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Reorganização Familiar

Bom dia!

Continuando a partilhar os nossos passos em direcção ao homeschooling

Após o Alexandre nascer, organizámo-nos de forma a um de nós (os pais) poder estar sempre com ele durante os seus primeiros anos de vida.

Ouvi uma vez a Flávia de Monsaraz dizer que, tendo a ver com os ciclos dos planetas (especialmente a lua que tem a ver com o nascimento e a maternidade), uma criança nunca devia estar afastada um dia que seja da mãe, até aos três anos de idade. E que o contrário provoca problemas às crianças que se reflectirão em adultos, de identidade, dependências e outros. (A Flávia de Monsaraz é astróloga e fundou o Quíron – Centro Português de Astrologia).

Parece complicado estarmos sempre com ele, mas há soluções, mesmo trabalhando nós os dois, pais. O importante é definirmos quais são as nossas prioridades.

Nos primeiros 4 meses usufruí da licença de maternidade, aos quais somei o meu mês de férias desse ano, ou seja, fiquei 5 meses todo o tempo com o Alexandre, mais sete meses de horário especial (reduzido) para amamentação até ele completar um ano de idade e, para além do ano de idade, ainda prolonguei mais nove meses esse horário reduzido (é possível, apresentando atestado médico em como a criança continua a ser amamentada a leite materno). Passado esse tempo optei pelo horário contínuo (também acessível, por legislação, a pais com filhos até aos doze anos de idade).

Entretanto, o Pedro, que trabalha por conta própria, organizou o seu trabalho por forma a estar com ele até eu chegar a casa. E temos a preciosa ajuda da avó paterna ao longo do ano, da avó materna quando vem de férias e da mana Catarina e do seu namorado, sempre que podem (muitas vezes, porque gostam muito de estar com ele e têm uma forte vocação para crianças). A mana Celina é uma rapariga muito ocupada, a estudar e com muitas actividades, mas também ajuda às vezes.

dsc005252Ainda antes de completar o seu primeiro aniversário, estava eu a ver pela 2ª vez o filme “Lorenzo’s Oil – Acto de Amor”, com a Susan Sarandon e o Nick Nolte (faz parte da “Lista de Filmes afins aos temas deste blogue”, ver página Filmes), quando senti, de repente, por afinidade com a determinação dos pais da criança, no filme, em pesquisar e descobrir uma solução para o problema de saúde do filho, que sim, teria essa determinação, neste caso em pesquisar e arranjar soluções para seguirmos em frente com a nossa vontade de “não pôrmos o Alexandre na escola”… (a não ser que o queira!), pelo menos nas escolas “habituais”…

Parece que nada tem a ver, uma coisa com a outra (o assunto do filme, com o que senti na altura), mas facilmente as coisas se ligam e interrelacionam … Também porque me habituei com o “treino” dos workshops do Robiyn, a ver os filmes sob um outro “prisma” e a desenvolver um trabalho “interior” de transformação da nossa energia “empatada” em algo ou em algum lugar. Agora, quando vejo um filme que se preste a isso, já é automática a empatia e a profusão de sentimentos e de ligação e interrelação das coisas.

A partir daí comecei a pesquisar sobre outros métodos, pedagogias, na internet, lendo livros, conversando com o Pedro, com a Catarina, com amigos…

Para a semana referirei o que de mais interessante “descobri” ao realizar essas pesquisas.

Então, uns belos dias e até à próxima publicação (a 13, Lua Cheia)!

 

Caderno Verde

Rectas e curvas

Graças ao seu interesse especial e muito marcante por comboios, assim que descobrimos isso, começámos a comprar-lhe, como brinquedo, peças para construir as suas linhas de comboio e locomotivas e carruagens. Começou por ser uma “pista” (como ele diz), pequena, e com o passar de Aniversários e Natais e Dias da Criança e outras ocasiões, as peças foram aumentando em número e hoje já constrói pistas assim:

E graças à tarefa de as construir, não tinha ainda três anos e já sabia o que eram rectas e curvas (“Preciso de uma recta maior, preciso de uma curva…”):

Depois começou por interessar-se por livros sobre comboios (até tem um sobre a história dos caminhos de ferro que não é para crianças, foi ele que o pediu e pede-nos para lho irmos lendo à noite.

Também tem livros sobre comboios para crianças e jovens.

No outro dia, estávamos numa loja de brinquedos, ele de volta dos comboios, como sempre e disse que para o Natal queria o comboio do pantógrafo. “Pantógrafo?” – perguntei eu – “O que é um pantógrafo”? Tinha uma vaga ideia, da altura do liceu, de um instrumento “antigo” para ajudar a reduzir ou a ampliar formas, em desenho.

E ele e a Catarina lá me explicaram que é “aquela parte de cima dos comboios eléctricos que encosta nos cabos de electricidade e faz transmitir a electricidade ao motor”. “Está no meu livro dos comboios!”

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