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Conversa sobre o Vegetarianismo e NutriVentures

“Mãe, porque te tornaste vegetariana?” _ foi esta a pergunta que desencadeou nova conversa sobre o vegetarianismo.

Já houveram outras, a anterior tinha sido desde quando era eu vegetariana e o pai e a mana Catarina e o Bato, isto passado tempo desde saber que nem sempre o fôramos e mais tempo ainda desde perceber que, em Portugal, a maioria das pessoas o não é e mais tempo ainda (pequenininho) em que não se apercebia de tais diferenças.

E isto porque apenas me vou cingindo a responder ao que ele realmente pergunta (isto é, quando me perguntou “desde quando” respondi-lhe “desde…” e não “e também porque…”) pois, como por aqui já referi algumas vezes, o Alexandre não gosta que lhe debite “Informação a mais” ou aquela que ele não solicita quando solicita algo específico (acontece também com outras famílias).

Também por aqui coloquei um post sobre termos explorado a Pirâmide Vegetariana dos Alimentos a propósito do seu interesse pelas Rodas dos Alimentos.

Então a minha resposta a esta sua pergunta, que teve uma segunda parte, “Foi por causa do Robiyn, não foi?” (isto porque ele sabe que o Robiyn dá workshops que eu já frequentei e a mana Catarina e o Bato frequentam, e é vegetariano, bem como a sua família (às vezes os filhos do Robiyn vêm brincar com o Alexandre) e também porque o seu grande amigo Bato às vezes toca no assunto), foi a seguinte:

“Não foi propriamente por causa do Robiyn, foi através do Robiyn (isto em 1998, quando não havia muita informação em Portugal sobre o tema) que tive acesso a muita informação sobre o vegetarianismo, mas o Robiyn não diz para as pessoas se tornarem vegetarianas ou que deveriam fazê-lo. Foi por causa dos animais, sim, porque à mãe sempre lhe fez impressão saber como as pessoas matavam os animais para depois os comermos e nunca fui capaz de assistir (quanto mais praticar) à matança do porco em casa dos avós das manas, ou das galinhas, ou dos patos ou dos coelhos, pois eles são agricultores e criam alguns poucos animais para comerem, embora eles tentassem ensinar-me como se fazia, mas eu não era capaz, desmairia logo _ a mãe já desmaia só de ver alguém a levar uma injecção! Até cozinhar a carne que eles punham na cozinha logo após, me fazia impressão e colocava-a às escondidas no frigorífico (porque senão eles chamavam-me lingrinhas e fracota) até a carne arrefecer e  já não me fazer tanta impressão. Então quando tive acesso a toda essa informação e percebi que não era preciso comermos carne de animais para vivermos (e vivermos saudáveis) e percebi ainda, que não era coerente não ser capaz de matar os bichinhos nem de os ver matar e delegar em outros essa responsabilidade, que é o que fazemos quando não matamos com as nossas mãos os animais, mas os comemos mortos por outros, resolvi tornar-me vegetariana.”

“E então a mana Catarina?” _ ele sabe que a mana Celina não é vegetariana.

Bem, é melhor perguntares-lhe a ela quais foram as suas razões, se quiseres uma resposta mais fiável. As manas obviamente não tinham que se tornar vegetarianas, só porque a mãe resolveu ser vegetariana. Quando eu deixei de comer carne e peixe a mana Catarina tinha 13 anos e a mana Celina tinha 8, um pouco mais novinha que tu, agora. Eu expliquei-lhes o que te expliquei a ti agora e disse-lhes que ia continuar a fazer e a dar-lhes a comida que elas estavam habituadas e gostavam, mas que ia cozinhar outras coisas diferentes para mim, que não utilizassem carne nem peixe. Elas começaram a provar dos pratos vegetarianos que eu comecei a cozinhar e gostavam muito de alguns; a mana Celina gostava muito de tofu à Brás (e não gostava nada de um outro prato parecido que se faz com bacalhau em vez de tofú _ bacalhau é um peixe…”

“Eu sei o que é que é bacalhau!”_ interrompeu.

“Pois, a mana Celina não gosta de bacalhau. Também gostavam de “bifinhos de seitan” com “natas” de soja e de mais uns quantos pratos vegetarianos. Mas enquanto a mana Celina decidiu depois, uns anitos mais tarde, comer só comida vegetariana em casa e fora de casa continuar a comer as outras comidas que as pessoas cozinhavam (em casa dos seus avós, do seu pai, dos seus amigos, etc.), a mana Catarina decidiu tornar-se mesmo vegetariana. Eu um dia contei-lhe que quando ela era bebé não gostava de comer carne nem peixe, que cuspia tudo, só gostava de sopinhas, de fruta, de leitinho, e de algumas papas e que, como eu não sabia na altura que os bebés podiam crescer saudavelmente sem comer carne ou peixe, “obrigava-a” a comer a carne e o peixe, disfarçando tudo muito bem e mesmo assim ela cuspia tudo na maior parte das vezes. Não sei se o ter-lhe contado esta história da sua infância contribuíu para a sua decisão de se tornar vegetariana, tens que lhe perguntar. E também tens que perguntar diretamente à mana Celina se quiseres saber as razões da sua decisão em relação a este assunto.”

“Bem, dá-me mas é aí as minhas batatinhas cozidas com seitan, que já estou cheio de fome…”

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E assim terminou, desta vez, a nossa “conversa vegetariana”.

😀

Notas adicionais:

– Há aqui no blog um link para uma entrevista que dei ao Centro Vegetariano sobre a minha gravidez vegetariana e o meu pequeno ter sido sempre vegetariano desde a gestação.

– Há pessoas que me perguntam se eu nunca dei oportunidade de escolha ao meu filho (de ser ou não vegetariano). Dentro da minha barriga, não, eu era vegetariana e ele alimentava-se através de mim, logicamente. Até aos 6 meses alimentou-se exclusivamente de leite materno (também por decisão minha e não dele, se bem que ele gostava muito de mamar e a amamentação ao peito prolongou-se por vários anos, até ele querer e pedir). Aos 7 meses, primeiro introduzi-lhe só a fruta, depois as sopas de legumes e cereais e ao dar-lhe a primeira colher de papa Cérelac ele vomitou e eu não voltei a insistir (comprei-lhe das outras, nas lojas Celeiro, sem leite adicionado, mas comeu-as a irmã mais velha, que adora papas, ele não gosta da consistência das papas, assim que começou a comer a fruta esmagada e as sopas, já só queria comida com pedacinhos_ também nunca quiz puré de batata nem açordas, por exemplo. Entretanto o pediatra pediu uns testes de alergia, porque ele vomitava tudo quanto tivesse leite de vaca (ao primeiro pedacinho) e verificou-se a sua sensibilidade extrema à caseína e outros alergéneos do leite de vaca e não come laticínios (e eu, entre comê-los e deixar de amamentar o meu filho ou continuar a mamentá-lo optei com a maior das facilidades por deixar de comê-los, sou, portanto, ovo-vegetariana). Entretanto, mais crescidinho, o Alexandre teve já muitas oportunidades de provar, pedir, pratos de carne e peixe, mas nunca quiz provar e faz-lhe um bocadinho de confusão/impressão ver e cheirar a carne e o peixe, sejam crús ou cozinhados, sobretudo cheirar, revolta-lhe um pouco o estômago. Portanto, sim, ele tem, desde há uns anos, oportunidades de escolha. E as minhas filhas só não tiveram as mesmas oportunidades de escolha mais novas ainda, por falta de informação minha, tal como também não puderam optar por não ir à escola e praticarem uma “aprendizagem natural”, por falta de informação minha, na altura (essa também já foi uma das perguntas do Alexandre “Mãe, porque é que tu obrigaste as manas a ir à escola e não foste tão boa para elas como para comigo?”).

Uns belos dias e belas refeições para todos!

Isabel

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Caderno Verde

Nutriventures

“Nutriventures: em busca dos 7 reinos” é uma nova série, portuguesa, que tem passado no Canal Panda e à qual o Alexandre acha muita piada. Tem a ver com a nutrição e a roda dos alimentos, mas também com reinos e aventuras.

Depois de ver vários episódios, soube que saíam em dvd e pediu-me para lhe comprar alguns (comprei-lhe os que já havia no mercado) e assim revê vários episódios sempre que quer.

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Entretanto descobri que havia um jogo on-line no site Nutriventures, inscrevi-o e começou a jogá-lo. Dentro do jogo há atividades várias, como comprar sementes, semeá-las no jardim e depois colher os seus frutos e ir gerindo moedas e pontos na compra e venda de vários itens ou para poder jogar o jogo propriamente dito. Também tem acesso aos episódios da série on-line.

A partir daí, começou também a construir reinos “Nutriventures” no Minecraft:

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E outra coisa que eu achei interessante foi quando me apercebi, numa conversa que ela ia a ter com a Catarina e com o Bernardo (Bato), no carro, tendo o Bernardo dito que não sabia bem quantos setores tinha a roda dos alimentos, que o Alexandre sabia-os de uma ponta à outra e respondeu-lhe logo: ” 7. A bem dizer, 8, contando com a água que está no centro e que se deve beber em muita quantidade. E deslindou todas as “fatias” da roda, a correlação entre elas e logo apôs as diferenças entre a roda usualmente explicada e a unicamente vegetariana.

Também me disse uma vez que a roda dos alimentos era um gráfico.

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A modos que Feliz

Olá, vivam!

Aqui há tempos, o Alexandre jogava Mine Craft e, depois de ter já construído a nossa casa baseando-se mesmo na planta da nossa casa

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(o nosso comprido corredor)

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(a nossa cozinha)

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(a nossa “sala comum”)

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(o quarto das brincadeiras… e havia mais_ eu é que não tirei mais fotos_ , estava a casa completa, mesmo de acordo com a planta da nossa casa, aqui é que não dá para ver…),

estava a construir uma cabaninha muito acolhedora e chamou-me para eu ir apreciar o quão bela estava. E disse-me “E isto assim com poucos materiais, que estou no modo sobrevivência.” “Modo sobrevivência?”_ perguntei incrédula (é o que faz perceber muito pouco detes jogos). “Sim, mãe, é um dos modos do jogo. Há bocado estive no modo criativo e também há o modo aventureiro.” “Ah! Gosto mais desses!!!”_ exclamei_ “Mas de facto, mesmo nesse modo sobrevivência, construiste uma cabaninha mesmo fixe!”

Ultimamente no facebook alguns dos meus amigos da rede têm escrito por lá que estão no modo Natal. Ora, pois, parece-me que nós, por cá, estamos nesses modos todos ao mesmo tempo: modo sobrevivência (se bem que eu não gosto muito deste modo, prefiro o modo vivências), modo criativo, modo aventureiro e modo Natal! E também acionamos o modo ativo e o modo passivo e o ativo de novo e aí vamos nós!

🙂

Bem, conjugando o modo Natal com o modo sobrevivência e o modo criativo, fomos fazendo as tradicionais decorações… isto porque este ano, a nossa bela árvore que nos tem acompanhado de há 11 anos para cá partiu-se no tronco, na zona de encaixe dos ramos. Esta árvore custou-nos 75 euros há 11 anos, é grandinha e não vinha nada a calhar ter de a substituir.

Então a mana Catarina, acionou o modo criativo e pôs-se a engendrar soluções para que os ramos encaixassem e não caíssem. Pensou numas braçadeiras metálicas (daquelas que se usam nas canalizações), que abraçassem o tronco na zona de encaixe dos ramos e colocaríamos os ramos que ficariam impedidos pela braçadeira de deslizar. Fomos comprá-las ao Leroy Merlin e experimentámos. Não funcionou. O que vale é que no Leroy aceitam devoluções caso o que compremos não sirva e uma das funcionárias, atenciosa, sugeriu-nos colocarmos silicone na zona dos encaixes para segurar os ramos, mas aquilo não nos estava a entusiasmar. Foi quando a Catarina pensou na cola quente, pois tem utilizado esse material em várias situações nos cenários das peças que representa (e também ajuda na cenografia) e sabia como se comportaria. Comprámos então uma pistola e uns tubinhos de cola quente… e funcionou!!!

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Continuamos assim com a nossa querida árvore de há 11 anos e de 1,60 m de altura.

Também mantivémos as decorações para a árvore que eles (Catarina e Alexandre) fizeram, em feltro, o ano passado (ou há dois anos, já nem sei…) e as de cartolina de cores de há dois ou três anos atrás

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e como novidade colocámos uns queques e uns sorvetes muito coloridos que comprei para este ano.

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Ah! E ainda colocámos na árvore esta bolinha que recebi este ano de presente na festa do 5º aniversário do centro onde pratico yôga:

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Nas portas e nas janelas colocámos as decorações do ano passado feitas com cartolinas brilhantes e “pedras preciosas”.

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Recuperámos uma coroa também já muito antiga erntrelaçando uma grinalda de contas azuis brilhantes, também de há anos, para colocar na porta de entrada.

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E pelo resto da casa colocámos umas bolas, mini-árvores de Natal e mais uns apontamentos natalícios, usando o que havia no baú dos enfeites.

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(esta é tipo uma caixinha de música que nos ofereceram há uns anos)

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As luzinhas para a árvore também se mantêm a funcionar de modo que, contas feitas, gastei 4 euros na pistola de cola quente e 1 euro nos tubinhos de cola quente extra e 13 euros nos queques e gelados e estes foram os gastos em decoração (que delego sempre nos meus dois assistentes, Alexandre e Catarina, pois eles gostam de se encarregar da decoração de Natal e eu nem tanto assim e tenho muitas outras coisas para fazer…)

😉

Do modo Natal também fazem sempre parte os filmes de Natal que o Alexandre tanto gosta de ver. Este ano tem incidido mais nestes:

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À mistura com estes que também têm uma qualquer magia:

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Os presentes entraram em modo reduzido, mas por pequenos que sejam dão sempre para uma sessão de escrita (o Alexandre a escrever que este é o seu presente para a mana Catarina):

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Não fizémos nem comprámos calendário do advento, embora ele goste muito de colocar cruzinhas nos dias de Dezenbro à medida que vão passando. Isto porque não se proporcionou este ano e quando démos por ela já estávamos a 8 ou 9… Assim, de novo em modo criativo-sobrevivente, arrancámos a folha de Dezembro do calendário que eu tinha na entrada, colocámo-la na porta do roupeiro do quarto (onde tem sido hábito colocarmos os calendários de advento anteriores e o Alexandre vai colocando as cruzinhas nos dias e, um dia ou outro, arranjamos uma surpresa (uma delas foi um dos filmes de Natal, o Arthur Christmas, outra foi darem-me a mim um presente_ ele e a mana Catarina fizeram um jantar completo que eu tive como surpresa ao chegar a casa num dia que tive que vir umas horas mais tarde (frutos secos como aperitivo, creme de cenoura e pão de alho de entrada, batatinhas no forno e cebolada de tofú e arroz de tomate e seitan na frigideira e um bolo de iogurte de soja para sobremesa)… que delícia! Até estou a gostar muito deste calendário do advento super improvisado.

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E agora, em modo aventureiro,  aventuro-me a partilhar convosco um presente que tenho dado a mim própria de há uns anos para cá: sentir-me mesmo a modos que Feliz. Com crise, ou sem crise, com mais ou com menos, podendo viajar ou não podendo de todo (podemos sempre viajar dentro de nós e descobrir coisas que temos e não lhes damos uso porque não nos lembrámos que as tínhamos, como a capacidade de amar, por exemplo), com mais família, menos família, mais amigos, menos amigos, em épocas festivas ou de introspeção, um fluxo, um vai e vem com o qual nos podemos deixar embalar, sem contudo afetar quem de verdade somos. Não é pura poesia. Foi de facto uma pérola que tenho vindo a descobrir e a polir e este ano vi, percebi e senti todo o seu brilho.

Vou ver se explico melhor, pode ser que venha a ser também um presente para mais alguém: eu sempre me dei bem com as mudanças, nunca fui muito resistente a elas e ainda menos a mudar eu própria (as minhas perspetivas, as minhas atitudes, a transformar o que cá dentro se manifestava em conflito, tornar-me coerente comigo própria e as minhas ações coerentes com o que penso e sinto e sei); sempre me dei bem com as mudanças, dizia, e mudar não me traz insegurança; no entanto, não tenho achado muita piada quando me dizem e/ou leio que mudar é o que de mais certo temos, que a única constante da vida é a mudança e coisas que tais (tais como fluxo e refluxo, movimento pendular e uma interminável repetição entre polaridades), que já todos sabemos, mas que não condiz com o que sinto cá dentro em modo profundo. Assim, profundamente, sempre senti que há algo que não muda nunca e não conseguia ditinguir bem o que era.

Há uns dois anos atrás, li um trecho no livro de David Icke, “Raça Humana, Ergue-te”, que me fez muito sentido (bem, talvez já tenham lido noutros textos do meu blog como leio sobre física quântica e que vários autores e cientistas falam sobre a realidade não ser o que vemos e captamos através dos nossos cinco sentidos e alguns chegam mesmo a identificar o que chamamos de mundo sólido e tridimensional com uma “realidade holográfica”, algo virtual_ anos atrás ainda, já ouvira isto mesmo nos workshops do Robiyn e com uma demonstração detalhada de como funciona um holograma e a holografia; David Icke também corrobora do mesmo em alguns dos seus livros, daí que não estranhem este trecho):

“(…) aquilo a que chamamos Universo, é uma ilusão holográfica, semelhante a quando olhamos para uma projeção de um céu noturno, no planetário. A única diferença é que no Universo as projeções parecem ser tridimensionais, por serem em holograma. (…) o Amor Infinito é a única Verdade, tudo o resto é uma ilusão_ tudo. (…) o Amor, no seu verdadeiro sentido, não é aquilo de que gostas, é aquilo que és. (…) o Amor é o equilíbrio de tudo. A Unicidade Infinita é a única Verdade, tudo o resto é ilusão. (…) Se vibra, é uma ilusão. O Infinito não vibra; é a harmonia e a Unicidade de tudo. Apenas a ilusão vibra – aquilo que é criado pela imaginação e pela ilusão da mente. Já mencionei antes que, quando experimentei o estado de Unicidade Infinita, não havia vibração, apenas calma e um movimento ondulatório em câmara lenta. (…) “

Pois, eu já tinha pecebido isto , mas não interiorizado bem, vivendo-o, “sabendo-o com o coração”, como gosto de dizer. Foi ao juntar várias coisas, várias vivências em que tive como que “insights” e em que entrei em estados onde também percecionei esta calma e tranquilidade eternas e ao mesmo tempo de grande jovialidade e alegria, que de repente se deu o clique:

Um dos primeiros “insights” assim fascinantes para mim, foi no decorrer de um exercício proposto pelo Robiyn num dos seus workshops, durante o qual de repente percebi que costumamos repetir (e às vezes mecanicamente) que somos uma parte do Todo, e que nem isso me fazia bem sentido; assim, realizei na altura que eu e qualquer um de nós não somos uma pequena parte do Todo, uma gota minúscula no oceano e sim, o próprio Todo, Uno e Indivisível que apenas se vai focando em cada aspeto que nós inadvertidamente chamamos “parte” (mais tarde ao ler este livro do Icke que referi vi que isto está muito bem explicado no capítulo a que pertence o trecho acima e no capítulo seguinte, para além de outros detalhes muito elucidativos de como é que isto tudo funciona então e a questão da não existência do “tempo” e muitas outras).

Depois houve um outro “insight especial” numa bela madrugada em que sonhei ser um pequenito índio às cavalitas do seu “grande” pai e que assim o acompanhava para todo lado (um pai extremoso que assim lhe mostrava tudo o que havia para aprender); senti uma felicidade tamanha, uma segurança inabalável, uma vida natural, cheia e rejubilante dentro de mim e acordei nesse estado e percebi que tudo isso era eterno e transportável para qualquer momento no tempo e lugar do espaço, portanto, para qualquer Agora. Aquele pai extremoso vivia agora, na minha vida agora e eu era uma filha completa e feliz (não que o meu pai não tivesse sido um bom pai, mas aquele do sonho transcende todas as expetativas, asseguro-vos).

E agora mais recentemente, um outro em que, ao reviver mentalmente vários momentos em que pego crianças ao colo e elas se acalmam de imediato (o que me tem acontecido frequentemente ao longo da vida, algumas crianças inquietas ou com alguma dor chegam mesmo a “adormecer instantaneamente”), percebi, senti, descobri, soube, sei lá, que posso fazer o mesmo a mim própria, se precisar, posso pegar em mim ao colo e usar esse talento inato que acalma bebés e crianças em mim própria, assim, natural e espontaneamente, sem chegar a pensar nisso sequer.

Bom, o que é isto tem a ver com aquele quê imutável em cada um e em todos, no Todo? Tem Tudo a ver. E também o sentimento que aquilo que verdadeiramente sou o era aos 17 anos e exatamente da mesma forma agora aos 47. Sempre senti isso, ao “longo dos anos”.

E aqui há um mês ou dois (ou três, já não sei bem… como eu sou em relação tempo…) li também este trecho, agora num livro do Deepak Chopra, “A receita da Felicidade” (eu não sou de receitas, mas está bem, quer dizer, mesmo as culinárias adapto-as a meu bel paladar; percebo que o título tem qualquer coisa de marketing…)_  ainda assim o livro é bastante bom e este trecho enquadra-se no capítulo “concentre-se no Presente”, um dos sete passos a seguir, da “receita”:

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“O mundo exterior surge em cada novo agora e nunca assume o mesmo aspecto da sua encarnação anterior. A mudança constante é a sua lei; a transformação perpétua possibilita todos os processos, incluindo o processo da vida. Isto significa que o seu verdadeiro eu pode definir-se como um ponto imóvel rodeado pelo fluxo de transformação. Se se deixar absorver por este ponto imóvel, permanecerá imutável no meio da mudança.” (…) “Estar presente e experimentar a presença são o mesmo e nenhum deles requer qualquer esforço. Não pode trabalhar para estar presente, apenas está. Se praticar a atenção plena, esta qualidade de presença alegre começará a acompanhá-lo em todos os momentos. Se der por si distraído, o simples facto de notar que está distraído é suficiente para o trazer de regresso ao presente. O tipo de atenção que aqui refiro não tem nada a ver com o vazio ou com um estado de vigilância. Não exige concentração nem intensidade. É o estado mais relaxado e natural possível, porque não existe nada de mais relaxado que o seu verdadeiro Eu. Centre-se nele ao observar cada atividade que o distrai e ao deixá-la fluir. “Tão depressa vem como vai (Easy come, easy go)” é uma expressão que possui, na realidade, um significado espiritual. O que vai e vem não é o seu verdadeiro Eu. O seu verdadeiro Eu é a beatitude que existe para lá do tempo.”

E logo depois uns conselhos ” Não sou o bulício incessante da minha mente. Não sou a história que a minha mente me narra repetidamente. Não sou as minhas memórias nem os meus sonhos para o futuro. Sou o ponto imóvel que pertence ao agora e à eternidade. (…) Separarei o momento presente da situação presente. Todas as situações surgem e passam. As circunstâncias mudam, mas eu permaneço.” (os passos da”receita” não são todos assim mais etéreos, digamos, há outros muito mais práticos, como por exemplo um que pus logo em prática numa situação pela qual passava quando estava a ler o livro e que me fez muito sentido e deu um resultadão: “Desista de ter sempre razão _ Desistir da necessidade de ter razão não significa que deixe de ter um ponto de vista, mas sim que desiste da necessidade de o defender a todo o custo.”).

Ora que isto conjugado com o texto do Icke (ou melhor, com o que está escrito em todo o capítulo ao qual pertence o pequeno trecho que transcrevi e no capítulo seguinte e que explicam bem como funciona aquilo que normalmente achamos ser a nossa realidade) e conjugado também com o que produziram em mim aqueles três insights que descrevi acima, fez-me novo clique e ativou o modo felicidade

😀

E assim, a modos que Feliz, beijinhos para todos e um Feliz Natal, o que quer que isso signifique para vós.

Isabel

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Reintegração_ 5ª fase da BCAP

Vivam, bom dia!

Hoje participo na 5ª e última fase da Coletiva Amor Aos Pedaços proposta pelas 3 Rs (Rute, Rosélia e Rosa Luma_ vejam aqui a listagem de todas as participações).

E para não furar as expectativas da Luma

😀

vou alterar o nome desta fase também e em vez de lhe chamar Reintegração, vou chamar-lhe

O Amor Está em Toda a Parte

Pois que considero que não nos reintegramos por nunca termos estado desintegrados, apenas na ilusão de o estarmos e assim que assumimos que somos Um Ser inteiro, único, perfeito e harmónica e eternamente integrado (ou que significado terá então o que se diz muitas vezes hoje em dia que “Somos Todos Um”?), toda a ilusão se esfuma e sabemos Quem Somos (Um, efetivamente a unicidade e a eternidade_ não somos imperfeitos em busca da perfeição, não involuímos e evoluímos, não nos desintegramos e voltamos a integrar, não somos um pedaço, não somos uma parte do todo, não somos uma metade eternamente à procura da nossa outra metade, da nossa alma gémea. Pressupostos que têm andado a ajudar a manter-nos afastados de assumir quem verdadeiramente somos. Digamos que às vezes, temos as “baterias em baixo” (ou deixamo-las ir abaixo) e até serem recarregadas ou trocarmos de bateria o sistema parece apresentar falhas) e que Somos e Irradiamos Amor.

(Grata ao Robiyn_ a quem conheço “ao vivo” e com quem convivi (e convivo ainda) um já considerável número de dias_, a David Icke, a Ikeala Lew Len, a Vladimir Megre e Anastásia, por todo o seu trabalho, dedicação e amor, por me terem ajudado a ver, a experimentar, a praticar, a sentir e a saber o que acabei de resumir muito resumido, sintetizar, em cima).

Sem mais delongas, deixo-vos algumas fotos (das mais recentes) de momentos onde senti, expressei ou senti expresso o Amor (momentos onde deixei que a ilusão se esfumasse, onde não me agarrei com unhas e dentes à ilusão e que têm sido cada vez mais frequentes).

Grata ao meu Marido Pedro, por tudo, adoro estes momentos em que andamos de mão dada, simplesmente a desfrutar da Natureza, da Beleza, do Amor. Amo-o.

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Grata aos meus Filhos que a toda a hora me manifestam Amor. Amo-os (aqui o meu post “O Amor É…, para saberem do que trata a foto).

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Grata à Rua onde costumo estacionar o Carro (e ao Carro, por me transportar todos os dias) para depois descer andando um pouco a pé até ao meu Local de Trabalho. Amo o Túnel belo que estas Árvores formam (grata a todas elas), irradiando Beleza e Amor, proporcionando Sombra em Tempo Quente e despindo-se em Tempo Frio.

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Grata ao nosso Gato que simplesmente está connosco e nos anima com a sua animação. Amo-o.

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Grata ao Sol que me alimenta, ao Mar onde me banho, à Areia que me aquece e nos serve de material de construção dos nossos Castelos de Sonho. Amo-os.

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Grata à Neblina Matinal que nos dá esta imagem deslumbrante desde a nossa Varanda (e grata à nossa Varanda e à nossa Casa e à Casa que o nosso Planeta É). Amo-as.

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Grata à Chávena linda e amorosa de onde saboreio o meu chá e a Quem a fez (e grata a todas as Plantas e Frutas com que são feitos os Chás que bebo, tranquilamente, saboreando cada golo) que me foi oferecida pelos meus queridos Filhos neste último Dia da Mãe, pois que sabem que ia ter muita utilidade e proporcionar-me muitos momentos zen. Amo-a.

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Amo os momentos em estivémos a pintar as paredes do quarto que vai ter nova utilização (o que nos divertimos a planear e depois a executar), amo os momentos em que cuidamos uns dos outros quando cada um está com as “baterias em baixo”, amo os momentos em que somos anfitriões e os momentos em que somos visitas, têm sido frequentes nestes últimos três meses.

Amo a nossa mais recente vivência em unschooling. Grata a John Holt pelo seu trabalho inspirador.

Grata a todos os Momentos Mágicos das nossas Vidas, que são uma Vida só… Amo-os.

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Grata às Organizadoras desta Coletiva. Grata a Todos Vós. Amo-vos.

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Poderia estar mais um dia e outro ainda enumerando uma lista maior ainda… o Amor Está em Todo o Tempo e Todo o Lugar…

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Manipulação e Poluição na Teia ambiental

Controle. Manipulação. Medo.

Três itens interligados.

Para afugentar os medos precisamos de controlar. Para melhor controle, manipulamos e para manipularmos servimo-nos dos medos. Dos nossos. Dos de outrém.

E na senda do controle usamos, manipulamos (sem controle) os mais variados recursos disponíveis, naturais inclusivé os humanos, desperdiçando-os, pois não interessam os meios e sim os fins.

Exemplo 1.

Nikola Tesla

Foi um inventor e tanto.

E um dos seus pequenos grandes inventos consta de uma pequena antena que colocaríamos no nosso jardim e extrairia, naturalmente, eletricidade da Terra, sem que fosse necessária toda a parafernália exploradora, comercial.

O problema foi mesmo esse, não havia como comercializar a coisa e não interessava, por isso, patrocinar a sua invenção. A energia seria grátis.

Tesla apareceu convenientemenete morto e sugeriu-se suicídio. Também o seu laboratório apareceu incendiado, perdendo-se muito do seu trabalho.

A eletricidade poderia ser hoje conseguida de uma forma completamente limpa e grátis.

Medo? Controle? Manipulação? Poluição?

Um pequeno à parte: em toda a minha “carreira de estudante” (e  eu tive Física até na universidade), nunca ouvi falar de Nikola Tesla; a primeira vez que ouvi falar nele e que me levou a uma aturada pesquisa sobre o seu trabalho, foi num workshop do Robiyn. O que aprendemos nós na escola, mesmo a um nível mais específico e detalhado? Fica no ar, para reflexão…

Exemplo 2.

Aquecimento Global

Ui que muitos estão a despertar para uma consciência de atitudes limpas e claras, de energia limpa, de atitudes de respeito para com o meio onde habitam e para com todos os seres que nele habitam. Ui, agora chamam-lhe de Ecologia e dizem-se verdes… ‘Bora lá tirar proveito e dividendos disto. Como? É fácil! Manipulamos uns quantos dados e atribuímos-lhe facilmete a culpa, eles próprios provocaram este estado catastrófico, vai ser fácil de o aceitarem, eles mesmo sabem que o provocaram, eles próprios sabem que passámos milénios a desrespeitar a naturalidade, a harmonia, a vida… bom… será fácil. Podemos vislumbrar dados catastróficos e aventar o “aquecimento global” que destruirá o planeta em escassos anos. E aí temo-los controlados, pelo medo. O seu despertar amoroso não vai durar muito, voltamos rapidamente aos medos. E nós facilmente tiraremos os dividendos, mais uns impostos, uns quantos créditos e endividamentos, até coletivos, umas quantas taxas pela pegada ecológica de cada um. É fácil.

Medo? Controle? Manipulação? Poluição?

Vou remeter-vos, assim, para o post com a participação da Flora na Teia ambiental, de há dois meses atrás e toda a discussão que provocou. Discussão saudável e muito proveitosa, a meu ver. Grata a todos os intervenientes.

Exemplo 3.

A minha pessoa.

Ainda hoje e considerando-me alguém desperta para a necessidade de transmutar os meus medos, tendo feito algo nesse sentido, assaltam-me muitos medos ainda, sorrateiramente, sem que deles dê conta, que me toldam completamente a Visão. Sem dar por isso, ajo sob o seu efeito e manipulo tudo e todos à minha volta por forma a que se cumpra a minha vontade e eu esteja no controle da situação.

No suposto controle. A bem da verdade, não controlo nada.

Não é por mal, a minha intenção é que tudo esteja bem. Quero o bem de todos. Aquilo que penso ser o melhor para todos.

Acorda-me do meu torpor uma vozinha inocente: “MÃE!!! Tu preocupas-te demasiado comigo! Eu já sei fazer isto muito bem, sem qualquer perigo!”

Ou uma violenta discussão com mais alguém que comigo co-habita e acusa o controle tentando manipular-me também (ou não nos espelhássemos continuamente…)

Até que eu percebo: “Caramba! Lá voltei a deixar que a visão se me tolde a este ponto. A fazer algo ditado por medos. Vou descobrir qual é este, agora, que memória me tolda neste preciso momento o entendimento, o fluxo natural , a Vida… E lá vou eu transmutar mais um nó de energia, vendo nitidamente que enquanto prossigo numa de medo-controle-manipulação-medo-controle-manipulação-medo, no meu microcosmo pessoal, o coletivo que me rodeia espelha exatamente a uma escala correspondente, o mesmo medo-controle-manipulação-poluição.

Logo, há solução.

Sim, há solução.

Sim, eu posso vislumbrar um mundo de energia naturalmente limpa e grátis e melhor ainda.

Sim, eu posso ir detetando o que me vai toldando a visão e mudar-me e ver como o resto do mundo me acompanha. Sim, eu sou responsável e, como tal, livre de me libertar dos medos-do controle-da manipulação-da poluição e abrir-me à Vida, ao Amor, à Energia que irradia e livre e gratuitamente circula e sentir-me grata por isso. Sim.

Blogagem Coletiva “Teia Ambiental” implementada pela Flora e pelo Gilberto. Acedemos à listagem das participações aqui.

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Questionamento_ 4ª fase da BCAP

Olá a todos!

Tal como as organizadoras desta coletiva (Amor Aos Pedaços) delinearam, este Questionamento segue-se à Esperança (vejam a partir daqui todas as participações).

Dos vários momentos que dediquei à esperança (ou à não esperança) nesta coletiva, faz parte um comentário que coloquei na participação da Lina e que para aqui transcrevo:

“Ah, ah, querida maninha! Este é um post mal humurado??? Então que venham mais pots “mal humurados” assim! Para mim é um com muito humor (e Amor) à mistura!

Pois que te percebo e já vi que já viste que eu te percebo e que também me percebeste, pelo comentário que deixaste lá na minha participação… perceberam?

Bem, deixando-me de trocadilhos, já há uns tempinhos que percebi que a maior parte dos problemas nas nossas vidas são uns falsos problemas e que derivam de toda a confusão de conceitos e preconceitos e julgamentos e de “saberes” com que somos bombardeados desde que nascemos e aos quais, ao fim de um certo tempo de bombardeamento, sucumbimos. Conceitos como este da Esperança (e muitos, muitos outros) que nos são apresentados sob uma capinha muito lindinha e a prometer-nos os céus. E assim entramos nesta roda, neste ciclo vicioso de encantos e desencantos, de ilusão e desilusão, de esperança e de desespero, de todas as polaridades e não sei quando é que a raça humana vai sair deste impasse bipolar (inspirei-me na “bipolaridade emocional” do chamamento das 4 R’s a esta fase, gostei do encaixe da expressão…)_ talvez quando retornarmos às crianças que fomos e nos relembrarmos do que é naturalmente mágico e verdadeiro e por isso não é mágico, é real, nós é que nos esquecemos do que a realidade É, realmente, deixámos de a percecionar (ou por outras palavras, do que o Amor É_ e andamos para aqui a chamar-lhe outros nomes!) Ora exatamente sem esperança que lá chegaremos e simplesmente com amor (que tudo pode-tudo confia-nada questiona-tudo faz, etc., etc.), me despeço de ti e deste teu post mirabolástico e fantástico, por hoje… mil beijinhos!!! Isabel”

Pois como para mim o amor nada questiona, não me faz grande sentido adotar o questionamento como uma fase do amor (assim como o não fez o desencanto (2ª fase) e mesmo a esperança (3ª fase). Faz-me mais sentido se eu considerar que estas “fases” sejam algumas das que alguns de nós passamos até redescobrirmos o que é o Amor… talvez. E que, afinal de contas, nada têm a ver com Amor.

Bem, é que não tenho muito a dizer quanto ao questionamento como “ferramenta de auto-conhecimento”, digamos, ou melhor, não tenho muito a acrescentar ao que já disse quando participei nas 4ª e 5ª fases da coletiva anterior, “Fases da Vida”, que se referiam à Juventude e à Maturidade e que eu intitulei de “Relacionamentos e Busca _parte I” e “Relacionamentos e Busca_ parte II”. Podem reler (ou ler pela primeira vez!), ficarão com a noção de como o questionamento passou por mim ou eu passei pelo questionamento e culminou num não buscar, não questionar, não por ter concluído o meu “auto-conhecimento”, como é óbvio, e sim porque deixou de fazer sentido buscar e questionar quando me reencontrei comigo própria (assim, muito resumidamente, porque “vi”, com o meu próprio coração, como sabemos todas as respostas, então não há que buscá-las, já cá estão, é só sintonizarmos com elas e tudo passou a ser “praticar a sintonia”).

Da mesma forma, partilhei nesses posts o sumo das minhas “fases do amor” no que respeita ao que denominei de “amor conjugal” e então, para esta coletiva agora, específica sobre o amor, pouco se me afigura acrescentar quanto ao amor (conjugal, romântico, como lhe quiserem chamar). Daí, até agora ter falado de alguns meus “estados de encantamento”, no geral (na 1ª fase em Março), do meu “desamor à sociedade” quando adolescente (na 2ª fase, em Abril) e do meu “amor de mãe” (na 3ª fase, em Maio).

E assim, agora _ menos palavras e mais ação, entrega e Amor no lugar de questionamento, experimentar para saber e fazer acontecer _, convido-vos a ver este vídeo (partilha de vivências de uma médica, de profissão, que vive e trabalha em Aveiro-Portugal):

(Gosto muito quando, já quase no final, a Isabel diz que tudo aconteceu, porque foi o amor que fez acontecer e agradece também ao marido, visivelmente emocionada, o que muito tem a ver com este tema e este post).

E este ainda, com amor  e gratidão:

Amo-vos e grata por Tudo (inclusive pela paciência que têm tido comigo)!

😀

Isabel (de Matos)

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Esperança _ 3ª fase da BCAP

Vivam!

Com este post, participo na 3ª fase – “Esperança” da Blogagem Coletiva “Amor Aos Pedaços” organizada por Rute, Rosélia e Rosa (Luma) (podem aceder à lista das restantes participações, aqui).

Quem espera sempre alcança. (Será??? Sempre, mesmo?)

A esperança é a última a morrer (o que significa que também morre…)

Aquele, vive de esperanças (é tolinho, coitado!)

Estar de esperanças!!! (estar grávida)

(óleo sobre tela, pintado por mim)

Ora que vou aproveitar este último dito popular, “estar de esperanças”, que é o que melhor se adequa ao meu post de hoje, que vou intitular de uma forma diferente, título que melhor reflete o meu sentir, estar e entender atual, substituindo Esperança por

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“Confiança, Entrega e uns pozinhos de Determinação”, com muita Gratidão à mistura _ cocktail (ou poção mágica!) que eu batizo de Fé.

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A primeira vez que “estive de esperanças” tinha a bela idade de 20 aninhos.

Não foi uma gravidez planeada. De repente, a minha vida, até então no ninho da minha mãe (e antes disso dos meus pais e depois dos meus avós e depois do meu pai e novamente dos meus avós e de seguida então, da minha mãe), ia dar uma volta (e que volta!). De cuidados e alimentados passamos a ter a função de cuidar e alimentar e a nossa barriguinha é mágica (o nosso útero!) como primeiro ninho de amor, cuidados e alimento.

Essa transformação foi, para mim, intuitiva. Em três tempos, a surpresa e o “não estar à espera” de tal notícia (dizem que “quem anda à chuva molha-se”, mas “quem anda à chuva com guarda-chuva não se molhará sempre”, de modo que não o esperava, mesmo…) deu lugar a uma confiança (interna e externa, isto é, em mim própria e em todos e tudo o que me rodeava) de que tudo correria bem, a uma entrega total e ao acionar da minha determinação em fazer tudo o que estivesse ao meu alcance (e o que não estivesse! Há que ser criativo…) para, da minha parte, proporcionar ao nosso bebé, a melhor gestação e a melhor infância que soube proporcionar.

Estava a completar, nesse ano (1985), o meu “curso médio” de Artes Visuais que me habilitava a lecionar e pensava já em concorrer a uma escola pública, na área; nesse ano, tinha sido já convidada a assistir as aulas práticas do meu professor de Design dessa escola de artes que frequentava e as perspetivas eram de continuar o mesmo trabalho em anos vindouros. E frequentava ainda o segundo ano do curso de engenharia civil da faculdade de ciências e tecnologia da cidade onde morava. Afigurava-se-me muito trabalho pela frente, grávida, a dar aulas em duas escolas e a continuar a estudar nas “horas livres”.

Nada disso me assustou, “para a frente é que é o caminho”, era um dos meus lemas (agora já não é, pois parece-me hoje que os caminhos podem derivar para todos os lados e mesmo, não haver caminhos, percursos, a percorrer, tão só amor a irradiar), ao mesmo tempo que um novo sentimento, o maternal, de carinho e puro amor, crescia dentro de mim. Pelo ser que acolhia no meu ventre. Pequenino, minúsculo…

Não quisémos saber se era menino ou menina, pedimos ao médico para não nos contar. Foi no momento do nascimento que nos vimos a ser brindados com uma menina linda!

Primeiro vivemos num quarto em casa da minha avó, tinha a filhota quase já um ano quando conseguimos alugar um pequeno T1. Não tínhamos carro. Grávida, apanhava autocarro para ir dar as minhas aulas na escola pública a para a escola particular ia a pé, que não era muito longe e os horários conciliavam-se. Quando concorri ao ensino, lembro-me perfeitamente de, em vez de desejar ficar colocada na escola tal (uma que era a que ficava mais perto de casa da minha avó), sentir que ia ficar na que melhor nos serviria e a que melhor eu servisse, decerto ia acontecer ficar colocada na “escola certa”. Entrega. Quando saíram as colocações, descobri que ficara colocada numa escola que não a tal mais perto da casa onde então morava, mas que ficava quase ao lado do meu local de trabalho nº2 (a tal outra escola) e calhou-me um “horário reduzido” (em vez de um “horário completo” de 22 horas semanais calhou-me um de 16 h semanais, o que queria dizer que ia ganhar menos (na proporção), mas por outro lado, permitiu-me dar as aulas em duas escolas e passar uma gravidez com menos exigência física do que se tivesse que dar aulas durante mais horas ainda, por semana).

No final da gestação dizia que queria ir a pé para a maternidade que ficava a cerca de 1 a 2 Km da casa da minha avó. Fomos de taxi, por causa da mala.                                                                              😉

O parto foi dos ditos “parto normal” e tive meia hora de contrações. Lembro-me de uma rapariga que já estava na mesma sala de preparação que eu e continuou depois de eu seguir diretinha para a sala de partos, gritar, enquanto eu já ia corredor fora, “ai que ela chegou depois e ainda se despacha primeiro!”. Gratidão. Grata ao médico que me assistiu (e que era o obstetra que me seguia), a toda a equipe, à maternidade que nos acolheu, ao meu corpo que se estava a portar lindamente, ao pai da minha pequenina, à minha pequenina por ser o maior presente, à minha avó que nos dava guarida e que sempre foi a minha avozinha querida e amorosa, à minha restante família, aos meus amigos, aos meus colegas de trabalho, aos meus empregadores, aos meus alunos, aos meus professores, à minha faculdade, à minha escola de artes, à minha cidade de nascimento e de nascimento da minha pequena, ao Universo!

Durante os seus primeiros três anos de vida, continuei nesta vida intensa, a dar aulas em duas escolas (no ano seguinte fiquei colocada na escola defronte do nosso T1), o pai era quem ia buscá-la ao infantário e lhe dava quase sempre o banho, eu fazia ainda a comida e tratava da casa e dava-lhe a papinha no meio de histórias e depois de a adormecer, “na maminha” (mamou até aos 14 meses), estudava para os exames na faculdade (e passava nos exames). Havia colegas minhas que me diziam que não sabiam como é que eu conseguia. Eu sabia. Queria, confiava e entregava-me. E fazia a minha parte. Não tinha esperança no futuro, agia no presente e confiava no fluxo. Tinha (e tenho, muitas vezes) fé, em mim, nos outros, no Todo, no Universo, na Vida, no Amor. Nem sempre, nem em todos os momentos, mas tive-a, nalguns momentos cruciais da minha vida, como este que conto hoje.

Evidentemente que nem sempre, volto a frisar_ e ainda agora tive momentos de falta de confiança, quando um dos meus maiores medos foi accionado. Para mim, não se trata de cada um “ter a suas verdades” e sim, “a cada um os seus medos, as suas ilusões”; são estes medos (que os temos por alguma razão) que vão minando a nossa intrínseca confiança e entrega ao fluir da Vida, e bem, “tenho-me visto e desejado” para trabalhar este tal, o que me vale é ter apoio e ajuda (obrigado Pedro, Catarina, Alexandre, Bernardo, Celina, Robiyn, N. e E.).

Continuando, então, o parágrafo anterior foi uma espécie de ressalva, pois às vezes penso se o que escrevo passará uma imagem de mim própria como sendo alguém que tem a pretensão de estar sempre bem e em equilíbrio e não percebe quem não o esteja. E não é nada disso, gente! Gosto é de partilhar o que de construtivo se vai passando comigo e à minha volta, as (re)descobertas que tenho feito e vou fazendo, algumas belas vivências… Continuando, então:

Anos mais tarde, quando ao frequentar os workshops Renaski^gi _ A Arte de Viver em Harmonia, um dia o Robiyn nos explica como a esperança pode desajudar (ou desajuda, na maior parte das vezes), a explicação fez muito sentido para mim, pois olhando para trás, para vários episódios da minha vida, vi logo que nunca tinha sido a esperança que funcionara comigo, nem os “pensamentos ditos positivos”, nem a força, nem o esforço e sim, exatamente, a tal poção mágica cujos ingredientes são: uma parte de confiança para duas partes de entrega total, uns pozinhos de determinação e tudo regado com gratidão mais do que q.b., cocktail que, como já disse, eu batizo de Fé, em todos nós e em tudo o que existe, Fé no Amor, na energia que Tudo permeia. E que, para que (re)descubramos que temos estes ingredientes no nosso armário mesmo ali à mão, precisamos de ir transformando memórias, medos, limitações, que são “traves nos meus olhos” e me fazem não enxergar a Realidade tal qual ela é.

Uma menina linda chamada Catarina. A minha filhota mais velha. Cinco anos depois, uma menina linda chamada Celina. A história do seu nascimento é já outra, ficará para um outro post, quem sabe. Dezassete anos depois, um menino lindo chamado Alexandre, cuja gravidez e nascimento já contei na 1ª fase da coletiva anterior, Fases da Vida. Sou mãe a triplicar. Costumo dizer que quando oiço chamar “Mãe!!!”, na rua, viro-me logo (é automático quer os meus filhos estejam ali, quer não).

Engraçado que quando a Rute (e a Rosélia e a Rosa), no mês passado, sugeriu a Esperança como tema para a 3ª fase desta coletiva, ocorreu-me logo o que iria abordar, que substituiria esperança por confiança, entrega, uns pozinhos de determinação e muita gratidão e que usaria a expressão “estar de esperanças” como mote para contar esta minha 1ª gravidez/nascimento da minha primeira filha. Nem me lembrei que o post “iria para o ar” no mês do Dia da Mãe. Nem que a minha filha mais velha está neste momento a sair do ninho da sua mãe para um à sua responsabilidade (não, ainda não vou ser avó…). Não liguei os pontos. Vi a ligação quando escrevi tudo isto. Coincidências, sincronicidades ou nem isso, Tudo se encaixa.

Hoje brincamos muito com a história: aqui há tempos, estávamos todos juntos, os de cá de casa, e a mais velha a contar como ainda se lembra tão bem de eu brincar com ela em pequenina, com as bonecas, com os peluches, com os puzzles, ou aos espetáculos (desde pequena que ela cantava e fazia a representação toda para a plateia do momento _ os familiares e os amigos que estivessem lá por casa) e eu a incentivava e a ajudava nos bastidores, e lendo e contando histórias e muitas outras atividades que fazíamos juntas, quando surgiu, já não sei porquê, o assunto da gravidez não planeada e ela, achando que não ligava bem uma coisa com a outra (de acordo com todos os preconceitos habituais), a minha disponibilidade e entrega totais à minha função de mãe versus uma gravidez não planeada, diz em tom dramático, com todas as expressões de atriz que lhe são características: “Mãe!!! Eu fui uma criança “não desejada”!!!”. E eu a rir-me, respondo: “Filha!!! Não foste desejada, foste muito querida, acarinhada e amada. E se tivesses daqueles nomes índios (alusão à anedota), em vez de Catarina chamar-te-ias “p. furado” (p., por causa dos motores de busca)”…  Ai, que o seu olhar vai-me trespassar quando ler que eu publiquei isto (esta parte da brincadeira em alusão à anedota)!!!

😀

“No problem”, todos percebemos que aqueles chavões psicológicos de culpas e frustações e coitadinho de mim, que não fui desejado, muitas vezes não terão fundamento. Alguns terão. Cada caso será um caso e não pode haver chavões. A vida de cada um o comprovará.

Grata a todos pela compreensão! Muitos beijinhos, menos momentos de esperança e mais de concretizações e ações harmoniosas e amorosas para todos!

Um grande abraço (dos de mãe)

Isabel

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Desencanto _ 2ª Fase da BCAP

Olá a todos!

Com este post, participo na 2ª fase – “Desencanto” da Blogagem Coletiva “Amor Aos Pedaços” organizada por Rute, Rosélia e Rosa (Luma) (podem aceder à lista das restantes participações, aqui).

Vou falar-vos hoje do meu primeiro desencanto, embora não considere que o desencanto faça parte do Amor ou seja uma fase do Amor, tal como não considero que o Amor exista “aos pedaços”, ou tenha fases, é sempre inteiro, íntegro. Eu percebo o âmbito desta blogagem e que os pedaços se referem às várias partilhas de cada um neste tema absolutamente amoroso                      😉                             (para além de que, amor aos pedaços, nos remete para aquela lojinha que vende bolos deliciosos, à fatia (e inteiros também), e muitos dos blogs participantes são blogs de culinária…).

Ainda assim, com todo o amor pelas autoras e organizadoras desta coletiva, não me soa bem o amor aos pedaços e tão pouco a abordagem do desencanto como uma fase do amor ou fazendo parte do amor. Mas estas são considerações pessoais, valem o que valem, refiro-as tão só para situar a minha participação nesta coletiva que me merece toda a consideração e tem sido um sucesso amoroso!

Se me perguntarem porque participo então, responderei: “Por amor”. O amor não olha à idade, não olha a classes, não olha a nomes (!), não é mesmo?

Pois o meu primeiro desencanto aconteceu por volta dos meus 14 anos de idade, quando comecei a perceber coisas como o que são a liberdade e a falta dela, a falta de amizade e de respeito de alguns (muitos!) pelos outros e pela Terra, pelo Mundo, sistemas e mais sistemas que pouco (ou nada) têm a ver com a Vida, com o Amor… desencantei-me com a sociedade.

Via pessoas a deixarem-se de falar, devido a frustrações, a stresses, a preconceitos e dogmas. Via pessoas desencantadas com o seu quotidiano, com o trabalho, com a família, com a sua vida emocional, enfim, com a sua vida. Via uns e outros em guerra com o vizinho. Via notícias sobre guerra entre países e imagens de tudo despedaçado e perguntava-me, “o que é isto?”. Desencanto. Amor não é, concerteza.

E questionava-me sobre quase todos os sistemas e quase todas as regras sociais, sobretudo os obrigatórios (na altura não me questionei sobre o sistema de ensino vigente, olha, questiono-me agora!                  🙂                 ).

Esses temas “sociais”, “coletivos”, “humanitários” (ou não “tenha eu 3 planetas pessoais em Aquário”, Sol, Mercúrio e Vénus                😉               ) eram muitas vezes os temas dos meus poemas (escrevia muitos poemas, nessa altura). Na minha cabeça (e sobretudo no meu coração) não percebia porque nos organizamos socialmente desta maneira em sistemas (políticos, económicos, financeiros, culturais, religiosos, sociais, educativos e tudo o mais e que são tudo menos naturais) que nos pretendem desconectar uns dos outros e do Universo no lugar de preservarem essa conecção.

E, claro, o meu próprio desencanto e julgamentos também não foram uma expressão amorosa. Percebi-o bem mais tarde, lá para os 30 e tal anos de idade, ao frequentar os workshops do Robiyn e a cimentar o que por lá percebi, vivendo na prática.

Depois ainda, li livros de outros autores que se interligam a respeito de alguns conceitos e práticas, tais como as ideias de que o Bem e o Mal e a dualidade não fazem parte da realidade, porque o que habitualmente chamamos de realidade alguns outros percebem-na como uma ilusão (como é dito em filosofias e práticas orientais), outros como uma “realidade” (não realidade, uma expressão, uma construção da nossa mente e emoções) virtual ou holográfica (alguns cientistas (físicos quânticos e outros) e vários outros seres que se dedicam ao assunto, tais como o Robiyn e, um outro exemplo, David Icke).

É muito estranho para nós pensarmos que o “mundo físico” que vemos à nossa volta afinal não é “exterior” a nós, que não existe tal coisa como “dentro de mim” e “fora de mim”, que somos “co-criadores do “mundo””, que o nosso “corpo físico” é um recetor (tipo um aparelho de rádio, televisão, computador ou isso tudo junto e de complexidade ainda maior) que capta uma gama muito reduzida de todas as frequências, ondas (vibrações!), que existem no Universo.

Se estiverem para aqui virados e quiserem aprofundar bem o assunto, recomendo (não resulta apenas para os desencantos com a sociedade, resulta também para os desencantos românticos, para os desencantos connosco próprios, para todos os desencantos e a ordem aqui apresentada é aleatória, podem começar por qualquer um):

1 – A frequência dos cursos/workshops Renaski^gi, “A Arte de Viver Em Harmonia” facilitados por Robiyn (www.robiyn.org).

Não sei resumir do que tratam. De Tudo. Tudo pode por lá ser explicado e vivenciados momentos que nos vão fazendo entender como funciona. A nossa energia pode ser (por nós) transmutada e “alinhada” a frequências de integração e harmonia.

2 – Ouvir (de entre outros da sua autoria, e especificamente para o caso) o CD “Para Além do Bem e do Mal, a Inocência”, da autoria de Robiyn.

A “música de fundo” são as gargalhadas de crianças. O teor explica muitas coisas sobre a dualidade, o Bem e o Mal, a educação e outras mais. E contém ainda propostas de exercícios para fazermos e intuirmos melhor certos conceitos. Foi ao ouvir este CD que eu realmente percebi isso do Bem e do Mal não existirem. Só cada um poderá percebê-lo por si próprio.

3 – Ouvir (e, mais importante ainda, praticar) o CD “Relaxamento – # 1”, da autoria de Robiyn.

45 min de explicação e 45 min de um exercício básico de relaxamento completamente orientado pelo autor. Quem experimentar e praticar na íntegra concordará comigo ser espetacular e com resultados excelentes.

4 – Ouvir (e, mais importante ainda, praticar) o CD “Rio de Energia e Transmutação Energética – # 1”, da autoria de Robiyn.

45 min de explicação e 45 min de um exercício básico de transmutação energética (perdão) completamente orientado pelo autor. Reitero o meu anterior comentário: resultados excelentes, quem ousar praticar entenderá o que quero dizer.

5 – Ouvir (e, mais importante ainda, praticar) o CD “Telepatia e Diálogo Mental – # 1”, da autoria de Robiyn.

45 min de explicação e 45 min de exercício básico de diálogo mental completamente orientado pelo autor. Reitero o meu comentário à prática dos exercícios anteriores.

6 – A leitura do livro “Você É a Solução”, da autoria de Robiyn.

Um livro que nos conduz a assumirmos efetivamente a responsabilidade pela Vida, que nos aponta a solução para cada um dos problemas, que nos ajuda a redescobrir quem somos e a agirmos como tal.

7 – Ver o documentário (filme) “What a Bleep Do We Know?”, realizado por William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente.

Trata-se de um filme produzido através de várias entrevistas feitas a cientistas (físicos quânticos, biólogos, bioquímicos, médicos, neurologistas e neurofisiologistas, psicólogos, um investigador na área da ciência noética com formação em telecomunicações, outro na área da psicoenergia) e também a filósofos, um teólogo e um espiritualista. “O que raio sabemos nós?” é um filme que nos abre a mente e nos solta de preconceitos que herdámos não só através da religião como da própria ciência, sem criticar uma e outra, e sim interligando-as e unindo-as.

Através deste link (há vários outros) podem aceder à primeira parte do filme (com legendas em português br); para as restantes partes é só ir clicando na parte seguinte.

8 – Ler o livro “Afinal o Que Sabemos Nós?” da autoria de William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente.

Diz William Arntz na introdução ao livro: “A vanguarda da descoberta científica parece provocar um fascínio universal, e ao intersectá-la com verdades aceites durante muito tempo no reino místico torna a ciência aplicável à vida quotidiana. Sempre que conversava com alguém acerca deste material, todos ficavam intrigados: “A física quântica diz isso?!” “As minhas células fazem isso?!” “Eu-eu-eu crio a minha-minha-minha experiência?!” Nós sabíamos que o público existia, era só uma questão de chegar a ele.”

Obrigada Rute, por me teres emprestado o livro, eu tinha apenas visto o filme e o livro comporta ainda muito mais informação. E eu sou uma fã da física quântica                😉

Embora o livro, tal como o filme, seja baseado nas muitas entrevistas feitas a “cientistas da vanguarda” (e também a alguns “espiritualistas da vanguarda”), é perfeitamente compreensível e acessível a todos nós.

9 – Ler o livro “Limite Zero” de Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len.

Está gratuitamente disponível na internet.

Joe Vitale, autor de bestsellers na área do desenvolvimento pessoal (como por exemplo “O Factor Atracção”), foi humilde o suficiente para a dada altura da sua vida (e carreira profissional) perceber, assumir e divulgar através deste livro, que muitas das coisas que tinha escrito (tal como o livro que referi acima e a sua participação no livro “O Segredo”) e transmitido nos seus workshops, anteriormente a ter conhecido Ihaleakala Hew Len, eram baseadas em alguns equívocos, que as coisas se passam realmente de outra forma e o que funciona, na resolução de todos os problemas (os que consideramos nossos e os que consideramos de outros ou mundiais, etc.) é algo muito simples e natural e ao mesmo tempo parece uma enormidade tamanha para alguns: cada um de nós é responsável por tudo o que surge na sua vida (dentro de si e à sua volta (o que significa, também tudo o que acontece na vida das pessoas à sua volta) e ainda tudo o que tomamos conhecimento), o que é absolutamente A Liberdade, pois nos torna o único ser capaz de o resolver, mudar, transformar; e a forma que existe de o fazer é perdoar (qualquer coisa: uma pessoa, um acontecimento, uma situação, um objeto, em última análise, nós próprios), que significa transmutar, limpar, clarificar, dissolver, sentimentos e emoções associadas e, em conjunto com o perdoar, agradecer e amar. Limpar todos os julgamentos, preconceitos e limites que nos impomos (ao que os autores deste livro chamam “entrar em estado de Limite Zero”) para que, ao invés de nos orientarmos e agirmos por eles comandados, que é mesmo o termo, possamos estar completamente livres para nos orientarmos e agirmos unicamente por inspiração, por Amor.

Lendo o livro é fácil perceber como distinguir quando agimos devido a memórias enraizadas que nos trazem sempre mais do mesmo (e por isso vemos quadros mais negros) ou quando agimos por inspiração, que é sempre amorosa e nos traz sempre harmonia e felicidade.

Engraçada também é a história/facto/acontecimento que despertou a curiosidade de Joe Vitale sobre o doutor (é psicólogo) Ihaleakala Hew Len: um amigo perguntou a Joe Vitale se já tinha ouvido falar de um terapeuta que curara pessoas sem jamais vê-las, usando um sistema havaiano chamado ho’oponopono. E à sua incrédula reação, o amigo continua a explicar-lhe tratar-se de um psicólogo que curou um hospital cheio de criminosos com problemas mentais, sem nunca ter atendido pessoalmente um único paciente. É aí que ele tenta tudo por tudo até encontrar o inusitado psicólogo, contactá-lo, entrevistá-lo, participar num seu workshop, aprofundar as “técnicas” e a prática do ho’oponopono e operar mudanças relativamente a como vinha fazendo as coisas, agora com um outro entendimento que lhe fez todo o sentido.

Há um ponto ou outro ao longo de todo o livro com os quais não concordo, como por exemplo a história sobre hamburgers e charutos, não fosse eu vegetariana e não fumadora (ativa, porque passiva às vezes não tive como), o que não me impede obviamente de divulgar o que considero um bom livro nem descartar a oportunidade de que mais alguém possa vir a conhecê-lo e desfrutá-lo (tal como eu dele desfrutei) bem como da bela prática ho’oponopono.

10 – Ler o livro “Raça Humana, Ergue-te” da autoria de David Icke.

Já li alguns livros de David Icke (e assisti à palestra que deu o ano passado em Portugal) e, embora à primeira leitura me tenham deixado um pouco “de pé atrás”, “será que isto possa mesmo ser assim?”, a quantidade imensa de informação e pesquisa, da sua parte, ao mesmo tempo coerentemente interligada, é tal, que não posso absolutamente descurá-la. Podia falar-vos dos outros seus livros que li, mas para os efeitos deste post, recomendo vivamente o “Raça Humana Ergue-te”, onde, no meio de muita outra incrível informação, está muito bem explicado como aquilo que habitualmente chamamos de realidade física é uma “realidade holográfica” (virtual).

Também nos conta, nesse livro, muito da sua história de vida, como passou de futebolista profissional a jornalista na BBC, a membro do partido “os Verdes” do Reino Unido e como percebeu que tudo isso é falacioso e está “contaminado” por uma intrincada “conspiração global” (um dos seus livros intitula-se, precisamente, “Manual da Conspiração Global e como acabar com ela”). E fala-nos do seu percurso “espiritual”, de algumas das suas “fontes de informação” e “plataformas de pesquisa”, para além de toda a restante informação e indicação de fontes que nos convida a pesquisar, que disponibiliza.

Tive há pouco conhecimento que foi já editado o seu novo livro (penso que ainda não em português), “Remember Who You Are”. Ainda o não li, assim que tiver oportunidade, vou lê-lo, claro.

11 – Ler o livro “Anastásia” da coleção “Cedros Ressoantes da Rússia”, da autoria de Vladimir Megre (e os restantes livros da colecção).

Nesse primeiro livro da coleção (são 10 livros ao todo, 5 deles já editados em Portugal) Vladimir conta como travou conhecimento e amizade com Anastásia, uma habitante (humana) da floresta russa (taiga), onde sempre viveu e passa-nos uma quantidade incrível de informação sobre como vive (e como viveu desde que nasceu) Anastásia, todas as capacidades que nos são inatas a todos e que ela sempre preservou e desfrutou, como as usa para benefício de todos e muito mais.
Para mais informação e indicações sobre os livros, podem consultar o site português (onde se encontra referenciada a ligação para a página do autor, em russo e em inglês): http://www.cedrosressoantes.com

12 – Experimentarmos tudo isso e “ver para crer” (ou melhor ainda, como diz o Robiyn, experimentar e deixar de crer, porque passa a saber, por experiência própria, o que é diferente de apenas conhecer _ sabedoria é diferente de conhecimento).

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Termino de novo com o encantamento, o tal, para quem ainda se encontrar desencantado:

“abzkkkddlllavmixxxx”!                                                         😀

(Contei desta poção mágica, aqui, na parte do Caderno Verde (final do post)).                                                🙂

Pronto, como eu disse no post dedicado ao encantamento, ficaram encantados, a partir de agora todos nos damos conta que somos FELIZES!!!

Beijinhos encantados para todos.

Isabel

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