, portanto, ovo-vegetariana). Entretanto, mais crescidinho, o Alexandre teve já muitas oportunidades de provar, pedir, pratos de carne e peixe, mas nunca quiz provar e faz-lhe um bocadinho de confusão/impressão ver e cheirar a carne e o peixe, sejam crús ou cozinhados, sobretudo cheirar, revolta-lhe um pouco o estômago. Portanto, sim, ele tem, desde há uns anos, oportunidades de escolha. E as minhas filhas só não tiveram as mesmas oportunidades de escolha mais novas ainda, por falta de informação minha, tal como também não puderam optar por não ir à escola e praticarem uma “aprendizagem natural”, por falta de informação minha, na altura (essa também já foi uma das perguntas do Alexandre “Mãe, porque é que tu obrigaste as manas a ir à escola e não foste tão boa para elas como para comigo?”).

Uns belos dias e belas refeições para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Nutriventures

“Nutriventures: em busca dos 7 reinos” é uma nova série, portuguesa, que tem passado no Canal Panda e à qual o Alexandre acha muita piada. Tem a ver com a nutrição e a roda dos alimentos, mas também com reinos e aventuras.

Depois de ver vários episódios, soube que saíam em dvd e pediu-me para lhe comprar alguns (comprei-lhe os que já havia no mercado) e assim revê vários episódios sempre que quer.

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Entretanto descobri que havia um jogo on-line no site Nutriventures, inscrevi-o e começou a jogá-lo. Dentro do jogo há atividades várias, como comprar sementes, semeá-las no jardim e depois colher os seus frutos e ir gerindo moedas e pontos na compra e venda de vários itens ou para poder jogar o jogo propriamente dito. Também tem acesso aos episódios da série on-line.

A partir daí, começou também a construir reinos “Nutriventures” no Minecraft:

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E outra coisa que eu achei interessante foi quando me apercebi, numa conversa que ela ia a ter com a Catarina e com o Bernardo (Bato), no carro, tendo o Bernardo dito que não sabia bem quantos setores tinha a roda dos alimentos, que o Alexandre sabia-os de uma ponta à outra e respondeu-lhe logo: ” 7. A bem dizer, 8, contando com a água que está no centro e que se deve beber em muita quantidade. E deslindou todas as “fatias” da roda, a correlação entre elas e logo apôs as diferenças entre a roda usualmente explicada e a unicamente vegetariana.

Também me disse uma vez que a roda dos alimentos era um gráfico.

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Passeio de 4 dias a Viana – Dia 2, Xadrez, História de Portugal, Conversas, Tecnologia, Jantar fora, Perguntas e Hoobipistas

Passeio de 4 dias a Viana – dia 2, Xadrez, História de Portugal, Conversas, Tecnologia, Jantar fora, Perguntas e Hoobipistas

Dia 2, Sábado (podem ler sobre os três apontamentos do dia 1: o primeiro, o segundo e o terceiro).

Estávamos um pouco cansadinhos e resolvemos ficar por casa a explorar a casa e Neiva.

A nossa amiga tinha um jogo de xadrez muito giro com peças chinesas que ela trouxe de uma viagem sua que fez as delícias do Alexandre. Vou colocar daqui uns dias dois posts sobre os jogos de mão e tabuleiro que incluirão o xadrez e falaremos melhor sobre isto. Para já vou frisar a parte das peças diferentes. É que nós costumamos usar este nosso tabuleiro antiguinho, que o Alexandre sempre viu lá em casa,

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DSC07694(aliás, como podem ver aqui, nos primeiros contactos com o jogo, ele alterou logo as peças, adaptando os seus bonecos de peças Lego a peões, bispos, cavalos, etc.):

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e ultimamente também jogamos xadrez no iPad,

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mas depois do Alexandre se ter impressionado com este da nossa amiga,

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ter jogado uns jogos com o pai, outros comigo

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e até sozinho, dando-lhe outras funções (construíu um reino, com as peças),

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ao chegarmos a casa, o pai foi buscar um outro tabuleiro que lhe tinham oferecido de presente um dia e estava guardado por ser de vidro e passámos a jogar com as novas e frágeis peças:

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Também andámos a preciar os canteiros orientais da nossa amiga

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e a desfrutar do seu relvado. DSC07966

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DSC07968Ali perto também podíamos dar passeios embrenhando-nos num pinhal e chegando até ao rio e às suas pequenas cascatas. O Alexandre só foi no dia seguinte, pois neste estava mesmo cansadinho das pernocas, do dia anterior. Mas eu e o pai fomos à vez dar um passeio até ao rio e ler um bocadinho.

Mas também estivémos a ler com ele, em casa, pois a nossa amiga tinha em cima da mesa da sala este livro da História de Portugal em banda desenhada que eu já tinha estado para comprar quando andei a pesquisar sobre o assunto, mas como havia comprado aqueles 4 sobre os quais tenho partilhado por aqui, não comprei este. Então estivémos a rever, agora em banda desenhada, todos os temas que o Alexandre mais tem gostado na História de Portugal,

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o início, a Ibéria, DSC07972

(ele adora saber estas configurações mais antigas do mapa mundo) DSC07973

DSC07974as viagens, descobrimentos e conquistas, DSC07975

quando restaurámos a nossa independência, DSC07976

DSC07977de novo a passarola do Bartolomeu de Gusmão,

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DSC07979e o mapa cor-de-rosa!

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Também a instauração da república,

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a “nova” bandeira, DSC07982

DSC07983e no final do livro há um quadro com a evolução da bandeira portuguesa

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e um outro com a sequência dos nossos reis e dos presidentes da república. DSC07987

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(ele não sabe todos de cor, como é óbvio, mas sabe alguns, gosta de consultar e sobretudo gosta de fazer ligações entre uns apectos e outros).

Entretanto a nossa amiga chegou cedo do trabalho neste dia e estivémos a lanchar (com doce de ameixa caseiro!) e a conversar. A J. contou-nos do projeto (que desde há dez anos ele insistia em implementar e ainda bem que persistiu, pois agora começou a ter êxito!) de um amigo que nós também conhecemos e que nos interessou muito a todos. Como, uns dias depois de termos voltado tive a oportunidade de o explicar um pouco num comentário feito a um post de um blog de uma família em ensino doméstico a propósito de algo parecido, vou para aqui transcrever essas passagens:

A Paula, do Aprender em Família, publicou um post intitulado “Miguel Ângelo pintando a Capela Sistina” no qual deixei este comentário, após visitar o site por ela indicado, pois também já tínhamos visitado assim museus, através de uns links que me tinham enviado por e-mail:

“Também já visitámos museus assim virtualmente, é giro e há dois fins de semana atrás tivémos conhecimento que um conhecido nosso, arquitecto, está a desenvolver um projeto (aliás, já o lançou e tem tido pedidos de todas as partes do Mundo) com este tipo de tecnologia virtual para aplicar não só em museus, como em jardins zoológicos, e ainda a partir de um projeto (imagina que queres construir a tua própria casa e a partir do projeto andas a navegar nela e a visualizar como ficará exatamente…), na formação de pilotos de aviões, de cirurgiões a visualizar uma operação… não é bem assim num computador mas através do que chamam de “câmaras de imersão” e vês tudo em 3D. É fenomenal!”

No fim destas conversas pós-lanche, resolvemos ir jantar fora a Viana do Castelo (a um restaurante chinês, porque não havia um indiano e nós somos todos vegetarianos _ a nossa amiga também_ comer um arroz xau-xau vegetariano e tofú na caçarola e sopa de milho, que estavam uma delícia.

Durante a refeição, o Alexandre fez uma pergunta: “O que é uma Pergunta Retórica?” Ora que eu e o pai não tínhamos a certeza e dissémos-lhe que íamos confirmar em casa, mas a nossa amiga sabia e respondeu-lhe, dando-lhe um exemplo: “Gostas de sopa de milho, não gostas?” (é uma pergunta em que praticamente tu perguntas e dás a resposta ao mesmo tempo, ou em que a resposta está contida na pergunta). Ela achou piada a ele fazer este tipo de perguntas e ao facto de ele ter percebido logo. Ora que, não sabendo de onde vinha esta pergunta e não conhecendo a conexão imediata que ele fez assim que obteve a resposta da nossa amiga, poderia pensar-se que ele, ou não perceberia bem uma resposta só assim simples e direta ou que daqui a uns tempos já não se lembraria. Mas o facto é que no dia a seguir eu perguntei-lhe se ele tinha percebido e ele respondeu que sim e deu-me logo outro exemplo de outra pergunta retórica. Eu pensei, “Bem, percebeu mesmo”. E, não satisfeita, pus-me a indagar a razão de tal curiosidade, isto é, porque é que ele tinha feito a pergunta; respondeu-me ele: “É que no “Leroy & Stitch”, o Gantu pergunta ao Dr. Hamsterviel, “Tu nunca percebeste o significado de Aloha, pois não?” e o Dr. Hamsterviel responde “Bem… acho que significa…”, mas o Gantu volta a falar, interrompendo-o,”Ah, era uma pergunta retórica!” e eu queria confirmar o que era uma pergunta retórica”. Pronto. Assim, simplesmente.

Outra coisa que me surpreendeu: o Alexandre praticamente não conhecia esta nossa amiga, a última visita que ela nos tinha feito, tinha ele 3 anitos. E deu-se logo muito bem com ela. E no final do jantar, tínhamos todos acabado de sair do restaurante, quando nos lembrámos que o Alexandre tinha pedido para levarmos uma sopa de milho para casa e não a tínhamos pedido; então o pai voltou atrás e como eu fiquei na dúvida se ele iria pedir a sopa certa segui-o e enquanto estava lá dentro é que me lembrei “ups! Se calhar o Alexandre não ficou confortável em ficar sozinho lá fora com a J. (pois isto já aconteceu com outras pessoas que ele não conhece bem), deixa-me cá despachar a ir lá para fora”, mas o Pedo ainda me pediu umas moedas e acabei por voltar a sair já com ele e com a sopa e ficámos agradavelmente surpreendidos ao chegar cá fora e verificar que estavam os dois (Alexandre e J.) muito entretidos a jogar o jogo das Hoobipistas, que o Alexandre lhe tinha logo proposto para jogarem e ensinado à J., pois ela não o conhecia.

Jogo das Hoobipistas: foi um que ele aprendeu já há alguns anitos a jogar com o programa dos “Hoobs” que dá no canal Jim Jam e que jogamos regularmente quando viajamos de carro, por exemplo. Basicamente, um dos jogadores pensa (escolhe) numa palavra e vai dando pistas aos outros (e a seu pedido) até eles acertarem na palavra que ele pensou. Começa com a frase “Já pensei”, seguindo-se o pedido dos restantes “Olé, olá, uma Hoobipista já!”.

😉

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A modos que Feliz

Olá, vivam!

Aqui há tempos, o Alexandre jogava Mine Craft e, depois de ter já construído a nossa casa baseando-se mesmo na planta da nossa casa

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(o nosso comprido corredor)

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(a nossa cozinha)

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(a nossa “sala comum”)

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(o quarto das brincadeiras… e havia mais_ eu é que não tirei mais fotos_ , estava a casa completa, mesmo de acordo com a planta da nossa casa, aqui é que não dá para ver…),

estava a construir uma cabaninha muito acolhedora e chamou-me para eu ir apreciar o quão bela estava. E disse-me “E isto assim com poucos materiais, que estou no modo sobrevivência.” “Modo sobrevivência?”_ perguntei incrédula (é o que faz perceber muito pouco detes jogos). “Sim, mãe, é um dos modos do jogo. Há bocado estive no modo criativo e também há o modo aventureiro.” “Ah! Gosto mais desses!!!”_ exclamei_ “Mas de facto, mesmo nesse modo sobrevivência, construiste uma cabaninha mesmo fixe!”

Ultimamente no facebook alguns dos meus amigos da rede têm escrito por lá que estão no modo Natal. Ora, pois, parece-me que nós, por cá, estamos nesses modos todos ao mesmo tempo: modo sobrevivência (se bem que eu não gosto muito deste modo, prefiro o modo vivências), modo criativo, modo aventureiro e modo Natal! E também acionamos o modo ativo e o modo passivo e o ativo de novo e aí vamos nós!

🙂

Bem, conjugando o modo Natal com o modo sobrevivência e o modo criativo, fomos fazendo as tradicionais decorações… isto porque este ano, a nossa bela árvore que nos tem acompanhado de há 11 anos para cá partiu-se no tronco, na zona de encaixe dos ramos. Esta árvore custou-nos 75 euros há 11 anos, é grandinha e não vinha nada a calhar ter de a substituir.

Então a mana Catarina, acionou o modo criativo e pôs-se a engendrar soluções para que os ramos encaixassem e não caíssem. Pensou numas braçadeiras metálicas (daquelas que se usam nas canalizações), que abraçassem o tronco na zona de encaixe dos ramos e colocaríamos os ramos que ficariam impedidos pela braçadeira de deslizar. Fomos comprá-las ao Leroy Merlin e experimentámos. Não funcionou. O que vale é que no Leroy aceitam devoluções caso o que compremos não sirva e uma das funcionárias, atenciosa, sugeriu-nos colocarmos silicone na zona dos encaixes para segurar os ramos, mas aquilo não nos estava a entusiasmar. Foi quando a Catarina pensou na cola quente, pois tem utilizado esse material em várias situações nos cenários das peças que representa (e também ajuda na cenografia) e sabia como se comportaria. Comprámos então uma pistola e uns tubinhos de cola quente… e funcionou!!!

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Continuamos assim com a nossa querida árvore de há 11 anos e de 1,60 m de altura.

Também mantivémos as decorações para a árvore que eles (Catarina e Alexandre) fizeram, em feltro, o ano passado (ou há dois anos, já nem sei…) e as de cartolina de cores de há dois ou três anos atrás

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e como novidade colocámos uns queques e uns sorvetes muito coloridos que comprei para este ano.

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Ah! E ainda colocámos na árvore esta bolinha que recebi este ano de presente na festa do 5º aniversário do centro onde pratico yôga:

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Nas portas e nas janelas colocámos as decorações do ano passado feitas com cartolinas brilhantes e “pedras preciosas”.

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Recuperámos uma coroa também já muito antiga erntrelaçando uma grinalda de contas azuis brilhantes, também de há anos, para colocar na porta de entrada.

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E pelo resto da casa colocámos umas bolas, mini-árvores de Natal e mais uns apontamentos natalícios, usando o que havia no baú dos enfeites.

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(esta é tipo uma caixinha de música que nos ofereceram há uns anos)

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As luzinhas para a árvore também se mantêm a funcionar de modo que, contas feitas, gastei 4 euros na pistola de cola quente e 1 euro nos tubinhos de cola quente extra e 13 euros nos queques e gelados e estes foram os gastos em decoração (que delego sempre nos meus dois assistentes, Alexandre e Catarina, pois eles gostam de se encarregar da decoração de Natal e eu nem tanto assim e tenho muitas outras coisas para fazer…)

😉

Do modo Natal também fazem sempre parte os filmes de Natal que o Alexandre tanto gosta de ver. Este ano tem incidido mais nestes:

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À mistura com estes que também têm uma qualquer magia:

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Os presentes entraram em modo reduzido, mas por pequenos que sejam dão sempre para uma sessão de escrita (o Alexandre a escrever que este é o seu presente para a mana Catarina):

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Não fizémos nem comprámos calendário do advento, embora ele goste muito de colocar cruzinhas nos dias de Dezenbro à medida que vão passando. Isto porque não se proporcionou este ano e quando démos por ela já estávamos a 8 ou 9… Assim, de novo em modo criativo-sobrevivente, arrancámos a folha de Dezembro do calendário que eu tinha na entrada, colocámo-la na porta do roupeiro do quarto (onde tem sido hábito colocarmos os calendários de advento anteriores e o Alexandre vai colocando as cruzinhas nos dias e, um dia ou outro, arranjamos uma surpresa (uma delas foi um dos filmes de Natal, o Arthur Christmas, outra foi darem-me a mim um presente_ ele e a mana Catarina fizeram um jantar completo que eu tive como surpresa ao chegar a casa num dia que tive que vir umas horas mais tarde (frutos secos como aperitivo, creme de cenoura e pão de alho de entrada, batatinhas no forno e cebolada de tofú e arroz de tomate e seitan na frigideira e um bolo de iogurte de soja para sobremesa)… que delícia! Até estou a gostar muito deste calendário do advento super improvisado.

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E agora, em modo aventureiro,  aventuro-me a partilhar convosco um presente que tenho dado a mim própria de há uns anos para cá: sentir-me mesmo a modos que Feliz. Com crise, ou sem crise, com mais ou com menos, podendo viajar ou não podendo de todo (podemos sempre viajar dentro de nós e descobrir coisas que temos e não lhes damos uso porque não nos lembrámos que as tínhamos, como a capacidade de amar, por exemplo), com mais família, menos família, mais amigos, menos amigos, em épocas festivas ou de introspeção, um fluxo, um vai e vem com o qual nos podemos deixar embalar, sem contudo afetar quem de verdade somos. Não é pura poesia. Foi de facto uma pérola que tenho vindo a descobrir e a polir e este ano vi, percebi e senti todo o seu brilho.

Vou ver se explico melhor, pode ser que venha a ser também um presente para mais alguém: eu sempre me dei bem com as mudanças, nunca fui muito resistente a elas e ainda menos a mudar eu própria (as minhas perspetivas, as minhas atitudes, a transformar o que cá dentro se manifestava em conflito, tornar-me coerente comigo própria e as minhas ações coerentes com o que penso e sinto e sei); sempre me dei bem com as mudanças, dizia, e mudar não me traz insegurança; no entanto, não tenho achado muita piada quando me dizem e/ou leio que mudar é o que de mais certo temos, que a única constante da vida é a mudança e coisas que tais (tais como fluxo e refluxo, movimento pendular e uma interminável repetição entre polaridades), que já todos sabemos, mas que não condiz com o que sinto cá dentro em modo profundo. Assim, profundamente, sempre senti que há algo que não muda nunca e não conseguia ditinguir bem o que era.

Há uns dois anos atrás, li um trecho no livro de David Icke, “Raça Humana, Ergue-te”, que me fez muito sentido (bem, talvez já tenham lido noutros textos do meu blog como leio sobre física quântica e que vários autores e cientistas falam sobre a realidade não ser o que vemos e captamos através dos nossos cinco sentidos e alguns chegam mesmo a identificar o que chamamos de mundo sólido e tridimensional com uma “realidade holográfica”, algo virtual_ anos atrás ainda, já ouvira isto mesmo nos workshops do Robiyn e com uma demonstração detalhada de como funciona um holograma e a holografia; David Icke também corrobora do mesmo em alguns dos seus livros, daí que não estranhem este trecho):

“(…) aquilo a que chamamos Universo, é uma ilusão holográfica, semelhante a quando olhamos para uma projeção de um céu noturno, no planetário. A única diferença é que no Universo as projeções parecem ser tridimensionais, por serem em holograma. (…) o Amor Infinito é a única Verdade, tudo o resto é uma ilusão_ tudo. (…) o Amor, no seu verdadeiro sentido, não é aquilo de que gostas, é aquilo que és. (…) o Amor é o equilíbrio de tudo. A Unicidade Infinita é a única Verdade, tudo o resto é ilusão. (…) Se vibra, é uma ilusão. O Infinito não vibra; é a harmonia e a Unicidade de tudo. Apenas a ilusão vibra – aquilo que é criado pela imaginação e pela ilusão da mente. Já mencionei antes que, quando experimentei o estado de Unicidade Infinita, não havia vibração, apenas calma e um movimento ondulatório em câmara lenta. (…) “

Pois, eu já tinha pecebido isto , mas não interiorizado bem, vivendo-o, “sabendo-o com o coração”, como gosto de dizer. Foi ao juntar várias coisas, várias vivências em que tive como que “insights” e em que entrei em estados onde também percecionei esta calma e tranquilidade eternas e ao mesmo tempo de grande jovialidade e alegria, que de repente se deu o clique:

Um dos primeiros “insights” assim fascinantes para mim, foi no decorrer de um exercício proposto pelo Robiyn num dos seus workshops, durante o qual de repente percebi que costumamos repetir (e às vezes mecanicamente) que somos uma parte do Todo, e que nem isso me fazia bem sentido; assim, realizei na altura que eu e qualquer um de nós não somos uma pequena parte do Todo, uma gota minúscula no oceano e sim, o próprio Todo, Uno e Indivisível que apenas se vai focando em cada aspeto que nós inadvertidamente chamamos “parte” (mais tarde ao ler este livro do Icke que referi vi que isto está muito bem explicado no capítulo a que pertence o trecho acima e no capítulo seguinte, para além de outros detalhes muito elucidativos de como é que isto tudo funciona então e a questão da não existência do “tempo” e muitas outras).

Depois houve um outro “insight especial” numa bela madrugada em que sonhei ser um pequenito índio às cavalitas do seu “grande” pai e que assim o acompanhava para todo lado (um pai extremoso que assim lhe mostrava tudo o que havia para aprender); senti uma felicidade tamanha, uma segurança inabalável, uma vida natural, cheia e rejubilante dentro de mim e acordei nesse estado e percebi que tudo isso era eterno e transportável para qualquer momento no tempo e lugar do espaço, portanto, para qualquer Agora. Aquele pai extremoso vivia agora, na minha vida agora e eu era uma filha completa e feliz (não que o meu pai não tivesse sido um bom pai, mas aquele do sonho transcende todas as expetativas, asseguro-vos).

E agora mais recentemente, um outro em que, ao reviver mentalmente vários momentos em que pego crianças ao colo e elas se acalmam de imediato (o que me tem acontecido frequentemente ao longo da vida, algumas crianças inquietas ou com alguma dor chegam mesmo a “adormecer instantaneamente”), percebi, senti, descobri, soube, sei lá, que posso fazer o mesmo a mim própria, se precisar, posso pegar em mim ao colo e usar esse talento inato que acalma bebés e crianças em mim própria, assim, natural e espontaneamente, sem chegar a pensar nisso sequer.

Bom, o que é isto tem a ver com aquele quê imutável em cada um e em todos, no Todo? Tem Tudo a ver. E também o sentimento que aquilo que verdadeiramente sou o era aos 17 anos e exatamente da mesma forma agora aos 47. Sempre senti isso, ao “longo dos anos”.

E aqui há um mês ou dois (ou três, já não sei bem… como eu sou em relação tempo…) li também este trecho, agora num livro do Deepak Chopra, “A receita da Felicidade” (eu não sou de receitas, mas está bem, quer dizer, mesmo as culinárias adapto-as a meu bel paladar; percebo que o título tem qualquer coisa de marketing…)_  ainda assim o livro é bastante bom e este trecho enquadra-se no capítulo “concentre-se no Presente”, um dos sete passos a seguir, da “receita”:

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“O mundo exterior surge em cada novo agora e nunca assume o mesmo aspecto da sua encarnação anterior. A mudança constante é a sua lei; a transformação perpétua possibilita todos os processos, incluindo o processo da vida. Isto significa que o seu verdadeiro eu pode definir-se como um ponto imóvel rodeado pelo fluxo de transformação. Se se deixar absorver por este ponto imóvel, permanecerá imutável no meio da mudança.” (…) “Estar presente e experimentar a presença são o mesmo e nenhum deles requer qualquer esforço. Não pode trabalhar para estar presente, apenas está. Se praticar a atenção plena, esta qualidade de presença alegre começará a acompanhá-lo em todos os momentos. Se der por si distraído, o simples facto de notar que está distraído é suficiente para o trazer de regresso ao presente. O tipo de atenção que aqui refiro não tem nada a ver com o vazio ou com um estado de vigilância. Não exige concentração nem intensidade. É o estado mais relaxado e natural possível, porque não existe nada de mais relaxado que o seu verdadeiro Eu. Centre-se nele ao observar cada atividade que o distrai e ao deixá-la fluir. “Tão depressa vem como vai (Easy come, easy go)” é uma expressão que possui, na realidade, um significado espiritual. O que vai e vem não é o seu verdadeiro Eu. O seu verdadeiro Eu é a beatitude que existe para lá do tempo.”

E logo depois uns conselhos ” Não sou o bulício incessante da minha mente. Não sou a história que a minha mente me narra repetidamente. Não sou as minhas memórias nem os meus sonhos para o futuro. Sou o ponto imóvel que pertence ao agora e à eternidade. (…) Separarei o momento presente da situação presente. Todas as situações surgem e passam. As circunstâncias mudam, mas eu permaneço.” (os passos da”receita” não são todos assim mais etéreos, digamos, há outros muito mais práticos, como por exemplo um que pus logo em prática numa situação pela qual passava quando estava a ler o livro e que me fez muito sentido e deu um resultadão: “Desista de ter sempre razão _ Desistir da necessidade de ter razão não significa que deixe de ter um ponto de vista, mas sim que desiste da necessidade de o defender a todo o custo.”).

Ora que isto conjugado com o texto do Icke (ou melhor, com o que está escrito em todo o capítulo ao qual pertence o pequeno trecho que transcrevi e no capítulo seguinte e que explicam bem como funciona aquilo que normalmente achamos ser a nossa realidade) e conjugado também com o que produziram em mim aqueles três insights que descrevi acima, fez-me novo clique e ativou o modo felicidade

😀

E assim, a modos que Feliz, beijinhos para todos e um Feliz Natal, o que quer que isso signifique para vós.

Isabel

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Este Verão IV

Setembro – 2ªsemana

Vivam, boa noite!

Este post acontece na sequência de Este Verão I, II e III e visa a gora a 2ª semana de Setembro.

Esta 2ª semana começou com o regresso da terra da avó. Muitas coisas para descarregar e arrumar. E fotografámos os produtos tão naturais que trouxémos da terra (não só dados pela avó, como também pelos vizinhos e familiares da avó), identificando-os

(courgette)

(abóbora)

(muuuuuiiiitas cebolas…)

(… novinhas, acabadinhas de apanhar)

(dulcíssimas maçãs)

(figos, que eu adoro!)

(uvas, pequeninas, delicadas e muito doces)

(nabiças)

(batatas)

(e um maravilhoso doce de tomate_ o meu doce caseiro preferido_ feito pela avó)

e depois tivémos que por mãos à obra na cozinha, para aproveitar alguns destes produtos de forma a que não se estragassem. O Alexandre ajudou nas medições (adora medir), a mexer os tachos e a anotar as quantidades e os ingredientes que usámos para uma sopa que ele adorou, não fosse eu esquecer-me do modo como a fiz  e ele não voltasse a provar a deliciosa sopa!

(doce de courgette com nozes)

(esparregado de nabiças. Também aproveitámos o resto das nabiças e fizémos uma sopinha de nabiças, à moda da minha avó e dois dias depois a tal sopa que ele quiz eternizar no papel, aproveitando a abóbora; foi uma sopa de abóbora e alho francês, mas à qual adicionei cubinhos de tofú fumado que lhe deu o tal sabor que ele adorou e umas folhinhas de rúcula).

Também vinha com saudades dos seus jogos de construção no computador. Depois do “SimCity”, sobre o  qual contei aqui, tem explorado um outro, onde pode construir as próprias casas (e se quiser toda uma cidade e ainda muitas outras coisas, mais tarde foi desenvolvendo e relatarei depois, noutro post) e equipá-las por dentro, trata-se do “MineCraft”. Depois escreve sobre tabuletas, lá dentro do jogo (escreve no computador), a dizer “casa do Alexandre”, “jardim do Alexandre” e “1º andar”, “2º andar”…

Este tipo de jogo é muito interessante, pois ele escolhe os materiais que aplica e os módulos de construção. Outra característica que aprecio muito é a facilidade que ele já adquiriu em mudar de ponto de vista, ampliar, reduzir, rodar a uma velocidade impressionante (o mesmo que faz também a lidar com os mapas no iPad).

Também voltou ao seu desenho da planta do grande centro comercial que não tinha sido terminado, para lhe acrescentar mais uns módulos.

Esta tinha sido a última foto desse desenho que eu já tinha aqui partilhado:

E então como completou:

Foi uma semana de completar desenhos, pois o mapa de Lisboa que tinha sido feito em casa da avó foi também complementado com a indicação das estações da linha de Cascais e algumas da de Sintra (ele sabe a sequência das estações destas duas linhas quase toda de cor_ faz-me lembrar o que a minha mãe me disse que, na altura em que fez a 4ª classe, precisava de decorar o nome das estações da linha de Cascais, embora vivesse em Coimbra, e eu achar aquilo um disparate. Entretanto tiraram tal coisa do currículo, ainda bem, claro, mas agora tenho um filho que, sem nunca ter sido obrigado a decorá-los, sabe os nomes de todas as estações, não só da linha de Cascais, mas também da de Sintra, de cor, pela simples razão de tanto utilizar as duas linhas, por gosto e gostar de saber os nomes das estações):

Também foram feitas novas plantas, como esta da Estação do Oriente agora com indicadores (CC-Centro Comercial; M-Metro; A-Autocarros; C-Camionetas; E-Escritórios), por sua iniciativa como de costume (parece-me que a legenda dos mapas do livro do Gerónimo Stilton que eu mostrei no último post começou a surtir o seu efeito)

Esta foi uma semana muito tranquila. Eu ainda estava de férias e os dias estiveram bem quentinhos, de modo que fomos fazendo várias coisas em casa, tranquilamente e ainda fomos uns três dias à praia, aproveitar o sol. Desta vez, para além do habitual castelo e respetivo fosso à volta, túnel e ponte, também construíram um vulcão e brincaram “aos castelos”, com habitantes especiais, num dos dias as littlest pet shop e noutro os smurfs (pois que o castelo era uma verdadeira aldeia de smurfs!)

🙂

Na praia, também se fazem experiências de Física; o pequeno estava a ver de que lado vinha o vento e em como ele tem força suficiente para segurar a toalha ao corpo:

Estando uns dias maravilhosos e quentes, ficámos até depois do pôr do sol, num dos dias saímos da praia quase às 9h da noite…

Mais computador, desta vez simulador de condução de comboios, com maquineta própria:

(a partir da estação…)

(um túnel!)

E um comboio que passa no sentido contrário:

(uma perspetiva das linhas, que ajuda o condutor)

Num dos dias, acabei de fazer o almoço e quando cheguei à sala, o Alexandre estava com este livro ao colo e começou a mostrar-me o que o estava a interessar. É um livro que um cliente do Pedro (o pai) lhe ofereceu, pois é dono deste barco e já nos convidou para nos levar numa pequena viagem:

Interessaram-lhe os desenhos técnicos do barco e de um motor…

(“Mãe! Esta é a Tore de Belém!”)

(“E esta a Ponte 25 de Abril!”)

Entretanto já agendou com a mana Celina uma ida à Torre de Belém, visitar mesmo por dentro.

Os nossos livros não estão todos todos arrumadinhos nas estantes. Alguns sim, a sua maioria, mas há muitos livros que vão vivendo sobre os móveis, porque um e outro vão pegando neles e é como se “estivessem em uso por uma temporada, de vez em quando alguém lhes pega”. Este livro, desde que o Pedro o trouxe, mo mostrou (e ao Alexandre) e nos falou do convite do seu cliente, que tem andado por aí e desta vez, o Alexandre passou uma boa horinha de volta dele.

Amanhã, este blog completa 4 anos de vida! Quatro anos de partilha das nossas vivências em Ensino Doméstico.

Beijinhos e belos dias para todos.

Isabel

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