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Da Elsa, com carinho

Olá a todos!
 
Hoje temos a contribuição de uma amiga a quem pedi para escrever algo sobre a sua experiência até agora e tendo começado este “ano lectivo”, a trabalhar  num colégio onde utilizam algumas práticas inspiradas no método da escola moderna. Como vem a propósito e dá seguimento ao post anterior…
 
Eis o que tão prontamente me enviou, o que agradeço do coração (obrigada Elsa! Beijinhos e a continuação de um belo trabalho):
 
“Na escola onde estou, ainda não estão a aplicar o método da escola moderna a 100%, embora o que já colocaram em prática eu tenha gostado.
 
O que considerei curioso e interessante foi o facto de no pré-escolar os grupos serem verticais, isto é, as  criança estão agrupadas com idades diferentes. As crianças de 2 anos estão na mesma sala que as de 3, 4 e 5 anos. A forma de trabalhar com estes grupos é muito interessante e exige muito mais trabalho por parte do educador ou professor porque tens que conseguir despertar o interesse das diferentes idades e sabemos que estão em estádios de desenvolvimento muito diferentes.
 
No início fiquei um pouco confusa, mas depois percebi que tudo depende das nossas expectativas. Nós não podemos querer que uma criança de 2 anos reaja da mesma forma que uma criança de 5 anos. Percebi também que as crianças mais pequenas muitas vezes parecem não estar a perceber nada, mas estão a perceber e a gostar das actividades mas dentro do seu ritmo e do seu desenvolvimento.
 
Outra situação interessante é que as crianças aprendem muito umas com as outras, os mais velhos são incentivados a ajudar os mais novos e os mais novos começam logo a adaptar-se a estar com crianças mais crescidas e a aprender com os amiguinhos.
 
Apercebi-me que consoante a idade a criança apreende aquilo que é importante para ela naquele momento e que ela própria faz a selecção da informação, mesmo que seja inconscientemente.
Todos os grupo se inter-ajudam entre si e quando isso não acontece as educadoras incentivam para que assim seja.
 
Todos os desenhos e trabalhos que estão expostos pela escola são elaborados só pelos alunos, não existe o hábito de o educador ou professor ir retocar o trabalhinho porque não é bem assim que se faz, porque o boneco é um risco, etc.
O trabalho de cada criança é valorizado e exposto tal e qual como ela o fez, seja considerado bonito ou feio pelo adulto. Por vezes ao lado do desenho está uma “tradução”, isto é escreve-se o que a criança descreveu do seu próprio desenho.
 
Penso que até agora são estes os pontos mais relevantes que tenho experienciado com este método no último mês e meio.
Eu ainda não tinha trabalhado com grupos verticais e estou a gostar da experiência.

Muitos beijinhos
 
Grata por existires
 
Elsa Lopes “

 

Caderno Verde  

Animais

Até agora, só lhe conhecíamos afeição por gatinhos. Tivémos um em casa quando ele era bébé.

Ao contrário da Celina, que tem mesmo uma perdição por gatos, que quando era pequena andava sempre a observar os bichinhos e levava no bolso caracóis e bichos de conta e que ficou felicíssima quando estivémos rodeados de golfinhos (a Catarina também ficou eufórica com os golfinhos), o Alexandre não tem especial paixão pelos animaizinhos.

Há dois anos atrás, a atravessarmos para Tróia no Ferry, vimos os golfinhos do Sado e ainda me lembro do “choque” que tive, ou melhor, da surpresa confesso que para mim, na altura, um bocadinho desconcertante, quando nós todos contentes mostrámos ao Alexandre “Olha, olha, golfinhos!!!” e ele não ligou nenhuma, só estava interessado nos Pneus onde o ferry ia encostar quando atracasse, pois já se avistavam os Pneus e no meio do nosso entusiasmado “olha, Golfinhos!”, ele só dizia “os pneus, os pneus!!!”…

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Estão a ver… No outro dia contava este episódio à professora de ioga da Catarina (marcou-me…), na primeira manhã ensolarada que fomos experimentar com elas fazer ioga na praia (adorei) e dizia-lhe isso mesmo: “Entende como fiquei desconcertada? Nós amantes da Natureza, vegetarianos por respeito aos animais,   todos contentes quando vemos as espécies que não é comum ver todos os dias e este pequeno fascinado por comboios, metros, teleféricos, máquinas, construções, ferry-boats e pneus!”

Ela só dizia, “Percebo, percebo…” (também tem uma filha pequena).

Agora já acho piada que ele goste de pneus, quando tive que ir mudar os do carro, levei-o comigo, foi uma excitação.

No entanto, às vezes surpreende-nos com uns gestos de carinho, festinhas que faz ao cãozinho da vizinha ou, como este ano aconteceu, com estas cabrinhas lá na terra da avó…

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