Archive for Episódio na livraria

Os Documentários do Momento

Caderno Verde

Os Documentários do Momento

O Alexandre desde pequenininho que vê documentários com o mesmo interesse (e às vezes mais) com que vê desenhos animados.

Em pequenininho fascinavam-o os das construções de túneis, pontes e torres. Depois foi variando de temas, alguns ainda ligados às construções e outros aos fenómenos terrestres e celestes, ao funcionamento do corpo humano, aos meios de transporte, às viagens e às grandes cidades de todo o Mundo, coisas sobretudo ligadas às ciências e tecnologia e, ainda, à História.

Vou recordar aqui um episódio que contei num post que já publiquei há anos, “Episódio na Bertrand“, que ilustra bem o interesse dele nestas áreas e que acabei de referenciar acima.

Sim, ele estava de volta de um livro de autocad e dizia que ele o ia ensinar a construir túneis, a menina da livraria estava vidrada na sua conversa que derivou para “um dia vou construir uma linha (ferroviária) tão grande, por todo este país…”

Então, os documentários do momento, que temos andado a ver e a rever e a rever, ao longo destes últimos dois meses:

O Poder da Terra, do canal Odisseia, Episódio 3_Gelo (59 min), que explica a força e erosão pelo gelo, como tem ora aumentado, ora diminuído, estudos, expedições…

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DSC09207Desmontando a Cidade, do Discovery, Episódio 5_Londres (de 1h e 2min) _ contam que Londres é a cidade com mais infraestruturas subterrâneas que qualquer outra cidade do Mundo e com a mais vasta rede de túneis…

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DSC09213O Poder da Terra, agora o Episódio 4_Oceanos (58 min). Foi muito engraçado sabermos que o estreito de Gilbraltar e a existência do Mar Mediterrâneo, ao longo dos vários milénios, têm aparecido e desaparecido.

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DSC09259O Mundo Sobre Carris, do Odisseia, Episódio 4_Portugal, ferrovia do destino (60 min)_ “Emmanuelle é uma jovem exploradora com uma única paixão: viajar à volta do mundo de comboio. A maioria das suas viagens reside em conhecer centenas de pessoas diferentes, que habitam partes remotas do planeta.” E eis que neste episódio, em Portugal, percorre o país de Norte a Sul, no Alfa e no Intercidades, parando no Norte, numa zona costeira e de pesca e visitando um pescador, em Fátima, em Lisboa, visitando um grupo de jovens que voluntariamente dedicam as suas artes ajudando pessoas, e no Algarve, visitando um músico que recolhe músicas e cantares (e lenga-lengas) tradicionais e lhes confere arranjos interessantes.

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DSC09293Desmontando a Cidade, agora o episódio 3_Sidney (57 min), que ressalta o enorme e bem largo porto de Sidney, quase o único do mundo a comportar a atracagem de grandes navios como o Queen Mary e muito da geologia da terra.

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DSC09335(a ópera de Sidney)

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E também temos visto e revisto o episódio 2_S.Francisco (57 min) do Desmontando a Cidade (fala muito sobre os sismos e as obras de engenharia calculadas e construídas para lhes sobreviver),

e o episódio 6_Roma antiga (47 min) do mesmo programa.

Ainda o Poder da Terra, episódio 5_Terra Rara (58 min),

Como Fazem isso?, do Discovery, um episódio sobre a produção dos Legos e um outro sobre sabermos como a cidade de Las Vegas recebe os dois biliões de litros de água diários que precisa e ainda como se constrói um écran de televisão do tamanho de 3 campos de ténis.

Vimos também um episódio do programa Maquinaria da Terra:Terra sobre o interior da terra, magma, vulcões, placas tectónicas e sismos, novamente e como tudo isso funciona. Também fala sobre os dinossauros.

Já gravados, e a aguardar que os desbravemos estão os programas: Os Pirinéus Selvagens, O Império Solar_o aspecto enevoado do planeta Vénus, Se não existisse a Lua, Ciência Curiosa: Frio, Os Profetas da ficção científica_Guerra das Estrelas, O Segredo das Coisas_como são feitas as Locomotivas, Máquinas Gigantes_construção de um paquete de luxo e de uma ilha artificial na Alemanha, Titãs Mecânicos_ cinco mega-fábricas, incluindo o edifício de produção de veículos da Nasa e a maior fábrica de processamento de comida da Europa, A História do Mundo_a Era Industrial e Maravilhas da Ásia_ Japão: aposta na sua capacidade de se tornar uma das maiores potencias mundiais no sector aeroespacial.

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Seguir interesses implica também anteciparmo-nos

Vivam, bom dia!

Quando falamos em unschooling, aprendizagem natural, aprendizagem autónoma, seguindo os interesses da criança, etc., etc., às vezes há pessoas que pensam que significa que os pais nada fazem e deixam as crianças a aprender por conta própria. Já coloquei aqui no blog alguns posts a “retificar” essa ideia completamente falsa, pois para mim, não há maior envolvimento, atenção, disponibilidade por parte dos pais que o requerido pelo unschooling; muitas atividades surgem espontaneamente e muitas outras acontecem devido a uma antecipação: os pais a dada altura conhecem tão bem os seus filhos, gostos, o que os atrai de tantas experiências e atividades que praticam juntos que, quando vêem algo, estabelecem logo ligações a outras coisas, situações, etc., que estão mesmo a ver que vão complementar as atividades que decorrem. Às vezes não da forma que se pensa, já me aconteceu, mas o interessante é ficar “tudo em aberto” e deixar fluir.

É o que está por base de várias coisas que trago para o meu filho experimentar, como aconteceu com o cubo de Rubik, mais conhecido pelo “cubo mágico”. Já tinha andado um cá por casa, que era da nossa vizinha, quando o Alexandre era mais pequeno. Como o cubo de Rubik foi pensado pelo próprio para que os seus alunos (já crescidos) desenvolvessem a “visão/pensamento tridimensional” e como o meu pequeno sempre gostou de “trabalhar em três dimensões” e daí é que passou para as duas (desenhos, projectos, mapas, projecções) com maior facilidade, um destes dias realizei que será bom que haja um cubo mágico cá por casa (primeiro encontrei um mais pequenino e depois comprei o maior). O Alexandre achou-lhe piada e entretanto até andámos no youtube a ver os algoritmos mais avançados para a resolução do cubo, onde também explicam a organização das peças e assim chegar-se logo a visualizar quais as peças que pertencem a determinada posição.

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Outra coisa que me ocorreu foi ir ao site da CP (por todas as razões óbvias para quem acompanha o nosso percurso em unschooling) ver se havia algum mapa com os percursos dos vários tipos de Comboios de Portugal. Isto a propósito de uma conversa que o Alexandre tinha tido com o pai onde afirmava que determinada estação era uma “estação terminal” e onde “discutiram” os percursos percorridos pelos comboios Alfa e pelos Intercidades, bem como em quais estações paravam uns e outros. Nós costumamos ter essa noção quando consultamos os horários de alguns comboios e o Alexandre passa horas a percorrer as linhas de comboio no Google Earth,  mas isto assim visualizado, sistematizado e estendido a todos os de Portugal seria diferente.

Ora que no site da CP existe mesmo um mapa com os percursos tal como eu imaginava, imprimi um e quando o Alexandre o viu, adorou! Procedeu logo a uma consulta exaustiva, detectando as semelhanças e as diferenças entre Alfas, Intercidades, Interregionais e Regionais e Urbanos, observando a legenda_ a maioria dos percursos já ele conhecia, mas complementou a sua visão global com vários detalhes dos quais ainda não estava a par.

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Aqui, mostrei-lhe no computador onde tinha eu ido buscar tal mapa:

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O próprio…

E, claro, após uma hora e tal de aprofundamento do assunto, lá vem a inovação: sobre o mapa desenhou outros percursos que para ele são óbvios que venham a existir, para complementar esta rede ferroviária portuguesa.

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Em 2103 a CP terá mais estas linhas:

😀

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Isto fez-me lembrar um episódio que aconteceu há anos atrás e que contei quase logo no início deste blog, “Episódio na Bertrand“, em que o Alexandre, já no final da conversa, dizia à menina da livraria que um dia ia construir uma linha de comboio que iria percorrer todo este Portugal e vinha dali e por aqui e chegava até às traseiras daquele Centro Comercial onde nos encontrávamos na altura (isto com 4 anitos…).

😉

Esta actividade desencadeou o interesse por rever o filme “O Imparável” e foi o que seguidamente fizémos.

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Depois do filme, quiz voltar a ler o seu livro (que já tem desde os 4 ou 5 anos, embora seja um “livro para crescidos”) “100 Comboios de Sempre”. Já lemos algumas partes deste livro em várias ocasiões, mas nunca o tínhamos lido todo de seguida. Desta vez, começámos numa ponta e acabámos noutra (foi o treino que adquirimos ao ler os 4 livros da História de Portugal de uma ponta à outra), o que nos levou algumas tardes, pois o texto é denso e algo técnico, há que fazer umas pausas. Adorei sentir-lhe o interesse em toda a leitura e como aquela cabecinha vai decorando e associando pormenores (nomes, países, sequência no tempo).

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Num outro dia, mudámos de tema, quando o Alexandre pediu para alugar um filme que já tinha visto com a nossa vizinha há uns tempos, “As Fantásticas Aventuras de Tad“. Tem a ver com Arqueologia, Civilizações Antigas e artefactos misteriosos e o pai, no fim (nova antecipação), pensou em arranjar os filmes do Tintim, pois é capaz de haver também alguma adesão da parte do Alexandre, dados os temas.

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É muito engraçado para mim, ver como os temas se ligam e como Tudo vai decorrendo… e eu não estou presente mais de metade do tempo, não vejo as ligações que acontecem nas actividades que faz só com o pai ou com cada uma das irmãs e com o Bernardo (companheiro da irmã mais velha que também o acompanha desde que o Alexandre nasceu).

Um abraço e belos dias para todos!

Isabel

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Confirmação Antecipada

Bom dia!

Sob o título “Teoria”, no Caderno Verde, escrevi aqui há tempos (no post de 4 de Janeiro, intitulado “Ensino Doméstico – Mais alguns livros… e blogues!” na parte do Caderno Verde) sobre um acontecimento ocorrido (na prática, portanto 😉 ) quando íamos no carro no IC19 e eu respondi a uma pergunta, explicando demais, e o Alexandre me fez repentinamente parar de falar, pois já não podia ouvir tamanha explicação.

Palavra que escrevi isso antes de ler, em “Learning All The Time”, de John Holt, num capítulo intitulado “What Parents Can Do” e num subcapítulo intitulado “Uninvited Teaching”, o seguinte: …”We can also help children by answering their questions. However, all adults must be careful here, because we have a tendency, when a child asks us a question, to answer far too much. “Aha”, we think, “now I have an opportunity to do some teaching”, and so we deliver a fifteen-minute thesis for an answer” e após umas histórias interessantes que aconteceram com crianças, continua… “this was even hard for me to learn – for de most part such teaching (the uninvited teaching) prevents learning. Now that’s a real shocker. Ninety-nine percent of the time, teaching that has not been asked for will not result in learning, but will impede learning. With a minimum observation, parents will find this confirmed all the time”.

Realmente! Com um mínimo de observação, confirmei isto mesmo ainda antes de o ter lido…

Beijinhos a todos, até para a semana dia 9, Lua Cheia!

 

Caderno Verde

Episódio na Bertrand

No ano passado,  mais ou menos por esta altura, numa das nossas saídas em família, num dia de tempo chuvoso e também para aproveitar uma ida em trabalho por parte do Pedro, que ia demorar pouco tempo (a parte do trabalho 🙂 ), fomos ao centro comercial do Fogueteiro (do outro lado do Tejo), bebemos um chá todos juntos, vimos algumas montras e, como não podia deixar de ser, entrámos numa livraria (todos nós gostamos de ver as novidades, no que toca a livros, cada um nas áreas que mais aprecia…).

De repente apercebi-me que o Alexandre, que na altura estava mais perto da Catarina do que de mim, folheava um livro grande com muitas fotos, na zona dos livros técnicos e vi uma funcionária da livraria aproximar-se dele e por isso prestei logo atenção. Disse-lhe ela: “Olha, tens aqui mais livros, lindos para a tua idade!” – e indicou-lhe a área infantil.

Olhei para o rosto do meu filhote e vi que ele estava muito sério, quase a chorar e apressei-me a chegar junto deles, percebendo o que se passava com ele e disse-lhe: “Filho, a menina não está a dizer que não podes ver esse livro, está só a dizer que se gostares mais tens ali livros muito engraçados!”

Percebi que instantaneamente mudara a sua expressão e com toda a confiança com que costuma explicar-nos o que está a ver ou a fazer, disse dirigindo-se à rapariga que o interpelara: “Sabes, é que este livro tem aqui uns túneis (era um livro de Autocad – para quem não está familiarizado, o Autocad é um programa informático para Desenho Técnico que serve de apoio a várias especialidades tais como Arquitectura, Engenharias Civil, Mecânica, Electrotécnica, sobretudo – e que tinha na capa um desenho feito em computador cuja forma se assemelhava a um túnel, de facto) – e mostra o desenho da capa – e também tem casas – e mostra uns desenhos no interior do livro -, mas eu já sei construir casas, mas ainda não sei construir túneis e este livro vai ensinar-me a construir túneis!”

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A menina percebeu logo que ele, portanto, pelo menos naquela altura, estava mais interessado naquele livro que nos outros para crianças e ficou muito interessada a ouvi-lo, enquanto eu ia dizendo que ele gostava muito de túneis e pontes e torres e construções, mas também gostava muito de comboios. Ele apanhou a deixa e continuou numa grande conversa: “Sabes, eu vou construir uma grande pista de comboios por todo este País, vai dar a volta por aqui e por ali (e fazia gestos com os braços), por todo o lado e vou construir uma estação aqui atrás desta loja e depois…”

Estão a ver! Aquilo demorou tempos e a menina começou a explicar a outra colega, com uma certa admiração, tudo o que o Alexandre lhe tinha dito. Ainda nos demorámos um bocado na livraria 🙂

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